Autor: agitosp

  • Morte de pets reforça urgência de rever normas para transporte

    No último mês dois cães morreram durante voos nacionais; transporte requer cuidados e preparação prévia

    No período de um mês dois cães morreram durante transporte aéreo em voos domésticos no Brasil. O primeiro caso aconteceu no trajeto entre Rio de Janeiro e São Paulo e a causa da morte foi hipertermia. O segundo, ocorrido no trecho entre São Paulo e Aracaju, teve como causa a morte por asfixia, apesar do uso da caixa de transporte recomendada. “Toda viagem passa primeiramente pelo aval do médico veterinário, e esses recentes acontecimentos são um alerta para a necessidade de revisão dos protocolos para o transporte aéreo de animais de estimação fora da cabine da aeronave, que hoje é obrigatória para conjuntos (animal+caixa de transporte) com peso total de 7 a 10kg, podendo variar de acordo com as regras de cada companhia aérea”, afirma o diretor científico da Associação Mineira de Medicina de Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

    O especialista, no entanto, afirma que há meios de mitigar as probabilidades de algo dar errado e minimizar o sofrimento dos animais que precisam voar. “O erro começa quando se equipara esse transporte de animais domésticos ao transporte de cargas e isso precisa mudar. Estamos transportando vidas e uma série de cuidados devem ser adotados para garantir a integridade física e evitar mortes”, avalia.

    Diante dos casos ocorridos, a companhia aérea responsável suspendeu o serviço durante 30 dias e afirmou à imprensa que está fazendo uma análise de todos os procedimentos deste tipo de transporte. “Todo o ambiente de espera no embarque e desembarque deve ser meticulosamente preparado, assim como a logística operacional, priorizando a introdução e retirada da caixa com animais do interior da aeronave, para que se possa reduzir o tempo de permanência nesses ambientes hostis para eles”, observa Coimbra.

    O diretor científico afirma que o transporte aéreo oferece desafios significativos. “A microgravidade, exposição à radiação, força G, lesões por ejeção de emergência e condições hipóxicas. Tudo isso precisa ser avaliado para oferecer segurança”, completa.

    Segundo o especialista em segurança viária, os animais domésticos devem passar por um período de adaptação para voar fora da cabine. “Os pets não estão habituados a tanto barulho e ao ambiente em que ficarão inseridos por horas, isso gera um estresse muito grande. Além disso, o calor e a desidratação agravam esse sofrimento e, em casos extremos, podem provocar a morte”, comenta.

    Preparação
    Para melhorar essas condições, explica Coimbra, o tutor deve fazer um planejamento para que o pet se adeque à caixa de transporte. “Uma boa estratégia é promover a adaptação do animal com o confinamento na caixa ainda em sua casa, aumentando gradativamente a permanência até que se atinja o tempo total programado para a viagem. Isso reduz o estresse e ocorrências indesejáveis”, observa.

    Por terra
    Recentemente, a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMVPR) elaboraram as diretrizes para garantir a segurança do transporte de animais domésticos em veículos terrestres. Isso é indispensável porque os animais de estimação não possuem estrutura óssea e muscular capaz de suportar os traumas e lesões que eventualmente decorrem de um sinistro de trânsito.

    Segundo a Abramet, há cinco formas seguras para transportar os pets: caixa de transporte; cestinhos ou cadeirinhas; cinto de segurança; grades de contenção ou capa protetora para banco traseiro.

    A caixa de transporte deve ser fixada pelo cinto de segurança do veículo no banco traseiro. Precisa ser ventilada e estar de acordo com as dimensões do animal. “Essas caixas podem ser acomodadas também no compartimento de bagagem, porém a sua fixação é fundamental para a segurança, visto que seu deslocamento pode causar lesões na coluna cervical e torácica dos ocupantes do banco traseiro, por exemplo”, afirma Coimbra.

    As cadeirinhas (cestinhos) são recomendadas para animais de pequeno porte que não se adaptam em viajar nas caixas de transporte. Segundo a recomendação da Abramet, elas são projetadas para serem utilizadas com os animais utilizando coleiras do tipo peitoral e devem ser fixadas no encosto de cabeça do banco traseiro e retidas com o cinto de segurança do veículo.

    Cães de porte médio ou grande podem ser transportados com cinto de segurança na posição central do banco traseiro, com os adaptadores presos às coleiras peitorais, e fixados no encaixe do cinto de segurança do veículo.

    As grades de proteção são indicadas para animais de grande porte e têm a função de limitar a circulação do animal dentro do carro e impedir o cão de saltar pela janela. Já a capa protetora de banco traseiro pode ser usada com o cinto de segurança, minimizando o risco do animal de sofrer ferimentos em desacelerações bruscas, por exemplo.

  • Outubro Rosa alerta sobre câncer de mama em homens

    Dados do Instituto Nacional do Câncer informam que das 18.295 mortes por câncer de mama em 2019, 227 foram homens
    Homens também podem ter câncer de mama. Sim, eles precisam saber que a doença não é restrita apenas às mulheres. Embora muito raro e sem exames de rastreamento, como é feito anualmente pelas mulheres, eles devem prestar atenção em inchaço próximo aos mamilos, caroços nas mamas e secreções. Eles representam 1% do total de casos da doença. 

    “Como a mama masculina é pequena e os nódulos ficam atrás da aréola (onde está o tecido mamário) fica fácil fazer o diagnóstico”, explicou o coordenador de mastologia de São Caetano do Sul, Paulo Roberto Pirozzi. 

    Diagnosticar o câncer de mama cedo aumenta as chances de um tratamento bem-sucedido. Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) informam que das 18.295 mortes por câncer de mama em 2019, 227 foram homens.

    Segundo Pirozzi, a cada 100 diagnósticos positivos em mulheres, um caso é encontrado entre homens. A maioria tem mais de 60 anos e é mais frequente onde há outros casos familiares. “Quando o homem é o primeiro caso na família, costumamos pedir rastreamento genético familiar, porque a possibilidade de ter outros casos em mulheres da família é muito grande”, explicou o mastologista.

    Desde 2014, foram realizadas três cirurgias em homens no município de São Caetano do Sul. Uma delas foi em Roberto Willians Iara, 68 anos. “Em 2020, procurei um clínico geral devido a uma dor e sensibilidade na mama, que começou a incomodar. Durante a consulta, o médico detectou um nódulo e me encaminhou a um ultrassom. Depois disso, foi uma sucessão de exames até que o câncer foi confirmado por meio da biópsia”, afirmou.

    Roberto realizou quatro ciclos de quimioterapia, com intervalos de 21 dias entre elas, até que em abril, realizou a cirurgia. “Depois da cirurgia, fiz mais 15 sessões de radioterapia e atualmente faço acompanhamento no Centro de Oncologia Luiz Rodrigues Neves e no Caism (referência em atendimento de mastologia no município).”

    A cirurgia costuma ser a retirada de toda a mama, com a aréola, e o mamilo tendo de ser removido como margem de segurança (mastectomia total), com a cirurgia axilar (retirada de um gânglio – linfonodo sentinela – ou de vários gânglios da axila) no mesmo tempo cirúrgico. “Geralmente, não temos como fazer cirurgias conservadoras, que retiram apenas parte da mama. É preciso fazer a retirada da mama para a pesquisa do nódulo”, finalizou Pirozzi. 

    Integrando as ações do Outubro Rosa, São Caetano do Sul vem realizando iniciativas pioneiras para proporcionar condições efetivas à realização da prevenção do câncer de mama. Dentre as ações mais importantes houve a aquisição de um mamógrafo digital, com tecnologia de ponta que permite a realização de biópsias e agulhamento no próprio equipamento, com diagnósticos mais precisos para a realização de procedimentos menos invasivos.

    É importante que homens e mulheres observem suas mamas com frequência. Qualquer sinal ou sintoma (seja nódulo, dor, pele avermelhada, alterações no bico do peito, saída de líquido, entre outros) deve ser investigado por um médico.

  • Dicas para uma viagem pelo Alentejo no inverno

    Com a notícia da reabertura de Portugal, muitos viajantes do Brasil já planejam trocar o alto verão brasileiro para curtir o friozinho no continente europeu. E que tal vivenciar todo o cenário pitoresco do Alentejo? A maior região de Portugal tem tudo para tornar o roteiro de inverno inesquecível, com muitos vinhos premiados, gastronomia saborosa e charmosas vilas de arquitetura singular.

    Ficou com vontade de apreciar essas paisagens únicas? Conheça as dicas, separe um bom agasalho e embarque em uma adorável viagem pela encantadora região do Alentejo.

    O clima
    Os dias de inverno no Alentejo são ensolarados com temperaturas amenas, mas nada do frio como no restante da Europa, por exemplo. É possível se deparar com alguns períodos mais chuvosos também. Por isso, o ideal é investir em uma mala com roupas mais quentes, com casacos e calçados fechados.

    Atividades ao ar livre
    Mesmo com as baixas temperaturas, os constantes dias de sol convidam para atividades ao ar livre, como explorar as planícies com campos de plantações que aguardam a mudança de estação. O passeio é a certeza de presenciar um deslumbrante e emblemático pôr do sol no Alentejo.   

    Aos amantes dos esportes, há estradas fantásticas e percursos muito bem sinalizados por toda a região, que convidam para um passeio de bicicleta. Desta forma, é possível apreciar toda a paisagem bucólica, que ganha um tom mais opaco durante o inverno, mas sem perder o seu charme.

    Programa culturais e monumentos
    Se as temperaturas mais baixas fazem você querer se abrigar em locais fechados, aposte nos programas culturais. O Alentejo tem locais impressionantes para visitar, como a Capela dos Ossos e a Catedral de Évora, em Évora, o Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, ou o Paço Ducal de Vila Viçosa, por exemplo. Além disso, há uma excelente oferta de museus muito interessantes, como o Museu da Tapeçaria, em Portalegre, ou o Museu de Évora.

    Mas, se você quiser encarar o ventinho gelado e ver de perto o patrimônio histórico alentejano, há cidades e vilas que são verdadeiros museus a céu aberto e com construções magníficas, como Monsaraz, com suas ruas de pedra e o castelo no topo de uma colina, Marvão, com seu castelo de mais de 700 anos, entre outros lugares.

    Gastronomia e enoturismo
    O clima frio e úmido também é perfeito para provar os pratos quentes típicos da culinária alentejana, como o ensopado de borrego – como é chamado o cordeiro com menos de um ano. É uma verdadeira iguaria, temperado com hortelã e ervas aromáticas.

    É nessa estação também que se pode visitar os olivais centenários e ainda ver de perto o lugar onde os frutos são processados e dão origem ao azeite, parte fundamental da cozinha local. Vale uma visita ao Lagar do Marmelo, em Ferreira do Alentejo, que já atingiu os 10 milhões de oliveiras e exibe um edifício de arquitetura moderna e tecnologia de ponta.

    Para uma completa programação de inverno no Alentejo, é claro que não pode faltar uma verdadeira experiência de enoturismo. Uma taça de um bom tinto encorpado produzido na região é irresistível, principalmente nas baixas temperaturas. A grande variedade de vinícolas oferece a chance de degustar excelentes opções da bebida, além de visitas às caves e adegas.

    Hotéis charmosos
    A oferta hoteleira do Alentejo é excelente e garante muito conforto e comodidade aos seus turistas. Muitas delas são verdadeiros hotéis de luxo em meio às paisagens bucólicas do campo, e oferecem a possibilidade de tomar um bom vinho diante da lareira, desfrutar de tratamentos em spas, relaxar em piscinas aquecidas ou jacuzzis, entre outros. Desse modo, a experiência do inverno no Alentejo fica ainda melhor.

  • Direção vibrando é um alerta que não deve ser ignorado

    Assim como a febre é um sinal de que algo fora da normalidade está acontecendo em nosso organismo, a vibração da direção do carro também é um alerta.

    Embora seja o único responsável pelo contato do veículo com o solo, o conjunto roda/pneu nem sempre recebe a atenção que merece, com cuidados preventivos simples sendo deixados de lado e comprometendo gradativamente a segurança e o conforto ao dirigir. Um bom exemplo é o balanceamento das rodas, que deve ser feito periodicamente. Na maioria dos casos, a vibração no volante é decorrente do desbalanceamento do conjunto roda/pneu/válvula.

    Amortecedores danificados também são um problema que gera vibrações. Amortecedores que não operam adequadamente não conseguem estabilizar a rolagem do pneu, fazendo com que a roda fique “quicando”, impulsionada pela superfície do asfalto e pelas molas. Além da incômoda vibração, isso também gera um desgaste irregular nos pneus, chamado de “desgaste poligonal”.

    Um teste simples para efetuar uma rápida verificação é dirigir o carro em uma superfície plana com asfalto de qualidade, acelerando lentamente e buscando identificar em que local e a que velocidade a vibração aparece com maior intensidade. Ela pode se manifestar no assoalho, no volante ou nos assentos, o que recomenda que os componentes dos eixos, amortecedores, rodas e o estado dos pneus sejam verificados em uma loja especializada.

    “Rodar assim não causa somente desconforto. Os componentes do sistema de direção são submetidos a estresse constante, uma situação que pode comprometer a vida útil das peças e, por consequência, a segurança ao dirigir”, alerta Rafael Astolfi, gerente de assistência técnica da Continental Pneus.

  • Reino Unido reduz restrições de viagens para passageiros vindos do Brasil

    Medida remove quarentena obrigatória em hotéis para passageiros com vacinação completa para COVID-19. Mudanças entram em vigor a partir de segunda-feira, 11 de outubro

    A partir de segunda-feira, 11 de outubro, viajantes oriundos do Brasil vão ter uma entrada mais simplificada no Reino Unido. O Governo Britânico removeu o Brasil da chamada Lista Vermelha, ou seja, o conjunto de países com restrições de entrada mais severas.

    Passageiros saindo do Brasil com destino à Inglaterra não vão precisar fazer quarentena em hotéis selecionados pelo governo. Confira os novos procedimentos:

    • Antes de viajar, as pessoas completamente vacinadas precisam completar um formulário de localização de passageiros, com informações sobre sua estadia no país, além de agendar e pagar por um teste contra Covid-19, que deve ser feito no segundo dia após o desembarque.
    • Pessoas que ainda não completaram sua vacinação precisam apresentar um teste negativo feito 3 dias antes da viagem, agendar e pagar por testes para o 2º e 8º dia após o desembarque, além de preencher o mesmo formulário de localização de passageiros. Após a chegada ao Reino Unido, esses passageiros precisam fazer quarentena de 10 dias em casa ou no seu local de estadia. Estes passageiros também podem ser liberados mais cedo da quarentena mediante teste negativo no quinto dia após a chegada.

    Serão considerados vacinados os passageiros completamente imunizados com as vacinas Oxford/AstraZeneca, Pfizer BioNTech, Moderna, Janssen. A última dose ou dose única precisa ter sido aplicada há mais de 14 dias. Os cartões de vacinação precisam conter nome e sobrenome do passageiro, data de nascimento, tipo de vacina, data de imunização e país de origem. A lista reflete as vacinas aplicadas no Reino Unido. A avaliação de vacinas é feita em fases e está em constante revisão. Para delegados e participantes da COP-26, todas as vacinas serão aceitas.

    O avanço nos processos internacionais de vacinação levou o Governo Britânico a reduzir consideravelmente o tamanho da lista vermelha, com aconselhamento da Agência Britânica de Segurança e Saúde (UKHSA, na sigla em Inglês).

    Mais informações no site do Governo Britânico, em Inglês:

  • Indenizações, o que é e porque demoram tanto

    As indenizações visam garantir que a vítima seja ressarcida por danos que tenha sofrido, sejam eles morais ou econômicos. Os processos precisam cumprir todo o rito legal e o tipo de indenização geralmente é decidido pelo juiz do caso, que analisa o prejuízo sofrido pela vítima

    O termo indenização, do português brasileiro ou indemnização, do português europeu, refere-se à compensação devida a alguém de maneira a anular ou reduzir um dano, geralmente, de natureza moral ou material, originado por descumprimento total ou cumprimento deficiente de uma obrigação, ou por meio da violação de um direito absoluto. Como por exemplo, a compensação devida por denúncia de um contrato ou pela prática de um crime. É também é o nome dado à importância paga por uma seguradora ao segurado em caso de sinistro.

    As indenizações têm previsão no Código Civil Brasileiro de 2002, em seu artigo 944, que diz “A indenização mede-se pela extensão do dano”. Há ainda que se analisar a relação entre a culpa do agente e o dano causado. Se houver grande desproporção entre ambos, a indenização será reduzida equitativamente. Ela pode ser, eminentemente por dano moral e/ou por dano material.

    O objetivo das indenizações é garantir que a vítima seja ressarcida por danos que tenha sofrido, sejam eles morais ou econômicos. Esse é o objetivo da indenização, prevista no Código Civil Brasileiro. O tipo de geralmente é decidido pelo juiz do caso, que analisa o prejuízo sofrido pela vítima.

    Dra. Eliana Saad Castello Branco, advogada, empreendedora, palestrante e uma estudiosa das questões humanistas, ressalta que a indenização nasce do rompimento de uma obrigação que decorre de um ato que originara o dever de arcar com as consequências. “A responsabilidade, nessa linha, é justamente qualquer situação na qual uma pessoa deva arcar com um ato, fato ou negócio jurídico danoso. A função da responsabilidade civil é, portanto, fazer desaparecer, quando possível, os efeitos danosos causados pelo ofensor”.

    Para a especialista o foco na responsabilidade civil, é o ato ilícito praticado por outrem que faz proceder ao dever de indenizar e reparar o dano causado ao ofendido. “Vejamos o artigo 186 do Código Civil: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.  E do ilícito nasce a obrigação de reparação”, explica Dra. Eliana Saad Castello Branco.

    Ação de reparação de dano e não de enriquecimento

    A ação de reparação deve proporcionar a mais ampla satisfação do dano possível, porém sem causar enriquecimento ilícito para a vítima. Portanto, é de suma importância um ponto de equilíbrio para alcançar o princípio da reparação integral do prejuízo, moral ou material.

    Para Dra. Eliana Saad Castello Branco, o agente, ao agir de maneira a acarretar dano ao outro, deve reparar. “O dano, por sua vez, mede-se pela sua extensão (Código Civil, art. 944. § único), porém em algumas situações, dependendo da conduta do ofensor, se com dolo ou culpa, o quadro econômico das partes será levado em consideração. Fato é que o objetivo da indenização, prevista no Código Civil Brasileiro é que a vítima seja ressarcida por danos que tenha sofrido, sejam eles morais ou econômicos”, afirma a advogada do escritório Saad & Castello Branco Advogados.

    O tipo de indenização geralmente é decidido pelo juiz do caso, que analisa o prejuízo sofrido pela vítima. O intuito é reduzir o dano e garantir que a pessoa prejudicada seja compensada com o valor mais próximo possível à perda sofrida.

    Dra. Eliana Saad Castello Branco, especialista em ações indenizatórias, lembra que a análise realizada pelo juiz se baseia na extensão que o dano provocou à vítima, e se isso afetou, inclusive, seu psicológico. “Além disso, também é levada em consideração a culpa direta do autor em relação ao dano”.

    Tipos de indenizações

             São muitos os tipos de indenizações. Dra. Eliana Saad Castello Branco sintetiza os mais comuns, previstos pela Justiça brasileira:

    ·         Indenização por Danos Materiais, é a reparação sobre prejuízos patrimoniais. “Quer dizer que na perda de bens materiais ou econômicos da vítima é levado em consideração o agravo no evento, os chamados de danos emergentes. Além disso, os lucros cessantes, aquilo que a pessoa deixou de ganhar”;

    ·         Indenização por Danos Morais, é a modalidade mais comum no Brasil. “Prevê a reparação por ações que tenham afetado a integridade física, moral, imagem, e até mesmo o estado psicológico da vítima. As causas podem ser muitas. Vão desde a suspensão da água ou energia elétrica de forma indevida, ofensas, descontos na conta bancária sem autorização prévia, até erros médicos”;

    ·         Indenização por Danos Existenciais, modelo criado para proteger os objetivos e planos de vida da vítima. “Assim, indenizando qualquer ato que fira as perspectivas pessoais. Enquanto o dano moral é de aspecto subjetivo, por se tratar de sofrimento psicológico, o dano existencial tem caráter objetivo, pois o evento em questão modificou a realidade da pessoa, de modo a obrigá-la a desistir de um propósito anteriormente traçado”;

    ·         Indenização por Danos Sociais, criada para reparar os prejuízos que causem o rebaixamento no nível de vida da sociedade. “Podem ser tanto moral quanto de qualidade de vida. Recebe esse nome por ter como vítima a comunidade na totalidade e possuir um caráter coercitivo para desestimular ações iguais”;

    ·         Indenização por Perdas de Chance, reparação sobre o que vítima deixou de ganhar. “É a frustração pela oportunidade de um ganho patrimonial ou pela redução de uma vantagem, por ato ilícito de um terceiro. Deve ser real e concretamente comprovada sua possibilidade de êxito, caso o evento julgado não ocorresse”;

    ·         Indenização por Danos Estéticos, tipo de indenização por marcas permanentes no corpo da vítima, causando incômodo psicológico e estético. “É uma restituição comum, em casos de atentado à integridade física e em erros médicos. São aqueles que deixam cicatrizes, sequelas ou quaisquer outros sintomas que causem insatisfação da pessoa”;

    ·         Indenização por Morte, quando o evento degradante culmina em morte. “É de responsabilidade do culpado quitar as despesas geradas com o hospital e funeral. Assim como, pagar à família da vítima a quantia com a qual o morto contribuiria em seu tempo de vida produtiva. Portanto, esse valor é chamado de indenização por morte”.

    Dra. Eliana Saad afirma que são muitos os tipos de indenização na legislação brasileira. “Por isso, é importante saber quais são os seus direitos, caso precise reivindicar uma perda. Mas, lembre-se que é necessário contar com a assessoria de um advogado em todo o processo”, alerta. 

    Por que as vítimas demoram para ser indenizadas?

    O tempo é um dos questionamentos mais frequentes de quem precisa procurar o Poder Judiciário para resolver uma questão relacionada a um dano. Muitas vezes pode levar anos, fato que causa estranheza para a população em geral, não acostumada com o processo, seus ritos, exigências e também com sua morosidade.

    Dra. Eliana Saad Castello Branco enfatiza que essa demora incomoda inclusive os operadores do direito. “Sabemos que, para quem não está acostumado com a questão, a demora gera uma série de estranhezas, insatisfações, angústias e até, por vezes, desconfianças. É verdade que o tempo exigido no julgamento de um processo de indenização não corresponde às expectativas de seus jurisdicionados, ou seja, de quem deles precisa e gostaria de poder contar com maior agilidade”.

    Os processos, de acordo com a advogada especializada em ações indenizatórias, precisam seguir o rito jurisdicional: “Qualquer ação de indenização, independente do tipo, precisa seguir os trâmites da justiça, com suas instâncias e recursos. Prazo para receber a indenização não tem, mas para entrar com a ação de reparação tem. Com relação a indenização por dano moral e material, de acordo com o Código Civil, o prazo é de três anos. Mas, por exemplo, se o dano decorrer de uma relação de consumo, a vítima tem prazo de até 5 anos para mover uma ação, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor”, completa Dra. Eliana Saad Castello Branco.

  • Conheça a Ilha da Madeira com os 5 sentidos

    Situada em meio ao Oceano Atlântico, a Ilha da Madeira é reconhecida por suas belezas naturais e cenários impressionantes. Além disso, é um destino sensorial que desperta nos viajantes a vontade de viver e sentir todas as experiências que a ilha oferece. Por isso, deixe os seus cinco sentidos aflorarem e tenha uma viagem ainda mais marcante pela fabulosa Madeira.

    Paladar
    É com o paladar que podemos perceber os sabores e a textura dos alimentos, e assim, desfrutar as delícias da gastronomia madeirense. A variedade dos pratos regionais vai transformar a sua viagem em uma verdadeira expedição culinária, provando algo novo todos os dias. A culinária local é bem diversa e vai desde pratos à base de peixes e frutos do mar, como o peixe-espada-preto e as lapas, até carnes grelhadas em longos espetos de louro, chamadas de espetada. Sem esquecer das sobremesas preparadas com frutos tropicais que crescem na ilha e dos vinhos para acompanhar cada refeição.

    Olfato 
    Diversas espécies de flores são cultivadas na Madeira devido à sua localização privilegiada no Atlântico. E são as células olfativas que podem sentir toda fragrância que elas exalam, em especial nos belos jardins em Funchal, a sua capital. Em lugares como o Jardim Monte Palace e o Jardim Botânico, você vai se deparar com perfumes variados, que transmitem uma intensa sensação de tranquilidade. Outro lugar incrível para o visitante sentir diferentes aromas é o Mercado dos Lavradores. O local é perfeito para instigar não só o olfato, mas todos os outros sentidos, pois abriga uma enorme variedade de frutas, muitas típicas da ilha e de outros lugares do mundo.

    Visão 
    A Ilha da Madeira é de origem vulcânica. Por isso, é uma região montanhosa e que apresenta natureza exuberante, com vegetações exóticas, que enchem os olhos. Há muitos lugares para apreciar vistas incríveis da paisagem verde e densa da Floresta Laurissilva e do mar azul profundo, incluindo vales, penhascos e falésias, além de mirantes com vistas para as charmosas cidades. Muitos desses mirantes estão no final de uma trilha em meio às belezas naturais, e são uma recompensa gratificante àqueles que se aventuram para contemplar esses panoramas.

    Audição 
    Na Madeira, os estímulos sonoros são muitos, capazes de proporcionar emoções que conectam as pessoas com outras e com os lugares, tornando a experiência na Madeira ainda mais inesquecível. Em meio à natureza, os visitantes podem presenciar diferentes sons, com o quebrar das ondas do oceano, o ruído do vento passando pelos vales, o farfalhar das árvores e os ruídos dos animais marinhos, como os golfinhos e as baleias. Já nas cidades, é possível presenciar o som dos brindes entre amigos pelas esplanadas dos restaurantes, do deslizar dos carros de cesto pela ladeira e as fascinantes histórias sobre a cultura local.

    Tato
    Diferente dos outros sentidos, o tato pode ser sentido em todas as regiões do corpo. Por esse motivo, a ilha de Porto Santo é o lugar ideal para quem quer captar todos esses estímulos. O destino tem clima agradável durante todo o ano e, enquanto o sol aquece os dias e a pele dos visitantes, os ventos frequentes refrescam e ainda são propícios para a prática de esportes aquáticos. Além disso, entre o verão e a primavera, a temperatura média das águas é amena e convidam para um delicioso banho de mar, enquanto as areias fininhas das praias são perfeitas para se esticar e relaxar, aproveitando toda essa profusão de sensações.

  • Destinos no Japão para admirar belas paisagens e interagir com a fauna local

    Animais selvagens podem ser visitados em diversos locais no país vivendo livres na natureza e convivendo com o respeito da sociedade

    O Japão é muito conhecido por seus templos, parques e cidades cosmopolitas que transpiram tecnologia. Porém, o país também é conhecido pelo seu respeito e admiração à natureza. No arquipélago, há locais em que é possível, não só admirar as belas paisagens e entrar em contato com essa cultura, mas também conhecer sua fauna e compreender o convívio harmônico com os animais. 

    A Organização Nacional do Turismo Japonês (JNTO) lista destinos em que é possível ter essa experiência e se encantar com as belezas naturais particulares de cada um. 

    Cervos em Nara

    A cidade de Nara, na província de mesmo nome, é repleta de atrações turísticas e locais sagrados. A região atrai muitos visitantes, especialmente para o Parque Nara, onde vivem milhares de cervos selvagens. A vasta área tem 660 hectares e os animais passeiam livremente e convivem com os visitantes de maneira harmônica. É possível interagir com os animais e alimentá-los, porém apenas com a comida vendida no local. Além de passear entre os bichinhos, ao transitar pelo parque é possível admirar a linda paisagem que muda de cor e fica especialmente bonita durante a primavera, quando acontece a florada das cerejeiras e, também, no outono com as folhas carmesins que decoram as árvores. 

    Há ainda, no local, outras atrações como o Templo Todaiji, com seu Buda de 15 metros de altura e duas imponentes esculturas de oito metros que representam os guardiões do local sagrado; o Santuário Kasuga Taisha com edificações vermelhas e brancas e belas lanternas de latão, acesas no inverno e no verão. Além disso, o Salão do Tesouro Nacional de Kofukuji, com sua coleção de esculturas budistas, é outro ponto que vale a visita.

    Mais informações: https://www.japan.travel/pt/destinations/kansai/nara/nara-park-and-around/

    Okunoshima, a Ilha dos Coelhos

    Localizada na costa de Hiroshima, Okunoshima é lar de graciosos coelhinhos e atrai muitos visitantes para conhecer os peludinhos. Não há como saber exatamente quantos coelhos vivem atualmente na ilha, mas para preservá-los, não é permitido ter cães e gatos no local. 

    Há duas histórias que possivelmente explicam a presença deles na ilha. Alguns acreditam que os animais descendem de uma pequena ninhada de oito coelhos soltos por crianças da escola em 1971, enquanto outros acreditam que os bichinhos originais foram usados em experimentos e liberados após a Segunda Guerra Mundial. De qualquer forma, eles são a maior atração da ilha nos dias atuais e recebem muitos cuidados. É permitido interagir, brincar e alimentá-los. Eles estão acostumados ao contato humano. 

    Entre as atrações da ilha, além dos coelhos, estão praias belíssimas, locais para acampar e um campo de golfe. Vale a pena a visita também por conta de sua história, que os japoneses fazem questão de manter viva para garantir um futuro melhor. Isso porque,  em 1927, uma fábrica secreta de armas químicas foi construída em Okunoshima, e no final da Segunda Guerra Mundial, cerca de seis toneladas de gás mostarda e gás lacrimogêneo tinham sido produzidos. No local há um museu que conta o passado da ilha e ao redor da ilha também é possível avistar postos militares em ruínas.

    Mais informações: https://www.japan.travel/pt/spot/871/

    Tashirojima, a Ilha dos Gatos 

    Na costa da província de Miyagi, está a Tashirojima. A pequena ilha é famosa por sua população de gatos, que supera a humana no Vilarejo de Nitoda. Historicamente, a presença dos gatos é resultado do desejo da população em se livrar de antigas pragas e os animais foram trazidos para serem guardiões das ruas e das florestas. Os habitantes e os pescadores locais cuidam e alimentam os felinos, que são muito respeitados na ilha. A única regra local em relação aos bichanos é que nenhum cão pode entrar. Além de passear, interagir e fotografar os felinos, Tashirojima proporciona belas paisagens do mar azul ao seu redor. Há também um santuário dedicado aos gatos, no meio de uma floresta. Acredita-se que os gatos proporcionam sorte às pessoas que visitam o local sagrado almejando essa finalidade.

    A região é também conhecida como a Ilha do Mangá, pois tem um resort para camping com essa temática em sua extremidade sul.  É necessário reservar a estadia com antecedência, porém, qualquer pessoa pode ir conhecer a divertida arquitetura na área de camping.

    Mais informações: https://www.japan.travel/pt/spot/1765/

    A Vila das raposas de Zao

    Localizada nas montanhas de Shiroishi, província de Miyagi, a Vila das Raposas de Zao proporciona uma experiência emocionante com esses animais que são considerados místicos no Japão. Há diversas histórias folclóricas sobre raposas. Acredita-se que elas são capazes de se transformar em humanos e se divertem pregando peças. Na vila, elas passeiam livremente pela floresta repleta de casinhas que servem de tocas. É possível alimentá-las, fotografá-las e, na primavera, até pegar filhotes no colo com a supervisão dos funcionários do local. A segurança é primordial, então é preciso respeitá-las, afinal, ainda são animais selvagens.

    Outra atração da vila é o Santuário Inari, todo em vermelho e protegido por duas estátuas de raposa. O local sagrado é dedicado a Inari Okami, a divindade xintoísta da prosperidade, fertilidade e do arroz, que tem como mensageiro uma raposa.

    Mais informações: https://www.japan.travel/pt/spot/1773/

    Cavalos selvagens no Cabo Toi

    Ainda na província de Miyagi, em Kushima, cavalos selvagens pastam nas colinas do Cabo Toi. Conhecidos como Misaki-uma, são a atração mais famosa do local. A paisagem é exuberante, e ao chegar ao topo das colinas tem-se a impressão de chegar perto do céu,  e ao fundo, bem distante está o mar. Apesar de selvagens, os animais estão acostumados com a presença humana, então é possível se aproximar, mas não é permitido tocá-los ou alimentá-los. 

    O farol do Cabo Toi vale a visita. Além de atuar como um ponto de advertência para os navios, oferece vistas incríveis do longo e vasto litoral rochoso. Outro ponto turístico é o Santuário Misaki-jinja, construído sobre a face montanhosa no ano de 708. O local é cercado por vegetação, e o vermelho de sua edificação contrasta com o verde das árvores. Porém, devido a recentes erosões na montanha, não é possível acessá-lo.

    Mais informações: https://www.japan.travel/pt/spot/1951/

    Parque dos macacos de Takasakiyama

    Na cidade de Oita, na província de mesmo nome, um parque especial preserva e ensina sobre os macacos japoneses selvagens, também conhecidos como macacos da neve. Mais de 1.500 primatas vivem no local e vagam pelos terrenos íngremes e arborizados da montanha, em que o parque está localizado. No local, não existem redes e nem jaulas que separem os visitantes dos animais e é possível passear entre eles à vontade. A única regra é: não é permitido tocá-los, alimentá-los e nem olhá-los diretamente nos olhos. Há várias rotas de caminhada pelo parque que permitem chegar perto dos moradores locais. Também há a opção de viajar no monotrilho temático, inspirado nos macacos. O passeio leva os visitantes até o local em que a maioria dos macacos se reúne. 

    Mais informações: https://www.japan.travel/pt/spot/699/

    Informações sobre viagens

    Devido à pandemia, as restrições de viagem estão mudando continuamente e se adaptarão conforme a situação evolui globalmente. A JNTO recomenda visitar seu site para obter as últimas notícias sobre o Japão e as restrições de viagens relacionadas à Covid-19. Acesse: https://www.japan.travel/en/coronavirus/

  • Dica de passeio: Day Use no Parque Maeda em Itú

    Dica de passeio: Day Use no Parque Maeda em Itú

    Hoje a dica de passeio é o Parque Maeda, que fica na cidade de Itú, pertinho de SP.

    A previsão era de chuva o dia todo, mas ainda bem que não caiu uma gota lá no parque, então deu para aproveitar bastante.

    Antes de visitar o parque, recomendamos adquirir o passaporte day-use através do site, que além de ser mais barato, dá acesso aos passeios Jardim Japonês, Árvore Gigante e Rodas da Água, Pescaria Esportiva no Parque, Parque Aquático, Almoço self-service com bebida, Passeios de Trenzinho, Teleférico, Pedalinho e Quadriciclo. Sai bem mais em conta do que pagar as atrações individualmente.

    O Parque Maeda tem várias atividades para todas as idades. Para quem gosta de pescar 🎣, são cinco tanques com peixes de todos os tamanhos.

    Você pode também usar os teleféricos e visitar a Árvore Gigante, que tem 22 metros de altura e há mirantes que podem ser acessados através de escadas construídas do tronco até a copa

    E também o lindo Jardim Japonês ⛩ que traz elementos da cultura japonesa e rendem lindas fotos.

    O almoço é servido do meio dia às 14hrs e tem muita muita variedade de pratos quentes, frios, carnes, saladas, massas e claro a gastronomia japonesa. No passaporte, as bebidas também estão inclusas durante a refeição. 

    Duas experiências sazonais (disponíveis enquanto houver safra) são super bacanas de se fazer: o passeio das jabuticabas ($15), onde você acessa um campo com 600 jabuticabeiras, pode colher os frutos e comer à vontade (caso queira levar para casa, paga-se um valor adicional). Curiosidade, as jabuticabeiras estão plantadas simetricamente e contam com um sistema de irrigação de água de reuso.

    E também o rodízio de morangos 🍓 ($20), onde você acessa uma estufa com 20.000 mudas distribuídas em 40 corredores. Você recebe um copinho com leite condensado e depois é só colher os morangos e comer à vontade.

    Há também um playground, piscinas com toboáguas, passeio a cavalo e voo de helicóptero. 

    Confira mais vídeos em nossos stories

    Curtiram? Então acesse parquemaeda.com.br e já se programa para vir passar um dia bem gostoso no parque. 

  • Outubro Rosa Pet: câncer de mama em fêmeas

    A Campanha do Outubro Rosa se tornou um dos mais fortes símbolos do combate ao câncer de mama em todo o mundo. Isso porque esse ainda é um dos canceres que mais matam e, acredite, animais também são alvo da doença.

    Os diagnósticos mais frequentes de animais estão associados a gravidez psicológica. A Dra. Caroline Mouco, diretora da rede de serviços veterinários, VET Popular, afirma que a disfunção hormonal causada pela gravidez psicológica também origina a doença.

    Diferente dos humanos que possuem outros fatores capazes de desenvolver a doença, a prevenção em pet é mais simples do que se imagina. “ A castração sem dúvida alguma é uma das medidas mais seguras para evitar o desenvolvimento da doença, se for antes do primeiro cio, melhor ainda” – comenta a veterinária.

    Segunda a veterinária, os sintomas mais comuns associados a um possível diagnóstico de câncer de mama são inchaços, caroços na região das mamas, sensibilidade no local, além de secreções por conta da evolução do tumor. O diagnóstico preciso é feito através da mastectomia, assim como em mulheres.

    Para detectar ainda no início os veterinários precisam muito da ajuda dos tutores. Assim como em mulheres, o exame de toque é sem dúvida um dos principais indícios, por isso é fundamental fazer o auto-exame no animal, palpando a região dos seios. Se detectado algum caroço, o mais apropriado é levar o animal imediatamente para uma avaliação médica e iniciar os procedimentos de retirada e exame laboratorial para identificar se é maligno ou benigno. “ Em muitos casos o procedimento cirúrgico já é responsável pela cura, porém, tudo depende do estágio em que está e a classificação do tumor” – comenta Carol. É importante ressaltar que o animal precisa de acompanhamento com o médico veterinário oncologista para sempre, para controlar a reincidência.

    Por isso, é necessário que os tutores tomem consciência da importância do tratamento preventivo, acompanhamento médico e a necessidade da castração para a qualidade de vida dessas fêmeas.  Caso o tutor opte por não castrar a fêmea, é preciso fazer acompanhamento médico e preventivo, inclusive se não há o cruzamento e a gestação durante o cio.