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  • 10 curiosidades sobre gatos – espécie que cresceu mais que o dobro que a de cães

    10 CURIOSIDADES QUE VOCÊ PROVAVELMENTE
    NÃO SABE SOBRE OS GATOS

    Dia 17 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial do Gato – espécie que vem ganhando o coração e os lares dos brasileiros.

    De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o mercado pet brasileiro é o segundo maior do mundo em faturamento, atrás apenas da China. Boa parte deste crescimento está relacionado ao aumento da população de animais de estimação nos lares, sobretudo de gatos que, em seis anos, cresceu mais que o dobro do que a de cães.

    Os brasileiros estão cada vez mais gateiros e os dados comprovam: já são mais de 22 milhões de gatos no país, e a expectativa é ultrapassar 30 milhões até 2022, segundo dados do IBGE.

    Além de serem animais inteligentes e amorosos, o aumento da população de felinos aconteceu também devido à mudança no estilo de vida das pessoas: independência e fácil adaptação a ambientes pequenos são alguns dos fatores que têm levado o brasileiro a se interessar e optar cada vez mais pelos bichanos.

    Com este crescimento, é preciso informação para que se realize a guarda responsável. Uma pesquisa recente realizada pela ROYAL CANIN®, marca líder em alimentação super premium para gatos e cães, descobriu que, embora 45% dos tutores de gatos os considerem como um membro da família, metade deles adiam a visita ao consultório veterinário. O dado é preocupante, uma vez que atrasa a identificação de um possível problema. Visando mudar essa realidade, a marca lançou a campanha “Meu Gato no Vet”, para conscientizar tutores sobre a importância da visita periódica ao Médico-Veterinário.

    No dia 17 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial do Gato e, para homenageá-los, a Médica-Veterinária Natália Lopes, Líder de Comunicação Científica da Royal Canin Brasil, elencou 10 curiosidades sobre os felinos para um melhor entendimento da espécie:

    1. A domesticação dos gatos começou a ocorrer a partir de 7.500a.C. Os primeiros fosseis foram encontrados em uma região desértica, no norte da África. Esse fato explica muito sobre a fisiologia urinária dos felinos – em um ambiente com escassez hídrica, o organismo concentra a urina e ele é capaz de sobreviver com pouca ingestão de água. Esse fato explica os gatos atuais ainda beberem pouca água e concentrarem a urina.
    2. Gatos possuem visão tridimensional e noturna, fator que garante que sejam exímios caçadores. Hoje, o comportamento de caçar mesmo sem ter fome é um reflexo da sua ancestralidade.
    3. O paladar dos gatos é menos desenvolvido se comparado aos cães e aos humanos: possuem aproximadamente 475 receptores gustativos, enquanto os cães têm 1.700 e os humanos 9.000. Gatos também não sentem o sabor doce.
    4. O olfato, diferente do paladar, é bem desenvolvido, e é o primeiro sentido que atrai o gato para o alimento. Depois do olfato, os gatos poderão mostrar preferência pela sensação do alimento na boca, provocada pelo tamanho, forma, textura e sabor.
    5. A audição dos felinos é bastante aguçada e melhor que a de um cão. Eles têm capacidade de orientar o ouvido na direção do som, pois contam com 32 músculos na região, enquanto cães tem cerca de 18 e os humanos têm apenas 6. Esse sentido é um fator-chave para seu comportamento alimentar de caça.
    6. A infância do gato é dividida em duas fases distintas: a primeira, que vai até os 4 meses e se caracteriza por um crescimento intenso, quando ele adquire até 50% do peso que terá quando adulto. A segunda vai dos 4 meses a 1 ano, e se caracteriza por um crescimento mais harmonioso.
    7. A fase madura se inicia aos 7 anos. A partir dos 12 anos, ele entra no estágio senil.
    8. O período de socialização dos gatos ocorre em sua primeira fase de vida: esse é o momento para lhes apresentar, por exemplo, texturas diferentes de alimentos e colocá-lo em contato com outros animais.
    9. Os gatos se comunicam com seus tutores de diversas maneiras por meio do corpo, sons e gestos. Por exemplo, o ronronar pode representar submissão e contentamento, já o gesto de movimentar o rabo demonstra geralmente irritação, ao contrário dos cães, que costuma ser interpretado como satisfação.
    10. A paixão por gatos chama-se ailurofilia. O termo vem do grego, que significa gato + paixão.
  • Conviver com cães pode prolongar a vida dos seres humanos

    Estudos indicam a associação entre ser tutor de um cão e uma vida mais longa

    Escolhemos ser tutores de pets por sabermos que eles são amáveis e excelentes companhias independentemente da idade. Agora além disso, entendemos através de estudos que os animais de estimação, principalmente os cães, também podem ser participantes ativos em uma vida mais longa e sadia.

    Pesquisas recentes sugerem que os cães são fiéis aliados em uma vida mais saudável, já que também de acordo com estudos do Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM®, parte da Mars Petcare, ser tutor de um pet durante a vida agrega benefícios em diversos aspectos da vida, incluindo a saúde física, mental e social. Já que eles nos estimulam à prática de exercícios físicos e ajudam a combater o isolamento social.

    O assunto também foi trabalhado em pesquisas da Universidade Uppsala, na Suécia. Lá foram comparados os riscos entre pessoas que haviam sofrido ataques cardíacos e derrames cerebrais que possuíam cães ou não. Os resultados apontaram que tutores de cachorros que haviam sofrido um ataque cardíaco apresentam 33% a menos de chance de morrer após uma internação, do que aqueles que não possuem um pet. Já aqueles que sofreram um derrame, as chances são 27% menores.

    Não é possível afirmar com total certeza, que adotar um cão possa reduzir a mortalidade e mais pesquisas devem ser feitas antes de assegurar que cães devem ser prescritos como remédio para condições de saúde, mas esses estudos comprovam que existe uma “vantagem canina” e na qualidade de saúde entre aqueles que são tutores e aqueles que não são. Só não podemos esquecer que a posse de um pet deve ser responsável e muito bem pensada.

  • 6 dicas para começar a correr na companhia do seu cão

    Uma das resoluções mais comuns no começo do ano é a de uma vida mais saudável, com a inclusão de uma atividade física na rotina. A corrida veio como uma das modalidades esportivas mais adoradas pelo público, e ganhou diversos eventos voltados para esse esporte em todo o país.

    Entretanto, muitos acabam perdendo o estímulo com o tempo e, por isso, ter um parceiro para se manter motivado pode ser aquele detalhe que faz toda a diferença. E por que não esse parceiro ser o seu cão? Afinal, assim como a atividade física faz bem à saúde e bem-estar das pessoas, ela também promove muitos benefícios aos animais.

    Confira, abaixo, 6 dicas da Médica-Veterinária Priscila Rizelo, Coordenadora de Comunicação Científica da ROYAL CANIN® Brasil, para incluir seu cão em uma rotina de vida mais saudável junto com você:       

    1. CHECK UP  
    Para começar, é importante ter certeza de que seu cão está saudável e que está apto a iniciar essa jornada em segurança e sem prejuízos para a saúde dele. Portanto, um check up no Médico-Veterinário é o primeiro passo antes de levá-lo às corridas com você.

    2. DE OLHO NA BALANÇA     
    Caso ele esteja acima do peso, é importante moderação. Iniciar as primeiras semanas com uma caminhada, para que ele possa se acostumar, é o recomendado. Adaptar a alimentação e incluir exercícios na rotina do pet ajudam no controle de peso e deixam seu cão mais saudável e disposto. Cães obesos tem menor expectativa de vida e maior predisposição à problemas articulares. Fique de olho!

    3. HORÁRIO APROPRIADO   
    Escolha um local e horário apropriado para a prática de exercícios. Geralmente, o início da manhã e o final da tarde são os mais recomendados. Enquanto você usa tênis e está protegido do calor do asfalto, seu cão pode queimar as patinhas.

    4. HIDRATAÇÃO É ESSENCIAL          
    Em todas as estações do ano, mas principalmente no verão, é importante ingerir bastante água e essa recomendação não é diferente para os cães. Faça pequenas pausas para que ele possa se hidratar no trajeto. Uma dica também é apostar na alimentação combinada, ou seja, incluir alimentos úmidos na rotina de alimentação do seu pet, o que colabora para a hidratação.       

    5. ALIMENTAÇÃO ADEQUADA        
    É importante conversar com o Médico-Veterinário de confiança para que ele recomende a nutrição mais adequada para o gasto energético do seu cão. Assim como você busca um nutricionista para equilibrar sua dieta, o Médico-Veterinário precisa saber quantas vezes na semana seu cão irá correr com você, por quanto tempo, em qual intensidade e adequar a rotina de alimentação às necessidades físicas dele.

    Os alimentos super premium são os mais indicados, e você pode optar por linhas específicas para as características de raça, estilo de vida, porte e necessidades fisiológicas do seu pet.

     
    6. ADAPTAÇÃO         

    Esse momento com o seu pet é para ser repleto de diversão. Vale saber que nem todos os cães gostam de correr, então, observe se essa atividade também está sendo prazerosa para ele. É preciso respeitar os limites de cada um.      

    Outro fator importante é a respiração. Cães braquicefálicos – aqueles com o focinho achatado – tem mais dificuldade de respirar e trocar calor por meio da respiração, por isso, estão mais sujeitos a hipertermia. Se esse é o caso do seu pet, considere fazer outro tipo de atividade com ele.      

    Agora, é só se preparar para viver esse momento de muito companheirismo e incentivo mútuo! Se tiver qualquer dúvida, não deixe de consultar seu Médico-veterinário de confiança.

  • A expressão facial dos cães e como ela nos conquista

    Estudos apontam que os cães encontraram uma forma mais rápida para tocar nossos corações

    Que os pets têm um talento a mais para encantar os seres humanos já é mais do que sabido. Eles nos hipnotizam com suas peripécias e fazem nosso coração bater mais rápido a cada carícia.

    Foi o que a Universidade de Portsmouth, da Inglaterra, em parceria com o Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM®, parte da Mars Petcare, atestaram em estudos realizados. Eles testaram a capacidade de cães, que estavam para adoção, de alterar suas expressões faciais e assim chamar a atenção de possíveis novos tutores.

    Um aspecto curioso estudado pelos cientistas é que os cães em determinado momento perceberam que ao variar a musculatura da parte interna de suas sobrancelhas, seus olhos ficavam maiores e adquiriam um olhar mais entristecido e isso atraia mais a atenção dos humanos. Segundo os pesquisadores, a nossa preferência por pets com essa expressão é porque nos remete à feições mais infantis.

    Uma ferramenta foi desenvolvida pelos pesquisadores de ambas as instituições e ela consegue analisar de uma forma bem prática a famosa “carinha de dó” que alguns cães fazem quando humanos se aproximam. Ela foi nomeada de ‘DogFACS’, que em tradução livre seria Sistema de Codificação de Ações Faciais para Cães. Em resumo, ela decodifica e identifica as expressões faciais e musculares dos cães e suas alterações, nos ajudando a entender a evolução que os pets tiveram em relação a comunicação e interação humano x animal.

    A pesquisa foi realizada com 27 cães que estavam à espera da adoção e foi medido o momento exato em que um humano se aproximava e a mudança na feição dos cachorros. O “olhar de coitadinho” deu certo – o olhar foi decisivo para os futuros tutores na hora da adoção.

  • Por que é importante vacinar os pets?

    Dra. Meire Silva, professora e coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Unipê, explica a relevância de uma carteirinha de vacinação em dia

    Ter um animalzinho de estimação é o sonho de muitas pessoas e a posse responsável dos pets vem com vários cuidados essenciais, entre eles, a vacinação.

    Com o auxílio de um médico veterinário e uma carteirinha de vacinação em dia, seguindo o calendário estabelecido pelo profissional e com reforços anuais, é possível ter o controle sobre a saúde dos nossos companheiros de quatro patas. A vacinação beneficia não só a saúde do animal, mas também previne a disseminação de algumas doenças que são transmissíveis para os humanos e para os outros pets.

    De acordo com números levantados pelo IBGE e atualizados pelo Instituto Pet Brasil, em 2018, foram contabilizados no país uma estimativa de 139,3 milhões de animais de estimação, sendo eles: cães (54,2 milhões), gatos (23,9 milhões), aves (39,8 milhões), peixes (19,1 milhões) e répteis e pequenos mamíferos (2,3 milhões).

    Para os cães de 6 a 8 semanas de vida, as vacinas polivalentes V8 ou V10 são fundamentais e aplicadas em três doses intervaladas, segundo a médica veterinária e professora doutora do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), Meire Silva. “A V10 é evita diversas doenças, como: cinomose, hepatite infecciosa canina, parvovirose, coronavirose, adenovirose, parainfluenza canina e leptospirose.  É interessante destacar que o pet só fica realmente protegido depois que recebe a última dose da vacina”, afirma Meire, que também é coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Instituição.

    Além das vacinas citadas, existem casos em que o médico veterinário pode recomendar outras imunizações para cães, como aquelas contra giárdia, gripe canina e leishmaniose, a partir de 16 semanas.

    Já a vacina antirrábica é tanto uma proteção para os cães e gatos como para os humanos. A raiva é uma doença que afeta boa parte dos mamíferos e sua evolução é muito rápida após o surgimento dos primeiros sintomas, como salivação excessiva, sendo fatal em quase 100% dos casos. “Em geral, o animal infectado morre em sete dias após o aparecimento da sintomatologia”, conta Meire. Normalmente, a primeira dose é administrada após a 12ª semana de vida do pet, e é necessário vacinar o cachorro e o gato todo ano para garantir a eficácia da vacina.

    Falando da saúde dos gatos, as vacinas têm o papel de proteger o felino de todas as possíveis complicações que ele terá durante a vida. De acordo com a professora Meire, o esquema deve ser iniciado a partir dos 2 meses de vida por conta do organismo frágil dos felinos. As polivalentes são a V3 (panleucopenia, calicivirose e rinotraqueíte), a V4 (inclui a clamidiose) ou a V5 (para felinos com pré-disposição à leucemia), também aplicadas em três doses intervaladas.

    O mais indicado é vacinar o gato quando filhote, mas existem muitos casos de pessoas que adotam o animal já na fase adulta. “O primeiro passo é levá-lo ao médico veterinário para saber se ele já foi imunizado alguma vez. Se a resposta for negativa, deve-se verificar se o animal está apto a receber as primeiras doses de cada vacina. Como a imunidade de um felino adulto já está formada ele só irá precisar receber uma dose de cada vacina obrigatória”, completa a professora Meire.O que muitos não sabem é que as vacinas não se aplicam apenas aos cães e gatos. Os coelhos e aves também precisam ser imunizados e protegidos de doenças, seguindo um calendário de vacinação.

    Assim, manter a carteirinha de vacinação do seu melhor amigo atualizada é fundamental para garantir a saúde dele e a sua também. A vacinação é responsabilidade e dever do proprietário. Procure um médico veterinário de confiança e garanta uma vida saudável para o seu bichinho!

  • Conheça as plantas venenosas para seu cãozinho

    Você já se perguntou quais são as plantas tóxicas para seu melhor amigo? Cães são desbravadores, não é mesmo? Com bulbos, folhas, flores e caules não é diferente, seja por curiosidade ou até erupções dentárias, os pets mordiscam vegetais, ervas e tudo mais que encontram pela frente.

    Até aí tudo bem, exceto se a planta escolhida colocar em risco a vida do animal, conforme explica a veterinária da Nutrire, Luana Sartori. “A intoxicação pode ocorrer com apenas uma mordida, dependendo do tipo de planta. Além disso, muitos são os motivos que levam o pet a procurar esses verdes para morder, pode ser estresse, desconforto intestinal ou o cheiro da própria planta”, conta.

    Muitos tutores gostam de enfeitar o jardim ou até o apartamento com flores e plantas, mas para quem tem animais em casa todo cuidado é pouco.

    Confira a lista de algumas plantas vilãs para os cães:

    Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.)
    Costela de Adão (Monstera deliciosa)
    Jiboia (Scindapsus aureus)
    Espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata)
    Bico de papagaio (Euphorbia pulcherrima)
    Azaleia (Rhododendron spp.)
    Folha da fortuna (Kalanchoe spp.)
    Copo de leite (Zantedeschia aeothiopica)
    Primula ou primavera (Primula abconica)
    Lírio (Lilium spp. e Hemero-callis spp.)
    Hortênsia (Hydrangeia macrophylla)
    Mamona (Ricinus communis)
    Coroa de Cristo (Euphorbia milii)
    Dama da noite
    Hibisco
    Samambaia
    Tulipa
    Begônia
    Babosa

    Sinais de intoxicação e o que fazer?

    A intoxicação causa irritação local na boca e garganta; produção excessiva de saliva, vômitos, dor abdominal e diarreia, tremores, convulsão e perda de coordenação, arritmia, taquipneia e dispneia e, ainda, icterícia, ressecamento da pele, fraqueza, desidratação e hipertermia. “A intensidade dos sintomas dependerá do tipo de planta e da quantidade mordiscada ou ingerida. Cães filhotes e idosos podem apresentar quadros mais severos”, acrescenta Luana.

    Ao perceber que seu pet ingeriu ou mordiscou alguma dessas plantas, o ideal é levá-lo ao veterinário antes mesmo dos sintomas aparecerem. “A grande questão é que muitos tutores podem não ver no momento exato em que isso aconteceu, então, costumam encontrar o pet já bastante prejudicado pelos sintomas. O quanto antes esse animal for atendido, maiores são as suas chances de recuperação”, aconselha.

    O ideal é que casas e apartamentos com animais estejam mais preparados para armazenar as plantas. “É possível cercar ou pendurá-las em locais onde os pets não alcançarão. O mesmo serve para os tutores de gatos, que podem ser ainda mais afetados pela toxicidade das plantas”, conclui Luana.

  • Saúde bucal dos cães merece atenção especial

    No dia 25 de outubro, dia dedicado a conscientização sobre a saúde bucal, fica o alerta: higiene oral, escovação dos dentes e produtos funcionais mastigáveis são essenciais no controle da doença periodontal

    Não são apenas os humanos que precisam estar atentos a saúde bucal, os cães também necessitam de cuidados diários. Muitas pessoas desconhecem ou ignoram o fato de que a boca é uma das principais causadoras de problemas e doenças em animais. O mau hálito, por exemplo, pode ser indício que o pet esteja sofrendo de doença periodontal, mal que atinge 80% dos cães com mais de 3 anos de idade e pode gerar complicações sérias, como perda de dentes e migração de bactérias para a corrente sanguínea, alcançando rins, fígado e coração.

    Causada pela proliferação de bactérias e acúmulo de alimentos na boca do animal, a doença periodontal quase não apresenta sinais no início ou, quando apresenta, são sutis aos olhos do tutor, tornando-a ainda mais perigosa. No mês de outubro, dedicado a conscientização sobre a saúde oral, vale o alerta de que, geralmente, os fatores para o desenvolvimento desta doença são quase sempre os mesmos: a falta de cuidado do tutor. 90% deles acreditam que os dentes e as gengivas de seu animal estão saudáveis, porém, 4 em cada 5 cães com mais de 3 anos de idade têm problemas nas gengivas. O mau hálito e o sangramento gengival são uns dos sinais mais evidentes de que pode haver algo errado.

    Por este motivo, os cães devem ser submetidos ao exame bucal regularmente, especialmente se apresentarem algum dos 6 fatores de risco abaixo:

    Halitose.
    Cálculo dental (tártaro).
    Dentes mal posicionados.
    Salivação excessiva.
    Dificuldade de mastigar o alimento.
    Sangramento gengival.

    Um estudo realizado pelo Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM™, da Mars Petcare, referência científica no cuidado, nutrição e bem-estar animal, mostrou que cães pequenos e idosos são mais suscetíveis à doença periodontal. Publicado na BMC Vet Research, a pesquisa analisou a progressão da doença em cães da raça Schnauzer Miniatura e descobriu que sem higiene oral eficaz e frequente a doença periodontal se desenvolveu rapidamente e avançou ainda mais rápido com a idade.

    Os cães pequenos, por possuírem dentes proporcionalmente grandes ao reduzido tamanho e espaço de sua boca, têm predisposição ao acúmulo de placa bacteriana, o que favorece a formação de tártaro e, consequentemente, o mau hálito.

    Mas, o risco vai além da boca: ela favorece a entrada de bactérias na corrente sanguínea, o que pode acarretar outras complicações à saúde do animal, afetando inclusive órgãos vitais ou mesmo causando malefícios às articulações. A doença periodontal avançada, assim como em seres humanos, pode levar à perda de dentes, acometimento da raiz dentária e inervação, levando os pacientes à dor e inflamação crônica, que se traduzem em diminuição da qualidade de vida, perda de peso e desinteresse na alimentação.

    Por isso, os cuidados com a saúde bucal devem começar cedo, incluindo escovação regular, complementada com produtos funcionais mastigáveis específicos para a saúde oral e visitas frequentes ao Médico-Veterinário. Pensando nesta necessidade, a Mars possui, no portfólio de PEDIGREE®, o produto DENTASTIX™, que auxilia no combate à formação do tártaro e, consequentemente, melhora a qualidade de vida dos cães.

    Estudos internos comprovam que oferecer 1 unidade de DENTASTIX™ por dia, continuamente, ajuda a reduzir em até 80% a formação do tártaro em cães que possuem uma boca saudável, graças à sua textura especial e ingredientes ativos, sendo o único produto do mercado a garantir essa eficácia.

    Escovação dos dentes é fundamental: aprenda a realizá-la!

    A escovação diária dos dentes do cão é necessária a partir dos 6 meses de idade, porém, o hábito a este cuidado pode começar logo cedo, nos primeiros meses de vida. O Médico-Veterinário tem o papel de orientar o tutor sobre a correta forma de realizar a higiene oral, lembrando que associar a escovação a um estímulo positivo, como uma brincadeira, um passeio ou um carinho, ajuda na aceitação pelo animal.

    Confira, abaixo, 9 dicas da Dra. Fernanda M. Lopes Kubitza, Médica-Veterinária Especializada em Saúde Oral do Hospital Veterinário Pet Care:

    1) A pasta dental veterinária tem um sabor agradável para os cães e facilita a escovação, mas seu uso não é obrigatório, pois a fricção da escova já é suficiente para limpar os dentes.

    2) Utilizar, com delicadeza, uma escova dental com cerdas macias evita lesões, porém não usar cerdas ultra-macias, que não são abrasivas o suficiente para agir adequadamente. As escovas para humanos podem ser utilizadas.

    3) A pasta dental para humanos não é recomendada porque o teor de flúor presente nelas é tóxico para os animais. A maioria delas contém sabão e os animais vão engolir inevitavelmente.

    4) O cão deve estar bem confortável. Carícias e mimos ajudam a deixá-lo receptivo à escovação.

    5) Realizar a escovação em ambiente calmo e em um momento tranquilo e relaxado auxiliam.

    6) Não importa o horário em que a escovação será feita – pode ser até mesmo antes de comer – mas sempre que possível tentar estabelecer uma rotina para eles aceitarem mais rapidamente.

    7) A escova necessita estar posicionada a um ângulo de 45° em relação à superfície dos dentes para que as cerdas penetrem suavemente no sulco gengival. Movimentos circulares são corretos.

    8) A escovação deve ser diária, uma vez por dia, e que não precisa durar mais que 1 minuto.

    9) O uso da escova dental é fundamental. A dedeira pode ser utilizada no processo de adaptação, mas deve ser substituída pela escova assim que o animal estiver condicionado.

  • Cães adultos devem ser vermifugados a cada três meses

    Quanto tempo faz que você vermifugou seu cão? Pelagem opaca, diarreia, vômito, perda de peso, coceira anal e fraqueza são alguns dos sintomas de que algo não vai bem com o pet e que o organismo dele pode estar sendo acometido pela ação de vermes. No entanto, não é somente o cão que pode adoecer. Isso porque algumas doenças podem ser transmitidas para humanos. 

    A orientação da médica-veterinária Mariana de Castro Amâncio é para que a vermifugação em cães adultos seja feita trimestralmente. “Diversos parasitas que acometem os cães são zoonóticos, ou seja, as doenças são transmitidas de animais para humanos, ou de humanos para os animais. Por isso, a orientação é que o tutor aja de forma preventiva e ministre o vermífugo nos pets de três em três meses, com reforço após 15 dias da primeira dose. Manter a vermifugação em dia é tão importante quanto ter as vacinas atualizadas”, ressalta.

    Com os filhotes, a atenção deve ser redobrada. A médica-veterinária ensina que a primeira dose do vermífugo deve ser dada com duas semanas de vida e o reforço deve ser feito com quatro, oito e 12 semanas de idade. “No início de vida, os filhotes tendem a ser mais frágeis, não ‘criaram’ imunidade e tendem a ser mais suscetíveis a problemas de saúde. Depois desse esquema inicial, a vermifugação deve ser feita mensalmente até o sexto mês de vida do cão”, completa.

    Outra categoria que precisa de cuidados específicos quando se fala em vermifugação são as fêmeas prenhes. “Elas devem ser vermifugadas antes da cobertura e dez dias antes do parto. Após o parto, o tutor deve dar uma dose simultaneamente com os filhotes no 14º e 15º dia”, orienta Mariana.

    Como a maioria dos vermes tem parte de seu ciclo no ambiente, a médica-veterinária enfatiza que é necessário também aliar alguns cuidados ao vermifugar os cães. “O tutor deve se atentar a medidas que controlem a infestação ambiental para diminuir os riscos de novas contaminações por vermes. Para isso é fundamental, por exemplo, recolher as fezes dos cães durante os passeios, além de higienizar comedouros e bebedouros diariamente”, ressalta.

    Como os animais podem adquirir vermes?

    Os animais podem ser acometidos por vermes pela ingestão de ovos e larvas presentes no ambiente, pela penetração de larvas na pele do animal, pela ingestão de hospedeiros intermediários, como pulgas e piolhos ou pela transmissão da mãe para os filhotes na gestação ou amamentação.

    Por isso, além da vermifugação, a orientação é para se fazer o uso regular de antipulgas (como o Durafect). “Quando combatemos as pulgas, combatemos também o verme Dipylidium caninum, um tipo de parasita intestinal”, complementa.

    Outras medidas efetivas, segundo a médica-veterinária, são: recolher as fezes antes de lavar o ambiente para não espalha-las e aumentar a contaminação ambiental, usar produtos indicados para o controle de parasitas no ambiente, como amônia quaternária ou água sanitária e nunca alimente o pet com carne crua, sobe hipótese alguma.

    Novidade no mercado

    Empenhada em desenvolver formulações inovadoras e com eficiência, a UCBVET apresenta ao mercado o Therax Plus, um vermífugo de amplo espectro de ação indicado para cães, palatável sabor carne, que auxilia na prevenção de zoonozes.

    Therax Plus pode ser administrado a filhotes a partir da segunda semana de idade e em cadelas gestantes.

    A absorção intestinal do animal é rápida e a concentração máxima é de 4 a 6 horas após administração, começando a agir em 24 horas.

    A formulação de Therax Plus contém febantel, um pró-benzimidazóis que impede a absorção de glicose, causando nanição do parasita. Além disso, o produto contém pamoatode pirantel, um agonista colinérgico, pertencente ao grupo das pirimidinas, que atua causando paralisia espástica dos nematódeos. “O pamoatode pirantel possui baixa solubilidade em água, o que lhe permite alcançar os tricurídeos que se localizam na porção final do intestino grosso”, explica Mariana Amâncio.

    Therax Plus também contém praziquantel, que altera o fluxo de íons cálcio, o que resulta na desintegração tegumentar do helminto, distribui-se amplamente e atingindo as diversas localizações dos cestoides no hospedeiro.

  • A vida de um cão-guia: o que acontece após a aposentadoria?

    A trajetória do melhor amigo do homem que tem o nobre trabalho de garantir mais liberdade e sensação de segurança ao seu companheiro

    Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, existem 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual, e aproximadamente duzentos cães-guias com a tarefa de conduzi-los até os lugares.  A causa desse número reduzido é motivada por alguns fatores, como: o baixo investimento para o treinamento dos animais e, principalmente, pela falta de famílias voluntárias para recebê-los durante o período inicial de formação.

    Do nascimento à aposentadoria

    Nascidos na maternidade do Centro de Treinamento de Cães-Guias do Instituto Magnus, após aproximadamente dois meses de vida, os filhotes são acolhidos por famílias voluntárias, chamadas de socializadoras, que têm um papel essencial no primeiro ano de vida dos futuros cães-guias: elas têm o compromisso de expor os cães a uma rotina diária, que conta com tarefas como ensinar o filhote a se comportar em determinados lugares e também apresentar situações. As famílias introduzem o filhote a sua rotina e o integram em transporte coletivo, idas ao banco, passeios em espaços públicos, convivência com outros animais e pessoas, entre outras atividades sociais. Todos os custos, desde alimentação, medicamentos, acompanhamento veterinário e adestramento são de responsabilidade do Instituto.

    Após o período de aproximadamente um ano de socialização, os cães retornam ao Centro de Treinamento e iniciam o treinamento específico para se tornarem cães-guias. O processo todo dura cerca de 18 meses e, enquanto o cão está sendo preparado, o Instituto busca uma pessoa com deficiência visual e realiza análises de compatibilidade de perfil e comportamento para formar as futuras duplas. Feito esse match, as duplas passam por um treinamento para adaptação, que dura cerca de 30 dias, divididos em duas partes. Durante os primeiros 15 dias, o treinamento é realizado 24 horas por dia e executado no Complexo, que conta com mais de 1km de calçadas, onde são colocados obstáculos como cones e cavaletes, para que simule situações e a pessoa com deficiência visual pratique as tarefas com o cão. Depois deste período, a adaptação continua na rotina de cada pessoa e a equipe técnica acompanha para que as atividades sejam feitas em condições reais.

    Os profissionais do Instituto Magnus acompanham tudo de perto e após a entrega, realizam visitas periódicas para acompanhar a dupla e se certificar de que tudo está correndo bem.

    É importante ressaltar que o Instituto Magnus preza pelo bem-estar dos cães e, ao longo deste treinamento, se identificada alguma questão que impeça o cão de seguir a profissão, ele pode ser direcionado para outra atividade ou desligado do programa.

    Em geral, os cães-guias trabalham por aproximadamente 8 anos e sempre são avaliadas as condições de saúde dele e do seu dono. A decisão de aposentá-lo varia de caso a caso e é tomada junto com a Instituição. Quando finalmente chega a hora de parar de trabalhar, o cão pode continuar com o seu companheiro, ou pode também ser adotado por um familiar ou amigo, para aproveitar a sua aposentadoria como um bicho de estimação e continuar a receber todo o carinho e atenção que merece, inclusive, pelo lindo trabalho prestado.

    O cão-guia pode ser uma ferramenta de mobilidade de pessoas cegas e com baixa visão. Atualmente, a lista de interessados em receber um cão-guia pelo Instituto Magnus está em quase 350 e para doá-los são estabelecidos alguns critérios de avaliação, considerando a necessidade, a região atendida, preferencialmente, e a mobilidade do candidato.

    *George Thomaz Harrison é instrutor de cão-guia do Instituto Magnus

  • 5 duvidas e respostas sobre tartaro em cães

    O tártaro aparece nos pets quando uma higiene bucal adequada não é realizada e, se não tratado, pode causar a perda precoce dos dentes, doenças e infecções graves. O veterinário Ricardo Cabral, da Virbac, responde dúvidas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento

    Engana-se quem acha que o tártaro só aparece em humanos. Ele também é comum em cães e gatos e nada mais é que a calcificação da placa bacteriana. Esta, por sua vez, é o acúmulo de bactérias nas superfícies dentais, que ocorre pela falta de higiene. “Conhecido como cálculo dentário, o tártaro é apenas um dos sintomas de uma grave doença dos cães e gatos chamada doença periodontal. Ela pode afetar mais de 80% dos cães e gatos com mais de 3 anos. A boa notícia é que essa doença pode ser evitada e tratada. A má notícia é que se o tutor não realizar o tratamento a tempo, ela pode ser irreversível e o pet corre o risco de perder os dentes”, explica Ricardo Cabral, veterinário da Virbac – indústria farmacêutica veterinária.

    Além da perda dos dentes, Cabral ressalta que a doença periodontal pode provocar problemas ainda mais graves, inclusive o óbito. “Isso acontece pois, com o avanço da doença, pode haver contato com algum vaso sanguíneo, o que aumenta a área de alcance da bactéria, resultando em infecções generalizadas. A inflamação crônica e bactérias em excesso geram distúrbios principalmente nos rins e coração”. Confira as principais dúvidas sobre o assunto respondidas pelo veterinário:

    COMO SABER SE MEU PET ESTÁ COM TÁRTARO?

    Um dos primeiros sintomas é o mau hálito, que indica que a placa bacteriana está se acumulando. Os dentes podem passar também para uma coloração amarela até amarronzada, causada pela proliferação de bactérias. “Em estágios mais avançados da doença, o pet pode parar de se alimentar devido a dor e o incômodo que a mastigação proporciona por conta da inflamação dos dentes e gengiva”, conta Cabral. O sangramento gengival também pode ser um indício inicial do problema.

    O QUE FAZER QUANDO O PET ESTÁ COM TÁRTARO?

    O primordial é levar o animal a um veterinário, para que ele possa examinar o estágio da doença periodontal. “Métodos preventivos não adiantam quando a doença já está estabelecida e, nesse caso, a retirada do tártaro só é possível com tratamento periodontal na clínica veterinária, sob anestesia”.

    QUAL A MELHOR FORMA DE PREVENÇÃO?

    A principal forma de evitar o tártaro é a escovação diária dos dentes do animal. “É essencial que o tutor escove os dentes todos os dias, pois a placa bacteriana pode se formar em apenas 24 horas.” Para os cães que não permitem a escovação diária, ou quando isso não for possível, o dono pode oferecer outras opções que auxiliam na limpeza dos dentes como petiscos, ossinhos e enxaguante bucal, que deve ser colocado na própria água do cachorro, mas sempre mantendo a escovação com a maior frequência possível. Esses produtos devem sempre ser de uso veterinário (nunca de uso humano) e devem oferecer garantias (estudos ou publicações) que suportem as alegações citadas. Consulte o veterinário para saber mais.

    QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS CUIDADOS PARA A HIGIENE BUCAL DO MEU PET?

    A escovação diária pode parecer uma tarefa simples, mas precisa de atenção do tutor. Nunca deve ser utilizado produtos humanos relacionados a higiene bucal do pet. “No mercado, é possível encontrar pastas de dentes para animais que previnem formação da placa bacteriana, do cálculo dentário (tártaro) e das doenças periodontais e sistêmicas secundárias”. Sempre é necessário ler o rótulo da embalagem, preferindo produtos que não contenham sabão em sua composição e que possuam tecnologia diferenciada para resultados eficientes. “Também é recomendável criar uma rotina de escovação com o pet, escovando os dentes todos os dias no mesmo horário, assim o animal se acostumará com a atividade deixando a tarefa cada vez mais fácil.”