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Pessoas tatuadas podem ter até 29% mais chance de desenvolver melanoma

Pessoas tatuadas podem ter até 29% mais chance de desenvolver melanoma, diz estudo sueco

temos dermatologista Dasa para falar sobre o estudo, sobre como prevenir o câncer de pele e os novos tratamentos

Olha que bacana esse estudo sueco que fala sobre possibilidade de pessoas com tatuagem desenvolverem câncer Achei tão interessante, que resolvi elaborar uma sugestão de pauta para agora no Dezembro Laranja, mês que marca a conscientização ao câncer de pele. Temos porta-voz para oferecer. 

Pessoas tatuadas podem ter até 29% mais chance de desenvolver melanoma, diz estudo sueco

  • Publicado no mês de novembro na revista Europeia de Epidemiologia, um estudo sueco reacendeu o debate neste Dezembro Laranja ao apontar um possível aumento de 29% no risco de melanoma entre pessoas tatuadas¹. A análise avaliou 2.880 casos de melanoma e 2.821 de carcinoma espinocelular, mas o risco elevado apareceu apenas para o melanoma, mesmo após ajustes para fatores como exposição solar, bronzeamento artificial, tabagismo, tipo de pele e condições socioeconômicas¹.
  • O trabalho também identificou uma tendência de risco maior em pessoas com tatuagens há mais de dez anos, embora essa conclusão ainda seja limitada. Já o tamanho da tatuagem não influenciou o risco, hipótese relacionada à possível migração dos pigmentos para linfonodos¹. Outro estudo brasileiro, publicado na Elsevier Espanha, coordenado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, analisou 485 tatuagens em 112 pacientes e encontrou alterações dermatoscópicas em 16,9% delas⁴, reforçando a importância de avaliar sinais antes de tatuá-los. Considerando que cerca de 20% dos brasileiros têm tatuagens, especialistas apontam uma lacuna significativa.
  • No Brasil, o melanoma maligno registrou 19.612 casos confirmados entre 2019 e 2023³. A Região Sul concentrou 7.954 diagnósticos, seguida pelo Sudeste³. A doença é mais comum em homens e em pessoas acima dos 60 anos. Séries históricas regionais ajudam a dimensionar o problema: Blumenau (SC) apresentou incidência anual de 44,26 casos por 100 mil habitantes entre 1980 e 2019³, uma das maiores taxas do país. O melanoma superficial lidera os diagnósticos, representando 64,5% dos casos, com predominância no tronco³.

Referências

¹ Sandström et al. Estudo epidemiológico sueco sobre tatuagens e melanoma (2024). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41284183/

² Estudos internacionais divergentes sobre tatuagens e risco de melanoma (Utah, 2023). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40278967/

³ INCA, registros regionais e séries históricas brasileiras de melanoma (2019–2023). https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2023.pdf?utm_source=chatgpt.com

⁴ Estudo nacional com 485 tatuagens em 112 pacientes – alterações dermatoscópicas (2019).

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