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  • Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos

    Baixa umidade do ar pode causar ressecamento de mucosas, irritação das vias respiratórias, dermatites e aumentar o risco de desidratação; animais braquicefálicos exigem atenção especial

    O tempo seco não afeta apenas a saúde humana. Cães e gatos também podem sofrer com a baixa umidade do ar, que favorece o ressecamento das mucosas, irritações respiratórias e problemas de pele, além de aumentar o risco de desidratação. Para animais que já apresentam doenças respiratórias ou outras condições crônicas, o período exige atenção redobrada dos tutores.

    Segundo a docente de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Aline Ambrogi, a baixa umidade compromete a proteção natural das vias respiratórias. “O ar seco resseca as mucosas do nariz, dos olhos e das vias respiratórias, diminuindo a proteção natural contra agentes infecciosos. Além disso, favorece a desidratação e pode agravar doenças respiratórias e dermatológicas já existentes”, explica.

    Entre os sinais que podem aparecer nos pets estão ressecamento do focinho, dos olhos e dos coxins, tosse e irritação das vias respiratórias. O período também pode favorecer o surgimento ou agravamento de conjuntivites, dermatites e coceiras. Em animais predispostos, a baixa umidade pode contribuir para crises de bronquite, asma felina e colapso de traqueia.

    Alguns pets são mais vulneráveis

    Nem todos os animais respondem da mesma maneira às condições de tempo seco. Os braquicefálicos — cães e gatos de focinho curto — estão entre os que demandam maior cuidado. Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês, Shih Tzu e Persa são alguns exemplos. “Animais braquicefálicos já apresentam dificuldades anatômicas para respirar e, por isso, podem sofrer mais em períodos de baixa umidade. Cães com colapso de traqueia, idosos, cardiopatas e animais com doenças respiratórias crônicas também merecem atenção especial”, alerta a docente.

    Hidratação é um dos principais cuidados

    Manter os animais hidratados é uma das principais medidas para reduzir os impactos do tempo seco. A recomendação é deixar água fresca e limpa sempre disponível e estimular o consumo ao longo do dia. Quando houver indicação do médico-veterinário, alimentos úmidos, como sachês, também podem contribuir para aumentar a ingestão de líquidos.

    Os passeios devem ser realizados preferencialmente nos horários de menor calor e menor ressecamento do ar, como no início da manhã ou no final da tarde. Dentro de casa, manter os ambientes ventilados e, quando possível, umidificador de ar pode ajudar. A orientação é manter a umidade entre 40% e 60%. Recipientes com água também podem ser utilizados para contribuir com a umidificação do ambiente.

    A limpeza frequente da casa é outro cuidado importante, já que ajuda a reduzir a concentração de poeira, que pode irritar as vias respiratórias. Também é recomendável evitar que os animais sejam expostos à fumaça de cigarro e às queimadas.

    Quando procurar um veterinário?

    Durante os períodos de baixa umidade, os tutores devem observar mudanças no comportamento e na saúde dos pets. Tosse persistente, dificuldade para respirar, secreção ocular intensa, apatia e redução do consumo de água são sinais de alerta.

    “Se esses sinais aparecerem, é importante que o animal seja avaliado por um médico-veterinário. Especialmente nos animais que já possuem doenças respiratórias, cardíacas ou outras condições crônicas, não é recomendável esperar que os sintomas desapareçam sozinhos”, orienta a especialista.

    Com medidas simples de hidratação, controle do ambiente e atenção aos sinais clínicos, é possível reduzir os impactos do tempo seco e proporcionar mais conforto e segurança aos animais durante o período de baixa umidade.

  • Nem todo tutor sabe, mas o ovo pode fazer parte da alimentação dos cães

    No Dia Mundial do Cachorro, especialista explica como o alimento pode ser oferecido aos pets e quais cuidados os tutores devem ter

    Imagem divulgação | Freepik


    Ovo pode ou não pode entrar na alimentação dos cães? A dúvida é comum entre tutores, principalmente quando o pet demonstra interesse pelo alimento. A resposta é que o ovo pode fazer parte da alimentação dos cães, desde que seja preparado adequadamente, oferecido com moderação e considerado dentro das necessidades nutricionais de cada animal.
     

    No Dia Mundial do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, o Instituto Ovos Brasil (IOB) esclarece algumas das principais dúvidas sobre o tema e os cuidados necessários antes de incluir o alimento na rotina dos pets.
     

    Fonte de proteínas de alta qualidade, além de vitaminas e minerais, o ovo pode ser utilizado como complemento da alimentação ou oferecido ocasionalmente como petisco. Isso não significa, porém, que deva substituir uma alimentação completa e balanceada.

    A zootecnista Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil (IOB), explica que a quantidade e a frequência precisam considerar as características de cada cão. “O ovo é uma fonte de proteína de alta qualidade, vitaminas e minerais e pode complementar a alimentação dos cães. Mas sua inclusão deve ser feita de maneira equilibrada, considerando fatores como porte, idade, nível de atividade e as necessidades individuais de cada animal”.

    Como oferecer ovo ao cachorro?

    Uma das principais recomendações é oferecer o ovo cozido, sem sal, óleo, manteiga ou outros temperos. Preparações feitas para consumo humano podem conter ingredientes que não são adequados para os animais.
     

    A introdução também deve ser gradual. Ao oferecer o alimento pela primeira vez, o tutor pode começar com uma pequena quantidade e observar a resposta do animal, especialmente possíveis alterações gastrointestinais.
     

    Já o consumo de ovo cru exige maior cautela e não deve ser incorporado à rotina do animal sem orientação profissional.
     

    Quanto ovo o cachorro pode comer?
     

    Não existe uma quantidade única indicada para todos os cães. Porte, idade, peso, condição física, nível de atividade e o restante da alimentação precisam ser considerados antes de definir a porção e a frequência.
    Por isso, principalmente quando a intenção é incluir o ovo regularmente na dieta, a orientação de um médico-veterinário é importante para evitar excessos e garantir que o alimento esteja adequado à rotina nutricional do animal.
     

    Quais cuidados o tutor deve ter?
     

    Algumas orientações ajudam a tornar o consumo mais seguro:

    • oferecer o ovo cozido e sem sal ou temperos;
    • começar com pequenas quantidades;
    • introduzir o alimento gradualmente;
    • observar possíveis alterações gastrointestinais;
    • não utilizar o ovo como substituto de uma alimentação completa e balanceada;
    • buscar orientação veterinária para definir quantidade e frequência de acordo com as necessidades do animal.

    O ovo, portanto, pode fazer parte da alimentação dos cães, mas não existe uma recomendação que funcione da mesma maneira para todos. Informação e orientação profissional são importantes para que o alimento seja incluído de maneira adequada à rotina de cada pet.

  • Cães e gatos demonstram dor articular de formas diferentes?

    Você sabia que cães e gatos demonstram dor articular de formas diferentes?

    Mudanças na locomoção, no comportamento e até na higiene podem indicar que o pet sente desconforto

    Os pets são mestres em esconder sinais de desconforto. Por isso, a dor articular pode permanecer despercebida por meses, sendo comumente confundida com sinais do envelhecimento, preguiça ou até mesmo mudanças de comportamento. Isso acontece também porque cães e gatos expressam a dor de formas diferentes.

    Enquanto o cão costuma demonstrar limitações em atividades compartilhadas com o responsável, como passeios e brincadeiras, o gato pode reorganizar toda a rotina sem mancar ou apresentar sinais evidentes.

    Os sinais em cada espécie

    Nos cães, os primeiros indícios podem surgir na hora de se levantar após o repouso, subir escadas, entrar no carro ou acompanhar o ritmo habitual dos passeios. Alguns passam a caminhar mais devagar, interrompem o trajeto, evitam correr ou transferem o peso para um lado específico do corpo.

    “A intensidade dos sinais pode variar ao longo do dia. Há cães que demonstram maior rigidez depois de períodos de repouso e melhoram após alguns minutos de movimento. Outros apresentam piora em dias mais frios ou após esforço acima do habitual”, explica Marcella Vilhena, médica-veterinária e gerente de produtos da Avert Biolab Saúde Animal.

    Nos gatos, é preciso observar principalmente a relação com o ambiente. Um felino que antes saltava diretamente para uma janela pode começar a usar móveis intermediários ou abandonar o local. Outros passam a dormir mais perto do chão, evitam brincadeiras que envolvem perseguição e demonstram irritação ao serem tocados ou carregados.

    A higiene é outro indicador importante nos felinos. O desconforto na coluna, nos quadris ou nos membros pode dificultar que o animal alcance a região lombar e a parte posterior do corpo, deixando a pelagem desalinhada. Na caixa de areia, bordas altas e a necessidade de agachar também podem se tornar obstáculos, favorecendo eliminações fora do local habitual.

    Esses comportamentos isolados não confirmam um problema articular, mas mudanças persistentes devem ser investigadas pelo médico-veterinário. Vídeos gravados em casa, por exemplo, podem contribuir para a avaliação, já que alguns animais se movimentam de maneira diferente no consultório.

    Dor articular não é apenas consequência da idade

    Embora as alterações articulares sejam mais frequentes em animais idosos, elas também podem atingir pets jovens. Excesso de peso, traumas, alterações ortopédicas, predisposição genética e atividades físicas incompatíveis com o condicionamento do animal estão entre os fatores que merecem atenção.

    O peso corporal, por exemplo, tem impacto direto na mobilidade. Além de aumentar a carga sobre as articulações, o excesso de gordura pode dificultar a prática de exercícios. Quando sente dor, o animal tende a se movimentar menos, perde massa muscular e encontra ainda mais dificuldade para realizar suas atividades, formando um ciclo de limitação progressiva.

    “O diagnóstico considera histórico, exame físico e ortopédico, observação da marcha e, quando necessário, exames de imagem. A partir dessa avaliação, o médico-veterinário pode combinar controle do peso, tratamento da dor, fisioterapia, atividade física adaptada e mudanças no ambiente”, detalha Marcella.

    A adoção de medidas simples, como pisos antiderrapantes, rampas e camas de fácil acesso, pode ajudar cães com problemas de locomoção. Para os gatos, caixas de areia com entrada baixa, plataformas intermediárias e pontos de descanso acessíveis reduzem a necessidade de saltos altos sem impedir a exploração da casa.

    Além disso, a suplementação pode ser uma aliada quando associada a esse conjunto de cuidados. Entre os nutrientes utilizados para a saúde articular estão o ômega-3 com EPA e DHA e o colágeno tipo II não desnaturado.

    EPA e DHA são ácidos graxos que compõem o ômega-3. No contexto articular, participam da modulação das respostas inflamatórias do organismo e podem contribuir para o conforto e a mobilidade.

    Um estudo com cães diagnosticados com osteoartrite observou melhora no apoio do membro afetado após o consumo de uma dieta suplementada com ômega-3 proveniente de óleo de peixe. O resultado reforça o potencial de EPA e DHA como aliados no cuidado articular, sempre associados ao acompanhamento veterinário (Roush et al., 2010).

    Já o colágeno tipo II não desnaturado atua por outro mecanismo e pode auxiliar na manutenção da saúde e da função das articulações.

    “O suporte nutricional é um aliado, mas não atua de forma isolada. Ele deve fazer parte de um plano que considere as necessidades individuais do pet. O objetivo é preservar o movimento e permitir que o animal continue realizando atividades importantes para sua qualidade de vida”, afirma a profissional.

    Reconhecer precocemente os sinais de desconforto e buscar avaliação antes que a limitação comprometa de forma mais intensa a rotina amplia as possibilidades de cuidado. “A atenção não deve estar apenas na presença de claudicação, mas em qualquer mudança persistente na maneira como o pet circula pela casa, interage e realiza suas atividades habituais”, reforça Marcella.

    Na prática, preservar a saúde articular significa manter o pet participando da própria rotina, seja acompanhando um passeio, subindo em seu lugar favorito ou explorando a casa com independência.

  • População de gatos cresce quase duas vezes mais que a de cães

    População de gatos chega a 33,3 milhões e cresce quase duas vezes mais que a de cães no Brasil

    Mudanças nas moradias, novos arranjos familiares e uma transformação cultural na relação com os felinos impulsionam o crescimento e ampliam a demanda por atendimento veterinário e produtos especializados

     

    Os gatos estão conquistando cada vez mais espaço nos lares brasileiros. Dados recentes da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet)apontam que o país já reúne 33,3 milhões de felinos, número superior aos 32,2 milhões registrados anteriormente. A população de cães, por sua vez, é estimada em 62,5 milhões. Ao todo, o Brasil soma 166,8 milhões de animais de estimação e ocupa a terceira posição no ranking mundial do setor, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. 

    Mais do que indicar uma preferência crescente pelos felinos, esse movimento reflete transformações no modo de vida da população. A verticalização das cidades, a redução da metragem dos imóveis e o aumento do número de domicílios ocupados por uma única pessoa estão entre os fatores que ajudam a explicar a presença cada vez maior dos gatos nas famílias brasileiras.

    Para Juliana Aguiar, médica-veterinária e gerente de marketing da linha PET da Ourofino Saúde Animal, uma das mudanças mais relevantes está na maneira como a sociedade passou a enxergar os felinos.

    “Durante muito tempo, o gato foi percebido como um animal frio, distante e pouco afetivo. Essa imagem vem sendo desmistificada. Hoje, ele é reconhecido como uma companhia próxima, capaz de estabelecer vínculos muito fortes com as pessoas responsáveis por seus cuidados. Essa mudança cultural tem um peso importante no crescimento da população felina”, afirma.

    A adaptação dos gatos a diferentes configurações de moradia também contribui para esse avanço. Por apresentarem uma dinâmica de convivência mais independente, os felinos podem se adequar a rotinas nas quais as pessoas permanecem períodos maiores fora de casa. Isso não elimina, entretanto, a necessidade de cuidados específicos, estímulos ambientais, acompanhamento veterinário e prevenção periódica.

    Outro fator destacado pela especialista é o fortalecimento dos programas de conscientização, resgate e adoção. Uma parcela relevante dos gatos chega às famílias por meio dessas iniciativas, contribuindo para ampliar não apenas a presença dos felinos nos domicílios, mas também o debate sobre guarda responsável, prevenção e bem-estar animal.

    Mercado acompanha as particularidades dos gatos

    O aumento da população felina já provoca mudanças em diferentes áreas do mercado PET. Clínicas veterinárias têm criado salas de espera e espaços de atendimento separados para reduzir o estresse dos gatos, enquanto cresce o número de profissionais especializados em medicina e comportamento felino.

    Congressos dedicados exclusivamente à espécie, ambientes de enriquecimento, novas opções de areia sanitária, alimentos específicos e produtos voltados às diferentes fases da vida também vêm ganhando espaço.

    “Os responsáveis por gatos estão mais informados e atentos às necessidades específicas da espécie. Isso exige uma evolução de toda a cadeia, desde a estrutura das clínicas e a capacitação dos profissionais até o desenvolvimento de produtos e de uma comunicação mais segmentada”, explica Juliana.

    Segundo a médica-veterinária, o gato não deve ser tratado como uma versão menor do cão, e essa percepção, felizmente, vem sendo superada. Os felinos apresentam características fisiológicas, comportamentais e ambientais próprias, e essas diferenças devem ser consideradas tanto nas consultas veterinárias quanto na rotina de cuidados em casa.

    A transformação desse olhar também estimula o desenvolvimento de soluções específicas. No portfólio da Ourofino está, por exemplo, o Banni 3, endectocida tópico de aplicação spot-on desenvolvido para gatos. O produto associa praziquantel, moxidectina e fipronil e é indicado para o controle de pulgas, piolhos, ácaros causadores da sarna otodécica, nematódeos gastrointestinais e cestódeos. O uso deve seguir as recomendações da bula e a orientação do médico-veterinário.

    Para Juliana, a tendência é que a expansão da população felina continue acompanhada de uma especialização cada vez maior do mercado.

    “Não estamos falando apenas de mais gatos nos lares, mas de uma nova forma de se relacionar com eles. Quanto mais conhecemos o comportamento e as necessidades da espécie, maior é a procura por prevenção, atendimento especializado, ambientes adequados e soluções que contribuam efetivamente para sua saúde e qualidade de vida”, conclui.

  • Frio exige cuidados com os pets e roupas ganham importância para a saúde dos cães

    Especialista orienta sobre os animais que mais sofrem com as baixas temperaturas. Moda pet é um dos segmentos em destaque na Feira de Moda Inverno, até 12 de julho, na Avenida Paulista

    Com a queda das temperaturas, os casacos deixam de ser exclusividade das pessoas e passam a integrar também a rotina dos animais de estimação. As roupas para pets podem representar um importante aliado para o bem-estar dos cães durante o inverno, especialmente daqueles mais sensíveis ao frio. O aumento da procura por esse tipo de produto também fortalece um segmento que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado da moda.Essa tendência pode ser observada na Feira de Moda Inverno, que acontece até o dia 12 de julho, na Rua Luís Coelho, 323, próxima à Avenida Paulista, reunindo fabricantes que oferecem peças para adultos, crianças e também para pets, com preços de fábrica.


    Segundo a médica-veterinária Cibele Xavier da Silva, a necessidade de vestir os animais depende de fatores como temperatura, idade e características da pelagem. Ela explica que, de forma geral, temperaturas abaixo de 15°C a 18°C já exigem mais atenção por parte dos tutores. “Os cães de pelo curto são os mais suscetíveis ao frio porque não possuem a camada de subpelo, que funciona como isolamento térmico natural e está presente em raças adaptadas a regiões frias, como o Husky Siberiano. Esses animais precisam de proteção adicional para manter a temperatura corporal”, afirma Cibele Xavier da Silva.

    A veterinária destaca que filhotes e cães idosos merecem cuidados ainda maiores. “Os filhotes ainda não desenvolveram completamente a capacidade de regular a própria temperatura corporal e possuem pouca gordura, o que reduz a produção de calor. Já os animais idosos apresentam perda de massa muscular, redução da camada de gordura e metabolismo mais lento, fatores que dificultam a manutenção do calor corporal”, explica.

    Além do uso de roupas adequadas, Cibele recomenda oferecer ambientes protegidos do vento, camas elevadas do chão e locais aquecidos durante os dias mais frios.

    O crescimento desse mercado também chama a atenção dos organizadores da Feira de Moda Inverno. Para Sonia Sodré, idealizadora do evento, a presença de fabricantes especializados em moda pet acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores. “Os animais de estimação fazem parte da família e isso se reflete diretamente no consumo. Hoje existe uma procura crescente por roupas que ofereçam conforto, proteção térmica e qualidade para os pets. Por isso, esse segmento passou a ter um espaço importante dentro da feira, acompanhando uma demanda que cresce a cada inverno”, afirma.

    Além das peças para animais, a Feira de Moda Inverno reúne centenas de opções em tricô, lã, couro, malhas e acessórios para toda a família, comercializados diretamente pelos fabricantes. A expectativa da organização é receber milhares de visitantes até o encerramento do evento, consolidando a moda pet como um dos nichos que mais despertam o interesse do público nesta temporada.


    Serviço
    Feira de Moda Inverno
    Até 12 de julho
    Rua Luís Coelho, 323 – próximo à Avenida Paulista – São Paulo
    Horário: das 12h às 20h
    Entrada gratuita.

  • Check-up veterinário no inverno: prevenção é essencial para a saúde de cães e gatos

    Exames laboratoriais auxiliam no monitoramento da saúde animal e na identificação precoce de doenças durante os meses mais frios do ano

    Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, aumenta a atenção com a saúde dos animais de estimação. O período pode favorecer o surgimento ou o agravamento de diversas condições clínicas em cães e gatos, especialmente entre pacientes idosos, portadores de doenças crônicas ou com histórico de problemas respiratórios. Diante desse cenário, a realização de check-ups veterinários torna-se uma importante aliada na prevenção e no acompanhamento da saúde animal. A Bioclin oferece diversas opções de exames laboratoriais que auxiliam médicos-veterinários na avaliação completa dos pacientes em diferentes fases da vida.

    Os exames de rotina permitem identificar alterações muitas vezes silenciosas, contribuindo para diagnósticos precoces e decisões clínicas mais assertivas. Entre os principais benefícios do acompanhamento preventivo estão a identificação precoce de doenças, o monitoramento de pacientes com enfermidades crônicas, a avaliação das funções renal e hepática, a investigação de processos inflamatórios e infecciosos, além do acompanhamento da saúde de animais geriátricos.

    Durante os meses mais frios, muitos animais tendem a apresentar mudanças de comportamento, redução da atividade física e maior permanência em ambientes fechados, fatores que podem influenciar diretamente seu estado de saúde. Por isso, a avaliação periódica torna-se ainda mais importante para garantir que possíveis alterações sejam detectadas antes do surgimento de sinais clínicos mais graves.

    Além de contribuir para o diagnóstico precoce, os exames laboratoriais fornecem informações essenciais para o acompanhamento da resposta a tratamentos e para o planejamento de condutas médicas mais seguras. Esse monitoramento é especialmente relevante para animais idosos, que demandam atenção contínua devido à maior predisposição ao desenvolvimento de doenças associadas ao envelhecimento.

    “A prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes da medicina veterinária. Durante o inverno, quando alguns problemas de saúde podem se intensificar, os exames laboratoriais desempenham um papel fundamental na avaliação do estado geral dos animais e no suporte ao diagnóstico precoce, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes”, destaca Camila Eckstein, especialista em Diagnóstico Veterinário da Bioclin,  empresa que disponibiliza um portfólio completo de soluções para o segmento veterinário, oferecendo exames que apoiam profissionais em diferentes necessidades clínicas e reforçam a importância dos cuidados preventivos durante todo o ano.

  • Quatro em cada dez cães com doenças alérgicas de pele têm qualidade de vida afetada

    Quatro em cada dez cães com doenças alérgicas de pele têm qualidade de vida afetada, aponta pesquisa global da MSD Saúde Animal


    Levantamento ouviu mais de 3 mil responsáveis e médicos-veterinários em 11 países e revela desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e adesão terapêutica
     

    As doenças alérgicas de pele estão entre os problemas de saúde mais frequentes na rotina veterinária e podem impactar significativamente o bem-estar dos cães e de suas famílias. É o que mostra uma nova pesquisa global da MSD Saúde Animal, intitulada “Perspectivas de Tutores e Veterinários sobre Prurido Canino: Uma Pesquisa Global”, que ouviu 1.710 responsáveis de cães e 1.413 médicos-veterinários em 11 países para compreender os principais desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e controle da dermatite alérgica em cães.


    Os resultados revelam que a condição afeta diretamente a qualidade de vida dos animais e de suas famílias. Globalmente, 39% dos responsáveis relataram que a coceira e os problemas dermatológicos tiveram impacto negativo significativo no bem-estar de seus cães. Além disso, 31% afirmaram que a doença também prejudicou sua própria qualidade de vida, evidenciando que os efeitos da dermatite alérgica vão além do desconforto animal e impactam a rotina doméstica.


    A pesquisa também mostra que o prurido (coceira) continua sendo uma das principais razões para consultas veterinárias. Nove em cada dez responsáveis de pets que procuraram atendimento para cães com coceira discutiram o problema com o médico-veterinário, e cerca de 60% agendaram a consulta especificamente para tratar essa condição.


    O estudo também reforça a relevância do tema na prática clínica. Globalmente, cerca de 27% dos cães atendidos por médicos-veterinários apresentam coceira ou dermatite alérgica, tornando a condição uma das queixas mais frequentes nos consultórios veterinários.


    “A dermatite alérgica é um dos sinais clínicos mais comuns em cães de todas as idades. Sabendo que muitos responsáveis e veterinários convivem diariamente com esse desafio, buscamos compreender melhor as dificuldades relacionadas ao diagnóstico, tratamento e adesão terapêutica. Embora ambos enfrentem frustrações ao longo dessa jornada, existe um objetivo comum: encontrar uma solução eficaz, segura e que proporcione alívio rápido para os animais”, afirma Linda Horspool, diretora de Assuntos de Marketing Científico da MSD Saúde Animal.


    Desafios persistem no tratamento das doenças alérgicas


    Além do impacto na qualidade de vida, o estudo identificou dificuldades na escolha e manutenção dos tratamentos. Cerca de 29% dos responsáveis e 41% dos médicos-veterinários relataram ter trocado a terapia utilizada para controlar doenças alérgicas de pele no último ano, demonstrando que ainda existem necessidades não plenamente atendidas no manejo dessas condições.


    Quando questionados sobre os atributos mais importantes em um tratamento para cães com coceira, os responsáveis apontaram eficácia, segurança e ação direcionada como as principais características desejadas. Já os médicos-veterinários destacaram a eficácia e o rápido início de ação como fatores prioritários na tomada de decisão clínica.


    A pesquisa também revelou que ainda existe uma distância entre as expectativas dos responsáveis e os desafios enfrentados no manejo da doença. Entre os principais motivos para interromper ou substituir tratamentos estão a percepção de baixa eficácia, preocupações relacionadas à segurança, custos elevados e dificuldades na administração dos medicamentos.


    Comunicação e adesão são fundamentais para o sucesso terapêutico


    Outro achado importante do levantamento é que tanto responsáveis quanto médicos-veterinários reconhecem a necessidade de melhorar a comunicação sobre a doença e seu tratamento. As entrevistas qualitativas realizadas como parte da pesquisa indicaram que muitos responsáveis ainda possuem compreensão limitada sobre o caráter crônico das doenças alérgicas de pele e sobre a importância da adesão contínua ao protocolo terapêutico recomendado.


    Segundo os participantes, essa falta de entendimento pode comprometer os resultados clínicos e gerar frustrações ao longo do acompanhamento do paciente. Além disso, muitos responsáveis relataram dificuldades em manter a regularidade dos tratamentos, seja pela complexidade das aplicações, pela frequência necessária ou pelo impacto financeiro. Alguns entrevistados afirmaram inclusive espaçar doses para reduzir custos, o que pode comprometer a eficácia do tratamento.


    Necessidade de soluções mais práticas e direcionadas


    O levantamento também identificou demandas por tratamentos que combinem eficácia, segurança e praticidade. Entre os médicos-veterinários entrevistados, quase metade apontou a necessidade de opções mais acessíveis e com melhor custo-benefício. Já os responsáveis destacaram a facilidade de administração como um fator relevante na escolha da terapia.


    Diante desse cenário, marcado pela busca por tratamentos eficazes, seguros e que favoreçam a adesão ao protocolo terapêutico, a medicina veterinária tem impulsionado o desenvolvimento de soluções cada vez mais alinhadas às necessidades apontadas por responsáveis e médicos-veterinários. Um exemplo é Numelvi®, lançamento recente da MSD Saúde Animal para o tratamento da dermatite atópica canina, uma condição inflamatória crônica associada a reações alérgicas que afeta significativamente a qualidade de vida dos cães.


    A terapia atua de forma seletiva na inibição da JAK1, principal via envolvida no processo inflamatório e no prurido associado à doença, proporcionando alívio da coceira a partir de duas horas após a administração da primeira dose. Além disso, pode ser utilizada em cães a partir de seis meses de idade e conta com esquema de dose única diária, sem necessidade de dose de ataque, características que contribuem para a adesão ao tratamento. Já disponível em 37 países, Numelvi® foi reconhecido em 2026 pela S&P Global Animal Health como o Melhor Novo Produto para Animais de Companhia, uma das premiações mais relevantes da indústria veterinária mundial.


    Para José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal Brasil, os resultados do levantamento reforçam a importância de soluções que conciliem eficácia, segurança e praticidade para apoiar o manejo de longo prazo das doenças alérgicas de pele:
     

    “Os resultados da pesquisa reforçam uma realidade observada diariamente na prática clínica: responsáveis e médicos-veterinários buscam soluções que entreguem eficácia, segurança e praticidade sem comprometer a qualidade de vida dos animais. O avanço das opções terapêuticas disponíveis contribui para atender essas necessidades e favorecer uma melhor adesão ao tratamento, fator fundamental para o controle adequado da doença”, comenta.
     

    Metodologia
     

    A pesquisa foi conduzida por uma empresa especializada em pesquisa de mercado, seguindo padrões internacionais para estudos quantitativos e qualitativos. Foram entrevistados 1.413 médicos-veterinários de animais de companhia em 11 países — Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Brasil, México, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Polônia — e 1.710 responsáveis de cães em oito países: Estados Unidos, Canadá, Austrália, México, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha.
     

    Os dados foram coletados entre novembro de 2024 e abril de 2025 por meio de questionários online e entrevistas aprofundadas, com o objetivo de compreender as percepções sobre diagnóstico, impacto da doença, tratamentos disponíveis e fatores que influenciam a adesão terapêutica.

    O relatório completo da pesquisa pode ser acessado em: Link

  • Por que os rituais moldam o vínculo entre responsáveis e pets?

    Para cães e gatos, a rotina não é apenas organização do dia. É a principal forma de interpretar o ambiente e, sobretudo, de entender a relação com quem cuida deles

    Quem convive com pets já está familiarizado com a cena: poucos minutos antes do horário habitual da refeição, o animal começa a se movimentar, observar e antecipar o que está por vir. O mesmo acontece com o momento do passeio, da brincadeira ou até da chegada do responsável em casa. Essa capacidade de prever eventos não é coincidência, mas sim o resultado da construção de rituais na rotina.

    Diferente dos humanos, que interpretam o ambiente a partir de contexto e linguagem, os cães e gatos se orientam por padrões. Sempre que um evento se repete em condições semelhantes, como horário, sequência de ações e sinais do ambiente, o cérebro passa a registrá-lo como previsível. Essas referências ajudam o animal a entender o que esperar e como reagir a cada momento.

    Esse processo tem um impacto direto não apenas no comportamento, mas também na forma como o animal constrói sua relação com o responsável. Com o tempo, essas sequências deixam de ser apenas eventos repetidos e passam a funcionar como pontos de referência emocional. É por meio delas que o pet associa determinadas situações à presença, à ação e à resposta de quem cuida dele, criando uma base de segurança que sustenta o vínculo.

    Segundo a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, essa construção acontece de forma progressiva e está diretamente ligada à consistência da rotina. “Quando o animal entende a dinâmica do ambiente, ele responde com mais segurança. Isso impacta não só o comportamento, mas também a qualidade da interação com quem faz parte da rotina dele”, explica.

    Entre os diferentes rituais do dia a dia, aqueles ligados à alimentação ocupam um papel central nesse processo. O acesso ao alimento é, biologicamente, um dos estímulos de maior relevância para cães e gatos.

    Na prática, isso significa que o momento da alimentação não se limita à nutrição. Ele concentra atenção, expectativa e interação em um mesmo contexto, o que o torna especialmente relevante na construção do vínculo. Ao longo do tempo, o animal passa a associar esse momento não apenas à saciedade, mas também à segurança do ambiente e à relação com quem está presente.

    Dentro dessa lógica, os petiscos desempenham um papel importante, pois permitem ampliar as janelas de interação sem comprometer a previsibilidade que sustenta o equilíbrio do animal. “Em vez de concentrar a experiência apenas no horário da refeição, os snacks podem ser distribuídos ao longo do dia, criando novas oportunidades de conexão e interação”, explica a profissional.

    Essa aplicação pode acontecer de diferentes formas. Oferecer o petisco diretamente reforça a associação com a presença do responsável, enquanto escondê-lo em locais acessíveis ou utilizá-lo em objetos contribui com o enriquecimento ambiental estimulando comportamentos de exploração e engajamento. “Para os cães, isso costuma se traduzir em pequenas buscas ou deslocamentos dentro de casa. Para os gatos, a distribuição em diferentes alturas ou pontos do ambiente ativa comportamentos naturais de caça, respeitando a forma como a espécie interage com o espaço”, detalha Bruna.

    Essas variações ajudam a manter o ambiente estimulante sem romper a base de segurança construída pelos rituais. Outros momentos, como pausas para descanso, interações previsíveis e brincadeiras estruturadas, também contribuem para essa organização, ajudando o animal a compreender melhor o fluxo do dia.

    Para Bruna é essa consistência que sustenta a qualidade da convivência. “Quando o responsável organiza a rotina de forma previsível, ele cria um ambiente mais confortável para o animal. Isso facilita a adaptação e melhora a relação no dia a dia”, afirma.

    Nesse contexto, o vínculo deixa de ser construído apenas em momentos isolados de interação e passa a se formar ao longo da rotina. É na repetição e na qualidade desses rituais, principalmente nos momentos ligados à alimentação, que o animal aprende a associar o ambiente à segurança e a desenvolver uma relação mais estável com quem faz parte do seu dia a dia.

  • Seu pet está mesmo com fome?

    Seu pet está mesmo com fome? Entenda como funciona a saciedade em cães e gatos

    Nem todo pedido por comida indica necessidade nutricional. Saiba como diferenciar fome real, hábito e busca por interação, e como inserir petiscos de forma equilibrada na rotina alimentar dos animais

    Muitos responsáveis conhecem bem a cena: o pet acabou de comer, mas continua ao lado do pote, segue a pessoa pela casa ou encara o armário onde ficam os snacks. Em alguns casos, o comportamento parece tão insistente que surge a dúvida: será que ele ainda está com fome? A resposta nem sempre está no estômago. Em cães e gatos, a vontade de comer pode estar relacionada a necessidade energética, mas também a hábito, expectativa, tédio, aprendizado ou busca por atenção.

    “A saciedade é um processo fisiológico complexo. Ela envolve sinais enviados pelo trato digestivo, pela presença de nutrientes no organismo e pela comunicação entre hormônios e cérebro. Quando o animal se alimenta, o corpo registra volume, composição da refeição e energia disponível. Esses sinais ajudam a reduzir o impulso por comida. O desafio é que esse mecanismo não funciona de forma isolada: ambiente, rotina e experiências anteriores também influenciam a forma como o animal se comporta diante do alimento.”, explica Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition

    Nos cães, essa leitura pode ser especialmente difícil. A espécie apresenta um comportamento alimentar oportunista do ponto de vista evolutivo, ou seja, tende a aproveitar os recursos disponíveis, resultado de uma adaptação evolutiva que foi vantajosa ao longo de sua história. Por isso, muitos cachorros demonstram interesse por comida mesmo quando já estão nutridos. O pedido insistente, nesse caso, nem sempre significa fome real. Pode ser uma resposta condicionada: se, em algum momento, aproximar-se da mesa, latir ou olhar fixamente resultou em alimento, o cérebro passa a repetir esse caminho.

    Já com os gatos, a dinâmica segue outra lógica. Felinos tendem a fazer pequenas ingestões ao longo do dia e são altamente sensíveis ao contexto em que a comida aparece: local do pote, movimentação da casa, horários e até a presença do responsável podem influenciar o comportamento. Um gato pode vocalizar perto do comedouro não apenas por fome, mas porque aprendeu que aquele gesto provoca uma resposta. Também pode buscar comida em momentos de ansiedade, mudança de rotina ou redução de estímulos no ambiente. Como os sinais da espécie são mais sutis, é comum confundir solicitação de interação com demanda alimentar. Por isso, conhecer os hábitos, a rotina e o comportamento individual do animal é essencial para interpretar corretamente esses sinais.

    Segundo a profissional, entender essa diferença é essencial para orientar o cuidado. “A fome está relacionada a uma necessidade fisiológica, mas o comportamento de pedir comida pode ter outras origens. O animal pode estar buscando previsibilidade, atenção, estímulo ou simplesmente repetindo algo que aprendeu que funciona. Por isso, antes de aumentar a oferta, é importante observar o contexto em que esse pedido aparece”, explica.

    Um ponto importante é avaliar o padrão, não apenas o episódio. Se o pet mantém peso adequado, está ativo, disposto, consome a dieta principal e não há sinais clínicos, pedidos ocasionais por comida podem estar mais ligados ao comportamento do que à carência nutricional. Já alterações como aumento repentino do apetite, perda de peso, ingestão exagerada de água, vômitos, diarreia ou mudança brusca de comportamento exigem avaliação veterinária, pois podem indicar condições metabólicas ou hormonais.

    A rotina também pesa nessa equação. Animais que recebem alimento em horários muito variáveis, que ganham pequenas porções diversas ao longo do dia ou que associam determinados comportamentos à oferta de snacks podem desenvolver uma expectativa constante. Isso não significa que os petiscos sejam o problema. Pelo contrário: quando inseridos com clareza dentro da rotina, eles ajudam a organizar momentos de interação e enriquecem a experiência alimentar. A diferença está em transformar a oferta em parte de uma estratégia, não em uma resposta automática a qualquer solicitação.

    Na prática, uma boa forma de diferenciar fome, hábito e busca por atenção é observar o que acontece quando o responsável propõe outra forma de engajamento. Se o pet aceita brincar, explorar um objeto, receber carinho ou participar de uma pequena atividade, talvez a necessidade naquele momento não seja comida, mas interação. Nos cachorros, esse comportamento aparece com frequência em períodos de ociosidade. Já para os felinos, pode surgir antes de horários previsíveis da refeição, quando percebem movimentação na cozinha ou em momentos em que a casa oferece poucos estímulos.

    Os petiscos entram como aliados e ajudam a dar função a esses momentos. Em vez de apenas entregar o snack, o responsável pode inseri-lo em pequenas experiências: oferecer parte da porção em brinquedos de manipulação, usar formatos menores em exercícios curtos de atenção ou criar momentos de exploração controlada. Para cães, atividades que envolvem espera, foco e pequenas tarefas ajudam a prolongar a experiência e reduzem a sensação de consumo imediato. Para gatos, porções pequenas em recipientes diferentes, pontos de observação ou objetos que exijam toque e investigação respeitam melhor o comportamento natural da espécie.

    A quantidade também precisa ser considerada no uso de petiscos. De modo geral, os petiscos devem compor uma parcela limitada da ingestão calórica diária, frequentemente considerada em torno de até 10% do total recomendado para o animal, considerando sempre a orientação do médico-veterinário. Essa referência ajuda a preservar o equilíbrio da dieta principal, que continua sendo a base nutricional. A porção ideal, no entanto, varia conforme porte, idade, nível de atividade, condição corporal e necessidades individuais.

    Bruna reforça que o cálculo não deve ser visto apenas como restrição, mas como uma forma de qualificar o uso dos snacks. “Quando o responsável entende a porção adequada, consegue oferecer petiscos com mais segurança e intenção. Isso permite manter o momento prazeroso, sem deslocar a alimentação principal ou interferir no equilíbrio nutricional. O cuidado está em considerar o petisco dentro da rotina alimentar, e não como algo separado dela”, afirma.

    Também vale observar a resposta do animal ao longo do tempo. Se o pet passa a recusar a refeição principal, ganha peso progressivamente ou se torna insistente sempre que vê alimento, a rotina pode precisar de ajustes. Em muitos casos, pequenas mudanças já fazem diferença: definir horários mais consistentes, fracionar melhor a oferta, reservar os snacks para momentos específicos e envolver o animal em atividades que ampliem a experiência antes do consumo.

    Compreender a saciedade nos pets exige olhar para o que acontece antes e depois do pedido por comida. O pote, o armário de petiscos e a movimentação da casa podem carregar significados diferentes para cada animal. Quando o responsável aprende a interpretar esses sinais, a resposta deixa de ser automática e passa a considerar o que o pet realmente está comunicando naquele momento.

  • Cães e gatos também podem doar sangue e ajudar a salvar vidas

    Campanha chama atenção para uma prática ainda pouco conhecida entre os tutores e fundamental para o tratamento de animais em situações de emergência

    Quando o assunto é doação de sangue, a maioria das pessoas pensa imediatamente em seres humanos. No entanto, o que muitos tutores não sabem é que cães e gatos saudáveis também podem se tornar doadores e contribuir para salvar a vida de outros animais em situações críticas.

    A conscientização ganha força durante o Junho Vermelho, campanha tradicionalmente dedicada ao incentivo à doação de sangue, mas que também abre espaço para discutir a importância dos bancos de sangue veterinários e da participação dos tutores na manutenção dos estoques necessários para atendimentos emergenciais.

    Assim como ocorre na medicina humana, transfusões de sangue podem ser decisivas para cães e gatos submetidos a cirurgias, vítimas de acidentes, portadores de anemias ou em tratamento de doenças que comprometem a produção de células sanguíneas. Nesses casos, a disponibilidade de sangue compatível pode representar a diferença entre a vida e a morte.

    Embora a prática seja cada vez mais difundida na medicina veterinária, os bancos de sangue animal ainda enfrentam desafios para manter estoques regulares. A disponibilidade de doadores é fundamental para garantir o atendimento de emergências, cirurgias e tratamentos de cães e gatos em todo o país.

    Apesar da relevância do tema, a doação de sangue entre pets ainda é pouco conhecida pela população. Muitos tutores desconhecem que seus animais podem se tornar doadores ou não sabem como funciona o processo, que é realizado sob acompanhamento veterinário e segue critérios específicos de saúde e bem-estar.

    Em geral, cães e gatos passam por uma avaliação clínica antes da coleta para garantir que estejam aptos a doar. O procedimento é considerado seguro e, na maioria dos casos, os animais retomam sua rotina normalmente no mesmo dia.

    “Assim como as pessoas podem ajudar a salvar vidas por meio da doação de sangue, os animais também têm esse papel. É um gesto de solidariedade que amplia as chances de recuperação de outros pets e reforça a importância do cuidado coletivo”, afirma Natália Nigro de Sá, fundadora da Laika Funeral Pet.

    Embora sua atuação esteja voltada ao acolhimento de famílias no momento da despedida de seus animais de estimação, a Laika Funeral Pet também defende iniciativas que promovam a saúde, a proteção e a valorização da vida dos pets. “Na Laika, acompanhamos diariamente histórias que mostram a profundidade do vínculo entre pessoas e seus animais de estimação. Por isso, apoiamos iniciativas que promovam a saúde e ampliem as chances de recuperação dos pets, valorizando a vida em todas as suas fases”, acrescenta Natália.

    Especialistas recomendam que tutores interessados em tornar seus animais doadores conversem com um médico-veterinário ou procurem bancos de sangue veterinários de sua região para conhecer os critérios de participação. Entre os requisitos normalmente avaliados estão idade, peso, estado geral de saúde, vacinação e histórico clínico do animal.

    À medida que cresce a preocupação dos brasileiros com a saúde e o bem-estar de seus pets, iniciativas de conscientização sobre a doação de sangue animal ganham relevância e ajudam a ampliar uma rede de solidariedade capaz de oferecer uma nova chance a milhares de cães e gatos em tratamento.

    Quem pode doar sangue?

    Os critérios para doação variam de acordo com o banco de sangue veterinário e a avaliação clínica realizada por cada instituição. De forma geral, os requisitos mais comuns incluem:

    Para cães:

    • Peso mínimo entre 25 kg e 28 kg;

    • Idade entre 1 e 8 anos;

    • Boa condição de saúde;

    • Vacinação e vermifugação em dia;

    • Temperamento dócil;

    • Não estar em tratamento medicamentoso contínuo.

    Para gatos:

    • Peso mínimo entre 4 kg e 4,5 kg;

    • Idade entre 1 e 8 anos;

    • Boa condição de saúde;

    • Vacinação atualizada;

    • Ausência de doenças infecciosas;

    • Aprovação em avaliação veterinária.

    Importante: Os critérios podem variar conforme o banco de sangue veterinário. Antes de qualquer doação, o animal passa por avaliação realizada por profissionais especializados para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor.