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  • Cães e gatos exigem cuidados redobrados com fogos de artifícios no fim de ano

    Barulho intenso, mudanças na rotina e estímulos externos podem impactar o bem-estar físico e emocional dos pets durante as festas

    As festas de fim de ano costumam ser marcadas por confraternizações, encontros familiares e o uso frequente de fogos de artifício. Para cães e gatos, porém, esse período pode representar um aumento significativo de estímulos estressantes, especialmente em razão dos ruídos altos e imprevisíveis, aliados às mudanças na rotina e no ambiente doméstico.

     

    Segundo a médica-veterinária do Hospital AmarVet’s, Dra. Thais Rocha, o impacto dos fogos vai além do desconforto momentâneo. “Os cães e gatos têm audição mais sensível do que nós humanos, o que faz com que os fogos sejam extremamente desconfortáveis e assustadores. O medo pode gerar reações intensas, que tendem a se agravar com o tempo, e afetar a saúde emocional dos animais, mesmo quando os sinais não são visíveis”, explica.

     

    Nos cães, os sinais de ansiedade costumam ser mais evidentes, manifestando-se por tremores, vocalização excessiva, agitação, tentativas de fuga ou até paralisia diante do medo. Em muitos casos, esses episódios se repetem ano após ano, podendo evoluir para quadros mais graves de ansiedade, fobias e traumas associados ao som.

     

    Já nos gatos, o sofrimento tende a ser mais silencioso, mas não menos relevante. Durante os períodos de fogos, é comum que se escondam por longos intervalos, evitem interação, apresentem alterações comportamentais e reduzam a ingestão de alimento e água. Essas mudanças indicam impacto direto no equilíbrio emocional e no bem-estar geral do animal.

     

    Além das reações comportamentais, o estresse intenso provocado pelos fogos pode afetar a saúde física dos pets, especialmente daqueles que já convivem com doenças pré-existentes. 

     

    “Nos animais com problemas cardíacos, neurológicos, respiratórios ou renais, o estresse causado pelos fogos de artifício pode representar um risco significativo. A ansiedade gerada pode causar o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, favorecendo o surgimento de arritmias, crises convulsivas, descompensações cardíacas ou a piora repentina de quadros antes controlados”, destaca Thais.

     

    O estresse elevado também pode afetar o sistema imunológico, desencadear distúrbios gastrointestinais, reduzir o apetite e agravar dores crônicas, aumentando o risco de instabilidade do quadro clínico e de complicações mais graves.

     

    Para reduzir os impactos durante as festas de fim de ano, a orientação é preparar um ambiente mais seguro e tranquilo dentro de casa, longe de janelas e áreas externas, além de manter a rotina do animal o mais estável possível. 

     

    “É essencial manter o pet em um ambiente seguro e fechado durante os fogos, agir com calma, permitir que o animal se esconda se quiser e evitar deixá-lo em áreas externas ou forçar a interação. Animais idosos ou com doenças crônicas exigem atenção redobrada, já que o estresse pode agravar seu estado de saúde”, reforça a médica-veterinária.

     

    A orientação veterinária torna-se indispensável caso o animal apresente sinais de pânico intenso ou prolongado, como ofegação excessiva, tremores incontroláveis, vômitos, convulsões, desorientação, comportamentos de automutilação ou agravamento de doenças pré-existentes. 

     

    Diante desse cenário, estar atento aos sinais de estresse e medo durante esse período é fundamental para preservar o bem-estar dos animais. Observar mudanças de comportamento, garantir segurança física e adotar medidas preventivas contribuem para que as celebrações de fim de ano sejam menos impactantes para cães e gatos.

  • Tutores devem ter atenção redobrada com pets nas festas de final do ano


     Fogos, calor, alimentos perigosos e rotina intensa podem causar estresse em cães e gatos


     As comemorações de Natal e Réveillon costumam reunir família, amigos e muita animação, porém, para os pets, o período pode trazer desafios, desde fogos de artifício até alimentos perigosos. Por isso, a Special Dog Company, com mais de 20 anos de experiência em nutrição de pets, reuniu orientações importantes para garantir que cães e gatos passem pelas datas comemorativas com segurança e bem-estar. 

    Um dos principais pontos de atenção é o uso de fogos de artifício, cujo barulho pode causar medo intenso, tremores e até tentativas de fuga. A recomendação é acomodar o pet em um ambiente seguro, fechado e confortável, com itens familiares, como mantinhas e brinquedos. O uso de algodão no ouvido pode ajudar a reduzir o impacto do som, mas nunca deve substituir a supervisão.

    “Com o ambiente mais agitado e o aumento de barulhos característicos da época, muitos pets ficam mais sensíveis. Por isso, é fundamental que as famílias se antecipem e preparem a casa para que eles se sintam protegidos e tranquilos”, afirma Katiani Venturini, Coordenadora do Centro de Pesquisas da Special Dog Company.

    A decoração natalina também merece cuidado. Árvores, luzinhas e enfeites chamam a atenção dos animais, especialmente dos mais curiosos. Objetos engolidos podem causar desde ferimentos na boca até complicações intestinais graves, e fios elétricos representam risco de choque. Por isso, é importante manter a decoração fora do alcance de cães e gatos sempre que possível. 

    O fluxo maior de visitas, comum nesta época, também pode ser um desafio. Alguns pets não lidam bem com a presença de pessoas desconhecidas e podem demonstrar sinais de estresse, se esconder em lugares difíceis de serem encontrados ou até mesmo, fugirem de casa na tentativa de se esquivarem dos incômodos. É mais que um dever garantir que eles tenham um espaço tranquilo para se recolher quando necessário é uma forma simples de evitar desconfortos.

    Outro ponto crítico é o calor. Com as altas temperaturas do verão, torna-se essencial prevenir a desidratação, oferecendo água fresca regularmente e mantendo o animal em locais sombreados e ventilados. Pisos frios ajudam a refrescar, assim como alternativas práticas, como “sorvetinhos” feitos com sachê congelado. “É no verão que observamos um aumento de casos de desidratação e hipertermia. Pequenas atitudes, como oferecer água gelada com mais frequência e evitar exposição prolongada ao sol, fazem muita diferença no bem-estar dos animais”, reforça Katiani.

    Para quem vai viajar de carro com o pet, é fundamental garantir o transporte adequado, utilizando caixas de transporte compatíveis com o tamanho do animal. A orientação é evitar alimentá-lo até duas horas antes de pegar a estrada para prevenir enjôo, além de realizar paradas para hidratação e necessidades fisiológicas. Sempre que possível, é preferível viajar nos horários mais frescos do dia.

    Além dos cuidados que devem ser adotados, há práticas que precisam ser evitadas. Uma das mais importantes é oferecer comida da ceia aos pets. Itens comuns nas festas, como chocolate, uva-passa e pratos temperados com cebola e alho, são tóxicos para cães e gatos e podem causar intoxicação grave. 

    Também é fundamental redobrar a atenção com bebidas alcoólicas deixadas em mesas ou copos baixos, que podem ser ingeridas acidentalmente pelos animais. Outra recomendação é evitar o uso prolongado de roupinhas natalinas, que podem causar desconforto e aumentar a sensação térmica, o ideal é usá-las apenas para fotos rápidas. 

    O mesmo vale para plantas decorativas, como a poinsétia (bico-de-papagaio), muito popular no Natal, mas tóxica para pets. Em caso de ingestão ou contato com a seiva, podem surgir sintomas como vômito, salivação e tremores. Nessas situações, a orientação é procurar atendimento veterinário imediatamente.

    Com alguns ajustes simples na rotina e na preparação do ambiente, é possível garantir que as festas sejam celebradas com segurança e bem-estar para toda a família, incluindo os bichinhos.

  • Festas de fim de ano: Veja quais alimentos podem e não podem ser oferecidos para o seu cão

    Alimentos produzidos especialmente para cachorros podem ser ótimas opções para a ceia deles

    Com a proximidade das festas de fim de ano, muitas pessoas já se preparam para grandes celebrações ao lado de amigos e familiares, com direito a um cardápio farto e variado. E os pets também podem fazer parte destas comemorações, mas é preciso ficar atento aos alimentos oferecidos para evitar problemas como intoxicação.

    Independente do período do ano, é importante sempre ter atenção aos alimentos ingeridos pelos cães. No entanto, no período de festas, vale redobrar a atenção. De acordo com Camila Canno Garcia, médica veterinária da Petz, neste período os casos de intolerância e intoxicação alimentar aumentam 20% nas clínicas da Seres. “É uma época onde há grande variedade de alimentos e maior fluxo de pessoas em casa, facilitando o acesso aos alimentos que podem ser tóxicos para os pets”, explica.

    Entre os alimentos tóxicos para os cães estão: 

    • Uvas e uvas-passas: comuns em muitos pratos típicos da época, elas podem causar insuficiência renal aguda nos cães
    • Chocolate: é um alimento tóxico para cães e pode causar vômitos, tremores e até convulsões 
    • Frutas cristalizadas e açúcar em excesso: são difíceis de digerir e podem causar problemas gastrointestinais. 
    • Alimentos temperados: alguns temperos, como a cebola, também são tóxicos para os pets, podendo causar pancreatite. 
    • Ossos cozidos: os ossos cozidos podem quebrar e causar Asfixia, obstrução ou perfurações internas. 
    • Macadâmia: também é tóxica para os animais e pode causar diarreia e mal-estar.

    Além dos alimentos tóxicos para os cães, algumas comidas e bebidas também podem ser prejudiciais, principalmente, se ingeridos em excesso. “Na maioria das vezes, os cães se aproveitam do alvoroço das festas para furtar alguns alimentos ou pegar do chão quando caem do prato. Por isso, é melhor deixá-los sempre fora do alcance deles, inclusive o lixo com restos de comida”, explica Camila. 

    Principais sintomas de intoxicação:  

    A veterinária explica que as manifestações clínicas podem variar de acordo com o tipo de alimento, individualidade do animal e quantidade ingerida, mas no geral, os cães apresentam sintomas como vômitos, diarreia, dores abdominais, salivação excessiva e gases. Caso o pet apresente um desses sintomas, é preciso procurar um médico veterinário o quanto antes. 

    Alimentos que podem ser oferecidos: 

    Caso queira oferecer algo especial para o seu cachorro, a veterinária recomenda pequenas porções de frutas, legumes cozidos ou até mesmo petiscos próprios para pets. Há opções de panetone e biscoitos festivos desenvolvidos especialmente para cães, como Panettone Selections com flocos de carne, feito com ingredientes selecionados que não agridem o organismo do pet. “É uma ótima opção para incluir o pet nas festas de fim de ano e pode ser oferecido como prêmio ou simplesmente como um agrado durante a ceia”, afirma. 

    A especialista reforça que, por mais que seja tentador, é importante não ceder ao olhar “pidão” do pet durante a ceia. Manter uma alimentação controlada é fundamental para evitar problemas de saúde. 

  • Pets enjoam da ração?

    Pets enjoam da ração? Entenda os reais motivos que podem fazer o animal perder o interesse pelo alimento

    Não é raro os responsáveis por pets observarem que seu animalzinho perdeu o interesse pelo alimento oferecido, e a primeira coisa a se pensar é que ele enjoou da ração. Afinal, a ideia de comer a mesma coisa todos os dias, em todas as refeições, não parece muito atrativa para nós, seres humanos. E como os pets, de modo geral, costumam ter uma única fonte de alimento, o desinteresse seria um sinal de que está na hora de trocá-lo.

    Para quem se pergunta se o animal de companhia “enjoa” da ração, a resposta, do ponto de vista biológico, é que cães e gatos não precisam de trocas frequentes de alimentos apenas por variedade de sabor. Estudos mostram que os cães têm menos botões gustativos do que os humanos e são muito mais influenciados pelo olfato, pela textura e pela forma como o alimento é apresentado do que pela “novidade” do sabor em si. Já os gatos são reconhecidamente mais seletivos, especialmente em relação ao aroma, à textura, à crocância e ao formato do alimento, o que ajuda a explicar por que podem recusar determinadas rações com mais facilidade.

    “Enquanto os cães têm o olfato e a audição muito apurados em comparação aos seres humanos, o paladar é menos desenvolvido, de modo que eles tendem a aceitar bem uma dieta constante, sem necessidade de trocas frequentes apenas para evitar um suposto “enjoo”. Já os gatos, por serem mais exigentes quanto ao aroma e à textura, podem recusar o alimento quando há mudanças na formulação, no formato ou na crocância”, explica a médica-veterinária Amanda Arsoli.

    Outro ponto importante é que os alimentos de qualidade são formulados para oferecer alta palatabilidade, uma combinação de fatores que envolve o aroma, a textura, o sabor e até a forma como é processado e apresentado. Esse conjunto de características estimula o consumo e garante que cães e gatos se alimentem de forma adequada, mantendo sua saúde e vitalidade.

    Mas se os pets não costumam enjoar do alimento, por que então podem passar a recusá-lo? Amanda Arsoli explica que a falta de apetite é um sinal de alerta. “A redução ou até a recusa da alimentação pode estar ligada a fatores como estresse, alguma doença, mudanças no ambiente ou na rotina, chegada de outro animal ao convívio ou ainda alterações na formulação do alimento. Diante de uma recusa persistente, é importante consultar o médico-veterinário de confiança, para que avalie o histórico do animal, realize os exames físicos e laboratoriais necessários e oriente, de forma adequada, sobre a necessidade – ou não – de mudança do alimento”.

    Para complementar, Amanda Arsoli lista algumas razões que podem fazer com que o pet passe a recusar o alimento oferecido:

    • Armazenamento incorreto, o que pode fazer com que o alimento perca aroma e outras características importantes. O ideal é que a ração seja mantida na embalagem original, pois ela foi desenvolvida para preservar as propriedades do produto. Além disso, a embalagem deve estar bem fechada e em local fresco e arejado, longe da luz, umidade e de produtos químicos;
    • O comedouro estar em local inadequado, como ambientes muito quentes ou próximo de onde o animal faz suas necessidades;
    • O alimento ficar muito tempo exposto no comedouro, perdendo suas características e atraindo pragas que possam contaminá-lo;
    • Em dias muito quentes, o animal pode não ter vontade de comer nos horários de costume. O ideal é oferecer o alimento pela manhã e final do dia, por serem horários mais frescos;
    • Oferecer petiscos em excesso, o que pode prejudicar o apetite e fazer com que o pet rejeite a ração.

    Entender o comportamento alimentar dos pets, ficar atento ao quanto o animal está ingerindo diariamente e manter consultas periódicas ao médico-veterinário são atitudes essenciais para preservar a saúde e o bem-estar de cães e gatos ao longo de toda a vida.

  • “Doença do Carrapato”: doença que pode atingir os cães é tão grave

    “Doença do Carrapato”: médica-veterinária explica por que esse conjunto de doenças que pode atingir os cães é tão grave

    Com alta incidência no Brasil, erliquiose e babesiose, transmitidas pelo carrapato-marrom, podem ser fatais. Prevenção contínua é essencial para a saúde dos pets

    A popularmente chamada “doença do carrapato” não é uma única enfermidade, mas sim um conjunto de doenças graves transmitidas por carrapatos, como é o caso da erliquiose e da babesiose, transmitidas pelo carrapato-marrom (Rhipicephalus sanguineus). Altamente prevalentes no Brasil, essas doenças são consideradas muito importantes na medicina veterinária, podendo causar danos severos ao organismo dos cães e, em muitos casos, levar ao óbito quando não diagnosticadas e tratadas de forma rápida e adequada.

    O clima tropical e subtropical do país favorece a multiplicação do carrapato-marrom, tornando a exposição dos animais um risco presente durante todo o ano. A erliquiose, causada pela bactéria Ehrlichia canis, afeta células do sistema imunológico, enquanto a babesiose, resultante da infecção pelo protozoário Babesia spp., leva à destruição dos glóbulos vermelhos que são responsáveis pelo transporte de oxigênio. 

    A gravidade dessas enfermidades está diretamente ligada aos danos que esses microrganismos causam no organismo do animal. Tanto a erliquiose quanto a babesiose podem causar febre, falta de apetite, cansaço e apatia. Na erliquiose é muito comum os cães apresentarem sangramentos devido a queda das plaquetas, enquanto na babesiose a anemia é um fator importante, levando a alterações como icterícia e urina de coloração escura. 
     

    “A ‘doença do carrapato’ é uma grande preocupação na rotina clínica. Muitos responsáveis imaginam que esses parasitas causam apenas incômodo, quando na verdade eles podem causar doenças graves. Como os sinais iniciais podem ser muito sutis, o diagnóstico pode ser tardio, o que aumenta significativamente a gravidade do caso e o risco de óbito”, explica Kathia Soares, coordenadora técnica na MSD Saúde Animal.


    Para uma prevenção eficiente, a especialista destaca três cuidados essenciais:

    • Controle ambiental: Cerca de 95% do ciclo do carrapato-marrom acontece no ambiente, não no animal. Por isso, manter a casa limpa — principalmente frestas, cantinhos e locais onde o pet costuma descansar — é essencial. O uso de produtos adequados para o ambiente e a inspeção regular de áreas externas ajudam a evitar a proliferação e as reinfestações.
    • Proteção contínua do pet: O uso regular de antiparasitários eficazes e de longa duração é fundamental. Produtos com ação prolongada facilitam a adesão do tutor e reduzem assim falhas na rotina. 
    • Inspeção frequente do animal: Examinar o corpo do pet, especialmente após passeios ou contato com ambientes externos, auxilia na identificação rápida de carrapatos e de sinais clínicos iniciais, contribuindo para um diagnóstico mais precoce.

    Diante de um cenário de alto risco e exposição constante, soluções que ofereçam proteção contínua e prolongada são fundamentais. A MSD Saúde Animal disponibiliza um portfólio para a prevenção de ectoparasitas, com opções que se adaptam às diferentes rotinas dos responsáveis. Entre elas, destacam-se a linha Bravecto® — com apresentações em comprimido, transdermal e a versão injetável Bravecto® 365, que oferecem de 12 semanas a até um ano de proteção contra pulgas e carrapatos — e o Defenza®, comprimido mastigável com eficácia por até 37 dias contra pulgas, carrapatos, sarnas e até o bicho-de-pé. Essas soluções proporcionam alternativas práticas e de longa duração, reforçando a importância do uso contínuo de ectoparasiticidas para prevenir e controlar infestações em cães. 

    “A prevenção contínua reduz de forma significativa o risco de transmissão de doenças por carrapatos. Simplificar a rotina de cuidados é fundamental para que o tutor mantenha o pet protegido de forma ininterrupta, e isso faz toda a diferença quando falamos de enfermidades tão graves”, complementa Kathia Soares.

    A informação, aliada ao uso contínuo de soluções eficazes, é a melhor forma de promover a saúde e o bem-estar dos cães. A prevenção é, sem dúvida, o caminho mais seguro para que os responsáveis contribuam para uma vida longa, saudável e protegida aos seus companheiros.

  • Patinha áspera é normal?

    Sabe quando o cachorrinho é um filhote e tem os gominhos das patas lisinhos e macios, e como com o passar do tempo e uso vão ficando ásperos e esbranquiçados, quase como uma escova? Ou o focinho que era brilhante e úmido fica esbranquiçado, seco e até rachado com o tempo?

    Pois, é muito comum, mas mas não “normal”, nem precisa acontecer. É resultado de uma pele desidratada, e isso gera desconforto ao animal. Inclusive esse ressecamento nas patas não apenas incomoda, como pode ter implicações maiores, como sangramentos, rachaduras que deixam a pele vulnerável para a entrada de microorganismos causadores de infecções, e até mudanças na pisada.

    O ressecamento no focinho também pode gerar feridas, secreções, e inflamações.

    A pele é o maior órgão do corpo dos cães e dos humanos, e em ambas espécies temos a oportunidade de escutar os sintomas que se apresentam para entendermos o que estão dizendo. Os coxins, as “gemas” dos dedos dos cães, assim como o focinho, são sinalizadores de saúde dos peludos. 

    O QUE PODE LEVAR À PELE RESSECADA? 

    Fatores que podem levar a coxins ressecados:

    • desidratação
    • deficiência nutricional
    • doenças autoimunes
    • doenças tumorais
    • doenças infecciosas
    • condições ambientais (higiene, temperatura, terrenos ou revestimentos)

    Fatores que podem levar a focinhos ressecados:

    • desidratação
    • incidência de raios solares 
    • temperaturas extremas (altas ou baixas) 
    • baixa umidade do ar (natural ou pelo uso de aparelhos climatizadores)
    • espaços confinados com pouca circulação de ar

    Se o focinho ressecado vier acompanhado de secreção, ferida, inchaço, coceira ou sintoma gastrointestinal: investigue. É importante sempre consultar um profissional de medicina veterinária para entender cada caso, e seguir com o tratamento adequado para a origem desses sintomas. Alguns dos cuidados sugeridos podem incluir medicação, produtos de uso tópico, remoção de excesso de pele ressecada nos coxins, e orientações sobre estilo de vida. 

    COMO EVITAR?

    Cuidar da saúde global do pet, primeiramente:

    • oferecer água potável abundante
    • fornecer nutrição adequada
    • garantir avaliação veterinária regular e vacinas em dia
    • evitar exposição a climas extremos
    • fornecer ambiente limpo, confortável e com boa circulação de ar

    Ainda que as patas e focinhos dos cães estejam preparados para lidar com diferentes condições, é importante lembrar que são delicados e tomarmos alguns cuidados: 

    • na rua, evite sair próximo ao meio dia e caminhar em calçadas ou asfalto quente; 
    • aplique protetor solar adequado ao uso veterinário no focinho caso vá pegar sol direto(não use produtos para humanos!);
    • ao caminhar, desvie de áreas com vidros quebrados e pedras pontudas e cuide da velocidade ao andar em terrenos mais irregulares;
    • em casa, sempre ofereça espaços limpos e com sombra, evitando sol e vento fortes;
    • evite deixar ventiladores, lareiras ou aquecedores apontados diretamente para o peludo, e cuide com umidade do ar usando umidificadores ou bacias com toalhas molhadas se necessário;
    • cuide para que o cão não fique pisando em produtos de limpeza (água com sabão, desinfetantes, etc) que são agressivos com a pele, e que possa secar as patas caso pise no molhado.

    Além estarmos atentos aos sinais e cuidarmos dessas possíveis origens, podemos também agir especificamente para cuidar dessa pele:hidratantes e umectantes são aliados na prevenção e no tratamento de patinhas ressecadas. Manteigas e óleos vegetais, hidratantes à base de ureia e outros produtos de uso tópico são boas pedidas – mas garanta que são produtos adequados para o uso veterinário, e que podem ser ingeridos (eles lambem as patas).

    Fonte: Blog Weasy

  • Por que cães e gatos enxergam cores diferentes dos humanos?


    Saiba quais tons eles conseguem identificar, por que não enxergam como os humanos e como isso impacta a rotina deles
     

    Você já se perguntou como o seu pet realmente enxerga o mundo? É um mito que cães e gatos vejam apenas em preto e branco, mas a verdade é que o universo de cores deles é drasticamente diferente do humano, e essa disparidade está totalmente ligada à estrutura de ambas as espécies. A chave para a percepção de cores reside na retina, onde existe uma camada de células fotorreceptoras, que são divididas em dois tipos: bastonetes (que são responsáveis pela detecção de movimento e sensíveis a luz fraca) e cones (que detectam as cores, resolução da imagem e são mais sensíveis à luz clara). Ambos são células essenciais para a identificação das cores e profundidade da visão nos cães e gatos.
     

    “A percepção visual de cães e gatos é resultado de uma complexa adaptação evolutiva às suas necessidades ambientais e comportamentais. Diferente dos humanos, que possuem três tipos de cones para captar o espectro amplo de cores (tricromatas), esses animais têm uma visão dicromática, concentrada principalmente nos tons de azul e amarelo”, comenta o Dr Nathan Jettar, especialista do Nouvet, centro veterinário hospitalar de São Paulo.
     

    O que isso significa na prática? Cores como o vermelho e o verde – que são tão presentes nos brinquedos e decorações – não são distinguidas pelos pets da mesma forma. O vermelho se transforma em um tom de cinza escuro ou marrom, enquanto o verde se assemelha a um amarelo esmaecido.
     

    Embora vejam menos cores, a natureza deu aos pets habilidades visuais superiores, essenciais para a sobrevivência e a caça, já que possuem uma visão noturna superior, graças a uma quantidade muito maior de bastonetes do que os humanos. Essa abundância torna a visão deles extremamente eficaz em ambientes de baixa luminosidade. 
     

    Além disso, possuem uma ótima percepção de movimento, graças ao fato de seus olhos serem altamente sensíveis a micromovimentos. Essa capacidade é muito mais desenvolvida neles do que no ser humano, permitindo que capturem presas ou brinquedos em deslocamento de forma imediata.
     

    Além disso, ambas as espécies também possuem o “tapetum lucidum” e uma melhor capacidade de adequar a pupila à entrada de luz no olho em comparação aos seres humanos. O que proporciona uma visão noturna excepcional, principalmente nos gatos. O tapetum lucidum é uma camada de tecido refletiva, localizada na coróide (camada vascularizada e pigmentada do olho, localizada entre a esclera e a retina), e que age como um espelho, amplificando a pouca luz que entra no olho. É por isso que os olhos dos cães e gatos brilham no escuro e eles são caçadores noturnos tão eficientes”, explica o especialista.
     

    Pensando nisso, na hora de escolher brinquedos para cães e gatos, é importante considerar como eles percebem as cores. Como esses animais enxergam principalmente em tons de azul e amarelo, brinquedos nessas cores tendem a chamar mais atenção e facilitar a interação. Já objetos vermelhos, verdes ou em tons muito próximos ao do chão podem se “camuflar” no ambiente e ser menos interessantes para o pet. 
     

    “Além de pensar nas cores, optar por brinquedos com contraste e formatos atrativos também estimula o instinto de caça e o enriquecimento ambiental, contribuindo para o bem-estar físico e mental do animal”, finaliza o Dr. Nathan Jettar.

  • Cães e gatos estão mudando a forma de encarar o fim da vida

    Cães e gatos estão mudando a forma de encarar o fim da vida: entenda como a terapia assistida por animais vem ganhando espaço em hospitais brasileiros 

    Interações com animais ajudam a reduzir ansiedade, aliviar dor e resgatar memórias 

    Crédito: acervo Patrícia Ferreira da Silva

    São Paulo, outubro de 2025 – O toque de um focinho gelado, um olhar carinhoso ou o simples ato de acariciar um animal pode mudar o dia de um paciente em cuidados paliativos. Em hospitais brasileiros, como o Sírio-Libanês, a chamada terapia assistida por animais (TAA) tem ganhado força, mostrando que afeto também é tratamento.

    “Nos cuidados paliativos, o foco é qualidade de vida, e os animais se tornam aliados para resgatar memórias, despertar sorrisos e proporcionar momentos de alegria genuína”, afirma a enfermeira e médica veterinária Patrícia Ferreira da Silva, docente convidada da pós-graduação em Cuidados Paliativos do Hospital Sírio-Libanês.

    De acordo com o Ministério da Saúde, cuidados paliativos são ações voltadas para o bem-estar e a qualidade de vida de pessoas que enfrentam doenças graves, assim como de seus familiares. A abordagem busca prevenir e aliviar o sofrimento físico, emocional, social e espiritual, oferecendo suporte integral à saúde1.

    Estudos apontam que a presença de cães e gatos pode trazer benefícios fisiológicos e psicológicos neste contexto. Em apenas 15 minutos de interação, aumentam os níveis de ocitocina – hormônio responsável pelo bem-estar – e diminuem os de cortisol, ligado ao estresse2. Os resultados mostram, ainda, melhora do humor, maior controle da pressão arterial, alívio da dor e impactos positivos na autoestima, comunicação e socialização.

    “É emocionante ver um paciente que não sorria há dias se abrir em gargalhadas com a chegada de um cão terapeuta”, diz Patrícia. Embora seja mais difundida entre crianças com câncer em fase avançada, esse tipo de abordagem também beneficia idosos, pacientes com Alzheimer e até crianças em consultórios odontológicos.

    Entretanto, é importante destacar que nem todos os animais estão aptos a participar de programas de TAA. “Os candidatos passam por uma avaliação rigorosa e devem seguir critérios como apresentar comportamento dócil, treinamento básico, boas condições de saúde – comprovadas por atestado veterinário atualizado, vacinação em dia, vermifugação e higiene adequadas”, diz Patrícia. 

    A enfermeira explica ainda que, durante as visitas, são seguidos protocolos rígidos de higiene, manipulação e segurança, como a proteção de leitos com material adequado e a restrição de acesso a áreas de preparo de alimentos e de realização de procedimentos invasivos.

    “Os animais ajudam pela presença e pela habilidade de dar e, principalmente, receber carinho. Eles resgatam a humanidade em momentos em que o paciente mais precisa”, conclui a especialista.

  • Como os cães enfrentam mudanças?

    Sinais invisíveis de tranquilidade e o papel do tutor na adaptação emocional dos pets

    Como os cães lidam com o inesperado? Barulhos intensos, viagens, a presença de outros animais ou até a ausência do tutor podem desencadear reações que variam do medo ao estresse. Compreender esses sinais é o primeiro passo para ajudá-los a enfrentar transformações e promover o bem-estar emocional no dia a dia.

    “Essas respostas refletem a forma como os cães percebem o mundo. Dependentes de estímulos olfativos, auditivos e visuais para interpretar o ambiente, eles necessitam de previsibilidade para se sentirem seguros”, explica Marina Tiba, médica-veterinária e gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

    Quando essa previsibilidade se rompe – por exemplo, em uma mudança de casa, chegada de novas pessoas ou na ausência prolongada do tutor – o cão perde suas referências de segurança. Isso desencadeia alterações fisiológicas e comportamentais: há aumento na liberação de cortisol (o hormônio do estresse), o sono e o apetite podem ser afetados, e a atenção se volta a possíveis “ameaças” do entorno. Aos olhos do tutor, essas reações se manifestam em agitação, vocalização excessiva, comportamentos destrutivos, perda de apetite ou isolamento.

    A intensidade dessas respostas depende de fatores como idade, histórico de socialização, experiências anteriores e até predisposição genética. “Cães mais sensíveis ou pouco habituados a mudanças tendem a reagir de forma mais intensa, e o processo de recuperação pode ser mais lento. A adaptação, portanto, não deve ser encarada apenas como uma transição física, mas também emocional – exigindo paciência, constância e estímulos positivos”, complementa a profissional.

    O poder dos feromônios: ciência a favor do bem-estar emocional

    Nas últimas décadas, os avanços em comportamento animal permitiram compreender melhor as respostas emocionais dos cães e desenvolver ferramentas que auxiliam o manejo do estresse. Entre elas, destacam-se os feromônios sintéticos do odor materno canino – substâncias capazes de transmitir uma mensagem invisível, mas poderosa, de conforto e tranquilidade.

    “Quando expostos a esses feromônios, os cães reconhecem um odor familiar, associado à sensação de segurança vivenciada junto à mãe nos primeiros dias de vida. Essa lembrança olfativa ajuda a reduzir o impacto de situações desafiadoras e favorece uma adaptação mais equilibrada”, completa Marina.

    Esses compostos são aliados em diferentes contextos do cotidiano, especialmente em momentos que geram insegurança ou ansiedade: mudanças de ambiente, medos, ruídos intensos, viagens e transporte, visitas ao médico-veterinário, adaptação com outros cães ou pessoas e até períodos de separação do tutor.

    Atualmente, os feromônios sintéticos estão disponíveis para cães em diferentes formatos – difusores, sprays e coleiras –, permitindo ao tutor escolher a opção mais adequada à rotina e às necessidades do seu cão.

    Adaptação na prática: dicas para o dia a dia

    Além da feromonioterapia, algumas atitudes simples podem fazer diferença no bem-estar emocional do pet:

    • Mudança de casa: mantenha objetos familiares, como cama e brinquedos, em um ambiente tranquilo. Permita que o cão explore o novo espaço aos poucos, sempre com reforços positivos.
    • Ruídos altos (fogos e tempestades): feche portas e cortinas, escolha um “porto seguro” onde o cão se sinta protegido – preferencialmente um ambiente ao qual ele já tenha sido exposto a sons semelhantes, de forma leve e controlada. Ligue uma música ou som suaves e familiares ao pet e ofereça brinquedos interativos para desviar o foco dos ruídos externos, além de petiscos de alto valor, que contribuam para criar uma associação positiva com o momento.
    • Viagens e consultas veterinárias: leve cobertores ou brinquedos com o cheiro do cão para transmitir segurança. Em trajetos longos, faça pausas para reduzir o estresse.
    • Ambientes com mais de um cão: garanta que cada animal tenha seu próprio espaço e recursos (comedouro, bebedouro, brinquedos) para evitar disputas.
    • Ansiedade de separação: pratique ausências curtas e gradativas, associe sua saída a recompensas e utilize brinquedos recheáveis para entreter o pet enquanto estiver sozinho. Diminua o contato alguns minutos antes de sair e evite fazer festa ao retornar, para que o momento de separação e reencontro seja percebido de forma mais natural e tranquila.

    Os cães não falam nossa língua, mas comunicam muito através de seus comportamentos. Criar um ambiente previsível e seguro é um gesto de cuidado – e, em um mundo cheio de estímulos e mudanças, pode ser o que transforma a rotina do pet em uma experiência mais tranquila e equilibrada.

    Para garantir que o manejo seja sempre o mais adequado, é recomendado contar com o apoio de profissionais especializados em comportamento animal, que podem orientar o tutor de forma personalizada, associando técnicas comportamentais e as ferramentas disponíveis atualmente para promover o bem-estar emocional do cão.

  • Projeto social que conta com cães na detecção do câncer de mama

    Outubro Rosa: conheça o projeto social que conta com cães na detecção do câncer de mama

    Olfato canino com precisão de até 98% passa a ser utilizado na identificação precoce da doença no Brasil

    O Outubro Rosa é um convite à conscientização, à prevenção e à importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Neste contexto, a ROYAL CANIN® destaca seu apoio a iniciativas que reforçam o papel positivo dos animais na sociedade. A marca reforça sua parceria com o Projeto KDOG Brasil, conduzido pela Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia (SFBO), que contribui para a identificação do câncer de mama ainda nas fases iniciais por meio do olfato apurado de cães treinados.

    O método não invasivo, baseado na odorologia canina, não envolve contato direto com pacientes. A partir de treinamentos conduzidos por especialistas, os animais conseguem detectar alterações mínimas em compressas de suor. Atualmente, o projeto avança para a terceira e mais importante etapa da pesquisa científica, em que os cães passam a ter contato com os fluidos coletados de mulheres voluntárias. Segundo dados do KDOG Brasil, no país a precisão já chega a 98%.

    “Chegamos à etapa principal do nosso protocolo científico. O projeto foi definido em três fases e, ao entrarmos nesta última, damos um grande passo em direção à concretização dos nossos objetivos. É um momento fundamental, pois o sucesso dessa fase confirma a validade da técnica para a futura implantação do método”, explica Leandro Lopes, Cinotécnico Responsável pelo Projeto KDOG Brasil.

    “Estamos desenvolvendo uma técnica de rastreamento simples, confiável e acessível, que possa atuar como triagem complementar, especialmente em regiões com menor acesso a exames. Todo o trabalho é pautado no bem-estar animal e conta com protocolos científicos claros”, reforça Lopes.

    Reconhecida internacionalmente, a iniciativa já recebeu prêmios como o Lions de Ouro em Cannes e o Aspid Platino, consolidando-se como referência em inovação médica. No país, vem ampliando sua atuação educacional ao receber estudantes de Medicina Veterinária e firmar parcerias com instituições especializadas, compartilhando conhecimento científico sobre biodetecção.

    “Graças ao olfato dos cães, é possível criar uma maneira de acelerar o acesso aos exames para detecção da doença. O KDOG Brasil é mais um exemplo de como a interação humano-animal traz benefícios concretos para a saúde humana”, comenta Carla Pistori, Diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil.

    Além da contribuição para a saúde pública, o trabalho também gera impacto social ao oferecer um ambiente de acolhimento aos cães participantes, que recebem acompanhamento constante de especialistas, proporcionando qualidade de vida e bem-estar animal.