Tag: Cães

  • Recusa de comida pode ser sinal de doenças ocultas em cães e gatos


    Doença periodontal afeta até 80% dos cães adultos e a perda de apetite pode ser o primeiro sinal de problemas

    Diante de um pet que recusa a ração, a atitude imediata de grande parte dos tutores é esperar, acreditando ser capricho, frescura ou tédio com o cardápio. No entanto, na rotina da medicina veterinária de alta complexidade, esse comportamento é encarado como um dos biomarcadores mais sensíveis de bem-estar. A WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, faz um alerta baseado na rotina dos prontos-socorros: a forma exata como o pet ignora o prato cheio funciona como um código clínico capaz de revelar desde fraturas dentárias ocultas até falhas severas em órgãos vitais.
     

    O alerta ganha relevância diante da alta incidência de doenças capazes de afetar diretamente o apetite dos animais. Segundo a American Veterinary Medical Association (AVMA), cerca de 80% dos cães e 70% dos gatos apresentam algum grau de doença periodontal a partir dos três anos de idade, condição frequentemente associada à dor ao mastigar e à recusa alimentar. Em muitos casos, a perda de interesse pela comida é um dos primeiros sinais percebidos pelos tutores.
     

    “O erro mais comum é o tutor esperar o pet ficar dois ou três dias sem comer para procurar ajuda. Na medicina veterinária, trabalhamos com o conceito de que o apetite é o maior termômetro de saúde que o animal possui. Quando ele cessa totalmente, o organismo está gastando uma energia preciosa para tentar combater alguma disfunção interna, deixando a alimentação em segundo plano. Não é birra, é biologia”, explica Carollina Marques, médica veterinária na WeVets.
     

    O interesse sem ação: o animal se aproxima da vasilha, cheira, inclina a cabeça, mas recua ou deixa o alimento cair da boca. Esse é um dos indícios mais clássicos de dor oral ou facial, como abscessos, fraturas dentárias subgengivais, gengivites avançadas ou problemas na articulação temporomandibular. O pet sente fome, mas o ato de mastigar gera sofrimento.
     

    A aversão imediata: o pet cheira o alimento e vira o rosto bruscamente, muitas vezes lambendo os lábios ou salivando excessivamente. Esse comportamento pode indicar náusea metabólica, comum em quadros de insuficiência renal ou hepática, nos quais o acúmulo de toxinas no organismo gera desconforto persistente.
     

    A apatia alimentar: o animal ignora completamente qualquer estímulo, isola-se e permanece prostrado. Trata-se do padrão de maior urgência, sugerindo que o organismo direcionou seus recursos para combater uma ameaça importante, como febre alta, dores abdominais intensas, infecções sistêmicas ou doenças oncológicas.

    O limiar de tolerância ao jejum varia de forma drástica entre cães e gatos. Para os cães saudáveis, pular uma única refeição exige monitoramento, mas a perda da segunda refeição ou um período prolongado sem ingestão alimentar já justifica uma avaliação veterinária.
     

    Já para os felinos, o relógio corre muito mais rápido. Devido a um metabolismo particular, os gatos são especialmente vulneráveis aos efeitos do jejum prolongado. Quando passam muitas horas sem ingerir alimento, podem desenvolver a Lipidose Hepática Felina, uma das doenças metabólicas mais graves da espécie.
     

    O cenário se torna ainda mais preocupante diante do avanço da obesidade felina. Segundo a Association for Pet Obesity Prevention (APOP), mais de 60% dos gatos domésticos apresentam sobrepeso ou obesidade. Nesses animais, a mobilização acelerada da gordura corporal durante períodos de jejum aumenta significativamente o risco de desenvolvimento da lipidose hepática.
     

    “Os gatos são animais metabolicamente extremamente sensíveis ao jejum prolongado. A janela de intervenção eficaz nesses casos é muito estreita. Se um felino passa de 24 a 48 horas sem ingerir calorias, o risco de desenvolver uma falência hepática secundária é altíssimo, o que transforma o caso em uma urgência médica absoluta de UTI”, reforça a especialista.
     

    Além disso, estudos internacionais apontam que a Doença Renal Crônica afeta entre 30% e 40% dos gatos acima de 10 anos de idade, sendo a perda de apetite um dos sinais clínicos mais frequentes da enfermidade. Em muitos casos, a recusa alimentar é percebida antes mesmo de sintomas mais evidentes.
     

    “Quando um animal deixa de comer, a pergunta não deve ser qual alimento oferecer, mas por que ele parou de comer. A resposta para essa pergunta é o que realmente define o prognóstico do paciente”, conclui Carollina.

  • 10 sinais de problemas ortopédicos em pets


    Condições como ruptura de ligamento, luxação de patela e artrose podem afetar a realização de atividades simples do dia a dia, comprometendo a mobilidade e a qualidade de vida dos animais


    Doenças e traumas ortopédicos estão entre as principais causas de dor e limitação funcional em cães, especialmente em animais idosos, obesos ou de raças predispostas geneticamente. Em muitos casos, esses problemas surgem de forma progressiva e silenciosa, o que leva os responsáveis a demorarem para perceber os sinais de que existe uma lesão que precisa ser investigada e tratada. 
     

    “Os animais tendem a mascarar a dor. É preciso observar pequenas mudanças de comportamento que, embora costumem ser consideradas algo natural, são, na verdade, um pedido de ajuda”, explica Rafael Boccia, especialista do Veros Hospital Veterinário. O veterinário recomenda atenção às seguintes alterações nas atitudes cotidianas dos pets: 

    1. Claudicação (manqueira) ou dificuldade para apoiar uma das patas no chão
    2. Relutância para correr, brincar ou subir em lugares altos
    3. Dificuldade para levantar
    4. Gemidos ou vocalização ao se movimentar
    5. Tremores ou sensibilidade ao toque
    6. Redução das atividades habituais e aumento do tempo que passa dormindo;
    7. Alterações de postura
    8. Rigidez ao acordar
    9. Quedas frequentes ou perda de equilíbrio
    10. Mudanças repentinas de humor ou lambedura excessiva de uma articulação específica

    Quanto mais cedo acontecer o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação e de preservação da autonomia e qualidade de vida, pois é possível evitar dor crônica, perda de mobilidade e complicações mais graves. Conhecer as principais doenças ortopédicas também ajuda na hora de identificar a necessidade de levar o pet a uma consulta veterinária. São elas: 
     

    Ruptura de ligamento

    Os ligamentos funcionam como estruturas de sustentação das articulações. Uma das lesões mais comuns é a ruptura do ligamento cruzado cranial — conhecido popularmente como ligamento cruzado do joelho — que pode ocorrer após saltos, corridas bruscas ou desgaste progressivo da articulação. Estudos apontam que esta é a doença mais frequente em pets idosos, obesos e de grande porte, além de apresentar predisposição genética em determinadas raças. Entre as mais associadas ao problema estão Rottweiler, Labrador Retriever, Cane Corso, Chow Chow, Bullmastiff, Newfoundland e Bulldog Inglês. “A ruptura deste ligamento traz dor intensa e dificuldade para caminhar com os membros posteriores. Ela é uma das principais causas de artrose em cães e pode evoluir rapidamente para degeneração articular se não for tratada adequadamente”, afirma Boccia. 
     

    Luxação de patela

    Ocorre quando a patela — pequeno osso localizado na parte da frente do joelho, antigamente chamado de rótula — sai da posição correta durante os movimentos. O problema está associado a alterações no alinhamento da articulação do joelho, muitas vezes congênitas, afetando cães de pequeno porte, como Poodle, Chihuahua, Yorkshire, Shih-tzu e Spitz Alemão. Também pode surgir após quedas, impactos ou outros traumas. “Como o pet claudica por alguns segundos e, depois, volta a andar normalmente, o responsável acha que é algo passageiro. Episódios repetidos indicam instabilidade articular e precisam de avaliação veterinária, pois causam dor, desgaste da articulação e podem levar ao desenvolvimento de artrose”, alerta Boccia.
     

    Hérnia de disco

    A hérnia de disco ocorre quando um dos discos localizados entre as vértebras comprime a medula espinhal. O problema é comum em raças como Dachshund, Bulldog Francês e Basset Hound. Sinais como relutância para se movimentar, postura curvada e vocalização de dor devem ser investigados rapidamente. O pet também pode apresentar perda de coordenação motora e, em casos graves, paralisia das patas. 
     

    Displasia coxofemoral

    Mais comum em cães de grande porte, como Labrador, Golden Retriever e Pastor Alemão, a displasia coxofemoral é uma alteração no encaixe da articulação do quadril. “O atrito anormal causa desgaste progressivo da cartilagem, gerando instabilidade, inflamação, dor e dificuldade de locomoção. O pet pode demonstrar dificuldade para levantar ou evitar apoiar totalmente as patas traseiras devido à dor”, diz .
     

    Artrose

    Também chamada de osteoartrite, a artrose é uma doença crônica e progressiva causada pelo desgaste das articulações. Pode surgir com o envelhecimento ou como consequência de outras alterações ortopédicas, como ruptura de ligamento cruzado, displasia coxofemoral e traumas. De acordo com o Colégio Americano de Cirurgiões Veterinários, a artrose atinge 20% da população canina adulta e 80% dos cães com mais de 8 anos

    Fraturas

    Quedas, atropelamentos e brigas estão entre as principais causas de fraturas em pets. Os sinais incluem dor intensa, inchaço, dificuldade de locomoção e deformidade no membro afetado. “Nunca se deve tentar alinhar o osso em casa. O ideal é restringir a movimentação do animal e procurar atendimento veterinário imediatamente”, orienta Boccia. 
     

    Como prevenir traumas e lesões ortopédicas

    Algumas medidas ajudam a reduzir os riscos de traumas e doenças articulares. “É importante manter o peso adequado, com alimentação saudável e atividade física regular, assim como realizar check-ups veterinários periódicos, especialmente em pets idosos e raças predispostas”, aconselha Boccia. Para evitar acidentes, é importante instalar telas de proteção em janelas e varandas, utilizar coleira e guia durante os passeios e manter objetos pesados e fios elétricos fora do alcance.

  • Expectativa de vida de cães e gatos aumenta e reforça importânciada nutrição específica

     

    Com os pets vivendo mais, alimentação adequada garante mais saúde e qualidade de vida, especialmente na fase sênior

     

     

    Os avanços da medicina veterinária preventiva, aliados a uma alimentação de alta qualidade, reflexo do maior cuidado e do nível de exigência dos responsáveis por pets, têm contribuído para o aumento significativo da expectativa de vida de cães e gatos. Com consultas e exames regulares, vacinação em dia e maior conscientização dos responsáveis, os animais de companhia estão vivendo mais. Essa realidade, no entanto, também traz novos desafios relacionados ao envelhecimento saudável.

     

    Para que tenham uma vida longa e com qualidade, a nutrição adequada a cada fase desempenha um papel central, seja na fase de filhote, adulta ou idosa, pois as necessidades de nutrientes e energia hoje não será, necessariamente, a mesma daqui a alguns anos.

     

    Os pets idosos demandam atenção especial em relação à alimentação, já que possuem necessidades diferentes daquelas observadas em outras etapas da vida. Isso é ainda mais relevante porque a fase idosa, ou sênior, é a mais duradoura na vida de cães e gatos. “Um cão de grande porte é considerado sênior a partir dos 5 anos de idade e vive, em média, de 10 a 13 anos; os de pequeno porte entram na fase sênior aos 7 anos e vivem cerca de 12 a 15 anos. Já os gatos podem viver até 20 anos e são considerados sênior a partir dos 7 anos. Isso significa que eles passam uma parte significativa da vida na fase em que são considerados idosos”, explica Amanda Arsoli, médica-veterinária da Adimax.

     

    Durante o envelhecimento, é comum que cães e gatos apresentem redução do metabolismo, alterações na composição corporal e maior sensibilidade digestiva. A oferta de alimentos completos desenvolvidos especialmente para pets nessa etapa contribui para a manutenção da massa muscular, o suporte às articulações, o fortalecimento do sistema imunológico e a preservação da vitalidade.

     

    Para a Adimax, uma das maiores fabricantes de alimentos para cães e gatos do Brasil, acompanhar essa mudança no perfil dos animais é essencial para promover longevidade com qualidade. “O aumento da expectativa de vida é uma conquista importante, mas é fundamental que esses anos sejam acompanhados de bem-estar. A nutrição específica para cada fase da vida é um dos principais pilares para um envelhecimento saudável”, afirma a médica-veterinária.

     

    Hoje, a Adimax oferece mais de 370 soluções para diferentes necessidades dos pets, atendendo responsáveis cada vez mais conscientes do impacto da alimentação na qualidade de vida de seus animais de companhia.

     

    Com o aumento da longevidade dos pets, a nutrição assume um papel cada vez mais estratégico na promoção da saúde ao longo da vida, desde o desenvolvimento, na fase de filhote, passando pela manutenção na vida adulta, até o envelhecimento saudável. Nesse cenário, o portfólio de Fórmula Natural foi desenvolvido para oferecer soluções adequadas a cada fase e perfil nutricional.

     

    Para cães, a marca disponibiliza as linhas Fórmula Natural Pro, Fórmula Natural Life e Fórmula Natural Fresh Meat, todas na versão seca. Já para gatos, o portfólio contempla as linhas Life e Fresh Meat, com formulações específicas para atender às particularidades da espécie. As linhas incluem opções especialmente desenvolvidas para animais idosos, com nutrientes selecionados para apoiar a vitalidade, contribuir para a manutenção das funções essenciais do organismo e favorecer a longevidade com qualidade.

     

    Com o melhor amigo vivendo mais, cresce também a responsabilidade de garantir que esses anos sejam marcados por saúde, conforto e disposição. A escolha de alimentos adequados não impacta apenas a longevidade, mas também a qualidade de vida ao longo do tempo. Ao oferecer uma dieta equilibrada e formulada especificamente para cada fase da vida, o responsável contribui para a prevenção de problemas associados ao avanço da idade e favorece um envelhecimento mais ativo.

  • Expectativa de vida de cães e gatos aumenta e reforça importânciada nutrição específica

     

    Com os pets vivendo mais, alimentação adequada garante mais saúde e qualidade de vida, especialmente na fase sênior

     

     

    Os avanços da medicina veterinária preventiva, aliados a uma alimentação de alta qualidade, reflexo do maior cuidado e do nível de exigência dos responsáveis por pets, têm contribuído para o aumento significativo da expectativa de vida de cães e gatos. Com consultas e exames regulares, vacinação em dia e maior conscientização dos responsáveis, os animais de companhia estão vivendo mais. Essa realidade, no entanto, também traz novos desafios relacionados ao envelhecimento saudável.

     

    Para que tenham uma vida longa e com qualidade, a nutrição adequada a cada fase desempenha um papel central, seja na fase de filhote, adulta ou idosa, pois as necessidades de nutrientes e energia hoje não será, necessariamente, a mesma daqui a alguns anos.

     

    Os pets idosos demandam atenção especial em relação à alimentação, já que possuem necessidades diferentes daquelas observadas em outras etapas da vida. Isso é ainda mais relevante porque a fase idosa, ou sênior, é a mais duradoura na vida de cães e gatos. “Um cão de grande porte é considerado sênior a partir dos 5 anos de idade e vive, em média, de 10 a 13 anos; os de pequeno porte entram na fase sênior aos 7 anos e vivem cerca de 12 a 15 anos. Já os gatos podem viver até 20 anos e são considerados sênior a partir dos 7 anos. Isso significa que eles passam uma parte significativa da vida na fase em que são considerados idosos”, explica Amanda Arsoli, médica-veterinária da Adimax.

     

    Durante o envelhecimento, é comum que cães e gatos apresentem redução do metabolismo, alterações na composição corporal e maior sensibilidade digestiva. A oferta de alimentos completos desenvolvidos especialmente para pets nessa etapa contribui para a manutenção da massa muscular, o suporte às articulações, o fortalecimento do sistema imunológico e a preservação da vitalidade.

     

    Para a Adimax, uma das maiores fabricantes de alimentos para cães e gatos do Brasil, acompanhar essa mudança no perfil dos animais é essencial para promover longevidade com qualidade. “O aumento da expectativa de vida é uma conquista importante, mas é fundamental que esses anos sejam acompanhados de bem-estar. A nutrição específica para cada fase da vida é um dos principais pilares para um envelhecimento saudável”, afirma a médica-veterinária.

     

    Hoje, a Adimax oferece mais de 370 soluções para diferentes necessidades dos pets, atendendo responsáveis cada vez mais conscientes do impacto da alimentação na qualidade de vida de seus animais de companhia.

     

    Com o aumento da longevidade dos pets, a nutrição assume um papel cada vez mais estratégico na promoção da saúde ao longo da vida, desde o desenvolvimento, na fase de filhote, passando pela manutenção na vida adulta, até o envelhecimento saudável. Nesse cenário, o portfólio de Fórmula Natural foi desenvolvido para oferecer soluções adequadas a cada fase e perfil nutricional.

     

    Para cães, a marca disponibiliza as linhas Fórmula Natural Pro, Fórmula Natural Life e Fórmula Natural Fresh Meat, todas na versão seca. Já para gatos, o portfólio contempla as linhas Life e Fresh Meat, com formulações específicas para atender às particularidades da espécie. As linhas incluem opções especialmente desenvolvidas para animais idosos, com nutrientes selecionados para apoiar a vitalidade, contribuir para a manutenção das funções essenciais do organismo e favorecer a longevidade com qualidade.

     

    Com o melhor amigo vivendo mais, cresce também a responsabilidade de garantir que esses anos sejam marcados por saúde, conforto e disposição. A escolha de alimentos adequados não impacta apenas a longevidade, mas também a qualidade de vida ao longo do tempo. Ao oferecer uma dieta equilibrada e formulada especificamente para cada fase da vida, o responsável contribui para a prevenção de problemas associados ao avanço da idade e favorece um envelhecimento mais ativo.

  • Saúde do trato urinário em cães e gatos: O que é preciso saber?

    Mudanças na frequência urinária, dor ao urinar ou sangue na urina podem ser sinais de doenças que exigem atenção veterinária

    Mudanças no comportamento urinário dos pets muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. Um gato que começa a passar mais tempo na caixa de areia ou um cão que tenta urinar várias vezes durante o passeio podem estar demonstrando sinais sutis de desconforto. Embora essas alterações nem sempre indiquem um problema grave, elas podem ser os primeiros indícios de doenças do trato urinário, condições relativamente comuns na rotina clínica veterinária.

    Alterações relacionadas à bexiga, uretra e rins podem afetar os pets e, quando não identificadas precocemente, podem comprometer o conforto e a qualidade de vida.

    Nos gatos, essas alterações merecem atenção especial. A chamada doença do trato urinário inferior dos felinos (DTUIF) está entre as condições mais frequentes e pode envolver inflamações da bexiga, formação de cristais ou cálculos urinários e até obstrução uretral, uma situação considerada emergência veterinária.

    “Os gatos são particularmente sensíveis a alterações urinárias. Pequenas mudanças na rotina, no consumo de água ou na dieta podem influenciar o equilíbrio do trato urinário”, explica Atana Farias, médica-veterinária e gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

    Nos cães, embora a incidência de obstruções seja menor, também são comuns quadros como cistites bacterianas, infecções urinárias e cálculos na bexiga, que podem provocar inflamação e desconforto.

    Independentemente da espécie, alguns sinais costumam indicar que algo não está bem. O tutor deve atentar-se a sinais como: aumento da frequência urinária, esforço ou dor ao urinar, presença de sangue na urina, vocalização durante a micção, e urinar fora do local habitual, especialmente no caso dos felinos.

    Quando esses sinais aparecem, a avaliação veterinária deve ser feita o quanto antes. Isso porque as doenças urinárias podem ter diferentes causas e exigem diagnóstico preciso para que o tratamento seja adequado.

    “O diagnóstico geralmente envolve avaliação clínica, exames de urina e, em alguns casos, exames de imagem. Esses recursos ajudam a identificar se há infecção, inflamação, presença de cristais ou outras alterações no sistema urinário”, explica Atana.

    Além do tratamento específico para cada condição, o manejo clínico costuma envolver mudanças na dieta, estímulo ao consumo de água e controle de fatores ambientais que possam contribuir para o estresse, aspecto especialmente relevante no caso dos gatos.

    Nesse cenário, estratégias de suporte nutricional também podem integrar o manejo preventivo ou complementar, principalmente em animais com histórico de alterações urinárias recorrentes. Entre os compostos estudados para esse fim está o extrato de cranberry (arando), que contém proantocianidinas capazes de dificultar a adesão de bactérias, como a Escherichia coli, às paredes do trato urinário, favorecendo sua eliminação pela urina.

    Outro componente utilizado nesse contexto são as betaglucanas derivadas de leveduras, reconhecidas por seu potencial imunomodulador. Essas moléculas podem estimular mecanismos naturais de defesa do organismo, auxiliando na resposta do sistema imune diante de processos inflamatórios e infecciosos.

    Segundo Atana, esse tipo de suporte pode fazer parte da estratégia de cuidado em alguns pacientes. “O acompanhamento veterinário é fundamental para definir a melhor abordagem em cada caso, considerando o histórico do animal, a alimentação, o estilo de vida e possíveis predisposições”, afirma.

    No dia a dia, algumas medidas ajudam a manter a saúde do trato urinário: estimular a ingestão de água, manter a alimentação adequada, garantir ambientes tranquilos e realizar acompanhamento veterinário regular.

    Mais do que tratar doenças já instaladas, o cuidado com o sistema urinário também envolve prevenção e manejo adequado ao longo da vida. Com atenção aos sinais e orientação profissional, é possível reduzir riscos e garantir mais conforto e bem-estar para cães e gatos.

  • Cães idosos: mudanças de comportamento exigem atenção

    Cães idosos: mudanças de comportamento exigem atenção e cuidados específicos

    Com o avanço da idade, é natural que os cães apresentem alterações físicas e comportamentais que podem impactar diretamente sua qualidade de vida. Mudanças como menor disposição para atividades, alterações no sono, aumento da irritabilidade ou até episódios de desorientação são comuns em animais idosos e devem ser observadas com atenção pelos tutores.

    De acordo com o adestrador e especialista em comportamento canino Fernando Lopes, essas transformações fazem parte do processo de envelhecimento, mas também podem indicar a necessidade de adaptações na rotina. “Assim como acontece com os humanos, o envelhecimento nos cães traz mudanças cognitivas e físicas. O tutor precisa entender esses sinais para oferecer suporte adequado e garantir bem-estar ao animal”, explica.

    Entre as alterações mais frequentes estão a diminuição da interação social, perda de interesse por brincadeiras, vocalizações excessivas e mudanças nos hábitos de higiene. Em alguns casos, os cães podem desenvolver a chamada síndrome da disfunção cognitiva, condição semelhante ao Alzheimer em humanos.

    Fernando Lopes destaca que o primeiro passo é diferenciar comportamentos naturais da idade de possíveis problemas de saúde. “Mudanças bruscas ou muito intensas devem sempre ser avaliadas por um médico-veterinário. Muitas vezes, dores articulares, problemas sensoriais ou doenças podem estar por trás dessas alterações comportamentais”, alerta.

    Para ajudar os tutores a lidar com essa fase, o especialista lista algumas recomendações importantes:

    • Mantenha uma rotina previsível: horários fixos para alimentação, passeios e descanso ajudam a reduzir a ansiedade do animal.
    • Adapte o ambiente: facilitar o acesso a camas, água e comida evita esforço desnecessário e possíveis acidentes.
    • Estimule a mente: brinquedos interativos e atividades leves contribuem para manter o cérebro ativo.
    • Respeite os limites do cão: é importante ajustar o nível de atividade física conforme a condição do animal.
    • Invista em acompanhamento profissional:consultas regulares ao veterinário e, quando necessário, apoio comportamental fazem toda a diferença.

    O especialista reforça que a paciência e a empatia são fundamentais nesse momento. “O cão idoso precisa de compreensão. Ele não está ‘desobedecendo’, mas sim passando por mudanças naturais. Quanto mais acolhimento e cuidado, melhor será essa fase para todos”, conclui Fernando Lopes.

    Com atenção e dedicação, é possível proporcionar uma velhice saudável, confortável e cheia de qualidade de vida para os cães, fortalecendo ainda mais o vínculo entre tutor e animal.

  • Carnaval é pra pet? Especialista alerta sobre riscos da folia para cães e gatos

    Barulho, calor e multidões podem transformar a festa em estresse e perigo para os animais

    Para muitos pets, o Carnaval está longe de ser sinônimo de diversão. Segundo a psicóloga especializada na relação humano-animal Juliana Sato, bloquinhos e desfiles reúnem estímulos intensos e imprevisíveis: barulho, cheiros, calor, toque de desconhecidos e mudança de rotina. “Para muitos animais, isso é sobrecarga. Soma-se a isso o fato de que, na folia, o responsável costuma ficar mais distraído, e o pet perde sua principal referência de segurança”, explica.

    Os riscos vão além do desconforto: hipertermia, desidratação, queimaduras nas patas, pisoteamento, fugas, intoxicações e crises respiratórias estão entre as emergências mais comuns. No campo emocional, o animal pode entrar em pânico, tentar escapar, congelar ou reagir com agressividade defensiva. “Uma experiência ruim pode aumentar a sensibilidade a barulhos e aglomerações depois”, alerta.

    Sinais como ofegância fora do normal, tremores, cauda baixa, orelhas para trás, pupilas dilatadas, tentativa de se esconder ou de ir embora indicam que o limite foi ultrapassado. Em gatos, retraimento e rigidez corporal são comuns. “Quando o animal muda completamente sua forma habitual de se comunicar, o limite já foi ultrapassado”, diz.

    Mas existem exceções sobre levar o pet para bloquinhos. É o caso de ambientes muito controlados, pouco cheios, sem som alto, com temperatura amena, permanência curta e rota de saída fácil e apenas para animais já bem adaptados. “Mesmo assim, o responsável precisa estar disposto a ir embora no primeiro sinal de desconforto”, afirma a especialista.

    Para quem opta por sair com o animal, os cuidados básicos incluem escolher horários mais frescos, oferecer água, buscar sombra, evitar asfalto quente, usar guia segura e identificação atualizada, não forçar contato com desconhecidos e evitar fantasias que esquentem ou apertem.

    Entre as alternativas responsáveis estão passeios em horários tranquilos, enriquecimento ambiental em casa e o apoio de pet sitters quando o responsável vai passar muitas horas fora. “Separar espaços não é abandono. É cuidado”, afirma Juliana.

  • O que a ciência explica sobre a nutrição de gatos e cães

    Do boato à evidência: o que a ciência explica sobre a nutrição de gatos e cães

    ROYAL CANIN® reúne informações essenciais para orientar escolhas nutricionais mais seguras e bem fundamentadas

    (Foto: Divulgação/ROYAL CANIN®)

    Alguns conceitos difundidos sobre como gatos e cães devem ser alimentados ainda geram dúvidas entre tutores e podem influenciar escolhas relacionadas ao bem-estar dos pets. Para ampliar essa discussão, a ROYAL CANIN®, marca referência em Saúde Através da Nutrição para gatos e cães, reforça a importância de buscar orientações confiáveis sobre o manejo nutricional.

    Um dos equívocos mais comuns é a comparação direta entre pets e seus ancestrais selvagens. Após milhares de anos de domesticação, gatos e cães desenvolveram características fisiológicas, anatômicas e comportamentais próprias, que os diferenciam significativamente de lobos e felinos selvagens. Por isso, decisões baseadas apenas nessa analogia não refletem as necessidades atuais dessas espécies.

    Outro ponto frequentemente levantado é a presença de carboidratos nos alimentos completos e balanceados para pets. Como parte dessas formulações, esses macronutrientes contribuem para a oferta adequada de energia. Condições de saúde como sobrepeso e obesidade, por exemplo, estão muito mais associadas ao consumo calórico total ao longo do dia do que ao tipo isolado de nutriente presente na dieta.

    As proteínas vegetais também geram muitas dúvidas. No entanto, quando escolhidas corretamente, podem ser fáceis de digerir e fornecer todos os aminoácidos essenciais que o animal precisa. O mais importante é o equilíbrio nutricional do alimento como um todo, e não apenas a origem da proteína: animal ou vegetal.

    Para o Médico-Veterinário Dr. Luciano Trevizan, especialista em nutrição de gatos e cães e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), compreender esses pontos é essencial para apoiar escolhas responsáveis. “A nutrição é um dos pilares da saúde dos pets. Muitos tutores ainda são influenciados por percepções que não refletem a realidade atual. Quando explicamos como os gatos e os cães evoluíram e quais são as suas necessidades hoje, abrimos espaço para decisões mais conscientes, que favoreçam, acima de tudo, a qualidade de vida dos animais”, afirma.

    Os subprodutos de origem animal, por sua vez, são frequentemente mal interpretados. Eles recebem esse nome por não serem comumente destinados ao consumo humano, mas são ingredientes seguros e nutritivos, que desempenham papel relevante na composição de dietas completas e equilibradas, além de contribuírem para cadeias produtivas mais eficientes e sustentáveis.

    Segundo Carla Pistori, Diretora de Assuntos Corporativos da Royal Canin Brasil, há um grande perigo quando a nutrição animal é discutida sob a ótica humana. “Gatos e cães possuem necessidades nutricionais muito diferentes das nossas, por isso, um dos princípios centrais da ROYAL CANIN® é priorizar os nutrientes, e não ingredientes específicos, e a formulação de nossos alimentos é pautada na ciência. Para a produção de nossos produtos, a seleção dos ingredientes é baseada em critérios rigorosos, como qualidade nutricional, digestibilidade, segurança e sustentabilidade – sempre com foco no que é recomendado para a saúde de cada pet que alimentamos”, explica.

    A ROYAL CANIN® reforça seu compromisso em desenvolver soluções nutricionais formuladas sob medida para atender às necessidades dos pets em diferentes fases da vida e condições de saúde. Além disso, apoia a prática veterinária por meio de ferramentas e conteúdos científicos que promovem o aprimoramento do conhecimento em nutrição animal.

  • Outback Boards, o Outback do seu jeito!

    Outback Boards, o Outback do seu jeito!

    Hoje conhecemos a primeira unidade de rua do Outback Steakhouse em São Paulo, localizada na Rua Heitor Penteado, 1.645.

    Mais do que um restaurante, a proposta do novo Outback é ser um espaço para curtir com os amigos, celebrar momentos especiais e criar memórias 🍻✨

    A casa conta com dois andares, espaço kids e área para eventos, além da nova ambientação da rede. O famoso (e delicioso!) pãozinho australiano agora chega à mesa em uma tábua de madeira, com a mensagem “Welcome, Mate!” e manteiga. Os pratos ganharam novas apresentações e até as mesinhas laterais têm entrada USB para carregar o celular — ponto extra pra experiência 😉

    Por aqui, também encontramos um menu exclusivo Outback SP, com 9 drinks especiais e steaks individuais.

    E a grande novidade do momento é a campanha “Outback Boards – Você cria, a gente prepara” 🥩🔥

    São 4 opções de proteína para montar do seu jeito:

    Ribs + Steak (R$ 169,90) Golden Shrimp (R$ 179,90) Ribs (R$ 139,90) Kookaburra Wings (R$ 119,90)

    Depois, é só escolher até 3 acompanhamentos entre: fritas, mac n’ cheese, salada da casa, jacket potato, arroz pilaf, caesar salad, garlic mashed potato, el ranchito ou legumes.

    No total, são mais de 600 combinações para escolher e compartilhar!

    O pedido do Outback do AgitoSP foi Ribs + Steak com molho agridoce, acompanhado de arroz pilaf, caesar salad e garlic mashed potato. Para deixar ainda mais completo, pedimos também mac n’ cheese (R$ 31,90) e legumes (R$ 31,90).

    Para beber, os refrescantes sucos LaraMora (R$ 16,90): morango com laranja e morango com maracujá 🍓🍊

    E, claro, fechamos com chave de ouro: Havanna Thunder (R$ 42,90) — brownie com nozes-pecãs, sorvete de baunilha e calda de doce de leite Havanna 🤎

    Já estava sabendo dessa novidade? Então marque quem vai vir com você curtir os novos Outback Boards.

    Ah, e fica ligado: a campanha é por tempo limitado, até 08 de março, em todas as unidades físicas do Outback.

  • Como estimular a hidratação dos pets durante a época mais quente do ano?

    ROYAL CANIN® explica como a alimentação combinada apoia a hidratação e o apetite de gatos e cães no verão

    O aumento das temperaturas no início do ano pode influenciar o comportamento alimentar e o conforto de gatos e cães. Nesse período, muitos animais podem demonstrar menor interesse pelas refeições, ficar mais quietos e apresentar sinais de desconforto relacionados ao calor. Ajustar a forma de oferecer o alimento, considerando a variação de texturas, a divisão das refeições em porções menores e cuidados gerais com a rotina, torna-se essencial para promover bem-estar ao longo da estação.

    A ROYAL CANIN®, marca que oferece Saúde Através da Nutrição, destaca que a alimentação combinada, também conhecida como mix feeding, é uma aliada importante durante períodos de altas temperaturas. Ao incluir versões secas e úmidas completas e balanceadas na rotina do pet, o tutor amplia estímulos sensoriais e texturas, favorecendo a hidratação por meio do alimento úmido e contribuindo para refeições mais atrativas, especialmente para animais que tendem a comer menos nessa época.

    “Nas semanas mais quentes, é comum observar mudanças na forma como gatos e cães se alimentam, com maior seletividade e comportamento mais tranquilo ou menos ativo. A combinação das texturas seca e úmida e a adaptação da rotina ajudam a preservar o equilíbrio hídrico e o aporte nutricional, aspectos essenciais para manter a saúde do animal em dia”, afirma Letícia Tortola, Médica-Veterinária e Coordenadora de Comunicação Científica da Royal Canin Brasil.

    A seguir, algumas recomendações que podem contribuir para o conforto e a saúde dos pets durante o verão:

    Hidratação ao longo do dia

    O alimento úmido possui alto teor de água, o que complementa o consumo e favorece uma hidratação contínua. Essa estratégia é especialmente útil para gatos, que costumam ter menor motivação para beber água, não apenas no verão, mas ao longo de todo o ano. Incorporar versões úmidas na rotina fortalece esse cuidado diário.

    Variedade sensorial para estimular o interesse pela refeição

    O clima quente pode reduzir o apetite. Nesse contexto, oferecer combinações de diferentes texturas (seca e as diferentes texturas do alimento úmido, como patê, geléia e pedaços ao molho), amplia estímulos e aumenta a palatabilidade da refeição.

    Rotina alimentar ajustada ao clima

    Preferir horários mais amenos para servir as refeições pode tornar o momento mais agradável e interessante. O fracionamento da porção diária, conforme indicado na embalagem, também auxilia no manejo durante os dias de calor. No caso do alimento úmido, servi-lo logo após a abertura da embalagem ajuda a preservar o aroma e a atratividade.

    Cuidados com armazenamento e conservação

    O verão exige atenção especial à conservação. Os alimentos devem ser armazenados preferencialmente dentro das embalagens originais, desenvolvidas para uma melhor preservação, que devem permanecer vedadas e em locais frescos e ventilados. Já as sobras de versões úmidas precisam ser refrigeradas no tempo máximo recomendado na embalagem, garantindo segurança e preservação do produto.

    Como incorporar a alimentação combinada na rotina

    O tutor pode incluir as diferentes versões de forma alternada ou conjunta, de acordo com a preferência de cada pet. Para cães, as opções seca e úmida podem ser oferecidas separadamente ou misturadas no mesmo recipiente. Para gatos, recomenda-se utilizar comedouros distintos, respeitando a preferência natural da espécie. O alimento úmido também pode ser oferecido como agrado e recompensa, porém, independentemente da forma da oferta, é importante respeitar a porção diária indicada na embalagem ou a recomendação do Médico-Veterinário para evitar calorias em excesso e, consequentemente, o sobrepeso. 

    Os alimentos secos e úmidos ROYAL CANIN® são completos, balanceados e formulados para atender às necessidades específicas de gatos e cães de diferentes portes, idades e condições de saúde, proporcionando uma nutrição saudável ao longo de todo o ano e contribuindo para uma rotina mais confortável, inclusive no verão.