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  • Falta de cuidado com a higiene bucal afeta mais de 80% dos pets

    Falta de cuidado com a higiene bucal afeta mais de 80% dos pets e pode causar doenças no coração, rins e fígado, alerta veterinária

    Problema afeta tanto cães quanto gatos de acordo com estudos especializados; entenda como contornar o quadro

    A saúde bucal dos pets vai muito além do mau hálito. “A falta de higiene adequada pode levar ao aparecimento de doenças graves em cães e gatos, afetando não apenas a boca, mas também órgãos vitais como coração, rins e fígado”, alerta a médica-veterinária Manuela Soares, coordenadora de produtos da linha pet da Syntec.

    Estudos apontam que mais de 80% dos cães e gatos acima de 3 anos de idade apresentam algum grau de doença periodontal, condição que tem início com o acúmulo de placa bacteriana e pode evoluir para a perda dentária e infecções sistêmicas. A afecção pode atingir todas as estruturas relacionadas aos dentes como gengiva, ligamentos e ossos buco-maxilo-faciais.

    Segundo Manuela, entre os problemas mais comuns relacionados à falta de higiene bucal estão as inflamações da gengiva e dos tecidos que sustentam os dentes, que podem causar dor, sangramento, dificuldade na mastigação e, em estágios mais avançados, levar até à perda dentária. Outra condição frequente é a gengivite, provocada principalmente pelo acúmulo de placa bacteriana e que pode evoluir para quadros mais graves se não for tratada adequadamente.

    Outros problemas bucais incluem a halitose (mau hálito), que, embora pareça algo simples, é um sinal de desequilíbrio na saúde oral e pode indicar infecções ou acúmulo de tártaro; os abscessos dentários, infecções localizadas capazes de gerar dor intensa, inchaço e até comprometer outros órgãos; e, em situações mais graves, a endocardite bacteriana, quando bactérias da cavidade oral entram na corrente sanguínea e alcançam o coração, provocando inflamação nas válvulas cardíacas.

    Para evitar complicações, a especialista reforça a importância de uma rotina de cuidados com a saúde bucal dos pets. “A escovação dos dentes deve ser realizada com produtos específicos, no mínimo de duas a três vezes por semana. Além disso, consultas regulares com o médico-veterinário são importantes para avaliar a necessidade de limpeza profissional e outros tratamentos preventivos”, destaca a veterinária.

    Ainda há muita desinformação entre os tutores sobre os riscos relacionados à falta de higiene bucal, o que torna o trabalho de conscientização indispensável. “A boca é uma porta de entrada para muitas doenças. Quando cuidamos da saúde bucal dos nossos pets, estamos também protegendo a saúde deles como um todo”, explica a médica-veterinária.

    Para auxiliar os tutores a Syntec disponibiliza o Geltec, um antisséptico oral à base da alga marinha Ascophyllum nodosum, Mentol, Eucaliptol e Timol. O produto é eficaz para higienização bucal dos cães e gatos e para ajudar na prevenção do aparecimento da placa bacteriana.

  • Meu pet está sofrendo com ansiedade


    Especialista explica como identificar os sinais, as causas mais comuns e quais estratégias usar para reduzir o estresse em cães e gatos 

    Quem convive com cães e gatos sabe que eles são sentimentais. Mudanças na rotina, ausência dos tutores ou até mesmo ambientes muito agitados podem desencadear neles algo mais profundo do que um simples mau comportamento: a ansiedade. Essa condição, muitas vezes confundida com birra ou desobediência, compromete não apenas o equilíbrio emocional dos pets, mas também sua saúde física, exigindo cuidado e atenção dos tutores. 

    Como reconhecer os sinais de ansiedade 

    Ana Luiza Jorge, professora de Medicina Veterinária da Una Uberlândia, explica que os sinais mais comuns são fezes e urina em locais inadequados, vocalização além do normal e destruição de objetos. “Também é possível perceber lambedura excessiva e sintomas semelhantes à depressão, como isolamento social, falta de apetite e letargia. No entanto, é importante reforçar que esses comportamentos não são exclusivos da ansiedade, podendo estar ligados a outras enfermidades”. 

    Além disso, a ansiedade pode se manifestar de maneiras diferentes em cães e gatos. Nos cães, ela tende a ser mais evidente, seja por comportamentos destrutivos ou por excesso de latidos e choros. Já os felinos, por natureza mais reservados, revelam a ansiedade de maneira mais sutil: “podem intensificar os hábitos de limpeza, apresentar automutilação, se manter reclusos em um único espaço da casa, permanecer em estado de vigília e desenvolver anorexia”, detalha a professora. Ela ainda acrescenta que embora qualquer animal possa desenvolver ansiedade, no caso dos gatos, fatores ambientais e mudanças na rotina pesam mais do que a raça ou idade. 

    Entre as principais causas estão a ansiedade de separação, mudanças no ambiente, experiências traumáticas, falta de socialização adequada e estímulos estressores. As consequências podem ser sérias, indo além do comportamento e interferindo na saúde do animal. “Ela pode desencadear vômitos, salivação excessiva, taquicardia e até hiperventilação. Quando crônica, evolui para problemas graves, como automutilação, depressão e até agressividade”, alerta Jorge. 

    Estratégias para aliviar o estresse 

    Para ajudar um animal ansioso, os tutores podem adotar estratégias simples de reeducação comportamental, oferecer brinquedos e atividades que estimulem a mente, manter passeios e interações regulares, proporcionar um ambiente seguro e previsível e, acima de tudo, evitar punições que possam reforçar ainda mais o sofrimento do pet. 

    Em situações mais graves, o uso de medicamentos pode ser necessário. “Os fármacos são indicados quando a terapia comportamental sozinha não é suficiente. Eles ajudam a reduzir a ansiedade e devem sempre ser prescritos e acompanhados por um médico-veterinário”, orienta a professora.

  • Verminoses silenciosas em cães e gatos: atenção aos sinais escondidos

    Observar pequenos detalhes, realizar o manejo adequado e manter a prevenção em dia faz toda a diferença para a saúde do seu pet

    Quem convive com cães e gatos sabe que eles nem sempre demonstram de forma clara quando algo não vai bem. Um pouco de apatia, cansaço, alteração no apetite ou até uma pelagem sem brilho podem parecer coisas passageiras, mas também podem ser sinais de verminoses. Esses parasitas internos estão entre os problemas mais comuns no dia a dia veterinário e, muitas vezes, se desenvolvem de forma silenciosa, passando despercebidos pelos tutores.

    Sinais que merecem atenção:

    Além da diarreia ou da presença de vermes nas fezes, sintomas mais conhecidos,  outros sinais sutis podem indicar a infestação, como perda de peso gradual; vômitos ocasionais; tosse persistente e mudanças de comportamento.

    Em quadros mais avançados, os animais podem apresentar anemia, baixa imunidade e até complicações graves, já que alguns vermes podem migrar para órgãos vitais, como pulmões e coração.
    “Por serem inespecíficos, esses sinais podem facilmente passar despercebidos. Exames de rotina e a observação cuidadosa do tutor são essenciais para um diagnóstico precoce”, explica a médica-veterinária Marina Tiba, Gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

    A vermifugação não deve ser encarada apenas como tratamento, mas sim como parte da rotina preventiva. O protocolo ideal varia de acordo com idade, peso, saúde, momento reprodutivo e estilo de vida do pet.

    • Filhotes: começar a vermifugação a partir das duas a três semanas de vida, com repetições a cada duas a três semanas até os três meses de idade, e depois mensalmente ou ao final do ciclo vacinal até os quatro a seis meses, a critério veterinário.
    • Adultos: animais que vivem mais dentro de casa podem ter protocolos mais espaçados, definidos com apoio do veterinário e exames de fezes. Já os que passeiam e frequentam praças, hotéis, creches ou têm contato com outros pets precisam de vermifugação mais regular, geralmente a cada três meses.
    • Gatos de vida indoor: mesmo sem acesso à rua, também devem ser incluídos no calendário preventivo, pelo menos semestralmente ou conforme recomendação veterinária, já que ovos e larvas podem ser trazidos nos sapatos, roupas ou objetos dos tutores.

    Cuidados que fazem a diferença

    O uso de vermífugos de amplo espectro deve ser associado a medidas simples do dia a dia, como: evitar o contato do pet com fezes de outros animais no ambiente externo;realizar exames de fezes periodicamente; higienizar os ambientes onde o pet circula;recolher as fezes diariamente; e controlar pulgas e carrapatos, que podem transmitir vermes.

    “A combinação desses cuidados potencializa a eficácia da vermifugação e reduz consideravelmente o risco de reinfestações”, reforça Marina.

    Vale lembrar que algumas verminoses são zoonóticas, ou seja, podem ser transmitidas também para os humanos. Crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa são os mais vulneráveis. Assim, a prevenção vai além do cuidado com o pet: é também uma forma de proteger toda a família.

  • Setembro Vermelho: campanha alerta para as doenças do coração em cães

    Atenção aos sintomas por parte dos tutores e consultas periódicas ao médico-veterinário são fundamentais para a detecção precoce das cardiopatias e aumentar as chances de promover bem-estar ao animal

    Há onze anos, a Elanco Saúde Animal promove a campanha “Setembro Vermelho” com foco na saúde do coração dos cães. A empresa, referência no desenvolvimento de soluções para a saúde e o bem-estar de animais de estimação e de produção e reconhecida por suas iniciativas em bem-estar animal, aposta na campanha para fornecer informação relevante aos tutores, incentivando-os a levarem seus “cãopanheiros” a consultas regulares como forma de detectar cardiopatias precocemente.

    “As doenças cardíacas em cães, assim como nos humanos, costumam ser silenciosas. Por isso, quanto antes forem detectadas, mais chances o animal tem de receber um tratamento adequado, que lhe proporcione qualidade de vida”, explica Mariana H. Cappellanes Flocke, médica-veterinária e consultora técnica sênior da Elanco.

    A recomendação é levar os pets jovens pelo menos uma vez ao ano para a realização de check-ups e duas vezes no caso de cães idosos ou de raças predispostas a doenças cardíacas, tais como poodle, yorkshire e cavalier king charles, que são raças propensas a doenças valvares, e dobermanns e boxers, mais suscetíveis à cardiomiopatia dilatada.

    De acordo com a médica-veterinária da Elanco, algumas doenças podem evoluir para casos graves. Assim, a atenção dos tutores é fundamental. Entre as principais manifestações clínicas observadas em cães cardiopatas estão:

    • Tosse persistente, que pode piorar à noite ou quando o cão está deitado;
    • Fadiga e cansaço fácil, mesmo após pouca atividade;
    • Alterações respiratórias, como respiração acelerada ou dificuldade para respirar;
    • Apetite reduzido e aumento da ingestão de água;
    • Cianose (mucosas arroxeadas por falta de oxigenação);
    • Inchaços abdominais ou dos membros devido ao acúmulo de líquidos.

    “Vale também ficar atento a fatores como a obesidade e o sedentarismo que certamente contribuem para o desenvolvimento e agravamento de problemas cardíacos”, alerta Mariana.

    Uma das doenças cardíacas de maior incidência entre os cães é a doença valvar crônica de mitral, quando a valva do coração se torna espessada, degenerada e apresenta falha de fechamento, levando à regurgitação sanguínea e ao aumento do átrio, causando manifestações clínicas graves. “O retorno do sangue do ventrículo para o átrio promove manifestações clínicas desde discretas a muito graves, como uma grande dificuldade de o sangue sair dos pulmões e entrar no coração, o que pode resultar em acúmulo de fluidos dentro do pulmão, dificultando muito a respiração. Essa condição é chamada de edema pulmonar agudo”, explica Mariana. 

    Outras cardiopatias diagnosticadas com frequência são a Dirofilariose (Verme do Coração), uma enfermidade parasitária grave transmitida por picadas de mosquitos infectados, a Degeneração Mixomatosa da Valva Tricúspide (DMVT), a Cardiomiopatia Dilatada (CMD).Todas essas doenças podem evoluir para a Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), uma condição grave em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo, resultando em acúmulo de fluidos e comprometimento da qualidade de vida do pet.

    Uma campanha que mobiliza tutores e profissionais

    O Setembro Vermelho se consolidou como uma das principais ações de conscientização em saúde animal. O mês foi escolhido em alusão ao Dia Mundial do Coração, comemorado em 29 de setembro. Em sua 11ª edição, a campanha da Elanco contará com:

    • Materiais educativos para tutores e médicos-veterinários;
    • Treinamentos e lâminas técnicas para os profissionais;
    • Ativações em clínicas e hospitais veterinários, com kits de comunicação, brindes e materiais para eventos de check-up;
    • Ações nos pontos de venda, envolvendo balconistas, que têm papel fundamental na orientação dos tutores.

    “Campanhas coloridas como o Setembro Vermelho nos ajudam a falar de temas sérios de forma didática e acessível, sempre chamando todos à ação. Ao longo de mais de uma década, temos visto a receptividade crescer, o que demonstra que estamos cumprindo nossa missão de levar informação e apoiar o cuidado com os pets”, destaca Cristiano Anjo, diretor de marketing da Elanco Brasil.

  • Dermatite Atópica Canina

    Dermatite Atópica Canina: Entenda a Doença e Conheça Soluções Inovadoras para o Bem-Estar dos Pets

    A dermatite atópica canina (DAC) é uma das doenças dermatológicas mais comuns em cães, afetando o bem-estar e a qualidade de vida de milhares de pets no Brasil e no mundo. Estudos indicam que a DAC atinge entre 10% e 15% dos cães globalmente, enquanto no Brasil, pesquisas em hospitais veterinários registraram índices acima de 25% entre os casos dermatológicos.

    “A DAC é uma condição inflamatória crônica e pruriginosa, de origem genética e imunológica, que compromete a barreira cutânea e provoca coceira intensa, vermelhidão e infecções secundárias. “A dermatite atópica não é apenas uma questão estética; ela impacta diretamente a qualidade de vida do animal. O prurido constante leva ao estresse, alterações de comportamento e até perda de peso. Por isso, o manejo da doença precisa ser integrado, atuando no controle da inflamação e no fortalecimento do sistema imunológico”, explica o médico-veterinário da Soft Care, Edren Silva.

    De olho nesta questão, compartilhamos quatro dicas essenciais para os tutores que possuem pets com esta condição:

    1. Fortaleça a saúde intestinal com probióticos

    O intestino está diretamente ligado ao sistema imunológico. Por isso, o uso de suplementos como o Soft Care Nutri Bioflora Pet Tabs é um grande aliado no manejo da DAC. O produto contém 7 cepas probióticas (3,9 bilhões de UFC por tablete), além de prebióticos MOS, Betaglucanas, Zinco e Vitamina E, que atuam na modulação da microbiota intestinal e na resposta imune, favorecendo uma pele mais saudável e menos suscetível a inflamações.

    “Estudos recentes mostram que a saúde intestinal influencia diretamente doenças de pele, incluindo a dermatite atópica. Um ecossistema intestinal equilibrado ajuda a reduzir processos inflamatórios sistêmicos e, consequentemente, os sintomas da DAC”, reforça Dr. Edren Silva.

    2. Banhos terapêuticos e hidratação da pele

    O uso de shampoos calmantes e hidratantes específicos para cães com DAC é fundamental para restaurar a barreira cutânea e aliviar a coceira.

    3. Controle ambiental e alérgenos

    Reduza a exposição a poeira, ácaros, mofo e pólen, mantendo a casa limpa e o ambiente arejado. Esses fatores são gatilhos importantes para crises alérgicas.

    4. Acompanhamento veterinário personalizado

    O tratamento deve ser individualizado, podendo incluir medicamentos específicos, imunoterapia, suplementação e terapias tópicas.

    A dermatite atópica canina é uma condição complexa, mas, com cuidados adequados e produtos inovadores como o Bioflora Pet Tabs, é possível melhorar a qualidade de vida dos pets e proporcionar mais conforto e bem-estar.

  • Medicamentos de uso humano: um risco silencioso e fatal para cães e gatos

    Medicamentos de uso humano: um risco silencioso e potencialmente fatal para cães e gatos

    Veterinária alerta para os perigos da automedicação e da exposição acidental de pets a fármacos desenvolvidos para humanos

    Um simples comprimido deixado sobre a mesa ou uma pomada aplicada na pele sem o devido cuidado pode representar sérios riscos à saúde de cães e gatos. Muitos tutores, por desconhecimento ou na tentativa de agir rapidamente diante de um desconforto do animal, recorrem à automedicação utilizando princípios ativos indicados para seres humanos, sem compreender que, mesmo quando o fármaco é o mesmo, as doses, as vias de administração e os efeitos colaterais podem ser extremamente diferentes entre as espécies. Além disso, há substâncias que são seguras para nós, mas que causam intoxicações severas em pets, mesmo em quantidades mínimas.

    Medicamentos comuns, riscos imensos

    Entre os medicamentos que lideram os casos de intoxicação acidental em animais de estimação, analgésicos e anti-inflamatórios de uso humano estão entre os mais perigosos. Substâncias como paracetamolibuprofenodiclofenaco e ácido acetilsalicílico(aspirina), tão presentes nos lares brasileiros, podem causar desde danos gastrointestinais até falência hepática ou renal em cães e gatos.

    “No caso do paracetamol, por exemplo, basta uma dose considerada segura para um ser humano adulto para provocar necrose hepática grave e alterações hematológicas severas, principalmente nos gatos, que são extremamente sensíveis a essa substância”, explica a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah de Andrade.

    Outro grupo preocupante é o dos antidepressivos e ansiolíticos, como fluoxetina, sertralina, diazepam e clonazepam. Apesar de alguns desses princípios ativos serem utilizados em tratamentos veterinários, o uso sem prescrição e, principalmente, com dosagens inadequadas pode desencadear reações adversas graves, como alterações neurológicas, convulsões, arritmias e até coma.

    O mesmo vale para antibióticos de uso humano, como a amoxicilina com clavulanato ou a ciprofloxacina, que, embora usados em tratamentos veterinários, precisam ser prescritos com base no peso, na espécie e na condição clínica do animal. “Não é apenas a substância em si, mas a dose exata e a forma de administração que definem a segurança e a eficácia de um medicamento. A bula destinada a humanos jamais pode ser utilizada como referência para um pet”, reforça Farah.

    Aparentemente inofensivos 

    Além dos medicamentos tradicionais, outro grupo que merece atenção especial é o dos suplementos, vitaminas e nutracêuticos de uso humano. Por terem uma imagem associada à promoção da saúde, muitos tutores acreditam que a administração seja segura ou até benéfica para os animais de estimação — o que pode ser um equívoco perigoso.

    O grande problema está, mais uma vez, na diferença metabólica entre humanos e animais. A vitamina D, por exemplo, é essencial para a regulação do cálcio e do fósforo no organismo, mas, quando administrada em doses acima do necessário — o que pode ocorrer facilmente com produtos de uso humano — pode provocar hipercalcemia, levando à calcificação de órgãos, insuficiência renal aguda e até à morte do animal.

    Já a vitamina A, se fornecida de forma crônica e em doses elevadas, pode causar dores articulares, letargia, perda de apetite e alterações ósseas, especialmente em gatos. O excesso de ferro pode gerar lesões gastrointestinais e hepáticas severas, e o zinco, comum em pastilhas e cápsulas para imunidade em humanos, quando ingerido por cães e gatos, pode provocar vômitos, diarreia, anemia hemolítica e outros distúrbios graves.

    “O erro de pensar que o que faz bem para humanos fará bem para pets é um dos principais fatores por trás das intoxicações por vitaminas e suplementos. A farmacocinética e as necessidades fisiológicas dos animais são diferentes e qualquer adição deve ser prescrita por um médico-veterinário”, alerta Farah.

    Os nutracêuticos — compostos naturais utilizados para prevenir ou tratar doenças, como ômega 3, condroitina, glucosamina, probióticos, colágeno e fitoterápicos — também têm sido cada vez mais populares entre os tutores. No entanto, quando comprados em farmácias convencionais e destinados ao consumo humano, não possuem dosagem adequada para animais e, muitas vezes, contêm excipientes, corantes, adoçantes ou conservantes que são tóxicos para os pets, como o xilitol, adoçante comum em suplementos mastigáveis, mas que em cães pode causar uma queda abrupta de glicose no sangue, levando a convulsões, coma e morte.

    Da mesma forma, a melatonina, muito utilizada por humanos para indução do sono e regulação do ritmo circadiano, tem sido usada em animais em casos de ansiedade, distúrbios hormonais ou queda de pelos. Porém, a dose segura para animais é muito inferior àquela encontrada nos comprimidos disponíveis no mercado humano, além de exigir pureza farmacêutica e ausência de substâncias aditivas.

    Perigos que vão além da ingestão

    A intoxicação medicamentosa em pets não ocorre apenas pela ingestão oral. Medicamentos de uso tópico ou dermatológico, como minoxidil (indicado para tratamento de alopecia em humanos), representam um risco silencioso, mas letal, especialmente quando aplicados em regiões que o animal possa lamber ou com as quais possa entrar em contato direto. Apenas a exposição cutânea já pode provocar efeitos colaterais severos, como taquicardia, hipotensão, prostração e, em casos extremos, óbito.

    Outros medicamentos hormonais de uso tópico, como estrógenos e testosterona em gel, também oferecem riscos quando absorvidos acidentalmente pela pele ou lambedura. O acúmulo dessas substâncias no organismo do animal pode interferir no sistema endócrino, provocar alterações comportamentais e até distúrbios reprodutivos.

    Medicação segura só com prescrição veterinária

    Dados da pesquisa Radar Pet 2023, realizada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), apontam que ao perceber que o pet não está normal, 37% dos entrevistados prefere observá-lo por três dias, 35% leva diretamente ao veterinário e 22% entra em contato com o veterinário. No entanto, o índice de pessoas que buscam outros meios é preocupante: 22% pedem orientação a conhecidos, 19% medicam por conta própria e 9% procuram informações na internet.

    A automedicação é sempre contraindicada, mesmo quando o tutor já tenha ouvido falar de determinado medicamento sendo usado em pets ou quando o animal já tenha usado anteriormente em outro tratamento. Cada caso exige uma avaliação criteriosa, e somente o médico-veterinário pode indicar a substância correta, a dose exata e o tempo de tratamento adequado.

    “Ainda que alguns princípios ativos possam ser compartilhados entre humanos e animais, como antibióticos ou ansiolíticos, isso não significa que a apresentação, a posologia e a forma de administração sejam as mesmas. Utilizar medicamentos humanos sem ajuste específico é um risco que nenhum tutor deveria correr”, afirma Farah.

    Medicamentos manipulados exclusivamente para pets

    A escolha por medicamentos manipulados para uso veterinário oferece não apenas mais segurança, mas também maior adesão ao tratamento. Na DrogaVET, cada formulação é desenvolvida de acordo com a prescrição do médico-veterinário, considerando o peso, a espécie, a condição clínica e as necessidades individuais de cada pet, o que garante precisão no tratamento e reduz risco de intoxicação.

    Outro diferencial importante da manipulação veterinária é a possibilidade de personalização das formas farmacêuticas. A DrogaVET oferece soluções como biscoitos, pastas orais, molhos e caldas flavorizadas com sabores como leite condensado, frango, carne, picanha ou atum. Essas opções facilitam a administração, reduzem o estresse do tutor e do animal e contribuem para a continuidade do tratamento de forma mais eficaz.

    “Um pet medicado corretamente tem mais chances de se recuperar, e um tutor orientado faz toda a diferença nesse processo. Por isso, sempre recomendamos que a primeira atitude, diante de qualquer alteração no comportamento ou no estado de saúde do animal, seja procurar um profissional habilitado”, finaliza Farah.

  • Por que alguns cães comem fezes?

    Por que alguns cães comem fezes? Alerta para tutores sobre nutrição e comportamento 

    Especialista explica motivos do comportamento, orienta tutores sobre prevenção de coprofagia e cuidados adequados com a nutrição cães e gatos 

    A coprofagia, hábito de ingerir fezes, é um comportamento que preocupa muitos tutores e pode estar associado tanto a questões nutricionais quanto comportamentais. A prática é mais frequente em cães, mas também pode ocorrer em gatos, trazendo riscos sérios à saúde dos animais. Segundo a professora de Medicina Veterinária da Una Itumbiara, Isadora Martins, compreender os fatores envolvidos é essencial para garantir bem-estar e qualidade de vida dos pets. 

    Fatores nutricionais 

    A relação entre desnutrição e coprofagia é direta em muitos casos. “A falta ou a má absorção de nutrientes pode levar o animal a ingerir suas fezes”, explica Martins. Deficiências de proteínas, vitamina B1 e minerais estão entre as mais comuns, assim como problemas gastrointestinais que prejudicam a absorção de nutrientes, envolvendo órgãos como fígado, pâncreas, estômago e principalmente o intestino. 

    Além disso, sinais de desnutrição devem ser observados de perto pelos tutores. “O animal pode apresentar perda de peso, queda de pelos, desânimo, perda de apetite, vômitos, diarreia ou até desidratação”, alerta a especialista. 

    Alimentação adequada e prevenção 

    Uma dieta equilibrada é a base da prevenção. “É importante considerar porte, raça, idade e possíveis necessidades especiais que o animal possa ter, como por exemplo, alterações hepáticas, ou renais que necessitam de dietas específicas. Em alguns casos, a suplementação pode ser necessária e pode corrigir deficiências nutricionais que levam à coprofagia”, orienta a professora. 

    Por outro lado, erros na alimentação caseira são frequentes. O oferecimento de alimentos ricos em açúcar, processados, com temperos ou excesso de óleo, são prejudiciais à saúde do pet. Temos também alimentos que são tóxicos, como é o caso da cebola, do alho e do chocolate, este último, possui uma substância chamada teobromina que dependendo da quantidade ingerida, pode ser até letal. O manejo inadequado também interfere: “Fornecer a comida certa, mas em intervalos muito longos, pode comprometer a absorção de nutrientes e favorecer a desnutrição”, destaca. 

    Predisposição e aspectos comportamentais 

    Além das causas nutricionais, existem também os aspectos comportamentais. “A coprofagia pode estar associada à busca por atenção, estresse, ansiedade, tédio ou até medo de punição. Não é um comportamento realizado por diversão, mas como resposta a algo que está acontecendo na vida do pet”, esclarece. 

    Embora qualquer pet possa desenvolver o hábito, existem raças mais predispostas, como Labrador, Golden Retriever, Pug, Maltês, Shih-tzu, Spitz Alemão e Yorkshire. A idade também influencia: filhotes entre 6 e 8 meses apresentam maior incidência. 

    Cuidado e acompanhamento veterinário 

    A ingestão de fezes pode causar infecções gastrointestinais, infecções na boca e até transmissão de verminoses. Por isso, ao perceber esse comportamento, o tutor deve procurar orientação profissional. A avaliação veterinária envolve uma análise do histórico, hábitos do pet, exames físicos e, quando necessário, complementares. 

    O acompanhamento veterinário é essencial para garantir uma nutrição adequada. Além de indicar a ração ou dieta mais apropriada, o profissional pode recomendar ajustes que previnem carências e orientam o tutor sobre manejo alimentar e cuidados com o comportamento do animal. “Seja qual for a causa, a coprofagia tem tratamento e precisa ser investigada com atenção”, conclui Martins.

  • Governo de SP proíbe acorrentamento de pets

    Governo de SP proíbe acorrentamento de pets

    Governo de SP proíbe acorrentamento de pets e delimita novas regras para o bem-estar animal

    Cordas e correntes são vedadas na nova lei; tutores devem oferecer espaço adequado a cães e gatos

    O governador Tarcísio de Freitas sancionou nesta segunda-feira (25) a Lei nº 18.184, que proíbe o acorrentamento de cães e gatos por correntes ou cordas e dispõe sobre condições de alojamento e bem-estar dos pets. O Projeto de Lei é de autoria do deputado estadual Rafael Saraiva (União).

    A lei passa a considerar o acorrentamento como restrição da liberdade do animal e entende como alojamento inadequado qualquer espaço que ofereça risco à vida ou à saúde do pet, ou que não atenda às dimensões adequadas ao seu tamanho e porte. Tutores que não cumprirem a norma estão sujeitos a penalidades, conforme a Lei federal nº 9.605/1998.

    Ainda conforme a nova Lei Estadual, acorrentar o animal só será permitido temporariamente, na falta de outro meio de contenção. Nesses casos, o pet deve ser preso com corrente do tipo “vaivém” ou similar, desde que o bem-estar do cão ou gato seja preservado com as seguintes condições:

    • Ser acorrentamento temporário;
    • Permitir o deslocamento adequado;
    • Utilizar coleira compatível com o tamanho e porte do animal sendo proibido o uso de enforcadores;
    • Oferecer abrigo do tempo e do clima;
    • Oferecer água limpa e alimentação adequada;
    • Garantir a higiene do espaço e do pet;
    • Impedir o contato com outros animais agressivos ou portadores de doenças.
  • Pelagem dos cães precisam de cuidados especiais no inverno

    Pelagem dos cães precisam de cuidados especiais no inverno

    Pelagem dos cães precisam de cuidados especiais no inverno? Especialista tira dúvidas

    Veterinária explica alterações naturais no pelo dos cães com as temperaturas mais baixas e orienta tutores sobre banhos, tosas e uso de roupinhas

    Com a chegada do inverno, muitos tutores ficam em dúvidas sobre os cuidados com os cães para protegê-los do frio e nos impactos que as temperaturas mais baixas podem ter na pelagem. Para esclarecer as questões mais comuns, a médica veterinária Lysandra Barbieri, Analista de Educação Corporativa da Cobasi, dá orientações importantes para garantir a saúde dos pelos dos pets nesta época do ano.

    Uma informação curiosa é que, durante o inverno, é comum que cães desenvolvam uma pelagem mais densa e com subpelos espessos como forma de adaptação ao frio. Raças como Husky Siberiano, Akita, Golden Retriever e Pastor Alemão tendem a apresentar pelos mais volumosos e resistentes às baixas temperaturas. “Essa mudança ajuda a proteger o animal, mas também exige maior frequência na escovação para evitar nós e manter a saúde da pelagem”, explica a veterinária.

    Por outro lado, cães de pelagem curta ou sem subpelo, como Pinscher ou Chihuahua, dificilmente apresentam alterações significativas no pelo e, por isso, merecem atenção redobrada ao frio.

    Roupinhas são bem-vindas, mas exigem atenção especial

    O uso de roupas pode ser benéfico, especialmente para cães pequenos, de pelo curto, filhotes ou idosos. Porém, em raças de pelagem longa como Shih Tzu, Maltês ou Lhasa Apso, o uso prolongado pode causar dermatites, caspas, oleosidade e formação de nós. “O tecido ideal é o algodão ou materiais leves e respiráveis, como fleece e moletom leve. Evite roupas apertadas, com costuras internas grossas ou detalhes que possam causar atrito”, alerta Lysandra.

    Banhos devem ser mais espaçados e com cuidados redobrados

    Durante o inverno, o ideal é diminuir a frequência dos banhos, mesmo que sejam feitos com água morna. “O frio pode causar desconforto térmico e prejudicar a imunidade do cão. Além disso, o banho em excesso remove a oleosidade natural da pele, favorecendo o ressecamento e a coceira”, afirma a especialista.

    Como alternativa, é possível intercalar os banhos tradicionais com higienizações a seco ou localizadas, sempre garantindo a secagem completa dos pelos para evitar problemas de pele.

    Tosas curtas devem ser evitadas no frio

    Segundo Lysandra, tosas curtas devem ser evitadas no frio. O mais recomendado no inverno é manter apenas a tosa higiênica, que mantém limpas áreas como patas, barriga e região íntima, sem comprometer o comprimento dos pelos. Também pode ser feita uma tosa de manutenção, apenas para remover pontas ressecadas. “Preservar o volume da pelagem é importante para manter a proteção térmica natural do animal”, reforça.

    A veterinária também alerta para a menor exposição solar durante o inverno, o que pode deixar a pelagem com aspecto mais opaco. Escovações frequentes, alimentação balanceada e a escolha correta dos produtos de higiene ajudam a manter o brilho e a saúde dos pelos.

  • Pets diabéticos: como a alimentação e o sobrepeso impactam a saúde de cães e gatos


    Veterinária do CEUB explica os sinais de alerta, diagnóstico e os cuidados necessários para manter o animal saudável em tratamento

    Assim como nos humanos, o diabetes mellitus pode afetar cães e gatos de forma quase que silenciosa e, quando não tratado, pode levar a complicações graves e até à morte do animal. Com diagnóstico precoce e o tratamento adequado, os pets podem ter uma vida longa e com qualidade. Fabiana Volkweis, professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), orienta os tutores sobre como identificar os sintomas da doença, a importância do acompanhamento médico e os cuidados no dia a dia dos animais diabéticos.

    O alerta para os tutores começa com os chamados “4 Ps”: perda de peso, poliúria (urinar em excesso), polidipsia (sede exagerada) e polifagia (aumento do apetite). Entre outros sintomas, estão a apatia, vômitos e até cegueira súbita. Em gatos, a doença pode causar andar alterado, com apoio dos membros traseiros, o que dificulta, por exemplo, subir em sofás e lugares altos. “Com o agravamento, o pet pode parar de se alimentar, perder peso rapidamente, apresentar desidratação, desenvolver insuficiência renal ou pancreatite”, alerta a veterinária.

    Embora as causas ainda não sejam totalmente compreendidas, a combinação de fatores genéticos e ambientais é apontada como a principal responsável pela patologia. A veterinária classifica animais obesos, idosos ou que já tenham enfrentado doenças como pancreatite como os que têm mais chances de desenvolver o quadro. Estudos mostram que gatos domésticos com mais de 6,8 kg têm o dobro de chances de desenvolver diabetes, especialmente os que já passaram dos 7 anos.

    “Já em cães, a maioria dos casos envolve a forma insulinodependente da doença, ou seja, o pâncreas já não produz a insulina necessária”, explica. Entre as complicações mais graves da doença, estão a cetoacidose diabética, condição que causa desidratação severa, acidose, perda de eletrólitos e alterações neurológicas, falência renal, infecções urinárias recorrentes, neuropatias e até cegueira causada por catarata.

    Diagnóstico e tratamento
    O ponto de partida, segundo a professora é a observação de comportamentos incomuns e mudanças físicas. A partir disso, ela recomenda que o pet seja encaminhado para um médico veterinário solicitar exames de sangue e urina, como a glicemia em jejum e a urinálise.

    “Em alguns casos, são indicados exames complementares, como a dosagem de frutosamina, hemoglobina glicada e ultrassonografia abdominal, além da avaliação de função renal, hepática e lipídica”, explica Volkweis. Ela acrescenta que uma avaliação criteriosa pode excluir comorbidades, como insuficiência renal, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo.

    Embora o princípio do tratamento entre cão e gato seja o mesmo, com insulina, dieta e exercícios físicos, há diferenças importantes. “Em cães, o uso da insulina é quase sempre vitalício. Já em gatos, a depender da resposta ao tratamento e da retirada de fatores que causam resistência à insulina, há casos de remissão da doença, ou seja, o pet pode deixar de precisar da medicação com o tempo. Hoje existem sensores modernos que se acoplam ao corpo do animal e enviam as medições para aplicativos, sem a necessidade de punções constantes.”.

    A alimentação também varia entre caninos e felinos. Segundo a veterinária, para cães a dieta deve ser controlada em quantidade e oferecida nos mesmos horários, sobretudo antes da aplicação da insulina. Já os gatos podem ter acesso livre à ração específica ao longo do dia, pois usam insulina de longa duração. “Estabelecer uma rotina adequada, aplicar a insulina nos horários certos, evitar petiscos e seguir a dieta à risca fazem toda a diferença”, reforça Fabiana.

    Participação ativa do tutor
    Além da medicação, é necessário monitorar a glicemia conforme orientação do médico veterinário. Com diagnóstico precoce, medicação correta, alimentação adequada e acompanhamento profissional, a especialista garante que os pets diabéticos podem viver muitos anos com saúde e bem-estar: “O mais importante é o tutor entender que a sua dedicação é peça-chave no controle da doença”.