No Dia Mundial do Cachorro, especialista explica como o alimento pode ser oferecido aos pets e quais cuidados os tutores devem ter
Ovo pode ou não pode entrar na alimentação dos cães? A dúvida é comum entre tutores, principalmente quando o pet demonstra interesse pelo alimento. A resposta é que o ovo pode fazer parte da alimentação dos cães, desde que seja preparado adequadamente, oferecido com moderação e considerado dentro das necessidades nutricionais de cada animal.
No Dia Mundial do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, o Instituto Ovos Brasil (IOB) esclarece algumas das principais dúvidas sobre o tema e os cuidados necessários antes de incluir o alimento na rotina dos pets.
Fonte de proteínas de alta qualidade, além de vitaminas e minerais, o ovo pode ser utilizado como complemento da alimentação ou oferecido ocasionalmente como petisco. Isso não significa, porém, que deva substituir uma alimentação completa e balanceada.
A zootecnista Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil (IOB), explica que a quantidade e a frequência precisam considerar as características de cada cão. “O ovo é uma fonte de proteína de alta qualidade, vitaminas e minerais e pode complementar a alimentação dos cães. Mas sua inclusão deve ser feita de maneira equilibrada, considerando fatores como porte, idade, nível de atividade e as necessidades individuais de cada animal”.
Como oferecer ovo ao cachorro?
Uma das principais recomendações é oferecer o ovo cozido, sem sal, óleo, manteiga ou outros temperos. Preparações feitas para consumo humano podem conter ingredientes que não são adequados para os animais.
A introdução também deve ser gradual. Ao oferecer o alimento pela primeira vez, o tutor pode começar com uma pequena quantidade e observar a resposta do animal, especialmente possíveis alterações gastrointestinais.
Já o consumo de ovo cru exige maior cautela e não deve ser incorporado à rotina do animal sem orientação profissional.
Quanto ovo o cachorro pode comer?
Não existe uma quantidade única indicada para todos os cães. Porte, idade, peso, condição física, nível de atividade e o restante da alimentação precisam ser considerados antes de definir a porção e a frequência.
Por isso, principalmente quando a intenção é incluir o ovo regularmente na dieta, a orientação de um médico-veterinário é importante para evitar excessos e garantir que o alimento esteja adequado à rotina nutricional do animal.
Quais cuidados o tutor deve ter?
Algumas orientações ajudam a tornar o consumo mais seguro:
- oferecer o ovo cozido e sem sal ou temperos;
- começar com pequenas quantidades;
- introduzir o alimento gradualmente;
- observar possíveis alterações gastrointestinais;
- não utilizar o ovo como substituto de uma alimentação completa e balanceada;
- buscar orientação veterinária para definir quantidade e frequência de acordo com as necessidades do animal.
O ovo, portanto, pode fazer parte da alimentação dos cães, mas não existe uma recomendação que funcione da mesma maneira para todos. Informação e orientação profissional são importantes para que o alimento seja incluído de maneira adequada à rotina de cada pet.

