Autor: agitopet

  • Os Reflexos Espirituais dos Maus-Tratos aos Animais

    Em um mundo que clama cada vez mais por empatia e consciência, a forma como tratamos os animais se tornou um espelho da nossa própria evolução espiritual. Maltratar, abandonar ou subjugar um ser vivo que sente dor, medo e afeto não é apenas uma infração ética ou legal: é um ato que deixa marcas profundas na alma de quem o pratica.

    No campo espiritual, cada ação humana reverbera em ondas de energia que retornam ao emissor. A lei de causa e efeito, conhecida em diversas tradições religiosas e filosóficas, nos lembra que nada passa despercebido. O ser humano que inflige sofrimento a um animal abre feridas invisíveis em seu campo energético, criando laços kármicos que podem atravessar existências. A crueldade gratuita torna o coração mais árido, obscurece a mente e afasta o indivíduo das vibrações mais elevadas de amor e compaixão.

    As consequências não se restringem ao futuro longínquo ou a uma punição “divina”. No presente, a consciência carrega o peso da violência praticada. Ainda que silenciosa, a culpa infiltra-se em forma de ansiedade, distúrbios emocionais e até doenças psicossomáticas. O ato de ferir um ser inocente não passa ileso na balança espiritual: aquele que escolhe o caminho da brutalidade, inevitavelmente, desconecta-se das fontes de luz que nutrem a alma.

    E o que acontece com os animais vítimas de maus-tratos? A espiritualidade nos ensina que eles também possuem essência, energia e campo vibracional. Animais são portadores de uma missão: oferecem amor incondicional, ensinam lealdade, demonstram resiliência e lembram aos humanos a importância da vida em sua forma mais pura. Quando sofrem, sua dor ecoa não apenas em seu espírito, mas também no tecido energético do planeta. Contudo, diferente dos homens, eles não guardam rancor; muitas vezes são resgatados em planos sutis por entidades espirituais ligadas à cura e ao amparo, recebendo acolhimento e restauração.

    O sofrimento animal, entretanto, não é em vão: cada ato de violência desperta movimentos coletivos de compaixão, gerando uma corrente de luz que se contrapõe à sombra. Porém, a dívida espiritual do agressor permanece. É comum que espíritos que maltrataram animais enfrentem reencarnações em que se veem frágeis, dependentes ou submetidos a dores semelhantes, não como vingança, mas como aprendizado.

    Refletir sobre isso é urgente. Não se trata apenas de amar os animais de estimação, mas de compreender que todos os seres vivos — do cão ao pássaro, do gato ao boi — participam da mesma corrente vital. A espiritualidade não separa vida em categorias de maior ou menor importância; ela reconhece a sacralidade em tudo o que respira, sente e vibra.

    A sociedade que tolera maus-tratos está, na verdade, cultivando sementes de barbárie dentro de si mesma. Já aquela que educa para o respeito, a proteção e a compaixão, ergue um caminho mais humano e, acima de tudo, mais divino. Afinal, como disse Gandhi, “a grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como seus animais são tratados”.

    Em última instância, maltratar animais é maltratar a si mesmo. Ao feri-los, o homem se distancia da própria essência luminosa e acumula débitos espirituais que um dia precisará saldar. Já ao respeitá-los e protegê-los, ele se aproxima do amor universal — a vibração mais elevada que sustenta todo o cosmos.

  • Conhecemos a Pousada Encantos de Socorro

    Celebrando o aniversário da cidade de Socorro e também o final de semana do dia dos pais, conhecemos a Pousada Encantos de Socorro.

    Super bem localizado, a pousada fica no centro de Socorro, com muitas opções de comércio e restaurantes ao seu redor.

    São 8 tipos de acomodações e ficamos hospedados na suíte 20, de categoria Flat Premium. Ele fica abaixo do salão do café da manhã em um espaço mais reservado.

    Assim que entramos, tinha uma plaquinha de boas vindas com a foto da turminha em um porta retrato de madeira. 3 caminhas com cobertorzinho, potinhos de água e tapetinhos higiênicos também estavam disponíveis. A suíte tem o diferencial de possuir uma varanda (cercada para os dogs não passarem ou caírem) e o Nick adorou ficar lá observando a natureza.

    No café da manhã, eles ganham frutas cortadinhas e ovos mexidos. No vídeo dá para conferir o quanto eles adoraram as frutinhas!

    A pousada também possui um Pet Park Gramado com lixeira e cata caca. E ao lado da recepção há outro espaço com a estátua de São Francisco, o protetor dos animais. 

    A turminha foi super bem recepcionada pela equipe da pousada e ganharam muito carinho!

    Agora é a vez de mostrar a Pousada Encantos de Socorro pelo olhar dos tutores 😄

    Com clima familiar, a equipe te recebe de braços abertos e faz você se sentir em casa.

    Ficamos na suíte 20, um cantinho tão aconchegante que dá vontade de ficar o dia todo lá. Ao entrar, do lado direito, há uma mesa para quatro pessoas e uma cozinha completa, equipada com fogão, geladeira grande e utensílios como pratos, panelas, talheres e até pano de prato.

    No centro, a sala de estar conta com sofá-cama, TV com streaming, jogo de xadrez e baralho.

    À esquerda, uma cama Queen super confortável com vista para a varanda, cabideiros para organizar as roupas e um aquecedor — o melhor amigo no friozinho da serra.

    Seguindo, o banheiro é amplo, com ducha que aquece rapidinho e banheira de imersão. Detalhes como rodo para secar o chão, tapete de borracha para evitar que a água se espalhe e amenities (mini sabonete, shampoo e até sais de banho) mostram o cuidado com os hóspedes.

    O café da manhã, incluso na diária, é servido no salão logo acima da suíte 20 e traz uma boa variedade: frutas cortadas, bolo, pão de queijo, mini pão francês, pão de forma, frios, café, chá e suco de laranja.

    Na área de lazer, você encontra salão de jogos, piscina e redário para relaxar.

    Mesmo estando muito bem localizada no centro de Socorro, a pousada oferece um cardápio próprio com caldos (R$ 26), petiscos e até a famosa Francesinha, um lanche português (R$ 44).

    E um ponto que merece destaque: a pousada se preocupa com o meio ambiente e realiza coleta seletiva de lixo.

    Confira mais fotos em nossa fanpage

    Curtiu? Então siga @pousadaencantosdesocorro e mande um WhatsApp para (19) 99747-6039 para fazer sua reserva.

  • Recomendamos o HamburQueen em Socorro

    Conhecemos o 🍔👑 HamburQueen, hamburgueria artesanal, defumados e na brasa, localizada em Socorro.

    Situado no 2º andar do Jardim Moda Shopping, o espaço é aconchegante e cheio de personalidade: 📀 discos de vinil por todos os lados, 🎸 guitarras na parede, uma bateria transformada em luminária e até um 🕹️ Atari para dar aquele toque nostálgico. Há também uma área externa super agradável, de onde dá para ver a cozinha em ação.

    O cardápio é uma atração à parte:

    • Aquecimento do Show 🎤 – entradinhas para começar bem.

    • 🍃 Playlist Veggie – 5 opções vegetarianas.

    • Sabor em Alta Frequência – 12 tipos de burgers bovinos e suínos.

    • Rock’n Combos, Doces Acordes e Backstage Drinks – para acompanhar e encerrar o show de sabores.

    Aqui, os 🐶 dogs são tratados como verdadeiros VIPs: mesas reservadas com plaquinhas de madeira fofíssimas, colchonetes, potinhos de água gelada e até menu pet com 5 opções para transformar o passeio deles em um evento gastronômico.

    A turminha dividiu o frango com molho de ervas finas e simplesmente aumaram! 🫶🏻

    Para abrir o apetite, escolhemos:

    Bolinha de costela com catupiry (R$30) – o melhor que já provamos!

    • Onion Rings 100g (R$10)

    • Riff Fries 100g (R$10)

    Dos burgers, provamos:

    Elvis Presley (R$48) – pão defumado selado na manteiga, maionese defumada, blend 180g, american cheese, queijo do reino, costelinha suína desfiada com barbecue e fatia de abacaxi caramelizado grelhado.

    • Ramones (R$38) – pão defumado selado na manteiga, dijonese trufada, hambúrguer de linguiça 180g, blue cheese, geleia de abacaxi com pimenta, alface americana e tomate.

    Um detalhe incrível: os burgers chegam servidos em pratos feitos de discos de vinil, e na parte impressa vêm curiosidades sobre o cantor ou banda do seu pedido. 🎶

    Vale provar também as 🥤 Special Soda Pop (R$15) — refrigerantes (Coca-Cola ou Sprite) saborizados em versões como 🍒 Cherry Bomb Cola, Vanilla Vibes Cola e Cranberry Crazy Sprite. Os copos ainda trazem uma plaquinha com nome de músicas, como All You Need Is Love ou Welcome to the Jungle, presa com um mini pregador.

    Nossa experiência foi excelente: burgers saborosos, ambiente divertido e atendimento impecável da Bianca e da Nicole. E, claro, os peludos ficaram felizes e confortáveis nas caminhas, aproveitando um menu pet de lamber o focinho! 🐾❤️

  • La Rivière Bistrô, gastronomia, natureza e menu pet

    Conhecemos o La Rivière Bistrô, restaurante que combina gastronomia e natureza em Socorro.

    Escolhemos as mesinhas externas, que são cobertas e próximas à piscina. Logo que chegamos, o garçom trouxe um potinho de água para os nossos dogs, um cuidado que já conquistou a gente.

    O cardápio é bem variado: entradas, porções, pratos principais, opções kids, massas, pratos para compartilhar e sobremesas. E o mais legal: eles também têm um menu pet!

    O pedido dos dogs chegou primeiro: Filé de frango com cenoura 🥕 e mandioquinha (R$ 19,90). Dividimos entre o Lucky, a Peppa e o Nick — e foi sucesso total!

    Para começar, pedimos o Bolinho de Costela (R$ 54,90) — costela bovina com catupiry, acompanhada de maionese verde (o aioli de alho negro não estava disponível) e um toque de pimenta 🌶️ para decorar.

    Como prato principal, escolhemos o Ancho do Chef (R$ 144,90) — dois bifes anchos grelhados na manteiga, servidos com arroz, fritas, farofa, molho gorgonzola e chimichurri.

    E, para fechar com chave de ouro, duas sobremesas: o Banoffee (R$ 26,90) — doce de leite, crumble amanteigado, banana, chantilly e canela em pó — e a Banana Flambada (R$ 28,90) — banana grelhada no melado de cana, flambada no conhaque, com sorvete de creme e canela em pó.

    O espaço é super agradável e tem acesso direto ao Rio do Peixe, onde a Peppa aproveitou para molhar as patinhas e se refrescar.

  • Dia Internacional do Gato

    No Dia Internacional do Gato, celebrado em 8 de agosto, a ROYAL CANIN® ajuda a decifrar os mistérios que cercam os felinos, para uma vida mais feliz juntos

    Observadores, seletivos e independentes, os gatos conquistam tutores ao redor do mundo com seu comportamento único. Sua trajetória ao lado dos humanos começou há milhares de anos e foi marcada por diferentes simbolismos culturais, avanços na domesticação e descobertas científicas. Ainda assim, muitos de seus traços seguem despertando fascínio.

    “As características fisiológicas e comportamentais únicas dos gatos influenciam diretamente a forma como se alimentam, interagem com o ambiente e se relacionam com os humanos. Quanto mais os tutores compreendem esses aspectos, mais preparados estarão para oferecer os cuidados necessários ao longo de toda a vida dos pets”, explica Priscila Rizelo, Médica-Veterinária e Gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil.

    Para celebrar a data, a ROYAL CANIN®, marca que oferece Saúde Através da Nutrição para gatos e cães e comprometida com o bem-estar animal, reuniu uma série de fatos interessantes que contribuem para uma melhor compreensão dos felinos. Confira!

    Origem

    O gato doméstico (Felis catus) descende do Felis lybica, felino selvagem que habitava regiões desérticas do norte da África e do sudoeste da Ásia. A convivência com os humanos teve início de forma gradual, favorecida pela habilidade desses animais em controlar roedores nos assentamentos. A adaptação a ambientes áridos também explica a baixa ingestão espontânea de água. Esse comportamento é herdado de seus ancestrais, que obtinham grande parte da hidratação por meio dos alimentos. Embora hoje os gatos vivam em ambientes totalmente diferentes de seus habitats de origem, é fundamental estimular o consumo hídrico por meio da oferta de alimentos úmidos e de diferentes fontes de água acessíveis ao longo do dia.

    Paladar seletivo, ausência de percepção doce e olfato apurado

    Seu paladar é altamente específico e adaptado às particularidades da espécie. Os gatos possuem um número reduzido de papilas gustativas e não têm receptores para o sabor doce, sendo biologicamente incapazes de percebê-lo. Além disso, têm o olfato bastante desenvolvido e utilizam principalmente esse sentido para avaliar se um alimento é atrativo ou não. Essas características influenciam diretamente suas preferências alimentares e reforçam a importância de oferecer alimentos formulados especialmente para atender tanto às suas necessidades nutricionais quanto sensoriais.

    Longos períodos de sono

    Gatos costumam dormir entre 12 e 16 horas por dia, podendo chegar a até 20 horas em certas fases da vida. Esse comportamento está ligado à conservação de energia e ao padrão natural de atividade, mais intenso ao amanhecer e ao entardecer — momentos em que suas presas costumavam estar mais ativas na natureza. O hábito também é herdado de seus ancestrais caçadores, que alternavam repouso e vigília com estratégia e eficiência. Por isso, o descanso prolongado é parte natural da rotina felina.

    Vibrissas como ferramentas sensoriais

    Os bigodes dos gatos, chamados de vibrissas, estão presentes não só nas laterais do focinho, mas também acima dos olhos, nas bochechas e nas patas dianteiras. Altamente sensíveis, essas estruturas funcionam como sensores táteis e ajudam o animal a perceber variações sutis no ambiente, como correntes de ar, obstáculos e espaços estreitos. Também contribuem para a orientação e o equilíbrio, mesmo em locais pouco iluminados.

    Ronronar nem sempre indica prazer

    Embora frequentemente associado ao bem-estar, o ronronar também pode ocorrer em situações de dor, medo ou estresse. Trata-se de um comportamento com diferentes funções, que pode ter efeito calmante e auxiliar na autorregulação emocional. Observar o contexto em que o ronronar acontece é essencial para compreender o estado emocional do animal e oferecer os cuidados apropriados.

    Visão adaptada à baixa luminosidade

    Seus olhos contam com uma estrutura chamada tapetum lucidum, que reflete a luz e amplia a capacidade de enxergar em ambientes com pouca iluminação. Isso os torna mais ativos ao entardecer e durante a noite. Sua visão periférica também é mais ampla do que a dos humanos, o que favorece a detecção de movimentos ao redor. Essa habilidade é especialmente importante para a caça.

    Comunicação olfativa avançada

    O olfato é um dos sentidos mais desenvolvidos dos gatos e exerce papel fundamental na forma como se relacionam com o mundo. Além de odores comuns, eles captam feromônios, substâncias químicas utilizadas na comunicação entre indivíduos da mesma espécie. Essas informações são processadas por um órgão especializado chamado órgão de Jacobson, ou vomeronasal, ativado durante a expressão conhecida como flehmen, quando permanecem com a boca entreaberta após cheirar algo intensamente.

    Miado é voltado à comunicação com humanos

    Ao contrário do que muitos imaginam, gatos adultos quase não miam entre si. O miado é uma vocalização direcionada principalmente aos humanos, usada para expressar desejos, chamar atenção ou manifestar desconforto. Entre si, eles se comunicam por meio de sinais corporais, posturas, expressões faciais, vocalizações específicas como rosnados e silvos, além de marcas olfativas. Essa adaptação demonstra a inteligência e a capacidade da espécie de ajustar seu comportamento à convivência doméstica.

    Organização territorial estruturada

    Os felinos dividem seu ambiente em zonas específicas para atividades como alimentação, descanso, eliminação e brincadeiras. Essa setorização é instintiva e essencial para o bem-estar emocional, pois permite que o gato se sinta seguro e no controle do seu território. Mudanças bruscas ou desestruturação desses espaços podem gerar estresse. Por isso, é fundamental respeitar seu território e manter rotinas previsíveis.

    Instinto de caça preservado

    Mesmo bem adaptados à vida doméstica, os gatos mantêm comportamentos ligados ao instinto de caça. Perseguir, agarrar e capturar objetos durante brincadeiras são formas naturais de expressão desse comportamento. Estimular essas atividades com brinquedos interativos promove saúde física, equilíbrio emocional e fortalece o vínculo com o tutor.

    Apesar de todas as evoluções e mudanças às quais foram submetidos, o instinto de caça e as necessidades naturais dos gatos permanecem intactos. Conhecê-los, compreendê-los e respeitá-los é essencial para assegurar seu bem-estar.

    “Entendemos que é responsabilidade dos tutores adaptar o ambiente e até mesmo seu próprio comportamento às necessidades dos pets. Não apenas para promover bem-estar e uma boa convivência, mas também para prevenir problemas comportamentais e impactos negativos na saúde a longo prazo. A missão da ROYAL CANIN® vai além de desenvolver e fornecer uma nutrição adaptada a cada animal — é também compartilhar conhecimento e torná-lo acessível para o maior número possível de pessoas”, complementa Priscila.

  • Pets diabéticos: como a alimentação e o sobrepeso impactam a saúde de cães e gatos


    Veterinária do CEUB explica os sinais de alerta, diagnóstico e os cuidados necessários para manter o animal saudável em tratamento

    Assim como nos humanos, o diabetes mellitus pode afetar cães e gatos de forma quase que silenciosa e, quando não tratado, pode levar a complicações graves e até à morte do animal. Com diagnóstico precoce e o tratamento adequado, os pets podem ter uma vida longa e com qualidade. Fabiana Volkweis, professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), orienta os tutores sobre como identificar os sintomas da doença, a importância do acompanhamento médico e os cuidados no dia a dia dos animais diabéticos.

    O alerta para os tutores começa com os chamados “4 Ps”: perda de peso, poliúria (urinar em excesso), polidipsia (sede exagerada) e polifagia (aumento do apetite). Entre outros sintomas, estão a apatia, vômitos e até cegueira súbita. Em gatos, a doença pode causar andar alterado, com apoio dos membros traseiros, o que dificulta, por exemplo, subir em sofás e lugares altos. “Com o agravamento, o pet pode parar de se alimentar, perder peso rapidamente, apresentar desidratação, desenvolver insuficiência renal ou pancreatite”, alerta a veterinária.

    Embora as causas ainda não sejam totalmente compreendidas, a combinação de fatores genéticos e ambientais é apontada como a principal responsável pela patologia. A veterinária classifica animais obesos, idosos ou que já tenham enfrentado doenças como pancreatite como os que têm mais chances de desenvolver o quadro. Estudos mostram que gatos domésticos com mais de 6,8 kg têm o dobro de chances de desenvolver diabetes, especialmente os que já passaram dos 7 anos.

    “Já em cães, a maioria dos casos envolve a forma insulinodependente da doença, ou seja, o pâncreas já não produz a insulina necessária”, explica. Entre as complicações mais graves da doença, estão a cetoacidose diabética, condição que causa desidratação severa, acidose, perda de eletrólitos e alterações neurológicas, falência renal, infecções urinárias recorrentes, neuropatias e até cegueira causada por catarata.

    Diagnóstico e tratamento
    O ponto de partida, segundo a professora é a observação de comportamentos incomuns e mudanças físicas. A partir disso, ela recomenda que o pet seja encaminhado para um médico veterinário solicitar exames de sangue e urina, como a glicemia em jejum e a urinálise.

    “Em alguns casos, são indicados exames complementares, como a dosagem de frutosamina, hemoglobina glicada e ultrassonografia abdominal, além da avaliação de função renal, hepática e lipídica”, explica Volkweis. Ela acrescenta que uma avaliação criteriosa pode excluir comorbidades, como insuficiência renal, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo.

    Embora o princípio do tratamento entre cão e gato seja o mesmo, com insulina, dieta e exercícios físicos, há diferenças importantes. “Em cães, o uso da insulina é quase sempre vitalício. Já em gatos, a depender da resposta ao tratamento e da retirada de fatores que causam resistência à insulina, há casos de remissão da doença, ou seja, o pet pode deixar de precisar da medicação com o tempo. Hoje existem sensores modernos que se acoplam ao corpo do animal e enviam as medições para aplicativos, sem a necessidade de punções constantes.”.

    A alimentação também varia entre caninos e felinos. Segundo a veterinária, para cães a dieta deve ser controlada em quantidade e oferecida nos mesmos horários, sobretudo antes da aplicação da insulina. Já os gatos podem ter acesso livre à ração específica ao longo do dia, pois usam insulina de longa duração. “Estabelecer uma rotina adequada, aplicar a insulina nos horários certos, evitar petiscos e seguir a dieta à risca fazem toda a diferença”, reforça Fabiana.

    Participação ativa do tutor
    Além da medicação, é necessário monitorar a glicemia conforme orientação do médico veterinário. Com diagnóstico precoce, medicação correta, alimentação adequada e acompanhamento profissional, a especialista garante que os pets diabéticos podem viver muitos anos com saúde e bem-estar: “O mais importante é o tutor entender que a sua dedicação é peça-chave no controle da doença”.

  • Como voltar à rotina do pet após as férias?

    Adaptação gradual ajuda os cães e gatos a superarem a mudança e retomarem o equilíbrio emocional

    Após o período de férias, marcado por maior convivência, passeios e brincadeiras, o retorno à rotina pode ser um momento desafiador para muitos pets. A mudança brusca no ritmo e na presença do tutor pode desencadear sinais de estresse, ansiedade e alterações comportamentais, especialmente em animais mais sensíveis.

    A médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, explica que essa transição precisa ser feita com cuidado e paciência. “Durante as férias, o pet se acostuma com uma rotina diferente, muitas vezes com mais estímulos e companhia. Quando o tutor retoma as atividades profissionais e escolares, o pet pode sentir-se solitário, o que pode levar a comportamentos de agitação ou apatia”, afirma.

    Para minimizar os efeitos dessa mudança, o ideal é retomar gradualmente a rotina anterior as férias. Reestabelecer horários fixos para alimentação, passeios e descanso ajuda o pet a entender e aceitar a nova dinâmica familiar. Além disso, a oferta de enriquecimento ambiental é fundamental nesse momento. Brinquedos interativos, desafios alimentares e espaços seguros para explorar contribuem para manter o pet ocupado e reduzir a sensação de tédio.

    “O uso de petiscos como reforço positivo também é uma excelente estratégia. Eles podem ser oferecidos quando o pet demonstra comportamentos calmos ou se entretém sozinho, incentivando atitudes que favorecem sua adaptação”, sugere a profissional.

    É importante que o tutor esteja atento a sinais de que o pet não está lidando bem com a mudança, como perda de apetite, alterações no sono, comportamento agressivo ou destrutivo. Nesses casos, pode ser necessário o suporte de um profissional especializado em comportamento animal.

    Com afeto, paciência e as estratégias adequadas, o retorno à rotina pode ser tranquilo, preservando o bem-estar do pet e fortalecendo ainda mais o vínculo com o tutor. “Os pets são altamente adaptáveis, desde que sintam segurança e apoio. Cabe ao tutor facilitar essa transição, garantindo que o animal se sinta amado e protegido mesmo diante das mudanças”, finaliza Bruna.

  • Petiscos funcionais podem ser grandes aliados para promover o bem-estar dos cães

    Além de saborosos, os snacks são uma alternativa prática para agregar benefícios nutricionais à dieta

    Os petiscos estão presentes na rotina de muitos tutores com seus pets e o uso desses snacks está relacionado a diversas funções. Muito mais do que um simples agrado, eles podem ser utilizados como estímulo e recompensa pelo bom comportamento e também como forma de enriquecer a dieta.

    Além de agradar ao paladar e reforçar o vínculo afetivo entre o tutor e seu cãozinho, os petiscos podem ainda oferecer benefícios ao animal e serem aliados importantes para promover sua qualidade de vida. Os tutores que prezam pelo bem-estar dos seus cães contam com a opção de petiscos funcionais, que além do sabor, reúnem os cuidados extras que os médicos-veterinários recomendam para os pets.

    Lívea Maria Gomes, zootecnista da Adimax, esclarece: “Os petiscos funcionais são uma ótima opção para aquele tutor que deseja oferecer um cuidado adicional na nutrição do cão, pois são formulados com ingredientes que colaboram para a qualidade de vida e longevidade do pet. A formulação pode conter Ômegas 3 e 6, vitaminas e minerais, prebióticos, antioxidantes naturais, entre outros ingredientes funcionais, e,a depender dos ingredientes utilizados na composição, podem contribuir para diminuir os sinais do estresse, promover uma pelagem mais bonita, auxiliar com os cuidados orais e até promover mais energia e vitalidade ao animal”.

     

    De acordo com a zootecnista, a procura crescente por alimentos funcionais no mundo pet acompanha a tendência da alimentação saudável entre os humanos: “Os tutores que têm um cuidado com sua própria alimentação passaram a olhar também para a dos seus animais com mais atenção, e entenderam que este é o melhor caminho para uma vida mais longa e com mais qualidade. Os petiscos funcionais surgem como uma forma prática de oferecer ingredientes que auxiliam diversas funções do organismo, aliado ao sabor e carinho que os cães adoram”.

     

    Para auxiliar na diminuição dos sinais do estresse, por exemplo, que é bastante comum em cães de algumas raças, os tutores encontram opções de petiscos formulados com ingredientes naturais e funcionais com propriedades conhecidas como calmantes. A linha de snacks da família Fórmula Natural oferece a versão antiestresse, que é formulada com triptofano, maracujá, camomila e valeriana,além de possuir textura que estimula a mastigação e que,juntos, podem auxiliar na diminuição dos sinais de estresse. “Os petiscos com ingredientes com propriedades calmantes podem ser ótimos aliados para amenizar os sinais do estresse nos cães. É uma estratégia complementar que, aliada a um ambiente equilibrado, uma rotina adequada e uma relação de carinho, contribui para o bem-estar do animal”, explica Lívea.

     

    A linha de snacks da família Fórmula Natural conta ainda com outras três versões: pele e pelagem (formulada com ingredientes que oferecem um cuidado adicional para uma pelagem mais macia e brilhante, como vitamina A, biotina, cúrcuma, minerais orgânicos e ômegas 3 e 6), vitalidade (inclui antioxidantes naturais, prebióticos e DHA, que contribuem para mas energia e bem-estar) e dental (com ingredientes que ajudam a reduzir a placa bacteriana e a formação de tártaro, e formato e textura que auxiliam na limpeza dos dentes por meio do atrito durante a mastigação).

     

    Lívea Maria Gomes destaca que, por mais que tragam benefícios, os petiscos não substituem o alimento completo (ração) e devem ser sempre oferecidos com moderação e dentro da quantidade diária recomendada na embalagem.

  • Inverno aumenta risco de doenças respiratórias em pets: saiba como proteger seu animal 

    Especialista explica sintomas, formas de prevenção e a importância das vacinas durante o tempo seco e frio 


    Com a queda das temperaturas e o aumento da secura no ar, cães e gatos ficam mais suscetíveis a desenvolver doenças respiratórias. Os riscos se intensificam com as mudanças bruscas de temperatura, baixa umidade, ambientes fechados e maior concentração de poeira — criando um cenário propício para infecções respiratórias em animais de estimação, especialmente durante o inverno. 

    Segundo o professor Brener Amadeu, do curso de Medicina Veterinária da Una, é nessa época do ano que as ocorrências aumentam, principalmente entre cães braquicefálicos (de focinho curto), animais de vida livre e aves. “O clima frio e seco resseca as vias respiratórias, favorece o acúmulo de poeira e reduz a imunidade local. Isso compromete a defesa natural do organismo e facilita o aparecimento de infecções”, explica. 

    Principais doenças e sinais de alerta 

    Entre as doenças mais comuns em cães estão a Tosse dos Canis (Traqueobronquite Infecciosa), a Gripe Canina (Influenza) e a Pneumonia. Já nos gatos, destacam-se a Rinotraqueíte Viral Felina, Calicivirose e também a Pneumonia. 

    Os tutores devem ficar atentos a sintomas como tosse, espirros, secreção nasal ou ocular, respiração ofegante, chiados ou roncos. “Muitos desses sinais são sutis no início, mas indicam que o sistema respiratório está comprometido e precisa de avaliação”, orienta o professor. 

    Além dos check-ups de rotina, é fundamental buscar ajuda profissional diante de sinais como tosse persistente, dificuldade para respirar, falta de apetite, mudanças de comportamento ou secreções incomuns. “Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de recuperação sem complicações”, ressalta. 

    Proteção muito além da roupinha 

    Apesar de roupinhas serem aliadas no combate ao frio, é importante observar o tipo de tecido e o tempo de uso para evitar alergias ou superaquecimento. “O ideal é que o animal esteja agasalhado, mas também em um ambiente abrigado, com caminhas elevadas, mantas e piso seco. Evitar banhos frequentes e priorizar passeios em horários mais quentes do dia também fazem parte dos cuidados”, afirma Amadeu. 

    A exposição ao sol, feita com responsabilidade, é recomendada. “É importante para a síntese de vitamina D e melhora o bem-estar geral do animal. Mas precisa ser em locais sem vento direto e por um tempo controlado, de 15 a 30 minutos ao dia”, complementa. 

    A importância da prevenção 

    A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção. “Existem vacinas específicas para doenças respiratórias, e mantê-las em dia é fundamental, principalmente no inverno. A vermifugação também colabora, pois fortalece o sistema imunológico”, destaca Amadeu. 

    Ambientes limpos, ventilados e com umidade controlada são ideais para pets com histórico de doenças respiratórias ou alergias. Evitar produtos de limpeza fortes, aromatizantes e tecidos que acumulam poeira é essencial. Umidificadores e até baldes com água podem ser usados para melhorar a qualidade do ar em locais muito secos. 

    Zoonoses e raças mais sensíveis 

    Amadeu alerta que a transmissão entre animais e humanos é possível, ainda que rara. “Alguns vírus, como o da gripe e o SARS-CoV-2, já demonstraram potencial zoonótico ou antroponótico. A convivência exige atenção e higiene.” 

    Raças como pug, shih-tzu, buldogue e pequinês merecem cuidados redobrados. “Esses animais têm uma anatomia que dificulta a respiração, com narinas estreitas, palato alongado e traqueia menor, o que os torna mais vulneráveis”, finaliza o professor.

  • Mudanças na rotina: Como ajudar os pets na adaptação?

    Medidas simples ajudam cães e gatos a passarem por períodos de transição de forma mais tranquila

    Mudanças de casa, adoções, viagens prolongadas ou a chegada de novos membros à família são eventos comuns na vida dos tutores, mas que podem representar um desafio emocional para os cães e gatos. Apesar de parecerem simples, essas alterações de ambiente costumam afetar o bem-estar dos pets, que podem reagir com ansiedade, insegurança ou até mesmo mudanças de comportamento.

    Ao contrário dos humanos, que compreendem o que está acontecendo, os animais de companhia percebem essas mudanças por meio dos sentidos — especialmente o olfato e a audição. “Isso significa que qualquer alteração no ambiente, na rotina ou até na disposição dos móveis pode ser interpretada como uma ameaça, provocando reações como agitação, vocalização excessiva, perda de apetite, marcação urinária em locais inadequados e até comportamentos compulsivos, como se lamber constantemente”, detalha a médica-veterinária Marina Tiba, Gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

    Para minimizar esse impacto, algumas medidas simples — mas eficazes — podem ser adotadas. Manter a rotina, por exemplo, é fundamental. “Mesmo em meio à mudança, o ideal é tentar manter os horários de alimentação, passeios e descanso semelhantes aos do ambiente anterior. Essa previsibilidade ajuda o animal a sentir que tem controle sobre a nova realidade”, afirma a profissional.

    Outra estratégia é criar um espaço de segurança. Reservar um cômodo tranquilo e organizado com os pertences do pet — como cama, brinquedos, comedouro e itens com o cheiro dele — pode fazer toda a diferença. Esse espaço funciona como um ponto de referência emocional, um refúgio no meio das novidades.

    Evitar sobrecarga de estímulos nos primeiros dias também é essencial. Isso significa limitar a movimentação excessiva de pessoas, sons intensos e a exposição imediata a todos os ambientes da nova casa. “Sempre que possível, permita que o pet explore o novo espaço aos poucos, respeitando seu ritmo. E, quando ele demonstrar interesse ou tranquilidade ao explorar, recompense com carinho ou petiscos — o reforço positivo é um ótimo aliado nesse processo”, acrescenta Marina.

    Um recurso adicional para facilitar a adaptação dos animais é o uso de feromônios sintéticos. Os feromônios são substâncias químicas naturais utilizadas pelos animais para se comunicar entre si, transmitindo mensagens de tranquilidade, apaziguamento, vínculo ou alerta. “Atualmente, algumas dessas substâncias são reproduzidas em versões sintéticas, disponíveis no mercado em diferentes formatos: difusores (para o ambiente), sprays (para superfícies) e coleiras — estas últimas indicadas exclusivamente para cães. Os feromônios são espécie-específicos, ou seja, são percebidos apenas pelos animais da mesma espécie, que reagem com maior sensação de segurança ao reconhecê-los no ambiente”, explica a médica-veterinária.

    Para os gatos, por exemplo, existem produtos com complexos de feromônios felinos que transmitem mensagens reconfortantes, promovendo uma sensação de bem-estar e tranquilidade. Já para os cães, os produtos disponíveis reproduzem o feromônio liberado pela mãe durante a amamentação — uma substância que transmite segurança, familiaridade e conforto. Esses compostos ajudam a reduzir significativamente comportamentos associados a situações estressantes, como medo excessivo durante períodos de mudança.

    É importante lembrar que, mesmo com todos esses cuidados, alguns animais podem apresentar sinais mais graves ou desenvolver sintomas físicos, como vômitos, diarreia ou perda de peso. Nestes casos, o mais indicado é buscar orientação do médico-veterinário, que poderá avaliar o quadro e definir o melhor plano de manejo — com ou sem o uso de suporte medicamentoso.

    Mudanças fazem parte da vida, mas os impactos ao bem-estar dos pets podem — e devem — ser prevenidos. Com empatia, planejamento e uso das ferramentas corretas, como a feromonioterapia é possível transformar um momento potencialmente estressante em uma transição tranquila — promovendo saúde emocional e fortalecendo o vínculo entre tutor e animal.