Campanha chama atenção para uma prática ainda pouco conhecida entre os tutores e fundamental para o tratamento de animais em situações de emergência

Quando o assunto é doação de sangue, a maioria das pessoas pensa imediatamente em seres humanos. No entanto, o que muitos tutores não sabem é que cães e gatos saudáveis também podem se tornar doadores e contribuir para salvar a vida de outros animais em situações críticas.
A conscientização ganha força durante o Junho Vermelho, campanha tradicionalmente dedicada ao incentivo à doação de sangue, mas que também abre espaço para discutir a importância dos bancos de sangue veterinários e da participação dos tutores na manutenção dos estoques necessários para atendimentos emergenciais.
Assim como ocorre na medicina humana, transfusões de sangue podem ser decisivas para cães e gatos submetidos a cirurgias, vítimas de acidentes, portadores de anemias ou em tratamento de doenças que comprometem a produção de células sanguíneas. Nesses casos, a disponibilidade de sangue compatível pode representar a diferença entre a vida e a morte.
Embora a prática seja cada vez mais difundida na medicina veterinária, os bancos de sangue animal ainda enfrentam desafios para manter estoques regulares. A disponibilidade de doadores é fundamental para garantir o atendimento de emergências, cirurgias e tratamentos de cães e gatos em todo o país.
Apesar da relevância do tema, a doação de sangue entre pets ainda é pouco conhecida pela população. Muitos tutores desconhecem que seus animais podem se tornar doadores ou não sabem como funciona o processo, que é realizado sob acompanhamento veterinário e segue critérios específicos de saúde e bem-estar.
Em geral, cães e gatos passam por uma avaliação clínica antes da coleta para garantir que estejam aptos a doar. O procedimento é considerado seguro e, na maioria dos casos, os animais retomam sua rotina normalmente no mesmo dia.
“Assim como as pessoas podem ajudar a salvar vidas por meio da doação de sangue, os animais também têm esse papel. É um gesto de solidariedade que amplia as chances de recuperação de outros pets e reforça a importância do cuidado coletivo”, afirma Natália Nigro de Sá, fundadora da Laika Funeral Pet.
Embora sua atuação esteja voltada ao acolhimento de famílias no momento da despedida de seus animais de estimação, a Laika Funeral Pet também defende iniciativas que promovam a saúde, a proteção e a valorização da vida dos pets. “Na Laika, acompanhamos diariamente histórias que mostram a profundidade do vínculo entre pessoas e seus animais de estimação. Por isso, apoiamos iniciativas que promovam a saúde e ampliem as chances de recuperação dos pets, valorizando a vida em todas as suas fases”, acrescenta Natália.
Especialistas recomendam que tutores interessados em tornar seus animais doadores conversem com um médico-veterinário ou procurem bancos de sangue veterinários de sua região para conhecer os critérios de participação. Entre os requisitos normalmente avaliados estão idade, peso, estado geral de saúde, vacinação e histórico clínico do animal.
À medida que cresce a preocupação dos brasileiros com a saúde e o bem-estar de seus pets, iniciativas de conscientização sobre a doação de sangue animal ganham relevância e ajudam a ampliar uma rede de solidariedade capaz de oferecer uma nova chance a milhares de cães e gatos em tratamento.
Quem pode doar sangue?
Os critérios para doação variam de acordo com o banco de sangue veterinário e a avaliação clínica realizada por cada instituição. De forma geral, os requisitos mais comuns incluem:
Para cães:
• Peso mínimo entre 25 kg e 28 kg;
• Idade entre 1 e 8 anos;
• Boa condição de saúde;
• Vacinação e vermifugação em dia;
• Temperamento dócil;
• Não estar em tratamento medicamentoso contínuo.
Para gatos:
• Peso mínimo entre 4 kg e 4,5 kg;
• Idade entre 1 e 8 anos;
• Boa condição de saúde;
• Vacinação atualizada;
• Ausência de doenças infecciosas;
• Aprovação em avaliação veterinária.
Importante: Os critérios podem variar conforme o banco de sangue veterinário. Antes de qualquer doação, o animal passa por avaliação realizada por profissionais especializados para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor.
