Nem sempre os obesos apresentam quadro de hipertensão, diabetes ou outras doenças metabólicas
Um estudo global feito em 2017 pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME, na sigla em inglês), da Universidade de Washington (Estados Unidos), apontou que 2,2 bilhões de pessoas, cerca de 30% da população mundial, sofrem com sobrepeso ou obesidade. A pesquisa levou em conta o IMC (índice de massa corporal) de mais de 68 milhões de pessoas, em 195 países.
Segundo os autores do estudo, o aumento da taxa de obesidade está ligado à maior oferta alimentícia dos países, uma vez que o marketing alimentício foi intensificado e quase toda a população tem acesso aos produtos. Crianças, adolescentes, adultos e idosos, todos estão nos grupos com IMC entre 25 e 29.9 ou acima de 30, caracterizando sobrepeso e obesidade, respectivamente.
Sobrepeso x Obesidade
De acordo com a Dra. Yael Duarte de Albuquerque, gastroenterologista do Instituto Endovitta, “o sobrepeso caracteriza-se pelo “peso a mais” do que o normal, considerado pela altura, idade e sexo. Entre os fatores de risco estão depressão e hipertensão”. As opções de tratamento estão aliadas à prática de exercício físico combinada com a redução da ingestão de alguns alimentos.
Já a obesidade é uma condição corporal marcada pelo excesso de depósitos e armazenamento de gordura. Geograficamente, os obesos estão espalhados por todos os continentes, e hoje somam mais de 300 milhões de pessoas no mundo. As causas da obesidade são diversas, porém, a ingestão maior de alimentos, fast food, situações de estresse, depressão, desequilíbrio hormonal e o sedentarismo são as principais causas. Entre os fatores de risco classificam-se doenças coronarianas, hipertensão e diabetes. Como forma de tratamento é preciso que o paciente faça uma redução de calorias, exercícios e procure ajuda médica.
O que ninguém fala
De acordo com pesquisadores da Faculdade de Saúde da Universidade de York, nos Estados Unidos, ser obeso também não indica necessariamente que a pessoa é doente, pois não há um aumento na taxa de mortalidade. Entretanto, o sobrepeso e a obesidade afetam a qualidade de vida, deprimem, aumentam a incidência de inflamações crônicas e tornam a respiração mais difícil, aumentando a necessidade de oxigênio, além de provocarem várias alterações estéticas.
O que fazer para sair do grupo de pessoas com sobrepeso ou obesas?
Já que o avanço da tecnologia tem contribuído para que muitas pessoas entrem nesse grupo, por que não utilizá-la a favor? Deixe de lado os videogames e o computador, mas use o celular para acompanhar aplicativos que incentivam a pratica de exercícios físicos, por exemplo. E por que não usar o aparelho para ouvir uma música enquanto faz uma caminhada?
Adote também hábitos de vida saudáveis, começando pelos alimentares.
Com a ajuda de uma nutricionista é possível montar uma dieta rica em fibras, proteínas e deixar sua alimentação balanceada, com regras e horários a serem cumpridos. “Maneirar no consumo de álcool também auxilia a deixar o grupo de obesos. O consumo além do recomendado, em longo prazo, pode prejudicar o coração e causar hipertensão, insuficiência cardíaca, AVC ou infarto” explica o Dr. Thiago Souza, gastroenterologista do Instituto Endovitta.
Esqueça o cigarro. Fumar contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e danifica o coração, levando a um estreitamento das artérias, podendo levar a um infarto.
Pratique exercícios regularmente. Separe de 30 a 60 minutos do seu dia, duas ou três vezes na semana, para isso. Escolha algo que goste, podendo até optar por atividades simples, como jardinagem, limpeza, subir e descer escadas, passear com o cachorro ou até mesmo com os filhos.
Dormir bem, controlar o estresse, a ansiedade, a pressão arterial, colesterol e diabetes são medidas que, além de manter o peso, também auxiliam no aceleramento da queima de gordura, fazendo com que o paciente perca peso e diminua o seu IMC.
