Caju Limão desembarca no Itaim

Caju Limão, o boteco que virou fenômeno em Brasília com seu chope cremoso e cozinha autoral, desembarca no Itaim

Ícone brasiliense abre primeira unidade fora da capital federal com aporte de Afranio Barreira, fundador do Coco Bambu, e mira expansão nacional 

Depois de se tornar um dos endereços mais movimentados de Brasília, o Caju Limão escolheu São Paulo para dar início à sua expansão nacional. A marca inaugura em 13 de maio sua primeira unidade fora da capital federal, no Itaim Bibi, levando ao bairro a fórmula que a transformou em fenômeno no Centro-Oeste: um boteco brasileiro de escala, cozinha autoral e hospitalidade bem calibrada, que posiciona a marca entre os projetos mais estruturados da nova geração de bares brasileiros. 

A poucos metros da Avenida Faria Lima, o novo endereço abre em um imóvel de 1.200 m², e investimento de R$ 40 milhões, que engloba também aquisição do ponto comercial. Concebida como flagship da marca, a unidade do Itaim inaugura um novo momento para o Caju Limão, com operação mais robusta, arquitetura de maior escala e uma experiência pensada para servir de vitrine ao plano de expansão nacional. A operação segue sob gestão da CajuPar, mas entra agora em uma nova fase de capitalização. Com a entrada de Afranio Barreira no quadro societário, a marca ganha musculatura para um plano de expansão mais agressivo, com aporte de R$ 100 milhões destinado à abertura de novas unidades nos próximos dois anos. 

“Identifiquei no mercado uma marca e um produto excepcionais, conduzidos por pessoas excepcionais; me conquistou como cliente e agora vou ajudar a levar para o Brasil”, afirma Afrânio Barreira.

Assinado por Otavio de Sanctis, o projeto traduz essa nova fase em uma arquitetura pensada para a convivência. A varandinha retrátil integrada ao salão deve concentrar boa parte do movimento, enquanto o segundo andar abriga um espaço voltado a eventos e confraternizações. 

Na cozinha, o Caju Limão preserva a lógica do boteco, mas com acabamento mais preciso e repertório mais amplo. Reformulado para a estreia paulistana, o cardápio ganhou 30 novas criações e agora reúne 75 pratos e 100 opções de bebidas, entre coquetéis, cervejas e vinhos. À frente da consultoria está a chef Paula Labaki, referência nacional em cozinha de fogo e uma das principais especialistas em técnicas de brasa no Brasil, ao lado de Douglas Benatti e Camila de Luccas, trio que conduz uma carta que transita entre petiscos de apelo imediato, receitas de brasa e pratos mais estruturados para compartilhar. 

“A chegada a São Paulo não muda a essência do Caju Limão. Seguimos com o mesmo DNA e a mesma forma de receber o cliente. O que muda é o nível de exigência, que nos levou a refinar ainda mais cada detalhe da experiência”, diz Vinicius Telles, fundador da casa.

O cardápio do Caju Limão se organiza em três frentes que ajudam a traduzir a proposta da casa: autoral, tradicional e ibérica. Entre os destaques, na ala autoral, a casa aposta em criações como a Pipoca de Coração — coração de frango crocante em tempurá com molho tarê e cebolinha — e o Rosbife Tonnato, servido com molho tonnato, roti, picles de mostarda, pesto de caju e focaccia da casa. Na linha tradicional reúne releituras de clássicos de boteco e brasa, caso do Chorizo Black com Fritas, servido com corte Black Angus, farofa de cebola e vinagrete, além da Barriga à Pururuca, da Picanha Braseiro e dos Risoles de Rabada. Já na frente ibérica, aparecem receitas como Gambas e Pulpo ao Alho, com camarões e polvo salteados no azeite, e o Arroz de Polvo e Camarões. Em comum, são pratos de perfil generoso, pensados para o centro da mesa e para o compartilhamento.

No bar, o caju dá o tom. A carta assinada pelo mixologista Bruno Machado reúne 15 drinques autorais e concentra parte deles na seção “Queridinhos do Caju”, dedicada à fruta que batiza a casa. Dali saem a Caipi de Caju Limão, principal assinatura do bar, além de coquetéis como Cajuzinho e Caju Amigo. 

O Caju Limão chega ao Itaim com ambição clara em transformar São Paulo em vitrine nacional para um projeto que integra escala, identidade e apelo de marca. “São Paulo é uma praça onde botecos convivem com casas de alta gastronomia e bares de nicho. O nosso objetivo é ocupar um espaço ainda pouco explorado: o de um boteco de grande operação, cozinha bem executada e potencial para se consolidar como uma marca de alcance nacional”, finaliza Telles.

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