Autor: agitosp

  • Alimentação na amamentação: o básico funciona

    Alimentação na amamentação: o básico funciona e ajuda a proteger a saúde da mãe e do bebê

    No Agosto Dourado, professora de Nutrição do UniCuritiba explica quais nutrientes merecem atenção, quanto a lactante deve comer a mais e esclarece mitos sobre café, cólicas e alimentos que aumentariam a produção de leite

    Celebrado em agosto, o Agosto Dourado chama a atenção para a importância do aleitamento materno e para os cuidados que ajudam a tornar esse período mais saudável para mães e bebês. Entre eles está a alimentação materna. Durante a amamentação, o organismo da mulher trabalha intensamente para garantir a produção de leite, aumentando as necessidades de energia e líquidos e tornando a alimentação equilibrada ainda mais importante, não apenas para o bebê, mas também para preservar as reservas nutricionais da própria mãe.

    De acordo com a professora do curso de Nutrição do UniCuritiba Andressa Volpe, um dos primeiros cuidados deve ser com a hidratação. A ingestão de líquidos precisa ser aumentada de acordo com a sede, já que sentir sede é um sinal inicial de desidratação.

    A demanda energética também cresce. A produção de leite pode representar um gasto de aproximadamente 700 kcal por dia, mas isso não significa acrescentar a mesma quantidade à alimentação. “Em média, são adicionadas cerca de 400 kcal ao cálculo da dieta da mãe que amamenta”, explica a nutricionista.

    Mais importante do que simplesmente comer mais, porém, é observar a qualidade do que vai para o prato. Cereais integrais, frutas, verduras, fibras e proteínas magras devem fazer parte da rotina. “A mãe deve priorizar alimentos naturais e frescos, cereais integrais e proteínas magras, evitando alimentos industrializados que, no geral, contribuem com calorias, sódio e muita gordura, mas não aumentam o consumo de vitaminas e minerais”, orienta.

    Carboidrato também é importante

    Andressa ressalta que os três macronutrientes — carboidratos, proteínas e lipídios — são necessários durante a amamentação e alerta para dietas que excluem grupos alimentares sem orientação profissional.

    Entre as fontes de carboidratos estão arroz, pão, batata, mandioca, cará e inhame. Já as proteínas podem vir tanto de alimentos de origem animal quanto de fontes vegetais, como feijões, lentilha, grão-de-bico, soja e tofu.

    No caso das gorduras, a recomendação é priorizar fontes vegetais, como azeite de oliva, abacate, castanhas e amêndoas.

    Alguns nutrientes merecem atenção especial porque a alimentação materna pode influenciar sua presença no leite. É o caso do DHA, ácido graxo da família do ômega 3. “Quanto maior a ingestão de DHA pela mãe, maior sua concentração no plasma materno e no leite, levando a uma maior ingestão pelo bebê”, explica Andressa. Algumas vitaminas do complexo B e minerais, como o iodo, também podem sofrer influência da dieta materna.

    Leite nutritivo pode vir às custas das reservas da mãe

    Uma alimentação inadequada não significa necessariamente que o leite materno ficará “fraco”, outro conceito frequentemente associado à amamentação. Segundo Andressa, o organismo tende a priorizar a produção do leite, utilizando, quando necessário, as reservas nutricionais maternas.

    “De maneira geral, o organismo materno tende a priorizar a produção de leite. Isso significa que o leite sai nutritivo às custas das reservas da mãe, e isso pode causar depleção de nutrientes na mãe e não no leite”, afirma.

    Por isso, cuidar da alimentação durante esse período também significa proteger a saúde materna. No caso das gorduras, por exemplo, não é a quantidade ingerida que torna o leite “mais gorduroso”, mas o tipo de gordura consumida pela mãe pode influenciar o perfil lipídico do leite.

    E o cafezinho?

    O consumo de café é uma das dúvidas frequentes durante a amamentação. Segundo a professora, o metabolismo da cafeína varia entre as pessoas, o que torna difícil estabelecer uma regra que funcione da mesma maneira para todas as mulheres.

    Como a cafeína é estimulante do sistema nervoso central, Andressa recomenda cautela. “A recomendação fica em torno de 80 a 100 mg por dia, referente a uma xícara de café. Na minha prática, se a mãe não tem o hábito de tomar café, seguimos sem o café. Se tem o hábito, seguimos com uma xícara por dia, até as 15 horas”, orienta.

    Já em relação ao álcool, a recomendação é não consumir, especialmente nos primeiros seis meses de vida da criança. Em situações de consumo eventual, a nutricionista explica que existem estratégias para evitar a oferta do leite produzido após a ingestão de álcool, que devem ser orientadas individualmente.

    Ultraprocessados também devem ser reduzidos ao mínimo possível, principalmente por apresentarem alta densidade calórica e baixo valor nutricional. Por outro lado, alimentos condimentados não precisam ser automaticamente retirados da dieta: de maneira geral, eles não interferem na aceitação do leite pelo bebê.

    Cerveja preta e canjica aumentam o leite?

    Entre os conselhos transmitidos de geração em geração estão alimentos que supostamente aumentariam a produção de leite ou, no sentido oposto, provocariam cólicas no bebê. De acordo com Andressa, não há evidências científicas que sustentem essas associações.

    “Cerveja preta e canjica, por exemplo, eram consumidas com esse fim, mas não há relação com o aumento da produção de leite. Trata-se de um mito”, esclarece.

    O mesmo vale para a ideia de que determinados alimentos consumidos pela mãe seriam responsáveis pelas cólicas do bebê. Atualmente, explica a professora, sabe-se que as cólicas estão relacionadas ao processo de formação da microbiota intestinal e podem envolver diversos fatores, como tipo de parto, necessidade de suplementação e contato com o ambiente hospitalar.

    “A literatura científica não sustenta que algum alimento esteja diretamente relacionado às cólicas do bebê nem que algum alimento tenha o poder de aumentar a produção de leite. A mãe deve seguir uma alimentação equilibrada e rica em alimentos naturais. É o básico que funciona”, resume.

    Existem medicamentos e fitoterápicos que podem ser utilizados em situações específicas para auxiliar a produção de leite, mas eles devem ser prescritos por profissionais habilitados, como médicos ou nutricionistas.

    A professora lembra ainda que a recomendação é de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, período em que não há necessidade de oferecer água ou chás ao bebê. Depois da introdução alimentar, o aleitamento pode ser mantido até os dois anos ou mais.

  • JETOUR apresenta G700 no Brasil e mostra a força de sua nova geração de SUVs

    SUV híbrido de luxo plug-in faz sua estreia pública no País com 905 cv de potência total instalada. Lançamento no mercado brasileiro acontece ainda este ano

    JETOUR G700

    A JETOUR apresenta pela primeira vez no Brasil o novo G700, durante o Festival Interlagos 2026. A avant-première marca o primeiro contato do público brasileiro com o SUV híbrido plug-in de luxo, que será lançado oficialmente no País até o final deste ano. Primeiro integrante da Série G a desembarcar no Brasil, o G700 representa um novo patamar dentro do portfólio global da JETOUR, combinando dimensões imponentes, alto desempenho, capacidade off-road e uma proposta de maior sofisticação.

    Com 5.198 mm de comprimento, 2.050 mm de largura e 1.956 mm de altura, além de 2.870 mm de distância entre-eixos, o G700 tem porte de SUV de grandes dimensões. O modelo utiliza um sistema híbrido plug-in que combina motor 2.0 turbo a dois motores elétricos, com tração integral. O motor a combustão oferece 211 cv (155 kW) de potência e 340 Nm (34,7 kgfm) de torque. Já o primeiro motor elétrico (posicionado na dianteira) entrega 286 cv (210 kW) e 360 Nm (36,7 kgfm), enquanto o segundo motor elétrico – posicionado na traseira – gera 408 cv (300 kW) e 435 Nm (44,3 kgfm).

    O modelo exposto no Festival Interlagos 2026 tem um conjunto que entrega 665 kW, equivalentes a 905 cv de potência total instalada. O torque total instalado é de 1.135 Nm (115,7 kgfm). Com esse conjunto, a configuração exposta é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. Em relação a capacidades fora de estrada, o G700 apresentado em Interlagos conta com um ângulo de entrada de 35° e ângulo de saída de 28°. Além disso, tem capacidade de transpor trechos alagados com até 900 mm (90 cm) de profundidade.

    O G700 é equipado com uma bateria de 34,13kWh com capacidade de carregamento DC de até 170 kW. Em outras palavras, é possível recarregar a bateria do G700 de 30% a 80% em apenas 10 minutos. Soma-se a essa capacidade da bateria o tanque de combustível de 100 litros, garantindo excelente alcance ao modelo JETOUR.

    Na parte interna, o modelo utilizado na avant-première mostra porque o G700 é referência em luxo e sofisticação nos mercados onde já atua ao redor do mundo. O SUV tem 80% da cabine coberta em material “soft touch” (macio ao toque) e utiliza o couro premium “Nappa”. Além disso, traz tela central de 15,6 polegadas e um painel de instrumento panorâmico transversal – que percorre toda a parte superior do painel, logo abaixo do para-brisa – que conta com 35,4 polegadas. O sistema de som traz a assinatura da renomada marca Lexicon, com 18 alto-falantes espalhados estrategicamente para proporcionar uma experiência premium e sofisticada. O teto-solar panorâmico duplo do modelo exposto percorre quase todo o teto do veículo.

    Nesta primeira apresentação ao público brasileiro, a JETOUR antecipa parte das características do G700. Configurações, equipamentos, versões, preços e demais especificações destinadas ao mercado nacional serão divulgados durante o lançamento oficial do veículo, previsto para acontecer ainda em 2026.

    “O G700 representa um novo momento para a JETOUR no Brasil. Escolhemos o Festival Interlagos para proporcionar esse primeiro contato porque é um ambiente que reúne apaixonados por automóveis, consumidores e imprensa especializada. Estamos mostrando uma prévia do que o público brasileiro poderá esperar desse produto, que combina desempenho, tecnologia, capacidade e luxo. Ainda teremos muito para contar sobre o G700 quando fizermos seu lançamento oficial no País”, afirma Henrique Sampaio, diretor de Marketing e Produto da JETOUR Brasil.


    Um produto global

    Antes de chegar ao Brasil, o G700 já construiu uma trajetória internacional. O modelo fez sua estreia global em Dubai, em novembro de 2025, e posteriormente chegou a mercados como Qatar, Equador, Panamá e México. Também participou do Moab Off-Road Rally, nos Estados Unidos.

    Globalmente, a JETOUR posiciona o G700 como um SUV híbrido premium para todos os terrenos. Seu projeto combina estrutura voltada ao uso off-road com tecnologias de eletrificação e uma cabine desenvolvida para oferecer espaço e conforto aos ocupantes.

    A estreia brasileira do G700 no Festival Interlagos antecipa, portanto, mais um passo na ampliação do portfólio da JETOUR no País. O modelo chega para ocupar uma nova posição dentro da gama e ampliar a atuação da marca no segmento de SUVs eletrificados de maior porte.


    Experiência JETOUR no Festival Interlagos

    Além de apresentar o G700, a JETOUR preparou uma experiência que leva para dentro do Festival Interlagos o conceito global Travel+, filosofia da marca que conecta mobilidade, aventura, tecnologia e diferentes estilos de viagem.

    Em uma área de 500 m², com estande de dois pavimentos, a JETOUR traz um ambiente inspirado na proposta Traveler Habitat, combinando tecnologia, natureza e experiências imersivas

    Entre as atrações estará uma experiência de escalada indoor, com uma parede de oito metros de altura, equipamentos apropriados e acompanhamento de equipe especializada. Outra atração será uma exposição cenográfica inspirada em paisagens naturais, com um painel de LED de seis metros de altura e um piso também de LED reproduzindo uma queda d’água. Há, ainda, efeitos sonoros de água para ampliar a sensação de imersão.

    O espaço conta ainda com uma parede expositiva de peças e componentes, permitindo que os visitantes conheçam parte da linha de acessórios que compõem a oferta de produtos JETOUR Life.

    O estande também tem espaços de relacionamento e convivência, incluindo um mezanino com lounge (de acesso restrito), além de estar conectado às experiências de test drive, permitindo ao público conhecer na prática os produtos da marca.

    “Queremos que a participação da JETOUR no Festival vá muito além de simplesmente colocar carros em exposição. Criamos um espaço que traduz o espírito Travel+ e convida as pessoas a interagir com a marca, conhecer nossa tecnologia e experimentar nossos produtos. A estreia do G700 é um dos grandes destaques, mas queremos que o visitante saia daqui conhecendo melhor o universo JETOUR e tudo o que estamos construindo no Brasil”, complementa Henrique Sampaio.


    Toda a linha JETOUR em Interlagos

    Além do G700, a JETOUR reúne no Festival Interlagos sua atual linha de SUVs comercializada no Brasil. Estão expostos os S06, T1, T2 4×2 e o recém lançado T2 4×4 XWD, permitindo que os visitantes conheçam diferentes propostas dentro do portfólio da marca.

    A presença no evento também amplia as oportunidades de contato direto do consumidor com os veículos, incluindo experiências práticas e test drives, reforçando atributos de tecnologia, conforto e desempenho.

  • Nissan Kait e Nissan Kicks se destacam com economia e conforto na cidade

    Entenda como a linha de SUVs da Nissan foi projetada para proporcionar uma condução mais eficiente e otimizar o consumo de combustível

    Nissan Kait na cor branca anda em uma avenida ao lado de um Nissan Kicks na cor vermelha. Ao fundo, postes e prédios

    Quando o assunto é eficiência no uso urbano, a linha de SUVs da Nissan se destaca. Tanto o Nissan Kait quanto o Nissan Kicks foram desenvolvidos para oferecer conforto, segurança e tecnologia, além de contribuir para uma condução mais eficiente e um consumo de combustível otimizado.

    Essa economia é resultado da combinação entre engenharia, design e tecnologias desenvolvidas para maximizar a eficiência em ambientes urbanos, marcados por semáforos, congestionamentos e o constante ciclo de “anda e para”, tradicionalmente um dos maiores desafios para o consumo de combustível.

    Nissan Kait: robustez e economia em um só SUV

    Desenvolvido para oferecer confiabilidade e praticidade no dia a dia, o Nissan Kait combina o consagrado motor 1.6 16V à transmissão XTRONIC CVT. Esse conjunto mecânico é reconhecido pelos consumidores brasileiros por sua durabilidade, equilíbrio entre desempenho e eficiência, além do baixo custo de manutenção.

    O câmbio CVT (Transmissão Continuamente Variável) é um dos principais responsáveis por essa eficiência. Diferentemente das transmissões convencionais, o sistema utiliza polias variáveis capazes de criar infinitas relações de marcha, mantendo o motor sempre na faixa de rotação mais adequada para cada condição de uso. Dessa forma, o veículo opera de maneira mais eficiente, reduzindo o consumo de combustível.

    Outro fator que contribui para a economia do Nissan Kait é sua plataforma, desenvolvida com o uso intensivo de aços de ultra-alta resistência. Essa tecnologia permite construir uma carroceria rígida e segura, com redução de peso, favorecendo tanto a eficiência energética quanto a dirigibilidade.

    Nissan Kicks: desempenho com eficiência

    Equipado com o moderno motor 1.0 Turbo 220T de injeção direta, o Nissan Kicks entrega o maior torque da categoria, com 22,4 kgfm disponíveis a apenas 2.500 rpm. Essa força em baixas rotações permite respostas rápidas e ágeis no trânsito urbano, exigindo menor esforço do acelerador e contribuindo para um consumo mais eficiente.

    O modelo também conta com o sistema Start/Stop, que desliga automaticamente o motor em situações como congestionamentos e paradas em semáforos, religando-o instantaneamente quando o motorista retoma a aceleração. A tecnologia ajuda a reduzir o consumo de combustível, especialmente nos centros urbanos, onde as interrupções frequentes do tráfego fazem parte da rotina.

  • O câncer de pulmão enfrenta desafios de diagnóstico e tratamento

    Dia Nacional de Combate ao Fumo: O câncer de pulmão enfrenta desafios de diagnóstico e tratamento, mas a Abbott amplia opções terapêuticas no Brasil

    Aproximadamente 60% a 85% dos pacientes com câncer de pulmão de pequenas células (CPPC) são diagnosticados com doença extensa (CPPC-DE), a forma mais agressiva do câncer de pulmão¹

    Com a chegada do Agosto Branco, mês nacional de conscientização sobre o câncer de pulmão, aumenta a atenção para a importância da conscientização sobre a doença, do diagnóstico precoce e da melhoria dos desfechos para as pessoas que convivem com esse tipo de câncer. No Brasil, o câncer de pulmão é o terceiro tipo mais comum entre os homens, com aproximadamente 18 mil novos casos por ano, e o quarto entre as mulheres, com cerca de 14 mil casos anuais. Globalmente, entretanto, é a principal causa de mortalidade por câncer entre os homens e a segunda principal entre as mulheres.2

    Embora o câncer de pulmão englobe diferentes subtipos, alguns representam desafios significativos devido à rápida progressão da doença e ao diagnóstico frequente em estágios avançados. Cerca de 60% a 85% das pessoas com câncer de pulmão de pequenas células (CPPC) são diagnosticadas com doença extensa (CPPC-DE), a forma mais agressiva deste câncer, associada a desfechos desfavoráveis.1 Sem tratamento, os pacientes com CPPC-DE geralmente sobrevivem apenas de dois a quatro meses.3,4 Além de ser conhecida por sua alta agressividade, a doença também costuma ser diagnosticada apenas quando se encontra em fases avançadas, o que reduz as possibilidades terapêuticas e contribui para os baixos índices de sobrevida.

    O tratamento do câncer de pulmão de pequenas células com doença extensa (CPPC-DE) evoluiu gradualmente ao longo dos anos. No entanto, a necessidade de novas opções terapêuticas ainda representa um importante desafio. No Brasil, esse cenário ganhou um importante reforço neste ano, quando a Abbott, líder global em cuidados para a saúde, obteve a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a terapia biológica serplulimabe como tratamento de primeira linha para esse grupo de pacientes. Serplulimabe é um anticorpo monoclonal anti-PD-1, um tipo de imunoterapia que permite ao sistema imunológico identificar, atacar e eliminar as células cancerígenas.5,6

    Segundo o Dr. Mauricio Morales Castillo, Diretor Médico Associado Global na área de medicamentos da Abbott, os resultados clínicos obtidos com o novo medicamento biológico representam mais do que a possibilidade de ampliar a sobrevida dos pacientes, ao mesmo tempo em que contribuem para a sua qualidade de vida. “Quando falamos de câncer de pulmão de pequenas células com doença extensa, cada avanço tem um impacto significativo, porque estamos diante de uma doença que, por muitos anos, teve poucas mudanças relevantes em seu tratamento”, comenta o especialista. “Por isso, resultados que demonstram ganhos de sobrevida são muito importantes. Eles mostram que estamos entrando em uma nova fase no tratamento dessa doença, com a possibilidade de oferecer alternativas mais inovadoras e ampliar o acesso dos pacientes a terapias que impactam positivamente tanto seu prognóstico quanto sua qualidade de vida.”

    Por que a doença é desafiadora?

    Os sintomas iniciais do câncer de pulmão de pequenas células com doença extensa podem ser discretos ou mesmo confundidos com problemas respiratórios comuns. Tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, cansaço excessivo, perda de peso sem causa aparente e presença de sangue no escarro estão entre os principais sinais de alerta que merecem investigação.7 Porém, nem sempre o paciente identifica os sintomas e considera estes sinais como algo grave, atrasando a busca por atendimento médico e, como consequência, recebendo o diagnóstico quando as chances de controle da doença são menores.8

    Embora haja outros agentes envolvidos, o tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, estando associado à maioria dos casos diagnosticados. A exposição passiva à fumaça do cigarro, poluentes ambientais e determinadas substâncias químicas também podem aumentar o risco.9,10 O tratamento para CPPC-DE varia de acordo com o tipo e o estágio da doença, e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo.11 Assim, a chegada do serplulimabe ao Brasil acontece em um momento em que a oncologia busca oferecer ao paciente tratamentos cada vez mais direcionados e personalizados.

    O serplulimabe é um anticorpo monoclonal humanizado anti-PD-1 que potencializa a resposta imunológica antitumoral ao bloquear a inibição imunológica mediada por PD-1.2 De acordo com o estudo global de Fase III ASTRUM-00512, 21,9% dos pacientes tratados com serplulimabe em combinação com quimioterapia permaneciam vivos após quatro anos, em comparação com 7,2% daqueles que receberam apenas quimioterapia, resultado que representa um avanço significativo para uma doença que historicamente contava com opções de tratamento bastante limitadas.13-15

    “Esse tratamento oferece uma oportunidade de melhores desfechos clínicos em uma doença que historicamente tem opções terapêuticas limitadas”, destaca o Dr. Mauricio Morales, da Abbott. Segundo o especialista, a aprovação do serplulimabe no Brasil introduz uma opção adicional de tratamento para pacientes elegíveis com câncer de pulmão de pequenas células com doença extensa, permitindo que mais pacientes se beneficiem de terapias baseadas em evidências para uma doença que registrou poucos avanços significativos ao longo das últimas décadas.

    De olho no futuro
    Durante o ASCO 2026, maior congresso mundial de oncologia, especialistas discutiram como diferentes tipos de tumores são tratados e os desafios para ampliar o acesso de pacientes às inovações. O tema é especialmente relevante para os países da América Latina, região onde a incidência de câncer deve crescer 65% até 204016, ao mesmo tempo em que muitos pacientes ainda enfrentam obstáculos para o acesso a diagnósticos e tratamentos adequados. Também há a preocupação dos especialistas em como encurtar a distância entre os avanços da pesquisa e a realidade dos pacientes. Em doenças agressivas, como o câncer de pulmão de pequenas células com doença extensa, iniciar o tratamento rapidamente é fundamental para melhorar as chances de controlar a doença.

    Além dos ganhos de sobrevida, o congresso ampliou a forma com que olhamos para o cuidado em oncologia. Estudos apresentados durante o congresso mostraram preocupações com temas como qualidade de vida, manejo de efeitos adversos, personalização dos tratamentos e formas de evitar procedimentos desnecessários. Isso reflete que há atenção cada vez maior em equilibrar eficácia clínica e qualidade de vida.

    “O ASCO deste ano mostrou que a oncologia passa por mudanças muito importantes. Os avanços científicos continuam chegando em ritmo cada vez mais acelerado, mas vemos uma grande preocupação em como fazer com que esses avanços cheguem aos pacientes”, reflete Dr. Mauricio Morales Castillo. “Para doenças agressivas, como o câncer de pulmão de pequenas células, principalmente sua forma extensa, ampliar o acesso à inovação pode representar novas possibilidades de tratamento, mas também trazer perspectivas melhores para quem convive com a doença.”

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    Referências

    1. Porte M, Vaudron A, Crequit P, et al. A Multicenter Study Assessing the Real-World Use and Effectiveness of First-Line Chemotherapy Plus Immunotherapy in Advanced Small-Cell Lung Cancer (SCLC) Patients. Clin Lung Cancer. 2024;25(2): e101-e111.e2. doi: 10.1016/j.cllc.2023.11.009.
    2. Instituto Nacional de Câncer – INCA: Câncer de pulmão. Acessado em julho de 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pulmao
    3. Hann CL, Rudin CM. Management of small-cell lung cancer: incremental changes but hope for the futures. Oncology (Williston Park). 2008;22(13):1486
    4. Board, PDQ Adult Treatment Editorial. Small Cell Lung Cancer Treatment (PDQ®). PDQ Cancer Information Summaries [Internet]. National Cancer Institute (US), 2025.
    5. Zhang Y, Wei R, Song G, et al. Insights into the mechanisms of serplulimab: a distinctive anti-PD-1 monoclonal antibody, in combination with a TIGIT or LAG3 inhibitor in preclinical tumor immunotherapy studies. MAbs. 2024;16(1):2419838. doi:10.1080/19420862.2024.2419838.
    6. Serplulimab is approved in combination with carboplatin and etoposide as first-line treatment for adult patients with extensive-stage small cell lung cancer. As with other immune checkpoint inhibitors, serplulimab may be associated with immune-mediated adverse reactions. Healthcare professionals should consult the local prescribing information for complete safety details.
    7. National Cancer Institute – Acessado em julho de 2026. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/lung/patient/small-cell-lung-treatment-pdq#_50
    8. Coalizão Global do Câncer de Pulmão. Conscientização sobre sintomas, atitudes em relação ao câncer de pulmão e opiniões sobre rastreamento 2023/24: Resumo dos principais Coalizão Global do Câncer de Pulmão. 2024. Acessado em julho de 2026. https://www.lungcancercoalition.org/wp-content/uploads/2024/11/2023-key-findings-summary.pdf
    9. Organização Mundial da Saúde. Qualidade e Saúde do Ar Ambiente (Externo). 24 de outubro de 2024. Acessado em julho de 2026. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ambient-(outdoor)-air-quality-and-health;
    10. Organização Pan-Americana da Saúde. Quatro em cada dez casos de câncer poderiam ser prevenidos globalmente. 3 de fevereiro de 2026. Acessado em julho de 2026. https://www.paho.org/en/news/3-2-2026-four-ten-cancer-cases-could-be-prevented-globally
    11. World Health Organizations – WHO: Lung Cancer. Disponível em https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/lung-cancer
    12. ASTRUM-005 was a randomized, double-blind, placebo-controlled Phase III study evaluating serplulimab in combination with carboplatin and etoposide as first-line treatment for extensive-stage small cell lung cancer.
    13. Cheng Y, Han L, Wu L, et al. Effect of First-Line Serplulimab vs Placebo Added to Chemotherapy on Survival in Patients With Extensive-Stage Small Cell Lung Cancer: The ASTRUM-005 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2022;328(12):1223-1232. doi: 10.1001/jama.2022.16464.
    14. Cheng Y, Han, L, Wu L, et al. Serplulimab vs. placebo combined with chemotherapy as first-line treatment for extensive-stage small-cell lung cancer: Extended follow-up results and patient-reported outcomes from the international phase 3 ASTRUM-005 study. JCO 42, 8100-8100(2024).
    15. European Society for Medical Oncology. ESMO-MCBS scorecard 470: Serplulimab. ESMO. Published November 8, 2024. Acessado em julho de 2026. https://www.esmo.org/guidelines/esmo-mcbs/esmo-mcbs-for-solid-tumours/esmo-mcbs-scorecards?scorecard=470.

    International Agency for Research on Cancer. Acessado em julho de 2026. Disponível em:  https://www.iarc.who.int/wp-content/uploads/2022/06/pr315_E.pdf

  • Você está bebendo água suficiente?

    Você está bebendo água suficiente? Saiba por que a hidratação merece mais atenção após os 60 anos

    Especialistas explicam por que o risco de desidratação aumenta com o envelhecimento e dão orientações para manter uma boa hidratação

    Créditos: Magnific

                                                                  Hidratação merece mais atenção após os 60 anos. Créditos: Magnific.

    Beber água é um dos hábitos mais simples para cuidar da saúde, mas também um dos mais negligenciados com o avanço da idade. Após os 60 anos, mudanças naturais do envelhecimento reduzem a percepção da sede, fazendo com que muitas pessoas passem horas sem ingerir líquidos, mesmo quando o corpo já apresenta sinais de desidratação. Dados do DataSUS indicam que pessoas idosas representam mais de 40% das internações por desidratação no Sistema Único de Saúde (SUS).
     

    Esse processo ocorre de forma silenciosa e pode comprometer diversas funções do organismo. A baixa ingestão de líquidos favorece quadros de tontura, fadiga e confusão mental, além de aumentar o risco de infecções urinárias, alterações da pressão arterial, constipação intestinal e sobrecarga dos rins. Em dias mais quentes ou durante episódios de doenças, como gripes e infecções, a atenção deve ser redobrada.
     

    “O envelhecimento modifica a forma como o organismo regula a água corporal. A sensação de sede deixa de ser um indicador tão confiável quanto na juventude. Por isso, a hidratação precisa ser encarada como um hábito planejado, e não apenas como uma resposta ao desejo de beber água”, explica a Dra. Fernanda Sperandio, geriatra da MedSênior.
     

    Além de contribuir para o funcionamento dos rins e da circulação sanguínea, a água é essencial para o transporte de nutrientes, a regulação da temperatura corporal, a lubrificação das articulações e a manutenção da função cognitiva. Quando o consumo é insuficiente, todo o organismo sente os efeitos.
     

    Os sinais nem sempre são óbvios
     

    Ao contrário do que muitos imaginam, a desidratação nem sempre começa com sede intensa. Entre pessoas idosas, manifestações como boca seca, urina escura, redução do volume urinário, pele ressecada, fraqueza, sonolência, tontura e dificuldade de concentração costumam surgir antes mesmo da percepção de sede.
     

    Em situações mais graves, a falta de líquidos pode contribuir para quedas, alterações do estado de consciência e necessidade de internação, especialmente entre pessoas com doenças crônicas.
     

    “A desidratação pode se instalar gradualmente e, muitas vezes, ser confundida com o próprio envelhecimento. Quando um idoso passa a apresentar mais cansaço, sonolência ou episódios frequentes de tontura, por exemplo, a hidratação deve ser um dos primeiros aspectos avaliados”, destaca a geriatra.
     

    Quanto de água é suficiente?
     

    Embora não exista uma quantidade única para todas as pessoas, a necessidade diária de líquidos varia conforme idade, peso, nível de atividade física, temperatura ambiente e condições de saúde. Por isso, a orientação deve sempre ser individualizada, principalmente para pessoas com doenças renais, cardíacas ou outras condições que exijam restrição hídrica.
     

    Segundo Giselli Prucoli, nutricionista da MedSênior, o mais importante é distribuir a ingestão de líquidos ao longo do dia, sem esperar que a sede apareça.
     

    “Criar uma rotina facilita muito. Vale deixar uma garrafa de água sempre por perto, estabelecer horários para beber líquidos e aproveitar momentos do dia, como após acordar, durante as refeições e entre uma atividade e outra. Pequenas atitudes ajudam a transformar a hidratação em um hábito. Outro indicador importante é a cor da urina: quando ela está clara, geralmente é um sinal de que a hidratação está adequada”, orienta.
     

    Além da água: outras formas de manter o organismo hidratado
     

    A água deve continuar sendo a principal fonte de hidratação. No entanto, outros líquidos também contribuem para atingir a necessidade diária. Chás sem açúcar, água saborizada naturalmente com frutas ou ervas, água de coco e alimentos ricos em água, como melancia, melão, laranja, abacaxi, pepino e tomate, podem complementar a ingestão.
     

    A nutricionista ressalta, porém, que refrigerantes, bebidas alcoólicas e bebidas com excesso de açúcar não substituem a água e devem ser consumidos com moderação.
     

    “Variar as formas de consumo pode ser uma estratégia interessante para quem tem dificuldade de beber água pura. O importante é priorizar bebidas saudáveis e manter uma ingestão regular ao longo do dia”, explica.
     

    Como criar o hábito de ingerir mais líquidos?
     

    Criar o hábito de ingerir líquidos ao longo do dia pode ser mais simples do que parece. Algumas estratégias ajudam a incorporar esse cuidado à rotina e a reduzir o risco de desidratação:

    • manter uma garrafa de água sempre à vista;
    • estabelecer metas de consumo ao longo do dia;
    • utilizar lembretes no celular ou aplicativos;
    • incluir frutas ricas em água nas refeições;
    • estimular familiares idosos a ingerirem líquidos regularmente, mesmo quando dizem não estar com sede;
    • redobrar a atenção durante períodos de calor intenso ou em casos de doenças.

    A médica destaca que cuidar da hidratação é investir diretamente na autonomia e na qualidade de vida.
     

    “Praticamente todas as funções do organismo dependem, em alguma medida, de uma boa hidratação. Manter a ingestão adequada de líquidos contribui para preservar a disposição, a função cognitiva, o equilíbrio e o bom funcionamento dos órgãos. É um cuidado simples, mas que faz diferença para envelhecer com mais saúde e independência”, conclui.

  • 7 dicas para escolher a cama de casal ideal

    Shopping Interlar Interlagos reúne 7 dicas para escolher a cama de casal ideal

    Do tamanho do quarto ao conforto e à circulação, alguns cuidados ajudam a transformar o ambiente em um espaço mais funcional e acolhedor

    Escolher uma cama de casal vai muito além de definir o tamanho do colchão ou o estilo do móvel. Como um dos principais elementos do quarto, a cama influencia diretamente o conforto, a circulação e a funcionalidade do ambiente. Por isso, considerar as características do espaço e a rotina de quem irá utilizá-la pode fazer toda a diferença na hora da escolha.

    Pensando nisso, o Shopping Interlar Interlagos, referência em móveis e decoração na zona sul de São Paulo, reuniu sete dicas para ajudar os consumidores a encontrar a cama mais adequada para cada ambiente e necessidade.

    1. O ideal é começar pelas dimensões do quarto

    Uma cama maior pode proporcionar mais espaço para dormir, mas é importante que ela esteja em equilíbrio com o tamanho do ambiente. Antes da compra, vale medir o quarto e considerar não apenas o espaço ocupado pelo móvel, mas também a área necessária para a circulação e para a abertura de portas, gavetas e armários.

    Mais do que verificar se a cama cabe fisicamente no quarto, o ideal é imaginar como o ambiente continuará funcionando depois que todos os móveis estiverem instalados.

    1. Considere as dimensões completas do conjunto

    Na hora de escolher, é importante olhar além do tamanho do colchão. Cabeceiras, bases, laterais e eventuais gavetas podem ampliar significativamente o espaço ocupado pela cama.

    Por isso, conferir as dimensões completas do conjunto ajuda a planejar melhor o ambiente e a garantir uma circulação confortável no quarto.

    1. Avaliar a rotina do casal

    Cada casal tem uma relação diferente com o espaço e, por isso, não existe um único modelo ideal para todos. Enquanto algumas pessoas valorizam uma superfície maior para dormir, outras precisam equilibrar o tamanho da cama com a presença de armários, mesa de cabeceira, bancadas de trabalho ou outros móveis.

    Uma boa pergunta antes da compra é: como esse quarto é utilizado no dia a dia? Quando o ambiente também exerce outras funções, como trabalho, estudo ou armazenamento, esses aspectos podem ajudar a definir a melhor solução.

    1. Encontrando a altura confortável

    A altura formada pela base e pelo colchão também merece atenção. Dependendo do modelo escolhido, a cama pode ficar mais alta ou mais baixa, o que influencia diretamente a experiência de uso.

    Sempre que possível, testar diferentes opções e observar o conforto ao sentar e levantar pode ajudar a encontrar um conjunto mais adequado às necessidades de quem utilizará o móvel diariamente.

    1. Valorizar a experiência de conforto

    Quando possível, experimentar o conjunto antes da compra é uma etapa importante. Afinal, a cama pode ser utilizada não apenas para dormir, mas também como espaço para descansar, ler, assistir televisão ou até trabalhar eventualmente.

    Além das características do colchão, vale observar o espaço disponível para cada pessoa e a sensação geral de conforto proporcionada pelo conjunto.

    1. Planejar o quarto como um todo

    A cama é um dos protagonistas do ambiente, mas não está sozinha. mesas de cabeceira, armários, cômodas e outros móveis também fazem parte da composição e precisam ser considerados no planejamento.

    Pensar no quarto como um conjunto ajuda a criar um espaço mais funcional, garantindo que portas e gavetas possam ser abertas adequadamente e que a circulação permaneça confortável.

    1. Equilíbrio entre estilo, conforto e funcionalidade

    O design é um fator importante na escolha e ajuda a construir a personalidade do quarto. No entanto, a melhor escolha é aquela que consegue unir estética, conforto e funcionalidade.

    Ao considerar a rotina do casal, as dimensões do ambiente e o estilo desejado, é possível encontrar uma solução que, além de valorizar a decoração, contribua para uma experiência mais confortável no dia a dia.

    Com diversas opções de lojas especializadas em móveis, colchões e decoração, o Interlar Interlagos reúne alternativas para diferentes estilos, necessidades e tamanhos de ambientes. O espaço permite que os consumidores pesquisem, comparem modelos e encontrem soluções para criar quartos mais confortáveis, funcionais e alinhados à sua rotina.

    Serviço:

    Shopping Interlar Interlagos

    Endereço: Avenida Interlagos, 2.225 – Interlagos – São Paulo – SP
    Horário de funcionamento:

    Segunda a sábado: das 10h às 22h.

    Domingos e feriados: das 14h às 20h.

  • Laranja, uva, maçã: o que muda na composição dos sucos de fruta em caixinha?

    Suco 100% fruta, néctar e refresco podem dividir a mesma prateleira, mas têm características distintas. Especialista explica o que observar no rótulo na hora da escolha

    Diante da variedade de opções à base de frutas disponíveis no mercado, o sabor pode parecer o caminho mais simples para decidir o que levar. Mas uma rápida leitura do rótulo revela diferenças importantes entre os produtos.

    Suco 100% fruta, néctar e refresco, por exemplo, apresentam diferentes proporções de fruta e formulações. Para reconhecê-los, algumas informações são fundamentais: o nome da bebida na parte frontal da embalagem, o percentual de suco, a lista de ingredientes e a tabela nutricional.

    “Ao pegar a caixinha, o primeiro passo é observar como a bebida está identificada no rótulo e qual é o percentual de suco de fruta. Essas informações ajudam a identificar se o produto é suco 100%, néctar ou refresco. Depois, confira a lista de ingredientes e a tabela nutricional. Esse conjunto de informações ajuda a entender o que você está levando para casa e a comparar as opções”, explica a nutricionista Dra. Aline David, mestre e doutora em ciências pela USP.

    Suco 100% fruta, néctar ou refresco: qual é a diferença?

    O suco 100% fruta, como o próprio nome indica, tem 100% de suco – informação que pode ser encontrada na parte frontal da caixinha. Entre os produtos disponíveis, há muitas opções no mercado sem adição de açúcares. O néctar apresenta uma proporção menor de suco – até 50%, que varia de acordo com a fruta e com os padrões estabelecidos para a bebida. Já o refresco apresenta uma proporção de suco inferior à do néctar – até 30% a depender da fruta.

    Na prática, isso significa que duas caixinhas com a mesma fruta em destaque podem trazer produtos diferentes.

    E entre os sucos 100% fruta, o que muda?

    Mesmo entre os sucos 100% fruta, existem particularidades. O integral mantém a concentração natural da fruta e não contém adição de açúcares ou adoçantes. Há também sucos elaborados a partir de suco concentrado, posteriormente reconstituído, além de opções que combinam mais de uma fruta em sua composição.

    As diferenças também vêm das próprias frutas. Cada uma apresenta um perfil de vitaminas, minerais e compostos bioativos, que pode variar ainda de acordo com fatores como o tipo de fruta, a safra e o processamento.

    “A laranja se destaca pela vitamina C, importante para o sistema imune e por flavonoides, estudados por sua relação com a saúde vascular; a uva, especialmente a roxa, contém antocianinas, associadas à atividade antioxidante e estudadas por sua atuação em processos inflamatórios; já a maçã apresenta polifenóis, investigados por sua relação com a saúde cardiometabólica.” explica a especialista.

    “Essas diferenças não significam que exista necessariamente um suco nutricionalmente melhor que outro. Cada fruta apresenta uma composição particular, e variar as escolhas é uma forma de diversificar também os nutrientes e compostos presentes na alimentação, sempre considerando o conjunto de uma alimentação equilibrada”, explica a Dra. Aline David,

    Além do rótulo: qual é o papel da caixinha?

    Além de reunir as informações que ajudam o consumidor na escolha, a caixinha tem uma função importante na proteção da bebida. Suas seis camadas, associadas ao tratamento térmico adequado e ao envase asséptico, ajudam a proteger o produto de fatores externos, como luz e oxigênio, contribuindo para sua segurança e para a preservação de suas características ao longo da vida útil, sem necessidade de conservantes.

    Na hora da escolha, portanto, vale começar pelo rótulo: primeiro, identificar se a

    bebida é suco 100% fruta, néctar ou refresco. Posteriormente, a lista de ingredientes e a tabela nutricional ajudam a entender as diferenças entre as opções e o que cada uma pode oferecer dentro de uma alimentação balanceada.

  • Vacinas: quando é seguro e quando é preciso esperar?

    Coadministrar imunizantes é seguro em diversas situações, mas algumas combinações exigem atenção aos intervalos

    O avanço do sarampo nas Américas e as recentes decisões do governo dos Estados Unidos sobre a vacinação infantil trouxeram novamente à discussão a administração simultânea de imunizantes. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) já havia emitido um alerta diante do aumento dos casos de sarampo na região, que registrou 47.026 casos confirmados e 48 mortes pela doença entre as semanas epidemiológicas 1 e 29 de 2026, encerradas em 25 de julho.¹ Diante desse cenário, surge uma dúvida: diferentes vacinas podem ser tomadas juntas com segurança ou há combinações que precisam ser separadas?

    Nos Estados Unidos, a discussão recentemente ganhou um novo capítulo, quando a Casa Branca publicou a Executive Order 14420. O documento defende a substituição da vacina MMR, equivalente à tríplice viral (SCR) usada no Brasil, por aplicações separadas contra sarampo, caxumba e rubéola quando produtos monovalentes estiverem disponíveis. A ordem também recomenda, na maior medida possível, que vacinas infantis sejam administradas em consultas separadas.²

    A decisão norte-americana não altera as recomendações brasileiras. As evidências científicas mostram que diferentes tipos de imunizantes podem ser administrados em conjunto com segurança quando essa coadministração está prevista nas recomendações. Vacinas inativadas, recombinantes, conjugadas e polissacarídicas podem ser administradas na mesma visita em diversas situações. Algumas combinações envolvendo vacinas vivas atenuadas, porém, exigem atenção aos intervalos.³

    Quando há indicação para mais de um imunizante, cada vacina é administrada separadamente, com seringa própria e em pontos distintos do corpo. Já as vacinas combinadas são desenvolvidas e licenciadas para reunir diferentes componentes em uma única aplicação, como a própria tríplice viral.³

    “Receber diferentes vacinas em uma mesma visita não sobrecarrega o sistema imunológico. As combinações recomendadas são avaliadas em estudos que verificam tanto a segurança quanto a resposta produzida para cada doença”, explica Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista e coordenadora em vacinas da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil.

    Quais vacinas podem ser aplicadas juntas?

    Dependendo da idade, do histórico vacinal e das condições clínicas, uma mesma visita pode incluir imunizantes contra influenza, hepatites A e B, HPV, doença pneumocócica e herpes-zóster.3

    Há evidências clínicas para combinações específicas. Um ensaio randomizado avaliou a aplicação simultânea da vacina HPV-16/18 com uma vacina combinada contra hepatites A e B e encontrou respostas imunológicas não inferiores às observadas quando os produtos foram administrados separadamente. ⁴

    A vacina recombinante herpes zóster também foi estudada junto às vacinas pneumocócica polissacarídica 23-valente e pneumocócica conjugada 13-valente em adultos com 50 anos ou mais. Nos estudos, a coadministração preservou a resposta imunológica esperada para as combinações avaliadas. ⁵˒⁶

    “É possível receber diferentes vacinas em uma mesma visita. Elas são aplicadas separadamente, muitas vezes em braços diferentes ou em pontos distintos do mesmo membro, respeitando a via e o local indicados para cada imunizante”, afirma Alberto Chebabo, infectologista no Bronstein e Sérgio Franco, no Rio de Janeiro.

    Quando é preciso esperar?

    A principal atenção envolve vacinas vivas atenuadas. Elas podem ser aplicadas no mesmo dia, mas, quando duas vacinas desse grupo não são administradas simultaneamente, a regra geral é aguardar 28 dias.3 O intervalo está relacionado à possibilidade de interferência na resposta imunológica, e não à necessidade de o organismo “descansar”.

    No Brasil, há uma orientação específica para crianças menores de 2 anos. Em situações de rotina, a vacina febre amarela e a tríplice viral ou tetraviral não devem ser administradas simultaneamente e recomenda-se intervalo mínimo de 30 dias entre elas. ⁷ Um ensaio randomizado brasileiro identificou possível interferência na resposta imunológica quando essas vacinas foram aplicadas no mesmo dia nessa faixa etária.⁸

    “Os intervalos existem porque algumas combinações podem interferir na resposta esperada, e não porque o organismo precise se recuperar de uma vacina para receber outra. Por isso, é importante seguir o esquema indicado para cada idade e condição de saúde”, afirma Maria Isabel.

    E o nirsevimabe?

    O nirsevimabe, comercializado como Beyfortus, não é uma vacina, mas um anticorpo monoclonal que fornece proteção passiva contra o vírus sincicial respiratório (VSR). As vacinas, por sua vez, estimulam o organismo a produzir sua própria resposta imune. ⁹
    “Vacinas estimulam o organismo a desenvolver uma resposta imunológica. Anticorpos monoclonais, como o nirsevimabe, fornecem proteção passiva. São mecanismos diferentes e cada produto tem suas próprias recomendações de uso”, explica Annelise Correa Wengerkievicz Lopes, diretora médica da Dasa e responsável técnica do laboratório Santa Luzia. A administração do nirsevimabe junto às vacinas de rotina deve seguir as recomendações específicas para a idade da criança. Para gestantes e adultos mais velhos, as vacinas VSR também possuem indicações próprias.

    Para quem está com a carteira de vacinação atrasada, criar intervalos sem indicação pode prolongar o período sem proteção. Quando diferentes vacinas estão indicadas e não existe uma recomendação específica para separá-las, a coadministração pode permitir a atualização da proteção em uma mesma visita. 3

    Referências

    1. PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION. Situation Report No. 8: Measles in the Region of the Americas. Washington, 31 jul. 2026.
    2. THE WHITE HOUSE. Delivering Gold Standard Childhood Vaccine Recommendations for Americans. Executive Order 14420. Washington, 10 ago. 2026.
    3. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação – 2026. Brasília: Ministério da Saúde, 2026.
    4. PEDERSEN, C. et al. Randomized trial: immunogenicity and safety of coadministered human papillomavirus-16/18 AS04-adjuvanted vaccine and combined hepatitis A and B vaccine in girls. Journal of Adolescent Health, v. 50, n. 1, p. 38–46, 2012. DOI: 10.1016/j.jadohealth.2011.10.009.
    5. MARÉCHAL, C. et al. Immunogenicity and safety of the adjuvanted recombinant zoster vaccine co-administered with the 23-valent pneumococcal polysaccharide vaccine in adults ≥50 years of age. Vaccine, 2018. DOI: 10.1016/j.vaccine.2018.05.110.
    6. MIN, J. Y. et al. The adjuvanted recombinant zoster vaccine co-administered with the 13-valent pneumococcal conjugate vaccine in adults aged ≥50 years. Journal of Infection, 2022. DOI: 10.1016/j.jinf.2021.12.033.
    7. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. FAQ: prevenção e vacinação contra febre amarela. Brasília: Ministério da Saúde.
    8. NASCIMENTO SILVA, J. R. et al. Mutual interference on the immune response to yellow fever vaccine and a combined vaccine against measles, mumps and rubella. Vaccine, 2011. DOI: 10.1016/j.vaccine.2011.05.019.
    9. DRYSDALE, S. B. et al. Nirsevimab for prevention of hospitalizations due to RSV in infants. New England Journal of Medicine, 2023. DOI: 10.1056/NEJMoa2309189.

  • Pratos proteicos para o fim de semana: duas receitas práticas e nutritivas

    Nutricionista ensina a preparar quibe assado e salgado de abóbora, opções caseiras para variar o cardápio com mais equilíbrio

    O fim de semana também pode ser uma boa oportunidade para incluir preparações mais equilibradas no cardápio, sem abrir mão de receitas saborosas e práticas. Lanches com boas fontes de proteína ajudam a aumentar a saciedade e podem ser uma alternativa para substituir opções ultraprocessadas, especialmente em refeições mais descontraídas, como o lanche da tarde ou aquele encontro em família no domingo.

    Pensando nisso, a nutricionista Driele Cavalcante, professora da Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, sugere duas receitas que combinam praticidade e valor nutricional: um quibe assado e um salgado de abóbora, opções para quem quer variar com receitas caseiras, nutritivas e fáceis de compartilhar.

    Salgado de abóbora

    *Receita da professora de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi Driele Cavalcante

    Ingredientes:

    150g de abóbora cozida

    100g de carne seca ou peito de frango desfiado

    1 colher (sopa) de cebola picada

    Sal, pimenta, páprica e cúrcuma a gosto

    Modo de preparo: amasse a abóbora e misture todos os ingredientes. Molde as esferas com as mãos e distribua em uma forma untada. Leve ao forno à 200ºC por 15 minutos ou até dourar, virando na metade do tempo.

    Quibe assado

    *Receita da professora de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi Driele Cavalcante

    Ingredientes:

    1kg de carne bovina moída (sugestão: patinho)

    500g de trigo para quibe

    2 unidades de cebola picada

    1 unidade de tomate picado sem sementes

    2 colheres (sopa) de azeite de oliva

    Hortelã, sal e pimenta do reino preta a gosto

    Modo de preparo: deixe o trigo para quibe de molho por 3 horas. Escorra muito bem e misture os demais ingredientes. Estenda em uma travessa e pincele azeite de oliva. Asse em fogo médio (200ºC) por 15 minutos.

  • Muito além da nutrição, amamentação potencializa o desenvolvimento

    Amamentação potencializa em 80% o desenvolvimento da fala e arcada dentária infantil, aponta especialista do Hospital CEMA

    Muito além da nutrição, o ato de amamentar funciona como um treino muscular de alta performance para o bebê; especialista alerta para a importância de aliar esse cuidado ao Teste da Orelhinha, exame vital e ainda pouco incentivado

    O esforço físico realizado pelo bebê ao sugar o leite materno atua como um dos pilares mais determinantes para uma boa dicção e uma estrutura facial saudável no desenvolvimento infantil. Especialistas do Hospital CEMA, referência em otorrinolaringologia e oftalmologia, com 50 anos de atuação no Brasil, confirmam que a amamentação transcende a nutrição, consolidando-se como o primeiro e mais importante “treino de força” da musculatura orofacial, essencial para a formação da arcada dentária, da respiração e, consequentemente, da base para a fala.

    “Quando o bebê suga o peito, ele realiza um movimento muscular complexo que estimula o desenvolvimento das estruturas que permitirão a fala e a mastigação corretas. Negligenciar essa fase representa a perda de uma oportunidade biológica decisiva para a formação estrutural da criança”, explica a Dra. Andreia Stadulni, fonoaudióloga e audiologista do Hospital CEMA.

    O elo perdido entre amamentação e audição

    Se a amamentação prepara a musculatura, a audição é o motor que guia o desenvolvimento da linguagem. A especialista reforça que a percepção auditiva é o recurso que permite ao cérebro do bebê decodificar o mundo e iniciar a comunicação. É neste cenário que o Teste da Orelhinha se torna um procedimento indispensável.

    Embora obrigatório por lei federal desde 2010, o exame ainda registra falhas de cobertura em diversas maternidades, deixando recém-nascidos sem o diagnóstico precoce que pode triplicar as chances de sucesso em reabilitações auditivas, quando é primordial que o exame seja feito ainda no primeiro mês de vida do bebê.

    “A audição é o guia da fala. Sem estímulo auditivo, a criança não desenvolve a linguagem oral. O teste, realizado rapidamente em ambiente hospitalar, é um procedimento indolor que define o futuro da capacidade comunicativa do bebê. Quanto antes o teste é realizado, maiores são as chances de identificar comprometimentos e, com isso, já iniciar o protocolo de atendimento para cada caso, chegando ao desfecho clínico ideal para este bebê”, destaca a especialista.

    O Hospital CEMA se diferencia no setor por oferecer um fluxo de “parada única”: do teste inicial ao diagnóstico e intervenção, todo o processo é centralizado, enquanto o mercado ainda oferece atendimentos separados, com múltiplas agendas e localizações, dificultando assim o acesso dessas famílias e retardando resultados, neste cenário.

    Em um contexto onde a agilidade é o fator determinante entre a dificuldade de aprendizado e uma infância com plena capacidade de comunicação, a instituição atua como um elo de segurança essencial para famílias.

    “Graças à tecnologia e ao diagnóstico precoce, casos que anteriormente exigiriam o uso exclusivo da língua de sinais podem ser reabilitados com rapidez. É primordial que um bebê faça o teste da orelhinha e, com isso, tenha a chance de ouvir e, consequentemente, de se expressar plenamente”, conclui a Dra. Andreia.