Autor: agitosp

  • Hiperidrose: conheça 7 sinais e veja como tratar o suor excessivo

    Condição pode afetar mãos, pés, axilas e rosto, comprometer atividades cotidianas e exigir tratamento individualizado; cirurgia é indicada apenas para pacientes selecionados

    Suar é um mecanismo natural do organismo para regular a temperatura. Quando a transpiração ocorre em quantidade maior do que a necessária, mesmo sem calor intenso ou esforço físico, pode caracterizar a hiperidrose. A condição costuma atingir mãos, pés, axilas e rosto e pode interferir no trabalho, nos relacionamentos e na autoestima. Há diferentes opções de tratamento, de acordo com as características e a gravidade de cada caso.

    “Muitos pacientes passam anos adaptando as roupas, o trabalho e até as relações sociais para conviver com o suor excessivo. Ao normalizar essas limitações ou atribuí-las apenas ao nervosismo, acabam adiando uma avaliação que poderia identificar a condição e indicar formas de controle”, explica o cirurgião torácico Dr. Alessandro Mariani, Professor Doutor de Cirurgia Torácica da FMUSP e Preceptor de Cirurgia Torácica Robótica.

    A hiperidrose pode ser primária ou secundária. A forma primária geralmente é localizada, costuma aparecer na infância ou na adolescência e tende a diminuir durante o sono. Já a secundária pode estar relacionada a alterações endócrinas, metabólicas ou neurológicas, infecções e uso de determinados medicamentos. Nesses casos, a transpiração pode ser generalizada, começar na vida adulta ou ocorrer durante a noite.

    Para o Dr. Alessandro Mariani, alguns sinais merecem atenção:

    1. Suor desproporcional à situação: transpiração intensa mesmo em ambientes frescos, durante o repouso ou sem esforço físico;
    2. Mãos constantemente molhadas: dificuldade para escrever, usar telas, segurar objetos e instrumentos ou cumprimentar outras pessoas;
    3. Roupas frequentemente encharcadas: manchas extensas nas axilas ou necessidade de trocar de roupa mais de uma vez ao dia;
    4. Pés excessivamente úmidos: desconforto ao usar calçados, mau odor, irritações na pele e maior propensão a infecções locais;
    5. Suor intenso no rosto ou couro cabeludo: episódios que podem dificultar atividades profissionais e interações sociais;
    6. Impacto na rotina: mudança na escolha de roupas, abandono de atividades, constrangimento, isolamento ou prejuízo no desempenho profissional;
    7. Início repentino ou suor durante o sono: principalmente quando o quadro começa na vida adulta, é generalizado ou vem acompanhado de outros sintomas.

    “O diagnóstico não depende apenas da quantidade de suor observada durante a consulta. É necessário entender quando o problema começou, quais áreas são afetadas, se ocorre durante o sono e quanto interfere na vida do paciente”, afirma o cirurgião torácico.

    Possíveis tratamentos para a hiperidrose

    A escolha por um tipo de tratamento não segue uma fórmula única. A identificação da causa do suor excessivo, bem como a localização, intensidade, idade, condições clínicas e expectativas precisam ser consideradas. A partir disso é que o tratamento será definido, podendo exigir uma combinação de medidas.

    • Antitranspirantes de uso clínico: produtos com substâncias como o cloreto de alumínio costumam ser utilizados como tratamento inicial, principalmente em quadros localizados, e devem ser usados conforme orientação profissional;
    • Toxina botulínica: aplicada na região afetada, reduz temporariamente os sinais nervosos que estimulam as glândulas sudoríparas. O efeito não é definitivo e o tratamento precisa ser repetido;
    • Medicamentos orais: algumas medicações reduzem a produção de suor, mas podem causar efeitos adversos, como boca seca, alterações visuais e constipação. Por isso, a indicação deve ser individualizada e acompanhada por um médico;
    • Procedimentos locais: determinadas técnicas podem atuar diretamente sobre as glândulas sudoríparas, sobretudo na região das axilas. A disponibilidade e a indicação variam conforme o caso;
    • Simpatectomia torácica por vídeo: procedimento minimamente invasivo que interrompe parte dos sinais do sistema nervoso simpático responsáveis por estimular o suor. É considerada principalmente nos casos graves de hiperidrose, quando o quadro compromete significativamente a qualidade de vida e outras alternativas não apresentaram resultados adequados.

    “A cirurgia não deve ser a primeira alternativa nem ser indicada apenas porque o paciente sua muito. Ela exige seleção criteriosa, confirmação de que se trata de hiperidrose e uma conversa transparente sobre benefícios e possíveis efeitos, principalmente a sudorese compensatória, que é o aumento da transpiração em outras regiões do corpo”, finaliza Dr. Alessandro Mariani.

  • Whey protein humano pode colocar o pet em risco

    Whey protein para cachorro existe, mas o suplemento humano pode colocar o pet em risco

    Produtos destinados a pessoas podem conter ingredientes inadequados para cães, enquanto a suplementação veterinária apropriada tem indicação específica e deve considerar as necessidades nutricionais de cada animal
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    Whey protein para cães existe, mas não é o mesmo produto utilizado por pessoas que buscam aumentar a ingestão de proteínas. Suplementos formulados para animais têm finalidade nutricional específica e devem ser utilizados de acordo com a condição clínica e as necessidades do pet. Já produtos destinados ao consumo humano podem conter ingredientes que não foram formulados para cães e, por isso, não devem ser oferecidos aos animais sem orientação veterinária.

    O principal problema não está apenas na proteína do soro do leite em si. A composição dos suplementos humanos varia de acordo com a marca e pode incluir adoçantes, aromatizantes e outros ingredientes que exigem atenção quando o produto entra em contato com um animal. Entre eles está o xilitol, adoçante utilizado em diversos produtos sem açúcar e presente também em alguns suplementos alimentares. Em cães, a substância pode provocar uma liberação intensa de insulina e levar a uma queda rápida da glicose no sangue. Em casos graves, a intoxicação pode causar convulsões, coma, alterações de coagulação e insuficiência hepática.

    Por isso, antes de oferecer qualquer suplemento ao cão, é necessário verificar a composição do produto. A presença de xilitol deve ser tratada como uma situação de risco, e a ingestão acidental exige atendimento veterinário imediato. A FDA destaca que os sinais de intoxicação podem aparecer rapidamente após o consumo.

    A questão nutricional também é diferente da lógica aplicada à alimentação humana. Um suplemento proteico não deve ser usado para reproduzir no cão o objetivo buscado por uma pessoa que pratica musculação. Em animais, a necessidade de suplementação depende da idade, da condição corporal, da alimentação, do estado fisiológico e da presença de doenças ou situações que alterem as necessidades nutricionais.

    “Em pessoas, quem toma whey quer ganhar músculo. Em cães, quando existe indicação de suplementação, o objetivo é atender uma necessidade nutricional específica, e não reproduzir uma estratégia de hipertrofia usada por humanos”, explica Haltiane Alves, médica-veterinária responsável técnica da Pet de TODOS.

    A proteína, inclusive, não deve ser analisada isoladamente. Cães precisam receber energia, proteínas, aminoácidos, vitaminas, minerais e outros nutrientes em quantidades e proporções adequadas. Essas necessidades mudam conforme a fase da vida. Filhotes em crescimento, animais adultos, fêmeas gestantes ou lactantes e cães idosos não têm exatamente as mesmas exigências nutricionais. Organizações como AAFCO e FEDIAF estabelecem parâmetros para a formulação de alimentos completos e balanceados destinados a diferentes estágios fisiológicos.

    Em animais saudáveis alimentados com uma dieta completa e balanceada, a suplementação nem sempre é necessária. A própria AAFCO orienta que cães e gatos saudáveis que recebem alimentação completa e adequada à fase da vida geralmente não precisam de suplementos. A adição indiscriminada de determinados nutrientes pode, inclusive, levar ao excesso de substâncias que também apresentam risco quando consumidas em quantidades elevadas.

    Indicações da suplementação

    A situação muda quando existe uma necessidade clínica ou nutricional específica. Um cão pode precisar de suplementação em situações relacionadas ao crescimento, à gestação e à lactação, à recuperação de procedimentos ou à dificuldade de atingir determinadas necessidades nutricionais por meio da alimentação. A indicação, nesses casos, depende da avaliação individual do animal e deve ser feita por um médico-veterinário.

    A idade também interfere nessa decisão. Cães idosos podem apresentar doenças crônicas que exigem alterações na dieta, e a doença renal crônica é um dos exemplos em que a composição nutricional precisa ser cuidadosamente controlada. Dietas formuladas para cães com doença renal crônica normalmente apresentam restrições específicas, incluindo redução de fósforo e, em determinadas formulações, controle do teor de proteína.

    Isso significa que aumentar a quantidade de proteína sem saber se o animal realmente precisa dela pode seguir na direção oposta à recomendada para determinados pacientes. O diagnóstico e a avaliação nutricional devem vir antes da escolha do suplemento.

    “A suplementação nunca substitui uma alimentação balanceada. Antes de pensar em qualquer suplemento, o primeiro passo é garantir que a alimentação do cão esteja adequada às necessidades dele”, afirma Haltiane.

    A escolha da alimentação também precisa levar em conta a fase da vida do animal. AAFCO destaca que alimentos para crescimento, manutenção e gestação ou lactação apresentam necessidades diferentes de nutrientes e devem ser formulados para atender essas condições específicas.

    No Brasil, produtos destinados à alimentação de animais de companhia seguem regras próprias do Ministério da Agricultura e Pecuária. A Instrução Normativa nº 30, de 5 de agosto de 2009, estabelece critérios para registro, rotulagem e propaganda desses produtos e define, entre outras categorias, o que é considerado suplemento para animais de companhia. A norma passou por alterações posteriores e continua relacionada à regulamentação da alimentação de cães e gatos.

    A própria regulamentação diferencia alimentos completos, alimentos específicos, alimentos coadjuvantes e suplementos. Alimento completo é aquele formulado para atender integralmente às exigências nutricionais do animal, enquanto o suplemento tem como finalidade melhorar o balanço nutricional.

    A diferença reforça que suplemento não é sinônimo de alimentação completa. AAFCO também orienta que produtos classificados como suplementos não substituem automaticamente uma dieta completa e balanceada.

    Por isso, a recomendação para quem considera oferecer whey protein ao cão não passa longe de procurar uma versão humana “mais pura” ou simplesmente trocar o produto por um suplemento vendido em pet shop. O primeiro passo é descobrir se existe uma necessidade nutricional que justifique a suplementação. Sem essa avaliação, acrescentar nutrientes à dieta pode ser desnecessário, inadequado ou perigoso. “Ter acompanhamento veterinário é o que permite identificar se o cão realmente precisa de suplementação e qual produto faz sentido para a condição dele”, completa Haltiane.

  • “Estou ficando esquecido”: por que tanta gente sente que a memória piorou?

    Antes de culpar a memória, talvez seja preciso olhar para a forma como estamos empregando nossa atenção

    Esquecer onde deixou um objeto, entrar em um cômodo e não lembrar o que ia fazer, perder o fio da leitura ou perceber que não consegue se lembrar de algo que acabou de ouvir são situações cada vez mais relatadas no cotidiano. Mas será que isso significa, necessariamente, que nossa memória está piorando?

    Queixas de memória não são um fenômeno novo. Estudos populacionais mostram que elas vêm se tornando mais frequentes nas últimas décadas. Mas sentir que a memória piorou não significa necessariamente apresentar um déficit cognitivo. Afinal, o que está por trás dessa sensação?” 

    A resposta pode estar, em parte, em uma etapa anterior ao próprio processo de memorização: a atenção. Para que uma informação seja armazenada e possa ser recuperada posteriormente, é preciso que ela seja adequadamente percebida e registrada. Em uma rotina marcada por interrupções constantes, dezenas de notificações, mensagens, notícias e estímulos simultâneos, manter o foco em uma única atividade pode se tornar mais difícil.

    O problema não está apenas na quantidade de informações recebidas, mas na sensação de que tudo exige uma resposta imediata. Uma mensagem chega enquanto trabalhamos; uma notificação interrompe a leitura; pulamos para outro aplicativo e, minutos depois, tentamos retomar o que estávamos fazendo. Essa sucessão de interrupções pode dificultar a concentração necessária para que determinadas informações sejam efetivamente codificadas.

    Uma pesquisa liderada pela Universidade Camilo José Cela, na Espanha, publicada em junho de 2026, investigou justamente a relação entre uso problemático de redes sociais e falhas de memória no cotidiano. O estudo avaliou 943 pessoas entre 18 e 35 anos e cruzou medidas de uso problemático das mídias sociais com testes de memória prospectiva, que é a capacidade de lembrar de realizar uma ação planejada, e  de memória retrospectiva, relacionada às lembranças de eventos passados.

    Os resultados apontaram uma associação entre índices mais elevados de uso problemático das redes sociais, que são caracterizado, entre outros aspectos, pelo uso excessivo, difícil de controlar e capaz de interferir nas atividades cotidianas, e uma maior frequência de falhas de memória cotidiana, tanto prospectiva quanto retrospectiva.

    Um estudo anterior, da Universidade de Michigan (EUA), publicado em 2020, também investigou a relação entre uso de redes sociais e memória cotidiana, mas partiu de outra perspectiva: os autores apontaram que as redes sociais poderiam ter efeitos positivos e negativos sobre nossa memória. De um lado, podem funcionar como uma espécie de memória externa, permitindo que informações sejam armazenadas e recuperadas posteriormente, além de favorecerem a manutenção de relações sociais. De outro, o uso frequente pode estar associado a interrupções e fragmentação da atenção.

    Para investigar essa relação, os pesquisadores analisaram dados de 782 pessoas entre 25 e 75 anos, que faziam parte do MIDUS (Midlife in the United States), um grande estudo longitudinal sobre saúde e bem-estar da população adulta nos Estados Unidos. Os participantes preencheram, durante oito dias consecutivos, diários sobre suas atividades e experiências cotidianas.

    A análise mostrou que, nos dias em que os participantes relatavam maior uso de redes sociais, também relatavam mais falhas de memória naquele dia e no dia seguinte.

    É importante, porém, não interpretar esses resultados como uma prova de que as redes sociais causam perda de memória. “Esses estudos mostram associações, e não uma relação de causa e efeito. Mas eles levantam uma questão importante: o uso excessivo das redes, a quantidade de notificações e as constantes interrupções podem dificultar nossa capacidade de manter o foco”, diz a psiquiatra Danielle Admoni, especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e supervisora na residência de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM).

    A culpa não é só das telas. É também da sobrecarga de informações em geral, de demandas de trabalho ou de cuidados com a família. Se não prestamos atenção suficiente a uma informação no momento em que ela acontece, ela pode nem chegar a ser adequadamente registrada pela memória. Talvez o desafio contemporâneo seja recuperar a capacidade de estar inteiro em uma coisa de cada vez.

    * Veja dicas de como melhorar o foco, a concentração e diminuir os lapsos de memória:
    1 – Tudo começa com boas noites de sono
    – tentar dormir e acordar nos mesmos horários, inclusive nos finais de semana;
    – fazer exercícios regularmente, evitando praticar à noite, se possível;
    – se expor à luz solar durante o dia;
    – não usar a cama para outras atividades, como ver TV ou trabalhar no computador;
    – deixar o quarto escuro e fresco, usar tampões de ouvido ou ventilador para frescor e como ruído branco para disfarçar outros barulhos externos, se necessário;
    – evitar ingerir bebidas alcoólicas, bebidas ou alimentos com cafeína e diuréticos perto do horário de dormir;
    – travesseiros entre os joelhos podem aumentar o conforto;
    – tomar um banho quente, ler e fazer exercícios respiratórios e de meditação antes de dormir podem ajudar a relaxar.

    2 – Evite distraçõesSe precisar se concentrar em uma tarefa, desligue o celular ou deixe ele em outro cômodo.

    3 – Uma coisa por vez
    Tente realizar uma tarefa de cada vez, em vez de pular de demanda em demanda.

  • Como o bacon 🥓 pode transformar receitas

     Dia do Bacon: veja como o sabor do ingrediente pode transformar receitas

    Especialista dá dicas de como explorar contrastes, equilibrar intensidade e valorizar esse sabor em diferentes preparos

    Crocante, defumado e marcante, o bacon é presença conhecida em hambúrgueres, batatas, sanduíches e petiscos. E, para além do ingrediente, suas características também ganharam espaço em diferentes tipos de molhos, abrindo novas possibilidades de uso na cozinha.
     

    Para celebrar o Dia do Bacon, em 31 de agosto, Roberta Garcia, chef consultora da Heinz, traz dicas de como usar molhos com sabor bacon em diferentes preparos e aproveitar as particularidades de cada opção. A marca conta com duas versões: o Ketchup Heinz sabor Bacon & Cebola Caramelizada, que combina a acidez do ketchup ao toque defumado do bacon e adocicado da cebola caramelizada, e a nova Maionese Heinz sabor Bacon, que aposta na cremosidade e um saboe mais defumado. 
     

    “Uma das vantagens dos molhos é que eles permitem explorar o bacon de formas diferentes na cozinha. Dependendo da base, é possível trazer mais acidez, cremosidade ou até um toque adocicado para a receita. A dica é olhar para os ingredientes do prato e pensar em como cada opção pode complementar o preparo, seja em um hambúrguer, em petiscos ou até em combinações menos óbvias”, explica Roberta.
     

    No hambúrguer

    Para os fãs de bacon no hambúrguer, os outros ingredientes do lanche podem ajudar a decidir qual molho usar. Uma dica é observar principalmente os elementos mais gordurosos: receitas com carnes, cheddar e outros queijos intensos costumam ganhar equilíbrio quando recebem um toque de acidez. Nesse caso, o Ketchup Heinz sabor Bacon & Cebola Caramelizada pode completar o preparo, trazendo também o dulçor da cebola.

    Se a montagem já conta com picles, tomate ou outros ingredientes ácidos, vale seguir pelo caminho oposto e acrescentar cremosidade, incluindo na receita a maionese Heinz sabor bacon. Assim, o contraste entre os elementos evita que um único gosto se sobressaia no lanche.
     

    Crocante + cremoso: por que funciona?Não é só o gosto que conta na hora de montar um prato: brincar com texturas também pode deixar uma receita mais interessante. Por isso, alimentos crocantes como batatas fritas, onion rings, mandioca e vegetais empanados costumam funcionar bem acompanhados de molhos cremosos.A Maionese Heinz sabor Bacon pode entrar justamente nesse papel, criando um contraste de textura com os petiscos. Para variar, ela pode ser servida à parte como acompanhamento ou usada para finalizar batatas antes de servir.
     

    No cachorro-quente, vale brincar com os complementos

    O cachorro-quente permite inúmeras versões, e os complementos fazem toda a diferença no resultado. Queijo, purê, batata palha, vinagrete, milho e picles são alguns dos ingredientes que abrem espaço para experimentar novas combinações.
     

    Para quem gosta de um toque agridoce, o Ketchup Heinz sabor Bacon & Cebola Caramelizada pode acompanhar versões com queijo, purê e batata palha, unindo a acidez do ketchup ao toque adocicado da cebola caramelizada. Já ingredientes como vinagrete e picles ajudam a trazer frescor e equilibrar o conjunto.
     

    Dica da chef: pense no molho como parte da receita

    Além de acompanhar o prato na hora de servir, molhos podem entrar na própria montagem e ajudar a distribuir suas características entre os ingredientes. Em vez de aparecer apenas como finalização, podem ser usados na base de um hambúrguer, envolver o recheio de um wrap, acompanhar legumes antes de irem ao forno ou entrar na montagem de uma pizza. Quando trazem bacon na composição, essa é também uma maneira de levar o perfil característico do ingrediente para diferentes partes do preparo.
     

    “Vale pensar no molho como um ingrediente da receita, e não apenas como algo servido ao lado. Quando ele entra na montagem, conseguimos incorporá-lo ao prato de outras maneiras e fazer com que o bacon esteja presente no conjunto. Isso abre possibilidades para experimentar até em receitas nas quais normalmente não pensaríamos em usá-lo”, complementa a chef.
     

  • Conheça animais com ‘poderes’ da vida real

    No Dia Mundial dos Videogames, Oceanic Aquarium reúne animais com ‘poderes’ da vida real

    Peixe capaz de enxergar em duas dimensões, espécie com segunda mandíbula e outro capaz de derrubar presas com jatos estão entre as curiosidades de aquário de Santa Catarina

    Enxergar o que acontece dentro e fora da água ao mesmo tempo, atingir uma presa a distância ou recuperar partes do próprio corpo são habilidades que parecem pertencer ao universo dos jogos. No Dia Mundial dos Videogames, celebrado em 29 de agosto, o Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), destaca espécies cujas características lembram os chamados “super poderes”.

    No entanto, cada uma delas tem uma função: encontrar alimento, escapar de predadores ou enfrentar condições adversas. Conheça algumas dessas estratégias. 

    Peixe-tralhoto: visão em dois mundos

    O peixe-tralhoto (Anableps anableps) tem os olhos posicionados na parte superior da cabeça e divididos horizontalmente. A estrutura permite acompanhar, simultaneamente, o ambiente aéreo e o submerso.

    Com esse campo de visão, procura alimento sem perder de vista possíveis ameaças.

    Moreia-verde: uma segunda mandíbula

    A moreia-verde (Gymnothorax funebris) esconde um recurso pouco comum. Além da mandíbula principal, possui outra, chamada mandíbula faríngea, localizada na região da garganta.

    Depois de capturar a presa, essa segunda estrutura avança, agarra o alimento e o puxa em direção ao esôfago. O mecanismo facilita a alimentação das moreias, que não dependem da sucção como muitos outros peixes.

    Bichir-do-nilo: respiração fora d’água

    Quando há pouco oxigênio disponível na água, o Bichir-do-nilo (Polypterus bichir) pode recorrer ao ar atmosférico. Além das brânquias, possui estruturas pulmonares funcionais.

    Para utilizá-las, sobe à superfície e capta ar, recurso importante em águas quentes ou com baixa concentração de oxigênio.

    Tubarão-mangona: olfato de longa distância

    O tubarão-mangona (Carcharias taurus) é capaz de detectar substâncias dissolvidas na água a grandes distâncias graças ao seu olfato altamente desenvolvido. Essa habilidade ajuda o predador a localizar possíveis presas mesmo quando elas estão fora do seu campo de visão.

    Peixe-arqueiro: ataque à distância

    O peixe-arqueiro (Toxotes jaculatrix) derruba insetos e outras pequenas presas com jatos disparados pela boca. 

    Para acertar o alvo, precisa compensar o efeito da refração da luz, que altera a percepção da posição dos objetos. O animal ajusta o disparo e alcança presas sobre galhos, folhas e outras estruturas próximas à margem.

    Estrela-chocolate: regeneração

    A estrela-chocolate (Protoreaster nodosus) pode recuperar braços e tecidos após determinados danos. A regeneração permite recompor estruturas perdidas e integra suas estratégias de sobrevivência.

    O processo ocorre gradualmente, por meio de mecanismos biológicos de reconstrução dos tecidos.

    Oceanic Aquarium

    O Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), reúne mais de 30 ambientes e cerca de 170 espécies de água doce e salgada de diferentes partes do planeta. Tubarões-mangona, pinguins, axolotes, jacarés, lontras, capivaras, polvos e águas-vivas estão entre os animais abrigados no local.

    A atração também conta com a Imersão Oceania, dedicada às aves australianas, e uma passarela de vidro suspensa de 30 metros quadrados sobre um recinto com mais de 300 mil litros de água, habitado por tubarões e outras 20 espécies.

    Serviço

    Oceanic Aquarium

    Rua 4000, nº 133, Barra Sul – Balneário Camboriú (SC)

    Aberto diariamente, a partir das 9h.

    Ingressos disponíveis em www.oceanicaquarium.com.br, pontos de vendas oficiais e na bilheteria.

  • Laura Keller mostra “nova pepeca” e detona famosos em ensaio proibido!




    Laura Keller revela resultado de cirurgia íntima e expõe famosos: “Ficou nervoso”. 

    A atriz Laura Keller, eterna estrela da TV Globo, decidiu “zerar o game” e entregar o desfecho mais polêmico de sua carreira.

    No encerramento de seu ensaio exclusivo para o Bella da Semana, a musa não apenas exibe o resultado final de sua ninfoplastia (rejuvenescimento íntimo) em 4K, como também resolveu botar fogo nos bastidores da fama.

    Em uma entrevista explosiva que acompanha o ensaio — onde Laura aparece nua de bruços em um tapete luxuoso — a loira não poupou detalhes sobre sua nova fase “solteiríssima” e detonou a performance de ex-parceiros famosos.

    O ensaio completo, com fotos em altíssima definição, vídeo, live e making of 4K já estão disponíveis no Bella da Semana:https://belladasemana.com.br/pt-br/modelos/laura-keller/photo

    “O meninão ficou nervoso”. Sem papas na língua, Laura revelou que a fama nem sempre acompanha o desempenho entre quatro paredes: “Já teve famosos que diziam que faziam e aconteciam, mas na hora H, o meninão ficou nervoso feito um guri”, disparou a atriz, rindo da situação.
    Fetiches e a “Nova Pepeca”: Sobre a cirurgia que parou a internet, Laura é enfática: “Eu queria a pepeca de quando tinha 20 anos. A confiança que isso me trouxe é o melhor embelezamento que existe”. E essa confiança se traduz em desejos cada vez mais ousados.

    A musa confessou que a “Rainha Laura” que habita nela ainda quer realizar um fetiche proibido: “Desejo ser ‘muito bem tratada’ por uns cinco homens ao mesmo tempo”.

    Apesar de anos morando no Rio, Laura avisa que na hora H o que vale é a sua origem: “O homem tem que ser homem! Tem que saber domar uma potranca do jeito certo”.
       
  • Prevenção como a melhor demonstração de cuidado em todas as fases da vida canina

    Dia Mundial do Cachorro: Boehringer Ingelheim reforça a prevenção como a melhor demonstração de cuidado em todas as fases da vida canina
     

    Acompanhamento veterinário contínuo e inovações tecnológicas garantem a qualidade dos pequenos momentos ao lado dos cães desde filhotes até a fase sênior
     

    O Dia Mundial do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, destaca o vínculo profundo entre os cães e seus responsáveis, promovendo a conscientização sobre a adoção responsável e o bem-estar do animal. Para que esse vínculo perdure, a Boehringer Ingelheim, farmacêutica multinacional, alerta o mercado de que o carinho e o cuidado devem estar presentes em todas as etapas da vida do animal. E, independentemente da idade, a melhor solução é sempre a prevenção.
     

    A saúde é a base estrutural para o bem-estar dos cães. A companhia ressalta que as ações mais essenciais para garantir a qualidade de vida do animal devem ocorrer de forma preventiva, muito antes que haja qualquer motivo visível para preocupação. O cuidado faz a diferença para que tutores e cães vivam intensamente as experiências de cada fase, e o acompanhamento veterinário precisa ser adaptado a essas diferentes necessidades:
     

    Filhotes: A base para o futuro 

    Os primeiros meses são o alicerce para a saúde a longo prazo. O foco absoluto nesta etapa inicial é a medicina preventiva básica, que inclui os rigorosos protocolos de vacinação e a proteção contínua contra parasitas. O que acontece nesses primeiros meses molda o bem-estar do cão para os anos seguintes.
     

    Adultos: Saúde para novas aventuras 

    A vida com um cão adulto é sinônimo de companheirismo e energia. Olhar para a saúde nesta etapa os mantém ativos, felizes e prontos para qualquer desafio e é aqui que os exames de rotina se provam vitais, pois a base de qualquer aventura é a saúde. Muitas doenças, como as cardiopatias, podem afetar os cães muito antes de existirem sinais óbvios. Hoje, a rotina preventiva conta com aliados de peso, e um exemplo são as ferramentas inovadoras de inteligência artificial para avaliar sons cardíaco, que já estão disponíveis em consultórios, ajudando veterinários na detecção precoce de alterações em cães que parecem perfeitamente saudáveis.
     

    Seniores: Um cuidado mais profundo e sob medida 

    Cães mais velhos trazem um tipo diferente de alegria: mais lenta, mais calma, mas mais significativa do que nunca, construída sobre anos de confiança. Essa ligação especial vale a pena ser protegida, e com o avanço da idade, o risco de doenças cardíacas aumenta, tornando os check-ups veterinários indispensáveis. O diagnóstico precoce das doenças cardíacas começa com uma avaliação clínica cuidadosa, que inclui anamnese detalhada e auscultação criteriosa, permitindo a identificação precoce de alterações cardiovasculares.
     

    “O cuidado e o carinho acompanham o cão desde o momento em que ele chega à família até a maturidade. Cada etapa exige um olhar diferente, mas a prevenção é a resposta e a melhor solução em todas elas”, explica Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica de pets da Boehringer Ingelheim. “Para proteger os momentos que tanto importam, aliar a ida regular ao veterinário com tecnologias inovadoras de diagnóstico permite agir cedo. Cuidar preventivamente é a maior prova de amor que podemos oferecer aos nossos companheiros”, complementa.
     

    A companhia reforça que cuidar de um cão é estar presente e contar com o apoio do médico-veterinário em todas as fases da vida, utilizando o que há de mais moderno na medicina preventiva para proteger o bem-estar animal.

  • O que fazer em 5 dias nas Montanhas Capixabas

    Roteiro combina trilhas em áreas preservadas de Mata Atlântica, gastronomia de território, agroturismo e hospedagens integradas à paisagem entre Vargem Alta, Pedra Azul, Domingos Martins e Castelo.

    As Montanhas Capixabas permitem montar uma viagem que vai muito além da tradicional visita à Pedra Azul. Entre reservas ambientais, parques estaduais, estradas cercadas pela Mata Atlântica, produtores artesanais e restaurantes que valorizam ingredientes locais, a região reúne experiências para quem deseja alternar natureza, gastronomia, cultura e momentos de descanso.

    Com cinco dias disponíveis, é possível conhecer diferentes pontos do território sem transformar a viagem em uma sequência apressada de deslocamentos. O roteiro passa por Vargem Alta, Pedra Azul, Domingos Martins e Castelo e inclui áreas que integram o Corredor Ecológico Pedra Azul–Forno Grande, responsável por conectar importantes remanescentes de Mata Atlântica e contribuir para a conservação de nascentes, rios, fauna e flora da serra capixaba.

    Confira:

    Dia 1 – Imersão na Mata Atlântica em Vargem Alta

    A primeira parada pode ser Vargem Alta, a cerca de duas horas de Vitória. É no município que está a Reserva Ambiental Águia Branca, área com aproximadamente 2.200 hectares de Mata Atlântica preservada e mais de 350 espécies de aves registradas.

    Dentro da Reserva está o Eco Lodge Natureza, opção para começar a viagem já em contato direto com a floresta. O empreendimento possui 30 acomodações, entre chalés à beira do lago, chalés na montanha e apartamentos, e oferece uma programação que permite ao hóspede explorar o ambiente ao redor sem precisar deixar a propriedade.

    O primeiro dia pode ser dedicado às trilhas guiadas ou autoguiadas da Reserva. Os caminhos atravessam diferentes ambientes da Mata Atlântica e possibilitam observar aves e pequenos mamíferos, além de cursos d’água e árvores centenárias.

    Outra possibilidade é experimentar o Banho de Floresta, atividade inspirada no shinrin-yokujaponês e baseada em uma caminhada contemplativa, com estímulos aos sentidos e atenção aos sons, aromas e elementos naturais do entorno.

    Dia 2 – Reserva Kaetés e biodiversidade vista do alto

    O segundo dia mantém a natureza como protagonista, desta vez com uma visita à Reserva Kaetés. A área possui 667 hectares protegidos e foi reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural em 2024, reforçando o mosaico de conservação existente entre diferentes pontos das Montanhas Capixabas.

    A experiência inclui caminhadas guiadas pela floresta e contato com iniciativas de pesquisa e conservação da biodiversidade. Um dos principais atrativos é a torre de observação construída acima da copa das árvores. Do alto, o visitante consegue dimensionar a extensão da vegetação preservada e compreender melhor a importância da conectividade entre as áreas de Mata Atlântica. O passeio também cria novas oportunidades para observação de aves e de outras espécies nativas.

    Dia 3 – Pedra Azul, Rota do Lagarto e sabores da serra

    No terceiro dia, o roteiro segue em direção a Pedra Azul. Uma das formas mais conhecidas de percorrer a região é pela Rota do Lagarto, estrada cercada por paisagens montanhosas, propriedades rurais, restaurantes e pequenos produtores.

    O Parque Estadual da Pedra Azul é uma das principais paradas. Dependendo do planejamento e das condições de visitação, é possível incluir trilhas pelo parque e atividades nos arredores, como passeios a cavalo e experiências ligadas ao agroturismo, incluindo a colheita de morangos durante a época de produção.

    Para quem pretende dividir a viagem entre duas hospedagens, este pode ser o momento de seguir para o Rabo do Lagarto, utilizando Pedra Azul como base para os próximos passeios.

    A gastronomia merece espaço no roteiro. No final da Rota do Lagarto está o Quadrado de São Paulinho, que reúne cerca de 20 empreendimentos ao longo de aproximadamente sete quilômetros. Restaurantes, cafés, chocolaterias, cervejarias e produtores artesanais mostram uma vertente da serra que vem ganhando força nos últimos anos.

    Entre as possibilidades estão o Restaurante Túia, o Café Alice, os chocolates bean to bar da Ocakau, a gelateria Le Gustto e a Cervejaria Azurra. Outra parada é o Alecrim Restaurante, comandado pela chef Cecília Cunha, que combina produtos locais com referências de diferentes cozinhas. O trabalho também deu origem à Lab Kombucha, produzida na região.

    Para encerrar o dia, a Ronchi Beer oferece cervejas artesanais em um espaço de frente para a Pedra Azul.

    Dia 4 – Forno Grande revela outra paisagem das montanhas

    O quarto dia pode ser dedicado ao município de Castelo e ao Parque Estadual do Forno Grande, onde está o segundo ponto mais alto do Espírito Santo, a 2.039 metros de altitude.

    A unidade de conservação reúne diferentes possibilidades de passeio, entre cachoeiras, piscinas naturais, formações rochosas e trilhas. Há alternativas para visitantes interessados em percursos mais leves e também opções de maior dificuldade para quem busca uma experiência de aventura.

    Entre os atrativos estão os Poços Amarelos, a Cachoeira do Forno Grande e mirantes naturais que revelam o conjunto montanhoso da região. Para os mais preparados, as trilhas de maior duração oferecem uma perspectiva diferente da serra e ajudam a mostrar por que o eixo entre Pedra Azul e Forno Grande é considerado estratégico para a conservação da Mata Atlântica no Espírito Santo.

    O passeio complementa as experiências dos primeiros dias ao apresentar outro ambiente dentro do mesmo corredor ecológico, unindo altitude, floresta, água e formações rochosas.

    Dia 5 – Cultura e herança europeia em Domingos Martins

    Depois de quatro dias com forte presença de natureza e gastronomia, o último pode ser reservado à história e à cultura regional em Domingos Martins, município marcado pela imigração europeia, especialmente alemã.

    No centro da cidade, a Praça Dr. Arthur Gerhardt e a Rua do Lazer concentram parte das atrações, além de bares, restaurantes, lojas e construções que ajudam a contar a formação do município.

    O passeio também permite compreender outra característica das Montanhas Capixabas: a maneira como as tradições trazidas por imigrantes alemães e italianos se combinaram com agricultura, produção artesanal e ingredientes cultivados na própria serra, formando uma identidade que hoje aparece tanto na gastronomia quanto no agroturismo.

    Ao combinar a experiência em Vargem Alta com dias em Pedra Azul e passeios por Castelo e Domingos Martins, o viajante tem a oportunidade de descobrir uma região que não depende apenas de seu cartão-postal mais famoso. As Montanhas Capixabas se revelam como um território de biodiversidade, sabores e histórias que merece ser explorado com tempo.

  • Por que amamos tanto nossos cachorros e quando esse vínculo pode fazer mal?



    Especialistas do CEUB explicam como a convivência com os cães influencia o bem-estar e alertam para dependência emocional e humanização excessiva

    Companhia nos dias difíceis, festa na chegada do tutor e presença garantida no sofá ou na cama. Para muitas pessoas, os cachorros passaram de animais de estimação e ocupam um lugar importante na vida afetiva da família. Mas o que explica uma ligação tão forte entre cães e humanos? E existe um limite para esse afeto? No Dia do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, especialistas do Centro Universitário de Brasília (CEUB) explicam como esse vínculo é construído, quais benefícios a convivência pode trazer e quando a relação começa a provocar prejuízos para o tutor ou para o próprio animal.

    Segundo Adriane Rayde, pesquisadora do curso de Psicologia do CEUB, e Michelle Andrade, professora e orientadora da instituição, a conexão não surge de uma hora para outra. Ela se desenvolve na convivência e nas experiências compartilhadas ao longo do tempo. “O vínculo é construído na convivência. O cão está presente na rotina, recebe e oferece interação, participa de momentos bons e acompanha o tutor em períodos difíceis. Com o tempo, essa presença ganha significado emocional. Muitas vezes, o tutor encontra no animal companhia, carinho e relação de confiança”, explicam.
     

    Os cães também passam a fazer parte das memórias e dos hábitos familiares. Participam de mudanças, viagens, comemorações, perdas e diferentes fases da vida. Essa presença constante ajuda a explicar por que tantos tutores os consideram integrantes da família. “Quando uma pessoa diz que seu cão é da família, precisamos compreender o significado afetivo dessa fala. Para aquele tutor, existe uma história compartilhada e um vínculo que merece ser respeitado”, afirma Adriane.

    A convivência pode favorecer o bem-estar

    Ter um cachorro envolve responsabilidades diárias, como oferecer alimentação, organizar passeios, brincar e acompanhar a saúde do animal. Esses compromissos podem ajudar a estabelecer uma rotina mais organizada e ativa. “Um simples passeio pode estimular a pessoa a sair de casa, caminhar e encontrar outras pessoas. A convivência também proporciona momentos de brincadeira, carinho e companhia. Tudo isso pode favorecer o bem-estar”, observa a psicóloga do CEUB.
     

    Os passeios também podem contribuir para a socialização. Encontros entre cães frequentemente aproximam seus tutores e criam oportunidades para conversas, troca de experiências e novos vínculos. Segundo Adriane Rayde, isso não significa, no entanto, que a companhia do animal substitua cuidados médicos ou psicológicos quando eles são necessários. O cachorro pode fazer parte de uma rede de afeto e apoio, mas não deve ser colocado como única fonte de segurança emocional do tutor.

    Quando o apego se torna prejudicial?

    Amar muito um cachorro não representa, por si só, um problema. O alerta aparece quando a relação começa a limitar a vida do tutor ou comprometer o bem-estar do animal. De acordo com a psicóloga do CEUB, é importante observar situações em que a pessoa se afasta de familiares e amigos, abandona atividades importantes, sofre excessivamente diante de pequenas separações ou depende do cachorro para se sentir segura e acolhida.

    “Precisamos ter cuidado para não considerar todo apego intenso como algo prejudicial. O ponto principal não é a quantidade de amor, mas o impacto que essa relação está tendo na vida de ambos”, explica. Do lado do cão, sofrimento intenso quando fica sozinho, dificuldade para se afastar do responsável e necessidade constante de contato podem indicar dependência excessiva ou ansiedade. Mudanças persistentes de comportamento devem ser avaliadas por um médico-veterinário.

    Humanizar não é o mesmo que amar

    Outro risco aparece quando o tutor passa a tratar o cachorro como se ele tivesse as mesmas necessidades e emoções que uma pessoa. “Podemos amar profundamente um animal, considerá-lo parte da família e ainda assim respeitar sua natureza. Um vínculo saudável envolve carinho, cuidado e responsabilidade, mas também o reconhecimento de que o cão possui necessidades próprias”, afirma Adriane.

    Segundo o médico-veterinário do CEUB Taynã Matos, os cães também estabelecem vínculos afetivos com seus responsáveis. “Isso pode ser percebido quando o animal busca proximidade, acompanha o responsável pela casa, demonstra alegria ao reencontrá-lo e apresenta redução do estresse em sua presença. Muitos demonstram sinais de tristeza ou ansiedade na ausência”, explica. De acordo com o docente do CEUB, esses comportamentos podem indicar que o animal associa o tutor a proteção, previsibilidade e segurança. 


    Como construir uma relação saudável?

    A convivência equilibrada combina afeto, cuidados com a saúde, limites e respeito às características da espécie. Alimentação adequada, vacinação e vermifugação em dia, acompanhamento veterinário, exercícios, brincadeiras, estímulos mentais, socialização e um ambiente seguro são essenciais. O tutor também deve permitir que o cachorro exerça comportamentos naturais, como farejar, explorar ambientes, passear, mastigar objetos apropriados, descansar e interagir. 

    Esse equilíbrio resume o que o animal precisa para ter qualidade de vida: “Cão feliz é aquele que se sente amado, mas que pode agir como cão”. O especialista alerta que a humanização excessiva pode trazer consequências para a saúde e o comportamento do animal. Ansiedade, insegurança, dependência, falta de limites e obesidade provocada pela oferta de alimentos inadequados estão entre os possíveis problemas. “O cão precisa ser tratado com carinho, mas respeitando sua natureza de animal”, reforça o veterinário.

  • Filhote de Harpia nasce “de cesárea” no Zoo São Paulo 

    Bióloga ajudou a ave a romper a casca após três dias de tentativa de eclosão; espécie deixou, em 2026, a lista nacional de animais ameaçados de extinção

    (Crédito: Divulgação Zoo São Paulo)

    Um filhote de harpia (Harpia harpyja) nasceu no Zoológico de São Paulo no fim de julho, após 54 dias de incubação artificial. Com 78,6 gramas, a ave é a quarta da espécie reproduzida pela instituição nos últimos três anos.

    Após cerca de três dias desde o início da eclosão, a equipe técnica decidiu ajudar o filhote a sair do ovo. A bióloga-chefe do setor de aves, Fernanda Guida, conduziu o procedimento, comparado pela equipe a uma “cesárea”.

    De forma gradual, ela removeu partes da casca, umedeceu a membrana interna e verificou se havia a presença de ramificações venosas antes de retirar o filhote.

    “Monitoramos todo o desenvolvimento do embrião desde o primeiro dia de incubação artificial. O processo de eclosão começa quando a harpia rompe a câmara de ar dentro do ovo e, cerca de dois dias depois, inicia a abertura da casca. A partir desse momento, acompanhamos atentamente sua evolução até a eclosão completa. Neste caso, percebemos que o filhote não avançava na quebra da casca e sua vocalização estava cada vez mais fraca. Ao abrir parte da casca, constatei que ele já estava pronto para nascer e, então, prossegui com a assistência até retirá-lo completamente do ovo”, explicou Fernanda. 

    Após o procedimento, a equipe limpou a região umbilical e realizou a primeira pesagem. O filhote foi levado para a Unidade de Tratamento Animal (UTA), onde deve permanecer por cerca de 30 dias, em ambiente com temperatura controlada.

    Cerca de 15 horas depois do nascimento, recebeu a primeira alimentação, oferecida diretamente no bico pela bióloga. Segundo a equipe técnica, o animal apresenta desenvolvimento saudável e segue sob acompanhamento.

    “A emoção é enorme. Já ajudei muitos filhotes a sair do ovo, mas uma harpia marca bastante por ser um animal tão imponente. Ao mesmo tempo, é um momento de grande fragilidade, porque ela depende totalmente da nossa intervenção para conseguir nascer”, complementa Guida.

    Uma das maiores aves de rapina

    A harpia é uma ave de rapina, grupo formado por espécies que caçam outros animais para se alimentar. Garras fortes e afiadas, bico curvo e visão aguçada estão entre as características que favorecem a captura de presas.

    Pode alcançar dois metros de envergadura e pesar até nove quilos. As fêmeas são maiores que os machos. Na natureza, sua alimentação inclui principalmente mamíferos, como preguiças e primatas.

    A espécie ocorre do sul do México ao leste da Colômbia e ao nordeste da Argentina. O Brasil concentra mais da metade de sua área de distribuição.

    Classificada como Vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a harpia deixou, em 2026, a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.

    Serviço:

    Confira os valores da campanha do mês de agosto: 

    Zoológico de São Paulo – ingresso avulso por R$99,90. 

    Jardim Botânico – ingresso avulso por R$39,90.

    Simba Safari –  ingresso avulso por R$99,90. 

    Combo com cinco atrações – Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo – de R$379,50 por R$179,90. 

    No mês de agosto, os pais entram de graça acompanhados de um pagante. 

    Funcionamento dos parques:

    Aberto de segunda à sexta-feira das 9h às 17h (entrada até às 16h), e aos sábados, domingo e feriados das 8h30 às 18h (entrada até às 17h);

    Compra de ingressos – Zoo SP e Simba Safari

    Endereços: Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 4241 – Água Funda. 

    Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 3031 – Água Funda.