Muito além da nutrição, amamentação potencializa o desenvolvimento

Amamentação potencializa em 80% o desenvolvimento da fala e arcada dentária infantil, aponta especialista do Hospital CEMA

Muito além da nutrição, o ato de amamentar funciona como um treino muscular de alta performance para o bebê; especialista alerta para a importância de aliar esse cuidado ao Teste da Orelhinha, exame vital e ainda pouco incentivado

O esforço físico realizado pelo bebê ao sugar o leite materno atua como um dos pilares mais determinantes para uma boa dicção e uma estrutura facial saudável no desenvolvimento infantil. Especialistas do Hospital CEMA, referência em otorrinolaringologia e oftalmologia, com 50 anos de atuação no Brasil, confirmam que a amamentação transcende a nutrição, consolidando-se como o primeiro e mais importante “treino de força” da musculatura orofacial, essencial para a formação da arcada dentária, da respiração e, consequentemente, da base para a fala.

“Quando o bebê suga o peito, ele realiza um movimento muscular complexo que estimula o desenvolvimento das estruturas que permitirão a fala e a mastigação corretas. Negligenciar essa fase representa a perda de uma oportunidade biológica decisiva para a formação estrutural da criança”, explica a Dra. Andreia Stadulnifonoaudióloga e audiologista do Hospital CEMA.

O elo perdido entre amamentação e audição

Se a amamentação prepara a musculatura, a audição é o motor que guia o desenvolvimento da linguagem. A especialista reforça que a percepção auditiva é o recurso que permite ao cérebro do bebê decodificar o mundo e iniciar a comunicação. É neste cenário que o Teste da Orelhinha se torna um procedimento indispensável.

Embora obrigatório por lei federal desde 2010, o exame ainda registra falhas de cobertura em diversas maternidades, deixando recém-nascidos sem o diagnóstico precoce que pode triplicar as chances de sucesso em reabilitações auditivas, quando é primordial que o exame seja feito ainda no primeiro mês de vida do bebê.

“A audição é o guia da fala. Sem estímulo auditivo, a criança não desenvolve a linguagem oral. O teste, realizado rapidamente em ambiente hospitalar, é um procedimento indolor que define o futuro da capacidade comunicativa do bebê. Quanto antes o teste é realizado, maiores são as chances de identificar comprometimentos e, com isso, já iniciar o protocolo de atendimento para cada caso, chegando ao desfecho clínico ideal para este bebê”, destaca a especialista.

O Hospital CEMA se diferencia no setor por oferecer um fluxo de “parada única”: do teste inicial ao diagnóstico e intervenção, todo o processo é centralizado, enquanto o mercado ainda oferece atendimentos separados, com múltiplas agendas e localizações, dificultando assim o acesso dessas famílias e retardando resultados, neste cenário.

Em um contexto onde a agilidade é o fator determinante entre a dificuldade de aprendizado e uma infância com plena capacidade de comunicação, a instituição atua como um elo de segurança essencial para famílias.

“Graças à tecnologia e ao diagnóstico precoce, casos que anteriormente exigiriam o uso exclusivo da língua de sinais podem ser reabilitados com rapidez. É primordial que um bebê faça o teste da orelhinha e, com isso, tenha a chance de ouvir e, consequentemente, de se expressar plenamente”, conclui a Dra. Andreia.

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