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7 dicas para melhorar a alimentação dos idosos

Especialista elenca cuidados na alimentação fundamentais para a qualidade de vida na terceira idade

Envelhecer com saúde passa, necessariamente, por uma boa alimentação. De acordo com a nutricionista Letícia de Almeida Oliveira, do Ambulatório Médico de Especialidades Interlagos (AME), manter hábitos alimentares equilibrados é uma das formas mais eficazes de promover qualidade de vida, prevenir doenças e fortalecer o corpo e a mente durante o envelhecimento.

“A combinação de uma boa alimentação, hidratação, sono adequado e prática de atividades físicas é a chave para envelhecer com saúde, autonomia e bem-estar”, afirma a nutricionista.

A orientação de um profissional especializado é muito importante para garantir a nutrição na terceira idade. O programa Ame-se, no AME Interlagos, unidade do SUS sob gestão do Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, oferece gratuitamente orientação de nutrição e fisioterapia para melhorar a qualidade de vida da população dos bairros da zona sul de São Paulo. Para se inscrever, é preciso entrar em contato com a unidade.

Qualquer pessoa a partir de 18 anos pode se inscrever para os encontros que ocorrem todas as quartas-feiras, das 11h às 12h, e incluem orientações, por exemplo, sobre saúde intestinal, controle do consumo de açúcar e sódio, além de dicas para interpretar corretamente os rótulos dos alimentos.

A seguir, a especialista lista cuidados fundamentais com a alimentação na terceira idade:

1 – Evite longos períodos em jejum

É natural os idosos não sentirem muita fome, mas é preciso ter cuidado e evitar ficar muito tempo sem comer. Importante incluir todos os grupos de alimentos nas principais refeições (energéticos, reguladores e construtores), manter boa hidratação, ter como base alimentos naturais e evitar ultraprocessados.

2- Drible a perda de apetite

Como estratégia para melhorar a alimentação nos casos de inapetência (perda de apetite), podemos fracionar as refeições com volumes menores. Por exemplo, ao invés de comer 1 pão e uma xícara de café com leite no café da manhã, dividir em dois cafés da manhã: consumir 1/2 pão e 1/2 xícara de café com leite e mais tarde comer mais 1/2 pão e 1/2 xícara de café com leite; utilizar temperos frescos diferentes dos habituais para realçar o sabor das preparações. Pode-se utilizar utensílios bonitos, montar a mesa, realizar a refeição em companhia, que são fatores que tornam as refeições mais atraentes e prazerosas. 

3 – Atenção à consistência do alimento

É preciso ter atenção à consistência das refeições, pois é natural que os idosos tenham mais dificuldade em mastigar ou engolir os alimentos com consistência dura, como assados, ou secos, como farofas. 

4 – Capriche nos nutrientes 

A combinação dos nutrientes é mais importante do que um nutriente isolado na alimentação. Por isso é importante optar por alimentos que tenham cálcio e vitamina D, devido contribuição para saúde óssea e muscular, como prevenção e tratamento de osteoporose. Lembrando que a exposição ao sol também é muito importante para aumentar os níveis de Vitamina D.

Vitaminas do complexo B também são muito importantes, pois estão relacionadas à função cognitiva e sistema nervoso, em especial a vitamina B12. Antioxidantes, como zinco, selênio, vitaminas A, C e E também são essenciais, pois reforçam o sistema imunológico. Mas atenção, a suplementação deve ser feita após a necessidade ser identificada por nutricionista ou médico. Caso contrário, não há necessidade de suplementação de vitaminas e minerais. 

5 – Cuide da mente comendo bem

A alimentação também pode ajudar a manter o cérebro ativo, além da importância da prática de atividades manuais e atividades físicas e ter um bom gerenciamento do sono e estresse.

Alimentos ricos em antioxidantes (vegetais vermelhos e roxos, como tomate, beterraba, melancia, uva, frutas cítricas), vitaminas do complexo B (carnes em geral, visceras, ovos, vegetais verde escuros, como espinafre e couve, leguminosas, frutas como banana e abacate, laticínios, oleaginosas e sementes) e ômega 3 (sardinha, salmão, nozes, azeite de oliva) contribuem para a saúde e função cerebral. 

6 – Evite a sarcopenia (perda de massa muscular)

O consumo de proteínas junto à prática de atividade física, auxiliam na prevenção da sarcopenia. Geralmente consumindo uma porção de alimento do grupo dos construtores nas principais refeições (carnes em geral, ovos, leite e derivados, leguminosas) é possível atingir a recomendação proteica diária. A combinação clássica de arroz com feijão, por exemplo, possui alto teor proteico.

7 – Hidratação é essencial

Naturalmente os idosos sentem menos sede, devido à diminuição do número e da sensibilidade de receptores corporais que controlam a sede. Alguns fazem uso de medicamentos diuréticos, o que favorece ainda mais a desidratação.

A água presente nos alimentos também realiza a função de hidratação, mas o consumo de água é fundamental para manter a pessoa hidratada adequadamente. Consumir água saborizada com frutas, chás de frutas, colocar lembretes em casa e alarmes para lembrar de beber água são boas estratégias para aumentar a hidratação. 

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