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  • Cantar faz bem: hábito simples pode melhorar humor

    Cantar faz bem: hábito simples pode melhorar humor, 
    respiração e até a imunidade

    Estudos apontam benefícios do canto para a saúde vocal e emocional, mas especialistas alertam para cuidados importantes

    Cantar no carro, no chuveiro ou em momentos de lazer pode parecer apenas uma forma de expressão ou diversão. Mas a ciência mostra que o hábito vai muito além disso — e pode trazer benefícios concretos para a saúde vocal, emocional e até imunológica.

    De acordo com o otorrinolaringologista Domingos Tsuji, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, o canto, quando feito de forma adequada, estimula funções importantes do organismo.

    “O ato de cantar envolve respiração controlada, coordenação muscular e vibração das pregas vocais. Isso contribui para o melhor uso da voz e pode até ajudar na consciência vocal”, explica.

    Impacto positivo no corpo e na mente

    Os benefícios não se limitam à voz. A prática também está associada à redução do estresse e à melhora do bem-estar emocional.

    Estudos publicados no Journal of Voice indicam que o canto pode reduzir os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, além de estimular a liberação de endorfinas, associadas à sensação de prazer e relaxamento.

    Outra pesquisa aponta que cantar em grupo está relacionado à melhora da saúde mental, redução da ansiedade e aumento da sensação de conexão social, independentemente da experiência musical.

    Há evidências ainda de que a prática pode impactar o sistema imunológico. Um estudo da University College London identificou que cantar pode elevar os níveis de imunoglobulina A, anticorpo importante na defesa do organismo.

    Voz saudável também exige cuidado

    Apesar dos benefícios, cantar sem orientação ou com técnica inadequada pode gerar sobrecarga vocal. A otorrinolaringologista Luciana Fernandes Costa, também do Hospital Paulista, reforça que alguns cuidados são fundamentais, especialmente para quem canta com frequência. “É importante respeitar os limites da voz, evitar esforço excessivo e manter hidratação adequada. Em caso de rouquidão ou desconforto persistente, a avaliação médica é essencial”, orienta.

    Cantar também é conexão

    Além dos aspectos físicos, o canto tem um papel importante na socialização e na expressão emocional. Ao estimular a respiração profunda, o relaxamento e a liberação de emoções, a prática pode contribuir para a redução da ansiedade e para a melhora da qualidade de vida.

    “Cantar é uma forma natural de expressão. Quando feito de maneira saudável, pode trazer benefícios não só para a voz, mas para o equilíbrio emocional como um todo”, conclui a especialista.

  • AURA Wellness retorna ao UNICO 20°87° Hotel Riviera Maya

    AURA Wellness retorna ao UNICO 20°87° Hotel Riviera Maya para oferecer uma semana pensada para reconectar e renovar

    Um encontro cuidadosamente elaborado de experiências holísticas que integram corpo, mente e espírito. Desenvolvido para quem busca renovar a mente, otimizar a energia e elevar o desempenho em um ambiente de luxo descontraído.

    Localizado de frente para as costas do Caribe Mexicano, o UNICO 20°87° Hotel Riviera Maya é um resort all-inclusive exclusivo para adultos que integra cultura local, design contemporâneo e bem-estar em uma proposta de luxo sofisticado e relaxado. Mais do que uma experiência tradicional de hospitalidade, o hotel consolidou uma plataforma anual de eventos próprios focados em gastronomia e bem-estar integral, entre os quais se destaca o AURA Wellness, um encontro que faz parte essencial de sua identidade e programação diferenciada.

    De 30 de março a 5 de abril de 2026, o UNICO 20°87° Hotel Riviera Maya realizará uma nova edição do AURA Wellness, uma semana projetada para renovar corpo, mente e espírito por meio de uma programação imersiva que combina bem-estar físico, nutrição, saúde mental e fitness. O programa é voltado tanto para entusiastas do bem-estar quanto para viajantes e casais que buscam se renovar em um ambiente acolhedor, repleto da energia e da beleza natural da Riviera Maya.

    Durante os dias mencionados, o AURA Wellness reunirá uma seleção de coaches e especialistas que representam diferentes áreas do bem-estar integral. No eixo de movimento e conexão interior, Nicole Huber conduzirá sessões focadas em autocuidado e prática consciente. Também participam Andrea Muriel, professora de yoga desde 2013, e Eugenia Muriel, instrutora certificada nível 2 do Método Wim Hof e pioneira dessa abordagem no México, cuja proposta integra yoga, respiração e resiliência mental.

    Sob a perspectiva da disciplina mental e do foco, Edmond Totah conduzirá experiências de respiração consciente e meditação, com base na filosofia de que a liberdade nasce da disciplina mental. No campo do alto desempenho e do movimento funcional, Marco “Marki” Dorantes, coach certificado em treinamento funcional e calistenia, atleta HYROX Top 5 em sua categoria, oferecerá sessões voltadas para força, mobilidade, longevidade e consciência corporal.

    O segmento nutricional será liderado por Marialy Alonso, fundadora da Nutralech, com um enfoque em nutrição personalizada para um bem-estar equilibrado e sustentável. A ela se soma Fernanda Cuevas, fundadora do The Juice Room em Puerto Vallarta, conceito voltado a sucos prensados a frio, alimentação consciente e experiências de estilo de vida saudável.

    A programação incluirá yoga à beira-mar, meditação, pilates, treinamento funcional, workshops de nutrição consciente e experiências gastronômicas saudáveis, pensadas para incentivar hábitos sustentáveis e uma conexão real com o bem-estar.

    Com essa iniciativa anual, o UNICO 20°87° Hotel Riviera Maya volta a colocar o bem-estar no centro de sua proposta. Mais do que uma experiência pontual, o AURA Wellness faz parte de uma visão na qual cada detalhe é pensado com intenção: experiências artesanais, design consciente e uma curadoria que se conecta com o entorno natural do Caribe mexicano.

  • Por que a obesidade feminina após os 40 exige mais do que medicação?

    04/03 – Dia Mundial da Obesidade | Por que a obesidade feminina após os 40 exige mais do que medicação?

    Especialista explica que é resultado de fatores biológicos e emocionais e exige uma abordagem integrada

    O Brasil acompanha uma escalada silenciosa: o avanço da obesidade em diferentes faixas etárias, especialmente entre mulheres acima dos 40 anos. Ao mesmo tempo, cresce a procura por medicamentos injetáveis para emagrecimento, impulsionando discussões sobre soluções rápidas para um problema que é muito mais complexo do que aparenta.

    E no Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, vale um alerta para o reconhecimento da obesidade como uma doença crônica e multifatorial, distante da ideia ultrapassada de falta de disciplina ou descuido pessoal.

    Para Juliana Romantini, treinadora corpo & mente e especialista em mindfulness e em Medicina do Estilo de Vida pela Harvard University, compreender a obesidade exige olhar para o cérebro e para o impacto acumulado do estresse ao longo da vida. “A obesidade não é preguiça, nem fraqueza. Muitas vezes, é resultado de um sistema nervoso desregulado. Quando o corpo vive em estado constante de alerta, ele ativa mecanismos de proteção e armazenamento de energia”, explica.

    O estresse crônico é um dos principais protagonistas desse cenário. A liberação contínua de cortisol favorece o acúmulo de gordura visceral, especialmente na região abdominal, além de interferir na sensibilidade à insulina e no equilíbrio metabólico.

    Após os 40 anos, esse processo tende a se intensificar. “As mulheres atravessam transições hormonais importantes. Soma-se a isso sobrecarga mental, múltiplas responsabilidades e, muitas vezes, a priorização constante das necessidades dos outros. O corpo responde a esse contexto”, explica Romantini.

    Dormir mal também engorda – O sono insuficiente também exerce papel decisivo. Alterações hormonais provocadas por noites mal dormidas aumentam o apetite e reduzem a capacidade de perceber saciedade, criando um ciclo difícil de romper.

    Outro ponto central é a atividade física, frequentemente tratada como solução isolada. Segundo a especialista, o problema não está apenas na falta de exercício, mas na forma como ele é inserido na rotina.

    “Um sistema nervoso em exaustão não responde bem a estímulos extremos. Quando a atividade física é usada apenas como compensação ou punição, ela pode aumentar ainda mais o estresse fisiológico. O movimento precisa ser estratégico, progressivo e regulador, adaptado à fase hormonal e ao nível de energia dessa mulher”, explica. Ela reforça que exercícios adequados ajudam a modular o cortisol, melhorar a sensibilidade metabólica e fortalecer conexões neurais associadas ao autocontrole e à tomada de decisão, mas devem fazer parte de uma abordagem integrada.

    A compulsão alimentar também está ligada à desregulação neural. “Sob pressão constante, o cérebro busca recompensas rápidas. Alimentos ultraprocessados ativam circuitos de prazer imediato, reforçando padrões automáticos que não têm relação com fome real”, acrescenta.

    Diante desse cenário, Romantini defende uma mudança de estratégia com foco na neuroplasticidade, capacidade do cérebro de se reorganizar, que pode ajudar a criar novos padrões de resposta ao estresse, ao movimento e à alimentação.

    “O cérebro aprende. Quando regulamos o sistema nervoso, melhoramos o sono e inserimos atividade física de forma inteligente, abrimos espaço para uma transformação sustentável, não baseada em culpa. Entender os mecanismos biológicos e emocionais envolvidos é um passo essencial para construir soluções mais eficazes e humanizadas para a obesidade feminina após os 40 anos”, finaliza Romantini.