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  • Câncer de testículo: autoexame ajuda a identificar sinais

    Câncer de testículo: autoexame ajuda a identificar sinais precoces de infecções, inclusive, de tumor

    Abril é mês de conscientização da doença; seu reconhecimento precoce atinge altas chances de cura com o tratamento adequado.

    Um tipo de câncer raro que acomete adultos em fase de maior atividade sexual e reprodutiva: o de testículo. O tumor responde por aproximadamente 2 a 3% de todos os cânceres em homens.  “É um tumor que frequentemente acomete pacientes jovens (entre 20 e 40 anos), que pode ser agressivo e que, por isso, deve ser diagnosticado o mais precocemente possível para aumentar as chances de cura e, abril é o mês de conscientização dessa doença. O autoexame do testículo é um procedimento extremamente rápido, que pode ser feito uma vez por mês. Esta pequena avaliação ajuda a identificar sinais precoces de infecções, inclusive, do câncer”, conta o oncologista Higor Kassouf Mantovani, do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia

    Segundo o médico, na maioria das vezes, o câncer de testículo se manifesta por um caroço no órgão (que pode ou não doer) e que altera as suas características (tamanho, consistência e cor). “O exame clínico do testículo pode facilmente detectar tais alterações e deflagrar o processo de investigação e diagnóstico. Entretanto, a palpação do órgão genital masculino é vista por muitos homens como um motivo de vergonha; por isso, existe uma tendência em hesitar a procura do médico logo no início dos sintomas, o que pode atrasar a detecção precoce de um possível câncer. Não incomumente, a parceira do paciente é a responsável por notar as alterações descritas anteriormente e incentivar que ele procure um médico”, conta.

    O principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de testículo é a criptorquidia, popularmente conhecida como o “testículo que não desceu” ou “mal posicionado”. “A criptorquidia é quando se tem a ausência ou a não localização do testículo na bolsa escrotal. Esta condição pode aumentar de 3 a 5% a chance de desenvolver o câncer do testículo e geralmente é reconhecida desde o nascimento, podendo ser acompanhada por um médico urologista”, explica Dr. Higor.

    Esperança no tratamento

    E foi durante a pandemia do Covid 19, que o funcionário público Vítor Fernandes Pereira, de 34 anos, começou sentir dor no testículo. “Devido ao coronavírus, com receio de sair de casa e ir ao médico, meu diagnóstico atrasou pelo menos dois meses. Foi necessária a remoção do testículo, por isso fiz o congelamento do meu esperma para ter maior chance de ter filhos.  A cirurgia foi bem simples, com poucas dores, mas o câncer era maligno, o mais agressivo, e precisei de quimioterapia. A humanização no tratamento tornou tudo mais fácil de ser encarado e toda a equipe fez com que os dias passassem com tranquilidade, otimismo, atenção e serenidade. Atualmente, faço o acompanhamento espaçado de dois em dois meses. Ainda sinto medo, mas sei que estou bem assistido”, conta.

    Destaque na mídia

    O câncer de testículo já foi pauta da mídia quando atletas internacionalmente conhecidos do mundo do basquete, futebol e ciclismo tiveram o diagnóstico. Mais recentemente, no início de março, o ator brasileiro Léo Rosa, de apenas 37 anos, morreu por complicações da doença. “É conhecido pela mídia que o ator começou a se dedicar a um tratamento alternativo que envolve o consumo de alimentos naturais para ter melhor qualidade de vida.  É importante ressaltar que o câncer de testículo, quando diagnosticado em estágios iniciais, é potencialmente curável com a cirurgia de retirada do órgão acometido. A quimioterapia pode ser necessária para complementar o tratamento e aumentar o percentual de cura, reduzindo as chances de recidiva da doença. Até mesmo quando o câncer se apresenta com metástases em outros órgãos, o tratamento com quimioterapia tem grande eficácia e pode controlar a doença por um longo período. São tratamentos com comprovação científica. Por ser um câncer raro, pode gerar a falsa impressão de que ele não existe. Mas existe! E seu diagnóstico precoce possibilita a cura na maioria dos casos e, por isso, os homens devem ser incentivados ao autoexame e a procurar um médico ao primeiro sinal que gere a suspeita deste câncer”, finaliza o especialista.

    *Higor Kassouf Mantovani é especialista em Oncologia Clínica pela Unicamp e em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). É também mestre em Oncologia pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e oncologista do Hospital da Mulher (CAISM/Unicamp). É membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e da Sociedade Americana de Oncologia (ASCO). Higor é oncologista do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia e atua no Radium – Instituto de Oncologia, no Hospital Madre Theodora, no Hospital Santa Tereza, na Santa Casa de Valinhos e no Hospital da Mulher (CAISM/Unicamp).

  • Infidelidade na quarentena: 84% consideram a traição uma forma de autocuidado

    Segundo um extenso relatório da Ashley Madison, muitos enxergam essa prática como forma saudável de manter o casamento

    Medo, solidão, tédio e frustração. Esses foram alguns dos sentimentos experienciados por muitos durante um período de reclusão inesperado. No entanto, procurar apoio e aconchego dentro de casa também foi um problema, ocasionando um distanciamento cada vez maior entre os casais. É isso o que mostra um estudo produzido pela Ashley Madison, maior plataforma de relacionamentos extraconjugais do mundo, para entender os impactos da pandemia nos relacionamentos. 

    A socialização seletiva, devido às medidas de segurança necessárias para evitar o contágio da Covid-19, concentrou todas as necessidades de convivência em uma única pessoa: o(a) parceiro(a). E com isso, veio a frustração. Nem sempre cônjuge, confidente e amigo são sinônimos, o que aumentou ainda mais o sentimento de solidão e distanciamento. 

    Diante dessa situação, 84% dos membros entrevistados viram a traição como uma forma confiável de autocuidado, 44% se sentiram desejados e amados, 30% se sentiram relaxados e 28% se sentiram confiantes como resultado da relação extraconjugal. Apesar dos sentimentos negativos provocados pelo isolamento social, mais da metade relatou melhora no ânimo como resultado direto da infidelidade.

    De acordo com uma membra brasileira, “Com certeza, fiquei menos ansiosa por poder conversar com outra pessoa, compartilhar pensamentos, abraçar e fazer um bom sexo – mesmo que virtual em um primeiro momento – que eu não estava tendo com meu marido”.

    Só no Brasil, por exemplo, a procura pela traição tem sido grande. Desde 1º de janeiro deste ano, a plataforma registrou 1,3 milhão de novos membros, com uma média de cerca de 35 mil inscritos por semana. No mês de agosto, brasileiros iniciaram mais de 18,6 mil novos casos no Ashley Madison. Dados, esses, que colocam o país como  líder no ranking dos 20 países com mais inscritos no Ashley Madison entre 1º de janeiro e 28 de setembro, per capita. 

    De maneira geral, o principal benefício apontado pelos casados que mantém um affair durante a quarentena é ter algo para se empolgar nesse período difícil (34%); seguido da procura por uma boa distração (23%), ter com quem conversar que está passando por uma situação semelhante (14%), e ajudar a manter a sensação de normalidade (13%). 

    Apesar dos efeitos colaterais extremamente negativos que o isolamento causou nos casados, os membros relataram uma mudança de valores e mais autocuidados como resultado direto das restrições impostas – algo do qual prometem se lembrar e se adaptar após a pandemia. 34% dos amantes falaram que priorizar as próprias necessidades foi a lição mais valiosa; e 40% prometem continuar dando um tempo e se colocar em primeiro lugar mesmo após a pandemia.

    E mesmo com o aumento dos divórcios no Brasil durante a quarentena, para aqueles que experimentaram a infidelidade nesse período (e até antes disso), a separação é, na verdade, a última coisa em mente. Apenas 1% dos membros do Ashley Madison acreditam que deixarão seus cônjuges como resultado do isolamento social.

  • Dia da Saúde: 5 dicas para uma boa saúde

    Cardiologista ensina a ter qualidade de vida  e alerta: mesmo na pandemia, é preciso manter os exames de rotina em dia

    Nesta quarta-feira, dia 05 de agosto, é comemorado o Dia Mundial da Saúde. Em tempos de pandemia, quando milhares de pessoas estão perdendo a vida por causa de um vírus, muitas pessoas estão com receio de manter uma rotina de exames em dia. Porém, vale ressaltar que essa espera pode ser desastrosa para a saúde. 

    De acordo com o membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e médico do Departamento de cardiologia da Rede MaterDei e do Hospital Belo Horizonte, Dr. Augusto Vilela, muitas pessoas estão deixando de visitar regularmente o médico com medo do Coronavírus. “Nesses tempos de pandemia, sabemos que tem muita gente protelando esses cuidados, o que não é bom. O melhor a fazer é colocar sua máscara, usar o álcool em gel nas mãos e ir ao médico sim, pois os hospitais e clínicas estão tomando todas as medidas necessárias para a prevenção”, alerta.

    O médico salienta que, independente do momento, alguns cuidados são importantes para que ter mais qualidade de vida. Entre eles, estão:

    . Dormir bem: uma boa noite de sono melhora o sistema imunológico, reduz o stress e a depressão. “Em aproximadamente 10% a 20% dos casos, pacientes depressivos podem se queixar de excesso de sono. Apesar de a insônia ser mais prevalente, a sonolência excessiva também é um transtorno do sono que faz com que o paciente busque tratamento médico”, avalia. 

    . Atividade física: Esse é um grande consenso na medicina. A atividade física feita regularmente previne inúmeras doenças, entre elas a obesidade, uma doença que precisa ser combatida e que tem inúmeras consequências para a saúde.

    . Alimentação: Deve andar junto com a atividade física, porém não se trata apenas de manter o peso saudável. Boas escolhas alimentares também previnem e combatem doenças. Um bom prato de salada, legumes, vegetais e carnes magras são como um remédio natural, gostoso e bem mais barato que medicamentos da farmácia.

    . Saúde emocional: Até mesmo antes do isolamento social as doenças de fundo emocional já chamavam a atenção das autoridades de saúde. Isso se agravou bastante com a  pandemia. Buscar ajuda, conversar e  se exercitar ajudam na conquista de uma boa saúde, inclusive a saúde mental.


    . Automedicação não:  Também mais comum ainda nessa fase da pandemia, a automedicação tem sido amplamente combatida pela comunidade médica. Nunca tome nenhum medicamento sem o conhecimento do seu médico, nem mesmo os que parecem ser inofensivos. As interações medicamentosas ou mesmo os efeitos colaterais podem ter consequências muito graves para a saúde.

  • 84% dos brasileiros buscam ter uma rotina de autocuidado

    84% dos brasileiros buscam ter uma rotina de autocuidado, mas apenas 1/3 consegue, revela pesquisa

    Levantamento realizado pelo IBOPE e encomendado pela Bayer apresenta raio-X dos hábitos de autocuidado dos brasileiros e mostra que pandemia fez com que 25% das pessoas deixassem a atividade física de lado

    Ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, ir ao médico e fazer exames regularmente. Esses são os principais sinônimos de autocuidado para a maioria dos brasileiros.Por outro lado, hábitos como cuidar do corpo, da higiene, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcóolicas não são atividades associadas ao autocuidado pela maioria.As constatações fazem parte de uma pesquisa online nacional do IBOPE, encomendada pela Bayer, para entender como a população brasileira cuida de si, o que significa autocuidado para esse público e quais os impactos da pandemia nessas rotinas.

    Entre os achados mais relevantes, o levantamento revelou que 84% dos entrevistados buscam ter uma rotina de autocuidado, mas apenas 1/3 deles consegue pôr em prática esses hábitos regularmente. O brasileiro atualmente entende que o cuidado com o próprio corpo e saúde traz como principais benefícios o estímulo do sistema imunológico (31%), a diminuição da probabilidade de ficar doente (25%) e a promoção do bem-estar (21%).

    A pesquisa revelou ainda que os brasileiros veem a alimentação saudável como principal definição de autocuidado. 87% concordam que a saúde é resultado do que se come e 81% dos entrevistados gostariam de se alimentar melhor.

    Outro dado surpreendente está relacionado à dor. Segundo a pesquisa, 3 a cada 4 participantes declararam sentir algum tipo de dor frequentemente, com dores nas costas e dor de cabeça figurando no topo da lista (38% e 31%, respectivamente). Entre as mulheres, a proporção é ainda maior, com a dor presente no cotidiano de 82% das respondentes. Como consequência, cerca de ¼ dos entrevistados toma algum analgésico, pelo menos, uma vez por semana.

    “A Bayer é uma empresa que tem o autocuidado e a promoção de saúde e bem-estar como um propósito. Para continuarmos levando esse propósito até as pessoas, buscamos entender o que de fato elas fazem e o que mudou em suas rotinas recentemente, impactando seus hábitos. Esses resultados nos mostram como o brasileiro tem se dedicado cada vez mais à sua própria saúde, de forma consciente, e como o nosso portfólio de produtos é fundamental para a manutenção do bem-estar das pessoas”, comenta Sydney Rebello, presidente da divisão Consumer Health da Bayer no Brasil. 

    Para Marli Sileci, Vice-Presidente Executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP), o uso consciente dessa classe de medicamentos traz benefícios para a sociedade como um todo. “A prática de tomar medicamentos isentos de prescrição (MIPs) por conta própria para males menores e já conhecidos do dia a dia, faz parte do autocuidado. Um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Economia e Saúde mostrou que para cada R$ 1,00 gasto com um MIP, são economizados até R$ 7,00 para o sistema de saúde[1]. No entanto, seu uso deve seguir algumas regras importantes, como ler as informações que constam nas embalagens e procurar um médico caso os sintomas persistam”, explica Marli.

    Impactos da pandemia

    O levantamento também mostrou o que mudou na rotina de autocuidado dos brasileiros devido ao cenário da pandemia de Covid-19. A população passou a se preocupar mais com a imunidade e com a higiene. Cerca de um quarto dos entrevistados afirmou que passou a se cuidar mais nesses aspectos, 14% iniciou a utilização de suplementos vitamínicos para reforçar o sistema imunológico e prevenir doenças, e 13% passou a utilizar mais produtos de higiene pessoal.

    Em contrapartida, os dados mostram que a pandemia pode estar afetando outros hábitos de saúde negativamente: 25% dos entrevistados diminuíram a frequência ou pararam completamente de praticar atividades físicas nos últimos meses, o que reflete o impacto do isolamento social e do fechamento de parques e academias por todo o país. 

  • Oito dicas de automassagem nos pé para fazer em casa

    Quem, após um dia cheio de afazeres, não gosta de receber uma massagem nos pés? Na falta de alguém para realizar a tarefa, a automassagem é uma solução. “Os benefícios vão além do bem-estar físico e incluem melhora na circulação sanguínea, diminuição do estresse, relaxamento e alívio de dores”, destaca a  podóloga Malú Pinheiro, coordenadora técnica da Doctor Feet. Segundo ela, a massagem nos pés, por possuir pontos reflexos, estimula outras áreas do corpo que nos dão mais energia e melhoram a circulação sanguínea como um todo.

    “A pressão dos dedos durante a massagem facilita o retorno venoso do sangue para os músculos, que, por sua vez, ajuda a drenar o líquido, diminuindo assim a retenção e o inchaço, ajudando na eliminação de resíduos metabólicos”, completa a profissional. Para iniciar a rotina de autocuidado, vale a pena ter um óleo ou creme hidratante, para que as mãos e dedos deslizem mais facilmente pela pele, e seguir as orientações da especialista.

    1 – Lave e hidrate os pés;

    2 – Com o óleo ou creme, faça movimentos de deslizamento por todo o pé;

    3 – Em seguida, com os polegares, faça movimentos circulares no “peito do pé” (na sola logo abaixo dos dedos) por 3 minutos;

    4 – Deslize os dedos em movimentos para cima e para baixo em toda sola dos pés por aproximadamente 2 minutos;

    5 – Dedo por dedo, faça movimentos circulares massageando-os por cerca de 3 minutos;

    6 – No dorso do pé (parte de cima) faça movimentos circulares para cima e para baixo se estendendo para os tornozelos, por 2 minutos;

    7- Finalize rotacionando o pé para direita e depois para a esquerda por 3 minutos;

    8 – Repita esse procedimento com o outro pé e ao final eleve as pernas para ajudar no retorno venoso.

  • Obesidade, automedicação e ansiedade na quarentena

    Complicações em doenças pré existentes e problemas de sobrepeso aumentam em consultório veterinário.

    Não foram só os tutores que acabaram ganhando uns quilinhos na quarentena, os pet também. A convivência frequente com os tutores, a diminuição dos passeios por conta do COVID e os petiscos e agrados a mais aumentaram significamente  a ansiedade e peso deles. Segundo a veterinária Caroline Mouco, diretora do VET Popular,  os casos de sobrepeso subiram muito no hospital durante a quarentena. 

    Além do problema de sobrepeso, o medo de sairem e se contaminarem, também existe outro vilão que tem prejudicado muito a saúde dos bichos de estimação, a auatomedicação, uma ação dos tutores que tem se tornado frequente.

    Mesmo sendo uma forma de demonstrar carinh e cuidado,  a falta de atenção, os petiscos a mais e a iniciativa de medica-los podem gerar alguns problemas de saúde ao animal e alguns bastante nocivos. 

  • Câmara de SP aprova multa para quem jogar bituca de cigarro nas ruas

    De acordo com projeção, cerca de 14 milhões de bitucas são descartadas diariamente na capital paulista e de acordo com organização Papel Bituca, seriam mais de 30 milhões, capazes de encher um apartamento de 70 m²

    Os vereadores aprovaram na noite desta quarta-feira (8/7), um projeto de lei que estabelece multa de R$ 500 para quem atirar bitucas de cigarro em ruas e calçadas da capital paulista. De autoria do vereador Rinaldi Digilio (PSL), o Projeto de Lei nº 499/2019 quer reduzir o descarte irregular desse tipo de material, que tem o filtro feito de acetato de celulose, um tipo de plástico, que não é biodegradável e pode demorar 10 anos para se decompor.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número estimado de fumantes no mundo é de 1,6 bilhão. Essa enormidade de pessoas joga fora, de acordo com informações da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), 7,7 bitucas de cigarro por dia. Ou seja, são cerca de 12,3 bilhões de bitucas descartadas diariamente.

    Em São Paulo, de acordo com o Inquérito de Saúde da Cidade de São Paulo (ISA Capital), de 2015, cerca de 16% dos paulistanos disseram ser fumantes, cerca de 1,9 milhão de pessoas. Na mesma progressão matemática de 7,7 bitucas por dia, seriam descartadas diariamente na capital paulista mais de 14 milhões de bitucas a cada 24 horas. A organização Rede Papel Bituca apresentou, em 2014 a estimativa de 34 milhões de bitucas descartadas por dia em São Paulo, o que encheria um apartamento de 70 m² do chão ao teto.

    O vereador lembra que são mais de 100 mil lixeiras e bituqueiras na cidade de São Paulo e mesmo assim, existe o hábito ruim de jogar as bitucas nas ruas. “Trata-se do item mais descartado nas ruas, com um prejuízo ambiental enorme. Segundo os Bombeiros, são mais de 500 queimadas de áreas verdes, parques e praças por ano na cidade e boa parte, causada pelas bitucas. E só uma medida dessas vai mudar o comportamento”, afirmou o vereador Rinaldi Digilio.

    De acordo com a Ocean Conservancy, que tem conduzido operações de limpeza de praias nos últimos 32 anos, bitucas de cigarro são os maiores lixos em quantidade retirados dos oceanos. Somente a ONG retirou quase 60 milhões delas, as peças mais coletadas de lixo. Somente em 2017, foram tiradas das praias mais de 2,4 milhões de bitucas.

    “Mais do que isso, a COVID-19 é transmitida por gotículas de saliva. Essas bitucas contém gotículas e até mesmo, podem ter o vírus, o que pode aumentar o contágio”, explica Digilio.

    O projeto deverá passar por mais uma votação até o fim de julho, antes de seguir para a sanção ou veto do prefeito Bruno Covas (PSDB).

    “Toda a regulamentação da fiscalização será feita pelo Executivo, mas no próprio projeto garantimos que ela seja feita também por imagens de câmeras de segurança, por exemplo. Assim como na lei do uso de cinto de segurança ou fumar em ambientes fechados, a fiscalização por amostragem em locais de grande ocorrência, além da participação da população que não tem essa prática, serão essenciais para mudar essa cultura”, afirmou.

  • Por que Pacientes Diabéticos Entram Automaticamente no Grupo de Risco

    Diabetes X COVID-19

    Hoje, mais de 13 milhões de pessoas convivem com a diabetes no Brasil. Isto representa, segundo a Associação Brasileira de Diabetes, 6,9% da população brasileira.

    Segundo dados da Federação Internacional de Diabetes, em novembro de 2019, 46% dos brasileiros entre 20 e 79 anos não sabem que tem diabetes e prevê que até 2045, o Brasil terá 26 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença.

    Outro fator a ser considerado é que as estatísticas mundiais mostram que 10% da população com diabetes apresenta o tipo 1 (diabetes da criança) e 90% apresenta o tipo 2 (diabetes do adulto). Nos últimos anos, com o aumento de casos de obesidade em adolescentes, cresce o número de portadores de diabetes tipo 2 nessa faixa etária.

    O diabetes não tem cura, mas tem controle. Com um diagnóstico precoce, o paciente pode até reverter a situação, diz a Dra. Bruna Marisa , Médica, pós graduada em endocrinologia e medicina ortomolecular, especialista em emagrecimento e membro da SBEM.

    Dito isso, podemos então partir para outro fator e este diz respeito de como o diabético reage à infecções virais. Isto se dá porque com a glicose em alta, a imunidade da pessoa diminui muito e o risco de complicações de uma infecção torna-se então o principal fator que coloca os diabéticos em grupos de risco para o COVID-19.

    Estudos recentes mostraram que 22,2% a 26,9% dos pacientes hospitalizados por COVID-19 relataram viver com diabetes.

    Para pessoas com diabetes tipo 2 com a glicose não controlada, o risco de uma infecção e morte devido à baixa imunidade e outras complicações como falência dos órgãos, complicações cardiovasculares e prejuízos nos rins, pés e na vista, por exemplo, é ainda maior.

    Segundo informações da Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos (AACE), os cuidados devem ser redobrados para os portadores de diabetes tipo 1, que não podem beber líquidos ou que estejam perdendo líquidos devido a sintomas virais, como diarreia e vômitos. Estas pessoas não poderão regular a glicose e não poderão limpar a glicose ou cetonas pela urina. Nestes casos, as complicações podem ser fatais.

    A Dra Bruna Marisa, explica que durante este período o paciente diabético deve manter sua dieta da melhor maneira  possível; deve se consultar com  seu médico para ouvir dele, orientações específicas para o seu caso, ( lembrando que já temos a telemedicina e as consultas podem ser feitas de casa) e também, devem se esforçar para manter o controle dos níveis de glicose e principalmente manter a administração de todos os medicamentos prescritos, a fim de que mantenha da melhor forma possível a função do sistema imunológico.

    Ela também lembra que a obesidade é também um grande fator de risco, pois diante de qualquer quadro viral precisará de um sistema imunológico competente.

    Resumindo, além de todas as precauções específicas do COVID-19, já conhecidas pela população, como lavar as mãos, evitar aglomerações, utilizar lenço para espirrar, entre outros, é de suma importância que os que forem diabéticos, sigam as e as orientações de prevenção dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Organização Mundial da Saúde (OMS),  endocrinologistas e/ ou prestadores de cuidados de saúde.

  • Dentes desalinhados prejudicam fala, mastigação e até autoestima

    A má oclusão dentária atrapalha a reprodução de fonemas que dependem da posição dos dentes e da língua;

    Além de causas hereditárias, problema pode surgir em decorrência de hábitos nocivos como roer unhas e chupar o dedo

    A forma como os dentes inferiores e superiores se encaixam dentro da boca é chamada de oclusão dentária. A configuração ideal é quando o posicionamento dentário permite a manutenção de todas as funções orais, como mastigação, deglutição, estética e fonação (fala). Quando há má oclusão, ou seja, o encaixe incorreto das arcadas dentárias, do esqueleto facial ou ambos, essas funções podem ser prejudicadas.

    “A má oclusão pode refletir tanto nas diversas funções do aparelho estomatognático quanto na aparência e autoestima dos indivíduos afetados, causando alterações de uma ou todas as funções orais”, diz a cirurgiã-dentista Luciana Iwamoto, presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.   

    Quando há um bom posicionamento dos maxilares, os fonemas podem ser reproduzidos com facilidade. Já em casos nos quais esse posicionamento não é ideal a reprodução fonética se torna um desafio. “Existem fonemas em que a língua precisa encostar nos dentes. Por isso, seu posicionamento pode influenciar diretamente na facilidade com que o indivíduo conseguirá reproduzir aquele som”, comenta.

    Aprendendo a falar

    A má oclusão pode ser um empecilho para a fala principalmente nos primeiros anos de vida de uma pessoa. “Uma criança que projeta a língua entre as arcadas dentárias, por causa do mal posicionamento destas, terá a fala alterada devido à diminuição do tônus muscular e da força, o que causa moleza e flacidez dos órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, palato, dentes e mandíbula) e posicionamento incorreto da língua”, afirma Iwamoto.

    A má oclusão também interfere na maneira como a criança dorme, se alimenta e aprende. “Um respirador bucal de Classe II (a arcada superior está avançada com relação a arcada inferior), por exemplo, terá a face alongada e as asas do nariz hipodesenvolvidas, podendo apresentar mau hálito (boca seca), sono agitado, déficit de atenção, concentração e dificuldade de aprendizagem devido à falta de oxigenação no cérebro”, exemplifica a cirurgiã-dentista.

    Má oclusão: causas e tratamentos

    O mau posicionamento das arcadas dentárias pode ter causas hereditárias ou funcionais. Nos casos de predisposição hereditária para dentes desalinhados, os fatores podem ser desarmonia de bases ósseas; dentes supranumerários; anomalias de tamanho dentário, entre outros. A má nutrição, enfermidades e traumas durante a gestação também podem causar má oclusão.

    Outros motivos também podem interferir no posicionamento das arcadas – cáries, perdas dentárias precoces, retenção prolongada dos dentes de leite, falta de espaço para a erupção normal dos dentes e hábitos nocivos como roer unhas, empurrar a língua contra os dentes e chupar o dedo também prejudicam a oclusão dentária.

    Há diversos tipos de tratamentos na ortodontia: os mais conhecidos são os aparelhos, que podem ser removíveis ou fixos. É recomendado sempre consultar uma(um) cirurgiã(o)-dentista especializada(o) em ortodontia para avaliação e determinação do curso de ação.

  • 5 passos que merecem atenção na hora do Imposto de Renda

    Advogada tributarista dá dicas para não cair na malha fina

    Já está liberada a nova temporada de declaração de Imposto de Renda 2020. Desde segunda-feira, dia 2, a Receita Federal está aceitando envio do documento. Uma das vantagens para quem se programou é a de receber a restituição logo no primeiro lote. Outro benefício, para quem vai pagar imposto, é o de optar pelo débito automático logo na primeira quota ou na quota única.

    Mas todo cuidado é pouco. Existem alguns erros que podem levar o contribuinte diretamente para a malha fina. A advogada tributarista Andrea Giugliani alerta que até erros simples no preenchimento do formulário caem na peneira do fisco. “Não é só a sonegação de imposto que causa a retenção da restituição. Dependendo da inconsistência dos dados informados à Receita, cair na malha fina será inevitável”, afirma.

    A advogada enumera 5 erros mais comuns e como fugir deles:

    1. Não deixe de declarar rendimentos diversos

    Mesmo que tenha passado pouco tempo no emprego ou que seja um trabalho como autônomo é preciso declarar. Outro rendimento que não pode ficar de fora é a venda de um bem, seja ele imóvel, carro ou qualquer outro que tenha gerado algum ganho. Além disso, aluguéis não podem ser esquecidos.

    1. Dependentes

    Desde que a Receita passou a exigir o CPF de todos os dependentes, ficou ainda mais fácil para verificar qualquer irregularidade. Na hora de declarar o filho, o pai ou a mãe podem incluí-lo. Vale ficar atento: se o dependente tiver qualquer tipo de renda ou patrimônio tudo deverá constar na hora da declaração.

    1. Para empregador doméstico

    Este ano não é mais dedutível do IR o valor de contribuição patronal pago à Previdência Social. Esta foi uma alteração importante deste ano.

    1. Aposentados e pensionistas

    As rendas de aposentadoria ou pensões também precisam ser comunicadas, já que na outra ponta serão declaradas. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) declara seu pagamento aos aposentados. O pagador de pensão também deve declarar e ainda tem a vantagem de poder deduzir o valor integral, desde que tenha sido por decisão judicial ou acordo registrado em cartório.

    1. Despesas médicas dedutíveis

    É importante lembrar que remédios e vacinas não estão entre as despesas dedutíveis no IR. Outro ponto importante é prestar atenção ao valor de reembolso, já que o mesmo tem um campo próprio para declaração em ‘Parcela não dedutível/valor reembolsado’.

    O prazo para a entrega das declarações segue até 30 de abril. É importante que as pessoas prestem atenção nos recibos e nos valores no momento de colocar tudo no programa, pois qualquer erro ou omissão podem fazer o contribuinte cair na malha fina. “Não deixe para a última hora para conseguir fazer tudo com calma e atenção”, finaliza.