Médica-veterinária do CEUB orienta como manter o bem-estar dos animais durante os períodos de baixas temperaturas
Com a chegada das frentes frias e queda bruscas de temperaturas, mudanças no comportamento dos cães tornam-se mais frequentes. Menos disposição para passeios, aumento do tempo de descanso e busca constante por locais aquecidos estão entre os principais sinais observados pelos tutores durante os períodos de baixas temperaturas.
Segundo a professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Rafaela Barbosa, o frio impacta diretamente a rotina e o comportamento dos animais. “Assim como os humanos, muitos cães ficam menos ativos em dias frios. A redução de exercícios físicos e estímulos mentais pode provocar ansiedade, irritação e até comportamentos destrutivos”, explica.
A especialista alerta que cães que passam muito tempo sem atividades podem apresentar latidos excessivos, mastigação de objetos, inquietação e alterações no sono. “Quando há acúmulo de energia e pouca estimulação, o animal tende a manifestar isso dentro de casa. Por isso, é importante adaptar a rotina mesmo nos dias mais frios”, afirma Rafaela.
Entre as recomendações estão manter brincadeiras em ambientes internos, oferecer brinquedos interativos e realizar pequenos treinos ao longo do dia. “Jogos de busca, enriquecimento ambiental e atividades rápidas ajudam a estimular o cão física e mentalmente, reduzindo o estresse e melhorando o bem-estar”, destaca a professora do CEUB.
A docente também chama atenção para os cuidados com animais mais sensíveis, como filhotes, cães idosos e pets com problemas articulares. “Esses animais precisam de ambientes aquecidos e exercícios de menor impacto. Além disso, mudanças bruscas de temperatura podem afetar ainda mais a saúde deles”, ressalta.
Outro ponto de atenção é a hidratação. Embora o consumo de água costume diminuir durante o inverno, ela continua sendo fundamental para o bom funcionamento do organismo. Além disso, a redução da atividade física pode influenciar o gasto energético dos animais, exigindo acompanhamento dos tutores em relação à alimentação e ao peso corporal.
Para a especialista, observar mudanças de comportamento durante o inverno é essencial para garantir qualidade de vida aos pets. “Caso o tutor perceba sinais persistentes de ansiedade, apatia, desconforto ou alterações importantes na rotina do animal, o ideal é procurar acompanhamento veterinário para evitar agravamentos”, conclui Rafaela.
Recomendações para manter o bem-estar dos cães durante o inverno
- Mantenha a rotina de atividades: mesmo nos dias frios, reserve momentos para brincadeiras e exercícios. Caso os passeios sejam reduzidos, estimule o pet dentro de casa com jogos e desafios.
- Invista em brinquedos interativos: brinquedos recheáveis, tapetes de farejar e atividades de enriquecimento ambiental ajudam a gastar energia e evitam o tédio.
- Ofereça um local aquecido para descanso: disponibilize camas, mantas e espaços protegidos do vento e da umidade, especialmente para filhotes, idosos e cães de pelo curto.
- Observe mudanças de comportamento: apatia, excesso de sono, irritabilidade, latidos frequentes ou destruição de objetos podem indicar necessidade de mais estímulos ou até desconforto físico.
- Mantenha a hidratação: durante o frio, alguns cães tendem a beber menos água. É importante estimular o consumo e manter os recipientes sempre limpos e abastecidos.
- Redobre a atenção com cães idosos: animais com problemas articulares podem sentir mais desconforto nas baixas temperaturas. Nesses casos, o acompanhamento veterinário é fundamental.
- Acompanhe a alimentação: com a redução das atividades físicas, alguns cães podem gastar menos energia. O tutor deve observar o peso do animal e seguir as orientações do médico-veterinário.
- Procure ajuda especializada quando necessário: se o animal apresentar mudanças persistentes de comportamento, sinais de dor, ansiedade ou apatia, a avaliação veterinária é indispensável.
