Como incluir os pets na torcida com segurança e sem riscos alimentares

Copa em casa: como incluir os pets na torcida com segurança e sem riscos alimentares durante os jogos

Reunir amigos e familiares em casa para assistir aos jogos da Copa é um hábito comum desse período, marcado por mesas repletas de petiscos e momentos de celebração. Em meio ao clima de torcida, cães e gatos costumam ficar próximos de responsáveis e convidados e, muitas vezes, acabam sendo inseridos nas comemorações, especialmente pela oferta inadequada de alimentos que podem representar riscos à sua saúde.

Muitos dos alimentos consumidos nesses encontros podem ser tóxicos ou provocar problemas digestivos em cães e gatos, mesmo em pequenas quantidades.

“Alimentos bastante comuns durante as reuniões para torcer pela Seleção Brasileira, como embutidos, carnes muito temperadas, petiscos gordurosos, chocolates e bebidas alcoólicas e algumas não alcoólicas, como energéticos, bebidas com cafeína, à base de cola/guaraná e as adoçadas, podem causar desde desconfortos gastrointestinais até quadros graves de intoxicação. O ideal é que os animais recebam apenas alimentos desenvolvidos especificamente para sua espécie”, orienta Amanda Arsoli, médica-veterinária da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos.

De acordo com a médica-veterinária, cães tendem a ser mais curiosos e menos seletivos na alimentação do que os gatos, o que aumenta o risco de ingestão acidental. Por isso, além de evitar a oferta desses alimentos, é importante mantê-los fora do alcance dos animais durante as comemorações.

Entre os principais riscos estão embutidos como salame, presunto e mortadela, que além de alto teor de sódio e gordura, podem conter alho e cebola, alimentos capazes de causar desde desconfortos gastrointestinais até alterações sanguíneas importantes, que podem evoluir para anemia hemolítica, com sinais como apatia, fraqueza, mucosas pálidas, respiração acelerada, urina escurecida e icterícia. Azeitonas também exigem atenção, especialmente as versões em conserva, que podem conter esses ingredientes tóxicos.

Frutas secas, castanhas e amendoim, comuns em mesas festivas, podem causar desconfortos gastrointestinais e são altamente calóricos. Em versões adoçadas, podem conter xilitol, substância extremamente tóxica para cães.

Já a pipoca, quando preparada sem sal e sem temperos, não costuma representar risco, mas as versões consumidas em eventos sociais geralmente contêm manteiga, óleo e condimentos não indicados para pets.

As bebidas também merecem cuidado. O álcool é altamente tóxico para cães e gatos e pode causar intoxicação grave. Refrigerantes zero açúcar podem conter adoçantes sintéticos prejudiciais, enquanto bebidas à base de cola, energéticos e guaraná podem ter cafeína e teobromina, substâncias altamente tóxicas para cães e gatos, que podem provocar vômitos, diarreia, convulsões e problemas cardíacos. Para animais mais sensíveis, podem até levar à morte.

Além dos cuidados alimentares, é importante orientar os responsáveis sobre o ambiente durante os jogos, já que fogos de artifício, gritos, apitos, música alta e grande movimentação de pessoas podem gerar medo e estresse em alguns cães e gatos.

 

“A recomendação é manter o pet em um ambiente seguro, tranquilo e familiar, de preferência afastado da área de maior agitação. Fechar portas e janelas, reduzir estímulos sonoros quando possível, disponibilizar caminha, água, brinquedos e objetos já conhecidos pelo animal pode ajudar a trazer mais conforto. Também é importante evitar forçar contato com visitas ou exposição ao barulho, especialmente em animais que já demonstram medo”, orienta Amanda.

Ela reforça a importância do responsável observar sinais como tremores, tentativa de fuga, salivação excessiva, vocalização, respiração ofegante, esconder-se, agitação ou comportamento agressivo. Em animais com medo intenso de fogos ou ruídos, o ideal é que o responsável procure orientação prévia do médico-veterinário, pois em alguns casos, pode ser necessário avaliar medidas complementares, sempre sob orientação e prescrição do profissional.

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