Autor: agitosp

  • 5 dicas para uma gestação saudável

    Com cuidados simples, é possível garantir o bem-estar da mãe e do bebê e um pós-parto tranquilo

    Diz o ditado que “gravidez não é doença”. No entanto, durante a gestação é preciso adotar alguns cuidados específicos para evitar que surjam enfermidades que possam colocar em risco a saúde da mãe e do bebê, além de garantir que o pós-parto seja tranquilo. A ginecologista e obstetra Dra. Kelly Alessandra Tavares conta que isso acontece porque as mudanças hormonais que ocorrem no período modificam o metabolismo da futura mamãe, podendo facilitar o surgimento de doenças metabólicas em mulheres já predispostas. “Uma gestante que já tinha um problema de tireoide antes de engravidar, por exemplo, precisa de acompanhamento mais próximo para evitar que isso afete a gestação. O mesmo acontece com aquela que tem predisposição genética à hipertensão”, conta a médica da capital paulista.

    A fim de garantir uma gestação saudável, a obstetra elencou cinco dicas simples a serem seguidas. Confira:

    1- Atenção à balança: o ideal é evitar o aumento excessivo durante a gestação. A ginecologista recomenda o acompanhamento da gestação por uma equipe multidisciplinar, que inclua também nutricionista. “O aumento de peso na gestação pode trazer diversas complicações, incluindo o aparecimento de diabetes gestacional e o ganho excessivo de peso do bebê, risco de hipertensão gestacional, risco de parto prematuro. Por isso, é preciso redobrar a atenção com o que come: “não adianta achar que comer muitas frutas, por exemplo, é saudável e está liberado, porque elas também são ricas em açúcares”, destaca a médica.

    2- Pré-natal em dia: as consultas rotineiras com o obstetra servem para acompanhar o desenvolvimento da gestação. “Nas consultas, conseguimos acompanhar a saúde da mãe e do bebê, por meio de diversos exames. Se algo estiver fora do padrão, conseguimos intervir. Outro motivo importante do pré-natal é o preparo da mulher para a maternidade, com aconselhamento, orientação para o parto e o puerpério, tira-dúvidas sobre aleitamento e até para a detecção precoce do risco de depressão pós-parto”, diz a médica.

    3- Movimente-se: os exercícios físicos estão liberados e são indicados para as gestantes. “Claro que se ela era sedentária, não pode pegar pesado logo de cara só porque está grávida. Mas, pode fazer caminhada, hidroginástica, ioga, pilates e outras atividades que vão ajudar a dar flexibilidade e força para a musculatura, além de estimular a circulação sanguínea para prevenir o aparecimento de varizes”, conta a obstetra. No caso das gestantes que já se exercitavam, a rotina pode seguir normalmente, desde que liberado pelo médico que a acompanha.

    4- Sem estresse: para quem trabalha e vive em grandes centros urbanos, esta é difícil, mas vale o esforço. “O estresse libera diversas substâncias na corrente sanguínea, como o cortisol e a adrenalina, que não são legais para o bebê”, explica Dra Kelly. Por isso, quanto menos a mamãe se estressar, melhor é para ela e para a criança. “Indicamos sempre a prática de atividade física, meditação, massagem e outras formas de relaxar.”

    5- Cuidado com os palpites: quando surge uma gestante, surgem dicas, sugestões e opiniões variadas sobre o que deve ser feito. “Geralmente, as pessoas têm boa intenção ao palpitar, mas isso pode gerar ansiedade e medos desnecessários. Não é porque a prima da vizinha teve um parto difícil que significa que o seu também será. Cada gravidez é única e merece atenção individualizada”, conclui a obstetra.

  • Por que incluir bananas na alimentação do cachorro? 

    Fresca e saudável, a fruta pode complementar a dieta regular do pet

    Existem diversos alimentos que podem ser inseridos na dieta dos cachorros, porém alguns são extremamente proibidos, porque podem fazer mal à saúde do pet. Mas e a banana? Em qual das listas ela se encaixa? Segundo Ingrid Stein, veterinária da DogHero, plataforma que conecta mães e pais de cachorro a anfitriões que hospedam os pets em casa, ela é considerada uma ótima fonte de potássio, fundamental para o bom funcionamento dos músculos, inclusive dos peludos.

    As fibras ajudam no trato gastrointestinal, especialmente se o cachorro estiver com algum transtorno nesta região. O magnésio ajuda na absorção das vitaminas, na produção de proteínas e promove o crescimento e fortalecimento ósseo.

    “Embora tantos benefícios, é importante não exagerar. O alimento não deve fazer parte da alimentação diária do pet, devido ao alto teor de açúcar que consequentemente pode causar obesidade canina, desbalanço da flora intestinal e diabetes.”, diz Ingrid Stein.

    Além de ser um dos doces mais acessíveis e baratos, em geral os cães adoram a fruta. “Os três tipos de açúcares da banana (glicose, sacarose e frutose) exalam um cheiro incrível ao faro aguçado dos cães. O ideal é torná-la um agrado especial após ele acertar um novo comando”, explica Ingrid.

    As frutas em geral, além de saborosas, são riquíssimas em nutrientes e antioxidantes. Isso eleva a qualidade da nutrição canina de forma natural. Por consequência, aumenta a imunidade e protege o amigo de quatro patas de várias doenças. É importante dizer que um veterinário deve ser consultado antes de introduzir esses alimentos, para administrá-los conforme o tamanho e estilo de vida do pet.

     

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  • Conheça os benefícios da cafeína

     

    Poderoso estimulante e termogênico natural, a cafeína está presente em diversas outras fontes de consumo

     

    Dia 24 de maio é celebrado o Dia Mundial do Café. Muito popular no país, a bebida é usada como fonte de energia, para aumentar a disposição e até como termogênico natural graças ao seu principal ingrediente, que confere à ela essas potencialidades: a cafeína.

    Os efeitos da cafeína no nosso organismo são muitos já comprovados pela ciência. A mais nova boa notícia vem da Declaração do Consenso ICO – Consensus Statement on Sports Nutrition, publicada neste ano (2018), que evidenciou a eficácia e segurança do uso de suplementos alimentares para atletas de alto rendimento, entre eles, a cafeína. Classificada segundo o documento como um recurso ergogênico comprovado para a melhora da performance no esporte, a cafeína pode ser consumida de diversas formas na rotina do atleta.

    Efeitos benéficos da cafeína no nosso organismo também são atestados por outros órgãos de renome internacional, como a European Food Safety Authority (EFSA). Um recente estudo da EFSA (2017) atesta que, a ingestão de até 5,5 mg de cafeína por kg de peso é segura para adultos saudáveis, não conferindo efeitos adversos. Segundo o cálculo feito pelo órgão, a ingestão de até 400mg de cafeína por dia é segura para adultos saudáveis, independente da fonte de cafeína.

    Fernanda Seiffer, nutricionista clínica e functional da E4 Consultoria de Nutrição, aponta alguns dos benefícios do consume moderado da cafeína:

    ü  Melhora do estado geral de cansaço físico e mental;

    ü  Melhora no desempenho mental e estado de alerta (reflexos);

    ü  Auxílio na memória;

    ü  Melhora da concentração e do estado de alerta;

    ü  Melhora no desempenho nas atividades físicas;

    ü  Efeito termogênico, que acelera o metabolismo (transforma a gordura em fonte de energia);

    ü  Efeito neuroprotetores;

    ü  Melhora do humor.

    Ainda de acordo com a nutricionista, a cafeína é um substrato natural que pode fazer parte de uma dieta saudável e de um estilo de vida ativo. Versátil, está presente em diversas outras fontes de consumo, que podem ser alternativas saudáveis e seguras para quem não tem o hábito de consumir café ou não gosta da bebida.

    A nutricionista Fernanda Seiffer dá dicas de bebidas e alimentos ricas em cafeína:

     

    ü  Chás (especialmente chá preto, chá mate; chá verde);

    ü  Bebidas à base de cola e guarana;

    ü  Cacau e chocolate;

    ü  Bebidas energéticas.

    “No caso das bebidas energéticas, por exemplo, elas ainda trazem em sua composição carboidratos, taurina e vitaminas do complexo B. A interação destas substâncias auxiliam na capacidade de concentração e na velocidade de reação, contribuindo para um melhor estado de alerta e para a resistência física e na melhora o bem-estar”, explica a nutricionista da E4 agência.

    Ainda de acordo com a nutricionista, é preciso ter atenção com o consume moderado: “uma lata de 250 ml contém a mesma quantidade de cafeína (80 mg) que uma xícara (60 ml) do nosso bom e velho cafezinho expresso”, adianta.

  • A importância do tratamento odontológico em pacientes cardiopatas

    Saúde Bucal X Saúde Cardiovascular

    No Brasil, as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte, correspondendo à um terço dos óbitos no país. Dados do Ministério da Saúde, indicam que o coeficiente de mortalidade por doença cardiovascular é de, aproximadamente, 442 por 100 mil habitantes, porém, os avanços da medicina têm permitido uma longevidade maior para pacientes cardiopatas.

    Campanhas para o aumento no controle de fatores de risco, como: hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo, diabetes mellitus, obesidade, sedentarismo, hereditariedade e estresse, tem cada vez mais sido enfatizado.

    Levando em consideração que para qualquer intervenção em saúde bucal é fundamental o conhecimento do perfil geral do paciente, buscando informações que darão ao profissional que o atende, os subsídios necessários para um bom diagnóstico e assim estabelecer um planejamento terapêutico correto; o cirurgião-dentista obrigatoriamente deve estar atento a possíveis alterações que possam evidenciar em boca.

    Quando as bactérias presentes no meio bucal entram nos tecidos por meio de procedimentos  odontológicos ou até mesmo por escovação rigorosa espontânea, elas chegam à corrente sanguínea e podem provocar uma bacteremia transitória. Em um cardiopata, as bactérias podem ficar hospedadas no coração, desenvolvendo uma infecção conhecida como endocardite infecciosa de grande mortalidade e morbidade, por exemplo. Então, é responsabilidade do cirurgião dentista, conhecer e orientar os seus pacientes deste perigo eminente.

    O cirurgião dentista, Prof. Dr. Frederico Buhatem, alerta que os pacientes portadores de cardiopatias principalmente os hospitalizados sob cuidados paliativos, muitas vezes se encontram descompensados sistemicamente ou dependentes de cuidados, e assim, acabam impossibilitados ou prejudicados de manter uma higienização bucal adequada. “Eles necessitam de cuidados de excelência, dirigidos não apenas aos problemas fisiopatológicos, mas também para as questões psicossociais, ambientais e familiares que se tornam intimamente interligadas à doença física”.

    Estudos recentes vêm sendo realizados para aumentar o conhecimento da relação de  infecções bucais e os consequentes riscos, em especial, para pacientes cardiopatas. A periodontite, por exemplo, é uma infecção crônica que afeta as estruturas de suporte dos dentes e é provocada por bactérias que estão na cavidade bucal, e agravada em pacientes com alterações de saúde associadas. Ela ainda não é considerada a maior causa de doenças cardiovasculares, porém, é comprovadamente um fator de risco, por isso a necessidade de orientar aos pacientes sobre a correta higiene bucal, visando a diminuição do número de bactérias, descreve o Prof. Dr. Frederico Buhatem.

    Em especial no caso de pacientes cardiopatas, qualquer processo infeccioso pode agravar o quadro clínico e dificultar o tratamento, então, o acompanhamento desses casos com exames odontológicos periódicos, é imprescindível para eliminar possíveis focos infecciosos. “Os procedimentos odontológicos realizados com técnica correta incluem medidas de profilaxia, avaliações clínicas amplas e preparo pré-operatório. Assim, diminuem as complicações e obtêm-se, quase sempre, resultados tardios favoráveis”, finaliza Dr. Frederico.

  • Especialista alerta para os perigos da conjuntivite

     
     
    Vermelhidão nos olhos, pálpebras inchadas, coceira e lágrimas em excesso são sinais de que alguma coisa não vai bem com seus olhos, podendo indicar uma conjuntivite, alerta o oftalmologista Fernando Eiji Sakassegawa Naves do Hospital da Santa Casa de Mauá.
     
    A patologia é uma inflamação na membrana transparente que reveste a parte frontal do globo ocular e o interior das pálpebras. A conjuntivite pode durar cerca de 20 dias e ocorrer em qualquer época do ano.
     
    A mais comum é a infecciosa, de caráter contagioso, e pode acometer até os dois olhos. Esse tipo é divido em viral – o mais comum, transmitido pelo adenovírus, pelo contato de secreções dos pacientes infectados; bacteriana, menos comum, porém mais perigoso e transmitido pelo contato com a bactéria; fúngica a mais rara, ocorre quando uma pessoa machuca os olhos com madeira. O tratamento é bastante delicado e pode causar complicações na visão.
     
    Existem ainda outros tipos de conjuntivite, como a alérgica que é decorrente do contato com ácaro e pólen, não são contagiosas e podem ser sazonal, associada à rinite ou asma; ceratoconjuntivite atópica, ligada à dermatite atópica; primaveril ou papilar gigante em razão do uso de lentes de contato.
     
    Segundo o especialista, como os sintomas são bastante semelhantes, a melhor forma de identificar o tipo é verificar sua forma de contágio. “Procurar um especialista para indicar o tratamento correto o mais rápido possível é a melhor maneira de evitar complicações”, explica.
     
    Vários fatores podem desencadear a conjuntivite e o mais comum é colocar as mãos sujas ou contaminadas nos olhos. Algumas doenças também podem gerar uma predisposição como herpes, doenças autoimunes ou virais, além da baixa imunidade.
     
    “O tratamento deverá ser determinado pelo agente causador da doença. Na viral não existem medicamentos específicos e o tratamento foca nos sintomas; na bacteriana inclui colírios antibióticos; na alérgica, a orientação é diminuir a intensidade e a frequência das crises”, acrescenta o médico.
  • Saiba como ler o rótulo da embalagem do óleo lubrificante

    Especialista da TOTAL explica o significado das siglas nos frascos do produto

    Na hora de comprar lubrificante para trocar o óleo do carro, da motocicleta ou do caminhão é fundamental saber escolher o produto certo. “Assim o motorista não gasta dinheiro de forma errada e não corre o risco de danificar o motor do veículo no futuro. Por isso, é muito importante prestar atenção nas informações contidas na embalagem”, alerta Fábio Silva, coordenador Técnico da TOTAL Lubrificantes do Brasil – quarta maior companhia de petróleo e gás do mundo.

    Segundo o especialista, muita gente ainda tem dúvidas sobre o que está escrito no rótulo do óleo. “As pessoas, em geral, não sabem decifrar aquelas informações contidas no frasco e normalmente escolhem o produto somente pela marca ou pelo preço. No entanto, basta seguir quatro passos para identificar o lubrificante ideal”, garante.

    Primeiro, é preciso verificar qual é a linha do produto no centro do frasco. Esse dado indica a principal categoria do óleo: Passenger Car Motor Oil (PCMO), Motorcycle Oil (MCO) e Heavy Duty Motor Oil (HDMO). “No caso da TOTAL, por exemplo, as gamas Quartz, Classic e ELF Evolution são para veículos de passeio (PCMO). Já ELF MOTO se aplica a motocicletas (MCO) e Rubia abrange a linha pesada, como caminhões e ônibus (HDMO)”, explica Silva.

    Cada veículo precisa de uma viscosidade de óleo específica de acordo com o tipo de motor, uso, quilometragem e temperatura ambiente. Portanto, o segundo passo é verificar a viscosidade do lubrificante por meio da classificação SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos, na sigla em inglês). “Todo produto possui números junto à letra W, da palavra winter, que significa inverno em inglês. Por exemplo, na sigla 5W-40, o primeiro número indica a viscosidade do óleo em baixas temperaturas, quando o motor ainda está em repouso, enquanto o segundo número aponta a viscosidade do óleo a 100°C, quando o veículo já está em movimento. O motorista pode conferir qual é a viscosidade ideal ao consultar o manual do veículo”, afirma o especialista.

    O terceiro passo é verificar o tipo do lubrificante. Para isso, é fundamental ler aquelas letras pequenas abaixo do índice SAE. É nesse local que dá para descobrir se o óleo é mineral, sintético ou semissintético e, assim, identificar qual é a composição base do produto.

    Por fim, o quarto passo é verificar as especificações de aplicações. “Essa informação fica sempre no lado inferior direito da embalagem, que mostra as normas americanas API ou as normas europeias ACEA. A primeira apresenta a qualidade do óleo, que no caso dos carros leves é representada pelo conjunto de duas letras: S de service station e a letra de desempenho (L, M ou N), ou seja, quanto maior for a segunda letra, melhor é a qualidade do lubrificante. Já a ACEA avalia rigorosamente os fatores técnicos da composição”, conclui Fábio Silva.

  • T(D)PM não é frescura  

    Psiquiatra explica que alteração hormonal pré-menstrual, em alguns casos, é coisa séria

     

    O período que precede a menstruação é caracterizado pelo surgimento de sintomas psíquicos e físicos, como alteração de humor, irritabilidade e melancolia; além de dores de cabeça, inchaço e fadiga, para uma boa parte das mulheres. Esses sintomas são causados por uma alteração hormonal feminina que age diretamente no sistema nervoso central e gera diversos mal-estares. Porém, em casos mais graves, essa alteração passa de TPM para TDPM, a abreviação ganha apenas uma letra, mas a condição é bem mais complexa.

     

    O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma forma grave da Síndrome Pré-Menstrual (SPM), que ocorre quando há pico de estrogênio – geralmente no primeiro dia antes da ovulação – e melhora com a menstruação. A prevalência do TDPM é de 2% a 8% da população feminina fértil e os sintomas do transtorno podem ser tão intensos que trazem prejuízo à rotina da mulher¹̛ ². De acordo com o psiquiatra Kalil Duailibi (CRM 47.686), o TDPM tem gravidade comparável à de outros transtornos mentais e não pode ser subestimado.

     

    Estima-se que 1,3% das mulheres tenham prejuízo funcional devido ao TDPM e talvez nem saibam que sofrem do mal², que tem diagnóstico complexo e pode ser confundido com outros dois tipos de transtorno, o depressivo persistente e o bipolar. Para diagnosticar uma paciente corretamente com TDPM, os profissionais de saúde levam em consideração fatores de risco para desenvolvimento da doença, como: estresse, trauma interpessoal, herança genética (entre 30% e 80%), o não uso de contraceptivos orais, além de dois ciclos sintomáticos.

     

    “Ainda há pouco esclarecimento sobre as causas do TDPM, mas estudos apontam uma interação anormal entre neurotransmissores e hormônios ovarianos. Estes hormônios são capazes de ativar áreas cerebrais como o córtex pré-frontal e as relacionadas à recompensa e ao estresse. E essas ativações vêm sendo relacionadas ao desenvolvimento de sintomas do quadro. A variação do humor, irritabilidade, sintomas de ansiedade e a disforia compõem características fundamentais dessa condição e podem estar associados a sintomas comportamentais e físicos que atingem seu pico perto do início da menstruação, quando em geral começam a se atenuar ou cessam. O tratamento para o transtorno é feito com correção das alterações hormonais; supressão ovulatória ou com o uso de inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como o escitalopram”, explica o psiquiatra. 

     

    Caso tenha se identificado com a situação, procure auxílio médico e confirme ou descarte o diagnóstico.

    Eficaz

    Referência

    ¹American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing; 2013.

     

    ² Baller EB, Wei SM, Kohn PD, Rubinow DR, Alarcón G, et al. Abnormalities of dorsolateral prefrontal function in women with premenstrual dysphoric disorder: a multimodal neuroimaging study. Am J Psychiatry. 2013 Mar;170(3):305-14.

  • Câncer de mama em familiares é sinal de alerta

    Inovações na medicina permitem rastrear os genes favoráveis a doenças, como o câncer de mama, e a optar por intervenções profiláticas, como a mastectomia

    O câncer de mama é a patologia que mais acomete as mulheres, sendo responsável por cerca de 20% das mortes por câncer. Dados da American Cancer Society (Sociedade Americana do Câncer) estimam que uma entre 12 mulheres desenvolverá câncer de mama durante a vida e a incidência desta doença aumenta com a idade.

    Antecedentes familiares de câncer de mama, especificamente em mãe e irmãs, além de lesões benignas precursoras de malignidade, são fatores que compõem o grupo de maior risco. Segundo pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association, aproximadamente 10% da população feminina pode ser considerada de alto risco para câncer de mama. Mas felizmente apenas 30% desenvolve a doença. Com dados que crescem a cada ano, como prevenir esta doença?

    Com os avanços na medicina em tecnologia e exames já é possível investigar as possibilidades genéticas de desenvolver algumas doenças, entre elas o câncer, bem como listar as mais de 50 síndromes de câncer hereditárias. Mas muito se debate sobre investigar ou não esse tipo de questão, pois esse tema leva a outro tema bem controverso entre os médicos mastologistas que é a cirurgia de mastectomia profilática, a mesma realizada pela atriz Angelina Jolie em 2013.

    De acordo com o Dr. Rogério Fenile, mastologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Mastologia, este procedimento é uma forma preventiva para as mulheres com alto índice hereditário, de histórico familiar, de desenvolver a doença. “O procedimento também é indicado para os casos em que a paciente já teve ou tem câncer em uma das mamas e retira a outra para evitar que a doença se espalhe”, explica o especialista.

    Ainda de acordo com Fenile, é importante ressaltar que esta passa a ser mais uma opção a ser considerada e não a única. “A paciente deve ter clareza das opções para que o melhor seja feito em benefício da sua saúde. É uma decisão que ela deve tomar em conjunto com o seu médico, sempre lembrando que a cirurgia veio para somar às alternativas já existentes”, reforça.

    Ter a alteração genética não é garantia de que a paciente desenvolverá um câncer, mas sim um grande aumento das possibilidades. Assim como a cirurgia não impossibilita a doença de ressurgir. É uma alternativa que reduz as chances do câncer nas mamas em aproximadamente 90%, mas não impede que surja nas axilas e na parede torácica, por exemplo. “Por isso, mesmo se esta tenha sido a opção escolhida pela paciente, ela precisará manter o acompanhamento com o mastologista justamente para realizar exames com frequência, reforçando a prevenção”, conclui o mastologista.

    Dr. Rogério Fenile é Mestre e Doutor em Ciências Médicas pela Disciplina de Mastologia do Departamento de Ginecologia da UNIFESP e membro titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. É especialista em cirurgia de reconstrução mamária, com mais de 20 anos de experiência médica. Para saber mais sobre o seu trabalho, acesse www.drrogeriofenile.com.br ou @drrogeriofenile nas redes sociais.

  • 10 alimentos para turbinar o cérebro  

    Você sabia que o ovo pode fazer bem para a memória? Confira os nutrientes que você deve incluir na dieta para manter mente e corpo saudáveis

    Diariamente os jornais, revistas e programas de televisão anunciam as orientações de especialistas da área da saúde para a manutenção de uma vida saudável. Falam sobre exercícios físicos, alimentação saudável… E o cérebro?

    Este poderoso órgão possui uma capacidade de armazenamento e aprendizado incrível. O cérebro precisa de energia para funcionar e consome 20% da energia de todo nosso corpo. Podemos, inclusive, gastar 30 calorias por hora somente pensando! Mas para que ele funcione no máximo de sua potencialidade, é preciso receber alguns cuidados.

    Além de exercitar o cérebro, praticar atividades físicas, ter boas noites de sono e interações sociais de qualidade, a alimentação também contribui para o seu bom funcionamento e pode até ajudar a estimular determinadas habilidades.

    “Algumas substâncias que estão presentes nos alimentos, como Ômega3 e licopeno, favorecem a cognição e são muito importantes para o aprendizado. Essas substâncias estão presentes nas frutas, verduras, legumes, peixe, ovos, azeite de oliva”, conta a nutricionista clínica Silvia Calil, especializada em alimentos para o cérebro e consultora do Método SUPERA.

    O licopeno é uma substância carotenoide caracterizada pela cor avermelhada e, portanto, está presente no tomate, na melancia, morango entre outros vegetais sendo que, quanto mais intensa for a cor vermelha, maior a quantidade da substância. O que chama atenção é que é um antioxidante que combate os radicais livres e retarda o envelhecimento.

    “O ovo, que por muito tempo foi visto como um vilão da dieta, é essencial para manter o funcionamento da memória, por meio da colina, nutriente presente na gema”, complementa a especialista.

    Adotar uma dieta saudável ajuda a prevenir desde pequenos lapsos de memória até graves doenças neurológicas degenerativas.

    Confira abaixo uma lista de alimentos com nutrientes que fazem bem para o cérebro:

    1) Peixes – Principalmente os de água fria (salmão, anchova, sardinha, atum, arenque), são fontes de ácidos graxos ômega 3, poderoso antioxidante.

    2) Frutas e vegetais amarelos – Mamão, manga, pêssego, cenoura, abóbora. São alimentos fontes de betacaroteno, antioxidante que combate o envelhecimento celular.

    3) Frutas vermelhas – Morango, cereja, framboesa, amora, pitanga, melancia e tomate, também possuem pigmentos antioxidantes que combate os radicais livres e ajudam a memória.

    4) Oleaginosas – castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, amendoim. Ricas em vitamina E e selênio, também fontes de antioxidantes.

    5) Carnes, aves, grãos integrais, leguminosas, leite e derivados – Estes alimentos são fontes de vitaminas do complexo B. Ajudam a regular a transmissão entre os neurônios. Na carne vermelha você encontra também o ferro que pode colaborar com a boa memória.

    6) Blueberry: ameniza os efeitos de doenças do cérebro relacionadas à idade, melhora a capacidade de aprendizagem, melhora a memória e a concentração, estimula o fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro.

    7) Banana: Fornece energia e eletrólitos para o cérebro, melhora as funções cognitivas, protege o cérebro de danos oxidativos, ajudam a melhorar o humor e a manter o equilíbrio.

    8) Amêndoa: ajuda a prevenir declínio cognitivo relacionado à idade, melhora a memória e o aprendizado, aumenta a atenção.

    9) Canela: Aumenta a atividade do cérebro, alivia a tensão nervosa e evita perda de memória, reduz riscos de doença do Alzheimer.

    10)  Linhaça: rica em gorduras do cérebro saudável, constrói e protege os neurônios, regula o ambiente do cérebro, e melhora as funções cognitivas.

    Para saber mais sobre alimentos para o cérebro, acesse www.metodosupera.com.br

  • 4 dicas para alcançar o bem-estar financeiro

    4 dicas para alcançar o bem-estar financeiro

    por Lucas Medola*

     

    Por causa da instabilidade da economia mundial, é fundamental tomar precauções quanto às nossas finanças e, acima de tudo, conscientizar e educar a sociedade sobre como obter o tão desejado bem-estar financeiro – que inclui, essencialmente, a importância de poupar.

     

    Por bem-estar financeiro entenda-se a saúde financeira de qualquer trabalhador e sua capacidade de gerenciar adequadamente sua renda. Aquela velha conta de padeiro, como nossas avós costumavam dizer: suas despesas precisam ser proporcionais ao salário que você recebe mensalmente, evitando, assim, contrair dívidas difíceis de honrar.

     

    Para alcançar essa estabilidade, primeiro é necessário ter “educação financeira”, ou seja, é importante que a pessoa aprenda a administrar adequadamente sua renda, o que significa manter um registro atualizado de suas despesas, entender a importância de poupar, conhecer as diversas opções de investimento disponíveis no mercado e também planejar para o futuro.

     

    Segundo o estudo “Economize para se desenvolver”, elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a América Latina economiza apenas 17,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB), contra uma média de 33% entre os países emergentes. Trata-se de matemática pura e simples. Isso quer dizer que já passou da hora de começarmos a melhorar nossos hábitos financeiros.

     

    A seguir, destaco quatro dicas que podem ajudá-lo a alcançar esse equilíbrio. 

     

    Administre seus gastos e crie o hábito de poupar

    Todos nós devemos ser capazes de analisar como gastamos nosso dinheiro e aprender a tomar decisões que não afetem nosso bem-estar econômico. As despesas relativas às necessidades básicas, isto é, alimentos, moradia, medicamentos, escola, pagamentos de serviços etc. devem ser as primeiras a ser levadas em conta.

     

    Você também deve incluir nesse plano uma soma voltada a entretenimento – porque ninguém é de ferro – e outra porção deve ser dedicada à poupança ou a algum investimento de longo prazo, que esteja alinhado com os seus objetivos futuros, sejam eles um casamento, um(a) filho (a), a compra de um carro ou até a aquisição do tão sonhado imóvel.

     

    E muito importante também buscar ter uma noção, mesmo que seja básica, sobre as opções de investimento existentes no mercado e os riscos associados, para que você esteja confortável com a sua estratégia de investimento. Hoje, existem boas opções de leitura disponíveis na internet. Mas o ideal é buscar uma conversa e, até, a orientação de alguém com mais experiência no assunto.

     

     

    Economize para as emergências

    É importante estar economicamente preparado para enfrentar imprevistos que possam afetar o equilíbrio financeiro. Para isso, devemos ter um fundo de poupança cuja missão é cobrir despesas inesperadas, como emergências médicas, por exemplo.

     

    Esse “colchão” pode evitar o que chamo de estresse financeiro, além de endividamentos desnecessários.

     

    Planeje sua aposentadoria

    Planejar a aposentadoria é uma parte essencial do esforço econômico para que possamos alcançar nosso bem-estar financeiro. O ideal é investir desde jovem em um fundo de aposentadoria. Existem diversas opções no mercado que podem ajudar no planejamento do futuro. Sugiro que você invista algum tempo em um “aconselhamento financeiro”, para que consiga analisar todos os benefícios oferecidos pelos diferentes fundos de aposentadoria.

     

    Vale muito a pena investir em um fundo para garantir uma aposentadoria despreocupada.

     

    Gosto também de comentar que, como diriam os meus pais, “de grão em grão a galinha enche o papo”, portanto, o importante é começar a poupar, mesmo que com quantias “aparentemente pequenas”, pois a recompensa virá.

     

    Mantenha um bom histórico de crédito

    Ter um histórico de crédito saudável pode tornar alguns ativos, como hipotecas ou carros, mais acessíveis. Portanto, devemos ter cuidado com o uso de cartões de crédito, pois, muitas vezes, eles nos levam a exagerar nas compras.

     

    Recomendo, por exemplo, não comprar produtos desnecessários (sim, sei que, muitas vezes, o impulso é um desafio; eu mesmo adoro comprar vinhos e sei como é difícil resistir à tentação) e sempre rever qualquer oferta em seus termos e condições.

     

    Eu, por exemplo, tenho o hábito de fazer lista de mercado, não somente para não esquecer algum item, mas para não comprar itens desnecessários. Também tento, ao máximo, seguir a minha lista e, dessa forma, não gastar mais do que o planejado.

     

    E, acima de tudo, devem-se evitar os empréstimos bancários, pois eles não aumentam o seu poder de compra. Aliás, muito pelo contrário: dívidas, por mais bem negociadas que sejam, causam perdas mensais ao orçamento familiar e podem se tornar um grande golpe para as suas finanças. Entendo ser complicado fazer algumas grandes aquisições, como o tão sonhado carro ou a casa própria, e sei da dificuldade em comprá-los sem um empréstimo. Não havendo outra forma de fazê-lo, sugiro muita atenção a alguns fatores: (I) conheça os juros do empréstimo, que devem ser muito bem negociados e comparados com os dos demais bancos; (II) saiba o quanto de sua renda estará sendo comprometida, tentando evitar que, somadas todas as suas obrigações mensais (inclusive uma possível parcela de financiamento), elas não excedam mais do que 20% a 30% de sua renda; e (III) evite ao máximo reduzir a sua poupança, investimento ou previdência, em virtude de um financiamento.

     

    Para alcançar o bem-estar financeiro ideal é preciso tempo, educação e, acima de tudo, muita disciplina. Comece estabelecendo objetivos para curto, médio e longo prazos – e respeite-os.

     

    Costumo dizer que, nessa área de nossas vidas, não há maior paz de espírito do que não ter dívidas e estar pronto para encarar o futuro sem medo. Por isso, dê especial ênfase a alimentar sua educação financeira. Só o conhecimento e a compreensão das nossas finanças são capazes de nos levar ao tão almejado equilíbrio econômico.

     

    (*) Lucas Medola é CFO do PayPal para a América Latina