Autor: agitosp

  • Dieta vegana ou vegetariana preenche as necessidades nutricionais das crianças? 

    Cada vez mais comum, a adoção de dietas vegetarianas (livre de carnes, peixes e aves) ou veganas (sem consumo de alimentos de origem animal) estão presentes também na rotina alimentar das crianças, até mesmo a partir da gestação das mamães, e não raro costuma gerar dúvidas quanto à capacidade nutricional da substituição dos alimentos. Segundo Renata Lopes, nutricionista da MBA Pediatria e Nefrologia, em São Paulo, desde 1993 a American Dietetic Association, entidade internacional de referência em nutrição, corrobora com estudos a eficiência deste tipo de dieta em todos os ciclos de vida, e sobre a qual ela esclarece as principais linhas de questionamento relacionadas à adoção na primeira infância:

    • Somente a dieta carnívora garante a base nutricional do bebê ou criança? Não é a adoção da carne por si só que irá oferecer a garantia de uma nutrição completa, mas sim o equilíbrio nutricional de uma rotina alimentar. Uma criança que tenha uma dieta carnívora, mas sem equilíbrio de nutrientes, pode vir a desenvolver uma série de doenças nutricionais, e o mesmo ocorre com a criança vegetariana.
    • Qual a diferença ente má nutrição e desnutrição? A má nutrição está relacionada com a qualidade ruim da alimentação e a desnutrição é uma condição em que ocorrem problemas de saúde relacionados ao consumo insuficiente de nutrientes.  
    • Gestantes vegetarianas precisam de orientação nutricional específica? Toda gestante precisa de um acompanhamento nutricional, sendo comum a prescrição de vitaminas para suplementação devido ao maior consumo de nutrientes utilizados para o desenvolvimento da criança nessa fase. O mesmo vale para gestantes vegetarianas que também podem receber um acompanhamento mais individualizado neste período.
    • O leite materno da mamãe adepta do vegetarianismo ou veganismo é mais fraco nutricionalmente, e estariam essas crianças mais sujeitas a doenças após o desmame? Não, uma vez que a adoção dessas dietas, por si só, não gera deficiência de nutrientes e tão pouco as crianças estarão mais sujeitas a doenças após o desmame.        
    • Seria possível definir qual das dietas, carnívora ou vegetariana, é mais saudável? Quando bem equilibrada ambas são saudáveis, inclusive estudos científicos demonstram que a dieta vegetariana segue padrões mais saudáveis de escolhas alimentares.
    • O que considerar na adoção das substituições alimentares dentro de uma dieta vegetariana ou vegana?
      As substituições devem ser feitas sempre considerando o grupo alimentar para que a dieta não fique desequilibrada.

    Renata conclui alertando que a segurança sobre a adoção do tipo de dieta alimentar passa pelo aconselhamento com nutricionista especializado, bem como por pediatra que terá nos exames de rotina análise sobre o pleno desenvolvimento da criança.

  • Chegada do inverno pode agravar quadros de apneia do sono

    Segundo pneumologista do HCor, problema está relacionado com a maior concentração de poluentes na troposfera em função da inversão térmica provocada pela queda de temperatura nesta época do ano

    Pessoas que sofrem de apneia do sono podem ter o seu problema agravado em função da chegada do inverno. Segundo o pneumologista do Centro de Medicina do Sono do Hospital do Coração (HCor), Dr. Pedro Genta, o problema está relacionado com a maior concentração de poluentes na troposfera em função da inversão térmica provocada pela queda de temperatura nesta época do ano. “No momento em que inalamos poluentes nossas vias respiratórias costumam ficar inflamadas. Esse processo potencializa quadros de apneia de apneia do sono porque deixa o caminho percorrido pelo ar até os pulmões ainda mais estreito”, explica o médico.

    O Dr. Genta acrescenta que, para diminuir a influência da concentração de poluentes, principalmente, entre os portadores da doença, é fundamental promover a circulação de ar no quarto antes da hora de dormir. “Ao agregar partículas de poeira e mofo, a poluição pode atrapalhar o repouso até mesmo de quem não tem apneia do sono. Por isso, de maneira geral, manter os ambientes da casa sempre ventilados e bem arejados é fundamental. Até porque tal medida diminui o risco de transmissão e propagação de doenças infecciosas e respiratórias que também podem prejudicar bastante a qualidade do descanso noturno”, ressalta o pneumologista.

    O médico ainda alerta que a poluição só potencializa os riscos que a apneia do sono já representa, por exemplo, para a ocorrência de doenças cardíacas como hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, arritmias, infartos e até derrames, além de outras comorbidades como diabetes, cansaço, sonolência durante o dia, queda de rendimento no trabalho e alterações de humor. Por isso, o médico tem mais algumas dicas de como combater a doença e evitar as consequências que ela traz para a saúde:

    Cuide do peso: segundo o Dr. Genta, o ganho de peso aumenta, consideravelmente, as chances de uma pessoa sofrer com apneia do sono. Isso porque as vias respiratórias acabam sofrendo uma espécie de estreitamento em função da gordura acumulada na região pescoço. “A obesidade ainda é o principal fator de risco para a ocorrência de apneia do sono. Por isso, procurar emagrecer e atingir o peso ideal diminui bastante as possibilidades de alguém sofrer com o problema”, explica o pneumologista do HCor.

    Abandone o cigarro:alguns estudos têm demonstrado a relação entre o tabagismo e a apneia do sono. Isso porque o fumo causa o inchaço dos tecidos do interior da garganta e da boca. Além de aumentar a produção de muco, esse processo reduz o tamanho das vias respiratórias, o que favorece bastante o surgimento da apneia do sono. “Melhor que deixar de fumar, é nunca começar. Ficar longe do cigarro é importante não só para reduzir o risco de apneia, mas também para evitar uma série de outros problemas de saúde que comprometem significativamente o sistema respiratório e a qualidade de vida uma pessoa”, alerta o Dr. Genta.

    Evite álcool antes de dormir: outra medida importante para evitar a apneia do sono é não consumir bebida alcoólica antes de dormir. Em contato com o organismo, o álcool provoca o relaxamento dos tecidos da garganta, o que impede que as vias respiratórias permaneçam bem abertas durante o sono. “O recomendável é que a pessoa não beba nada alcoólico, pelo menos, quatro horas antes de se deitar. Além de favorecer apneia do sono, o consumo de álcool prejudica os ciclos do sono e pode contribuir com quadros crônicos de insônia”, revela o pneumologista.

    Evite dormir de costas: a posição em que dormimos também está relacionada com a apneia do sono. Ao dormirmos de barriga para cima a língua cai em direção à garganta e pode obstruir as vias respiratórias. “Para evitar problemas durante o sono, o ideal é que a pessoa durma de lado”, sugere o Dr. Genta.

    Durma o suficiente:para garantir uma boa qualidade de sono, é recomendável dormir entre sete e oito horas. “Além de piorar o ronco e a apneia, a privação do sono causa cansaço, sonolência e aumenta o risco de obesidade”, alerta o médico.

    Faça exercícios físicos regularmente:atividade física regular tem efeitos positivos para o sistema cardiovascular e pode reduzir o risco de apneia do sono. “Alguns estudos têm demonstrado que o sedentarismo aumenta o acúmulo de líquido nas pernas. O deslocamento de líquido das pernas para a garganta, quando o indivíduo está deitado, durante o sono, aumenta a chance de desenvolver apneia”, explica o Dr. Genta.

    Trate os problemas nasais:outra medida imprescindível em relação à apneia do sono é tratar os problemas nasais. “A obstrução nasal e a respiração pela boca pioram o ronco e a apneia do sono”, explica o pneumologista do HCor.

    Vigie a Pressão Arterial:a respiração irregular provocada pela apneia do sono sobrecarrega o funcionamento do coração, enquanto a pessoa dorme. Sendo assim, como já mencionado, quem sofre com o problema corre ainda mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares. “Por isso, pacientes com apneia do sono devem medir regularmente a sua pressão arterial, tomando sempre os cuidados necessários com o bom funcionamento do sistema cardiovascular”, recomenda o pneumologista do HCor, lembrando que se persistirem cansaço, sonolência, ronco ou as apneias, pode ser necessário o tratamento com aparelhos de pressão positiva ou de aparelhos intraorais que devem ser feitos por um especialista.

  • Paraty e Ilha Grande (RJ) recebem título de Patrimônio Mundial da Unesco

    O Brasil acaba de receber mais um título de Patrimônio Mundial. Paraty e Ilha Grande (RJ) foram reconhecidos nesta sexta-feira, 05 de julho, pelo Comitê da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), durante reunião em Baku, Azerbaijão.

    Agora, são 22 bens brasileiros na lista de sítios de excepcional valor universal. O local é o primeiro bem brasileiro inscrito na categoria de sítio misto, ou seja, cultural e natural.

    Abrange um território de quase 149 mil hectares, em que o centro histórico se cerca de quatro áreas de conservação ambiental. Ali estão o Parque Nacional da Serra da Bocaina; o Parque Estadual da Ilha Grande; a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul; e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu. Sua área de entorno, com mais de 407 mil hectares, possui 187 ilhas, grande parte coberta de vegetação primária, onde salta aos olhos rica diversidade marinha. “Nós, orgulhosamente, voltamos para casa com esse título na bagagem. Em Paraty e Ilha Grande, uma área com diversas reservas ecológicas, vemos de maneira excepcional e única uma conjunção de beleza natural, biodiversidade ímpar, manifestações culturais, um conjunto histórico preservado, e testemunhos arqueológicos importantes para a compreensão da evolução da humanidade no planeta Terra”, comemora a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, de Baku.  

    Para o ministro da Cidadania Osmar Terra, a conquista é uma grande honra. “Estou muito feliz com a escolha de Paraty e Ilha Grande como Patrimônio Mundial. É um reconhecimento à nossa história e ao parque ecológico que fica em torno da cidade e que tem um enorme valor para o Brasil. Com esse reconhecimento da Unesco, pessoas do mundo inteiro devem vir conhecer, o que é excelente para o turismo da região”.

    O secretário especial da Cultura Henrique Pires, em missão no Azerbaijão, destaca o que o reconhecimento representa. “Este título dá a Paraty e Ilha Grande uma enorme responsabilidade. Será necessário cumprir uma série de requisitos para que o tombamento permaneça e isso é muito bom para a preservação do local, que por sinal é o primeiro sítio misto do Brasil, Patrimônio tanto Cultural quanto Natural”.  A candidatura de Paraty e Ilha Grande é fruto de parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, Iphan, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Prefeituras Municipais de Paraty, de Angra dos Reis e Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), Fórum das Comunidades Tradicionais e Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina, os órgãos responsáveis estão construindo, em conjunto, um plano de gestão compartilhada do sítio. 

    O Brasil acaba de receber mais um título de Patrimônio Mundial. Paraty e Ilha Grande (RJ) foram reconhecidos nesta sexta-feira, 05 de julho, pelo Comitê da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), durante reunião em Baku, Azerbaijão. Agora, são 22 bens brasileiros na lista de sítios de excepcional valor universal. O local é o primeiro bem brasileiro inscrito na categoria de sítio misto, ou seja, cultural e natural. Abrange um território de quase 149 mil hectares, em que o centro histórico se cerca de quatro áreas de conservação ambiental. Ali estão o Parque Nacional da Serra da Bocaina; o Parque Estadual da Ilha Grande; a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul; e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu. Sua área de entorno, com mais de 407 mil hectares, possui 187 ilhas, grande parte coberta de vegetação primária, onde salta aos olhos rica diversidade marinha. “Nós, orgulhosamente, voltamos para casa com esse título na bagagem. Em Paraty e Ilha Grande, uma área com diversas reservas ecológicas, vemos de maneira excepcional e única uma conjunção de beleza natural, biodiversidade ímpar, manifestações culturais, um conjunto histórico preservado, e testemunhos arqueológicos importantes para a compreensão da evolução da humanidade no planeta Terra”, comemora a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, de Baku.  Para o ministro da Cidadania Osmar Terra, a conquista é uma grande honra. “Estou muito feliz com a escolha de Paraty e Ilha Grande como Patrimônio Mundial. É um reconhecimento à nossa história e ao parque ecológico que fica em torno da cidade e que tem um enorme valor para o Brasil. Com esse reconhecimento da Unesco, pessoas do mundo inteiro devem vir conhecer, o que é excelente para o turismo da região”. O secretário especial da Cultura Henrique Pires, em missão no Azerbaijão, destaca o que o reconhecimento representa. “Este título dá a Paraty e Ilha Grande uma enorme responsabilidade. Será necessário cumprir uma série de requisitos para que o tombamento permaneça e isso é muito bom para a preservação do local, que por sinal é o primeiro sítio misto do Brasil, Patrimônio tanto Cultural quanto Natural”.  A candidatura de Paraty e Ilha Grande é fruto de parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, Iphan, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Prefeituras Municipais de Paraty, de Angra dos Reis e Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), Fórum das Comunidades Tradicionais e Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina, os órgãos responsáveis estão construindo, em conjunto, um plano de gestão compartilhada do sítio. 

    Felipe Varanda

    Patrimônio Cultural e Natural
     Paraty e Ilha Grande são locais marcados pela coexistência entre uma cultura viva e ancestral em um ambiente natural exuberante. Ali, testemunhos culturais incluem o centro histórico e a fortificação que deu origem a ocupação do núcleo urbano de Paraty, ainda bem preservados, uma variedade de sítios arqueológicos, uma porção do antigo Caminho do Ouro, e comunidades vivas que mantêm sua relação ancestral com a paisagem, todas formando um sistema cultural com uma relação próxima ao meio ambiente. Para os avaliadores do Icomos, órgão assessor da Unesco, o local “tem a capacidade de demonstrar um exemplo excepcional de uso da terra e do mar e interação humana com o meio ambiente”. O lugar é o primeiro sítio misto da América Latina onde se encontra uma cultura viva. Todos os demais sítios mistos do continente, como Machu Picchu, no Peru, são sítios arqueológicos em uma paisagem natural. A área de abrangência do núcleo de conservação envolve partes do território de seis municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que a maior porção do núcleo territorial está em Paraty e Angra dos Reis. A região preservada inclui, ainda, Ubatuba, Cunha, São José do Barreiro e Areais (SP). Com cerca de 85% da cobertura vegetal nativa bem conservada, a área do sítio misto forma o segundo maior remanescente florestal do bioma Mata Atlântica. Além da sua extensão, as diferentes fisionomias vegetais permitem a ocorrência de uma fauna e flora incomparáveis, com diversas espécies raras e endêmicas. 

    Oscar Liberal/ Acervo Iphan

    Valor universal excepcional
     Segundo a Convenção do Patrimônio Mundial de 1972, da Unesco, o excepcional valor universal é expresso em dois principais critérios. Um deles é ser um excelente exemplo de interação humana com o meio ambiente. Seus sítios arqueológicos têm datação de mais de quatro mil anos. Vestígios da ocupação humana ao longo do tempo são observados nos caminhos, como sambaquis, cavernas, estruturas subterrâneas ou submersas. O território abriga duas terras indígenas, dois territórios quilombolas e 28 comunidades caiçaras, que vivem da relação com a natureza, da pesca artesanal e do manejo sustentável de espécies da biodiversidade. Essas comunidades tradicionais mantêm os modos de vida de seus antepassados, preservando a maior parte de suas relações culturais como, ritos, festividades e religiões, cujos elementos tangíveis e intangíveis contribuem para a caracterização do sistema cultural e a relação de seu modo de vida com o ambiente natural. Outro critério é conter os habitats naturais mais importantes e significativos para a conservação da diversidade biológica. O sítio apresenta alto grau de espécies endêmicas da fauna e da flora, assim como espécies raras do bioma Mata Atlântica. São 36 espécies vegetais consideradas raras, sendo 29 endêmicas. A área abrange cerca de 45% das aves da Mata Atlântica e 34% dos sapos e pererecas do bioma. Há registros de mamíferos raros e predadores, como a onça-pintada e o muriqui, o maior primata das Américas. O título da Unesco cria um compromisso internacional de preservação do local. O planejamento de gestão compartilhada do sítio, envolvendo diversas representações locais, define a matriz de responsabilidades de todos os parceiros. O plano mapeia riscos e aponta ações para minimizar possíveis ameaças ao valor universal excepcional de Paraty e Ilha Grande. 

    Conheça o sítio mistoSerra da Bocaina: ali se pode percorrer parte do Caminho do Ouro, observar a rica biodiversidade e apreciar a vista da baía da Ilha Grande a partir da Pedra da Macela; Parque Estadual da Ilha Grande: encontra-se uma variedade de oficinas líticas, vestígios de indígenas pré-históricos, que usavam rochas para polir e afiar seus instrumentos de pedra; Reserva Biológica da Praia do Sul: tem sua paisagem marcada pela tradicional canoa caiçara e praias bem preservadas; Área de Proteção Ambiental de Cairuçu: tem como principais atrativos praias e ilhas, o Saco do Mamanguá, cultura caiçara quilombola e indígena, além do sítio histórico de Paraty-Mirim; Centro Histórico de Paraty: palco de muitos festejos tradicionais, como a Festa do Divino Espírito Santo; Morro da Vila Velha: onde fica o forte e Museu do Defensor Perpétuo.  

    Paraty e Ilha Grande em números • Área total 148.831 ha• Área de entorno 407.752 ha• Centro histórico de Paraty (46 ha) e Morro da Vila Velha (13 ha)• Altitude máxima: 2.088 metros, no Pico do Tira Chapéu na Serra da Bocaina• Área de entorno: 187 ilhas• 4 unidades de conservação: Parque Nacional da Serra da Bocaina, Parque Estadual da Ilha Grande, Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e Área de Proteção Ambiental de Cairuçu • 6 municípios na área núcleo: Paraty (RJ), Angra dos Reis (RJ), Ubatuba (SP), Cunha (SP), São José do Barreiro (SP) e Areais (SP)
    • 8 municípios incluindo a zona de amortecimento: Paraty (RJ), Angra dos Reis (RJ), Ubatuba (SP), Cunha (SP), São José do Barreiro (SP), Areais (SP), Rio Claro (RJ) e Bananal (SP)• Centro histórico de Paraty: tombamento do pelo Iphan em 1958 (61 anos), fundação em 28 de fevereiro de 1667 (352 anos)

  • Queda brusca de temperatura pode intensificar dores, mas 7 dicas podem minimizar o impacto

    A frente fria que chegou pode aumentar as dores ósseas, articulares e musculares e na coluna lombar. Mas, é possível minimiza-las com algumas dicas simples. Cadu Ramos, fisioterapeuta de SP conta como.

    Quando a temperatura cai é inevitável sentir incômodo ou mal-estar já que com o frio, a tendência a enrijecer os músculos e ficar mais encolhido para tentar diminuir a sensação de frio. Isso pode gerar tensão muscular, contraturas, má circulação ou mal-estar”, explica Cadu.

    “Quando acontece a postura de contração dos músculos dos braços, há um aumento da curvatura fisiológica da coluna dorsal (corcunda) e anteriorização da coluna, desta forma fica mais fácil manter o corpo aquecido”, esclarece. Mas, essa contração muscular involuntária deixa as articulações e músculos mais rígidos, facilitando as inflamações de músculos e nervos. Além disso, a circulação sanguínea diminui no inverno, para que o organismo consiga preservar a temperatura por volta de 36,5 graus centígrados. “Em consequência, há também uma diminuição na circulação dos músculos, piorando as dores de origem muscular, pois eles permanecem em estado contrátil por mais tempo”, relata.

    Os dias mais frios também têm impacto sobre as articulações, já que o esfriamento do corpo torna o líquido sinuvial mais espesso, que pode prejudicar movimentos e gerar incômodos. 

    E ainda temos um agravante: nos dias mais frios as pessoas tendem a ficar paradas e abandonar as atividades físicas, e se esquecem que esse é o principal ponto para não sentir dores nesta época do ano. Isso porque, os exercícios ajudam a diminuir a sensibilidade à dor. 

    A seguir, o fisioterapeuta lista algumas dicas para encarar os dias frios sem dor e com mais disposição: 

    • Agasalhe-se corretamente. Manter o corpo aquecido é fundamental. Para sentir-se aquecido, o ideal é cobrir as extremidades do corpo: pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça;
    • Coloque um aquecedor no quarto para atenuar as dores noturnas;
    • Espreguiçar-se quando acorda, é uma forma de despertar o corpo, não pule essa etapa do dia;
    • Alongue-se. Embora a vontade seja a de “ficar na cama”, a prática de alongamentos é essencial para evitar a contração dos músculos e para ajudar as articulações a se manterem lubrificadas;
    • Quem tem fraturas antigas que voltam a doer com o frio ou doenças ósseas degenerativas pode recorrer a sessões de fisioterapia como estratégia para aliviar os incômodos;
    • Faça massagens, elas ajudam a estimular a circulação e a destravar a musculatura enrijecida, aliviando as dores;
    • Bolsas de água quente podem trazer alívio imediato para dores musculares, sequelas de fraturas ou desconfortos provocados por artrose, artrite e fibromialgia. A aplicação local de calor estimula a circulação e relaxa os músculos. Nas dores crônicas e sem edema, use compressas quentes. Já nas dores agudas com edema se deve fazer uma compressa fria ou aliar a fria e quente. Faça isso entre 20 e 30 minutos.
  • Por que não esquecemos como andar de bicicleta? Neuro explica

    Funciona assim, no momento em que se reaprende algo, ou seja, na segunda vez que subimos em uma bicicleta, restamos as habilidades já armazenadas. Assim, quando tentamos andar novamente sobre as duas rodas, mesmo depois de muito tempo, as conexões cerebrais buscam informações da primeira vez em que a ação foi aprendida. E isso é feito em questões de microssegundos. Quem explica é o neurocirurgião e neurocientista Dr. Fernando Gomes, de SP.

    Apesar de não conseguirmos lembrar de tudo que acontece, o sistema nervoso tem como característica principal a de guardar informações, mas possui uma regra do que é essencial ou não. “Atividades como dançar, tocar um instrumento, escrever e andar de bicicleta são entendidas pelo cérebro como importantes para a nossa vida. Por isso, ficam armazenados num outro tipo de sistema, chamado extra-piramidal, que é localizado no cerebelo – parte responsável pelo controle do tônus muscular, do equilíbrio e dos movimentos voluntários”, explica o médico. Assim, eles viram um conhecimento que surge de forma inconsciente quando a pessoa necessita utilizá-los. 

    Isso não acontece apenas com atividades motoras, mas também com questões emocionais – regidas pelos comportamentos e pela personalidade. “Quando surge um problema, automaticamente o cérebro faz conexões que, inevitavelmente, nos faz agir sempre num padrão específico. A repetição cria uma regra, que é sempre utilizada – de forma automática e inerente à pessoa”, destaca Fernando.

    Para saber mais sobre curiosidades, funcionalidade, habilidades e driblar tudo que possa atrapalhar o cérebro, Dr Fernando sobe aos palcos no próximo dia 25/07 com a temporada “O Cérebro Ninja”, em uma apresentação lúdica e cheia de interatividade às 20h30 no Teatro das Artes, em SP.

    Serviço:
    Teatro “O CÉREBRO NINJA”
    DATA: Quinta (25/07) às 20h30
    LOCAL:Teatro das Artes
    Av. Rebouças, 3970 – Loja 409
    São Paulo / SP
    Ingressos: https://compre.ingressorapido.com.br/event/60557-2/d/61121

  • Aprenda a usar as fases da Lua a seu favor

    Entenda o que cada fase da Lua representa para o desenvolvimento do seu potencial

    Segundo a astróloga e autora de Efeito Lilith (Editora Tordesilhas), Maína Mello, nosso desenvolvimento pessoal e coletivo é cíclico e tem como base o ciclo lunar. Entender o que cada fase da Lua representa é fundamental para o desenvolvimento do nosso potencial a cada lunação – passagem completa pelas 4 fases, a partir da Lua Nova.

    Começar a projetar e focar em novos projetos ou mudanças pessoais seguindo a lunação desde o início ajuda no foco e na conclusão dos mesmos. Veja abaixo o aspecto de cada fase lunar:

    Lua Nova

    Tudo começa com a Lua Nova liberando uma energia de manifestação com a qualidade do signo onde Sol e Lua se encontram. Os primeiros sete dias do ciclo são a fase da semeadura, quando você pode se alinhar com sua intenção. Como a Lua vai ressurgindo aos poucos no céu, o desenvolvimento se dá principalmente no plano interior, como uma semente que começa a germinar ainda debaixo da terra, porque as condições lá fora ainda não chegaram ao ponto da manifestação. É como quando tudo se concentra dentro durante o Inverno. Você já pode tomar as primeiras iniciativas para realizar sua intenção, mas essencialmente esses são dias de planejamento, em que você vai adquirindo autoconhecimento e informações, se dando conta dos seus potenciais e recursos disponíveis.

    Lua Crescente

    As suas intenções começam a se manifestar, e é nessa fase que você pode se articular para que isso aconteça. A plantinha está brotando enquanto suas raízes se aprofundam, aos poucos ela vai tomando forma. A fase Crescente é dinâmica, o momento de iniciar projetos e investir nossos recursos no que desejamos, pede que a gente circule, interaja, marque encontros, faça reuniões. Nesses sete dias, a qualidade do signo onde ocorre a Lua Crescente acrescenta mais potência ao tema da lunação. Novos elementos vão se integrando ao processo, e a necessidade de alimentá-lo é maior. É como ter um pouquinho da energia da Primavera todos os meses.

    Lua Cheia

    É a plena manifestação. Na Lua Cheia a planta está madura e você também tem energia para expressar suas intenções para o mundo, apresentando seus trabalhos e empreendimentos. Nessa fase os resultados aparecem e frutificam em novas possibilidades. Os afetos estão mais expressivos também. Os sete dias seguintes à Lua Cheia, que têm a qualidade do signo onde ocorre, são um período bom para os eventos sociais, pois é o astral mais extrovertido. Em algumas Luas Cheias, podemos nos sentir pessoalmente mais introspecção do que em outras, mas isso não invalida que, de um modo geral, essa é a melhor fase para reunir as pessoas, como no Verão.

    Lua Minguante

    Quando a Lua chega ao seu último quarto, nos sete dias seguintes reflete cada vez menos a luz solar, e nossa disposição também diminui. Conforme nos voltamos mais para dentro, vamos finalizando o processo iniciado na Lua Nova. Ainda que não seja a conclusão de uma questão, apenas de uma etapa, é nessa fase que fazemos uma edição do que vamos levar para o próximo ciclo ou não. Nos trabalhos fazemos revisões e no nosso emocional ocorre uma limpeza, assim como a natureza se despe no Outono. Nos dois dias que antecedem a Lua Nova, é quando nos interiorizamos mais, em preparação para mais um recomeço.

    Lilith, a Lua Negra

    Não é um corpo celeste, pois não tem massa. Mas uma órbita elíptica tem dois centros, na da Lua em um desses centros está a Terra, o outro é Lilith, um ponto que tem um misterioso magnetismo que nos religa ao nosso lado mais instintivo. Lilith passa nove meses em cada signo, período em que nos conecta à ao lado mais libidinoso desse signo. Para integrá-la criativamente em nossa experiência de vida, entramos em contato com as sombras, ou seja, com os tabus, medos e inseguranças relativos a esse signo e à área que ele representa em nosso mapa astral. Um processo de acessar nossos próprios mistérios e iluminar nossos pontos obscuros, que pode ser muito transformador a cada nova temporada.

  • 10 dicas para gastar a energia dos pequenos durante a semana

    Quinta do Olivardo, em São Roque, é opção de passeio bate volta nas férias deste mês

    Julho é um período do ano que coloca a criatividade dos pais com os filhos em casa e sem viagem programada a toda prova. A Quinta do Olivardo, em São Roque, é uma opção de passeio a menos de 1 hora da capital que oferece entretenimento para toda a família durante toda a semana.

     

    • Um passeio a menos a 64 quilômetros de São Paulo.
    • Diversão no mesmo espaço para todas as idades.
    • Cardápio especial que atende o gosto dos pequenos.
    • Menu para adultos com a tradicional culinária portuguesa.
    • Suco de Uva natural, produzido na própria casa.
    • O melhor Pastel de Belém do Estado de SP, eleito pelo Concurso Sabor de São Paulo.
    • A maior tirolesa de São Roque, com 240 metros de extensão.
    • Atividades como: Water Ball, Parede de escalada, Arvorismo, Cama elástica, Pesca esportiva e Pedalinho para todas as idades
    • Os pequenos podem alimentar os animais na minifazendinha.
    • Redes para descansar.

     

    Serviço
    Férias de Julho
    Atividades direcionada para o público de todas as idades de até 90kg.
    Water Ball: 15 reais por 15 minutos
    Tirolesa pequena de 80 metros: 15 reais
    Tirolesa grande de 240 metros: 30 reais
    Parede de escalada: 15 reais
    Arvorismo: 30 reais
    Combo arvorismo com parede de escalada e tirolesa: 50 reais
    Cama elástica: 15 reais por 15 minutos
    Pesca esportiva: 15 reais
    Pedalinho: 15 reais por 15 minutos

     

    Local: Quinta do Olivardo – Estrada do Vinho, Km 4 – São Roque
    Horário: Domingo a Sexta-feira, das 9h30 às 17h30. Sábados, das 9h30 às 21h45
    Estacionamento no local: Gratuito
    Informações e Vendas: (11) 97088-5401 WhatsApp – www.quintadoolivardo.com.br

    Como chegar
    A Adega e Restaurante Quinta do Olivardo fica no km 4 da Estrada do Vinho, em São Roque (SP), com acesso pelo km 58,5 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Está localizada a 60 quilômetros de São Paulo e a 45 quilômetros de Sorocaba.

  • Ford testa nova tecnologia que ajuda o motorista a localizar vagas de estacionamento

    A Ford apresentou na Europa uma nova tecnologia de veículos conectados desenvolvida em parceria com a Vodafone que ajuda o motorista a localizar vagas de estacionamento nos grandes centros urbanos – veja o vídeo.

    O sistema, chamado Guia de Vagas de Estacionamento, faz parte de um amplo programa de teste de tecnologias de mobilidade, o KoMod, desenvolvido por um consórcio industrial na Alemanha com um aporte de 15 milhões de euros. Os veículos de teste são conectados a um sistema central de computadores que, a partir da sua localização geográfica, também dá informações em tempo real sobre o estado das vias e sinais digitais dinâmicos de trânsito.

    Os estudos mostram que em grandes cidades como Londres e Frankfurt cerca de 30% do trânsito é causado por veículos à procura de espaço para estacionar, o que gera perda de tempo e dinheiro. Esse problema se deve não só à falta de vagas, mas também à dificuldade de encontrá-las.

    “Os aplicativos de navegação são ótimos para nos ajudar a chegar ao nosso destino, mas não são tão eficientes na hora de estacionar, especialmente no centro das cidades”, diz Tobias Wallerius, engenheiro de Desenvolvimento do Produto da Ford Europa. “O Guia de Vagas de Estacionamento é uma tecnologia que pode ajudar o motorista a completar seu percurso mais rápido, economizando tempo e dinheiro, além de beneficiar a qualidade do ar”.

    A Ford e a Vodafone demonstraram também outros recursos que estão sendo desenvolvidos dentro desse programa:

    •      O sistema de assistência de semáforos, que mostra no painel do carro o tempo restante para os sinais à frente mudarem para vermelho ou verde. Esse aviso antecipado ajuda a evitar frenagens bruscas, aumentando a segurança, a economia de combustível e a fluidez do trânsito, já que os motoristas ajustam sua velocidade de modo conveniente.

    •      O sistema de informação de túneis, que alerta sobre o fechamento de faixas, limites de velocidade e veículos lentos à frente.

    •      O Vario Display, que mostra no painel eventos como maratonas, shows ou jogos de futebol, capazes de afetar o tráfego local.

    •      Os sistemas de controle de tráfego, que ajudam a melhorar o fluxo de tráfego nas estradas, adaptando os limites de velocidade.

    •      A transmissão inteligente de sinais de trânsito, que exibe o limite de velocidade e alertas de perigo diretamente no painel do veículo, usando uma conexão de celular.

    •      O alerta de mau tempo, que permite a um veículo comunicar automaticamente as condições meteorológicas para os outros próximos. Se os limpadores de para-brisa detectam chuva, por exemplo, o veículo avisa os motoristas próximos, que assim podem ajustar sua velocidade ou rota.

    Em testes feitos anteriormente, a Ford já demonstrou a tecnologia que alerta automaticamente os motoristas sobre acidentes na pista, exibindo a localização exata dos veículos de emergência próximos e a melhor maneira de sair do seu caminho. O objetivo das soluções testadas agora é permitir que o motorista tome as melhores decisões sobre o seu caminho. Mas a comunicação veículo-a-veículo e veículo-a-infraestrutura também poderá ter um papel importante no controle dos futuros veículos autônomos.

  • Personagem autista André é capa da revista da Turma da Mônica de julho

    A história mostra a visita do personagem aos Estúdios Mauricio de Sousa e orienta como agir diante de uma criança que sofre do Transtorno do Espectro Autista (TEA)

    O personagem André, criado pelo desenhista Mauricio de Sousa em 2003, especialmente para falar sobre o autismo, é capa e o tema da principal história em quadrinhos da revista Turma da Mônica nº 51, de julho – Tem lugar pra todo mundo nessa turma (Editora Panini).

    A história se passa durante as comemorações dos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa, que recebe a visita de André, um amiguinho muito especial, mas que ninguém contava que fosse aprontar tanto! Depois de descobrir uma passagem secreta, ele se aventura pelo mundo da turminha mais amada do Brasil e, durante seu passeio, repete frases ou palavras que ouve de outras pessoas ou mesmo da TV. Esse é um dos sintomas, conhecido como ecolalia, do autismo ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

    O personagem André, que até então fazia parte de conteúdos institucionais via Instituto Mauricio de Sousa, vem ganhando destaque para que as famílias possam entender melhor sobre o autismo e conviver de maneira positiva, aprendendo com as crianças dentro do Transtorno do Espectro do Autismo.

    “A participação cada vez maior do André nas histórias da Turminha é importante para mostrar para a criançada de um jeito lúdico como todos ganham ao conviver com as diferenças. Além disso, temos muito fãs dentro do Transtorno do Espectro do Autismo e queremos que eles se sintam representados”, diz o desenhista Mauricio de Sousa.

    “O André nas bancas não só mostra uma inclusão efetiva do personagem autista nas histórias em quadrinhos, como também provoca um processo de conscientização mais natural sobre autismo — diferente das importantes cartilhas e materiais mais didáticos — e voltado ao público em geral, não só aos já interessados no assunto, contribuindo com o diagnóstico e tratamento precoces”, afirma Francisco Paiva Jr., editor da Revista Autismo.

    É possível ler algumas páginas da HQ no site www.revistaautismo.com.br. A HQ completa está na revista Turma da Mônica 51, já nas bancas.

    Turma da Mônica 51

    Tamanho: 13,4 cm x 19 cm

    Páginas: 68

    Preço: R$ 6,00

  • Alimentação no Inverno: cuidados necessários para manutenção do corpo

    Com a chegada da estação mais fria do ano, a atenção ao consumo de alimentos aumentaAo levantar da cama durante a manhã com a presença do frio, a busca por uma bebida que aqueça o corpo, como o café e o chocolate quente, por exemplo, é uma das preocupações daqueles que acordam cedo para iniciar as atividades do dia. Com a chegada do Inverno, o metabolismo utiliza mais energia para que o corpo permaneça aquecido. O cuidado com a alimentação na estação mais fria do ano auxilia no vigor e prevenção de doenças que atingem o sistema imunológico.

    Uma alternativa é incluir alimentos da época às refeições. Além da compra de frutas, verduras e legumes com preços acessíveis, há variedade nas preparações do cotidiano. As cores dos alimentos influenciam em sua atuação no corpo. Os laranja-avermelhados contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico.

    De acordo com o Manual de Sucos, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a laranja e a tangerina são algumas frutas com maior oferta no Inverno. Os alimentos verdes, como a acelga e a couve, são ricos em vitaminas A e C. A nutricionista Katlly Sousa ressalta a atuação dos nutrientes no corpo e a relevância dos carboidratos. “As vitaminas e minerais têm importante ação no organismo como na prevenção de doenças, absorção de outros nutrientes, tornando-se indispensáveis para uma alimentação saudável em qualquer época do ano. Os carboidratos, que são os principais responsáveis pelo fornecimento de energia ao organismo, são igualmente necessários na alimentação diária.”

    Katlly sugere que no momento da escolha do tipo de carboidrato, prefira os integrais. Além de conter mais vitaminas e minerais, as fibras auxiliam no bom funcionamento intestinal.

    Com o gasto energético, o desejo pela ingestão de comidas gordurosas aumenta. Sopas e caldos podem ser opções saudáveis com a utilização de verduras e legumes. “Deve-se ter cuidado com as sopas industrializadas, que normalmente são ricas em sódio, além de não conter ingredientes frescos como uma sopa feita em casa”, explica a nutricionista. “O preparo não é difícil e pode ter variações. Na escolha dos ingredientes, evite o uso de embutidos e enlatados, e dê preferência para os vegetais\ in natura, tornando a sopa mais saudável e saborosa”, completa Katlly.

    Entre o almoço e o jantar, os sanduíches podem estar presentes nas refeições intermediárias. Uma opção é a combinação do pão integral, fonte de carboidrato, acompanhado de legumes e verduras, ricos em fibras e que contribuem para a saciedade.

    Ao praticar exercícios físicos, a escolha das roupas apropriadas e o aquecimento correto antes da atividade são fatores a serem observados. Ao desempenhar as ações, há perda de calorias e necessidade de reposição, por isso, uma alimentação correta antes e após o exercício físico é importante. Nesta fase do ano, a hidratação é outro fator que colabora para manutenção da saúde. O consumo da água, sucos e chás são uma excelente alternativa.

    No Inverno, a alimentação adequada em diferentes situações da rotina colabora para o bom funcionamento do corpo e para a manutenção de todas as funções do organismo.