Autor: agitosp

  • O projeto #AgitoPet é destaque na revista PetCenter de junho

    A Revista PetCenter é a a maior e mais completa revista sobre cães do Brasil. Adestramento de cães, saúde, cuidados, psicologia e raças. Vendida apenas para o público especializado.

    Neste mês de junho, o #AgitoSP participou da matéria de capa “De olho no mercado: o que é preciso para agradar o tutor atual?” com seu projeto #AgitoPet e seus pets Lucky e Peppa.

    Nossa participação na revista PetCenter
  • Festas Juninas – Crianças e pets são as maiores vítimas da queima de fogos

    Faz parte da tradição das festas juninas soltar fogos de artifício e acender a fogueira no meio da agitação das barracas de brincadeiras e guloseimas. Os fogos dão um brilho especial à festança, mas há várias razões para se abolir de vez o costume. O primeiro motivo é que o barulho causado pelas bombas aterroriza os pets, que têm a audição muito mais apurada que a do ser humano. Isso pode levar a crises nervosas, convulsões, fugas e até à morte, no caso dos cães com doenças cardíacas.

    “Nas festas juninas e comemorações como finais de campeonatos esportivos importantes, além das festas de fim de ano, se faz amplo uso de fogos e rojões. Percebemos um aumento nos relatos de fuga, acidentes graves e fatais de animais”, afirma Silvana Andrade, presidente da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA). “Muitos, em seu desespero, são atropelados, enforcam-se na guia, se machucam severamente na tentativa de escapar. É perfeitamente possível divertir-se sem desrespeitar o direito dos outros seres vivos. Muitas cidades no mundo e, inclusive, no Brasil, já aboliram fogos com barulho. Não há tradição ou beleza que justifique os danos causados a quem não pode se defender”, acrescenta.

    O som forte produzido durante a queima dos fogos também pode causar danos irreparáveis ao sistema auditivo dos indivíduos, como perda de audição severa, uni ou bilateral, temporária ou – nos casos mais graves – definitiva e irreversível. O principal sintoma de que algo está errado é o aparecimento imediato de zumbido. Os bebês e crianças pequenas correm ainda mais riscos, como explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

    “A imaturidade auditiva dos primeiros 18 meses de idade pode fazer com que haja lesão na cóclea – órgão localizado na orelha interna – se a criança for exposta a sons muito altos ou passar muito tempo em ambiente barulhento. Essa lesão pode passar despercebida no momento da festa. No entanto, pode dar início a um processo de perda de audição, uma vez que as células auditivas, quando morrem, não são repostas pelo organismo”, explica Vidal, que é especialista em audiologia.

    As crianças podem manifestar, no choro, o que estão sentindo. O pior é que na maioria das vezes os pais não se dão conta do estrago que os fogos podem ter acarretado ao sistema auditivo de seus filhos.

    “Nesta época de festas juninas há muitos casos de perda de audição unilateral, em apenas um dos ouvidos, até mesmo em adultos. O maior problema é a intensidade de som dos fogos em um curto espaço de tempo. O prejuízo é imediato se estivermos muito perto. O sintoma mais recorrente é o zumbido, transtorno que atinge milhões de pessoas no mundo. Se depois do estampido dos fogos houver zumbido ou sensação de ouvido tampado é preciso procurar logo um médico otorrinolaringologista para avaliar a extensão e gravidade do dano auditivo”, esclarece a fonoaudióloga da Telex.

    Por isso é tão importante ficar longe dos fogos, uma vez que o ruído – principalmente o dos rojões – pode atingir mais de 120 decibéis, mesmo a uma distância superior a três metros de onde o artefato está sendo aceso. O limite seguro de exposição aos sons é de 85 decibéis, de acordo com os especialistas. Para maior segurança, os adultos devem ficar pelo menos a 20 metros da explosão dos fogos, enquanto as crianças devem ser mantidas a uma distância de 50 a 60 metros.

    O comércio já oferece opções de fogos de artifícios que não emitem som e algumas cidades do país, como o Rio de Janeiro, já proíbem o uso de fogos de artifícios que produzem barulho maior do que 85 decibéis. Deste modo, podemos apreciar o brilho e as cores dos fogos no céu sem o incômodo do barulho, poupando a todos nós de transtornos e riscos de perda auditiva.

  • Sexo casual: prazer, lazer ou sofrimento?

    Prática de sexo casual oferece mais benefícios ou mais prejuízos, questões que ainda causam dúvidas entre quem escolhe este tipo de relação

    Apesar das críticas e da falácia negativa em torno dos sites de encontros, a internet e as novas ferramentas da Tecnoclogia da Comunicação e Informação (TIC) fizeram renascer as buscas por parceiros, usando os aplicativos. Fotos sem roupa são mais que comuns pelas redes sociais e a cultura do engate vive uma nova era. Vai dos aplicativos pelos smartphones, que permitem encontrar alguém próximo, aos sites de namoro e sexo casual como o C-date (www.c-date.com.br). Apesar de parecer ser um tabu, este modelo de sexo consentido entre duas pessoas e que não pretendem uma relação emocional profunda ganhou muitos adeptos, especialmente no Brasil.

    Há ainda quem diga que o sexo casual, parente pobre da sexualidade humana, não é tão inofensivo e livre quanto o seu cariz moderno quer fazer parecer, mas o certo é que boa parte das pessoas procuram satisfazer suas necessidades sexuais em encontros diários, quando numa festa, numa balada, num restaunrante, num bar ou por ai, nas ruas, praças, no transporte público ou quando estão parados no trânsito infernal das grandes cidades. Será? Para a sexóloga e consultora do C-date, Carla Cecarello, sim. Isso de fato ocorre. “As pessoas entenderam que o sexo não é algo ruim e tampouco ir para a cama com alguém que conheceu recentemente também não precisa ser uma dor de cabeça”, afirma a sexóloga.

    Desde 2009 já se questionava se as relações de “friends with benefits” ou “amigos coloridos ou amigos com benefícios para ambos” seriam emocionalmente nefastas. Depois de mais de 1000 entrevistas a jovens adultos americanos, com uma média de idades de 20 anos, concluiu-se que não. Naquela ocasião, a constatação foi de que quem optava por sexo casual corria os mesmos riscos do que quem tem sexo apenas num contexto de relacionamento amoroso (namoro, casamento, relação estável, etc). Já em 2014, outro estudo publicado no ‘Journal of Sex Research’, com estudantes heterossexuais entre os 18 e 20 anos, concluiu que o sexo casual era negativamente associado a bem estar psicológico e positivamente associado a alterações emocionais, ou seja, poderia aumentar o risco de danos psicológicos.

    Em 2015, uma nova pesquisa foi feita para tentar isolar fatores e verificar se o sexo casual poderia deixcar marcas invisíveois nos corações e cabeças de quem o pratica. Para tanto, estudou se a autonomia ou a falta dela nos encontros. Quanto a “autonomia” entenda-se a atração pela outra pessoa; a vontade de explorar a sua sexualidade; uma forma de aprendizagem. Por “não autonomia”, a pessoa estar bebada ou inconsciente de suas práticas e atos, assim como querer mais do que a simples relação sexual; ou ter sexo com alguém por vingança contra outrem. Neste caso, a conclusão foi de que os sujeitos que praticam sexo casual de forma autônoma não são afetados pela falta de ligação ao outro. Os demais sentem um decréscimo no seu bem estar ou autoestima.

    Para a sexóloga Carla Cecarello é necessário que as pessoas compreendam a ação e a prática. Decidir pelo sexo casual sem a segurança de que o sexo começa e termina no mesmo dia, local e pessoa, pode ser prejudicial. “Como em tudo na vida, há benefícios e riscos. Mas se a pessoa sabe o que quer e como quer o sexo casual pode ser saudável e trazer benefícios. Já sea pessoa não tem tanta cereteza, isso pode ser negativo”, afima a consultora do C-date. Para a sexóloga, a quebra do tabu significa antes de tudo que uma grande parte das pessoas, em especial as mulheres, compreendeu que podem tomar à frente quando o assunto é sexo, mas isso não significa que os comportamentos tenham mudado em relação as questões sentimentais. “Isso quer dizer que a prática de sexo casual é para quem não quer compromisso sério, senão não é recomendável fazê-lo”, diz Carla.

    O sexo casual afeta diferentes pessoas de diferentes formas, o significa que ele não é intrinsecamente bom ou mau. O que somos, como o fazemos e porque o fazemos são fatores críticos para compreender os efeitos do sexo sem compromisso. Enquanto sociedade, temos ainda muita dificuldade em aceitar que o sexo possa ser vivido prazerosamente fora do desenho das relações. Por essa razão, a noção de amor romântico, que acasala para a vida, está cada vez mais longe dos desejos e pulsões que naturalmente sentimos e que o mundo nos incita, cada vez mais, a sentir e agir sobre. Não é, por isso, de estranhar, o surgimento de novas formas de relação e de família.

    Parece difícil conceber que alguém queira sexo casual como modo de vida, como se todos tivéssemos de procurar o mesmo e nos satisfazermos de igual modo. Por essa razão surgiram também novas expressões que permeiam as relações sociais como ‘one night stand’, ou ‘fuck buddy’ , ‘booty call’, ‘sex with an ex’. Apesar das expressões serem para um público definido e que sabe o que faz, boa parte das pessoas já fizeram, mesmo quando sequer imaginavam estar fazendo o que essas expressões remetem. O sexo com um estranho (ou mesmo com um amigo) leva a entender que é um pecado, que é uma ação errada ou que a sociedade irá condenar por tal prática. Por isso, quem entra deve ter em conta que é preciso estar ciente sobre os resultados de tal decisão.

  • Novo restaurante Bigfire já está aberto no Universal CityWalk

    NOVO RESTAURANTE BIGFIRE, DE CULINÁRIA PERTO DA FOGUEIRA,
    JÁ ESTÁ ABERTO NO UNIVERSAL CITYWALK

    Novíssima experiência gastronômica moderniza a culinária a fogo aberto,
    com pratos assinados que exalam sabores defumados

    O novíssimo conceito original de restaurante do Universal Orlando, Bigfire, está oficialmente aberto, adicionando uma experiência gastronômica única e moderna, inspirada na cozinha perto da fogueira e na nostalgia das noites de verão à beira do lago, à coleção incrível de restaurantes no Universal CityWalk. 

    A temática única do Bigfire foi criada para fazer os visitantes se sentirem como se tivessem entrado em uma casa à beira do lago, em uma atmosfera que lembra os verões passados perto da água, cozinhando e criando memórias com amigos e família. O estabelecimento de dois andares apresenta um design com elementos naturais mesclados e tecidos e assentos combinados, ferro fundido, luzes cintilantes, lanternas de acampamento e muito mais para completar o ambiente ao ar livre dentro do restaurante. Os visitantes podem desfrutar de uma das mais populares guloseimas feitas nas fogueiras – s’mores (marshmallows assados no fogo) – que eles poderão preparar nas próprias mesas.

    Especialmente criado pelo time de culinária premiado do Universal Orlando, o menu do Bigfire leva a cozinha perto da fogueira, uma das formas mais antigas de preparo de refeições, a um novo nível. No coração do estabelecimento está um grill de madeira, onde os chefs preparam pratos assinados inspirados pelo estilo de culinária perto da fogueira – com um toque significativo e moderno. Os chefs combinam cuidadosamente cada alimento com espécies de madeira que foram escolhidas com base no sabor que elas exalam, resultando em entradas deliciosas, acompanhamentos e até mesmo coquetéis, que infundem esses espíritos defumados. De Cherrywood a Pecanwood, as combinações adicionam sabores ousados e deliciosos para criar pratos americanos, incluindo um hambúrguer de bisão exclusivo, tiras de lombo de Nova York, truta de água doce e muito mais.

    O Bigfire está aberto para refeições a partir das 16h, e está localizado entre o VIVO Italian Kitchen e o Jimmy Buffett’s Margaritaville, à beira do lago no Universal CityWalk – oferecendo vistas incríveis do destino. Para mais informações sobre o Bigfire e outros restaurantes do CityWalk, visite www.UniversalOrlando.com.br.

  • Uso de cadeirinhas em veículos reduziu em 33% o número de crianças vítimas do trânsito

    Dados epidemiológicos confirmam o efeito positivo do uso de cadeirinhas e outros dispositivos específicos para o transporte de crianças. Após o advento dessa exigência, em 2008, menos crianças têm sido levada à internação ou morrido por conta de acidentes de trânsito. Essas constatações reforçam a posição dos críticos ao Projeto de Lei 3267/2019, enviado pela Presidência da República ao Congresso Nacional, e que prevê, em um de seus artigos, o fim das penalidades aos condutores que deixarem de observar essas regras.

    Pelos números oficiais, desde que a cadeirinha passou a ser obrigatória, com previsão de multa e inclusão de pontos na carteira dos infratores, o número de crianças com até nove anos internadas em estado grave após se envolverem em acidentes de automóveis caiu um terço nos últimos oito anos. No mesmo período, também houve queda de quase 20% na quantidade de vítimas fatais, nesta faixa etária.

    Os números foram analisados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). As entidades encaminharão os resultados para análise da Comissão Especial criada no âmbito da Câmara dos Deputados para analisar a proposta.

    EFEITOS POSITIVOS – “As informações falam por si só. Os dados oficiais, que saíram das bases do Ministério da Saúde, permitem verificar os efeitos positivos da Resolução nº 277, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Trata-se de uma regra fundamental para aumentar a segurança nas vias e rodovias e, sobretudo, para proteger a vida e a saúde das crianças com menos de dez anos de idade”, ressaltou a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, uma das críticas à proposta.

    O tema mereceu o repúdio da SBP que, logo após o anúncio do PL, divulgou nota – juntamente com a Abramet e outras entidades – externando sua preocupação com o fim das punições aos condutores que não transportemos menores em cadeirinhas de segurança. O assunto também deve ser discutido pela Câmara Técnica de Medicina do Tráfego, do CFM, que recentemente elaborou uma cartilha focada nesse tema.

    “Estes equipamentos foram projetados para dar mais segurança aos usuários em casos de colisão ou de desaceleração repentina. Conforme mostram os números, eles têm sido fundamentais para salvar milhares de vidas ao longo destes anos”, destacou Mauro Ribeiro, vice-presidente do CFM e membro da Câmara.

    REGISTROS – Um dado que chamou atenção é que a queda no volume de registros de morbidade e mortalidade envolvendo crianças tem sido inversa ao tamanho da frota de veículos no País, que cresceu cerca de 50% entre 2010 e 2018 (de 37,25 milhões para 54,7 milhões). Na década anterior à imposição das cadeirinhas (2008), em média 944 crianças ocupantes de veículos eram internadas todos os anos. Nos dez anos seguintes, essa média baixou para 719, o que representa uma redução de 24%.

    A mesma tendência tem sido observada entre os óbitos nesta população, mesmo após a internação. Antes da Lei da Cadeirinha, em média 37 crianças morriam por ano em decorrência da gravidade dos acidentes de trânsito, apesar dos cuidados recebidos nos hospitais da rede pública. Ao longo da última década, no entanto, o saldo de óbitos baixou para 25, tendo sido registrado no último ano da série 18 episódios desta natureza.

    Quando se avaliam o total de mortes registradas no local do impacto, a queda se mantém. Também no período analisado pelas entidades médicas, de 2010, data de vigência da resolução do Contran, até 2017, a queda foi de 19% (de 346 para 279 óbitos). Só no primeiro ano de validade da Lei da Cadeirinha, de 2010 a 2011, a diferença nas mortes foi de 22%.

    De 1996 a 2017, o Brasil registrou no total 6.363 óbitos de crianças menores de dez anos dentro de algum tipo de veículo automotor. Mais da metade desses casos (53%) envolviam crianças entre zero e quatro anos de idade. Segundo Luciana Rodrigues Silva, o uso desses dispositivos, quando usados corretamente, reduzem em até 70% o risco de morte em caso de colisão.

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    Fonte: Fontes: Ministério da Saúde – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). *Grupo de Causas: CID-10 V30 à V79

    “Os dados revelam quão preocupante e perigosa é a proposta encaminhada ao Congresso Nacional pela Presidência da República, que prevê apenas punição com advertência por escrito aos motoristas que transportarem crianças sem cadeirinhas ou assentos adaptados”, alertou Juarez Molinari, presidente da Abramet.

    Para ele, apenas campanhas educativas e ações de orientação por parte de profissionais não são suficientes para mudar comportamentos de forma efetiva e, assim, reduzir o número de mortes no trânsito. “É preciso que a essas campanhas se aliem às leis e à fiscalização, para garantir a obrigatoriedade do uso desses equipamentos”, reiterou Molinari, para quem o texto deve ser revisto no Congresso Nacional.

    RETROCESSO INTERNACIONAL – Atualmente, o Brasil é um dos países que conta o com reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) no combate aos acidentes de trânsito. Segundo o último Relatório de Situação Global da Segurança no Trânsito da organização, publicado no fim de 2018, o País contabilizou progresso evidente no controle do ato de beber e dirigir, amplamente baseados em aplicação rigorosa da legislação.

    O documento recomenda, por exemplo, que um número maior de nações adote legislações mais rígidas e aplique penalidades aos infratores de trânsito, com o objetivo de reduzir a velocidade dos veículos, reprimir o ato de beber e dirigir e aumentar as taxas de uso de cinto de segurança, dispositivos de retenção veicular infantil e capacetes de motociclistas.

    No quesito proteção de crianças passageiras de veículos, no entanto, a OMS critica o atraso do País, cenário que pode piorar ainda mais com a flexibilização das normas de trânsito. “Esperamos que os parlamentares se posicionem em detrimento dessa iniciativa, alterando o texto enviado pelo Governo de modo a assegurar a punição dos condutores que não respeitarem as regras necessárias para proteção no trânsito da população infantojuvenil”, destacou Mauro Ribeiro, do CFM.

    CONFIRA AQUI a evolução de internações e óbitos de crianças de zero a nove anos, ocupantes de veículos automotores.

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  • 7 Perguntas e Respostas sobre Dor na Coluna

    Você sabia que até 85% da população irá sentir dor nas costas, pelo menos uma vez na vida? As dores na coluna podem ser incapacitantes e estão entre as principais causas de afastamento no trabalho.

    Confira abaixo as dúvidas mais comuns sobre dor na coluna, respondidas pelo neurocirurgião, Dr. Iuri Weinmann, médico especializado em cirurgia e medicina da coluna.

    1. Dor nas costas e lombalgia são a mesma coisa? 
      Não! Dor nas costas ou na coluna é um termo genérico que indica quadros dolorosos na região da coluna vertebral. A coluna é dividida em quatro áreas: a cervical, que é a região do pescoço; a dorsal, que é a região do meio das costas; a lombar que começa na altura dos rins e termina na região sacrococcigiana, onde temos o último osso que compõe a nossa coluna, o cóccix. Assim, a lombalgia é a dor que atinge a região lombar da coluna vertebral, assim como a cervicalgia atinge a região do pescoço e assim por diante.
       
    2. Dor que repuxa na perna está sempre relacionada ao nervo ciático?
      Depende. A dor ciática é um sintoma e não uma doença. Assim, é preciso avaliar o paciente para entender se a dor está ou não relacionada ao nervo ciático. Na maioria dos casos, a dor ciática ocorre por conta de uma hérnia de disco que comprime o nervo, causando o repuxão referido pelos pacientes. Uma dica para saber se a dor está relacionada ao ciático é que ela ocorre em apenas um lado do corpo e se irradia para os quadris, nádegas e pernas. A dor pode piorar quando a pessoa senta ou se levanta.
       
    3. Hérnia de disco só acontece com pessoas idosas?
      Não! A hérnia de disco é uma condição tão democrática que pode afetar até mesmo crianças e adolescentes. Claro que com menor prevalência. Essa condição é a principal causa de dor na coluna. Em geral, os quadros de hérnias de disco aparecem por volta da 40 ou 50 anos, mas há picos de incidência em pessoas jovens, por volta dos 25 anos. O risco aumenta com a idade devido ao desgaste natural da coluna e dos maus hábitos, como sedentarismo, excesso de peso, esforço intenso para carregar peso, má postura e tabagismo.
       
    4. Toda hérnia de disco precisa ser operada? 
      Não. Em 90% dos casos, o tratamento para uma hérnia de disco será conservador. Isso quer dizer que o médico irá prescrever medicamentos para combater a dor e a inflamação, além de recomendar fisioterapia para reabilitação. Após essas terapêuticas, o paciente precisa melhorar seu estilo de vida. Como? É preciso perder peso, praticar atividade física de forma regular, corrigir a postura, evitar carregar peso e escolher um colchão e um travesseiro adequados. Esses aspectos são essenciais para evitar novos episódios de dor. Entretanto, de 5 a 10% dos casos não respondem ao tratamento conservador e precisam ser tratados de forma cirúrgica.
       
    5. Todas as cirurgias de coluna deixam a pessoa sem poder trabalhar?
      Depende. Atualmente, graças às técnicas das cirurgias minimamente invasivas, o objetivo principal de realizar uma cirurgia na coluna é a reabilitação do paciente para que ele volte a realizar suas atividades o mais rápido possível, seja trabalhar, andar, se exercitar, se relacionar etc. O que é incapacitante é a dor não tratada e suas causas, como as hérnias de disco. Quem se submete a uma cirurgia por meio destas técnicas precisa estar ciente que será necessário um autocuidado maior e uma mudança de estilo de vida para continuar ativo (a).
       
    6. É verdade que a fratura do cóccix não tem tratamento? 
      Depende de que tipo de tratamento estamos falando. Quando fraturado, por exemplo, ou luxado, realmente não há como imobilizar. Fraturar o cóccix ao cair sentado é uma das causas mais comuns de lesão neste osso. Porém, qualquer trauma na região é de difícil resolução. Os tratamentos podem variar desde almofadas para sentar-se, sessões de fisioterapia, infiltrações e, em casos raros, quando a dor é incapacitante, pode ser feita a remoção total ou parcial do cóccix.
       
    7. É verdade que existe uma espécie de marcapasso para tratar dor na coluna?
      Sim, podemos comparar a Neuroestimulação Elétrica da Medula Espinhal, de uma forma grosseira, a um marcapasso. Este dispositivo só é indicado para pessoas que mesmo depois de todos os tratamentos, incluindo cirurgias, continuam com quadros crônicos de dores na coluna. O dispositivo é implantado no espaço epidural, região entre a coluna vertebral e a membrana que reveste a medula espinhal. Depois de implantado, o dispositivo é regulado por meio da estimulação elétrica para controlar a dor por meio da substituição dos estímulos sensoriais da dor por sensações mais brandas. Até 75% dos pacientes sentem redução e controle da dor depois do implante.
  • Desidratação também é um risco durante o inverno

    Fisiologista do esporte do HCor indica ingerir entre 1,5 e 2,5 litros de água por dia, tanto nos dias quentes quanto nos mais frios

    A desidratação é um perigo conhecido do verão. Mas o que poucos sabem é que as baixas temperaturas típicas do inverno também podem oferecer risco, por diminuir a vontade de tomar água. “As pessoas tendem a achar que no inverno não precisam beber tanta água quanto no verão, por não sentirem sede com a mesma frequência. Isso aumenta o risco de desidratação”, alerta o fisiologista do esporte do HCor, Diego Leite de Barros.

    O especialista esclarece que, nas baixas temperaturas, os mecanismos regulatórios do nosso organismo desencadeiam reações, que fazem com que a circulação sanguínea se concentre nos vasos centrais para preservar o calor do corpo. Esse processo traz uma sensação interna de hidratação, por isso levamos mais tempo para sentir sede. Apesar disso, a quantidade de água ingerida durante o dia deve ser mantida, pois continuamos perdendo líquido.

    De acordo com Barros, sentir sede já pode ser um sinal de desidratação. “A sede nada mais é que o organismo sinalizando que precisa de líquido”, revela. Entretanto, os sintomas da desidratação vão muito além dessa simples sensação, que também pode se manifestar pela pele ressecada, temperatura corporal elevada, cansaço, sonolência, vontade de urinar com menor frequência e coloração mais escura, prisão de ventre, além de perda de coordenação motora e consciência, nos casos mais severos.

    Para evitar o problema o indicado é tomar entre 1,5 e 2,5 litros de água por dia, quantidade que pode variar de acordo com o sexo, idade, massa corporal e estilo de vida. “O ideal é ter água sempre por perto para se hidratar tanto nos dias quentes quanto nos mais frios”, orienta o fisiologista.

    Entre os praticantes de atividade física, o consumo de líquidos deve ser proporcional ao gasto, que pode ser acompanhado na balança antes e depois do treino. “Ao se pesar é possível ter uma noção da perda líquida e estabelecer um equilíbrio entre gasto e consumo. Essa consciência é ainda mais importante no caso de quem pratica exercícios regularmente, o que sempre demanda mais cuidados com a hidratação”, acrescenta Diego.

  • Mitos e verdades sobre o consumo das fibras

    Fibras são nutrientes relativamente conhecidos pela população em geral. De acordo com a pesquisa “O Consumo de Fibras no Brasil”, encomendada pela marca FiberNorm® e conduzida pelo IBOPE Inteligência via internet, 78% dos internautas brasileiros afirmam consumir fibras. Entretanto, apenas 37% ingerem mais de uma vez ao dia. Além disso, 74% dos entrevistados disseram saber qual é o papel das fibras no organismo, mas 70% não conhecem a diferença entre as aquelas que são solúveis e insolúveis¹.

    Mito ou verdade? A nutricionista Marcia Daskal e a gastroenterologista e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dra. Maria do Carmo Friche Passos, respondem as principais dúvidas relacionadas ao consumo de fibras, uma vez que possui atuação fundamental na manutenção da saúde e no bom funcionamento do intestino.

    Só é possível encontrar fibras em frutas e legumes? MITO

    “Além das frutas, verduras e legumes, existe uma grande oferta de fibras nos grãos integrais, cereais, farelos, sementes e castanhas. Assim, o indivíduo pode aumentar o consumo e ainda variar a alimentação”, segundo a nutricionista Marcia Daskal. De acordo com a pesquisa conduzida pelo IBOPE, 39% das pessoas que afirmam não consumir fibras, dizem não saber onde encontrá-las.

    Mulheres sentem mais dificuldade para ir ao banheiro do que os homens? VERDADE

    “Tanto pela questão hormonal quanto cultural, mulheres enfrentam mais eventualidades para evacuar. Por exemplo, as mulheres não vão ao banheiro em qualquer lugar. Desde a infância, as meninas são induzidas a adquirir este maior cuidado em não utilizar toaletes desconhecidos. Esta atitude de ‘segurar’ ao sentir vontade, pode gerar constipação, uma vez que alterará o fluxo da evacuação natural”, diz a Dra. Maria do Carmo Friche. Segundo a pesquisa, 29% das mulheres consideram ter um intestino regular. Em contrapartida, 88% dos homens afirmam ter regularidade. 

    Consumir apenas um tipo de fibra é suficiente para o bom funcionamento do intestino? MITO

    Marcia explica que tanto as fibras solúveis quanto as insolúveis possuem propriedades importantes para o funcionamento intestinal. “As fibras insolúveis em geral aumentam o peso das fezes e proporcionam estímulos mecânicos no intestino, ajudando na eliminação de resíduos. Já as solúveis retêm líquidos, formando um gel e tornando as fezes mais macias e volumosas. Este tipo de fibra ainda retarda o esvaziamento gástrico, provocando uma maior sensação de saciedade. Assim, elas podem e devem ser consumidas juntas”.

    Meu prato contém arroz e feijão todos os dias. Estou consumindo a quantidade ideal de fibras? MITO

    Dos entrevistados, 67% afirmam consumir leguminosas (ex: feijão, soja, grão de bico, etc)  pelo menos uma vez ao dia, e 57% dizem o mesmo a respeito de cereais integrais (ex: aveia, arroz, trigo, etc). Entretanto, é necessário variar o cardápio. “A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é um consumo de fibras superior a 25g por dia. Portanto, é essencial que o indivíduo aumente a oferta de fibras em sua dieta. Ingerir de 5 a 8 porções diárias, variando os alimentos, sejam frutas, legumes, castanhas, cereais, pode ajudar a atingir essa ‘meta’”, diz Marcia.

    Suplementação de fibras pode ajudar a atingir esta porção diária recomendada? VERDADE

    “Algumas pessoas possuem restrições alimentares, simplesmente não gostam de determinados alimentos ou não conseguem manter uma regularidade na alimentação. Assim, podem recorrer aos suplementos de fibras, principalmente os que tem um mix entre solúveis e insolúveis, para complementar a necessidade diária”, conclui Marcia.

    Para aqueles que buscam aumentar o consumo de fibras é possível contar com Fibernorm®, um mix de 7 fibras solúveis e insolúveis, zero açúcar e calorias e sem sabor, que ajuda a complementar a dieta de forma saudável e prática, já que pode ser usado em diversas preparações de alimentos doces e salgados.

    Sobre a pesquisa

    A pesquisa “O consumo de fibras no Brasil” é uma realização do IBOPE Inteligência, encomendada pela marca Fibernorm®, da farmacêutica Takeda, para conhecer os hábitos dos internautas brasileiros em relação à ingestão de fibras. O estudo foi realizado em setembro de 2018 e foi utilizada a metodologia quantitativa, com coleta por meio de painel online. A amostra foi selecionada com cotas por sexo, idade, classe e região de 2.000 entrevistados. Margem de erro de 2 p.p a 95% de confiança.

    Referência bibliográfica:

    1. Ibope Inteligência. Pesquisa “O Consumo de Fibras no Brasil”. São Paulo: Ibope Inteligência para Takeda. Setembro 2018.

  • Low carb ajuda no tratamento ao diabetes tipo 1 e 2 – Dia Nacional do Diabetes

    Para marcar o Dia Nacional do Diabetes, celebrado no próximo 26 de junho, a Associação Brasileira LowCarb (ABLC) destaca os benefícios da prática alimentar no tratamento da doença

    No próximo dia 26 de junho será celebrado mais um Dia Nacional do Diabetes, data instituída pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com o intuito de conscientizar os brasileiros sobre a doença que vem crescendo em números alarmantes no país. De acordo com a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2017 pelo Ministério da Saúde, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, passando de 5,5% da população para 8,9%.

    Diante desse quadro, torna-se evidente que o público em geral e diversos profissionais da área de saúde devem se debruçar com mais afinco sobre a doença. O tratamento do diabetes não deve se resumir à utilização de medicamentos; a mudança simples de hábitos, como prática de atividade física e alimentação saudável, também são importantes no combate à doença. No que se refere à alimentação, merece destaque, conforme a Associação Brasileira LowCarb (ABLC), a prática alimentar low carb, que prioriza a ingestão de comida de verdade (alimentos naturais) e a restrição do consumo de açúcar e carboidratos refinados.

    A low carb aparece como uma ótima solução para o combate e tratamento do diabetes, justamente porque a doença caracteriza-se pela elevação dos níveis de açúcar no sangue, seja diabetes tipo 1, em que o corpo é incapaz de produzir insulina, ou seja diabetes tipo 2, em que há resistência à insulina. O médico, diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto, explica que em todas as doenças em que o organismo humano é incapaz de metabolizar ou tolerar, total ou parcialmente, uma substância, o tratamento consiste em remover essa substância. “Por que seria diferente com o diabetes?”, indaga. Souto destaca a obviedade de que eliminação da glicose na dieta seja o tratamento para uma doença cuja característica definidora é o acúmulo de glicose no sangue.

    De acordo com o médico endocrinologista e diretor científico de Medicina da ABLC, Rodrigo Bomeny, a low carb é vista como mais eficaz no tratamento do diabetes tipo 2, porque o consumo de carboidratos refinados (alimentos ultraprocessados) está intimamente associado ao surgimento dessa doença. Conforme Bomeny, é costume dizer que as pessoas com este tipo de doença não precisam modificar a alimentação, devendo seguir apenas as orientações de uma alimentação saudável para a população geral. “Mas não é tão simples simular esse ajuste de insulina tão minucioso feito pelo pâncreas”, diz.

    A insulina é o hormônio responsável pela redução da glicemia, ou seja, pela diminuição da glicose no sangue. Segundo o médico endocrinologista, vários estudos demonstram que manter um controle glicêmico rigoroso é essencial para mitigar as complicações relacionadas ao diabetes tipo 1. No entanto, essa contenção pode ser perigosa por ocasionar excesso de hipoglicemias – diminuição da quantidade de açúcar no sangue em níveis muito baixos -, cujos sintomas são, entre outros, desmaio, fadiga, fome excessiva.

    “As pessoas têm uma falsa ideia de que com uma dieta com menos carboidrato terão mais hipoglicemia. Isso não é real. O que causa hipoglicemia é o excesso de insulina e não a falta de carboidrato,” explica Bomeny. Conforme o médico, ao se calcular a dose de insulina a ser aplicada, invariavelmente, erra-se a quantidade necessária. “São muitos fatores envolvidos, tais como quantidade e velocidade de absorção do carboidrato, local de aplicação da insulina, atividade física e estresse”, cita.

    Nesse sentido, de acordo com Bomeny, a melhor forma de diminuir a ocorrência de hipoglicemia é reduzir a quantidade de insulina. E, para que o efeito contrário não ocorra, ou seja, a hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue), acaba-se por restringir a quantidade de carboidratos. “Se seu corpo não lida bem com os carboidratos, por que usá-los como base de sua alimentação?”, questiona.

    Para exemplificar como a prática low carb pode ser benéfica no tratamento do diabetes tipo 1, o diretor-presidente da ABLC cita estudo recém-publicado pela revista científica Pediatrics. A análise mostra que pacientes (crianças e adultos) que seguiram essa estratégia alimentar durante dois anos, em média, tomando medicamentos em doses menores do que as exigidas em uma dieta normal, apresentaram glicose no sangue em níveis mais controlados.

    Extrema eficácia no tratamento do diabetes tipo 2

    O diabetes tipo 2 caracteriza-se pela resistência das células à insulina. Como forma de vencer essa resistência, o organismo produz mais hormônio, o que gera um ciclo vicioso: quanto mais insulina mais resistente ao hormônio às células se tornam. Como efeito, o açúcar se acumula no sangue, causando uma intolerância do indivíduo à glicose.

    Nesse sentido, a solução não passa apenas pela ingestão de insulina, embora em algumas situações ela possa ser necessária, mas pela diminuição da ingestão da substância mal tolerada, a glicose. O diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto, explica que todo carboidrato é digerido no organismo em glicose, sendo natural a melhora no quadro de diabetes tipo 2 com a low carb. Além disso, a prática alimentar produz redução espontânea do apetite e perda de peso, tratando condições que vêm atreladas à doença. “É muito comum que o diabetes ou o pré-diabetes sejam acompanhados de obesidade, sobrepeso ou aumento da gordura visceral”, diz.

    A eficácia da prática alimentar low carb no tratamento do diabetes tipo 2 também é corroborado por diversas evidências científicas, tais como ensaio clínico randomizado feito pela Universidade da Califórnia, em São Francisco, e publicado em dezembro de 2017 no jornal científico Nutrition & Diabetes.  No estudo, pacientes diabéticos e com sobrepeso foram divididos em dois grupos: um com uma dieta composta por 45% a 50% de carboidratos e limitado a ingerir 500 calorias diárias; e outro grupo com uma dieta cetogênica ou very low carb (VLC), podendo ingerir calorias ilimitadas.

    Como resultado, mais do que o dobro do grupo que praticou a estratégia com baixo consumo de carboidratos reduziu o valor de hemoglobina glicada para menos de 6,5, saindo da definição de diabetes. Souto explica que a melhor métrica para avaliar a remissão do diabetes com medidas de estilo de vida é a redução da hemoglobina glicada, pois é ela que fornece uma média da glicemia nos últimos 90 dias. Assim, muitos pacientes inseridos no grupo da prática alimentar cetogênica pararam de usar medicamentos para diabetes, enquanto no grupo com ingestão mais alta de carboidratos nenhum paciente conseguir largar a medicação.

    Outro estudo recente comprovando a eficácia da low carb foi realizado recentemente pela Universidade de Ohio, nos Estados e Unidos e publicado no Journal of Clinical Investigation Insight. O objetivo era mostrar o que acontece com pessoas obesas com síndrome metabólica, uma doença precursora do diabetes, quando aderem à uma prática alimentar com baixo número de carboidratos.

    Foram avaliados, ao todo, 16 homens e mulheres com síndrome metabólica. Após 4 semanas de prática alimentar low carb, mais da metade dos participantes (cinco homens e quatro mulheres) conseguiu reverter o quadro. Lembrando que suas dietas continham calorias para manter o peso estável.

    A grande dúvida desse estudo e de outras análises com objetivos semelhantes é saber se a restrição de carboidratos está diretamente ligada a melhoria no quadro do diabetes, por exemplo, ou se trata-se apenas de um efeito colateral da perda de peso, essa assim a grande consequência da prática alimentar low carb. O estudo feito pela Universidade de Ohio trouxe mais evidências para mostrar que a restrição modesta de carboidratos é suficiente para reverter a síndrome metabólica e suas decorrências.

    Os benefícios comprovados por diversos estudos clínicos fizeram com que a Associação Americana do Diabetes, em inglês American Diabetes Association (ADA), tida como autoridade no assunto, recomendasse, em suas diretrizes atualizadas para 2019, a prática alimentar como alternativa dietética válida para o tratamento do diabetes tipo 2. Entre as vantagens da low carb, segundo a ADA, estão: perda de peso, redução da pressão arterial, aumento do HDL, o chamado colesterol bom, e redução dos triglicerídeos.

    Caso real

    Um exemplo que mostra a eficácia da Low Carb no tratamento do diabetes diz respeito à senhora Maria (nome fictício), que contava com 43 anos na época em que adotou a estratégia e compartilhou exames clínicos com seu médico.

    Em apenas 45 dias de prática alimentar low carb, alimentando-se basicamente de ovos, carne e bacon, Maria, que é diabética tipo 2, melhorou diversos índices clínicos, o que ainda não havia conseguido adotando uma dieta hipocalórica de 1200 calorias.

    Com estatura de 1,64m, Maria pesava 90Kg antes da prática alimentar, conseguindo reduzir seu peso para 80 kg depois de restringir o consumo de carboidratos. O nível de glicose no sangue baixou de 133 md/dL para 86 md/dL e a hemoglobina glicada foi de 6% para 5,1%. As mudanças possibilitaram à Maria reduzir as doses de seus remédios pela metade.

  • Diabetes mal controlado pode levar a amputação dos pés

    Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida. 

     

    A Polineuropatia Diabética (PND), uma complicação que afeta 50% dos pacientes, é o fator causal mais importante para as úlceras nos pés dos pacientes diabéticos e precedem 85% das amputações. 

     

    Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para amputação de membros inferiores (pernas, pé, dedos dos pés) no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado: são 55 mil amputações anuais.  

     

    “Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados, ” explica o Dr. Airton Mota Moreira, médico da CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa.

     

    Os sintomas de PND nem sempre são reconhecidos, anormalidades nos pés, como sensação de queimação, formigamentos, dormência, dor (facada, pontada), fraqueza, fadiga ou câimbras podem estar presentes. Podem haver ainda mudanças na temperatura, cor, deformidade dos ossos do pé ou tecidos dessa região, presença de inflamação ou mesmo infecção.

     

    O tratamento será instituído conforme o grau de isquemia, por meio do uso de medicamentos e exercícios, para casos leves. Quando a situação é mais grave haverá necessidade de realizar procedimentos minimamente invasivos como a angioplastia percutânea ou mesmo cirurgia para reconstituir a chegada de sangue.  

     

    A angioplastia é um tipo de tratamento realizado por meio da dilatação dos estreitamentos arteriais utilizando cateteres-balões ou implante de stents. O acesso poderá ser feito a partir de uma artéria periférica, com auxílio de Raios X.

     

    “Normalmente utilizamos anestesia local, e o paciente fica na unidade hospitalar por pelo menos 24 horas para controle clinico. Utilizando técnicas modernas como estas, se diagnosticada a tempo, podemos evitar e tratar a isquemia descompensada dos membros, com mínimo risco de complicações, se comparado à cirurgia convencional, assim como evitar amputações desnecessárias, ” finaliza o Radiologista Intervencionista