Autor: agitosp

  • Parque da Ciência Butantan conta com mais de 300 espécies de borboletas

    Além de embelezar o ambiente, esses insetos são importantes polinizadores e indicadores da qualidade do ar

    Um estudo científico coordenado pela diretora do Museu Biológico, Erika Hingst-Zaher, e publicado na revista da Universidade de São Paulo (USP) Papéis Avulsos de Zoologia conclui que o Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, abriga mais de 300 espécies de borboletas no Parque da Ciência Butantan. O que explica essa diversidade é a presença de áreas de características distintas no complexo: borda de floresta, interior de floresta, zonas úmidas e secas, além de regiões pouco ou muito ensolaradas, o que faz com vários animais consigam prosperar no ambiente. 

    Considerando que o Parque da Ciência Butantan está localizado na cidade mais populosa do Brasil (IBGE, 2021), essa riqueza de espécies é surpreendente. De acordo com o estudo científico, isso é uma indicação de que mesmo em áreas degradadas, que vêm sofrendo intensa interação antrópica, ainda é possível sustentar uma parte significativa de espécies originais. “Além de ser fundamental para o desenvolvimento de estratégias de preservação, esse levantamento também é importante para fornecer dados para estudos futuros e para identificar alterações climáticas que possam ser relevantes para a conservação das áreas verdes urbanas”, afirma Erika Hingst-Zaher. 

    O estudo orienta que para conservação dessas espécies é importante criar uma conexão entre diferentes pontos da cidade. Isso aumenta as chances dessas borboletas se dispersarem e se tornarem mais abundantes nos centros urbanos.

    Conhecidas como símbolos da transformação, as borboletas são muito celebradas por sua beleza, diferente de outros insetos que, por vezes, causam medo ou repulsa. Do ovo depositado nas folhas das plantas nasce a lagarta que, depois de alguns meses, forma um pequeno casulo, a pupa, de onde emerge a borboleta adulta. Ricas e diversas, estão distribuídas em cerca de 20 mil espécies com cores, padrões e comportamentos únicos.

    As borboletas são fundamentais para a manutenção da biodiversidade, já que, assim como as abelhas, são polinizadoras. Ao se alimentarem do néctar das flores, por meio da espirotromba, uma espécie de “tubo” longo que funciona como um canudo e fica enrolado sob seu queixo, ajudam a espalhar grãos de pólen para que as plantas possam se reproduzir. Assim, contribuem com o equilíbrio nos ecossistemas e com a diversidade de vegetais, essenciais para a saúde humana e animal.

    Elas também podem sinalizar se a qualidade do ar está boa: onde há muitas borboletas, geralmente o ar está livre de poluição. Como são muito sensíveis e têm um ciclo de vida curto (de alguns dias a um ano, dependendo da espécie), respondem rápido quando algo muda no ambiente. A falta desses insetos pode indicar que algo não vai bem naquele lugar. 

    O que os olhos não veem

    O principal motivo dessas pequenas voadoras serem tão coloridas é para afastar e confundir seus predadores por meio da camuflagem. Algumas espécies de borboleta possuem manchas de cores muito vibrantes, o que no mundo animal costuma indicar perigo e toxicidade. Mas as asas das borboletas são, na verdade, transparentes em sua base. O que acontece é que elas são compostas por minúsculas escamas pigmentadas e escamas difrativas, que refletem vários comprimentos de onda, mostrando diferentes cores. Substâncias químicas encontradas nas plantas das quais as borboletas se alimentam contribuem para a diversidade de pigmentos.

    Suas antenas ajudam a detectar movimentos e substâncias químicas presentes no ar, desde o cheiro das flores até o de um potencial parceiro, além de serem importantes para a sua orientação durante o voo. Assim como outros insetos, elas possuem milhares de “pequenos olhos”, chamados de olhos compostos, podendo enxergar em várias direções.

    Outra curiosidade é que as borboletas são capazes de enxergar muito mais cores do que nós. Enquanto nossos olhos possuem células sensíveis à luz vermelha, à verde e à azul, essas voadoras podem ter seis ou mais tipos de células sensíveis à luz e conseguem ver até mesmo a luz ultravioleta. Essa visão especial ajuda o inseto a encontrar flores para se alimentar do néctar.

    Plantas como helicônia, cambará, hibisco, lavanda, margaridas e girassol estão entre as preferidas desses animais.

  • Imposto de renda devido pode ser direcionado para hospitais 100% SUS

    Contribuinte tem até 31 de maiopara doar parte do IR devido e deduzir o valor do que seria pago à Receita Federal

    Pessoas físicas podem destinar uma parte do Imposto de Renda (IR) devido a entidades filantrópicas e descontar do valor do montante que seria pago à Receita Federal. Os recursos vindos dessas doações são fundamentais para instituições como o Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), que é 100% SUS e depende da distribuição do IR para compensar o déficit causado pela concentração dos atendimentos de grande parte dos traumas na capital e região metropolitana. O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda em 2024 vai até o dia 31 de maio.

    Contribuintes que optam pelo modelo completo de declaração do IR têm a opção de deduzir do total devido e ainda contribuir para instituições culturais, esportivas e sociais. Para isso, basta preencher a seção “Doações Diretamente na Declaração” e direcionar o valor de sua escolha. É possível contribuir com até 3% no ato da declaração ou até 6% diretamente a um Fundo, declarando posteriormente no Imposto de Renda. Além disso, o contribuinte que tenha feito doações em 2023, pode ter o percentual somado ao valor doado em 2024, até alcançar o limite. Já o contribuinte que tiver direito à restituição, o valor doado será somado a essa quantia e corrigido pela Taxa Selic. 

    Regulamentadas por leis federais, estaduais e municipais, as doações de IR têm grande potencial de arrecadação. Deve declarar aqueles que receberam rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 30.639,90 em 2023. A destinação desses recursos permite que o contribuinte cumpra suas obrigações com o governo federal, ao mesmo tempo em que contribui para a manutenção dos serviços excepcionais prestados por instituições filantrópicas. Isso assegura a continuidade da assistência social e apoia a formação de profissionais, além de fomentar o investimento em pesquisa e tecnologia.

    A destinação de parte do Imposto de Renda é um método eficaz e sem custos para os cidadãos de apoiar causas importantes. Para mais informações sobre como ajudar o Hospital Universitário Cajuru, acesse o site oficial do hospital ou faça contato por telefone.

  • BikeCine é cinema ao ar livre e com energia limpa


    Movido a bicicletas e com sessões gratuitas, o novo projeto une cultura, sustentabilidade e esporte

    O lançamento acontece na capital paulista, em evento no Vale do Anhangabaú, dia 21

    Cinema ao ar livre totalmente movido a bicicletas! Chega ao Brasil um novo conceito de cinema, unindo entretenimento, sustentabilidade e esporte. O BikeCine é um cinema itinerante que funciona apenas com energia limpa e sustentável, gerada pelo próprio público, pedalando. O lançamento do BikeCine acontece em São Paulo, dia 21 de março, no Vale do Anhangabaú, com evento especial aberto ao público e gratuito.

    No BikeCine, o público pode escolher de onde assistir aos filmes: acomodados na plateia de cadeiras ou nas estações de bicicletas, participando ativamente. 

    São 10 bicicletas fixas e seis bases para acoplar as “bikes” trazidas pelo próprio público, totalizando 16 estações que captam a energia gerada pelos ciclistas. Também é possível colaborar pelo “pedal de mão”, ideal para diversão das crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, promovendo maior acessibilidade. O BikeCine é para todos.

    Toda energia gerada é consumida no momento e, quanto mais rápidas forem as pedaladas, maior é a energia produzida. Um sinalizador exibe a carga de energia em tempo real e avisa se for preciso pedalar mais. Se baixar, os ciclistas são estimulados ou convidados ao revezamento durante as sessões.

    Tecnologia também nas imagens. A exibição dos filmes no BikeCine é feita na tela inflável da Airscreen, equipamento com tecnologia de ponta, que oferece projeção de alta qualidade ao ar livre. Tudo para garantir a melhor experiência ao público.

    Lançamento em São Paulo. A programação do evento de lançamento (dia 21, às 19h) é diferenciada e a chegada de comboio de coletivos de bikers ao local marcará o início. A abertura será com o pocket show de ‘Thunder & Turnbull’, dupla formada por Luiz Thunderbird e Lucinha Turnbull. A seleção de filmes também será diferente da programação regular do projeto, com exibição de mini documentários sobre mobilidade e ciclismo. A noite finaliza em debate, com convidados do BikeCine: a cicloativista Renata Falzoni, o urbanista Nabil Bonduki e Toni Nogueira, diretor da DGT filmes e amante de esportes de aventura. 

    Os ingressos gratuitos ficam disponíveis on-line para o público, pelo site https://bikecine.com.br, e há também cota de distribuição presencial, 1 hora antes do evento.


    “É uma grande alegria estrear este projeto que reúne tantas pautas que consideramos importantes para a população e para o planeta. Cultura, entretenimento, bem-estar, mobilidade, sustentabilidade, conscientização e inclusão estão entre os temas que queremos destacar e discutir com o BikeCine”, conta Marco Costa, idealizador do BikeCine. 

    Depois da estreia na capital, o projeto circulará por mais de 30 cidades, com programação variada de filmes para a família e sempre com entrada gratuita. 

    A energia limpa do BikeCine

    Ao invés do cinema consumir energia para funcionar, são as pessoas que geram energia com seu corpo. Toda a eletricidade necessária para cada sessão do BikeCine acontecer, seja inflar e sustentar a tela, projetar o filme, o sistema de som e demais equipamentos, são exclusivamente gerados a partir das pedaladas do público nas bicicletas. Energia limpa que não emite poluentes e não causa impactos negativos à natureza, contribuindo para a sustentabilidade do planeta. 

    No BikeCine, a energia humana se transforma em energia elétrica, em cinética, gerada pela força motriz do movimento do pedal. Todo o sistema consome cerca de 2500 watts por hora, já cada ciclista gera 200 watts, em média.


    Um convite para pensar no planeta e no bem-estar
    Além da diversão, o BikeCine busca promover a consciência ambiental, pela utilização da energia sustentável participativa, o espectador é convidado a refletir sobre o uso e consumo energético, e as formas renováveis disponíveis.

    Incentiva ainda, a colaboração coletiva e o uso da bicicleta como meio de transporte não só para ir ao evento, mas também em seu deslocamento no dia a dia. Uma reflexão sobre mobilidade urbana, além da importância do exercício para uma vida saudável.


    O BikeCine é uma experiência cultural colaborativa, ecológica, inclusiva e diferenciada. O projeto tem parceria de desenvolvimento com os já bem-sucedidos cinemas ao ar livre, o Cine Autorama e o CineSolar, conta também com parceria do projeto Cine Pedal, da produtora uruguaia Efecto Cine.

    BikeCine é viabilizado em São Paulo por meio do ProAC, com apoio do Novo Anhangabaú, Coletivo de Mobilidade CicloCentro, Coletivo Cultural Bixiga, Bike é Legal e Bike System, correalização Efecto Cine, realização BikeCine e Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e Governo do Estado de São Paulo.

    Instagram: @bikecine 

    Serviço

    Lançamento BikeCine

    Data 21/03/2024 (quinta-feira)

    Local: Vale do Anhangabaú, baixio do Viaduto do Chá – Centro Histórico de São Paulo.

    Horário: a partir das 19h

    Capacidade: 150 lugares em cadeiras, 10 bikes fixas e 6 estações disponíveis para o público acoplar a própria bicicleta.

    Ingressos: entrada gratuita (50% dos ingressos ficam disponíveis para reserva on-line e 50% são distribuídos presencialmente, a partir de 1 hora antes). 

    Reservas pelo site https://bikecine.com.br/

    Programação:

    19h – Pocket show com ‘Thunder & Turnbull’

    19h30 – Exibição dos documentários:  Elo Perdido – O Brasil que Pedala. (de Renata Falzoni) + Pedal Sul (de Sérgio Gag)

    20h30 – Mesa de debate: Renata Falzoni, Toni Nogueira e Nabil Bonduki (mediação)

    21h – Final do evento

  • Você sabe como está a sua creatinina? 

    Na semana do Dia Mundial do Rim especialista alerta para a importância de incluir indicadores renais, como a creatinina, no check-up anual; exame pode auxiliar no diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica

    Os rins desempenham um papel fundamental no organismo, atuando na filtragem do sangue, remoção de toxinas, produção de hormônios e equilíbrio hídrico do organismo. 

    Entre os resíduos do nosso metabolismo está a creatinina, substância produzida pelos músculos. Ela é eliminada do corpo pelos rins, por meio da urina, e a sua concentração no sangue é um importante indicador da função renal.

    “A Doença Renal Crônica (DRC) é silenciosa e os sintomas geralmente aparecem apenas em estágios avançados e com poucas opções de tratamento. Por isso, é tão importante acompanhar de forma preventiva e regular alguns indicadores de saúde renal, como a creatinina e exame de urina”, alerta Dra. Laila Almeida Viana, nefrologista do Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or.

    O alerta acontece na semana do Dia Mundial do Rim, que este ano é celebrado em 14 de março. A data reúne iniciativas voltadas para a prevenção e educação sobre doenças renais. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) traz como slogan da campanha “Saúde dos Rins & Exame da Creatinina para todos!”, destacando a importância da realização do exame regularmente. De acordo com o órgão, no Brasil, a estimativa é de que mais de dez milhões de pessoas tenham doença renal crônica.

    A creatinina pode ser avaliada por meio de uma amostra de sangue. “É um exame simples e que pode ser facilmente incluído no check-up anual. Quando os rins não estão funcionando corretamente, essa e outras substanciam se acumulam no sangue, causando problemas de saúde, por isso é tão importante avaliar periodicamente as funções renais”, explica a especialista.

    DRC

    A Doença Renal Crônica (DRC) se caracteriza pela perda lenta e progressiva das funções renais. “Essa perda é definitiva, não há como reverter, e as opções de tratamento são escassas”, enfatiza Dra. Laila Almeida Viana.

     

    Entre os principais fatores de risco da DRC estão o diabetes e a hipertensão, doenças crônicas comuns e muito prevalentes na população brasileira, além de obesidade, desidratação e tabagismo.

    Vale citar ainda o uso exacerbado de anti-inflamatórios que pode sobrecarregar o órgão, além de questões hereditárias, já que algumas doenças podem ser genéticas.

    “A maioria desses fatores são preveníveis. Ao manter uma alimentação saudável, boa hidratação, prática de exercícios, controle do peso, consumo controlado de sal e check-ups regulares, o paciente elimina boa parte do risco”, orienta a nefrologista do Hospital São Luiz Itaim.

    A unidade, localizada na zona Sul da capital paulista, acumula mais de 80 anos de tradição e diversas especialidades, entre elas a de nefrologia, que conta com apoio multiprofissional de cirurgião, enfermeira do transplante e assistente social, além de estrutura completa para a realização de transplantes.

    Entre os sinais de alerta da doença, que geralmente aparecem já em estágios avançados, estão náuseas, vômitos, fadiga e inchaço nos membros inferiores.

    Como a Doença Renal Crônica não tem cura, as opções de tratamento se limitam a realizar a filtragem do sangue por meio de um equipamento externo, como hemodiálise ou diálise peritoneal, ou transplante. “As sessões podem demorar horas, e são realizadas em média três vezes por semana, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente”, destaca Dra. Laila.

    Já o transplante de rim pode ser realizado por meio de um doador vivo, quando este apresenta compatibilidade, ou de um doador falecido, por meio da Central de Transplantes, do Ministério da Saúde.

    “O Brasil possui um robusto sistema nacional de doação de órgãos. No entanto, infelizmente há mais pacientes em lista aguardando do que doações e transplantes acontecendo. Em alguns casos, a espera pode ser longa, por isso, o melhor caminho é sempre o da prevenção”, finaliza a especialista.

  • Acesso de todos ao diagnóstico e tratamento renal

    Dia Mundial do Rim defende acesso de todos ao diagnóstico e tratamento renal

    A data é comemorada neste 14 de março

    Mais de 23 milhões de brasileiros têm algum problema nos rins e cerca de 157 mil fazem tratamento em diálise. Além disso, até 2040 pode ser a 5ª maior causa de morte, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O problema renal evolui de forma silenciosa e, muitas vezes, quando descoberto já está em estágios bem avançados. A prevenção é o melhor caminho. Por isso, nesta semana a Fundação Pró-Rim, com clínicas em Santa Catarina e Tocantins, tem feito uma série de ações.

    Por isso, neste ano de 2024, o Dia Mundial do Rim, comemorado em 14 março, tem por objetivo chamar a atenção para esta doença. No Brasil a campanha é coordenada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e tem por objetivo garantir que todos tenham acesso igual a diagnósticos e tratamentos de doença renal crônica.

    O tema da campanha é “Exame de Creatinina para todos: porque todos têm direito ao diagnóstico e acesso ao tratamento”. A doença renal pode ser prevenida e, quando diagnosticada de forma precoce, pode ser controlada.

    Conforme o Ministério da Saúde, 10% da população brasileira tem algum tipo de doença nos rins e muitos morrem todos os anos antes de ter acesso à diálise ou ao transplante. A Doença Renal Crônica é uma lesão nos rins, que provoca a perda progressiva das funções renais. É irreversível. O tratamento é a Terapia Renal Substitutiva, que garante manutenção e qualidade de vida ao paciente. Entre os tratamentos estão a hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal.

    O Dia Mundial do Rim é comemorado em mais de 800 clínicas de diálise em todo do Brasil. Em Joinville, foi realizado o Conecta, no dia 3 de março, na sede da Fundação Pró-Rim. Centenas de pessoas compareceram ao evento, que contou com palestras e diversos serviços de saúde. Ainda estão previstas atividades em uma escola da região, e um espaço na Tribuna Livre da Câmara de Vereadores do município.

    Exame de creatinina

    Para que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível, é muito importante a realização de um exame de sangue que pode salvar vidas: o exame de creatinina. De acordo com o médico nefrologista, Dr. Marcos Vieira, “a pessoa deve fazer um exame de creatinina, parcial de urina e microalbuminuria. Para ser mais completo, faça também um ultrassom dos rins e vias urinárias”.

    Mais informações sobre o exame de creatinina neste link.

  • Dia Mundial do Rim – Prevenção da saúde renal infantil

    No Dia Mundial do Rim, Diálise Pediátrica do Hospital São Paulo chama atenção para saúde renal infantil

    Ação de conscientização e prevenção acontece na tarde de 14 de março no ambulatório Geral e de Nefrologia do HSP

    A Diálise Pediátrica do Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) comemora 25 anos de atuação investindo na prevenção e conscientização da saúde renal infantil. Quem estiver presente no Ambulatório do HSP, em 14 de março, das 13h às 16h, receberá todas informações sobre como estar atento aos sinais de doenças renais em crianças.

    “É importante aferir a pressão arterial, dosar a creatinina, para prevenir doenças renais. Ninguém pensa na pressão de criança porque acham que não é hipertensa”, explica a professora Maria Cristina de Andrade, pediatra, com especialização em Nefrologia Pediátrica, do HSP/Unifesp.

    “Vamos trabalhar com as informações básicas e simples que ajudam no diagnóstico precoce, falando sobre os principais mitos da doença em crianças, incluindo o processo de diálise”, esclarece a pediatra Maria Luiza do Val.

    O serviço de Diálise Pediátrica do HSP é pioneiro no Brasil e já atendeu mais de 240 crianças, de 0 a 18 anos. As crianças atendidas em terapia dialítica, geralmente, aguardam por transplante. “O tempo de diálise em crianças é menor, geralmente de seis a oito meses. A fila adulta de transplante renal está entre três a cinco anos e a infantil entre seis e oito meses”, diz Maria Cristina. 

    O trabalho do serviço de Diálise Pediátrica não fica restrito somente ao tratamento. Graças ao trabalho do Voluntariado e do engajamento da equipe, as crianças recebem doações de material escolar e de alimentos, além de serem recebidas com café da manhã, inclusive para os pais. “Esse trabalho complementar proporciona, além do acolhimento, condições para a manutenção do tratamento. Nossos pacientes são, em sua grande maioria, das classes C, D e E”, finaliza Maria Luiza.

    Serviço:

    Dia Mundial do Rim – Prevenção da saúde renal infantil

    Dia 14 de março, das 13h às 16h

    Ambulatório Hospital São Paulo

    Rua José de Magalhães, 340 – Vila Clementino

  • Hipertensão e diabetes estão sem controle

    Hipertensão e diabetes estão sem controle pelo menos em sete de cada 10 municípios brasileiros

    Dados são do programa federal Previne Brasil; cardiologista especialista em 

    hipertensão arterial ressalta a urgência de ações voltadas à questão

     

    Um alerta foi aceso após os dados do Previne Brasil, programa federal que vincula parte dos recursos da atenção primária ao cumprimento de metas assistenciais: dados do último quadrimestre de 2023 apontam que sete em cada dez municípios brasileiros terminaram o ano sem atingir o mínimo de controle da diabetes e da  hipertensão – considerando para essas conclusões dosar a hemoglobina glicada (que mede o açúcar no sangue nos últimos 90 dias) uma vez por ano e medir a pressão arterial a cada seis meses. 

    O cenário é atribuído a múltiplos fatores, que vão desde a alta dessas doenças crônicas causada pelo envelhecimento populacional, aliada à falta de profissionais na atenção primária, até problemas de metodologia do sistema de informação do Ministério da Saúde.

     

    Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a hipertensão arterial afeta um em cada três adultos em todo o mundo. Esta condição, caso não diagnosticada e adequadamente tratada, pode causar AVC (Acidente Vascular Cerebral), ataques cardíacos, insuficiência cardíaca, danos renais e muitos outros problemas de saúde. No ano passado, a OMS publicou seu primeiro relatório sobre os efeitos globais devastadores da pressão alta, incluindo recomendações sobre como combater esse problema, o qual chamou de “assassino silencioso”. Segundo o relatório, aproximadamente quatro em cada cinco pessoas com hipertensão não recebem tratamento adequado. No entanto, se os países conseguirem expandir a cobertura, 76 milhões de mortes poderão ser evitadas até 2050.

     

    Embora a idade avançada e a genética possam aumentar o risco de hipertensão, fatores modificáveis como dieta com excesso de sal, falta de atividade física, obesidade, altos níveis de estresse e consumo excessivo de álcool, também podem impactar, ressalta o cardiologista Fernando Nobre, especialista em hipertensão arterial.

     

    “A prevenção, a detecção precoce e o tratamento eficaz da hipertensão são algumas das intervenções mais econômicas na área da saúde e precisam ser priorizados na atenção primária”, frisa o médico.

    De acordo com a OMS, o aumento no número de pacientes tratados efetivamente para hipertensão, poderia evitar 76 milhões de mortes, 120 milhões de AVCs, 79 milhões de ataques cardíacos e 17 milhões de casos de insuficiência cardíaca até 2050.

     

    Diagnóstico preciso

     

    A MAPA (Monitorização da Pressão Arterial de 24 horas) é o que há de melhor para diagnóstico, tratamento e seguimento de pessoas com hipertensão, segundo Fernando Nobre que, inclusive, é um dos introdutores do método no Brasil e autor de livro sobre o tema, que já está na 6ª edição, tendo treinado mais de 10 mil médicos sobre o assunto.

    “Geralmente, a MAPA é solicitada para confirmar ou descartar o diagnóstico de hipertensão, além de avaliar durante as 24 horas a eficácia do tratamento instituído”, fala.

     

    Ainda de acordo com o cardiologista, a hipertensão arterial, por determinar praticamente o triplo da chance de doença renal crônica, AVC e o dobro de insuficiência cardíaca, infarto do coração e obstrução de artérias periféricas, deve merecer atenção de autoridades governamentais, sociedades médicas e médicos em geral.

    “Não é boa prática deixar que uma doença que tem tanto impacto sobre a saúde com diagnóstico e tratamento de fácil realização seja menosprezada”, conclui.

  • O Revelar do Olival: conheça o novo Azeite Andorinha Extra Virgem

    O Revelar do Olival: conheça o novo Azeite Andorinha Extra Virgem Primeira Colheita

    Uma celebração de qualidade, pela primeira vez o azeite traz um toque de arte à mesa com um rótulo exclusivo criado pelo artista Fabrizio Lenci

    Todo ano um novo ciclo se inicia – e com as azeitonas não é diferente. Por isso, anualmente a marca de azeites Andorinha, pertencente ao Grupo Sovena, lança edições limitadas do Primeira Colheita, um azeite extra virgem especial feito a partir das primeiras azeitonas da safra. 

    Neste ano, para celebrar as anfitriãs do maior olival do mundo, Andorinha uniu arte e gastronomia e anuncia uma parceria com o artista Fabrizio Lenci na construção do rótulo inspirado no conceito ‘O Revelar do Olival’ para produzir uma arte exclusiva. 

    “Acho incrível que marcas se proponham a trabalhar com ilustração, democratizar a arte é algo fundamental e fiquei muito feliz quando soube que minha arte iria estampar o rótulo de um azeite especial de Andorinha. Gosto muito de achar inspiração nas formas imperfeitas da natureza, cada elemento natural é único e eu tento traduzir isso no meu desenho. Com ‘O Revelar do Olival’ não foi diferente, foi um processo criativo muito bacana em que trabalhei durante mais ou menos um mês”, comenta Fabrizio Lenci, (@falenci) artista paulista selecionado para estampar o rótulo da safra 2023-2024. 

    “Estamos muito animados em apresentar nosso primeiro lançamento do ano, um azeite elaborado com as primeiras azeitonas da nossa safra. É uma verdadeira expressão do nosso compromisso com a excelência e com a preservação do sabor autêntico do azeite. E a união com a arte do Fabrizio, faz deste azeite um item com um apelo presenteável muito interessante”, explica Loara Costa, Diretora de Marketing e Trade Marketing da Sovena.

    De amargo ligeiro a picante médio é um azeite jovem e fresco, com acidez máxima de 0,3%. De característica leve, é harmonioso e versátil, tendo sabor equilibrado, com aroma levemente frutado transmite essencialmente notas de fruta madura com destaque para a banana e na boca também fica evidente algumas notas de maçã. É indicado para temperar saladas, degustar com pão ou finalizar diversos tipos de pratos – incluindo peixes e sobremesas. 

    O Azeite Andorinha Extra Virgem Primeira Colheita já está disponível nos principais pontos de venda de todo o Brasil e também pode ser encontrado no  e-commerce oficial da marca. O valor médio sugerido é R$60.

  • Hábito de beber pouca água pode prejudicar a saúde dos felinos

     

    Os alimentos úmidos podem ser utilizados como estratégia para estimular a ingestão hídrica por esses pets

     

     

    Quem tem gatos sabe: eles não costumam beber muita água. Esse comportamento é tão comum entre os bichanos porque são descendentes de animais que viviam no deserto e absorviam água por meio das presas que consumiam, não sentindo a necessidade de buscar outras fontes de hidratação com frequência, já que não tinham a sensação de sede. Como reflexo, ainda hoje bebem pouca água voluntariamente. 

     

    Essa particularidade dos felinos pode trazer danos para sua saúde, como o desenvolvimento das urolitíases (popularmente conhecidas como cálculos urinários) e suas consequências, como a doença renal crônica, que pode ocorrer após lesões e obstruções no sistema urinário ocasionadas pelos cálculos. Por isso, é muito importante que os tutores de gatos estimulem o hábito de ingestão de água em seus pets. 

     

    O médico-veterinário Gustavo Quirino, que atua na equipe de treinamento técnico da Adimax, uma das maiores fabricantes de alimentos para cães e gatos do Brasil, orienta como reforçar esse hábito no dia a dia: “O bebedouro ideal para estes pets deve ser largo e raso, com água até a borda, já que eles não gostam de encostar as vibrissas (bigodes) no recipiente. Se possível, o tutor deve optar por fontes de água corrente, pois os gatos dão preferência por água fresca e em movimento, e isso vai induzi-lo ao consumo. Ter mais de um bebedouro espalhado pela casa também vai estimular a ingestão de água. Além disso, o tutor deve manter o bebedouro em ambiente tranquilo, fresco, livre da luz solar direta e da possibilidade de pegar chuva, e distante da liteira (caixa de areia)”. 

     

    Gustavo destaca que o tutor também pode usar algumas estratégias simples para incentivar o consumo de água pelo seu animalzinho: “Adicionar alimentos úmidos na dieta, como os sachês, colabora para a ingestão hídrica involuntária. Eles podem ser fornecidos como alimento exclusivo (quando completos e balanceados), misturados ao alimento seco, separadamente como petisco ou ainda misturados com água e até colocados em formas de gelo e oferecidos ao pet como ´sorvete´ nos dias mais quentes. Mas é importante lembrar que o alimento úmido não deve ficar exposto no comedouro por mais de 30 minutos, a fim de evitar a deterioração ou que atraiam insetos que podem contaminar o alimento ou transmitir doenças ao animal, por isso as sobras devem ser descartadas”.

     

    Além de contribuírem para a ingestão involuntária de água, os sachês possuem baixas calorias quando comparados aos alimentos secos, sendo uma ótima opção de petisco aos gatos que possuem tendência ao ganho de peso excessivo.

     

    Buscando atender às necessidades e particularidades dos tutores de pets, a Adimax reforçou seu portfólio da família Origens, com a linha Origens Sachês, a primeira de alimentos úmidos dentro da marca. São alimentos completos e balanceados, com 84% de umidade, nas versões filhotes, adultos ou adultos castrados. A linha apresenta opções tanto para gatos quanto para cães e todos os produtos oferecem diversos benefícios: não contêm corantes e aromatizantes artificiais, contribuem para o equilíbrio intestinal e do trato urinário, colaboram para a saúde das articulações e promovem o cuidado oral.  Na versão para gatos castrados, oferece calorias moderadas, colaborando para a manutenção do peso, e contém fibras que auxiliam para a eliminação das bolas de pelos.

  • Tecnologia e hábitos podem ter impacto negativo na hora de dormir

    Dia Mundial do Sono: tecnologia e hábitos cotidianos podem ter impacto negativo na hora de dormir

    Luz azul dos dispositivos e estar sempre “online” são fatores que dificultam o relaxamento e sono profundo; data conscientiza sobre importância de dormir bem para manutenção da saúde física e mental 

    Quem nunca “perdeu o sono” numa noite de ansiedade antes de uma data importante ou pensando em problemas? Isso, infelizmente, é mais comum do que parece. De acordo com a Associação Mundial do Sono, vivemos uma epidemia de insônia, com 35% da população mundial afirmando não conseguir dormir o suficiente.

    O alerta acontece no mês em que é celebrado o Dia Mundial do Sono, neste ano celebrado em 15 de março. Dormir bem é essencial, pois é neste momento que o organismo exerce funções restauradoras, sintetiza proteínas, repõe energias e regula o metabolismo, fatores importantes para manter o corpo saudável.

    “Metade das pessoas que têm noites insones desenvolvem outros problemas como depressão, ansiedade, humor alterado, desatenção, perda de memória, baixa imunidade, envelhecimento e aumento no risco de doenças cardiovasculares e neurológicas”, destaca Camila Lobo, neurologista do Hospital e Maternidade São Luiz Campinas, da Rede D’Or.

    De acordo com especialistas, um dos fatores que vem contribuindo para essa epidemia de insônia é a imparável inovação tecnológica das últimas décadas, à medida que os aparelhos nos mantém conectados 24 horas por dia.

    “Em outras palavras, estamos sempre online, alertas e disponíveis, e nunca off-line para cobranças diárias, o que afeta o sono profundo, indispensável à regeneração celular e orgânica. Além disso, a exposição à luz azul dos dispositivos eletrônicos interfere na produção de melatonina, hormônio essencial para o adormecimento”, explica a médica do São Luiz Campinas.

    Inaugurado em maio de 2023, trata-se do maior hospital privado do interior paulista, com mais de 40 especialidades e um moderno parque tecnológico. A unidade conta com uma linha de tratamento multidisciplinar para distúrbios do sono, com equipe formada por neurologistas, psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, otorrinos (para apneia), bucos-maxilo (para bruxismos) e ortopedistas. 

    Tipos de insônia

    Muito ligada a fatores genéticos e hereditários, a insônia é dividida em dois tipos: aguda, que é caracterizada por noites pontuais de sono quebrado, com muitos despertares; e a comórbida, onde a pessoa apresenta dificuldade em adormecer por meia hora ou mais, durante três a cinco dias por semana, num período de pelo menos três meses. 

    Entre os efeitos negativos das noites mal dormidas estão cansaço, mau humor, dores, ansiedade e baixo raciocínio. “Ao aparentar essas fadigas físicas e mentais, seja no ambiente escolar, social ou de trabalho, o indivíduo prejudica sua rotina, rendimento e imagem social”, avalia a neurologista.

    Tratamentos

    Para aqueles que enfrentam dificuldades para dormir, o ideal é realizar uma abordagem multidisciplinar, já que distúrbios do sono podem estar ligados a outras enfermidades.

    Outro importante aliado é a higiene do sono, um conjunto de práticas que podem auxiliar no relaxamento e facilitar o processo de descanso. São elas: ficar longe de luzes artificiais, não consumir bebidas cafeinadas ou estimulantes, manter uma alimentação leve, horários regulares, ambiente tranquilo, limitar o uso de dispositivos eletrônicos, entre outras. 

    “O tratamento da insônia envolve essencialmente estratégias de recomendações de higiene do sono, a retirada ou substituição de medicamentos danosos ao repouso e um acompanhamento psicológico adequado. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é atualmente indicada como tratamento de primeira linha pela World Sleep Society, existindo, inclusive, profissionais especializados em TCC e em seus mais recentes manejos”, complementa Dra. Camila.

    Em relação ao uso de remédios, há algumas novidades que se somam aos tratamentos tradicionais já conhecidos, como o Lemborexant, mais recente droga anti-insônia descoberta por pesquisadores de Oxford (Inglaterra), e o Rozerem, outro tranquilizante que teve eficácia comprovada pela World Sleep Society.

    “Esses e outros fármacos podem complementar técnicas como hipnoses, meditação, yoga, acupuntura, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e higiene do sono. Mas atenção, a automedicação pode levar à dependência sem resolver a questão. Por isso, o combate à insônia por meio de caminhos não farmacológicos segue sendo a melhor opção para a cura”, enfatiza a especialista do São Luiz Campinas.