Prepare o coração e a coleira, pois um domingo inesquecível está chegando. No dia 17 de maio, das 09h às 12h, o Parque Vinícola Góes, em parceria com a Agroverde, PetShop de São Roque e região promove o encontro, Um domingo bom pra cachorro. O evento promete uma manhã leve, divertida e cheia de conexão, ideal para que os tutores criem memórias e aproveitem momentos únicos ao lado dos seus pets.
A programação conta com diversas atividades para animar a matilha, começando com uma Cãominhada de 15 minutos pelo parque. Além disso, o público participará de concursos que prometem roubar a cena, premiando categorias como o pet mais parecido com o dono, a melhor fantasia, o mais simpático, o mais fotogênico, o mais animado da caminhada e, para fechar com bom humor, o mais preguiçoso do grupo.
Como um incentivo extra, os 100 primeiros inscritos garantem uma camiseta exclusiva do evento, que deve ser retirada no local. A participação em todas as atividades, concursos e sorteios exige cadastro antecipado, sendo que os participantes receberão pulseiras numeradas no dia para identificação.
Além da diversão, o evento possui um caráter solidário: a organização solicita a doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado a ONGs da região. As vagas podem ser garantidas através do link:
Entenda como o alimento vai além da nutrição e contribui para confiança, segurança emocional e vínculo com o tutor no dia a dia
O cheiro do café recém-passado, o sabor de um bolo que acabou de sair do forno ou uma receita que remete à infância. Mais do que sabores, esses alimentos carregam memórias afetivas, sensações de conforto e pertencimento. A comida, para os humanos, sempre foi uma forma silenciosa de comunicação emocional. E engana-se quem pensa que essa relação existe apenas entre pessoas. Para cães e gatos, a alimentação também está profundamente ligada às emoções.
Desde os primeiros contatos com o ambiente, os pets aprendem a interpretar o mundo por meio de experiências repetidas. Entre elas, a alimentação ocupa um lugar central. O momento em que o alimento é oferecido, a forma como isso acontece e a presença do tutor constroem associações que vão além da saciedade. Aos poucos, o pet passa a relacionar aquele ritual à segurança, ao cuidado e à previsibilidade.
Esse processo é conhecido como alimentação emocional, um conceito que considera o alimento como parte da construção do bem-estar do animal. Na prática, significa entender que comer não é apenas um ato fisiológico, mas uma experiência associativa. Quando a alimentação acontece em um ambiente calmo, em horários consistentes (rotina) e com interação positiva, o pet passa a associar esse momento a estados emocionais estáveis.
Do ponto de vista comportamental e neurobiológico, essa associação não é aleatória. “A alimentação ativa sistemas ligados à recompensa e à regulação do estresse, estimulando a liberação de neurotransmissores relacionados ao prazer e à sensação de segurança. Com o tempo, essas respostas ajudam o animal a interpretar o ambiente como confiável, o que se reflete em comportamentos mais equilibrados e maior capacidade de adaptação”, explica Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition.
A previsibilidade, aliás, é um dos pilares da alimentação emocional. Pets que sabem quando e como vão se alimentar tendem a apresentar menos sinais de ansiedade. Esse padrão é especialmente importante para animais sensíveis, recém-adotados ou que passaram por mudanças de ambiente. O alimento, nesse contexto, ajuda a organizar a rotina e a reduzir a sensação de incerteza.
Para isso, os petiscos ganham um papel estratégico. Quando utilizados de forma consciente, eles deixam de ser apenas recompensas e passam a atuar como marcadores emocionais positivos. “Oferecer um petisco após um comportamento desejado, durante uma brincadeira ou em momentos desafiadores ajuda o pet a associar aquela experiência à presença do tutor e a sentimentos de acolhimento e confiança” reforça a profissional.
Vale reforçar que alimentação emocional não significa oferecer comida em excesso ou utilizar o alimento para compensar ausência ou culpa. O foco não está na quantidade, mas no contexto e na intenção. Trata-se de usar o alimento como ferramenta de vínculo, respeitando as necessidades nutricionais e emocionais do animal.
Com o tempo, essa relação equilibrada se reflete no comportamento. “Cães e gatos que vivenciam uma rotina alimentar estruturada e emocionalmente positiva tendem a apresentar maior facilidade de aprendizado e menos comportamentos relacionados à ansiedade, como compulsão alimentar, vocalizações excessivas ou insegurança em situações novas. O alimento deixa de ser apenas resposta ao apetite e passa a integrar a linguagem afetiva da convivência”, afirma Bruna.
Quando o tutor compreende que alimentar também é comunicar, o gesto se tornar um ato de amor. Manter rituais consistentes, observar o comportamento do pet e usar os petiscos de forma intencional transformam a alimentação em um momento de presença e conexão. Uma linguagem silenciosa, mas poderosa, capaz de nutrir não apenas o corpo, mas também a confiança e a segurança emocional ao longo do tempo.
Para um petisco fácil e cheio de sabor, aposte na receita de Batata Rústica da Água Doce Sabores do Brasil
BATATA RÚSTICA
Ingredientes:
6 batatas médias cortadas no formato “canoa” – a “Asterix” é a melhor opção
2 colheres de sopa de azeite de oliva
Sal a gosto
½ colher de chá de páprica doce
Alecrim a gosto
Modo de preparo:
Lave bem as batatas com uma escovinha e mantenha a casca para manter a rusticidade. Corte a batata em 4 partes no formato de “canoa” e leve para pré-cozinhar por alguns minutos deixando “al dente”. Retire, escorra e coloque as batatas em uma bacia adicionando o sal, o azeite de oliva e a páprica doce. Mexa delicadamente para envolvê-las no tempero. Frite sob imersão em óleo quente. Absorva o excesso de óleo em papel toalha. Coloque-as em uma forma e salpique alecrim por cima.