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MAIS DO QUE A EFICIÊNCIA DOS FREIOS, A CAPACIDADE DE ADERÊNCIA DOS PNEUS AO SOLO É DETERMINANTE PARA UMA FRENAGEM SEGURA

São Paulo, 19 de outubro de 2026 – Quando o assunto é frenagem, a primeira
coisa que vem à cabeça da maioria dos motoristas é o sistema de freios do automóvel. Discos, pastilhas e sistemas eletrônicos, como o ABS, são fundamentais para a segurança. No entanto, existe outro componente que desempenha um papel decisivo na hora de parar
o veículo: os pneus. Afinal, são eles os responsáveis por transmitir ao asfalto as forças geradas durante a frenagem.

Por mais eficiente que seja o sistema de freios, a capacidade de desaceleração de um automóvel depende da aderência entre os pneus e o solo. Quando essa aderência é insuficiente,
especialmente em situações de emergência ou em pistas molhadas, a distância necessária para parar o veículo pode aumentar significativamente.

“É importante entender que o freio atua sobre a rotação das rodas, mas são os pneus que transmitem essa força ao solo para desacelerar o carro. Podemos pensar até em uma
situação de track day por exemplo, em ambiente controlado, na qual se discute muito a eficiência dos sistemas de freios. Mesmo nesse cenário, ter freios mais robustos não significa necessariamente conseguir parar o carro em uma distância menor. Se o
limite de aderência dos pneus já foi atingido, é essa capacidade de contato com o asfalto que vai determinar o resultado da frenagem”, explica Roberto Falkenstein, consultor de tecnologias inovativas da Pirelli para a América Latina.

É justamente por isso que os pneus modernos incorporam um elevado nível de tecnologia. Compostos de borracha desenvolvidos com materiais avançados, estruturas internas projetadas
para distribuir adequadamente as forças e desenhos da banda de rodagem que favorecem o contato com o solo são alguns dos elementos que influenciam diretamente a capacidade de frenagem. Em condições de chuva, os sulcos também desempenham um papel fundamental
ao contribuir para o escoamento da água, reduzindo o risco de aquaplanagem.

Para aprimorar continuamente essas características, a Pirelli investe em Pesquisa e Desenvolvimento, com
uma importante estrutura tecnológica no Brasil. A companhia possui modernos laboratórios em Campinas (SP), dedicados à pesquisa de materiais, desenvolvimento de produtos e avaliações de desempenho, além do Circuito Panamericano,
em Elias Fausto (SP), um dos principais complexos de testes de pneus da companhia no mundo. Nesse ambiente, os produtos são submetidos a diferentes condições de uso, incluindo testes de aderência e frenagem em pistas secas e molhadas.

“Existe um trabalho de engenharia muito complexo por trás de cada pneu. Quando desenvolvemos um produto, estudamos desde a composição da borracha até a maneira como ele
se comporta em contato com diferentes tipos de asfalto. O objetivo é encontrar o melhor equilíbrio entre segurança, desempenho, eficiência e durabilidade. São tecnologias que muitas vezes o motorista não consegue enxergar, mas que fazem diferença justamente
quando ele mais precisa do veículo”, acrescenta Falkenstein.

Para os motoristas, a recomendação é manter os pneus em boas condições, respeitar as medidas e especificações indicadas pela montadora, verificar regularmente a calibragem
e acompanhar o desgaste da banda de rodagem. Afinal, uma frenagem segura depende do funcionamento adequado de todo o conjunto, incluindo pneus, freios e suspensão.

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