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Os momentos de vida que levam homens a buscar o transplante capilar

Não é só cabelo: os momentos de vida que levam homens a buscar o transplante capilar

Levantamento do Instituto Vlassios Marangos, feito com 15 mil pessoas, aponta 35 anos como faixa etária que mais busca a mudança na aparência

A decisão de fazer um transplante capilar nem sempre começa diante do espelho. Em muitos casos, ela surge a partir de uma mudança na vida que faz o homem passar a enxergar a própria imagem de outra maneira. É o que indica um levantamento realizado pelo Instituto Vlassios Marangos, especializado em transplante capilar, que mostra 35 anos como a faixa etária que mais procura pelo procedimento, o levantamento foi feito com base nos 15 mil pacientes acompanhados. O público atendido tem entre 28 e 55 anos e 90% dos pacientes são homens.

Os dados mostram uma mudança de comportamento, os homens estão procurando tratamento mais cedo e a procura aumentou principalmente após a pandemia, acompanhando uma preocupação maior com aparência, autoestima e imagem. A exposição nas redes sociais também aparece nesse cenário como um dos fatores relacionados ao movimento.

“Hoje, o homem não espera necessariamente que a calvície avance para começar a buscar uma solução. Existe uma preocupação maior em preservar a imagem e a autoestima, e isso faz com que a procura aconteça mais cedo”, explica Vlassios Marangos, especialista em transplante capilar.

Quando a mudança de vida muda também a relação com a aparência

A queda de cabelo pode ser acompanhada durante anos sem necessariamente levar à decisão por um procedimento. O que muda, muitas vezes, é o momento vivido pelo paciente. De acordo com o levantamento, a busca pelo transplante aparece associada a situações como casamento, início de um novo relacionamento, promoção profissional, maior exposição no trabalho e nas redes sociais, além de divórcio e outros recomeços.

Nesses momentos, a preocupação pode ultrapassar a questão estética. A aparência passa a fazer parte da forma como o homem deseja se apresentar para uma nova etapa da vida. Entre as motivações identificadas pela equipe estão o desejo de parecer mais jovem, recuperar a autoestima e a confiança e até realizar um sonho antigo, depois de anos se preparando financeiramente para o procedimento.

“É comum que o paciente procure o procedimento em um momento de mudança. Às vezes, ele está começando uma nova fase profissional ou pessoal e quer se sentir melhor com a própria imagem”, afirma Marangos.

A relação com o trabalho também aparece nos dados. Empresários são uma presença frequente entre os pacientes, enquanto o instituto identifica aumento na procura por parte de empresários, executivos, médicos e influenciadores. A maior exposição profissional pode fazer com que a imagem ganhe ainda mais peso na percepção que o indivíduo tem de si e na maneira como acredita ser percebido pelos outros.

O peso do olhar externo

As redes sociais acrescentam outra camada a esse comportamento. O levantamento aponta crescimento da procura relacionado à presença nesses ambientes, em um cenário no qual a própria imagem é constantemente registrada, compartilhada e observada.

Para homens que passaram a aparecer mais em vídeos, reuniões virtuais ou conteúdos profissionais, a percepção da própria aparência pode ganhar novas dimensões. O que antes era observado ocasionalmente no espelho passa a fazer parte da rotina.

Ainda assim, a decisão não deve ser reduzida à pressão estética. A calvície genética continua sendo uma das principais razões para a procura, mas a clínica também recebe pacientes com queda relacionada a estresse, emagrecimento, pós-Covid, uso de medicamentos, alopecias e casos de correção de transplantes antigos.

Para Marangos, entender o contexto individual é fundamental antes de transformar o incômodo em uma decisão pelo procedimento. “Não existe uma idade única que determine quando uma pessoa deve fazer o transplante. O mais importante é entender o motivo da queda e avaliar se o procedimento realmente é indicado para aquele paciente”, finaliza.