Gravidez depois dos 35: o que você precisa saber

Cidade Saúde

Especialista explica principais mitos e verdades para mulheres que querem engravidar depois dos 35 anos

Cada vez aumenta mais o número de mulheres que engravidam depois dos 35 anos. Levantamento do Núcleo de Inteligência da Folha de São Paulo, de 2019, revelou que o número de mulheres que deram à luz entre os 35 e os 39 anos aumentou 71% nos últimos 20 anos no Brasil.

“A gravidez após os 35 anos passa por algumas situações pontuais. Com o passar do tempo, a capacidade de ovulação da mulher vai diminuindo, e a partir desta idade existe uma redução progressiva mais acentuada na ovulação, o que acaba prejudicando um pouco mais a chance de engravidar”, explica o ginecologista obstetra e diretor da Maternidade Brasília, Evandro Oliveira.

O levantamento ainda demonstrou que os nascimentos de bebês de mães que tinham de 20 a 29 anos caíram 15%, entre 1998 e 2017. No mesmo período, as gestações de mulheres acima dos 30 anos até os 44 anos cresceram 65%. A ciência explica que, entre os principais motivos para atrasar a gravidez, está na emancipação da mulher do século XXI. Muitas delas, têm preferido focar em assuntos pessoais como carreira profissional à engravidarem. 

Assim, o ginecologista explica que a programação da gravidez após esta idade passa por critérios importantes e necessita de avaliação médica especializada em reprodução assistida. “Este especialista dará uma avaliação hormonal e física que permita a paciente engravidar com mais segurança e menos riscos. Além disso, ele também pode trazer o debate sobre a possibilidade de captação dos óvulos da paciente para uma gravidez posterior, porém com óvulos de uma idade anterior, cronológica menor (congelamento de óvulos)”, afirma.

Evandro ressalta que não há contraindicações de mulheres que já foram mães e querem ser de novo nessa idade. Segundo o ginecologista, este é, na verdade, um fator positivo. Outro ponto é com relação aos contraceptivos: “não atrapalha. A paciente que usa [anticoncepcional] há muito tempo, com menos de 35 anos, deve fazer periodicamente uma avaliação ginecológica, pelo menos uma vez por ano, para verificar efeitos adversos que possam prejudicar a gestação. Estes efeitos não estão necessariamente ligados ao uso do método contraceptivo”.

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