Como evitar a tosse dos canis?

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Cães também são afetados pelas mudanças climáticas típicas do inverno e podem ser contaminados com a Bordetella bronchiseptica, popularmente conhecida como tosse dos canis

O inverno chegou e com ele a queda das temperaturas e o tempo seco que são propícios para a proliferação de doenças entre os humanos. Mas engana-se quem pensa que os animais não sofrem com as mudanças climáticas.

Os cães podem ser infectados pela bactéria Bordetella bronchiseptica e outros agentes oportunistas que causam a traqueobronquite infecciosa canina, popularmente conhecida como tosse dos canis. Altamente contagiosa, a transmissão da doença acontece por meio da circulação da bactéria no ar ou através do contato com secreções respiratórias de animais contaminados. Os surtos da enfermidade são comuns em ambientes com alta circulação de cães como canis, pet shops, hotéis, entre outros.

“Essa enfermidade tem origem multifatorial, vários tipos de vírus e bactérias podem agir isoladamente ou em conjunto para contaminação do cão. Entre os principais agentes estão o vírus da parainfluenza, adenovírus e a bactéria Bordetella bronchiseptica”, conta a Médica Veterinária e Gerente de Produtos da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal, Priscila Brabec.

A traqueobronquite infecciosa canina afeta principalmente o trato respiratório do cão. Entre os sintomas estão tosse persistente, expectoração de secreções respiratórias, arfadas vômitos, perda de apetite, letargia e febre.

“A tosse é resultado da irritação da traqueia, dos brônquios e dos bronquíolos, pode ser alta, por conta do edema nas cordas vocais, e costuma ser mais evidente em momentos de exercício ou excitação. Os animais contaminados também costumam apresentar dificuldade respiratória”, explica Priscila.

A imunização é a melhor ferramenta para proteção dos animais. Sempre em busca de soluções para facilitar a vida dos tutores e garantir a saúde dos pets, a Ceva Saúde possui a Bronchimune, vacina inativada que protege os cães contra a Bordetella bronchiseptica.

O produto é indicado para cães adultos e filhotes a partir de 6 semanas de idade. Na primo-vacinação é recomendada a dosagem de 1mL por via subcutânea com posologia de 2 doses com intervalo de 15 a 21 dias entre aplicações. É indicada a revacinação anual em dose única.

Caso o animal apresente qualquer sintoma de traqueobronquite infecciosa, a recomendação é procurar o veterinário de confiança. “No consultório será possível avaliar o cão e realizar exames que irão indicar o diagnóstico e o tratamento adequado para o tipo de vírus atuante”, afirma Priscila.

Caso não seja tratada corretamente, a doença pode causar complicações como broncopneumonia bacteriana. Por conta da imunidade em desenvolvimento, os filhotes, especialmente os recém desmamados e não vacinados, correm mais riscos de contrair a enfermidade e apresentar complicações graves que podem evoluir para o óbito do animal.

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