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Carnaval é pra pet? Especialista alerta sobre riscos da folia para cães e gatos

Barulho, calor e multidões podem transformar a festa em estresse e perigo para os animais

Para muitos pets, o Carnaval está longe de ser sinônimo de diversão. Segundo a psicóloga especializada na relação humano-animal Juliana Sato, bloquinhos e desfiles reúnem estímulos intensos e imprevisíveis: barulho, cheiros, calor, toque de desconhecidos e mudança de rotina. “Para muitos animais, isso é sobrecarga. Soma-se a isso o fato de que, na folia, o responsável costuma ficar mais distraído, e o pet perde sua principal referência de segurança”, explica.

Os riscos vão além do desconforto: hipertermia, desidratação, queimaduras nas patas, pisoteamento, fugas, intoxicações e crises respiratórias estão entre as emergências mais comuns. No campo emocional, o animal pode entrar em pânico, tentar escapar, congelar ou reagir com agressividade defensiva. “Uma experiência ruim pode aumentar a sensibilidade a barulhos e aglomerações depois”, alerta.

Sinais como ofegância fora do normal, tremores, cauda baixa, orelhas para trás, pupilas dilatadas, tentativa de se esconder ou de ir embora indicam que o limite foi ultrapassado. Em gatos, retraimento e rigidez corporal são comuns. “Quando o animal muda completamente sua forma habitual de se comunicar, o limite já foi ultrapassado”, diz.

Mas existem exceções sobre levar o pet para bloquinhos. É o caso de ambientes muito controlados, pouco cheios, sem som alto, com temperatura amena, permanência curta e rota de saída fácil e apenas para animais já bem adaptados. “Mesmo assim, o responsável precisa estar disposto a ir embora no primeiro sinal de desconforto”, afirma a especialista.

Para quem opta por sair com o animal, os cuidados básicos incluem escolher horários mais frescos, oferecer água, buscar sombra, evitar asfalto quente, usar guia segura e identificação atualizada, não forçar contato com desconhecidos e evitar fantasias que esquentem ou apertem.

Entre as alternativas responsáveis estão passeios em horários tranquilos, enriquecimento ambiental em casa e o apoio de pet sitters quando o responsável vai passar muitas horas fora. “Separar espaços não é abandono. É cuidado”, afirma Juliana.

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