1

Caramujos: vilões ou aliados da natureza?

Caramujos: vilões ou aliados da natureza? Zoológico de São Paulo esclarece mitos e verdades sobre os moluscos

Espécies nativas desempenham papel essencial na manutenção do equilíbrio ambiental, enquanto invasoras, como o caramujo-africano, podem ameaçar a biodiversidade e a saúde pública

Comuns em florestas, jardins, quintais e áreas úmidas, os caramujos despertam curiosidade pelo movimento lento e pela concha espiralada. Enquanto algumas espécies nativas têm papel fundamental no equilíbrio ambiental, outras, exóticas e invasoras, podem transmitir doenças e prejudicar o ecossistema.

No Zoológico de São Paulo, mais de 20 indivíduos da espécie caracol-da-mata-atlântica (Megalobulimus paranaguensis) vivem sob cuidados especiais. A instituição também desenvolve ações de educação ambiental para mostrar que nem todos os caramujos são prejudiciais e muitos são aliados importantes da natureza.

A bióloga Cybele Lisboa, chefe do setor de Herpetofauna do Zoológico, explica: “a presença dos caracóis nativos é sinal de equilíbrio ambiental e eles têm função ecológica importante, ajudando a manter o solo fértil e limpo. Ao contrário das espécies exóticas invasoras, como o caramujo africano, os nativos não oferecem perigo à saúde humana”, afirma.

Riscos à saúde: mito ou realidade?

Embora não sejam venenosos, alguns caramujos podem representar risco à saúde, principalmente ao serem manuseados sem proteção, como o caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), por exemplo. Essa espécie é hospedeira de parasitas como o Angiostrongylus cantonensis, causador da meningite eosinofílica, uma doença grave que pode afetar o sistema nervoso humano. Embora não tenha sido registrada no Brasil, ela já foi verificada em ilhas do Pacífico, sudeste asiático, Austrália e Estados Unidos.

A contaminação acontece por meio do contato com o muco do animal, que pode estar presente em superfícies ou alimentos. “O risco maior está no manuseio sem luvas  ou na ingestão de vegetais mal higienizados que estiveram em contato com o muco contaminado”, alerta a bióloga.

Espécies mais comuns no país

O Brasil abriga uma diversidade de caramujos e caracóis, classificados entre nativos e exóticos. Os mais conhecidos são:

  • Caramujo-gigante-africano (Achatina fulica)– espécie exótica e invasora, muito comum em áreas urbanas, especialmente em quintais, calçadas e terrenos baldios, mas também em áreas florestais. Pode atingir até 20 cm de comprimento e é considerado uma praga agrícola e urbana, além de risco à saúde pública. Já foi registrado em 23 dos 26 estados brasileiros.
  • Caramujo-do-brejo (Pomacea canaliculata) – vive em ambientes aquáticos como rios, lagoas e áreas de cultivo de arroz. Embora menos frequente em zonas urbanas, pode causar danos a plantações.
  • Caracóis nativos – incluem espécies como o caracol-gigante ou aruás-do-mato da (Megalobulimus spp.) encontrados em matas e áreas rurais. São inofensivos ao ser humano e contribuem para a reciclagem de matéria orgânica, servindo de alimento para diversos animais.

O que fazer ao encontrar um caramujo?

  • Não tocar diretamente no animal. Utilize luvas ou sacos plásticos;
  • Nunca quebrar a concha no chão, pois os fragmentos podem ferir pessoas ou animais domésticos;
  • Em caso de suspeita de infestação do caramujo africano, comunicar a Vigilância Sanitária ou órgãos ambientais.

Como nascem os caramujos?

Caramujos são moluscos, hermafroditas, que se reproduzem por meio da postura de ovos, geralmente em locais úmidos e protegidos. Espécies como o caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) podem colocar mais de 200 ovos por vez, o que favorece uma proliferação rápida, especialmente em épocas chuvosas. Os ovos eclodem em poucas semanas, liberando filhotes já formados, que crescem rapidamente se encontrarem alimento e abrigo adequados. Já o caracol-da-mata-Atlântica, faz a postura de 2 a 3 ovos por vez, ou seja, a espécie invasora produz muito mais indivíduos, competindo fortemente e tomando o espaço da espécie nativa.

Educar para conservar

A convivência com a fauna urbana exige mais do que atenção: requer conhecimento. Saber distinguir as espécies, entender seu papel no ecossistema e reconhecer os riscos reais é essencial para proteger a biodiversidade e a saúde pública.

O Zoológico de São Paulo reforça que a educação ambiental é uma das ferramentas mais eficazes para promover uma relação equilibrada e segura com os animais silvestres. “É fundamental que a população aprenda a conviver com esses animais de forma responsável. Preservar os nativos e controlar os invasores é uma forma de cuidar da natureza e de nós mesmos”, conclui Cybele.

Serviço: 

Funcionamnto Zoo e Jd. Botânico: de segunda a sexta-feira das  09h às 16h (visitação até 17h) e  sábados, domingos e feriados das  09h às 17h(visitação até 18h).

Simba Safari: de segunda a sexta-feira das  09h às 17h (visitação até 18h) e  sábados, domingos e feriados das  08h às 17h (visitação até 18h).

Entrada pelo Zoo: de segunda a sexta-feira das  09h às 16h (visitação até 17h) e  sábados, domingos e feriados das  09h às 17h (visitação até 18h).

Site: https://ingressos.zoologico.com.br/produto/lista 

Endereços: Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 4241, Água Funda

      Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 3031 – Água Funda

Ingressos: 

Jardim Botânico avulso: antecipada R$ 29,90bilheteria R$ 39,90  e R$ 19,90 (meia-entrada)

Zoo SP avulso:  antecipada R$ 99,90 Bilheteria R$ 89,90 e R$ 49,90 (meia-entrada

Simba Safari antecipada: R$ 99,90 bilheteria R$ 119,90 e R$ 59,90 (meia-entrada)

Combo – Zoo + Jd. Botânico +Mundo Dino + Acqua Zoo antecipada: R$ 99,90 Bilheteria: R$ 129,90

Combo Zoo + Botânico + Mundo Dino antecipada: R$ 109,90 Bilheteria: R$ 119,90

Passaporte Simba Safari + Zoo + Jd. Botânico + Acqua Zoo + Mundo Dino* antecipado: R$ 169,90 Bilheteria R$ 179,90

Combo: Zoo + Jd. Botânico + Mundo Dino + Simba Safari antecipada: R$ 149,90 Bilheteria R$ 159,90

Ingresso anual Zoo SP: R$ 169,90

Ingresso anual Zoo SP + Mundo Dino: R$ 199,90

Ingresso anual Jardim Botânico: R$  299,90

Opcionais: 

Passeio Aqua Zoo

Funcionamento: das 9h às 16h30 e feriado até às 17h30 

Valor: de R$ 39,90 por pessoa

Duração: 10 minutos

Mundo Dino R$ 59,90 

Mineração: 

Valor: de R$ 39,90 por pessoa

Duração: sem limite de horário

Noite Animal:

 Valor: de R$ 69,90 por pessoa

Comente sobre esta matéria ;)