Autor: agitosp

  • Staten Island à mesa

    Entre clássicos da culinária dos EUA e uma joia internacional, estas casas que praticamente são um segredo dos foodieslocais revelam a identidade gastronômica de Staten Island,um dos distritos mais originais da Big Apple 
    O tradicional ferry que transporta moradores e turistas para Staten Island,um dos cinco distritos nova-iorquinos (Crédito: NYC Tourism/Divulgação)
    Nova York é daquelas cidades que impactam em todos os sentidos. A arquitetura marcante, a pulsação cultural e aqueles pontos emblemáticos que sempre são vistos nos filmes e citados nos relatos de viagemfazem parte de um imaginário coletivo que parece inesgotável. Noentanto, a cidade é muito mais do que esses símbolos. E uma dasformas mais genuínas de conhecê-la e explorá-la além do óbvio é por meio de sua cozinha: uma expressão viva de patrimônio, criatividade e memória coletiva. 
    E é aí que o distrito de Staten Island surge como um convite para olhar além dos circuitos tradicionais. A região, conectada ao coração da metrópole por um ferry (balsa) gratuito, é lar de uma cena gastronômica diversa que combina receitas tipicamente estadunidenses, ingredientes locais e o legado das diferentes ondas migratórias que ajudaram a moldar Nova York. 
    A seguir, confira cinco restaurantes de culinária estadunidense – e um com influência internacional, simplesmente imperdível – indicados pela New York City Tourism + Conventions e que ajudam a descobrir, prato a prato, a identidade desse distrito. 
    J’s On The Bay Endereço: 1.189 Bay St., Staten Island 
    Inaugurado em 2014 pelo chef Joe Salimeni, formado pelo French Culinary Institute, o estabelecimento nasceu como um diner de inspiração retrô e evoluiu até se tornar um restaurante de cozinha New American. Sua proposta reinterpreta clássicos da culinária do país a partir de ingredientes frescos e de um menu sazonal cuidadosamente elaborado. 
    O ambiente acolhedor, os coquetéis bem executados e um atendimento atencioso acompanham a experiência que combina memória, técnica e criatividade, consolidando o espaço como um dos favoritos desta vizinhança.  2.Shaw-naes HouseEndereço: 381 Van Duzer St., Staten Island 
    Crédito: Reprodução Shaw-naes HouseReconhecido pelo The New York Times como um dos 100 melhores restaurantes de Nova York em 2024, o Shaw-naes House é um verdadeiro ícone de Staten Island, comandado pela chef Shaw-nae. A casa se destaca por sua cozinha reconfortante, feita com carinho, e por suas já icônicas “Sugar Daddy Wings”. Os pratos incorporam ervas e temperos cultivados no próprio local, ingredientes de produtores regionais e até elementos infusionados com CBD (canabidiol), resultando em sabores intensos e cheios de personalidade.  
    Para além da cozinha, o Shaw-naes House mantém um forte compromisso com a comunidade, oferecendo refeições para pessoas em situação de rua e reforçando o valor da comida como forma de cuidado e acolhimento.   3.Lorenzo’s Restaurant, Bar & CabaretEndereço: 1.100 South Ave., Staten Island
    Localizado no hotel Hilton Garden Inn New York/Staten Island, o Lorenzo’s é sinônimo de hospitalidade clássica. Com mais de 20 anos de história, combina culinária italiana e estadunidense em um ambiente elegante e acolhedor. 
    A programação inclui happy hour, sessões de piano ao vivo e brunch com jazz. O menu incorpora produtos orgânicos da estação cultivados na Nicotra Rooftop Farm, enquanto a carta de vinhos e coquetéis segue uma proposta pensada tanto para refeições cotidianas quanto para celebrações especiais.   4.BOTA Supper ClubEndereço: 402 St. Marks Pl., Staten Island 
    (Crédito: Reprodução BOTA Supper Club)O BOTA redefine a noite em Staten Island com uma experiência de culinária estadunidense contemporânea em roupagem sofisticada. Exclusivo para maiores de 21 anos, o supper club combina gastronomia de alto nível, música e diversão em um ambiente elegante que convida os visitantes a caprichar no dress code. 
    Mais do que um jantar, o local propõe uma experiência noturna completa, em que o design, o serviço e a atmosfera são parte essencial do conceito da casa.  5.Commons CaféEndereço: 2 Teleport Dr., Staten Island 
    (Crédito: Reprodução Commons Café)Sob o lema “eat good, do good”, o Commons oferece café da manhã, hambúrgueres e saladas frescas por meio de um modelo único: 100% dos lucros são destinados a organizações beneficentes de Staten Island. 
    O restaurante utiliza ingredientes locais, carne Angus certificada livre de antibióticos e embalagens recicláveis. Além disso, apoia bolsas de estudo e projetos comunitários. Comer bem, neste caso, também significa gerar um impacto positivo no entorno.  6.Lakruwana RestaurantEndereço: 668 Bay St., Staten Island 
    Embora não seja um restaurante de gastronomia estadunidense no sentido tradicional, o Lakruwana conquistou um público fiel em Staten Island graças à sua vibrante culinária do Sri Lanka, reflexo da rica diversidade cultural do distrito. 
    O menu oferece uma variedade de pratos típicos do país asiático,como o picante lamprais (arroz basmati aromatizado com especiarias, vegetais cozidos e carnes) e o substancioso frango roti, celebradospor sua autenticidade e profundidade de sabor. É uma adição mais internacionalizada à cena gastronômica de Staten Island, e o empreendimento complementa os clássicos estadunidenses que dãoo tom nos restôs da vizinhança ao oferecer os sabores intensos e reconfortantes do sul da Ásia.  Longe do ritmo frenético de Manhattan, Staten Island demonstra que a gastronomia é uma ferramenta poderosa para contar a história de um lugar, seja por meio de pratos tradicionais ou das receitas com influências internacionais que continuam moldando os bairros nova-iorquinos. Explorar seus restaurantes também é uma forma diferente e autêntica de vivenciar a Big Apple. 
    Para saber mais sobre Staten Island, bem como tudo o que há para ver e fazer nos outros distritos de Nova York, visite https://www.nyctourism.com
  • Como voltar à rotina com uma refeição equilibrada

    Guia prático após excessos: como voltar à rotina com uma refeição equilibrada

    Confira ideias de pratos para montar um menu completo e retomar hábitos saudáveis

    Exagerou nas refeições e saiu da sua rotina alimentar? Calma! Não é preciso recorrer a dietas restritivas ou soluções radicais para “compensar” os excessos de finais de semana e feriados. Mais do que nunca, é hora de cultivar uma relação equilibrada com a comida e o seu corpo. Em vez de punições e restrições, o melhor caminho é retomar a rotina e com alimentos nutritivos, leves e saborosos, que ajudem o organismo a se recuperar do jeito que ele precisa.

    Pensando nisso, separamos quatro opções do Quinoa Better Living, restaurante saudável especializado em alimentação equilibrada e funcional, para montar uma refeição completa com prato principal, acompanhamento, bebida e sobremesa, para te ajudar nesse momento. Confira:

    Bowl de Frango Proteico

    Já pensou em preparar um bowl leve, mas que realmente sustente? Essa combinação leva mix de folhas, mix de quinoas – fonte de fibras perfeita para ajudar o intestino a voltar a funcionar -, tomate cereja, abacate, muçarela de búfala em bolinhas, castanha de caju, morango, molho de mostarda mel, além do filé de peito de frango, a estrela desse prato que é rico em proteínas magras e ajuda na saciedade e manutenção da massa muscular.

    Salada de Maçã Verde & Queijo Coalho

    Para acompanhar, nada melhor que uma salada deliciosa com lâminas de maçã verde, queijo coalho tostado, nozes pecan e, claro, mix de folhas frescas. Finalize com um molho balsâmico agridoce, perfeito para os amantes do contraste entre salgado e doce. Além de saborosa, essa combinação traz benefícios importantes: a maçã verde é rica em fibras (para ajudar novamente naquela digestão e saciedade); já as folhas frescas fornecem vitaminas e antioxidantes que ajudam na saciedade; e as nozes oferecem a gordura boa essencial para a saúde do coração. Uma alternativa perfeita para quem já está cansado de repetir sempre os mesmos ingredientes na salada e está com vontade de inovar.

    Suchá Diurético

    Está se sentindo inchado e com retenção de líquido? O suchá diurético é a opção certa para acompanhar a refeição e ajudar o corpo a eliminar o excesso de líquidos e toxinas, aumentando a produção de urina. Tente misturar água mineral, abacaxi e infusão de hibisco, o principal aliado que é rico em antioxidantes e atua como diurético natural.

    Banoffit

    Não é porque você está retomando a rotina que precisa abrir mão de um doce para manter a alimentação equilibrada. Já ouviu falar na versão saudável da Banoffee? Com base low carb de farinha de amêndoas, naturalmente sem glúten, rica em gorduras boas e fonte de vitamina E (importante para a saúde da pele), essa sobremesa une sabor e funcionalidade. O recheio leva doce de leite artesanal, banana fresca, que fornece potássio e energia natural, e chantilly fresco, finalizado com um toque de canela, ingrediente conhecido por sua ação antioxidante e por auxiliar no equilíbrio da glicemia.

    Essas e outras receitas nutritivas fazem parte do cardápio do Quinoa Better Living, um espaço pensado para quem buscar equilíbrio e sabor, localizado na Rua Dr. Mário Ferraz, 538, no Itaim Bibi.

    Serviço – Quinoa Better Living

    Site: https://quinoanatural.com.br/

    Endereço: Rua Dr. Mário Ferraz, 538 — Itaim Bibi

    Loja: segunda a sexta, das 8h às 20h | sábado, das 8h às 15h

    Restaurante Nossa Cozinha Leve: segunda a sexta, das 8h às 19h30 | sábado, das 8h às 14:30h

  • Outono chega e acende alerta para a saúde dos pets


    Clima mais seco e variações de temperatura podem favorecer problemas respiratórios, de pele e articulares


    Com a aproximação do outono, as mudanças climáticas começam a impactar também os animais de estimação. A queda gradual das temperaturas, a maior variação térmica entre dia e noite e o ar mais seco criam um cenário que exige atenção dos tutores para prevenir problemas de saúde em cães, gatos e em animais não convencionais.
     

    Segundo a médica-veterinária Dra. Morgana Prado, especialista em pets não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral (HVT), a nova estação favorece o surgimento ou agravamento de algumas doenças. “O clima mais seco pode provocar ressecamento da pele e das mucosas, enquanto a variação de temperatura aumenta o risco de problemas respiratórios, principalmente em animais idosos ou com doenças pré-existentes”, explica.
     

    Entre os cães e gatos, um fenômeno bastante comum nesta época é a troca sazonal de pelagem. A queda de pelos tende a aumentar e, no caso dos gatos, pode ocorrer maior formação de bolas de pelo. Além disso, o frio pode intensificar dores articulares, especialmente em cães idosos ou de grande porte que já apresentam problemas ortopédicos.

    Alguns sinais merecem atenção dos tutores, como dificuldade para levantar, caminhar com rigidez, relutância para subir escadas ou menor disposição para brincar. “Esses comportamentos indicam desconforto ou dor nas articulações e devem ser avaliados por um médico-veterinário”, orienta a especialista.
     

    Outro ponto importante no outono é a hidratação, especialmente entre os gatos, que costumam beber menos água em períodos mais frios. A ingestão hídrica reduzida pode gerar alterações urinárias. Para estimular o consumo de água, a recomendação é espalhar potes pela casa, utilizar fontes e incluir alimentos úmidos na dieta.

    A rotina de higiene também merece alguns ajustes. Os banhos podem ser um pouco menos frequentes nas regiões onde o frio se intensifica, mas não precisam ser suspensos. O mais importante é utilizar água morna e garantir uma secagem completa da pelagem para evitar problemas de pele e queda de imunidade.
     

    Mesmo com a mudança de estação, a prevenção contra pulgas, carrapatos e outros parasitas deve continuar durante todo o ano. “Esses organismos conseguem sobreviver em ambientes protegidos, como dentro de casa ou em quintais, e continuam sendo um risco para os animais”, alerta a veterinária.
     

    Atenção também aos pets não convencionais
     

    As mudanças do outono também afetam animais considerados não convencionais, como aves, coelhos, roedores e répteis, que muitas vezes são ainda mais sensíveis às variações ambientais.

    As aves, por exemplo, possuem sistema respiratório delicado e metabolismo elevado. Correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura podem causar estresse térmico e predispor a infecções respiratórias. Por isso, a gaiola deve ficar em local iluminado e ventilado, mas protegida de vento direto, ar-condicionado ou ventiladores.
     
    Nos dias frios o feno continua sendo essencial na alimentação dos coelhos, ajudando na produção de calor metabólico

    Coelhos e roedores também exigem cuidados com o ambiente. O ideal é manter o alojamento protegido de correntes de ar, com temperatura estável e local de descanso seco e confortável. O feno continua sendo essencial na alimentação dos coelhos, ajudando inclusive na produção de calor metabólico.
     

    Já no caso de répteis, como jabutis e tartarugas, a queda de temperatura pode interferir diretamente no metabolismo. Como são animais ectotérmicos — ou seja, dependem do calor externo para regular o corpo —, é fundamental garantir aquecimento adequado no ambiente, com lâmpadas térmicas e iluminação com emissão de UVB, que contribui para o metabolismo do cálcio e a saúde óssea.

    Independentemente da espécie, a observação diária continua sendo uma das principais ferramentas de cuidado. Alterações de comportamento, perda de apetite, dificuldade respiratória, vômitos, letargia ou mudanças repentinas na rotina do animal devem motivar avaliação veterinária.
     

    “Os pets fazem parte da família e dependem dos tutores para manter seu bem-estar. Pequenos cuidados no ambiente, na alimentação e na rotina ajudam muito a protegê-los das mudanças do clima”, destaca a Dra. Morgana.

  • Namoros na adolescência: limites, respeito e prevenção

    Especialista orienta jovens e famílias sobre como construir vínculos saudáveis, identificar sinais de controle e fortalecer a autonomia emocional

    A adolescência é território de descobertas — do próprio corpo, da identidade e, inevitavelmente, do amor. É quando muitos jovens vivem os primeiros namoros, experiências intensas que misturam encantamento, insegurança e aprendizado. Nesse processo, questões como respeito, limites e autonomia emocional deixam de ser conceitos abstratos e passam a moldar, na prática, a forma como esses vínculos se estabelecem.

    Para o psicólogo Filipe Colombini, o namoro na juventude é uma etapa importante para o amadurecimento. “São emoções novas e aprendizados sobre si e o outro. Entender a importância dos limites é fundamental. Eles funcionam como base para o equilíbrio e o respeito mútuo, sem os quais nenhuma relação se sustenta de forma saudável”, afirma.

    Segundo o especialista, construir vínculos equilibrados nessa fase exige diálogo aberto, reconhecimento da individualidade e atenção a sinais que indiquem quebra de limites. Pais e responsáveis têm papel estratégico nesse cenário: fortalecer a autoestima dos filhos, incentivar a comunicação franca e orientar sobre comportamentos que ultrapassam o cuidado e entram no campo do controle.

    O direito de dizer “não”

    Entre adolescentes, a dificuldade de impor limites é frequente. O receio de desagradar o parceiro, de parecer exagerado ou até de perder o relacionamento pode levar jovens a silenciar desconfortos.

    Colombini reforça que recusar algo não significa rejeitar o outro, mas proteger a própria integridade emocional. “Toda pessoa tem o direito de dizer ‘não’, seja a um convite, a uma demonstração de afeto ou a um momento íntimo. O respeito começa quando os limites são compreendidos e aceitos, sem pressão ou cobrança”, reitera.

    Segundo o especialista, ao aprender a expressar seus limites com clareza, o adolescente desenvolve habilidades essenciais para a vida adulta: comunicação assertiva, autoconfiança e responsabilidade afetiva. “A participação de pais e educadores, tratando o tema com naturalidade e abertura, contribui para que o jovem reconheça esse direito como legítimo”, indica.

    Quando o ciúme vira controle

    Sentir ciúmes pode ser uma reação comum em relações afetivas. Porém, o problema surge quando o sentimento se transforma em vigilância constante, exigência de explicações a todo momento ou restrição de amizades e atividades.

    “Controle não é prova de amor. Ao tentar limitar o outro, cria-se um ambiente de insegurança que tende a afastar, e não aproximar”, explica o psicólogo. Para ele, cada pessoa tem direito à própria individualidade, às amizades e aos interesses pessoais — elementos que não ameaçam um relacionamento saudável, mas o fortalecem.

    Vínculos marcados por monitoramento excessivo e ciúmes desproporcionais podem evoluir para dinâmicas abusivas. “Reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para interromper padrões prejudiciais antes que se consolidem”, diz o psicólogo.

    O fim também ensina

    Encerrar um relacionamento na adolescência é um momento delicado, repleto de emoções intensas como tristeza, confusão, raiva e até alívio. Para muitos jovens, essa é a primeira experiência profunda com vínculos afetivos, e é importante compreender que o término faz parte do amadurecimento emocional.

    Respeitar os próprios limites e os do outro, manter uma comunicação respeitosa e evitar atitudes impulsivas tornam a experiência menos dolorosa. “É essencial que o adolescente tenha espaço para expressar o que sente, sem medo de julgamento. Conversar com amigos, familiares ou buscar apoio profissional ajuda a elaborar a experiência”, orienta Colombini.

    O afastamento temporário das redes sociais ou do contato direto com o ex-parceiro também pode favorecer a recuperação emocional. Embora difícil, o término oferece aprendizado sobre autonomia, resiliência e autoconhecimento.

    Mais do que uma fase marcada por intensidade, o namoro na adolescência é um laboratório de competências emocionais. “Quando jovens compreendem que amor não combina com controle, que dizer “não” é um direito e que limites são sinais de maturidade emocional, isso acaba sendo um  alicerce mais sólido para suas relações futuras”, a forma Colombini. 

    E o diálogo aberto entre adolescentes e seus responsáveis é fundamental para prevenir dinâmicas abusivas e fortalecer a autoestima.

  • Primeiros meses de vida: cuidados essenciais

    Imunidade, nutrição, adaptação ambiental e saúde intestinal fazem parte da base que sustentará a vida adulta

    Os primeiros meses de vida de cães e gatos representam uma fase de intenso desenvolvimento físico e imunológico. É nesse período que o filhote passa por transformações rápidas: ganha peso, desenvolve musculatura, amadurece o sistema digestivo e começa a estruturar suas próprias defesas contra agentes externos. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios importantes, como o desmame, a adaptação ao novo ambiente e o início do protocolo vacinal.

    “Nos primeiros meses, o organismo do filhote está aprendendo a funcionar de forma independente. Ele deixa de contar com a proteção materna e passa a depender das próprias respostas imunológicas”, explica Lucas Piza, médico-veterinário

    Essa transição torna os filhotes mais suscetíveis a alterações digestivas, quadros infecciosos e oscilações no apetite. Episódios de diarreia, por exemplo, são relativamente comuns nessa fase, especialmente durante mudanças alimentares ou períodos de estresse, como a chegada a um novo lar. Embora muitas vezes sejam transitórios, esses episódios merecem atenção, pois podem interferir na absorção de nutrientes essenciais para o crescimento.

    Além da alimentação adequada, o ambiente exerce papel determinante no desenvolvimento saudável. Rotina estável, higiene correta, vacinação em dia e controle parasitário ajudam a reduzir a exposição a agentes infecciosos em um momento em que o sistema imunológico ainda está em amadurecimento.

    Nesse cenário, a saúde intestinal ganha relevância como parte do cuidado integral. O intestino não atua apenas na digestão: ele abriga grande parte das células de defesa do organismo. Uma microbiota equilibrada contribui para melhor absorção de nutrientes e para a modulação adequada da resposta imunológica. “Quando o intestino está em equilíbrio, o filhote tende a responder melhor aos desafios dessa fase, com menor incidência de distúrbios gastrointestinais”, afirma Lucas.

    É nesse contexto que estratégias nutricionais específicas podem oferecer suporte adicional. A associação de probióticos e prebióticos — como inulina e frutooligossacarídeos (FOS) — auxilia na formação de uma microbiota mais estável, favorecendo o crescimento de bactérias benéficas e contribuindo para o equilíbrio digestivo e imunológico. Esse suporte é especialmente relevante nos primeiros meses, quando a flora intestinal ainda está em consolidação.

    Outro ponto essencial é o acompanhamento veterinário regular. Avaliações periódicas permitem monitorar o ganho de peso, ajustar a alimentação conforme o porte e a idade, orientar o protocolo vacinal e identificar precocemente qualquer alteração que possa comprometer o desenvolvimento.

    O cuidado preventivo nessa fase inicial funciona como um investimento na vida adulta do animal. Filhotes que recebem suporte nutricional adequado, acompanhamento clínico e um ambiente seguro tendem a apresentar desenvolvimento mais equilibrado, melhor resposta imunológica e menor predisposição a distúrbios digestivos no futuro.

    Para o tutor, compreender que os primeiros meses vão muito além de crescimento visível é fundamental. É nesse período que se constrói a base para uma vida longa, saudável e equilibrada.

  • Abandono de gatos pretos ligados a superstições

    68% das ONGs brasileiras já receberam relatos ou indícios de abandono de gatos pretos ligados a superstições

    Pesquisa inédita com organizações de proteção animal revela preconceito persistente contra felinos de pelagem preta e reforça a importância de campanhas de conscientização e adoção

     Apesar de parecer uma crença distante da realidade atual, a ideia de que gatos pretos trazem azar ainda provoca consequências concretas no Brasil. Uma pesquisa inédita realizada por meio da iniciativa social Cobasi Cuida, da Cobasi, empresa pioneira no Brasil no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim, ouviu mais de 40 ONGs de proteção animal, e assim, revelou que 68% das organizações já receberam relatos ou indícios de abandono de gatos pretos motivados por superstições ou crenças pessoais.

    O estudo “Abandono e Adoção de Gatos Pretos”, realizado em fevereiro de 2026, também mostra que esses animais costumam levar mais tempo para serem adotados em comparação com gatos de outras pelagens. Segundo as ONGs participantes, os principais fatores que dificultam a adoção são preferência estética (39%) e superstições ou crenças (23%).

    A origem dessa associação negativa remonta à Europa medieval, quando gatos pretos passaram a ser ligados a superstição e à bruxaria. Mesmo após séculos, essa visão ainda influencia parte da sociedade e contribui para problemas como abandono, baixa adoção e até maus-tratos.

    “Gatos pretos acabam sendo ignorados em eventos de adoção ou deixados por último nas escolhas das famílias. No fim, são animais que permanecem mais tempo nos abrigos simplesmente por causa da cor da pelagem”, afirma Daniela Bochi, Gerente de Marketing da Cobasi.

    Campanhas de conscientização

    Diante desse cenário, muitas organizações têm buscado estratégias para incentivar a adoção desses animais. De acordo com o levantamento, 51% das ONGs já realizaram campanhas específicas para promover a adoção de gatos pretos. Entre as iniciativas que mais contribuem para aumentar o interesse do público estão:

    • feiras presenciais de adoção (34%)
    • divulgação em redes sociais (29%)
    • uso de fotos profissionais dos animais (20%)
    • parcerias com marcas e influenciadores (15%)

    Outro dado revelado pelo estudo é que 97% das ONGs adotam cuidados extras na adoção de gatos pretos em datas associadas a superstições, como sextas-feiras 13 e Halloween. Entre as medidas mais comuns estão a suspensão temporária das adoções, triagens mais rigorosas e a não exposição desses animais em feiras durante esses períodos.

    A Cobasi também realizou uma entrevista em profundidade com três ONGs de proteção animal. Todas entraram em consenso sobre a necessidade de ampliar campanhas educativas para transformar a realidade. Independentemente da cor da pelagem, todos os gatos têm personalidades, comportamentos e necessidades próprias. Combater esse tipo de preconceito passa por informação, visibilidade e histórias reais de adoção que mostrem o quanto esses animais podem transformar a vida das pessoas

  • Parque Nacional do Iguaçu realiza monitoramento de felinos

    Trilha da Canafístula e trecho do Caminho do Poço Preto passarão por restrições temporárias para atividades de pesquisa e conservação

    O Parque Nacional do Iguaçu informa que realizará atividades de pesquisa e conservação voltadas ao monitoramento de felinos entre os dias 8 e 22 de março. Durante esse período, algumas trilhas específicas terão restrições temporárias de acesso, sem impacto na visitação regular do parque e acesso à Trilha das Cataratas, mirantes e passarela.

    No Polo Cataratas, em Foz do Iguaçu, a Trilha da Canafístula permanecerá fechada temporariamente, enquanto um trecho do Caminho do Poço Preto terá restrição parcial, sem interferência na experiência dos visitantes. Já no Polo Silva Jardim, em São Miguel do Iguaçu, também serão realizadas atividades de monitoramento.

    As ações fazem parte das estratégias de monitoramento populacional de grandes felinos, como a onça-pintada (Panthera onca) e a jaguatirica (Leopardus pardalis), conduzidas pelo Projeto Onças do Iguaçu, em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

    É importante destacar que a Trilha das Cataratas, as demais trilhas abertas à visitação e todos os principais atrativos do parque seguem funcionando normalmente, garantindo a experiência completa de contato com a natureza para os visitantes.

    Sobre o Parque Nacional do Iguaçu — Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, o Parque Nacional do Iguaçu é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A visitação turística é gerida pela Urbia+Cataratas, concessionária responsável pelos serviços ao visitante. O parque é referência internacional em turismo sustentável e foi eleito pelo Tripadvisor Travelers’ Choice Best of the Best 2025 como a principal atração turística do Brasil e da América Latina.

  • Confira roteiro de praias de águas doce no estado de SP

    Além do Atlântico: o mapa das praias de água doce que transformam o interior de São Paulo

    Com aporte de R$ 16 milhões do Governo de SP para instalação de estruturas náuticas, municípios do interior se reafirmam como destinos de lazer e esportes aquáticos

    É certo que praias são locais para diversão, prática de esportes, banhos de sol, descanso, reunião de amigos, de família, e que, quase sempre, produzem sensação de bem-estar. Só no litoral paulista são 293 praias pelos 622 quilômetros de extensão. Mas há tempos deixou de ser um privilégio colocar os pés na areia à frente somente do Atlântico. Isto porque o Estado de São Paulo dispõe de 99 municípios, prontos para bem receber seus turistas à beira de volumosos e atraentes rios. Com areia e tudo!

    Para fomentar este cenário, em três anos, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP), inaugurou 12 estruturas náuticas de uso público às margens dos rios Tietê e Paraná e de represas que banham os municípios de Pederneiras, Timburi, Avaré, Pereira Barreto, Rubineia, Três Fronteiras, Piraju, Araçatuba, Sales, Mira Estrela, Presidente Epitácio e Fartura. O investimento nestes municípios representa R$ 16 milhões e reforça o potencial náutico do estado.

    Pederneiras – com 44.827 habitantes e distante 318 km da capital paulista, mescla industrialização com a tranquilidade das cidades do interior. Localizada às margens do Tietê, possui diversas belezas naturais e passeios em meio à natureza, com destaque para a Prainha de Pederneiras, um dos principais cartões-postais do município e atraindo cada vez mais visitantes e eventos. Até o famoso Navio Homero Krähenbühl, que realiza tradicionalmente seu passeio anual pelo Rio Tietê e passa pela Prainha de Pederneiras. A escolha do trajeto, passando pela Prainha, também destacou a estrutura diferenciada do local, especialmente o deck flutuante.

    Timburi – distante 361 km de São Paulo, é um Município de Interesse Turístico (MIT) conhecido pelo Ecoturismo e Turismo de Aventura no sudoeste do estado. Com 2.464 habitantes, a cidade é repleta de atrativos naturais que confirmam seu potencial turístico. Os visitantes desse destino encontram cachoeiras, locais para acampar e para caminhadas, voo livre, rafting e até roteiros para cicloturismo. O destaque fica com as praias de água doce, passando pela principal área de lazer no Rio Paranapanema, conhecida como Redondo. Localizado às margens do rio, o local oferece águas tranquilas, quiosques, áreas de camping e churrasco, tornando-se um destino popular no sudoeste paulista.

    Avaré –Estância Turística privilegiada de atrativos. Localizada no sudoeste paulista, com 92.805 habitantes e distante 267 km da capital, é bem famosa por uma iguaria conhecida em todo país: o Pingo de Leite, doce tradição desta cidade. Também é conhecida como Terra do Verde, da Água e do Sol, pelos seus lagos ornamentais, ruas e praças amplas e arborizadas. Com uma população de 91.7 mil pessoas, sua grande atração é a represa de Jurumirim, formada pelo Rio Paranapanema, a 18 km do centro. As suas águas límpidas dão origem a belas praias, tornando o local ideal para banhos na temporada de verão, além da prática de esportes náuticos de windsurf (prancha à vela), jet ski (moto náutica), banana boat, caiaques, e passeios de lancha, escuna e barco.

    Pereira Barreto – esta Estância Turística distante 650 km da capital, é uma cidade privilegiada pela disponibilidade de inúmeros atrativos. Com uma população de 24.095 pessoas, o destaque vai para a Praia Municipal “Pôr do Sol” no Rio Tietê, completamente limpo, em um cenário totalmente diferente da Grande São Paulo. São águas cristalinas, próprias para o banho, pescaria e esportes náuticos. O nome do local também faz jus à sua fama: um pôr do sol quase inesquecível e procurado por muita gente onde se pode até alugar quiosques para melhor aproveitar o tempo. Importante saber que esta praia conta com boa infraestrutura: lanchonetes, churrasqueiras com pia, mesas e bancos de concreto, banheiros públicos, pista de skate, estacionamento, playground e ciclovia. Cenário que leva a ótimas fotos.

    Rubinéia – com 3.833 habitantes e distante 632 km da capital – está localizada no extremo noroeste do Estado de São Paulo. Com diversificados atrativos turísticos/ históricos, este Município de Interesse Turístico, desde 2017, contribuiu para o desenvolvimento do setor com destaque para suas belezas naturais, como a Praia do Sol, onde há uma grande área para lazer, e a Ponte Rodoferroviária, que liga os Estados de Mato Grosso do Sul a São Paulo. Bom ressaltar que as Praias de Água Doce, formadas pelo Rio Paraná, são o grande destaque de Rubinéia. Com uma forte vocação para o Turismo Náutico, é o destino ideal para quem gosta de esportes aquáticos e pesca esportiva. As suas praias contam com uma infraestrutura que atende bem o visitante e a gastronomia à base de peixe já virou marca registrada.

    Três Fronteiras – com 6.804 habitantes e distante 620 km da Capital – assim denominada pela proximidade com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul – conta com a maior área de lazer dos Grandes Lagos, tendo o Parque Ecoturístico da Areia Branca como principal representante do potencial natural da região. Banhado por muita água doce, oferece inúmeras opções de lazer e entretenimento para todas as idades, passando pela pesca, esportes náuticos, com playgrounds para as crianças e momentos relaxantes com a natureza. O complexo conta com 24 quiosques com churrasqueira, duchas frias, banheiros, loja de conveniência, arvorismo, trilhas ecológicas, lagos e mais de mil metros de orla.

    Piraju – vem se destacando como destino turístico e seu principal aliado nesta atividade é o rio Paranapanema que conta com 929 km de extensão, dos quais 90,6 km atravessam esta cidade que é uma Estância Turística desde julho de 2002. Bom destacar que o município oferece gastronomia diversificada e serviços de hospedagem, importantes itens que favorecem a vinda de turistas para a realização de roteiros locais que incluem Ecoturismo, Turismo de Aventura, Pesca, entre outros atrativos. Com 29.436 habitantes e distante 339 km da capital, este destino é benéfico para os visitantes interessados em sair da rotina. Como consequência do Rio Paranapanema há muitos atrativos: a Prainha, Camping Pedrinha, a Floresta Municipal das Corredeiras, Cachoeiras Piraju, Tirolesa das Corredeiras e até passeios de Boia Cross. Destaca-se também o Parque das Águas, sendo um parque urbano com infraestrutura na orla do rio Paranapanema no centro da cidade.

    Araçatuba – com 200.124 habitantes e distante 518 km da capital paulista, Araçatuba se tornou MIT, Município de Interesse Turístico em fevereiro de 2019. Assim as atividades turísticas destacaram-se e hoje o município integra a Região Turística Tietê Vivo com mais 14 destinos. Como consequência do clima de alta temperatura, estas cidades contam com o sol durante quase o ano todo facilitando o Turismo de Lazer, Náutico, de Compras, Cultural, de Pesca, entre outros. Bom ressaltar que Araçatuba fica nas proximidades do rio Tietê que, na região, é considerado limpo, é o primeiro município não ribeirinho do estado a realizar captação de água diretamente do rio, desde 2013. Por isso a importância da Prainha, na verdade, a Praia Municipal Milton Camargo, uma opção de lazer da cidade que se aproveita da água do rio Tietê. Em tempo: a pesca esportiva e os esportes náuticos estão ganhando preferência entre os visitantes.

    Sales – distante 441 km da capital, com 6.437 habitantes, é famosa por três prainhas, uma vez que elas são procuradas por turistas de várias regiões devido à boa qualidade, não só das instalações, como por suas belas paisagens. A cidade recebeu o selo de Município de Interesse Turístico (MIT) em maio de 2017 e é banhada pelos Rios Tietê e Cervinho, o que possibilita atrair adeptos da pesca, dos esportes náuticos ou aqueles que só querem descanso e lazer. Cervinho é um córrego afluente do Rio Tietê, cruzado pela ponte que liga os dois lados da Av. Independência e se situa a oeste da Prainha, que fica a dois quilômetros do centro de Sales. Já a praia de Richelieu não é apenas um cardeal das histórias dos Três Mosqueteiros de Dumas, mas também uma praia de água doce e areias naturais às margens do Tietê. Tem mais: a Prainha do Torres é considerada pelos turistas como sendo um paraíso. São quase 24 mil m² de natureza pura às margens do Rio Tietê e se situa a 11 km do centro da cidade.

    Mira Estrela – é banhada pelo Rio Grande, tem clima temperado e sua qualidade de vida é considerada alta. Com 3.126 habitantes, e distante 585 km da capital, tem praia de rio, como é o caso da famosa Prainha Municipal. Esse equipamento fica a 11 km do centro urbano, é um verdadeiro refúgio com 7,2 hectares e possui chalés, churrasqueiras, quiosques, sanitários, lanchonetes e restaurante. A Prainha é totalmente arborizada, possui área para camping, lago para banho e dispõe de área verde, playground com brinquedos para as crianças e campos de futebol, voleibol e futevôlei. Chega a ser visitada por 2,1 mil pessoas aos finais de semana, atingindo cerca de 8,4 mil turistas nos feriados prolongados. Em suma: a Prainha de Mira Estrela é conhecida por estrutura receptiva para bem acolher os visitantes. Vale ressaltar que o local foi construído há mais de 30 anos, mas sua estrutura passa por constantes revitalizações.

    Presidente Epitácio – Estância Turística com 39.505 habitantes é bem distante da capital, cerca de 667 km. Presidente Epitácio é privilegiada pela natureza que contempla cenários perfeitos para a prática da atividade turística. Este destino, localizado no extremo oeste do Estado, tem um leque de atrativos, a começar pelo Parque Municipal o Figueiral localizado às margens do Rio Paraná, distante aproximadamente cinco km do centro da cidade, se apresenta como uma das melhores opções de lazer aos finais de semana e feriados. Além da praia de água doce, tobogã, quadra poliesportiva, campo de areia, lanchonetes, restaurante, áreas de recreação e toda infraestrutura necessária para um dia de lazer, o local garante ambiente propício para visitantes e munícipes. Diversão para todas as faixas etárias, a orla conta com aproximadamente sete quilômetros de extensão. Assim a diversidade de atrações passa pelo Turismo Fluvial, por vastas vegetações, ilhas, lagoas e muita pesca e por isso a Estância é conhecida como “Joia Ribeirinha” que significa joia lapidada pelas águas e belas praias do Rio Paraná.

  • Março Amarelo reforça alerta para DRC em gatos

    Março Amarelo reforça alerta para DRC em gatos e destaca importância do diagnóstico precoce
     

    Especialista chama atenção para uma condição silenciosa e frequente em felinos de meia-idade a idosos, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção


    A campanha de conscientização sobre a Doença Renal Crônica (DRC) em gatos, realizada no mês de março, reforça a importância da prevenção e do acompanhamento veterinário diante de uma enfermidade progressiva, irreversível e frequentemente silenciosa. Mais comum em felinos de meia-idade a idosos, a DRC está entre os problemas de saúde que mais impactam a longevidade e o bem-estar nessa fase da vida, e pode ter sua progressão desacelerada quando identificada precocemente e manejada de forma individualizada.
     

    Por evoluir de forma discreta, a DRC pode não ser percebida em seus estágios iniciais, por isso, a campanha reforça a necessidade de check-ups regulares e atenção a sinais, como: 

    • Aumento de sede e do volume de urina
    • Perda de peso e redução de apetite
    • Náuseas, vômitos e apatia
    • Piora da qualidade da pelagem

    “Ao notar mudanças no comportamento ou na rotina do animal, a recomendação é buscar avaliação veterinária, o quanto antes. Os exames de sangue e urina e, quando indicado, aferição de pressão arterial e exames de imagem, ajudam a identificar alterações de maneira mais precoce e a orientar o melhor plano de cuidado”, explica Karin Botteon, médica-veterinária e gerente técnica de pets da Boehringer Ingelheim.
     

    Entre os achados relevantes no acompanhamento de parte dos pacientes renais está a proteinúria, caracterizada pelo aumento da perda de proteína na urina, um sinal associado a dano renal e que pode acelerar a progressão da doença quando persistente. “A proteinúria (perda de proteínas na urina) está associada à redução da expectativa de vida e à progressão da DRC. Portanto, o controle desse marcador é fundamental para o manejo da doença, favorecendo um acompanhamento clínico e laboratorial mais eficaz e contribuindo para retardar sua progressão”, complementa Botteon.
     

    Dentro desse contexto, existem opções terapêuticas que auxiliam no tratamento da DRC em gatos e que podem contribuir para o manejo da doença e para a manutenção da qualidade de vida, sempre com orientação do médico-veterinário. Semintra® é uma dessas alternativas, com foco na redução da proteinúria, ou seja, da quantidade de proteína na urina, um sinal frequentemente associado ao dano renal.]
     

    “Ao longo do Março Amarelo, reforçamos uma mensagem simples e essencial: prevenir é cuidar continuamente. Estimular a hidratação, manter uma rotina de acompanhamento e realizar exames periódicos, especialmente em gatos adultos e idosos, faz diferença para identificar alterações mais cedo e apoiar qualidade de vida ao longo do tempo”, finaliza a médica-veterinária. 

  • Dia mundial do rim: doença silenciosa resulta em diagnóstico tardio

    Acometendo 10% da população brasileira, doença renal crônica não causa dor ou sintomas específicos nas fases iniciais, agravando casos se não há acompanhamento periódico

    No dia 12 de março é celebrado o Dia Mundial do Rim, campanha global que tem como proposta ampliar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce da doença renal crônica e, ao mesmo tempo, reforçar a necessidade de práticas sustentáveis na saúde. 

    A doença renal crônica é considerada silenciosa e atinge milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, cerca de 10% da população tem o diagnóstico da doença, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com o nefrologista do Grupo São Lucas Ribeirão Preto, Dr. Filipe Miranda Bernardes (CRM 202097 | RQE 112141), a maioria dos casos não apresenta sintomas iniciais, fazendo com que muitos pacientes descubram o problema apenas em estágios avançados, quando já há perda significativa da função dos rins. 

    “A doença renal crônica não costuma causar dor ou sinais específicos no começo. O rim vai perdendo função lentamente e o organismo compensa por muito tempo. Quando surgem sintomas como inchaço, anemia ou pressão descontrolada, muitas vezes a função já está bastante comprometida”, explica o especialista. 

    O diagnóstico tardio pode resultar em complicações cardiovasculares e, em muitos casos, na necessidade de diálise ou transplante renal. Por isso, exames simples e acessíveis fazem toda a diferença. 

    A dosagem de creatinina no sangue, acompanhada da estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG), além da pesquisa de albumina na urina, são ferramentas fundamentais para identificar precocemente alterações na função renal. Os exames estão disponíveis nas redes públicas e privadas. 

    “Quando identificamos a doença nas fases iniciais, conseguimos controlar melhor fatores como pressão alta e diabetes, ajustar medicações e introduzir tratamentos modernos que reduzem a progressão da doença. Diagnóstico precoce significa mais tempo com os rins funcionando e mais qualidade de vida”, destaca. 

    Sustentabilidade também entra em pauta 

    Com a temática “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, a campanha em 2026 chama atenção para a relação entre saúde renal e meio ambiente. Situações como calor extremo, desidratação frequente e poluição estão associadas ao aumento do risco de lesões renais. 

    Além disso, o tratamento de hemodiálise demanda grande volume de água tratada, cerca de 120 a 200 litros por sessão. Considerando que muitos pacientes realizam três sessões por semana, o impacto ambiental é significativo. 

    “Nosso país ainda enfrenta desigualdades no acesso aos exames simples de detecção e diagnóstico, bem como barreiras que impedem que recebam o tratamento que precisam. Por isso, sustentabilidade na saúde também precisa entrar na pauta da nefrologia, com tecnologias mais eficientes, reaproveitamento responsável e consciência ambiental”, enfatiza o médico.  

    Avanços da ciência trazem novas perspectivas 

    A evolução da medicina é constante e abre novos caminhos na área da nefrologia. Pesquisas internacionais investigam o desenvolvimento de rins artificiais portáteis e dispositivos implantáveis. Recentemente, um xenotransplante experimental, que caracteriza o transplante de órgãos ou tecidos de uma espécie para outra, principalmente de porcos para humanos, foi realizado no Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, marcando um passo relevante nas pesquisas sobre transplantes com órgãos de origem animal. 

    Na prática clínica, novos medicamentos têm demonstrado eficácia na redução da progressão da doença renal crônica e do risco cardiovascular, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes, especialmente aqueles com diabetes. 

    A principal orientação é de que pessoas com fatores de risco precisam investigar regularmente a saúde dos rins. Entre os principais grupos de atenção, para além dos diabéticos, estão pacientes com hipertensão, obesidade e histórico familiar de doença renal, além de quem já apresentou alterações em exames ou possui apenas um rim. 

    “A doença renal não dói, mas progride. Quanto mais cedo identificarmos, maior a chance de controlar. Cuidar dos rins é cuidar do coração, do cérebro e da qualidade de vida. Prevenção e diagnóstico precoce salvam rins e salvam vidas”, conclui.