Autor: agitosp

  • Saúde bucal em dia nas férias

    Quando a rotina muda por causa da ausência do trabalho ou aulas, a escovação não deve ser esquecida. Por isso, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) reitera a importância do creme dental para a higiene completa

     

    Muita gente costuma sair de férias em janeiro e nesse período aproveita para descansar e adiar as obrigações cotidianas. Alguns hábitos, no entanto, não devem ser deixados de lado como a higiene bucal. É fundamental manter o rito de escovação após as refeições, reforçando a prática com as crianças, que costumam ingerir mais doces e bebidas açucaradas nessa época de calor.

    Para uma higiene completa o creme dental é de extrema importância, pois ajuda a prevenir doenças como a cárie, a gengivite, entre outros problemas periodontais. Existem várias marcas de creme dental no mercado, com diferentes componentes, mas um deles é imprescindível a fim de garantir a eficácia do produto: o flúor.

    O elemento químico ajuda a evitar a perda de minerais do dente e a prevenir o desgaste provocado por ácidos produzidos pelas bactérias que causam a cárie. “É altamente recomendada a utilização do creme dental com flúor”, enfatiza o cirurgião-dentista Luiz Felipe Scabar, presidente da Câmara Técnica de Saúde Coletiva do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).

    De acordo com o profissional, o cirurgião-dentista também deve ser sempre consultado, pois há casos em que a recomendação é utilizar cremes dentais especiais para certos tipos de tratamento. “Há cremes dentais com diferentes substâncias terapêuticas que auxiliam no tratamento de casos específicos”, aponta.  

    A sensibilidade dentária e a gengivite são exemplos de ocasiões em que, apesar de o creme dental específico não ser a solução e a prevenção do problema, ameniza o incômodo, contribuindo para a eficácia do tratamento.

     

    Atenção com as versões inovadoras

    Novos cremes dentais sempre surgem no mercado, mas é preciso ter atenção. Os orgânicos sem flúor, feitos a partir de substâncias totalmente naturais, por exemplo, podem representar riscos para a saúde bucal.

    Como alguns dos elementos utilizados não têm embasamento científico comprovando sua eficácia, a probabilidade de a boca ficar desprotegida é grande.

     

    O creme dental pode clarear os dentes?

    Os cremes dentais que garantem o clareamento com o uso contínuo dificilmente trarão o efeito esperado. Se a proposta for remover manchas e deixar os dentes mais brancos, o ideal é sempre consultar o cirurgião-dentista. “O creme dental pode atuar como coadjuvante no clareamento realizado no consultório do cirurgião-dentista, mas sozinho não terá efeito”, explica Scabar.

     

    A quantidade ideal de creme para uma boa higiene é…

    Não será preciso um grande volume de creme dental para fazer a higiene bucal. O exagero dará apenas a sensação de refrescância, sem influência direta na limpeza.

    “A orientação é utilizar a menor quantidade possível, preenchendo até um terço das cerdas da escova de dente. O parâmetro pode ser o tamanho de um grão de ervilha para crianças maiores, adolescentes e adultos”.

    É válido lembrar que o produto deve ser utilizado todas as vezes que a pessoa for escovar os dentes.

     

    O produto certo para as crianças

    Assim como para os adultos, é importante que o creme dental infantil contenha flúor, mas a concentração não deve ser a mesma. “A FDI (World Dental Federation) afirma que a quantidade de concentração de flúor oferecida pelo creme dental deve estar baseada em evidência científica da sua propriedade anticárie. Sendo assim, cremes dentais infantis devem conter no mínimo 1000 ppm F (partes por milhão de flúor)”, avisa a cirurgiã-dentista Silvana Frascino, da Câmara Técnica de Odontopediatria do CROSP.

    Ela conta que o produto deve ser introduzido nas escovações diárias das crianças a partir da erupção do primeiro dente na cavidade oral. “O uso de creme dental com fluoretos, em dosagem correta e quantidade adequada, indicada pelo odontopediatra, é fundamental para a prevenção da cárie dental. É importante a orientação do uso racional do creme dental e sempre com a supervisão dos responsáveis pela criança”, acrescenta.

     

    Sendo assim, para crianças e adultos o importante é não descuidar da saúde em qualquer época do ano e nunca esquecer o seu creme dental nas férias.

     

  • Família de Milena entra para a Turma da Mônica

    Personagem recebida com entusiasmo pelo público em 2017 agora chega aos gibis na revista Turma da Mônica nº 45

     A tão esperada chegada da família da nova personagem Milena à rua do Limoeiro acontece neste mês de janeiro nas bancas e para assinantes pela revista da Turma da Mônica nº 45, distribuída pela editora Panini, com versões em português, espanhol e inglês.  Milena foi a primeira personagem a ser apresentada ao público em sua versão ao vivo antes mesmo de chegar aos quadrinhos, no final de 2017, na Corrida Donas da Rua. Desde então, vem participando de eventos com a turminha pelo Brasil. Agora, toda a sua família estreia nas historinhas das revistas de linha da Turma da Mônica.

    Esta primeira história, apresentada com destaque na capa da edição de janeiro, mostra a chegada dos novos vizinhos à rua do Limoeiro. Para isso, foi convidado o roteirista Rafael Calça, que fez sucesso com a parceria com o desenhista Jefferson Costa na graphic MSP “Jeremias – Pele”.

    A família de Milena tem cinco integrantes: Silvia (mãe de Milena), que é uma veterinária, casada com Renato, publicitário, e os três filhos do casal: Solange, Milena e Fabinho.

    Milena tem 7 anos, autoestima elevada, e se identifica de imediato com Mônica, Magali e Marina, das quais será grande amiga.

    Solange, ou Sol, tem 17 anos, é vocalista de uma banda de garagem.

    Fabinho, ou Binho, tem 5 anos e vai se dar muito bem com o primo da Magali, o Dudu. Juntos, são uma mistura explosiva de imaginação. Criativo demais, Binho vai até confundir as pessoas com suas histórias incríveis.

    “Estudamos lançar uma família negra há muitos anos. Já em 1960, no início da turminha, eu havia criado meu primeiro personagem negro, o Jeremias, antes ainda de criar a Magali, o Cebolinha, o Cascão e a própria Mônica. Depois teve o Pelezinho e o Ronaldinho Gaúcho, com suas famílias e revistas próprias. Mas não é fácil lançar novos personagens, já que dependem de um estudo de montagem de uma família, cada um com suas características visuais e, principalmente, de personalidade”, explica o desenhista Mauricio de Sousa, pai da Turma da Mônica. E completa: “Bem-vindos à rua do Limoeiro, Milena e sua família!”.

    O lançamento de Milena e sua família surge também no âmbito do projeto Donas da Rua, liderado pela diretora executiva Mônica Sousa, e que tem o apoio da ONU Mulheres. “Desde 2016 venho participando de eventos que discutem a importância da representatividade. É fundamental que as meninas e os meninos negros possam se reconhecer nas histórias em quadrinhos, desenhos e espetáculos. Nossos personagens podem contribuir para isso”, diz Mônica Sousa.

    “Gostaria de agradecer a várias pessoas que contribuíram com seus conhecimentos, entre elas a executiva, comunicadora e ex-consulesa da França, AlexandraLoras, a jornalista, empreendedora e criadora de conteúdo Monique Evelle, a youtuber Nátaly Neri, do canal Afros e Afins”, diz a executiva.

    A estreia acontece justamente quando se completam 60 anos da primeira publicação de Mauricio de Sousa no jornal Folha da Manhã, em 1959. Várias novidades acontecerão durante essa comemoração.

    Milena já aparece na tematização dos brinquedos do Parque da Mônica, em postagens nas redes sociais da Turma da Mônica, além de participar de eventos da Mauricio de Sousa Produções Ao Vivo. “Queremos que ela esteja presente em todas as plataformas possíveis. Estamos muito contentes com a chegada da Milena”, diz Mônica Sousa.

     

     

  • Hábitos modernos podem contribuir para o envelhecimento precoce dos dentes

     

    Estresse, ansiedade, bruxismo, refluxo gástrico, desidratação, tabagismo, escovação e higienização inadequada e a ingestão continua e exagerada de alimentos cítricos ou muito ácidos, cafeína, doces e bebidas destiladas e fermentadas são alguns dos principais fatores que contribuem para o envelhecimento precoce dos dentes. Ainda que as pessoas procurem a vida toda se prevenir contra a cárie e doenças periodontais, elas esquecem que o desgaste dental e as lesões cervicais não cariosas – que configuram os casos de enfraquecimento antecipado dos dentes – também devem ser combatidas, pois, podem levar em situações mais graves, a perda da carga dental.

    Antes encontrada somente em pessoas com mais de 70 anos, a doença não cariosa pode ser diagnosticada em 30% dos jovens entre 25 e 30 anos, sendo caraterizada pela perda anormal, gradual e irreversível da estrutura dental, sem estar relacionada a cárie ou ao acúmulo bacteriano.

    O cirurgião dentista e especialista em endodontia e ortodontia, Carlos Cordeiro, explica que a lesão não cariosa possui relação direta com o atual estilo de vida da população e apresenta como principal sintoma a hipersensibilidade dos dentes. “O processo de envelhecimento precoce dos dentes está ocorrendo cada vez mais em pessoas de todas as idades, devido a hábitos diários da modernidade, que são considerados benéficos a saúde corporal, mas que podem ser prejudiciais a longo prazo para os dentes, como por exemplo, a ingestão de água com limão, chás, sucos desintoxicantes e bebidas isotônicas, e a prática de dietas como o jejum intermitente. Esse problema se desenvolve devido ao fato de que tais rotinas acabam alterando e tornando mais ácido, o PH bucal”, esclarece. 

    Ao acometer todas as faces dos dentes, principalmente, em suas regiões cervicais, as lesões não cariosas se dão quando o esmalte do dente é perdido, fazendo com que a dentina fique exposta e isso consequentemente dá origem a dor. “Com o agravamento do caso, a gengiva se retrai de forma prematura, e a lesão pode se ampliar e virar uma cavidade, que ao se aprofundar causa a perda do dente”, ressalta.

    Segundo o cirurgião dentista, outros aspectos que influem de maneira significativa para a intensificação destas lesões são os problemas emocionais, como a ansiedade, depressão e estresse, que são muito comuns a rotina acelerada e pesada do cotidiano moderno. “A inquietação, agitação e nervosismo geram a diminuição do fluxo salivar e este é um dos maiores implicadores no processo de reconstituição dos minerais perdidos pelos dentes. Além deste efeito, as características emocionais dos pacientes também podem contribuir para a ocorrência de casos de apertamento e bruxismo, que atuam diretamente no surgimento de fraturas e desgaste dos dentes”, conta.

    Carlos Cordeiro ainda aponta que o desgaste dental e as lesões não cariosas também podem surgir com maior frequência em quem já fez uso de aparelhos ortodônticos; pacientes com doenças gástricas, como o refluxo e úlcera; indivíduos que foram submetidos a cirurgia bariátrica ou fazem uso do balão intragástrico; e pessoas que mantêm o uso contínuo de medicamentos e tratamentos invasivos, como quimioterapia e radioterapia.

    Para prevenir o envelhecimento precoce dos dentes também é preciso que a escovação receba grande atenção. “As pessoas costumam escovar os dentes logo após as refeições e isso é bastante nocivo, pois, ao longo do almoço ou jantar, o pH da boca se altera, fazendo com que os dentes fiquem suscetíveis à perda de minerais. Para que não ocorra a corrosão dos dentes, o correto é esperar ao menos 20 minutos, isso porque depois desse período, o pH da área se reequilibra e os dentes adquirem a preparação necessária para receber o atrito da escova”, recomenda.

    O cirurgião dentista orienta que o diagnóstico do problema seja realizado por um especialista qualificado. Caso o problema seja constatado, é preciso que sejam estabelecidas mudanças nos hábitos alimentares e ações que reduzam o nervosismo e apreensão diária. “A prescrição de cremes dentais de ação anticorrosiva e placa miorrelaxante também pode ser relevante para o tratamento desta condição. Já para situações de maior gravidade, podem ser indicadas restaurações, clareamentos ou mesmo a colocação de facetas. Por fim, é preciso deixar claro que a melhor medida é a prevenção, pois, o esmalte dos dentes não se regenera”, conclui.

     

  • Mitos e verdades sobre a cerveja

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    Cerveja é uma das grandes paixões do brasileiro. Com o crescimento da cerveja artesanal no país muitos mitos e dúvidas surgiram. Flávio Athayde, responsável pela Cervejaria Votus, localizada no ABCD de São Paulo, elencou algumas curiosidades sobre a bebida.

    – Cerveja é sempre amarga (mentira)

    R. O amargor da cerveja depende da receita, existem diversos fatores que podem deixar ela amarga ou doce.

     

    – Cerveja deve ser sempre translúcida (mentira)

    R. As cervejas dos estilos Weizenbier, Witbier e Dubbel, por exemplo, são alguns exemplos de cervejas que podem ter aparência mais turva. Isto é uma condição normal, decorrente do processo de produção.

    – Bolhas nas paredes internas do copo são indício de boa carbonatação (mentira)

    R. As bolhas nas paredes internas podem ser indícios de que a higienização do copo não foi muito bem feita ou que ele está guardado há um tempo e precisa ser higienizado novamente.

     

    – Não existe diferença para o produto entre garrafas âmbares, verdes e transparentes (mentira)

    R. A cor da garrafa interfere na durabilidade do produto. Quanto mais clara for, maior a exposição da cerveja à luz e consequentemente maior o impacto negativo nos aromas e sabores da bebida. Entre garrafas transparentes, verdes ou âmbares, a melhor opção é a âmbar, pois oferece maior proteção ao líquido.

     

    – Cerveja artesanal é muito alcoólica (mentira)

    R. Depende do estilo. Há as mais alcoólicas e as menos alcoólicas, as mais amargas e as menos amargas, as mais e as menos encorpadas. Isso vai depender do estilo da cerveja. O fato de ela ser artesanal relaciona-se apenas aos processos de produção e à variedade e qualidade dos insumos nela utilizados.

     

    – Cervejas escuras são mais intensas (mentira)

    R. A cor de uma cerveja é influenciado, por exemplo, pela variedades de malte utilizadas em sua receita. Quanto mais intensa a tosta do malte, mais escura será sua cor e isso será transmitido ao produto final. Por isso o espectro de cores das cervejas vai do amarelho-palha ao preto opaco, passando pelo avermelhado e marrom. No entanto este é apenas um aspecto sensorial, e existem cervejas claras muito potentes como as Belgian Tripel, e cervejas escuras mais leves e resfrescantes como as Schwarzbier.

     

    – Cerveja engorda (mentira)

    R. Alguns estilos de cerveja são menos calóricos que outros, dependendo do processo de produção e do teor alcoólico. O impacto na cintura de quem está degustando vai depender também da quantidade ingerida. Porém, fazendo um comparativo com doses iguais, a cerveja geralmente tem menos calorias do que o vinho, a cachaça ou até mesmo o suco de laranja. O ideal para quem evitar engordar é beber com moderação, dar preferência a estilos menos encorpados e com teor alcoólico mais baixo, além de optar por petiscos leves para acompanhar, como palmito com azeite e orégano, queijos brancos e rolinhos de peito de peru com rúcula.

     

    – Cerveja deve ser consumida só muito gelada (mentira)

    R. Cada estilo de cerveja tem a sua temperatura ideal de serviço. Há aqueles em que o indicado é beber em temperatura de adega, entre 12°C e 16°C, como as inglesas do estilo Barley Wine, que são potentes, complexas e encorpadas. Já outros estilos menos intensos mas igualmente aromáticos, como as India Pale Ale ou Bock, atingem seu maior potencial na faixa dos 7 a 10°C.  E mesmo as American Lager, comumente chamadas de tipo Pilsen no Brasil, não devem ser consumidas a 0°C. Isso porque, em temperaturas muito baixas, as papilas gustativas ficam anestesiadas e os aromas da bebida menos voláteis, fazendo com que deixemos de sentir características importantes da bebida.

    – Não existe diferença entre chope e cerveja (mentira)

    R. A origem do produto é de fato o mesmo. Mesmo processo de fabricação, mesmos insumos utilizados. Mas o armazenamento e o tipo de serviço são diferentes, o que interfere nas características da bebida. A maioria das cervejas, diferente do chope, são pasteurizadas. Por isso, tendem a ser menos frescas e com sabores e aromas menos presentes.

    – O local de origem da água influencia no produto final? (Mentira)

    R. As características da água influenciam, sim, no produto final. Contudo, a origem da água em nada influencia. Isso porque é possível trabalhar todos os aspectos relevantes da água, modificando a quimicamente, deixando-a mais alcalina, por exemplo, favorecendo a produção de certos estilos de cerveja e, assim, influenciando produto final.

     

    – Cerveja preta é só pra tomar no frio? (Mentira)

    R. O que vai dizer se uma cerveja é mais indicada para o frio são as preferências de quem bebe.

  • Revisão do ar-condicionado dos automóveis ajuda a evitar problemas técnicos e de saúde

     

    Poucas pessoas se preocupam com a higienização do equipamento, mas a sua manutenção é fundamental para garantir a qualidade do ar que circula no interior do veículo. Pesquisa feita pelo CTTi da DPaschoal comprova redução de micro-organismos após limpeza e troca de filtros. Anvisa recomenda higienização a cada seis meses.

    O ar-condicionado nos automóveis é um item cada vez mais indispensável, seja no verão ou no inverno, uma vez que também produz aquecimento. Mas poucos são os proprietários de veículos que se preocupam em fazer manutenções periódicas do sistema, apesar de as revisões serem gratuitas em muitas oficinas e os preços das peças, relativamente baratos quando a troca é necessária.

    Os médicos alertam que a falta de manutenção do ar-condicionado veicular pode gerar inúmeros problemas para a saúde. Sem a manutenção correta, o equipamento sujo acumula fungos, ácaros, vírus e bactérias, o que afeta, em especial, idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias. “Esses micro-organismos são invisíveis e ficam suspensos no ar. Quem respira o ar sujo pode ter crises respiratórias alérgicas ou infecciosas”, diz a médica Talita Rehder.

    De acordo com o gerente do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação (CTTi) da DPaschoal, Leandro Vanni, não se cobra nada pela revisão dos aparelhos de ar condicionado nas lojas da rede e nas oficinas credenciadas. E, se necessária a troca do filtro (dependendo do modelo instalado em cada veículo), os preços variam de R$ 30,00 a R$ 40,00. O serviço de higienização custa, no máximo, R$ 140,00.

    A Anvisa dispõe de regulamentação destinada à concentração de micro-organismos na qualidade do ar predial. No entanto, nenhum órgão regulador, certificadora ou agência de vigilância no mundo tem normas, regulamentos ou restrições quanto à quantidade de micro-organismos presentes no sistema de ventilação dos veículos.

    Pesquisa

    Recentemente, O CTTi da DPaschoal – em parceria com a Fundação André Tosello e com a Cartech Air – promoveu uma pesquisa sobre a atividade e o impacto microbiológico no sistema de ventilação do ar-condicionado de veículos antes e após os serviços de higienização.

    A pesquisa teve por objetivo compreender a necessidade da manutenção do sistema, com a troca do filtro da cabine e com a higienização. Para tanto, foram feitas coletas para a análise de contagem de micro-organismos (bactérias e fungos) em sete diferentes veículos. A verificação da concentração de agentes microbiológicos foi analisada em três situações: antes da higienização e da troca do filtro, 15 minutos após a higienização e troca do filtro, e uma hora e meia após a realização do serviço.

    Todas as análises comprovaram que a higienização com a troca do filtro diminuiu a concentração de micro-organismos. Em um automóvel Nissan Livina, por exemplo, a contagem total das UFCs – Unidades Formadoras de Colônias – era de 16 na pré-higienização, 11 na pós-higienização e de apenas 6 após 90 minutos da realização do serviço. As coletas para análise foram feitas diretamente nos veículos em ambiente controlado, com o menor número de variáveis possíveis.

    “Este serviço deve ser feito periodicamente a cada seis meses ou a cada 10.000 quilômetros. No entanto, muitos motoristas ainda confundem o filtro de ar de cabine com o filtro de ar de motor, fazendo a manutenção incorreta. A maior parte dos usuários demora anos para trocar o filtro ou para higienizar o sistema de ventilação, comprometendo a qualidade do ar que eles e os seus passageiros respiram”, lembra Leandro Vanni.

    A Fundação André Tosello foi escolhida para o experimento por ser uma das principais instituições brasileiras na promoção de projetos em parceria com empresas por meio da prestação de serviços administrativos e de manutenção de uma das maiores coleções de culturas microbianas do mundo. Já a Cartech Air atua no segmento de serviços de limpeza automotiva.

    Problemas técnicos

    A falta de manutenção nesse equipamento pode acarretar, também, problemas técnicos, como a perda de eficiência do ar-condicionado devido à sujeira acumulada no filtro, a consequente diminuição da vida útil dos componentes, além de aumento do consumo de combustível.

    Embora durante a manutenção seja necessária a avaliação de todos os componentes do sistema, normalmente é indicada a troca do filtro de cabine. “Para detectar se o sistema de ar-condicionado não está funcionando adequadamente, basta observar se o ar está resfriando ou não conforme o padrão do manual de cada carro. Mas é sempre recomendado que a manutenção seja feita por um especialista”, orienta Leandro.

     

  • Verão pede cuidados extras com o surgimento de doenças ginecológicas

     

    O calor intenso e os hábitos adotados durante a estação favorecem a proliferação de fungos e bactérias

     

    Com a chegada do verão, é hora de aproveitar, seja para ir à praia, cachoeira ou clube. No entanto, essa época do ano também exige cuidados redobrados com a saúde íntima da mulher. Isso porque o verão é o período em que a proliferação de bactérias é maior e o calor intenso favorece o surgimento de doenças ginecológicas, principalmente por conta dos hábitos adotados durante a estação.

    “Usar roupas com tecidos sintéticos, bem como trajes apertados, pode ser mais prejudicial em dias quentes, além de fazer com que os corrimentos se tornem mais recorrentes”, orienta o médico ginecologista João Oscar de Almeida, do Hospital Felício Rocho. Segundo ele, essas roupas acabam “abafando” a área genital, o que faz com que a temperatura local aumente e a umidade também, criando condições favoráveis para o crescimento de fungos e bactérias. “Da mesma forma, é muito comum ficar com roupas molhadas após passeios, o que contribui para alterar as condições físicas da região e, consequentemente, para a proliferação de microrganismos prejudiciais à saúde íntima”, completa. Esses hábitos de verão causam um desequilíbrio da flora vaginal, aumentando a chance do desenvolvimento de infecções vaginais como a candidíase, tricomoníase e a vaginose bacteriana, por exemplo.

    A candidíase é a mais recorrente nessa época do ano, sendo causada pelo crescimento do fungo cândida, que prefere lugares úmidos, causa coceira e dores para urinar e no ato sexual. Embora possa ser transmitida sexualmente, não é considerada uma Doença Sexualmente Transmitida (DST). Já a tricomoníase é uma DST causada pelo parasita Trichomonas vaginales, e apresenta corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável, além de dores ao urinar e durante o sexo. “Apesar de a doença ser transmitida sexualmente, no verão a flora vaginal está em constantes mudanças, o que favorece para o surgimento da doença”, explica o Dr. Oscar. A vaginose bacteriana é provocada pela bactéria Gardnerella Vaginalis, seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com um odor forte, e que piora durante as relações sexuais e na menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. Todas elas podem ser tratadas com medicamentos via oral e cremes vaginais.

    Para prevenir esses problemas, o ginecologista garante que o ideal é evitar ficar muito tempo com roupas úmidas, inclusive os trajes de banho; optar por roupas mais leves e arejadas, como vestidos e saias; e limpar a genitália com sabonetes neutro ou íntimo: “É fundamental manter uma higienização adequada e evitar a umidade prolongada na região da vagina especialmente durante o verão, assim como buscar orientação médica sempre que notar algo errado. Como são situações comuns, é frequente o tratamento sem uma instrução adequada, às vezes baseada em experiências prévias ou sugestões de colegas. No entanto, o tratamento inadequado pode levar a um desequilíbrio ainda maior da flora vaginal. Por isso a avaliação médica especializada é tão importante para um tratamento correto”, adverte.

     

  • Dicas básicas podem prevenir a infecção urinária recorrente

    A incidência de casos é na maioria em mulheres. Uma das recomendações para combater o problema é a mudança de comportamento e evitar ficar muito tempo com as roupas de banho molhadas. A umidade é o refúgio ideal para a colonização e procriação de bactérias

     

     Chamada de cistite de repetição, a infecção urinária baixa recorrente é comum em qualquer época do ano, porém com uma incidência maior no verão, já que é normal que as pessoas passem mais tempo com a roupa de banho úmida ao corpo quando estão na praia ou na piscina. Estimativas mostram que, pelo menos metade das mulheres, pode apresentar pelo menos um episódio de infecção urinária durante a vida. Portanto, umas das recomendações da SBU é que se faça a higiene local da forma correta para reduzir a contaminação.

     

    Embora pareça inofensiva, essa prática pode ocasionar dermatites na região da genitália, sendo facilitadoras para o surgimento e proliferação de germes na via urinária. Pode acometer a bexiga (cistite), a ureta (uretrite) e rins (pielonefrite). Os sintomas da infecção urinária, denominada baixa, são desconforto, dor para urinar, necessidade de ir mais vezes ao banheiro e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

     

    “Quando ocorre no homem, é preciso investigar para saber se existe o comprometimento da próstata. Se a infecção atingir os rins, os sintomas são os mesmos, porém, a pessoa terá também febre e comprometimento do estado em geral”, explica Dr. Flavio Trigo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, urologista, especialista em Incontinência Urinária do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

     

    Na mulher, as chances de contrair a bactéria são maiores, já que a uretra é curta, medindo em torno de quatro centímetros. Problemas como diabetes, alterações no PH vaginal por conta da gravidez e complicações ginecológicas, como corrimento e a vulvovaginite – inflamação da vulva e da vagina, contribuem para a colonização do germe na bexiga.

     

    Uma dica importante é evitar roupas íntimas desenvolvidas com material sintético, pois podem ajudar na proliferação de bactérias, e reduzem a ventilação na região. Já optar por tecidos de algodão é uma boa escolha por manter o local mais seco. A máxima de beber pelo menos dois litros de água por dia é fundamental para estimular a produção de urina. A recomendação de não segurar o “xixi” por muito tempo continua valendo.

     

    Na menina

    As vulvovaginites podem ser uma das causas para o aparecimento da infecção urinária na criança. “É importante fazer um exame clínico e, como prevenção, avaliar a vagina da menina. Os pais devem educar a filha, desde cedo, a ter hábitos de higiene e orientá-la sobre a forma correta de urinar, nunca em pé. Um problema muito comum é a forma inadequada de se limpar após a defecação, permitindo que as fezes tenham contato direto com o períneo e a vagina, contaminando a área e facilitando a infecção urinária baixa”, diz o especialista.

     

    No menino

    No nascimento, temos a fimose fisiológica, que até pode permanecer até os quatro anos. A patologia é caracterizada por dificuldade de expor a glande após a retração da pele que a recobre. Desta forma, pode acontecer uma balanopostite, que é uma inflamação desta região do pênis da criança, facilitando o aparecimento da infecção urinária.

     

    Se não tratada, a infecção urinária baixa, a cistite, pode evoluir para a pielonefrite, que leva a complicações e cicatrizes do rim, podendo alterar a função renal. A recomendação é que se procure um urologista para investigar a doença e realizar o melhor tratamento. “O que se sabe é que algumas vacinas específicas para combater a bactéria escherichia coli são efetivas”, finaliza o médico.

     

  • Viagem com o bebê: como planejar as férias de verão com criança pequena

    As férias de verão são consideradas a melhor época do ano para viajar em família, isso porque o calor, combinado com recesso escolar e empresarial tornam o período propício para fazer as malas. Mas, quando o assunto é viajar com criança pequena tudo se torna muito mais complicado, o planejamento, a escolha do destino, o trajeto e os passeios. Por isso, separei cinco dicas importantes para fazer da viagem de férias com o bebê, momentos inesquecíveis e sem estresse.

     

    Planejamento – A primeira dica é planejar com antecedência e fazer escolhas que estejam de acordo com a rotina a estilo de vida da família. As crianças pequenas, principalmente na fase que ainda estão de colo estão acostumadas a uma rotina, e abandonar isso durante as férias de verão pode causar desconforto e muitas crises de choro. Portanto, a dica é procurar criar um roteiro que seja não somente divertido, mas que também acolha as necessidades dos pequenos.

     

    Destino – A escolha do destino talvez seja a mais delicada das tarefas. Nessa fase é preciso escolher o clima do local, as opções de passeios e turismo, o tipo de acomodação, qual a infraestrutura do local, etc. Tudo levando em conta o bebê. É comum famílias com criança pequena aproveitar as férias de verão para ficar em um hotel fazenda, ou em um resort. São preferências de quem vai aproveitar para descansar e deseja um ambiente acolhedor e com bastante suporte para os pequenos.

     

    Avião / carro / ônibus – O trajeto é um dos momentos mais desconfortáveis para os bebês, principalmente se for distante e demorar muitas horas. Se a viagem for de carro, vale a pena investir em uma boa cadeirinha como a Pallas Mfix da Cybex, vencedora de testes de segurança da associação alemã Stiftung Warentest, a cadeira que cresce junto com a criança e oferece excelente segurança por mais de 11 anos e em um bebe conforto como o Cloud Q da Cybex, que possui ajustes para apoio de cabeça e cinto de segurança em Y com protetores acolchoados e um sistema de proteção lateral L.S.P. A segurança vem em primeiro lugar sempre. Procure manter a temperatura no interior do veículo amena e agradável e, se possível, opte por viajar em momentos de maior sonolência da criança, assim ela dormirá a maior parte do percurso.

     

    Em casos de aviões e ônibus é comum o desconforto da criança causar irritação, choro e incomodar outros passageiros. Leve brinquedos e maneiras de distrair os pequenos. No avião, durante os momentos de pouso e decolagem é comum a pressão no ouvido causar dor, e junto com ela o choro. Nesse caso, se for um bebê de colo que ainda amamente, a sucção ao mamar geralmente é o suficiente para aliviar esse problema.

     

    Passeios – Quando estamos de férias aproveitamos para conhecer o lugar e passear bastante, mas com criança pequena esse pode ser um grande desafio. Por isso é indispensável que a família leve um carrinho de passeio. Ele será seu melhor amigo na hora de curtir as férias. Não só é uma saída interessante para quando a criança está cansada de caminhar, como também permite que essa durma ao longo do dia, descansando da rotina corrida que uma viagem pode ter.

     

    Mas é claro, nada adianta um carrinho que ocupe metade do porta malas, ou que seja difícil de despachar como bagagem. No mercado o melhor carrinho para viagem, mais compacto e mais leve do mundo, é o Pockit+ da GB, esse carrinho é considerado pelo Guinness World Records 2014, como menor carrinho do mundo. Quando dobrado ele fica com as medidas: 32×20 x 38 cm e pesa 4,9kg. Ele ainda se encaixa em qualquer compartimento pequeno, seja em um avião, trem, ônibus ou carro. Ou seja, uma ótima opção para os pais que adoram explorar todos os momentos junto de seus filhos.

              

    Mala – É difícil se manter compacto com uma criança pequena, nunca sabemos do que iremos precisar. Minha dica é para que as pessoas façam a mala tantos dos país, quanto das crianças, com peças de roupa versáteis e que sejam fáceis de lavar. Lembre-se de colocar na mala os documentos originais da criança e dos responsáveis, além de uma pequena farmácia com remédios indicados pelo pediatra da criança.

     

    Vendo tantas dicas e alertas os país de primeira viagem podem se assustar. A viagem de férias com criança pequena requer pequenos cuidados extras. Porém, esse ainda é um momento de diversão, para criarmos laços e aproveitarmos a família, portanto, não se intimide e vá curtir o verão 2019!

  • Diabetes não tira férias! Desafios da insulinização aumentam no período

    Adolescentes estão entre os que mais têm dificuldade

    Se seguir a dieta durante o ano inteiro já é difícil, durante as férias essa tarefa fica ainda mais complicada. Seja em casa ou viajando, as tentações são mais frequentes – assim como as pequenas escapadas. Porém, para os 13 milhões de brasileiros que têm diabetes, a atenção precisa ser redobrada, a fim de manter os índices glicêmicos adequados e controlar a doença: por isso, boa alimentação e prática de exercícios devem continuar, assim como o uso de medicamentos e a insulinização.

    Insulinoterapia é considerada a alternativa mais difícil de ser aderida pelo paciente, pois demanda aprendizado quanto ao seu preparo, técnica para aplicação e monitorização do açúcar no sangue. Toda a rotina que envolve sua administração pode ser deixada de lado nos dias de relaxamento; mas, Fernando Valente, médico endocrinologista e Coordenador de Comunicação da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), orienta: “O diabetes não tira férias! É importante carregar a insulina em um estojo que a mantenha em temperatura adequada, além das agulhas, seringas ou canetas de insulina, aparelho para medir a glicose (glicosímetro), lancetas para furar o dedo e fitas para a medição”.

    Adolescentes estão no grupo de pessoas que mais apresentam dificuldade, já que o jovem passa por sentimentos de rebeldia, necessidade de autoafirmação e períodos de desleixo. Para que o diabetes não saia do controle, o apoio da família e dos amigos, assim como boa relação entre médico e pacientes, são fundamentais para superar os desafios e fornecer o suporte para resistir às tentações – não só nas férias.

    Ainda há muita resistência à insulinização, especialmente pelas ideias errôneas que a associam com a proximidade da morte, aparecimento de complicações do diabetes e dor. O especialista da SBD conta que “a aplicação é bem tolerada e quase indolor se for feita corretamente. No entanto, pode transformar-se em algo muito complicado se a mente cria uma expectativa de dor. Alguns erros de aplicação podem torná-la dolorosa, como injetar insulina ainda gelada, aplicar no músculo ao invés de na gordura subcutânea, usar agulhas grandes sem fazer prega na pele, reutilizar agulhas, e aplicar quando se está tenso. Contudo, atualmente, existem agulhas muito finas e curtas que minimizam o desconforto. A sensibilidade para dor de cada pessoa é diferente, mas a prática diária e o entendimento de que o tratamento é necessário certamente tornam as coisas mais simples”.

    Indicações

    O médico endocrinologista explica que insulinoterapia é indicada quando o pâncreas não produz insulina, ou a produz em quantidade insuficiente para manter os níveis de açúcar no sangue normais apenas com comprimidos. Sua prescrição é imediata quando o diagnóstico é de diabetes tipo 1, inclusive para evitar complicações agudas da doença. Já no tipo 2, essa terapêutica pode demorar para ser proposta ou aceita, o que faz com que o início do processo sofra atraso médio de sete anos.

    “Essa inércia terapêutica deixa o indivíduo exposto a níveis elevados de açúcar no sangue por anos, aumentando muito o risco de desenvolver complicações crônicas da doença, como insuficiência renal, infarto, derrame, problemas na visão e nos nervos, que podem resultar em amputação. Estudos mostram que, no Brasil, cerca de 90% das pessoas com diabetes tipo 1 e quase 75% dos com tipo 2 estão com os níveis de glicose acima dos valores ideais”, ressalta Valente.

    Para diabetes tipo 1, a insulinoterapia é para a vida inteira; fato que não se repete, necessariamente, no tipo 2 da doença. “A insulina é o tratamento mais potente para controlar o açúcar no sangue. No tipo 2, quando a glicose está muito elevada, o pâncreas não consegue secretar insulina mesmo que ainda tenha uma boa reserva desse hormônio, fenômeno conhecido como glicotoxicidade. Muitas vezes, as aplicações de insulina são necessárias para tirar a toxicidade provocada pelos altos níveis de açúcar no sangue para que o pâncreas volte a funcionar suficientemente a ponto de se obter um bom controle apenas com medicamentos orais”, conclui Fernando Valente.

  • Saiba como cuidar da saúde ocular no verão

    Oftalmologista orienta sobre como prevenir doenças e irritações oculares nesta época do ano

     

    As férias de verão chegaram. Muitas pessoas aproveitam para descansar no litoral ou aproveitar rios, cachoeiras e piscinas.  Mas, é preciso cuidar da saúde ocular, pois nesses lugares é muito comum ocorrem contaminações e alergias.  “Ter contato com água contaminada por sujidades no mar ou rio podem trazer alergias e infecções. O excesso de cloro nas piscinas também é um problema. Assim como aplicar filtro solar muito próximo aos olhos”, afirma Dra. Ana Paula Canto, oftalmologista da Clínica Canto.

    Uma das principais medidas para prevenir irritações e doenças oculares é evitar mergulhar de olhos abertos ou utilizar óculos de natação. “A água do mar pode irritar os olhos e causar alergias oculares e infecções, como a conjuntivite, além de contaminações, principalmente, se você é usuário de lentes de contato”, explica a oftalmologista.

    Dra. Ana Paula lembra que o recomendado é não mergulhar quando a pessoa estiver com lentes de contato. “Se ocorrer, deve-se lembrar de não abrir os olhos debaixo da água e, ao chegar em casa, retirar as lentes de contato e deixá-las de molho no produto específico de higiene da lente. Existem também as lentes de contato de descarte diário, que são as mais recomendadas para essas atividades de lazer como mar, rio e piscina”, orienta.

    Outra prevenção fundamental é o uso de óculos de sol, para adultos e crianças. A falta de proteção contra as radiações solares nos olhos podem desencadear problemas sérios da visão, como catarata precoce, pterígio e degeneração macular da retina. “Mas, é imprescendível utilizar óculos escuros com procedência de origem e que tenham realmente lentes de proteção contra os raios ultravioletas (UV-A e UV-B). Se forem apenas escuros e não tiverem a proteção, serão mais maléficos ainda, pois no escuro a pupila dilata e mais raios solares nocivos entram nos olhos”, alerta a oftalmologista. 

    Protetores solares e maquiagens

    Na hora de aplicar o protetor solar no rosto, também são necessário cuidados para evitar irritações oculares. A dica é não passar ao redor dos olhos e usar os óculos de sol. “As maquiagens são outras substâncias que podem escorrer para os olhos por causa da transpiração e causar irritação. Caso queira utilizar, é recomendado optar pelas maquiagens à prova d’água”, aponta Dra. Ana Paula Canto.

    Para quem está na praia, pode ainda acontecer de entrar areia nos olhos. Nesse caso, a orientação é nunca coçar ou tentar retirar o grão com as mãos, pois isso pode lesionar a córnea. “A pessoa deve lavar com água tratada ou mineral ou soro fisiológico e procurar piscar bastante. Se tiver um colírio lubricante receitado pelo seu oftalmologista, também pode ser utilizado”, ensina a oftalmologista. “No caso das crianças, se elas estiverem chorando, pode deixar, pois as lágrimas ajudam a eliminar os grãos de areia”, acrescenta.

     

    Em qualquer caso, se a coceira, vermelhidão, sensação de areia, lacrimejamento ou alguma dor ocular persistir, deve-se procurar um oftalmologista. “Lembrando que os olhos nunca devem ser coçados ou serem utilizados colírios sem prescrição médica. Para aliviar o desconforto, podem ser feitas compressas geladas, mas sempre é necessário procurar um atendimento médico também, para evitar complicações”, ressalta Dra. Ana Paula Canto.