Autor: agitosp

  • Entenda os riscos da Raiva e desmistifique os principais mitos sobre a vacinação de pets

    Entenda os riscos da Raiva e desmistifique os principais mitos sobre a vacinação de pets


     

    Especialista da MSD Saúde Animal alerta sobre a importância da vacinação anual de cães e gatos contra a zoonose; iniciativa destaca ainda parcerias globais e doações de vacinas pelo Programa Afya e projeto Bravecto do Bem
     

    Nesta semana, celebrou-se o Dia Mundial Contra a Raiva, uma data de conscientização sobre uma das zoonoses mais antigas, graves e letais do mundo. Causada por um vírus da família Rhabdoviridae, a raiva afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo seres humanos, e apresenta letalidade próxima de 100%. A principal via de transmissão é a saliva do animal infectado, introduzida por mordeduras, arranhões ou lambidas em mucosas e peles lesionadas.
     

    Apesar de sua gravidade, a raiva é uma doença que pode ser prevenida, e a vacinação regular de cães e gatos tem papel fundamental nesse cenário. De acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados em 2026, o Brasil completa 10 anos sem registros de raiva humana transmitida pelas variantes virais tipicamente caninas (AgV1 e AgV2), um marco importante alcançado por meio dos esforços contínuos de vacinação, vigilância e controle da doença ao longo das últimas décadas.
     

    Apesar do avanço histórico, a vigilância precisa ser constante e o cenário recente exige atenção redobrada. Casos pontuais registrados no país — com alertas e monitoramentos intensificados no Rio de Janeiro e em outras regiões — acendem o sinal de alerta sobre a circulação do vírus. Atualmente, as ocorrências e riscos de infecção estão predominantemente associados ao contato com animais silvestres, como morcegos e primatas, ou a animais de companhia que contraíram o vírus por meio dessas espécies.
     

    Como cães e gatos em áreas rurais e urbanas podem caçar ou ter contato com morcegos que entram em residências ou quintais, a vacinação desses animais contribui para criar uma importante barreira de proteção para toda a família. “A vacinação antirrábica não é apenas uma medida de proteção para cães e gatos, mas uma ferramenta indispensável de saúde pública. Quando mantemos a vacina do animal em dia, reduzimos o risco de que ele contraia o vírus do ciclo silvestre e que ocorra a transmissão às pessoas”, alerta Kathia Soares, médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal.
     

    Para esclarecer as principais dúvidas da população sobre a raiva, a especialista reuniu informações essenciais:
     

    1. Animais que vivem dentro de apartamento não precisam ser vacinados?
    MITO. Mesmo pets que vivem exclusivamente dentro de casa e sem acesso à rua devem receber a vacina antirrábica anualmente. Morcegos insetívoros e frugívoros frequentemente entram em imóveis urbanos e sacadas de apartamentos. Caso o animal tente interagir ou caçar o morcego infectado, pode haver a transmissão do vírus.
     

    2. Cães e gatos vacinados protegem também a saúde dos responsáveis?
    VERDADE. Cães e gatos atuam como “barreira epidemiológica”. Como o convívio diário entre pets e humanos é muito próximo, ter a população animal 100% vacinada é o principal fator para prevenir que o vírus chegue até os humanos em áreas urbanas.
     

    3. Todo animal com raiva fica agressivo e salivando?
    MITO. A raiva pode se manifestar de diferentes formas, e nem todo animal infectado apresenta agressividade e salivação intensa. Na chamada forma furiosa, podem ocorrer alterações de comportamento, agitação, agressividade e dificuldade para engolir, que pode estar associada à salivação excessiva. Já na forma paralítica, predominam sinais neurológicos, como fraqueza, dificuldade de locomoção e deglutição e paralisia progressiva. Por isso, mudanças repentinas de comportamento e sinais neurológicos também merecem atenção.
     

    4. A raiva tem cura depois do aparecimento dos sinais?
    MITO. Após o surgimento das manifestações clínicas, a raiva apresenta letalidade próxima de 100%, tanto em animais quanto em seres humanos. Por isso, em caso de mordida, arranhão ou outro contato de risco com um animal suspeito ou morcego, o local deve ser lavado imediatamente com água e sabão, e a pessoa deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para avaliação e, quando indicada, realização da profilaxia pós-exposição.
     

    5. A vacinação deve ser feita todos os anos?
    VERDADE. Desde o estabelecimento de diretrizes de saúde pública no Brasil, a vacinação de cães e gatos contra a raiva é recomendada e obrigatória anualmente a partir dos três meses de idade.
     

    Como prevenir e proteger seu pet

    A vacinação pode ser feita tanto por meio das campanhas públicas quanto em clínicas e estabelecimentos médico-veterinários. No portfólio da MSD Saúde Animal, a Nobivac® Raiva destaca-se como uma vacina inativada elaborada com a cepa Pasteur — a mesma referência utilizada nas vacinas humanas. Indicada para cães, gatos e ferrets a partir de 3 meses, o biológico oferece proteção robusta e segura mesmo em áreas com desafio epidemiológico.
     

    Doações e iniciativas sociais

    Com o objetivo de unir a prevenção e o impacto social, a MSD Saúde Animal também atua ativamente por meio de programas nacionais e globais. No Brasil, o projeto Bravecto do Bem apoia diversas ONGs, incentiva a adoção responsável e realiza a doação de insumos essenciais para a causa animal. Desde 2024, a iniciativa destina mais de 100 mil doses de vacinas contra a raiva para instituições sérias como AMPARA Animal, Instituto Caramelo, Cão sem Dono, Instituto Reddogs e a Escola de Cães Guias Helen Keller.
     

    Em âmbito internacional, a companhia reforça seu apoio ao Programa Afya (Link), uma iniciativa sem fins lucrativos que há 30 anos já doou mais de 8 milhões de doses de vacinas Nobivac®Raiva em regiões em desenvolvimento e conscientizou mais de 12 milhões de pessoas, trabalhando de forma contínua para erradicar a raiva transmitida por cães e gatos em todo o mundo.
     

    “Trabalhamos ao lado de parceiros, ONGs e da comunidade médico-veterinária para demonstrar como o acesso à vacina e à informação correta transforma realidades e salva vidas diária e continuamente”, conclui Kathia.

  • Doação de tecidos pode ajudar na recuperação de movimentos e no tratamento de lesões

    Setembro verde: doação de tecidos pode ajudar na recuperação de movimentos e no tratamento de lesões

    INTO explica como funciona a doação de ossos, tendões, cartilagens, pele e córneas e reforça a importância da autorização familiar

    Quando se fala em transplante, é comum que a primeira associação seja com órgãos como coração, fígado e rins. Mas a doação também pode envolver tecidos, como ossos, tendões, cartilagens, pele e córneas, que podem ser utilizados em diferentes tratamentos. Durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) reforça a importância de conhecer essa possibilidade e, principalmente, conversar sobre o assunto com os familiares.

    “Muitas pessoas ainda desconhecem a possibilidade de doação de tecidos que não são tão falados na mídia, como ossos, tendões e cartilagem articular. Esses tecidos, também chamados de musculoesqueléticos, podem ajudar muitas pessoas a melhorar sua qualidade de vida, ajudando pacientes a recuperar movimentos e reduzir dores”, explica o ortopedista e chefe do Banco de Multitecidos do INTO, Rafael Prinz.

    Entre os tecidos que podem ser obtidos a partir da doação estão córnea e esclera, provenientes do globo ocular; pele; membrana amniótica; ossos; tendões; meniscos e cartilagem articular, também chamada de tecido osteocondral. No INTO, esses materiais são processados e disponibilizados pelo Banco de Multitecidos para utilização em diferentes tratamentos, que vão desde a reconstrução de ossos e articulações e a recuperação de lesões até procedimentos nos olhos e o tratamento de queimaduras e outras lesões de pele. 

    Para que esses tecidos cheguem a quem precisa, porém, é necessário que a família autorize a doação. Dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) mostram que, em 2025, 45% das famílias entrevistadas no país recusaram a doação de órgãos. Foram 9.261 entrevistas realizadas no período, das quais 4.200 resultaram em negativa familiar. No Rio de Janeiro, foram 254 recusas entre 760 entrevistas, o equivalente a 33%.

    Um dos principais fatores que levam à resistência da família na doação de órgãos e tecidos, segundo o médico, é a desinformação. “Existe o receio de como ficará o corpo do ente querido após a retirada dos tecidos, o que pode levar à negativa familiar. É importante esclarecer que realizamos a reconstituição do corpo do doador, de forma a garantir que seu aspecto durante o funeral seja preservado”, explica Prinz.

    Além da conversa com os familiares, existem mecanismos que permitem registrar a vontade de ser doador. A Autorização Eletrônica para Doação de Órgãos (AEDO), disponível desde 2024, permite formalizar esse desejo de forma digital. A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) também possibilita registrar a informação de que a pessoa é doadora de órgãos.

    “Esses mecanismos atuais ajudam a reforçar o desejo daquele familiar em vida, o que facilita a decisão de sua família sobre a doação. Mas é importante reforçar que somente com a autorização familiar a doação irá adiante”, ressalta o médico.

    Da captação ao transplante 

    Depois da autorização familiar, os tecidos passam por uma série de etapas antes de serem disponibilizados para transplante. Durante a captação, uma equipe multiprofissional formada por ortopedistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, biólogos e farmacêuticos se desloca até a unidade de saúde onde está o doador. Cada tecido é então armazenado de acordo com suas características e necessidades de conservação e, posteriormente, encaminhado ao banco de tecidos.

    No Banco de Multitecidos do INTO, os materiais são preparados em ambiente controlado e armazenados em condições específicas até o momento do transplante. Ao longo do processo, são realizadas análises para verificar a qualidade e a segurança dos tecidos, incluindo testes de contaminação, exames sorológicos, avaliações dos meios de preservação e, no caso dos tecidos ósseos e articulares, análises radiológicas e topográficas. Também são realizados exames histopatológicos para avaliar a qualidade dos tecidos.

    A partir da avaliação conjunta dos resultados dos exames e das condições do doador, o responsável técnico médico de cada tecido define se o material poderá ser utilizado em transplantes. Os tecidos aprovados são então destinados de acordo com as solicitações das equipes médicas. No caso dos tecidos oculares, a alocação segue o direcionamento da Central de Transplantes para atendimento à fila de espera estadual.

    Para quem recebe, o tecido doado pode ser utilizado em diferentes tratamentos, de acordo com a necessidade de cada paciente. Nos casos musculoesqueléticos, por exemplo, ossos, tendões, meniscos e cartilagens podem ser empregados na reconstrução de estruturas afetadas por lesões ou outras condições.

    “O tecido gera qualidade de vida para quem precisa. No caso do tecido musculoesquelético, pode ajudar pacientes com limitações articulares e dores a terem uma vida mais ativa, muitas vezes recuperando condições próximas às existentes antes da lesão”, explica o médico.

    O Banco de Multitecidos do INTO tem abrangência nacional e realiza a distribuição gratuita dos tecidos para pacientes que necessitam de transplantes. Dessa forma, os materiais captados e processados pelo Instituto podem ser destinados a diferentes estados brasileiros, de acordo com as necessidades dos pacientes e os critérios estabelecidos para cada tecido.

  • Toriba recebe novo JAECOO 5 em clima de 80’s Night

    Lançamento acontece no Grande ABC e destaca tecnologia, autonomia e entretenimento a bordo

    O Grupo Toriba realiza, em 1º de outubro, a JAECOO 5 80’s Night, evento que marca a chegada do novo JAECOO 5 à concessionária OMODA & JAECOO Toriba ABC, em Santo André. A partir das 18h, o público convidado conhece o novo SUV híbrido da marca em uma noite inspirada na década de 1980, com experiência de karaokê relacionada a uma das funcionalidades do veículo.

    A ação integra o lançamento nacional do JAECOO 5, que acontece simultaneamente em concessionárias OMODA & JAECOO de diferentes regiões do país. Em Santo André, o encontro acontece na unidade localizada na Avenida Dom Pedro II, 1860, no bairro Campestre. A Toriba também promove o lançamento na unidade da Barra Funda, em São Paulo.

    O JAECOO 5, apresentado oficialmente ao público brasileiro durante o Festival Interlagos, em agosto, é equipado com o sistema híbrido SHS-H, que combina motor 1.5 turbo a gasolina e propulsor elétrico, com potência combinada de 224 cv. O modelo tem autonomia combinada próxima de 1.000 quilômetros.

    Entre os recursos de tecnologia está a central multimídia de 13,2 polegadas e a função de karaokê, que permite aos ocupantes utilizar o sistema de entretenimento do veículo para cantar durante as viagens. O recurso também inspira a experiência da 80’s Night.

    ServiçoJAECOO 5 80’s Night – Toriba ABCData: 1º de outubro
    Horário: 18h
    Local: Avenida Dom Pedro II, 1860, Campestre, Santo André

  • 7 mitos e verdades sobre o implante dentário

    Implante dentário dura para sempre? 7 mitos e verdades que você precisa saber

    “Especialista explica o que pode comprometer a durabilidade do tratamento, quais cuidados são necessários e esclarece dúvidas comuns de quem pensa em colocar um implante”

    Quando um dente é perdido, o implante dentário costuma aparecer como uma das principais alternativas para recuperar a função mastigatória e a estética do sorriso. Mas, antes de optar pelo tratamento, é comum surgirem dúvidas: o implante dura para sempre? Precisa de manutenção? Pode ter cárie? Quem tem implante pode comer normalmente?

    A resposta não é um número fechado. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no Journal of Dentistry analisou 18 estudos prospectivos e encontrou uma taxa estimada de sobrevivência de 96,4% dos implantes após 10 anos. 

    A Sorridents, rede de clínicas odontológicas, reforça a importância da avaliação individual antes da indicação do procedimento. O diagnóstico permite analisar as condições de saúde bucal e definir as etapas necessárias para cada paciente, incluindo o acompanhamento após a colocação do implante.

    Apesar de ser desenvolvido para apresentar longa durabilidade, o implante não deve ser encarado como um tratamento que dispensa cuidados. Segundo a Dra. Carla Sarni,CEO da rede, a longevidade está relacionada a uma combinação de fatores, que inclui o planejamento do tratamento, as condições de saúde do paciente e os cuidados realizados ao longo dos anos.

    “Uma das principais ideias que precisamos desconstruir é a de que o implante é uma solução definitiva no sentido de não exigir mais cuidados. Ele é um tratamento de longa duração, mas continua fazendo parte da saúde bucal do paciente e precisa ser acompanhado. Higiene adequada e consultas periódicas são importantes para preservar tanto o implante quanto os tecidos ao redor”, explica Dra. Carla Sarni. 

    A perda de um dente não afeta apenas a aparência do sorriso. Dependendo do caso, também pode interferir na mastigação, na fala e na distribuição das forças durante a mordida. Por isso, a indicação do implante deve partir de uma avaliação individual e considerar as condições de saúde bucal do paciente.

    Para quem perdeu um dente e considera o implante, a avaliação profissional é o primeiro passo para entender se o procedimento é indicado, quais etapas serão necessárias e como deve ser feito o acompanhamento. Mas, antes de tomar uma decisão, também vale separar o que é fato do que é mito quando o assunto é o tratamento. 

    7 mitos e verdades sobre implante dentário

    1. Quem tem implante precisa continuar indo ao dentista.

    VERDADE. Mesmo depois da conclusão do tratamento, o acompanhamento odontológico continua sendo importante para avaliar o implante, a prótese e os tecidos ao redor. A frequência das consultas deve ser definida de acordo com as necessidades de cada paciente.

    1. Fumar pode aumentar os riscos relacionados ao implante.

    VERDADE. O tabagismo está entre os fatores associados a maior risco de doenças ao redor dos implantes e pode comprometer a manutenção do tratamento.

    1. Implante pode ter cárie.

    MITO. Por ser uma estrutura artificial, o implante não desenvolve cárie como um dente natural. Isso não significa, porém, que a região esteja livre de problemas. Os tecidos ao redor podem sofrer inflamações e infecções quando não há cuidados adequados.

    1. A higiene do implante é menos importante do que a dos dentes naturais.

    MITO. A presença de uma estrutura artificial não elimina a necessidade de higiene. Escovação e limpeza adequada entre os dentes e ao redor do implante são importantes para preservar a saúde dos tecidos.

    1. É possível ter problemas com um implante mesmo depois de anos.

    VERDADE. Embora os implantes apresentem altas taxas de sobrevivência em estudos de longo prazo, complicações podem ocorrer mesmo após anos. Dor, sangramento, inflamação, mobilidade ou alterações na prótese devem ser avaliados por um dentista.

    1. Todo mundo que perdeu um dente pode colocar um implante imediatamente.

    MITO. A indicação depende de uma avaliação individual. Condições ósseas, saúde bucal, condições sistêmicas, uso de determinados medicamentos e outros fatores podem interferir no planejamento e, em alguns casos, exigir procedimentos prévios.

    1. Depois de colocar um implante, é possível voltar a comer normalmente.

    VERDADE. Depois da conclusão do tratamento e respeitando o período de recuperação e as orientações do dentista, o paciente pode retomar sua rotina alimentar. Durante as diferentes etapas do procedimento, no entanto, podem existir restrições específicas.

  • Silicone nos seios: mitos e verdades

    A intervenção é uma das mais procuradas pelas mulheres no Brasil, sendo responsável por quase 20% das cirurgias plásticas de beleza

    – Os números representam a vontade de grande parte das mulheres brasileiras: colocar implante de silicone nos seios. Mas, colocando a parte estética de lado, algumas questões ainda deixam as mulheres com dúvidas sobre encarar o procedimento ou não. O Dr. Rogério Fenile, mastologista e ginecologista, especialista em cirurgia de reconstrução mamária, responde as principais perguntas sobre a cirurgia:

    • O implante de silicone dificulta ou impede a amamentação?

    Mito: o implante é realizado abaixo do músculo ou das glândulas responsáveis pela amamentação. Por este motivo, a amamentação pode ocorrer normalmente. As mulheres que pretendem engravidar devem esperar um pouco após a cirurgia, pois recomendo que a amamentação seja feita ao menos três meses depois do implante.

    • Mulheres com implante perdem a sensibilidade?

    Mito: a possível perda da sensibilidade nas aréolas ocorre temporariamente somente se a prótese for maior do que a anatomia da paciente permite.

    • A chance de câncer de mama aumenta com a prótese?

    Mito. o silicone não interfere nas chances de desenvolver câncer.

    • O silicone dificulta o diagnóstico do câncer de mama?

    Mito: mesmo em fases iniciais, o câncer pode ser detectado caso a paciente tenha implantes mamários.

    • A prótese interfere no autoexame?

    Mito: ao contrário, as mulheres com implantes percebem com maior facilidade a presença de nódulos já que a prótese facilita a realização das manobras.

    • A mamografia é mais complexa em pacientes com implantes?

    Mito: a prótese não interfere na mamografia. É sempre importante avisar na hora do exame sobre o implante.

    • Pacientes oncológicos têm complicações no tratamento em função da prótese?

    Mito: as próteses mamárias não atrapalham o tratamento quimioterápico ou radioterápico e os implantes são utilizados para a reconstrução mamária nos casos de cirurgia para remoção do tumor.

    Dr. Rogério Fenile é Mestre e Doutor em Ciências Médicas pela Disciplina de Mastologia do Departamento de Ginecologia da UNIFESP e membro titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. É especialista em cirurgia de reconstrução mamária, com mais de 20 anos de experiência médica. Para saber mais sobre o seu trabalho, acesse www.drrogeriofenile.com.br ou @drrogeriofenile nas redes sociais.

  • Pare de coçar seus olhos! Os riscos são grandes

     

    No mês que vigora campanha de prevenção ao ceratocone, especialista aponta oito tratamentos eficientes

     

    Nesta época do ano, em que a umidade relativa do ar fica baixa, é muito comum ver desde crianças até idosos coçando bastante os olhos. Pode parecer uma atitude inocente, sem desdobramentos. Mas não é bem assim. Se, por um lado, coçar os olhos pode estimular a produção de lágrimas e remover algum agente irritante que está incomodando a visão, por outro lado esfregar os olhos com força pode causar vários prejuízos.

     

    De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, os danos vão de moderado a grave. Um dos problemas que afetam não exatamente os olhos, mas sua aparência, é romper os pequeninos vasos sanguíneos que circundam todo globo ocular, formando bolsas de sangue que em certa medida vão escurecer a pele em toda essa região. Um problema mais grave é que a mão – geralmente em contato com germes e bactérias – pode facilitar a transmissão de conjuntivite, por exemplo. Mas o mais grave mesmo é que, quem coça muito os olhos, tem chances bastante aumentadas de desenvolver ceratocone.

     

    “Estudo comprovam que pessoas que esfregam frequentemente os olhos, empregando alguma força nesses movimentos, são mais suscetíveis a alterações da córnea – que vai afinando e se tornando mais cônica. Ou seja, além de aumentar o astigmatismo (imperfeição no formato da curvatura da córnea), impedindo a luz de entrar homogeneamente e resultando em distorções e borrões na imagem final, essa coceira pode causar ceratocone – com perda acentuada da acuidade visual”, diz Neves.

     

    O médico explica que, primeiramente, é importante detectar que parte da curvatura da córnea está causando problemas de visão. Depois disso poderá recomendar desde o uso de lentes corretivas até cirurgia refrativa a laser. “Com relação ao ceratocone, em sua fase mais simples ele pode ser tratado com o uso de óculos de grau. A forma mais grave, que pode resultar na perda da visão, costuma ter indicação de transplante de córnea. Por isso, essa doença ocular preocupa tanto e exige prevenção e diagnóstico precoce para interromper sua progressão e permitir um tratamento mais bem-sucedido”.

     

    Segundo o especialista, o ceratocone pode ser classificado em cinco etapas: 1) inicial; 2) moderada e estável; 3) moderada em evolução; 4) avançada; e 5) avançada com opacidades (forma mais grave). Neves revela oito opções de tratamento do ceratocone:

     

     

    1. LENTES DE CONTATO. “No início, a doença pode ser tratada com o uso de lentes de contato ou óculos. As lentes mais modernas oferecem melhor resultado. A híbrida tem a parte central mais rígida e a periférica gelatinosa. Já as lentes esclerais dão um resultado ainda melhor. Por terem um diâmetro grande, elas se apoiam na parte branca do olho (esclera), oferecendo mais conforto e segurança”.
    2. LENTES INTRAOCULARES FÁCICAS.“Quando o paciente também tem uma miopia muito forte, ele pode se beneficiar das lentes intraoculares fácicas. Elas são implantadas no interior dos olhos e podem corrigir até 20 graus. Geralmente, essas lentes proporcionam excelente melhora da visão à distância sem necessidade de óculos de grau ou lentes de contato”.
    3. ANÉIS INTRACORNEANOS. “Numa fase intermediária do ceratocone, os anéis intracorneanos são indicados para restaurar a asfericidade da córnea, ou seja, seu aplainamento. Eles podem melhorar a tolerância às lentes de contato e adiar uma cirurgia. A técnica envolve a inserção de dois segmentos de arco de acrílico especial na córnea”.
    4. CROSSLINKING DE COLÁGENO. “O crosslinking é uma técnica que endurece a parte anterior da córnea, estabiliza o ceratocone e, em alguns casos, proporciona melhor visão. Consiste na aplicação de uma vitamina chamada riboflavina (B2) na córnea, estimulando novas ligações entre as moléculas de colágeno – quando exposta à luz ultravioleta a cada cinco minutos durante um total de 30 minutos. Trata-se de uma alternativa segura e que oferece importantes benefícios para os pacientes”.
    5. MÉTODO CAP (Contour Ablation Pattern).“Com esse tratamento personalizado, o cirurgião esculpe a córnea com muita precisão até atingir o resultado ideal, fazendo uso do laser Excimer. Pacientes com visão estável, mais de 30 anos de idade e espessura suficiente da córnea podem se beneficiar muito do método CAP, obtendo resultados bem parecidos com a cirurgia a laser PRK (fazendo uso de óculos). Normalmente, o crosslinking também é associado a essa modalidade”.
    6. TRANSPLANTE DE CÓRNEA. “O transplante de córnea é um recurso a ser considerado nos estágios mais avançados de ceratocone. Os resultados têm apresentado uma taxa de sucesso superior a 97%. O paciente pode realizar uma cirurgia a laser (LASIK ou PRK) logo após o transplante e ficar menos dependente de óculos ou lentes de contato”.
    7. CERATOPLASTIA LAMELAR PROFUNDA (DALK). “Neste caso, o transplante é realizado tomando-se o cuidado de preservar a camada interior da córnea – chamada de endotélio. Essa técnica tem se destacado por reduzir os casos de rejeição. Havendo qualquer embaçamento da visão depois do transplante, o paciente deve procurar seu médico imediatamente. Até porque, em caso de rejeição, o paciente recupera 100% da visão se ela for imediatamente tratada”.
    8. LASER DE FEMTOSSEGUNDO. “Trata-se de um dos maiores avanços na cirurgia de córnea nos últimos 30 anos. O uso do laser de femtossegundo, que utiliza pulsos de luz no lugar das lâminas de corte, é muito mais preciso e seguro, além de garantir rápida recuperação para os pacientes. Essa tecnologia é indicada para pacientes que desejam melhorar a visão com ou sem lentes de contato. Seu uso também já foi aprovado na realização de transplante de córnea (também conhecido como IEK)”.

     

    Durante o mês de junho, em que se intensifica a campanha de prevenção ao ceratocone, Neves recomenda lavar os olhos com soro fisiológico ou ainda fazer uso de lágrimas artificiais para evitar coçar os olhos. “Quando a pessoa mantém os olhos hidratados, ela reduz significativamente as chances de começar a esfregar a região com força. Em casos mais graves, até mesmo de alergias, o oftalmologista poderá indicar o uso de colírios específicos para esse fim, à base de anti-histamínicos ou até mesmo esteroides, em casos mais graves. O que importa é saber que coçar demais os olhos não é normal, tem consequências e deve ser evitado ao máximo para preservar a visão”.

     

    Fonte: Prof. Dr. Renato Augusto Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente  do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, e autor do livro “Seus Olhos” www.eyecare.com.br

  • Sepang reabre suas portas para a Fórmula 1 após nove anos

    Após nove anos de ausência, o Circuito Internacional de Sepang está pronto para sediar mais uma vez um GP do Campeonato Mundial de Fórmula 1. O GP do Bahrein, que não foi realizado em abril, será disputado no circuito da Malásia. Para as equipes e os pilotos, isso representará um grande desafio, já que a última corrida em Sepang ocorreu em 2017, quando tanto os carros quanto os pneus eram significativamente diferentes dos utilizados atualmente.

    Localizado a apenas alguns quilômetros de Kuala Lumpur, o circuito tem 5,543 km de extensão e combina retas longas com uma série de curvas de alta velocidade, concentradas principalmente no setor intermediário. É uma pista que gera níveis médios de energia nos pneus, o que a coloca em uma faixa de severidade comparável a Spa-Francorchamps e Xangai. As temperaturas ambiente e da pista serão um fator importante na gestão dos pneus, tornando a degradação térmica uma das variáveis-chave ao longo do fim de semana.

    Para a volta a Kuala Lumpur, a Pirelli selecionou os compostos C2, C3 e C4, designados, respectivamente, como Duro, Médio e Macio. Essa escolha é um pouco mais agressiva do que o trio de compostos mais duros, que teria representado uma opção mais conservadora dadas as características do circuito. O objetivo é proporcionar às equipes uma gama estratégica mais ampla e criar condições nas quais a diferença de tempo entre as estratégias de uma e duas paradas seja reduzida.

    Sepang apresenta uma superfície relativamente abrasiva, com um nível de rugosidade comparável ao do Bahrein, embora mantenha suas próprias características distintas. Os níveis de aderência provavelmente serão baixos na sexta-feira, mas devem melhorar progressivamente ao longo do fim de semana, à medida que a pista evoluir. Um dos principais desafios enfrentados pelas equipes será o gerenciamento térmico em ambos os eixos.

    O circuito passou por várias mudanças nos últimos anos. Em 2023, o trecho entre as curvas 6 e 12 foi recapeado, com obras adicionais realizadas na área ao redor da curva 9. No entanto, as características gerais da pista, conforme avaliadas pelos engenheiros da Pirelli há algumas semanas, continuam muito semelhantes às registradas em 2017.

    Mais recentemente, a partir do início de setembro, foram realizados trabalhos adicionais de nivelamento da superfície para eliminar irregularidades no asfalto, bem como com operações de limpeza com o objetivo de melhorar as condições da pista antes da etapa do Campeonato Mundial.

    As equipes também terão que lidar com a falta de dados disponíveis. Apesar de ser um circuito histórico, nenhuma equipe tem referências realmente relevantes relacionadas à atual geração de carros de Fórmula 1.

    Como resultado, os treinos de sexta-feira serão mais importantes do que o normal, tanto para os pilotos, que precisarão se familiarizar com um circuito que muitos só conheceram no simulador, quanto para as equipes, que devem identificar o equilíbrio correto do carro e avaliar o comportamento dos pneus.

    Embora não faltem incertezas técnicas, o clima pode acrescentar mais uma camada de complexidade. Tempestades à tarde são uma ocorrência comum na região no início de outubro e podem afetar qualquer sessão durante o fim de semana. Calor intenso, alta umidade e chuvas repentinas sempre estiveram entre as características marcantes do GP da Malásia durante os anos em que foi uma etapa permanente do calendário da Fórmula 1.

    ESTATÍSTICAS

    O próximo evento será o vigésimo GP realizado em Sepang, que fez parte do calendário da Fórmula 1 de 1999 a 2017. O piloto com mais vitórias em Kuala Lumpur é Sebastian Vettel, com quatro vitórias, uma a mais que Michael Schumacher e Fernando Alonso. Schumacher divide o recorde de pole positions no circuito da Malásia com Lewis Hamilton, com ambos os pilotos tendo largado da pole cinco vezes. Entre as equipes, a Scuderia Ferrari detém o recorde, com sete vitórias.

  • Shopping Vila Olímpia reúne atrações de bem-estar

    Shopping Vila Olímpia reúne atrações de bem-estar: de Yoga a workshop de autodefesa feminina 

    Programação da Track&Field reúne atividades voltadas a movimento, autocuidado e qualidade de vida ao longo dos próximos meses 

    A economia global do bem-estar alcançou US$ 6,8 trilhões em 2024, segundo o Global Wellness Economy Monitor 2025, do Global Wellness Institute (GWI), crescimento de 7,9% em relação ao ano anterior. O instituto projeta que o mercado avance a uma taxa anual de 7,6% até 2029, quando deverá se aproximar de US$ 10 trilhões. Entre os fatores que impulsionam esse movimento estão a maior atenção à saúde mental, à prevenção, à conexão social e à qualidade de vida.

    É nesse contexto que experiências ligadas ao bem-estar também vêm ganhando espaço na programação do Shopping Vila Olímpia, com boa procura do público por atividades que combinam movimento, autocuidado, relaxamento e convivência. Em parceria com o empreendimento, a Track&Field promove uma série de atividades, dentre elas, três experiências que exploram diferentes dimensões desse universo. A programação completa e os ingressos para as atividades estão disponíveis no aplicativo TF Sports. 

    No próximo dia 3 de outubro, o espaço recebe o FIGHT – Autodefesa para Mulheres, workshop que reúne Track&Field Experience, Porto Saúde e a personal trainer Thays. A programação, das 8h às 11h30, inclui palestra sobre segurança, aula prática de defesa pessoal, orientações sobre segurança pessoal e digital, além de coffee break, ativações de parceiros e sorteio de brindes. As participantes recebem ainda camiseta exclusiva Track&Field com tecnologia Thermodry e gym bag.

    Já no dia 17 de outubro, o Shopping Vila Olímpia recebe a experiência “Hatha Yoga e Yoga Nidra – do Movimento à Pausa”, conduzida por Lilica Lima, na Varanda do empreendimento. A atividade começa às 8h30 e propõe uma manhã dedicada ao movimento e à desaceleração, combinando uma prática de Hatha Yoga, com exercícios de respiração e consciência corporal, a uma sessão de Yoga Nidra, técnica de relaxamento guiado. A experiência é aberta a pessoas de todos os níveis, inclusive quem nunca praticou yoga. A programação inclui ainda café da manhã, ativações de parceiros, quick massage, sorteios e brindes.

    “O interesse por experiências de bem-estar mostra como as pessoas estão cada vez mais interessadas em incorporar momentos de cuidado, movimento e qualidade de vida à rotina. Para o Shopping Vila Olímpia, receber uma programação tão diversa é uma forma de oferecer ao público novas possibilidades de viver o espaço, com experiências que promovem saúde, convivência e conexão.”, afirma Luciane Starling, superintendente do Shopping Vila Olímpia.

    Serviço – Atividades no Terraço do Shopping Vila Olímpia

    FIGHT – Autodefesa para Mulheres

    3 de outubro, das 8h às 11h30

    Terraço – 3º andar | Shopping Vila Olímpia

    Hatha Yoga e Yoga Nidra – do Movimento à Pausa

    17 de outubro, às 8h30

    Terraço – 3º andar | Shopping Vila Olímpia

    Ingressos e programação completa: aplicativo TF Sports – https://www.tfsports.com.br/app/

    Local: Terraço do Shopping Vila Olímpia

    Endereço: Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo – SP

    Instagram: @shoppingvilaolimpia | TikTok:@shoppingvilaolimpiaof

    #EuNoSVO #DiadasCriancasnoSVO

  • Bênção dos Animais da PUCPR 

    PUCPR celebra Dia de São Francisco de Assis com tradicional Bênção dos Animais

    Evento acontece no dia 2 de outubro, com bênção presencial e no formato drive-thru, além de distribuição de mudas e orientações sobre cuidados com pets

    Inspirada no legado de São Francisco de Assis, protetor dos animais e da natureza, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) realiza, no dia 2 de outubro, a 12ª edição da tradicional Bênção dos Animais. A iniciativa convida a comunidade a celebrar o vínculo de afeto e companheirismo com os animais de estimação e a reconhecer a importância que eles têm na vida das pessoas. 

    Durante a programação, os pets receberão bênçãos especiais dos padres e diáconos da Paróquia Universitária Jesus Mestre. Cães, gatos e outros animais domésticos são bem-vindos. A celebração acontece das 10h às 16h, na Praça Cívica do Câmpus Curitiba. Quem preferir pode receber a bênção no formato drive-thru, no Portão 1, das 12h às 14h.  

    “Será também uma oportunidade para recordarmos como eles são importantes para a nossa vida e para o equilíbrio do planeta. Queremos reforçar o nosso dever de cuidar da natureza e reconhecer os animais como verdadeiros companheiros, que nos oferecem tanto auxílio e afeto e que são, para nós, presentes de Deus”, destaca o padre Marcelo Sales. 

    Professores e estudantes do curso de Medicina Veterinária da PUCPR estarão presentes para oferecer orientações básicas sobre os cuidados com os pets. A programação também contará com a distribuição de mudas de plantas aos participantes, realizada pela Casa de Francisco e Clara. Empresas parceiras do evento também participarão da iniciativa, com a distribuição de brindes ao público. 

    “Além de celebrar a presença dos pets em nossas famílias, queremos contribuir para que os responsáveis tenham acesso a informações que ajudem a promover o bem-estar e a saúde dos animais”, explica a coordenadora do curso de Medicina Veterinária da PUCPR, Celina Duque. 

    Para garantir a segurança e o bem-estar de todos, a organização orienta que os animais estejam com coleira e, quando necessário, focinheira. 

    Serviço: 

    Bênção dos Animais da PUCPR 

    Data: 02 de outubro de 2026, sexta-feira 

    Horário: das 10h às 16h 

    Local: Praça Cívica da PUCPR – Rua Imaculada Conceição, 1155 – Prado Velho, Curitiba/PR  

    Drive-thru: das 12h às 14h – Entrada pelo portão 01 

  • Cine Tutu: primeiro cinema de rua da Vila Madalena, 

     Cine Tutu, primeiro cinema de rua da Vila Madalena, 
    será inaugurado em outubro

    Com 114 lugares, nova sala independente de São Paulo abre em 2 de outubro e reúne cinema, arquitetura e convivência em um mesmo endereço

    Legenda: Cine Tutu, primeiro cinema de rua da Vila Madalena

    Créditos: Fran Parente

    A Vila Madalena ganha, a partir de 2 de outubro, seu primeiro cinema de rua. Localizado na Rua Girassol, 555, o Cine Tutu nasce com uma sala de 114 lugares e a proposta de aproximar o cinema da vida do bairro e da cidade, recuperando algo que se tornou cada vez mais raro em São Paulo: sair à rua para encontrar pessoas e assistir a um filme.

    Idealizado por Paulo Velasco, também à frente da Cinesala e do Barouche, o Cine Tutu ocupa um imóvel originalmente concebido para ser um teatro e que permaneceu por anos sem uso, no contrapiso. Agora, o endereço retoma sua vocação cultural e passa a fazer parte do circuito de salas independentes da cidade, como o primeiro cinema de rua da Vila Madalena.

    O projeto arquitetônico é de Isay Weinfeld e foi pensado a partir do percurso do público pelo cinema. Da calçada à sala de exibição, diferentes ambientes criam espaços para chegar, esperar, conversar, tomar um café ou permanecer depois do filme.

    Logo na entrada fica a nova unidade do Barouche, café-bar que passa a integrar o Cine Tutu. Aberto ao público independentemente das sessões, o espaço terá cafés, sanduíches, saladas e snacks, além de chope, drinks e uma seleção de vinhos. A ideia é que o bar funcione também como um lugar de encontro no bairro — seja para quem vai assistir a um filme ou simplesmente para quem passa pela Rua Girassol.

    Uma arquibancada com almofadas e áreas de estar dão continuidade ao espaço de convivência. Mais adiante, o foyer reúne elementos ligados ao ritual de ir ao cinema: pôsteres de filmes clássicos, bilheteria e totens de autoatendimento.

    Ao final desse percurso está a sala de exibição, com 114 lugares e tela de 8,90 m x 3,72 m. As poltronas recebem uma estampa floral em parceria com a Entreposto, enquanto o projeto acústico e os equipamentos de projeção e som foram definidos para garantir qualidade técnica às sessões. O projetor é de última geração da marca Christie, com resolução 4K e sonorização digital Dolby 7.1.

    A programação reunirá filmes brasileiros e internacionais, lançamentos, cinema de arte, mostras especiais, sessões temáticas e eventos, buscando dialogar com diferentes públicos. Já em seu primeiro mês de funcionamento, o Cine Tutu fará parte do circuito de salas da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

    “O cinema de rua tem uma relação muito particular com a cidade. Você não vai apenas assistir a um filme: sai de casa, atravessa o bairro, encontra pessoas, passa pelo bar, conversa antes ou depois da sessão. Queremos que o Cine Tutu seja um lugar aberto, que faça parte da vida na cidade e que aproxime diferentes públicos do cinema”, afirma Paulo Velasco, idealizador do projeto.

    O Cine Tutu conta ainda com Alfredo Setubal, sócio da Editora Todavia; Marcos Nisti, empreendedor social, sócio-fundador da Maria Farinha Filmes e vice-presidente do Instituto Alana; e Mariana Lucas, pesquisadora e professora de Cinema e Audiovisual na FAAP e especialista em história e teoria do cinema, como investidores e conselheiros da iniciativa.

    O Cine Tutu conta com o patrocínio da IdeaZarvos, Opea e Swile. E tem a Entreposto e o Estúdio Arnold como Fornecedores Oficiais. 

    Mais do que acrescentar uma nova tela ao circuito paulistano, o Cine Tutu recupera a dimensão urbana do cinema: uma porta aberta para a rua, um lugar onde diferentes pessoas podem se encontrar e onde assistir a um filme continua sendo uma experiência coletiva. Para a Vila Madalena, representa também a chegada de seu primeiro cinema de rua, ampliando a oferta cultural do bairro e criando um novo ponto de encontro em torno do cinema.
     

    SERVIÇO

    Cine Tutu
    Rua Girassol, 555 — Vila Madalena, São Paulo
    Inauguração: 2 de outubro de 2026
    Sala: 114 lugares