Autor: agitosp

  • Nunca faça isso ao chegar numa mulher

    Muitos homens têm dificuldade em chegar numa mulher pela qual se interessam, seja num bar ou numa festa, principalmente os que são tímidos e inseguros. O que fazer se você é um deles? Se você começar evitando agir dentro de um destes 5 perfis abaixo, que as mulheres odeiam, já estará dando um grande passo.

    PERFIL #1: O CARA DO XAVECO PRONTO
    O cara chega na garota e diz: “Seu pai é borracheiro? Porque você é uma graxinha.” Ou então: “Você tá esperando o ônibus? Porque, linda, você está no ponto.” Pronto, ele rapidamente matou todas as chances de terminar a noite acompanhado. Frases feitas não dão certo porque elas são exatamente isso: feitas. Você sabe que é algo que homens dizem para mulheres o tempo todo — e vão falar para mais 30 até conseguir o que quer.
     

    PERFIL #2: O CARA INSEGURO
    Ele fica encarando a garota, praticamente sem piscar. E quando ela olha de volta, ele desvia o olhar com medo. Assim fica difícil de rolar qualquer coisa, né? Em vez disso, tente ser natural e comece uma conversa sem muita preocupação ou pretensão. Se você estiver prestando atenção nela, vai reparar em algo que pode começar uma conversa. Se ela trocar olhares com você e der sinais de abertura, tipo um sorrisinho ou mexer no cabelo, não hesite.
     

    PERFIL #3: O CARA QUE ELOGIA DEMAIS
    “Meu, você é muito bonita”, diz o sujeito. “Sério, tipo, linda demais!” Se for elogiar, tente falar de algo que você realmente gostou nela. Não seja clichê. Além de não parecer sincero, ela provavelmente já deve estar cansada de ouvir isso. Agindo naturalmente, de forma leve e espontânea, deixando a conversa fluir, as suas chances de se dar bem com ela são muito maiores.
     

    PERFIL #4: O CARA QUE CRITICA OS OUTROS
    Sem assunto para conversar, ele vira para a garota e diz: “ Caramba, olha aquela menina que esquisita…” E dá risada sozinho. Isso é a prova de que você é inseguro e procura defeito nos outros para se elevar. O melhor jeito é arrumar uma forma de fazer piada de você mesmo. Se você vir alguém na pista dançando mal, pode reclamar dizendo pra ela que ele roubou os seus passos. A auto-ironia é um sinal de confiança.
     

    PERFIL #5: O CARA DO COMENTÁRIO SEXUAL
    Não precisamos nem falar do perfil agressivo, o pior de todos. Tipo aquele cara que diz um comentário sexual enquanto agarra a garota: “Com um pandeiro desses, é pagode o mês inteiro!” Esse tipo de atitude beira o assédio e às vezes chega a ser. O respeito vem antes de tudo. Nunca se esqueça disso.

    Fonte: Bella da Semana

  • O que você precisa saber sobre o congelamento de óvulos?

    Especialista em reprodução humana responde 5 dúvidas sobre o procedimento

    Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) o número de mulheres inférteis em todo o mundo cresce a cada ano. A organização aponta que são cerca de 80 milhões de casos, sendo 8 milhões apenas no Brasil.

    Em último levantamento da REDLARA (Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida), o Brasil lidera o ranking latino-americano dos países que mais realizam tratamento de fertilização in vitro e transferência de embriões.

    Apesar de não existir uma idade limite para passar pelo procedimento, as mulheres precisam estar cientes de que a partir dos 40 anos as chances de sucesso diminuem. Segundo o doutor Fernando Prado, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana da Clínica Neo Vita, o envelhecimento reduz a quantidade de óvulos produzidos. “Por isso a recomendação da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana é que o congelamento seja feito até os 35 anos. A partir dessa idade existe uma diminuição considerável da qualidade de óvulos que pode comprometer o resultado final”, alerta.

    O especialista responde as principais dúvidas sobre o procedimento:

    1. Quando o congelamento de óvulos é indicado?

    Muitas mulheres acabam recorrendo ao procedimento por não ter previsão de quando terá o desejo de engravidar, mas desejam conservar a fertilidade. Com a chegada do coronavírus, muitas mulheres tiveram que adiar os planos de gestação e viram no tratamento uma alternativa para ser retomada num futuro.

    Além disso, o congelamento de óvulos também é indicado para mulheres que passarão por tratamento oncológico e mulheres com histórico de menopausa precoce na família.

    1. Como o congelamento é feito?

    Primeiramente a mulher passa por exames que avaliam sua condição de saúde e se há alguma doença que possa interferir no tratamento. Após isso, a técnica consiste em estimular o ovário feminino por meio de medicamentos para ele produzir óvulos extras e serem extraídos com o manuseio de uma agulha específica guiada por ultrassonografia com a paciente sedada. Os óvulos retirados são tratados para serem congelados por tempo indeterminado

    1. Existe uma quantidade ideal de óvulos que devam ser congelados?

    O número ideal de reserva suficiente geralmente é de 10 a 15 óvulos. Mesmo assim, para conseguir chegar ao sucesso do tratamento cada caso é avaliado pontualmente.

    1. Como é feita a fertilização?

    Os óvulos são fecundados com o espermatozoide do parceiro ou em casos de produção independente ou homoafetivo feminino é feito com espermatozoides do banco de sêmen. O procedimento, feito em laboratório, transfere os embriões para o útero. Em casos de embriões excedentes, há a possibilidade de congelamento.

    1. Quais são as chances do sucesso na gravidez com os óvulos congelados?

    Tudo depende da idade da mulher e da qualidade dos óvulos que foram congelados. Quanto mais cedo, até os 35 anos, maior a taxa de sucesso.

    “Para a melhor segurança da paciente é fundamental procurar um especialista de confiança e uma clínica que siga todos os padrões da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana”, finaliza Prado.

  • Rinite, sinusite e rinossinusite: entenda as doenças comuns no outono e no inverno

    As chamadas “ites” se manifestam com mais frequência nas estações mais secas e frias do ano

    Mesmo com todos os holofotes apontados para a pandemia do novo Coronavírus que atingiu o mundo todo, o outono e, na sequência, o inverno, nos alertam também para cuidados com as doenças respiratórias sazonais. Por conta das temperaturas mais baixas, queda no índice de umidade do ar e maior concentração de poluentes, a proliferação de doenças respiratórias é muito maior. Conhecidas como “ites”, a rinite, a sinusite e a rinossinusite são comuns nessas épocas do ano. 

    A rinite é um tipo de inflamação e/ou hipereação da mucosa de revestimento nasal, podendo se manifestar de forma alérgica, que é a mais comum, ou até mesmo de forma infecciosa. O problema é caracterizado por obstrução nasal, rinorreia (presença de secreção e corrimento nasal), espirros, prurido nasal e hiposmia (diminuição do olfato).

    “Em casos alérgicos, recomenda-se deixar os cômodos da casa e a roupa de cama bem limpos para evitar acúmulo de poeira, e deixar entrar sol o máximo possível nos cômodos da casa. Já para as rinites infecciosas, causadas por vírus e, menos frequentemente, por bactérias, é importante lavar bem as mãos, principalmente quando estiver em lugares muito fechados e cheios de pessoas. O uso do álcool em gel também pode ajudar”, explica a Dra. Cristiane Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

    Outra “ite” bastante comum é a sinusite, que pode ser aguda ou crônica. Para definir qual o tipo da enfermidade, um período de 12 semanas é essencial para a avaliação, uma vez que, caso o prazo de cura se estenda após o tratamento, já pode ser considerada como crônica. “Além disso, existe um subtipo da doença chamado de Polipose Nasossinusal, onde a mucosa nasal e dos seios da face têm predisposição para formar pólipos, que obstruem os orifícios e favorecem o acúmulo de secreções e infecções bacterianas”, destaca a médica.

    E, por fim, há a rinossinusite, que é todo o processo inflamatório da mucosa da cavidade nasal e dos seios paranasais. Esse tipo de quadro representa uma reação a algum tipo de agente físico, químico ou biológico, além de ser possivelmente causado também por mecanismos alérgicos. Utilizado unanimemente pelos especialistas, o termo serve para diferenciar uma rinite normal e outra que acaba se estendendo pelos seios da face, característica principal da rinossinusite.

    “Mesmo que as doenças apresentem algumas características bastante semelhantes, os detalhes de cada uma delas são distintos e podem ocasionar diferentes manifestações, indo de dores no rosto até muita tosse e obstrução nasal”, completa a especialista do Hospital Paulista.

    Caso a pessoa perceba alguns dos sintomas citados, o primeiro passo é procurar um especialista otorrinolaringologista, alergista ou imunologista.

    Para evitar as doenças, hábitos simples podem ser adotados e possuem uma ótima eficácia, como sempre manter a higiene das mãos e evitar o contato delas com os olhos, nariz e boca. Outros bons aliados são o soro fisiológico nasal para limpar diariamente o nariz e beber muita água, favorecendo ainda mais o combate desses problemas.

    Outra dica é evitar lugares fechados ou com muitas pessoas, principalmente para aqueles que necessitam realizar atividades fora de casa, ainda mais em um período de isolamento social.

    Diferenças em relação ao coronavírus

    Algumas das “ites”, como a rinite e sinusite, possuem sintomas muito parecidos e, por conta disso, é importante que sejam analisados por um especialista o mais rápido possível, para obter tratamento adequado, especialmente se apresentar febre alta e falta ou ausência de olfato. Como a COVID-19 também é uma doença respiratória, procurar um médico é imprescindível para um diagnóstico preciso, caso a pessoa sinta qualquer dificuldade para respirar.

    Os portadores de rinite, por exemplo, não estão dentro do grupo de risco frente ao novo Coronavírus. “Entretanto, o risco aumenta se o problema não estiver controlado”, finaliza a médica.

  • Atenção ao uso seguro da água sanitária para a higienização

    Além do álcool em gel, a água sanitária para a limpeza doméstica tem sido muito utilizada no combate ao coronavírus. Com a eficácia já comprovada, é um excelente germicida para desinfectar superfícies, como azulejos, maçanetas, pisos, cadeiras, embalagens, solas de sapatos e até mesmo frutas e verduras.

    No entanto, a preocupação dos especialistas é com o uso incorreto da água sanitária, principalmente neste momento de pandemia. Existem recomendações importantes para o uso, como a diluição em água, atenção às superfícies onde é usada e não misturar com determinados produtos e até mesmo com receitas caseiras.

    Juraci Silva, engenheiro químico e Especialista de Aplicação do negócio de Home Care da BASF, explica como usar corretamente a água sanitária e garantir a higienização dos objetos e superfícies. “As superfícies a serem desinfetadas devem estar isentas de poeira ou outras sujidades como gordura e substâncias impregnadas, sendo recomendado, primeiro, fazer a limpeza com água e sabão neutro na superfície que se deseja desinfectar. Depois desse processo, fazer a diluição da água sanitária em água pura de acordo com o recomendado na embalagem”.

    A água pura é o único líquido do qual se deve fazer a mistura. Caso contrário, o uso com outros produtos pode prejudicar não só a superfície, como a saúde de quem manuseia. Algumas misturas são potencialmente perigosas:

    – Vinagre e água sanitária: pode liberar cloro gasoso (CL2), um gás tóxico que pode causar problemas à pessoa que o inala.

    – Desinfetantes com base de amoníaco e água sanitária: se transforma em tricloramina, resultando em sérias queimaduras na pele, com a possibilidade de asfixia se estiver em ambiente fechado.

    – Álcool e água sanitária: forma o clorofórmio, uma substância prejudicial aos pulmões, rins, fígados, pele, olhos, sistema nervoso, além de causar enjoo.

    Fazer a diluição da água sanitária em água pura, garante a eficiência do produto e  eficácia na higienização. A substância concentrada é bastante agressiva e pode danificar as superfícies a serem limpas.

    O nível de diluição da água sanitária em água pura depende da superfície que se pretende desinfectar. O especialista esclarece que em pisos e azulejos é indicado usar a solução na concentração de 0,1% (50 ml de água sanitária a cada 1 litro de água pura), assim como para a higienização das solas de calçados. Nas outras superfícies da casa, diluir em 0,05% (25 ml de água sanitária para cada 1 litro de água pura). Já em verduras e legumes se usa 1 colher de sopa para cada 1 litro de água. “Sempre muita atenção para os respingos nesta preparação, pois podem causar queimaduras na pele e nos olhos. Neste caso, use luvas de borracha e óculos”, recomenda o especialista.

    Juraci ainda lembra sobre os cuidados que se deve ter na utilização desse produto em determinadas superfícies e objetos, principalmente com os aparelhos eletrônicos. “A água sanitária pode causar danos irreversíveis em celulares e outros materiais, como corrosão e branqueamento. Nesse caso, a melhor opção para a higienização é o uso do álcool 70% em pequena quantidade com o uso de um pano para fazer a limpeza”.

    Esses cuidados também se estendem para as roupas. Antes de usar qualquer produto, é importante verificar as recomendações indicadas na etiqueta de cada peça. Em tecidos de lã, seda, lycra e couro não se deve fazer a lavagem com adição de água sanitária e em outro tecido, dependendo da diluição, pode causar manchas em roupas coloridas.

    Por último, ele comenta também sobre o uso do produto para higienização das mãos. “Não é recomendado desinfectar as mãos com água sanitária ela é bastante agressiva para a pele. No entanto, a recomendação é fazer a lavagem com água e sabão neutro ou álcool em gel 70%”, finaliza Juraci.

  • Estresse – entenda como ele afeta negativamente a saúde física, mental e emocional

    Com a rotina corrida e cheia de tarefas é comum que pessoas estejam estressadas. Diante da pandemia vivenciada atualmente, é preciso buscar meios alternativos para lidar com as situações frustrantes e mudanças na rotina. Por isso, além dos cuidados “tradicionais”, é preciso atenção quanto ao excesso de notícias falsas ou negativas, a sobrecarga de informações, que também pode ser prejudicial e aumentar os desequilíbrios emocionais.

    O que causa estresse?

    O estresse é uma espécie de resposta do corpo frente aos nossos sentimentos e emoções . Para entender as causas é necessário conhecer os mecanismos estressores internos e externos, os quais estão relacionados à personalidade como:  perfeccionismo, auto cobrança exacerbada, pressa, ou mudanças provocadas pelo ambiente, como o trânsito caótico, doença na família, morte de entes queridos e pressão no trabalho, por exemplo.

    Quais os sintomas?

    Os sintomas vão desde a alteração do sono, tensão muscular, formigamento e sensação de desgaste, até hipertensão, perda de interesse, problemas de atenção e depressão.

    Como amenizar?

    O estresse está presente em diversas situações enfrentadas durante o dia. Porém, existem alguns hábitos capazes de amenizá-lo, tais como uma boa noite de sono; os cuidados com a saúde, uma  alimentação saudável, a prática de exercícios regulamente e trazer para o dia a dia momentos relaxantes.

    Além disso, é preciso controlar os mecanismos estressores e mudar a forma de enfrentá-los, entendendo nossos limites e estabelecendo prioridades.

    Caso sinta dificuldade em lidar sozinho com o estresse, peça ajuda profissional. É importante identificar os avisos do nosso corpo e cuidar da nossa saúde mental de forma efetiva.

  • Crimes contra animais aumentam na quarentena e exigem atenção redobrada

    Ocorrências podem ser sinalizadoras também de violência doméstica. “Teoria do elo” aponta para um padrão do perfil de agressores nos núcleos familiares

    Com o isolamento social necessário para reduzir os casos de Covid-19, há maior convivência entre os familiares nas residências e destes com seus animais. E durante este período, infelizmente, dados têm demonstrado o aumento do número de casos de violência doméstica e de maus-tratos contra cães, gatos e outras espécies de estimação. Não é apenas na alta das estatísticas que esses crimes têm pontos em comum. Autores de crueldades contra animais são potenciais agressores/abusadores de pessoas. É o que explica a chamada “Teoria do Elo”.

    O termo Teoria do Link – também conhecida como Teoria do Elo – surgiu há quase 50 anos, após estudos baseados em casos reais, nos Estados Unidos, levarem ao entendimento de que autores de crueldades contra animais são potenciais agressores/abusadores de pessoas, em especial de populações consideradas vulneráveis.

    Um levantamento feito pelo autor do livro “Maus-tratos aos Animais e Violência Contra Pessoas”, Marcelo Robis Francisco Nassaro, mostra que, dentre as mais de 600 pessoas autuadas por maus-tratos a animais pela Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, em 2013 e 2014, 34% possuíam registros por outros crimes, sendo que os mais violentos – de lesão corporal, homicídio e estupro – representam 20% do total registrado.

    O novo cenário desenhado pela quarentena tem sido motivo de alerta para o aumento da violência doméstica – aquela praticada no núcleo familiar contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes e pessoas com deficiência – , cujos números assustam. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, entre 1º/03 e 18/05, houve crescimento nas denúncias de violência a grupos vulneráveis. O registro foi de 12,1 mil casos no País só neste período, sendo São Paulo o Estado com maior concentração (3,4 mil).

    O recorte de violência doméstica sofrida por mulheres no Estado é ainda mais grave. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) mostram que 20 casos resultaram em feminicídio em março deste ano, uma alta de 53% se compararmos com os 13 registrados no mesmo mês do ano passado.

    No que diz respeito a ocorrências de crimes contra cães, gatos e outras espécies de estimação, o aumento foi superior a 10%. Na Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa) da SSP-SP, o número de denúncias passou de 4.108 no início de 2019 para 4.524 no mesmo período deste ano. Um dos fatores que podem ter contribuído para este acréscimo é o maior tempo de permanência das pessoas em ambiente doméstico e este contexto requer atenção redobrada, seja entre os médicos-veterinários, que podem vir a receber casos em suas clínicas, consultórios e hospitais, seja pela população em suas vizinhanças. Flagrantes e casos suspeitos devem ser notificados à polícia para a proteção dos animais e de famílias envolvidas.

    Perfil comum dos agressores é investigado

    A médica-veterinária Tália Missen Tremori, que integra a Comissão Técnica de Medicina Veterinária Legal (CTMVL) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), tem experiência no assunto em sua atuação profissional e acadêmica. Em um de seus trabalhos como orientadora de pesquisa, foram selecionados boletins de ocorrência registrados na Delegacia da Mulher do município de Botucatu. A partir dos documentos, de entrevistadas concedidas pelas vítimas e de exames nos animais destas mulheres, algumas das conclusões deste pequeno recorte regional já foram alarmantes: “Um terço das vítimas confirmou que seus pets sofreram algum tipo de agressão”.

    No sentido de auxiliar na elucidação de crimes contra animais, identificar seus autores e, assim, também chegar a possíveis vítimas humanas do criminoso, o recém-inaugurado Ambulatório de Corpo de Delito e Medicina Veterinária Legal do Hospital Veterinário da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, atende casos de animais vivos encaminhados pela polícia civil da região. “Já recebemos seis cães com lesões graves, a maior parte de autoria desconhecida. Entendemos que o trabalho – desempenhado por profissionais, pesquisadores e estagiários –, pode ajudar na solução de casos em que famílias precisam ser salvas”, comenta a médica-veterinária Noeme Souza Rocha, responsável pela implantação do ambulatório, também integrante da CTMVL/CRMV-SP.

    É preciso estar sensível aos pequenos sinais

    Entretanto, não são apenas os equipamentos policiais e os relacionados à Medicina Veterinária Legal que entram em contato com pets vítimas de maus-tratos e outros crimes. Os cidadãos podem identificar situações na rua onde moram, na casa ao lado ou a partir do relato de amigos ou familiares.

    Quando há socorro, as clínicas, consultórios e hospitais médico-veterinários são locais com maior chance de receberem animais vítimas de crimes. “Já fiz atendimentos clínicos em que a tutora relatou que seu parceiro foi o autor da agressão contra o animal. Frequentemente, esse cônjuge pratica essa violência como forma de ameaça e agressão psicológica à mulher, o que já configura um contexto de violência doméstica”, comenta Tália.

    Por isso, é crucial, principalmente em um momento de isolamento social, que os profissionais e a população estejam atentos a sinais – alguns bem claros, outros bastante discretos – que evidenciem contextos de violência doméstica.

    “O comportamento das pessoas e a forma como relatam o ocorrido deixam pistas. Além disso, em caso da presença do agressor, a reação dos animais também pode apresentar indícios”, comenta a médica-veterinária Cristiane Pizzuto, presidente da Comissão Técnica de Bem-Estar Animal (CTBEA) do CRMV-SP. Aos médicos-veterinários em atendimento de casos, ela orienta a elaboração de um relatório técnico e a notificação à polícia, podendo contar com o apoio das informações disponíveis no Guia Prático Para Avaliação Inicial de Maus-tratos a cães e gatos do CRMV-SP. (disponível em https://www.crmvsp.gov.br/arquivo_legislacao/GUIA_PRATICO_PARA_AVALIACAO_INICIAL_DE_MAUS_TRATOS_A_CAES_E_GATOS.pdf)

    Tália enfatiza que levar os casos às autoridades é também um dever dos profissionais, previsto no Código de Ética do Médico-veterinário. “A atitude é uma responsabilidade, sendo que o principal resultado pode ser a interrupção de ciclos de violência, impedindo desdobramentos mais graves.”

    Como denunciar

    Em caso de crimes contra animais, está disponível a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa), no http://www.ssp.sp.gov.br/depa

    Para denúncias de casos de violência doméstica, é possível registrar ocorrências por meio da Delegacia Eletrônica, https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/pages/comunicar-ocorrencia/violencia-domestica/triagem-de-vitima, e, também, pelo Ligue 180.

    Para ambos os casos, todas as delegacias de polícia físicas também podem ser procuradas. Em situações de flagrante, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

  • Pets também podem ter glaucoma e catarata

    No dia Nacional de Prevenção e combate a essas doenças (26/05), profissionais das comissões técnicas do CRMV-SP alertam sobre as principais causas de cegueira em animais

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o glaucoma é a segunda causa mais comum de cegueira no mundo. Uma estimativa aponta que neste ano mais de 11 milhões de pessoas podem ficar cegas. Em 26 de maio é lembrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate ao Glaucoma e à Catarata para conscientizar as pessoas dos cuidados que devem ter com os olhos e sobre como agir em caso de identificação de alguma doença oftalmológica. E o alerta estende-se também aos tutores com relação à saúde dos pets, já que essas enfermidades ocorrem com a mesma gravidade em animais de estimação.

    Para o médico-veterinário Eduardo Pacheco, membro da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), todos os animais podem ter doenças oculares. As de origem genética são mais frequentes naqueles cuja criação não é controlada, como nos cães de raça pura de criadores irregulares, mais uma importância do cuidado necessário ao se escolher um canil ou gatil.

    Shih-tzu, Pug, Lhasa Apso, Boxer, Bulldog e Boston Terrier são algumas das raças caninas que fazem parte do grupo com os maiores riscos de ter problemas oculares. Já em felinos, raças como persa ou exótico destacam uma propensão maior a ter tais complicações ao longo da vida, incluindo catarata, glaucoma, conjuntivite, úlcera de córnea, ceratoconjuntivite seca e doença das pálpebras. “Vale também lembrar que todos os animais, inclusive os sem raça definida (SRDs) podem desenvolver alguma lesão oftalmológica, por isso a importância de estar sempre atento”, indica Pacheco.

    E como identificar esses problemas nos pets? Pacheco explica que para saber se há alguma alteração oftalmológica deve-se observar as seguintes situações: aparecimento de secreções, desconforto nos olhos, alteração na coloração dos olhos, mudança no comportamento do animal, que passa a raspar a face nos objetos ou coçar com a própria pata, por exemplo. “Há alterações que não são visíveis para o tutor, por isso, é sempre indicado ir a uma consulta com médico-veterinário oftalmologista pelo menos uma vez ao ano”, orienta.

    O médico-veterinário Marcio Motta, da Comissão de Entidades Regionais Veterinárias do CRMV-SP, enfatiza a importância dos tutores estarem atentos ao comportamento dos pets. “Normalmente os animais apresentam pequenas alterações no comportamento que para o tutor atento podem chamar a atenção, como piscadas e/ou lacrimejamento excessivo, dificuldade em abrir os olhos, pupilas alteradas, presença de secreção excessiva, que pode ser líquida, com pus ou esbranquiçadas, e episódios de cegueira que podem ser prolongados ou momentâneos”, detalha.

    Além disso, continua Motta, podem ocorrer incômodos em ambientes com muita claridade. “Podem ocorrer algumas alterações nos pets como apatia, falta de apetite, começar a esbarrar em coisas, como cadeiras, sofás, e também a apresentação de certa irritabilidade”, completa.

    Tratamentos e prevenção

    De acordo com Pacheco, os tratamento podem variar de colírios e medicamentos via oral até uma cirurgia, dependendo do caso. “O controle ou extinção da doença vai depender muito do tipo de enfermidade, da precocidade do diagnóstico, da introdução do tratamento mais adequado o mais rapidamente possível e da adesão do tutor ao processo – se ele não fizer conforme orientado, não funcionará”, alerta Pacheco.

    Já Marcio Motta ressalta que um diagnóstico preciso é de suma importância para seguir o tratamento, pois um problema oftalmológico pode não ter a causa base diretamente nos olhos, mas ser proveniente de uma doença infecciosa, de uma doença autoimune, dentre outras.

    “Os tratamentos oftalmológicos hoje em dia são muito efetivos, costumam ter um excelente prognóstico. Claro que em certos casos não é possível uma recuperação. Mas, por exemplo, é possível recuperar um animal de catarata com uma cirurgia. No geral o problema é corrigido, salvo em casos mais graves ou de trauma muito extenso”, comemora.

    Para diminuir a incidência das doenças geneticamente transmissíveis, os animais com essas enfermidades devem ser retirados da reprodução pelos criadores.

    Como outras formas de prevenção, é indicado manter uma limpeza diária da região periocular e manter sempre uma tosa higiênica da região. E o mais importante, visitas regulares ao médico-veterinário, que ao menor sinal de alteração pedirá exames ou encaminhará a um especialista para seguir com diagnóstico e tratamento.

  • 10 dicas para receber um novo pet em casa

    Veterinária orienta sobre cuidados que os tutores devem ter em mente ao receber um cão ou gato em casa

    Que os animais alegram o ambiente, não há dúvidas, especialmente os filhotes. Fase de muitas descobertas e desejo de reconhecer todos os ambientes do novo lar, o tutor deve preparar a casa para sua chegada.

    A Médica-Veterinária Marina Snitcofsky, embaixadora da Mars Petcare e Especialista em Medicina Comportamental, explica que gatos e cães são curiosos por natureza e se alguns cuidados não forem tomados, o resultado são consequências perigosas para a vida do pet. Confira 10 dicas que podem ajudar na adaptação ao novo lar:

    1)       Nos primeiros dias do pet em casa, se não possuir tela ou grade, mantenha portas e janelas fechadas e caso tenha varanda, limite o acesso do pet somente sob supervisão e com elementos de controle (coleira ou peitoral e guia). Quem possui jardim ou área externa em casa deve verificar muros e portões para garantir que sejam resistentes e altos o suficiente, impedindo que o animal escape.

    2)      Especialmente no período de adaptação, é preciso impor limites para que o pet saiba o que pode e o que não pode fazer, além de ensinar as “regras” de coexistência (local para fazer as necessidades, para alimentação e para descanso, momento para brincar, passeios, etc). Os primeiros meses de convivência são cruciais para definir o comportamento do animal.

    3)      Cuide para que o pet possa explorar sem prejudicar a si mesmo ou aos outros. Isso significa esconder quaisquer substâncias potencialmente tóxicas, como medicamentos, vitaminas, plantas venenosas, fios elétricos e certos alimentos, como chocolate, que podem fazer muito mal aos animais. 

    4)     Objetos do tutor, como sapatos e roupas velhas, não devem ser oferecidos como brinquedos.

    5)      Para quem já possui outros animais em casa, procure apresentar o novo membro da família gradualmente, sob supervisão, até que todos estejam familiarizados e se tiver dúvidas, consulte um veterinário especialista em comportamento. Forneça locais para dormir e se alimentar separados. As refeições, em particular, podem levar a conflitos em um primeiro momento. No caso dos gatos especificamente, as caixas de areia e os locais para dormir (áreas de isolamento ou refúgio), devem ser únicas para cada animal.

    6)     Para quem têm crianças pequenas em casa, é importante ajudá-los a entender que o novo animal de estimação não é um brinquedo, mas sim um ser vivo e que nunca deve ser abordado abruptamente, nem quando estiver dormindo ou descansando. Todas as interações entre as crianças e os pets devem ser feitas sob supervisão de um adulto.

    7)      Nem todos os cães e gatos gostam ou toleram abraços e podem reagir de forma agressiva se foram forçados a receber esses contatos. Quando o pet estiver mais confiante, o tutor pode permitir que novas pessoas possam acariciá-lo, mas sempre sob supervisão.

    8)     Também é aconselhável expor o animal a pessoas de todas as idades, a uma ampla gama de sons (telefones, TVs, carros, chuva, trovões) e lugares diferentes (interior, exterior, rua).  

    9)     Uma dica bacana é apresentar o animal de estimação a outros gatos e cães enquanto eles ainda são jovens, quando a vacinação inicial já foi concluída, promovendo sua socialização.

    10) Busque a orientação do Médico-Veterinário para saber qual a alimentação adequada para a fase de vida e necessidades do pet. Vale lembrar que ela deve atender às exigências nutricionais de sua idade, porte, estilo de vida e condição de saúde.

  • Ilhas das Bahamas, destino com milhares de opções para as próximas férias

    São mais de 700 ilhas e duas mil ilhotas para todos os gostos

    As Ilhas das Bahamas são lembradas por suas praias de areia branca (às vezes rosa) e águas cristalinas, um verdadeiro refúgio paradisíaco. O país é um arquipélago com mais de 700 ilhas e duas mil ilhotas a apenas 88 quilômetros ao sudeste da costa da Flórida. Os visitantes encontrarão paisagens praticamente intocadas e uma cultura rica e vibrante. 

    Só em 2019, as Ilhas receberam mais de 66,6 milhões de turistas, o maior recorde de chegadas. Atualmente é possível explorar as praias por meio de um tour virtual disponibilizado no link http://bit.ly/2UOi1oH. Além de pesca, mergulho, passeios de barco e milhares de quilômetros das águas, também contam com praias espetaculares para famílias, casais e aventureiros. 

    Abaixo, destacamos as ilhas mais preferidas dos visitantes para te ajudar a escolher seu próximo destino de férias! 

    Nassau, capital das Bahamas, é um movimentado centro metropolitano cheio de cultura e comodidades modernas. Ao norte fica a Paradise Island. A ilha possui resorts, hotéis, restaurantes, lojas, vida noturna, um campo de golfe, um aquário e um cassino. 

    Com água azul safira em todos os lugares, The Exumas é o destino dos sonhos. Praias sem pegadas, resorts ultra-exclusivos e ilhas próprias para celebridades fazem deste paraíso tropical uma joia absoluta. 

    Desde intermináveis campos de abacaxi a praias de areia branca e rosa, Eleuthera e Harbour Island definem as Bahamas. Grande parte da arquitetura e do modo de vida foi influenciada por britânicos que se estabeleceram na década de 1700. 

    Localizada a apenas 80 km da costa da Flórida, Bimini é a ilha das Bahamas mais próxima dos Estados Unidos. Com quilômetros de praias cristalinas, visitantes de todo o mundo desfrutam de sua complexidade histórica e passado renomado. 

    Em Andros, você encontrará a terceira maior barreira de corais do mundo, fascinantes buracos azuis que abrigam numerosas espécies de flora e fauna. Parada obrigatória para eco turistas, observadores de pássaros, mergulhadores ou pescadores. 

    Freeport oferece Além de hotéis e resorts, conta com atrações, locais de mergulhos e restaurantes, como a “Tony Macaroni’s Conch Experience e The Stoned Crab. 

    Há muito o que descobrir nas Bahamas, mais informações em www.bahamas.com. 

  • Cuidados com a pele garantem o bem-estar e a longevidade de cães e gatos

    Ter uma boa alimentação, manter a higiene e o hábito de escovação são cuidados que interferem na pele e pelagem e, consequentemente, na saúde dos animais.

    Ter um pet sempre limpinho e cheiroso é uma delícia, mas a importância disso vai muito além do que apenas a questão estética. A pele e a pelagem dos animais são um importante indicativo de saúde, do bom funcionamento do organismo e desempenham um papel significativo deproteção. 

    Segundo o médico veterinário Flavio Silva, supervisor de capacitação técnico-científica da PremieRpet®, enquanto a pele forma uma barreira entre o animal e o meio ambiente para bloquear perigos físicos, químicos e microbiológicos, a pelagem ajuda na proteção da pele em si, que é o órgão mais extenso e visível do corpo. Por exercerem um papel tão importante no organismo, é essencial que essa dupla poderosa (pele + pelagem) seja bem cuidada. 

    “Esses cuidados contribuem para o bem-estar e a longevidade e têm ligação direta com a saúde do animal. Muitos tutores acham que são coisas separadas e é aí que mora o problema”, diz Silva.

    Pensando nisso, e com o objetivo de ajudar os tutores no cuidado com os amigos de quatro patas, a PremieRpet® indica três pontos que precisam ser levados em consideração no cuidado com a pele e pelagem dos animais, a começar pela boa alimentação.  

    Nutrição adequada

    A alimentação interfere diretamente no desenvolvimento e na qualidade da pele e pelagem dos pets. Por isso, a recomendação dos especialistas é sempre ofertar uma nutrição balanceada e de alta qualidade a eles, em todas as fases da vida. Baixas concentrações de zinco, biotina e ácidos graxos essenciais (ômegas 3 e 6) no organismo animal podem causar descamações e quebras na barreira de proteção da pele (deixando-a exposta a bactérias que causam infecções), além de deixar o pelo opaco e quebradiço.

    Importante: Caso o pet possua alergia alimentar, que é uma condição genética que pode ser agravada pela alimentação inadequada e impactar diretamente na pele, é recomendado consultar um médico veterinário para oferecer uma dieta equilibrada e seguir um tratamento orientado.

    Banhos

    Cuidar da higiene é sempre importante, mas é preciso atenção ao shampoo e à frequência de banhos. Em excesso, podem interferir na oleosidade natural da pele do pet, diminuir a barreira de proteção natural e também facilitar infecções.

    Com relação ao banho em gatos, não existe um consenso. Alguns especialistas acham melhor evitar por conta do stress, enquanto outros acreditam ser um cuidado indispensável na rotina. É importante consultar o médico veterinário para saber qual a indicação para cada pet.

    Escovação

    Acostumar o pet desde filhote com a escovação diária é de grande importância, pois ajuda a eliminar células mortas e pelos soltos. Para os gatos, essa prática é ainda mais necessária, pois ajuda a evitar as famosas bolas de pelo.

    A escovação pode ser feita em casa pelo próprio tutor, ou por profissionais especialistas nos cuidados com a pele e pelagem dos animais. Uma dica é prestar atenção na escova, que deve ser adequada para não machucar ou incomodar.

    De acordo com Flavio Silva, é essencial que os tutores incluam esses três pontos na rotina de cuidados com os pets e que haja umacompanhamento profissional. “É fundamental fazer um trabalho de conscientização dos tutores para mostrar que esses cuidados não são somente pela beleza, mas também para que os pets vivam mais e com mais saúde”, finaliza.