Autor: agitosp

  • Ovos: guia prático para escolher, armazenar e consumir

    Ao longo dos anos, os ovos passaram de vilões a protagonistas de uma alimentação saudável. O avanço das pesquisas ampliou o conhecimento sobre sua composição e seus efeitos na saúde.

    Versáteis, acessíveis e fáceis de preparar, eles oferecem nutrientes importantes e podem fazer parte da alimentação em diferentes fases da vida. Neste guia, você vai conhecer seus benefícios e aprender a escolhê-los, armazená-los e prepará-los com segurança.

    Valor nutricional

    Um ovo fornece, em média, cerca de 70 calorias, 6 a 7 g de proteína de alto valor biológico e aproximadamente 4,5 a 5 g de gorduras, concentradas principalmente na gema. Essas gorduras incluem ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, além de uma parcela de gorduras saturadas. 

    Benefícios 

    O ovo contém proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Suas proteínas contribuem para a manutenção da massa muscular e, junto com as gorduras, ajudam a promover saciedade. A gema concentra nutrientes como a colina, importante para o funcionamento do sistema nervoso, e a luteína e a zeaxantina, relacionadas à saúde ocular.

    Embora contenha colesterol, o consumo moderado pode fazer parte de uma alimentação equilibrada para a maioria das pessoas. 

    Como escolher

    Verifique se a embalagem está íntegra, confira a data de validade e evite ovos com cascas rachadas, trincadas, sujas ou quebradas, pois essas condições podem aumentar o risco de contaminação.

    Há diferentes sistemas de produção, como o convencional, o caipira, o orgânico e o de galinhas criadas livres. Eles se diferenciam principalmente pelas condições de criação e pelo manejo das aves. A produção orgânica segue regras específicas para o uso de insumos e busca preservar o meio ambiente e o bem-estar animal.

    Cor da casca

    Muitas pessoas associam a cor da casca à qualidade do ovo. No entanto, ela não indica seu valor nutricional nem seu frescor. A cor, branca ou marrom, é determinada principalmente pela genética da galinha. Por isso, ovos brancos e marrons apresentam, de modo geral, valor nutricional semelhante.

    Como avaliar o frescor dos ovos

    Embora a data de validade seja uma referência importante, um teste caseiro pode ajudar a avaliar o frescor de um ovo armazenado há algum tempo. Coloque-o em uma tigela com água e observe sua posição:

    • Afunda e permanece deitado: está mais fresco.
    • Afunda, mas fica inclinado: está menos fresco.
    • Flutua: está mais antigo, pois sua câmara de ar aumentou.

    O teste indica a idade aproximada do ovo, mas não garante que ele esteja seguro para consumo. Por isso, também é importante verificar a procedência e a integridade da casca.

    Armazenamento

    Após a compra, mantenha os ovos refrigerados, preferencialmente na embalagem original, que os protege contra impactos e ajuda a evitar a absorção de odores de outros alimentos.

    Guarde-os nas prateleiras internas da geladeira, onde a temperatura é mais estável. Evite a porta do refrigerador, pois as variações frequentes de temperatura podem prejudicar sua conservação.

    Formas de preparo

    CozidoPreparado sem adição de gordura.
    MexidoPode ficar mais cremoso quando preparado em fogo baixo.
    OmeletePermite adicionar vegetais e ervas.
    PochêCozido em água, sem adição de gordura.
    FritoMelhor evitar, a quantidade de gordura usada no preparo faz diferença.
    AssadoPrático e adequado para preparações com legumes e temperos frescos.

    Dicas práticas  

    • Combine com vegetais: legumes e verduras acrescentam fibras, vitaminas e minerais à refeição.
    • Use pouca gordura no preparo: frigideiras antiaderentes podem ajudar a reduzir a quantidade de óleo ou azeite necessária.
    • Evite cozinhar por tempo excessivo: isso pode deixar a gema esverdeada e alterar o sabor e a textura do ovo.
    • Cozinhe bem os ovos: gestantes, crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas devem ter atenção especial a essa recomendação.
  • Quando a mente pede ajuda antes de chegar ao limite

    Dia Mundial da Saúde Mental: quando a mente pede ajuda antes de chegar ao limite

    Burnout que repercute no corpo, mulheres que seguem funcionando mesmo exaustas e crianças que expressam sofrimento pelo comportamento mostram que saúde mental nem sempre dá sinais óbvios; especialistas explicam quando é hora de procurar ajuda

    Nem sempre o sofrimento emocional chega na forma de uma crise. Às vezes, ele aparece no corpo que adoece com frequência, na mulher que continua cumprindo todas as tarefas enquanto se sente emocionalmente esgotada ou na criança que, sem conseguir explicar o que sente, começa a dormir mal, se isolar ou apresentar dificuldades na escola.

    No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, o convite é ampliar o olhar sobre esses sinais. Em diferentes fases da vida, ansiedade, estresse prolongado e outros sofrimentos psíquicos podem se manifestar de maneiras distintas. O ponto em comum é que não é necessário esperar a vida parar para reconhecer que algo não vai bem.

    1. Quando o estresse deixa de ser apenas emocional e começa a aparecer no corpo

    Uma rotina de pressão constante não afeta apenas o humor. Quando o organismo permanece durante períodos prolongados em estado de alerta, diferentes respostas fisiológicas entram em ação. É por isso que uma pessoa submetida ao estresse crônico pode começar a perceber alterações que vão muito além da sensação de cansaço.

    “O cérebro e o restante do organismo não funcionam como estruturas separadas. Diante de um estresse persistente, há ativação contínua de mecanismos relacionados à resposta ao estresse, com participação de hormônios como cortisol e adrenalina. Quando essa condição se prolonga, pode haver repercussões sobre sono, sistema gastrointestinal, dores musculares e também sobre a regulação do sistema imunológico. O burnout não deve ser entendido simplesmente como estar muito cansado depois de uma semana difícil. Estamos falando de um esgotamento relacionado ao trabalho que pode comprometer de forma importante a saúde e o funcionamento do indivíduo”, explica Dr. Ciro Jorge, médico com especialização em Psiquiatria.

    Infecções recorrentes, problemas gastrointestinais, dores de cabeça e musculares e manifestações dermatológicas podem coexistir com períodos de estresse intenso. Esses sintomas, porém, também podem ter inúmeras outras causas e precisam de avaliação adequada, sem que sejam automaticamente atribuídos ao emocional.

    2. Continuar dando conta de tudo não significa necessariamente estar bem

    Entre as mulheres, existe outro comportamento que pode dificultar a identificação do sofrimento: continuar funcionando. Trabalho, filhos, relacionamentos, responsabilidades domésticas e cuidados com familiares podem ser mantidos mesmo quando há um esforço emocional enorme por trás dessa aparente normalidade.

    Para a psiquiatra Dra. Camilla Nicolucci, produtividade não deve ser usada como único termômetro para decidir se alguém precisa ou não de ajuda.

    “Uma mulher pode continuar trabalhando, cuidando dos filhos, administrando a casa e cumprindo compromissos enquanto faz um esforço enorme para sustentar essa rotina. Não precisamos esperar que ela pare completamente para reconhecer que existe sofrimento. Mudanças persistentes no sono, apetite, concentração e interesse pelas atividades, crises de ansiedade, irritabilidade, isolamento e sensação constante de esgotamento merecem atenção quando começam a interferir na qualidade de vida. Saúde mental não é apenas conseguir cumprir obrigações, mas também conseguir viver sem permanecer o tempo inteiro em estado de exaustão”, afirma Dra. Camilla Nicolucci, psiquiatra.

    A especialista também chama atenção para momentos específicos da vida feminina, como gestação, puerpério, perimenopausa e menopausa. Alterações biológicas podem fazer parte desse contexto, mas não devem ser usadas como explicação automática para todo sofrimento emocional.

    3. Procurar um psiquiatra não significa necessariamente tomar medicamento

    O estigma ainda é uma das barreiras para buscar atendimento. Para algumas pessoas, a consulta psiquiátrica continua associada apenas a quadros considerados graves ou ao uso obrigatório de medicamentos.

    A avaliação, no entanto, pode acontecer antes que os sintomas se tornem incapacitantes e deve considerar não apenas o que a pessoa sente, mas seu histórico, contexto de vida e o impacto das mudanças sobre a rotina.

    “Existe ainda a ideia de que só se procura um psiquiatra quando a pessoa já não consegue mais trabalhar, dormir ou realizar suas atividades. Não precisa ser assim. Também não significa que toda pessoa que chegar ao consultório receberá uma prescrição. Medicação não deve ser vista nem como vilã nem como solução automática. Existem situações em que ela é importante e outras em que diferentes estratégias podem ser consideradas. O tratamento precisa ser individualizado e construído a partir das necessidades de cada paciente”, orienta Dra. Camilla Nicolucci.

    4. Na infância, sofrimento emocional pode aparecer como mudança de comportamento

    Se adultos nem sempre conseguem reconhecer e verbalizar o próprio sofrimento, isso pode ser ainda mais difícil para crianças e adolescentes. Nessa fase, alterações emocionais podem surgir primeiro por meio do comportamento.

    Irritabilidade persistente, isolamento, mudanças importantes no sono, perda de interesse pelas brincadeiras, queda no rendimento escolar ou alterações na convivência podem servir como sinais de que alguma coisa mudou.

    “Uma criança pode não chegar aos pais dizendo que está ansiosa ou triste. Muitas vezes, é o comportamento que comunica aquilo que ela ainda não consegue colocar em palavras. Isso não significa que toda irritação, nota baixa ou vontade de ficar sozinho represente um transtorno. Precisamos observar duração, intensidade e impacto. Quando existe uma mudança persistente em relação à maneira como aquela criança ou adolescente costumava funcionar, afetando escola, relações, sono ou atividades que antes davam prazer, vale compreender o que está acontecendo”, explica Dr. Tales Vilela, psiquiatra especialista em psiquiatria infantil.

    5. Nem toda mudança precisa virar diagnóstico

    O aumento da discussão sobre saúde mental trouxe mais informação, mas também exige cuidado para que experiências normais da vida não sejam automaticamente transformadas em doença.

    Tristeza, preocupação, frustração, irritação e períodos de maior cansaço fazem parte da experiência humana. O que diferencia uma situação passageira de algo que merece investigação costuma envolver persistência, intensidade e prejuízo no funcionamento cotidiano.

    “Precisamos tomar cuidado para não patologizar a infância e a adolescência. Crianças e jovens passam por conflitos, frustrações e mudanças próprias do desenvolvimento. O objetivo de uma avaliação não é procurar um diagnóstico a qualquer custo, mas entender o contexto. Família e escola enxergam aspectos diferentes daquela criança e essa troca pode ser muito importante para perceber se estamos diante de uma dificuldade pontual ou de um sofrimento que precisa de acompanhamento”, ressalta Dr. Tales Vilela.

    6. O celular pode ser parte do problema, mas nem sempre é a causa

    Quando o assunto é saúde mental de crianças e adolescentes, as telas frequentemente aparecem como primeiras suspeitas. O uso excessivo merece atenção, principalmente quando começa a ocupar o espaço do sono, da atividade física, dos estudos e da convivência presencial.

    Ainda assim, o celular não deve virar uma explicação simplista para toda mudança emocional.

    “O ponto não é demonizar a tecnologia. Precisamos observar o lugar que ela ocupa na vida daquela criança ou adolescente. Se está prejudicando o sono, afastando do convívio, interferindo nos estudos ou se tornando praticamente a única fonte de prazer, existe um sinal para reorganizar essa relação. Mas também precisamos considerar que, em alguns casos, o uso excessivo pode ser uma consequência de um sofrimento que já estava presente. Apenas retirar o celular sem entender o que existe por trás daquele comportamento pode não resolver o problema”, afirma Dr. Tales Vilela.

    7. Pedir ajuda antes do limite também é prevenção

    A mensagem que atravessa diferentes idades é que não existe necessidade de esperar uma crise para começar a cuidar da saúde mental. Alterações persistentes no sono, humor, comportamento, relações e capacidade de realizar atividades cotidianas merecem atenção.

    No caso de crianças e adolescentes, há sinais que exigem cuidado ainda maior. Falas sobre morte, desejo de desaparecer, automutilação ou desesperança intensa nunca devem ser banalizadas.

    “Quando uma criança ou adolescente demonstra um sofrimento dessa dimensão, precisamos levar a sério. Acolher significa mostrar que aquela fala foi ouvida e buscar ajuda. Saúde mental na infância também passa pela construção de um ambiente em que a criança perceba que pode dizer que não está bem sem ser julgada ou tratada como se estivesse apenas querendo chamar atenção”, alerta Dr. Tales Vilela.

    Para Dr. Ciro Jorge, a prevenção também passa por rever uma cultura que transforma exaustão em sinônimo de produtividade. “Sono adequado, pausas reais, atividade física, limites entre trabalho e vida pessoal e acompanhamento profissional quando necessário não deveriam ser vistos como luxo. Se o corpo e a mente estão dando sinais repetidos de esgotamento, insistir no mesmo ritmo não é demonstração de força. Reconhecer limites também é uma forma de preservar a saúde”, conclui o médico.

    Neste 10 de outubro, talvez uma das principais mensagens do Dia Mundial da Saúde Mental seja justamente essa: não é preciso chegar ao colapso para justificar cuidado. Saúde mental também se faz quando os primeiros sinais são reconhecidos, quando o sofrimento encontra espaço para ser dito e quando pedir ajuda deixa de ser entendido como último recurso.

  • GWM abre pré-venda do Haval H7, novo SUV híbrido plug-in da marca

    Clientes GWM terão acesso prioritário à pré-venda do novo SUV a partir de 5 de outubro, antes da abertura das vendas ao público no dia 7

    Novo integrante da família Haval combina motor 1.5 turbo flex, sistema híbrido plug-in PHEV e tecnologia Hi4

    A GWM inicia hoje, 5 de outubro, a pré-venda do Haval H7, novo SUV da marca que chega ao mercado brasileiro com sistema híbrido plug-in (PHEV) flex e tecnologia Hi4, com tração nas quatro rodas.

    Nesta primeira etapa, a pré-venda será exclusiva para clientes GWM, que terão preferência no recebimento dos veículos do primeiro lote. A partir de 7 de outubro, o Haval H7 estará disponível para o público em geral.

    O H7 é o novo integrante da família Haval no Brasil e combina um visual robusto, marcado por linhas retas e proporções marcantes, com a tecnologia híbrida plug-in flex. O design traz elementos inspirados no Haval H9, enquanto a tecnologia empregada no sistema de propulsão incorpora a experiência da GWM com sistemas eletrificados, presente também no Haval H6.

    O modelo será equipado com motor 1.5 turbo Flex associado a um sistema híbrido plug-in (PHEV). A arquitetura Hi4 utiliza propulsão elétrica nos dois eixos, proporcionando tração integral inteligente (AWD), permitindo o gerenciamento eletrônico da distribuição de força entre as rodas e o uso de modos de condução para diferentes terrenos.

    Com a chegada do H7, a família Haval passa a contar com um SUV que combina visual robusto, sistema híbrido plug-in e tração integral, ampliando a oferta de modelos eletrificados da marca no mercado brasileiro.

  • Pega-pega, amarelinha ou corda: o que cada brincadeira faz pelo corpo da criança

    Corrida, equilíbrio, coordenação e tomada de decisão aparecem de formas diferentes em cada brincadeira

    Correr para não ser pego exige uma resposta. Tentar permanecer em um pé só na amarelinha, outra. Na corda, o desafio muda novamente: é preciso acertar o salto no tempo certo. Embora todas essas brincadeiras coloquem a criança em movimento, o corpo não trabalha da mesma maneira em cada uma delas. É justamente a alternância entre correr, saltar, equilibrar-se, desviar e coordenar movimentos que torna a variedade importante na infância.

    O assunto ganha relevância quando se olha para as recomendações de atividade física nessa faixa etária. O Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, orienta que crianças e adolescentes de 6 a 17 anos façam, em média, pelo menos 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa. Esse movimento pode acontecer em diferentes momentos da rotina e não precisa estar restrito à prática de um esporte.

    Brincar é uma dessas possibilidades. Atividades como correr, pular, escalar e se equilibrar trabalham grandes movimentos do corpo e estão relacionadas à coordenação, ao equilíbrio e à consciência corporal.

    No pega-pega, correr é só uma parte

    A regra quase não precisa ser explicada: alguém pega e os demais fogem. Só que, enquanto corre, a criança precisa prestar atenção em quem está ao redor, escolher para onde ir e mudar os planos quando o pegador se aproxima.

    São freadas, arrancadas e mudanças de direção que acontecem sem uma sequência previamente definida. Quem está fugindo tenta prever o caminho do pegador; quem está pegando faz o contrário. Há, então, tomada de decisão acontecendo junto com o movimento.

    Jogos com regras também colocam a criança diante de relações de causa e efeito e da necessidade de pensar em estratégias. No pega-pega, isso aparece de maneira bastante concreta: uma escolha de caminho pode significar escapar ou virar o próximo pegador.

    “Quando olhamos para o pega-pega, percebemos que não é só uma criança correndo. Ela observa onde estão os colegas, decide para onde vai e muda de direção rapidamente. Há uma série de respostas acontecendo enquanto ela simplesmente está brincando”, explica Hamilton Henrique Robledo, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

    A brincadeira ainda exige alguns acordos. Quem começa pegando? Até onde vale correr? Existe “salvo”? E, quando alguém é tocado, precisa aceitar a troca de papel para que o jogo continue. Essas situações fazem parte do aprendizado social presente nas brincadeiras coletivas, que envolvem negociação, cooperação e resolução de conflitos.

    Amarelinha troca velocidade por controle

    Na amarelinha, o corpo enfrenta outro problema. É preciso saltar entre espaços delimitados, alternar o apoio dos pés e recuperar o equilíbrio sem pisar nas linhas.

    E há uma etapa que muitas vezes passa despercebida: jogar a pedrinha. Antes de começar o percurso, a criança precisa controlar força e direção para acertar determinada casa. Depois, os números desenhados no chão orientam a sequência que deverá seguir.

    Assim, uma brincadeira bastante simples reúne equilíbrio, coordenação, precisão e percepção do espaço, além de colocar números em sequência dentro do jogo sem transformar a atividade em uma tarefa formal de aprendizagem.

    Na corda, o desafio é encontrar o tempo do movimento

    Quem já tentou entrar em uma corda sendo batida sabe que não basta saber pular. É preciso observar o movimento, perceber o ritmo e escolher o momento de entrar.

    Depois, braços e pernas precisam trabalhar de forma coordenada para que os saltos continuem. Quando a brincadeira é coletiva, há ainda o ritmo de quem bate a corda, a espera pela própria vez e as tentativas de acompanhar os demais.

    Por envolver saltos repetidos, a corda também pode contribuir para o tempo de atividade física ao longo do dia. O Guia de Atividade Física para a População Brasileira recomenda ainda que crianças e adolescentes pratiquem, em pelo menos três dias da semana, atividades que fortaleçam músculos e ossos.

    Então existe uma brincadeira melhor?

    A pergunta talvez tenha menos importância do que a variedade. Pega-pega, amarelinha, corda, bola e esconde-esconde não precisam disputar qual oferece mais benefícios. Elas simplesmente colocam a criança diante de situações diferentes.

    “Não precisamos transformar o brincar em treinamento. Quando há variedade, a criança corre, salta, tenta se equilibrar, calcula movimentos, reage ao outro e aprende a participar de uma atividade com regras. Tudo isso acontece sem que ela esteja pensando que precisa desenvolver determinada habilidade”, afirma Robledo.

    O tipo de brincadeira também acompanha a idade. Entre 2 e 3 anos, bolas, blocos, bonecas e carrinhos estão entre as possibilidades. Dos 3 aos 4, as atividades em grupo começam a ganhar complexidade e as crianças já conseguem seguir regras simples. Entre 5 e 6 anos, entram jogos mais estruturados, equipes e situações que exigem planejamento e cooperação.

    Nada disso exige, necessariamente, brinquedos sofisticados. Na primeira infância, objetos cotidianos e materiais simples também podem servir à exploração e ao brincar. Algumas das brincadeiras que melhor mostram isso são justamente as que atravessaram gerações: correr, esconder-se, pular corda ou desenhar uma amarelinha no chão.

    O que para o adulto pode parecer apenas uma forma de ocupar a tarde envolve uma sucessão de movimentos, escolhas, tentativas e interações. A criança não precisa saber que está trabalhando equilíbrio ao pular amarelinha ou tomando decisões rápidas durante o pega-pega. Para ela, o mais importante continua sendo a vontade de brincar de novo.

  • Hot Beach anuncia montanha-russa aquática inédita no Brasil

    Hot Beach anuncia montanha-russa aquática inédita no Brasil em meio à expansão histórica de Olímpia

    Impulsionado por novos projetos na cidade, como o futuro aeroporto e a multiplicação da rede hoteleira local, complexo investe em tecnologia internacional e nova área de lazer para 2027

    São Paulo, outubro de 2026 – Olímpia vive um momento histórico de transformação. Impulsionada por planos de expansão da infraestrutura turística, como o projeto de construção de um futuro aeroporto, ainda sem data confirmada, e pela ampliação contínua da oferta de leitos, a cidade consolida seu protagonismo no turismo nacional. Acompanhando esse movimento de crescimento do destino, o Hot Beach Parques & Resorts anuncia seu mais novo e ambicioso projeto: a chegada da primeira montanha-russa aquática com formato Dueling do Brasil, uma atração de nível internacional que promete ampliar e transformar a experiência de lazer em Olímpia.  

    Com previsão de entrega para 2027, a novidade será o coração de uma nova área de expansão de mais de 2.000 m² dentro do parque. Desenvolvida pela fabricante canadense ProSlide, líder mundial no segmento, a atração é um marco tecnológico para o trade turístico latino-americano.

    Adrenalina, tecnologia e experiência compartilhada 

    O grande diferencial da nova montanha-russa é a combinação de três tecnologias inéditas operando em conjunto. O formato Dueling permite que duas pistas funcionem simultaneamente, colocando quatro participantes (em boias duplas) em uma verdadeira corrida aquática. A tecnologia FlyingSAUCER aplica curvas inclinadas em formato de “disco voador”, criando momentos de forte aceleração lateral. Para completar, o sistema RocketBLAST utiliza jatos de água altamente pressurizada para impulsionar os botes, garantindo subidas, quedas e retomadas de velocidade que desafiam a gravidade.

    A dinâmica garante não apenas emoção, mas também eficiência operacional: a capacidade projetada é de aproximadamente 360 pessoas por hora em cada pista, podendo atingir o fluxo de 720 visitantes por hora no total.

    Para Maryana Pinto, Diretora de Desenvolvimento e Produto do Hot Beach, a nova atração traduz muito do que aprendemos ao longo desses quase dez anos de operação. Conhecemos nosso público, sabemos que muitas pessoas chegam ao Hot Beach em família ou com amigos e queremos criar experiências que possam ser vividas juntas. Ela traz adrenalina e competição, mas, acima de tudo, foi pensada para gerar interação e aquela vontade de voltar para a fila e disputar novamente”, afirma.

    A expansão vai muito além da atração radical. O entorno da montanha-russa abrigará um novo complexo de convivência, projetado para integrar diferentes perfis de público. O espaço contará com uma nova piscina, bar molhado, cabanas exclusivas e diversas atrações aquáticas. A proposta é criar um ambiente fluido: enquanto parte da família ou do grupo de amigos encara a adrenalina das pistas, outros podem relaxar na água, curtir a estrutura do bar ou simplesmente assistir à descida, garantindo entretenimento completo na mesma área.

    Multiplicação de leitos e o futuro do destino 

    A chegada da atração coroa um momento de crescimento expressivo do complexo, que caminha lado a lado com a pujança de Olímpia. No primeiro semestre de 2026, o Hot Beach registrou alta de 7,2% na ocupação hoteleira, com picos de até 90% em feriados e alta temporada, e um avanço de 13,05% no índice de satisfação (NPS), alcançando a nota de excelência de 81 pontos no Hot Beach Raízes.

    Esses resultados dão tração ao forte plano de expansão hoteleira do grupo. Atualmente operando com 1.292 apartamentos divididos em quatro resorts (com um quinto já em construção), o Hot Beach projeta ultrapassar a marca de 2.000 unidades habitacionais até 2030.

    “Chegamos a esse novo ciclo com uma marca consolidada e um público fiel. Ao mesmo tempo em que celebramos a nossa trajetória, seguimos olhando firmemente para o futuro, ampliando experiências e fortalecendo nossa presença no turismo de lazer”, conclui a diretora.

    Seja pela conectividade do futuro aeroporto, pelo robusto crescimento de leitos ou pela chegada de atrações com selo de excelência global, a mensagem é clara: a expansão de Olímpia é uma realidade prática e acelerada, mantendo a cidade, e o Hot Beach, no radar obrigatório das famílias brasileiras e dos grandes players do mercado de turismo.

  • Cosméticos no tratamento do câncer: o que observar antes de usar

    Especialista explica as mudanças na pele, nas unhas e nos cabelos, mostra o que conferir nos rótulos e alerta para os riscos de escolher produtos sem orientação

    O que conferir nos rótulos e os riscos de escolher produtos sem orientação

    O Outubro Rosa amplia a busca por informações sobre o câncer de mama, da prevenção à qualidade de vida durante o tratamento. Uma das dúvidas mais comuns envolve o autocuidado. Alguns tratamentos causam mudanças na pele, nas unhas e nos cabelos, e muitos pacientes recorrem a cosméticos para lidar com elas. Porém, não existe um produto ideal para todos: a escolha depende da terapia, da condição da pele e do histórico de cada pessoa.

    Emile Amador Sigales Emerick, enfermeira, mestre em Saúde do Adulto e professora do curso de Enfermagem da UNIASSELVI, alerta para a falsa sensação de segurança de alguns rótulos. “As mudanças na pele, nas unhas e nos cabelos são comuns e variam conforme o tipo de câncer, o tratamento e a resposta de cada paciente. Termos como ‘natural’, ‘orgânico’, ‘hipoalergênico’ ou ‘dermatologicamente testado’ não garantem, sozinhos, que o produto seja seguro para todos”, afirma.

    Por isso, ela orienta que qualquer produto ou procedimento novo seja validado pela equipe de saúde que acompanha o caso.

    Pele, unhas e cabelos pedem cuidados diferentes

    Na pele, os efeitos mais comuns são descamação, vermelhidão, coceira, manchas, espinhas e mais sensibilidade. Eles aparecem sobretudo na quimioterapia, na radioterapia e em algumas terapias-alvo. “Para aliviar esses efeitos, vale usar todos os dias hidratantes para pele sensível, sabonetes suaves e protetor solar. Banhos mornos, roupas leves e tecidos macios também trazem conforto”, explica a professora.

    Ela recomenda evitar esfoliantes, ácidos e produtos com perfume, em especial quando a pele estiver machucada. Para disfarçar manchas, a maquiagem é uma aliada, desde que não haja feridas e a equipe de saúde libere o uso.

    As unhas podem ficar frágeis e mudar de cor e textura. A orientação é mantê-las curtas, evitar batidas e produtos químicos e não tirar a cutícula com força. Alongamentos e unhas postiças ficam para depois, nas fases de maior fragilidade. Já o esmalte pode entrar na rotina se não houver feridas nem sinais de infecção.

    No couro cabeludo, podem surgir ressecamento, descamação, coceira e sensibilidade. A queda de cabelo é comum em alguns tipos de quimioterapia. “Os cuidados incluem lavar o couro cabeludo com delicadeza, evitar fontes de calor e proteger a cabeça do sol e de temperaturas extremas. Se os fios caírem, perucas, próteses capilares, lenços, turbantes e chapéus protegem e disfarçam a falta deles”, orienta.

    Sobrancelhas e cílios também podem rarear ou cair. Nesses casos, a maquiagem ajuda a redesenhar o rosto. Micropigmentação, extensão de cílios e algumas técnicas capilares só devem acontecer com segurança clínica e aval da equipe de saúde.

    O que conferir nos rótulos

    A regra é preservar a proteção natural da pele e reduzir o risco de irritação. “Prefira fórmulas simples, suaves, com poucos ingredientes e, se possível, sem perfume. Glicerina, ceramidas, ureia, pantenol e ácido hialurônico hidratam e costumam ser bem tolerados”, recomenda Emile.

    Alguns componentes exigem atenção, principalmente na pele sensível:

    • presença de álcool;
    • fragrâncias e óleos essenciais concentrados;
    • ácidos esfoliantes e retinoides;
    • produtos muito adstringentes ou abrasivos;
    • alguns conservantes e corantes.

    Cremes muito pesados, que abafam a pele, também podem prejudicar áreas irritadas pela radioterapia, com feridas ou infecção. Vale ainda conferir a validade, o estado da embalagem e a forma de guardar o produto.

    No protetor solar, o ideal é amplo espectro (UVA e UVB) e FPS 30 ou mais. Chapéus, roupas e menos tempo ao sol completam a proteção. Versões com cor ajudam quem tem manchas, porque também bloqueiam a luz visível. Nas áreas que recebem radioterapia, a indicação cabe à equipe multidisciplinar de saúde.

    Teste antes e fique atento aos sinais

    O teste de contato ajuda a prever reações. Basta aplicar um pouco do produto em uma pequena área de pele sem feridas e observar por 24 a 48 horas. “Em pele que recebeu radioterapia, machucada, inflamada ou com infecção, o teste só deve ser feito com orientação de profissional da saúde”, alerta a docente.

    Vermelhidão que não passa, coceira, ardor forte, inchaço, dor, bolhas ou descamação são sinais para parar o uso na hora. Inchaço no rosto, falta de ar ou tontura pedem atendimento médico imediato. Em caso de reação persistente ou inesperada, o paciente deve avisar a equipe de saúde antes de voltar a usar o produto.

    Manicure e salão exigem planejamento

    Idas à manicure, ao salão e a clínicas de estética precisam se adaptar ao momento do tratamento. “A dica é levar os próprios materiais e não compartilhá-los. Isso reduz o risco de infecção”, orienta Emile.

    Ela recomenda adiar os procedimentos quando houver infecção, feridas, sangramento ou queda das células de defesa e das plaquetas, identificada nos exames de sangue. Técnicas que causam cortes, atrito, calor excessivo ou irritação química também ficam de fora, em especial nas áreas tratadas com radioterapia. Química nos cabelos, depilação, laser, peelings e microagulhamento dependem de avaliação prévia da equipe de saúde.

    O que contar na consulta

    Antes de testar um cosmético ou procedimento novo, o paciente deve informar à equipe de saúde:

    • diagnóstico, tratamento e remédios em uso;
    • alergias, reações na pele e procedimentos estéticos recentes;
    • mudanças recentes na pele, nas unhas e nos cabelos, além de feridas, infecções ou sangramentos;
    • nome do produto, ingredientes, finalidade, forma e frequência de uso.

    Com esses dados, os profissionais da saúde avaliam riscos e indicam o cuidado mais seguro para cada caso. “Essas mudanças podem afetar muito a autoestima e o bem-estar emocional. Acolhimento, orientação e autocuidado, com apoio de uma equipe multiprofissional, trazem mais conforto, segurança e qualidade de vida ao tratamento”, ressalta.

  • Envelhecer bem: exercícios ajudam a preservar força, mobilidade e autonomia

    Preservar a autonomia ao longo da vida exige diferentes estímulos. Entenda o que incluir no treino para manter o corpo forte e funcional

    Manter-se fisicamente ativo é uma das principais estratégias para chegar à velhice com saúde e independência, já que o corpo passa por diversas mudanças ao longo da vida. 

    “Há uma tendência de redução da massa e da força muscular, além de alterações no equilíbrio, na mobilidade e na capacidade cardiorrespiratória. Por isso, um programa de exercícios diversificado ajuda a minimizar essas perdas e, principalmente, a preservar capacidades necessárias para atividades do dia a dia, como caminhar, subir escadas, carregar compras, levantar-se de uma cadeira ou recuperar o equilíbrio diante de um tropeço”, explica Carlos Ulloa, médico do esporte, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife.

    Portanto, o ideal é combinar exercícios ou modalidades que trabalhem diferentes capacidades físicas. Veja:

    1. Exercícios aeróbicos: para ter fôlego e um coração forte

    Caminhar, pedalar, nadar ou dançar são exemplos de atividades que aumentam a frequência cardíaca e respiratória e tornam coração, pulmões e sistema circulatório mais eficazes para fornecer oxigênio aos músculos.

    Esse tipo de exercício ajuda a prevenir e controlar fatores associados às doenças cardiovasculares e metabólicas. Além disso, um bom condicionamento permite realizar tarefas cotidianas, como caminhar, fazer compras ou subir escadas, com menos cansaço.

    Boas opções: caminhada em ritmo acelerado, bicicleta, natação, hidroginástica, dança, corrida, bicicleta ergométrica, escada e elíptico são ótimas opções.

    A recomendação da OMS é acumular de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, podendo também combinar as duas intensidades.

    2. Fortalecimento muscular: para ter independência 

    O envelhecimento está associado à perda progressiva de massa muscular e à diminuição da força (sarcopenia), além da deterioração das articulações, o que pode comprometer a realização de tarefas simples e a autonomia.

    “Os exercícios de força não servem apenas para aumentar músculos ou melhorar a aparência. Eles ajudam a preservar a capacidade de levantar-se da cama ou de uma cadeira, subir degraus, carregar sacolas, agachar para pegar alguma coisa no chão e realizar outras tarefas do dia a dia”, reforça Ulloa.

    O fortalecimento também contribui para a saúde óssea e para a capacidade funcional. 

    Boas opções: musculação, exercícios com faixas elásticas, pilates, exercícios com o peso do próprio corpo (calistenia) — como agachamentos adaptados e flexões na parede — e treinamento funcional.

    A OMS indica atividades de fortalecimento de intensidade moderada ou maior envolvendo os principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana. 

    3. Equilíbrio: para evitar quedas

    À medida que envelhecemos, o equilíbrio ganha importância, pois depende da integração entre músculos, visão, sistema vestibular e sistema nervoso para controlar o corpo e reagir rapidamente a mudanças no ambiente.

    Na prática, essa capacidade é acionada quando uma pessoa pisa em uma superfície irregular, desvia de um obstáculo ou recupera a estabilidade depois de um tropeço. 

    Boas opções: tai chi chuan, ioga, exercícios funcionais, caminhar em diferentes direções, ficar apoiado em um pé e exercícios que envolvam mudanças de direção, transferência do peso corporal e coordenação.

    “Podem ser realizados com acessórios que criam diferentes níveis de instabilidade, como bosu, discos e almofadas de equilíbrio, plataformas de equilíbrio (balance board), bolas suíças e step, com o grau de dificuldade adaptado à capacidade de cada pessoa e progressão gradual”, comenta Ulloa.

    A recomendação da OMS é praticar em três ou mais dias por semana atividades multicomponentes que enfatizem equilíbrio funcional e treinamento de força.

    4. Alongamento e mobilidade: para manter liberdade de movimento

    Exercícios voltados a essas capacidades ajudam a manter a amplitude dos movimentos e facilitar tarefas cotidianas, especialmente quando integrados a uma rotina que também inclua força, equilíbrio e atividades aeróbicas.

    A flexibilidade está relacionada à capacidade de músculos e outros tecidos se alongarem, enquanto a mobilidade envolve a capacidade de uma articulação se movimentar adequadamente e com controle.

    Boas opções: Sessões de alongamento, ioga, pilates, exercícios de mobilidade articular e movimentos dinâmicos que trabalhem diferentes amplitudes.

    “As diretrizes atuais da OMS não estabelecem uma quantidade semanal específica de alongamentos para pessoas idosas, mas eu recomendo incluir mobilidade e alongamento antes de iniciar qualquer treino ou modalidade”, orienta o médico do esporte.

    Não é preciso escolher apenas um

    Algumas modalidades trabalham mais de uma capacidade simultaneamente. Uma aula de dança, por exemplo, pode oferecer estímulo aeróbico, coordenação e equilíbrio; já determinados exercícios funcionais podem combinar força, mobilidade e equilíbrio.

    “O objetivo é chegar às idades mais avançadas mantendo a capacidade de fazer aquilo que faz parte da própria vida”, finaliza Ulloa.

  • SeaWorld Orlando e Aquatica renovam certificação da American Humane Society

    SeaWorld Orlando e Aquatica renovam certificação da American Humane Society para cuidado, bem-estar e qualidade da vida animal

    Parques mantêm a certificação desde 2018 e 2020, respectivamente, após nova avaliação independente conduzida por especialistas em bem-estar animal.

    A American Humane Society, primeira organização humanitária nacional dos Estados Unidos e a maior certificadora de práticas de bem-estar animal do mundo, anunciou hoje que o SeaWorld Orlando e o Aquatica renovaram, mais uma vez, sua certificação de longa data pelo programa American Humane Certified™para zoológicos, aquários e centros de conservação. O SeaWorld Orlando é certificado desde 2018, e o Aquatica, desde 2020.

    “Temos orgulho de continuar reconhecendo o SeaWorld e o Aquatica como instalações certificadas pelo American Humane Certified™”, disse a Dra. Robin Ganzert, presidente e CEO da American Humane Society. “Zoológicos, aquários e parques de conservação ao redor do mundo desempenham um papel importante no movimento pelo bem-estar animal, e essa renovação da certificação reforça o SeaWorld Orlando e o Aquatica como líderes em cuidado aquático e conservação.”

    O SeaWorld Orlando e o Aquatica oferecem experiências imersivas e inesquecíveis que conectam os visitantes às maravilhas do mundo natural por meio de encontros inspiradores com animais, atrações emocionantes e aventuras aquáticas envolventes.

    “A renovação da certificação do SeaWorld Orlando e do Aquatica reflete a dedicação diária das nossas equipes de cuidado animal. Alcançar o status de American Humane Certified™ não é uma conquista pontual, é um compromisso contínuo em manter os mais altos padrões de bem-estar animal, orientados pela ciência mais atual e validados por especialistas independentes da área”, disse o Dr. Chris Dold, diretor zoológico da United Parks & Resorts. “Temos a honra de ter nosso trabalho reconhecido mais uma vez e seguimos comprometidos em liderar o caminho em cuidado animal, conservação e educação.”

    Padrões Rigorosos de Certificação:

    Para continuar sendo reconhecidos pelo American Humane Certified, o SeaWorld Orlando e o Aquatica passaram por uma rigorosa avaliação independente que analisou o bem-estar dos animais sob seus cuidados. O processo é orientado pela ciência mais atual e pelas melhores práticas, e conta com a participação de veterinários e especialistas renomados nas áreas de bem-estar animal, ciência animal, zoologia e ética, com décadas de experiência na proteção de animais.

    O processo independente de validação garante que a instituição está cumprindo um alto padrão de cuidado. O processo inclui uma auditoria presencial que avalia o bem-estar animal. Entre os fatores considerados na auditoria estão, entre outros, alojamento, nutrição, qualidade da água, iluminação, sombra, ruído, níveis de atividade e o treinamento da equipe que interage com os animais. Os parâmetros são específicos para cada espécie.

    Sobre a American Humane Society:

    A American Humane Society é a primeira organização humanitária nacional dos Estados Unidos e a maior certificadora de bem-estar animal do mundo, ajudando a verificar o tratamento humanitário de mais de um bilhão de animais ao redor do mundo a cada ano. Fundada em 1877, a American Humane Society esteve à frente de praticamente todos os grandes avanços do movimento humanitário para resgatar, cuidar e proteger animais. Para mais informações ou para apoiar esse trabalho transformador, visite www.AmericanHumane.org, siga-nos no Facebook, X e Instagram e inscreva-se em nosso canal no YouTube para acompanhar as últimas notícias sobre os animais que compartilham nosso planeta.

    Sobre a SeaWorld:

    O SeaWorld é um parque temático de vida marinha, um zoológico e aquário certificado que proporciona experiências com significado enquanto inspira e ensina os visitantes de todas as idades a proteger a vida marinha. Ao receber milhões de visitantes todos os anos, os parques oferecem experiências enriquecedoras como encontros próximos com animais, atividades educacionais, atrações inspiradas da vida marinha, eventos especiais e muitas outras opções de entretenimento. Por mais de 60 anos o SeaWorld lidera ações de conservação da vida marinha dentro e fora de seus parques por meio de ciência, educação e cuidado humanizado aos animais, o que lhe rendeu certificação da American Humane e credenciamento pela Alliance of Marine Mammal Parks and Aquariums e pela Association of Zoos and Aquariums. O SeaWorld é uma das maiores organizações de resgate de animais marinhos do mundo e já ajudou mais de 41 mil animais até o momento. O SeaWorld Conservation Fund, fundação sem fins lucrativos criada em 2003, já destinou mais de U$20 milhões a quase 1400 organizações para ajudar projetos de pesquisa em todos os continentes. Uma parte do dinheiro arrecadado no parque é enviado ao fundo para apoiar esses projetos de conservação a longo prazo. O SeaWorld tem parques em Orlando, (Flórida), San Antonio (Texas), San Diego, (Califórnia) e Abu Dhabi (Emirados Árabes). O SeaWorld faz parte do portifólio de marcas de parques temáticos do United Parks & Resorts, Inc. (NYSE: PRKS). Para mais informação, visite SeaWorld.com

  • Exame de sangue antes da cirurgia ajuda a identificar riscos

    Avaliações ajudam a identificar alterações que podem interferir no procedimento e orientam a equipe médica sobre os cuidados necessários antes, durante e depois da cirurgia

    Antes de entrar no centro cirúrgico, o paciente passa por uma série de avaliações que ajudam a equipe médica a entender como o organismo está preparado para enfrentar o procedimento. Entre elas estão os exames de sangue, que podem fornecer informações importantes sobre condições que nem sempre apresentam sintomas e que podem influenciar a segurança da cirurgia.

    De acordo com Sergio Fortier, hematologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a avaliação não serve apenas para procurar doenças, mas também para identificar alterações que possam modificar a conduta médica. “Os exames de sangue ajudam a verificar se o organismo apresenta condições adequadas para o procedimento e se existe algum fator que possa aumentar o risco de sangramento, formação de coágulos ou outras complicações. A partir desses resultados, a equipe consegue planejar melhor os cuidados com cada paciente”, explica.

    O que os exames de sangue podem identificar?

    Dependendo do tipo de cirurgia, da idade, do histórico de saúde e das condições clínicas do paciente, o médico pode solicitar diferentes exames. Entre os mais comuns estão o hemograma, que avalia as células do sangue, e os testes relacionados à coagulação.

    O hemograma pode, por exemplo, indicar alterações na quantidade de hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio, além de alterações nas plaquetas e nos glóbulos brancos. Já os exames de coagulação ajudam a verificar como o sangue está realizando o processo de formação de coágulos.

    “Uma alteração não significa necessariamente que a cirurgia não possa ser realizada. Em muitos casos, ela apenas sinaliza que é preciso investigar melhor a causa ou tomar alguma medida antes do procedimento. O importante é que a equipe tenha essas informações com antecedência para tomar a decisão mais segura”, afirma Fortier.

    Todo paciente precisa fazer os mesmos exames?

    Não necessariamente. A avaliação pré-operatória é individualizada e leva em consideração fatores como o tipo e a duração da cirurgia, idade, doenças pré-existentes, uso de medicamentos e histórico de sangramentos ou tromboses.

    Pacientes que utilizam medicamentos que interferem na coagulação, por exemplo, podem precisar de uma avaliação específica para que a equipe defina como conduzir o tratamento no período próximo à cirurgia. A suspensão ou alteração de qualquer medicamento, no entanto, deve ser feita somente com orientação médica.

    “O exame não deve ser encarado como uma etapa burocrática antes da cirurgia. Ele faz parte de uma avaliação mais ampla, que considera o paciente como um todo. Por isso, é importante informar ao médico todos os medicamentos utilizados, além de episódios anteriores de sangramento, trombose ou outras alterações relacionadas ao sangue”, orienta o hematologista.

    E se o exame apresentar alguma alteração?

    Um resultado fora do intervalo de referência não significa, por si só, que exista uma doença ou que a cirurgia precise ser cancelada. Os resultados precisam ser interpretados junto com o histórico clínico e os demais exames do paciente.

    Em algumas situações, a equipe pode solicitar novas avaliações, encaminhar o paciente para outro especialista ou ajustar o planejamento do procedimento. O objetivo é identificar possíveis riscos antes que eles se tornem um problema durante ou após a cirurgia.

    “Cada paciente tem uma realidade diferente. O mais importante é não interpretar um exame isoladamente nem tentar corrigir uma alteração por conta própria. A decisão sobre a realização da cirurgia e os cuidados necessários deve ser feita pela equipe que acompanha o paciente”, finaliza Fortier.

  • De cavalo-marinho a tubarão: como tratadores cuidam de 170 espécies em aquário de SC

    No Dia Mundial dos Animais, profissionais contam o que observam para identificar necessidades e mudanças entre os cerca de 1.500 indivíduos que vivem no local

    Um cavalo-marinho que só aceita alimento na pinça. Pinguins com preferências distintas para nadar ou permanecer no ninho. Um pirarucu que exige cautela durante a entrada da equipe em seu habitat. Nos bastidores do Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), detalhes como esses orientam o trabalho de 14 tratadores responsáveis por cerca de 1.500 indivíduos.

    São mais de 170 espécies distribuídas em 30 habitats, de corais a tubarões. Diferenças de porte, hábitos e características biológicas exigem procedimentos específicos e conhecimento técnico para reconhecer sinais que nem sempre são evidentes para o visitante.

    Neste 4 de outubro, quando se celebram o Dia Mundial dos Animais e o Dia do Tratador de Animais, os relatos da equipe mostram uma profissão que reúne alimentação, manutenção dos ambientes, registros técnicos, enriquecimento ambiental e acompanhamento das condições de cada exemplar.

    “Quando falamos em cerca de 1.500 animais, parece um número muito grande, mas, para os tratadores, esse cuidado acontece de forma individual. A convivência diária faz com que conheçam cada vez mais os animais e percebam pequenas mudanças que poderiam passar despercebidas. Esse olhar atento, aliado ao conhecimento e à técnica, é fundamental para o bem-estar de cada um”, afirma a gerente de operações técnicas, Juliana Formágio.

    Desafios de diferentes portes

    Tamanho ou aparência não indicam, necessariamente, o grau de complexidade dos cuidados. Daniel Segalot cita o pirarucu como uma das espécies que requerem maior cautela durante as manutenções.

    “O animal é bastante assustado e eu preciso entrar no aquário junto com ele para realizar as manutenções. Então, preciso fazer tudo com bastante cuidado”, conta.

    A exigência também pode estar entre organismos muito menores. Os corais, por exemplo, demandam controle rigoroso por parte da tratadora Bruna Oliveira. Sensíveis a variações no ambiente, dependem de parâmetros adequados de água e iluminação.

    Salinidade, temperatura e substrato estão entre os indicadores verificados pela equipe. Esses dados permitem detectar alterações e orientar os ajustes necessários em cada habitat.

    Quando o comportamento vira informação

    A convivência diária ajuda a reconhecer características individuais. “Cada animal é único”, resume a tratadora Julia Moreira.

    Leonardo Cardoso percebe essas diferenças entre os cavalos-marinhos e consegue distinguir alguns deles pelos hábitos alimentares.

    “Tem um cavalo-marinho em específico que só come na pinça. Quando vou alimentar, sei diferenciar alguns deles”, relata.

    Com os pinguins, Stefany Lorraine presta atenção a outros sinais. Apetite, permanência na água ou no ninho e interação com o grupo ajudam a estabelecer padrões. Conhecer essas características permite perceber quando algo foge do habitual.

    “Cada um tem suas particularidades. Os pinguins têm os que mais gostam de nadar, o polvo tem seus dias, o cirurgião-patela gosta de ficar escondido”, exemplifica Stefany.

    Locomoção, condição corporal e eventuais lesões completam esse conjunto de informações e auxiliam nas decisões da equipe técnica.

    Muito além de alimentar e fazer carinho

    A imagem que parte do público tem da profissão costuma estar associada ao contato direto com os bichos. Nos bastidores, porém, o trabalho inclui uma série de tarefas menos visíveis.

    “Muita gente imagina que trabalhar com animais é passar o dia fazendo carinho, alimentando e brincando com eles”, diz o tratador Anderson Luiz.

    Limpeza dos habitats, controle da qualidade da água, registros, enriquecimento ambiental e condicionamento estão entre as atribuições. A proximidade, no entanto, não significa interação constante. Em determinadas situações, manter distância também faz parte do procedimento.

    “Muitas vezes, o melhor manejo é justamente aquele em que respeitamos o espaço e o comportamento natural do animal”, afirma Anderson.

    Oceanic Aquarium

    Inaugurado em 2019, em Balneário Camboriú, o Oceanic Aquarium possui mais de 30 habitats de água doce e salgada, que somam aproximadamente 1 milhão de litros. O espaço abriga tubarões-mangona, pinguins-de-Magalhães, axolotes, jacarés, lontras-neotropicais, capivaras, polvos, águas-vivas e cavalos-marinhos, entre outras espécies.

    Uma passarela de vidro de 30m² instalada sobre um habitat com 300 mil litros permite observar tubarões e outros representantes da fauna marinha sob os pés dos visitantes.

    O aquário mantém ainda um berçário marinho, com cavalos-marinhos, águas-vivas e peixes-palhaço, além da Imersão Oceania, dedicada a aves australianas. O espaço também desenvolve iniciativas de educação ambiental e conservação.

    Promoção Mês das Crianças

    Na compra de um ingresso adulto de valor integral (inteira), uma criança de até 12 anos incompletos tem entrada gratuita no mesmo passaporte ou atração e na mesma data de visita. A promoção é válida nos canais oficiais de vendas e contempla tanto compras antecipadas quanto realizadas para o próprio dia da visita. No Passaporte 4 Atrações, o ingresso adulto sai por R$ 179,90; já no Passaporte 5 Atrações, o valor é de R$ 209,90, ambos contemplam gratuidade de uma criança. Acesse o site oficial para outras informações, compras e ingressos individuais.

    Serviço

    Oceanic Aquarium

    Aberto todos os dias

    Rua 4000, 133 – Barra Sul