Autor: agitosp

  • Leite de caixinha tem conservante? E outros aditivos?

    Leite de caixinha tem conservante? E outros aditivos? É só leite mesmo? A ciência responde mitos e fake news sobre o leite

    • Além de não serem necessários devido à tecnologia empregada no tratamento térmico UHT, envase asséptico e proteção das camadas do material de embalagem, a legislação brasileira proíbe a adição de conservantes e quaisquer outras substâncias utilizadas com essa finalidade.
    • A fiscalização, rigorosa e constante, é realizada pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e pela Anvisa.
    • Leite longa vida não apresenta diferenças de propriedades nutricionais quando comparado ao leite cru, pasteurizado (refrigerado) ou leite em pó.
    • Essa informação é atestada por relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
    • Casos de fraudes criminosas que aconteceram há mais de 10 anos são usados por influenciadores que difundem fake news na internet como sendo representativo da produção diária de leite.
    • Em consenso publicado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e Sociedade Brasileira de alimentação e Nutrição (SBAN), especialistas em nutrição confirmam benefícios e como o leite tem papel fundamental em uma dieta equilibrada e saudável.
    • Intolerância à lactose não impede o consumo de leite. Apenas alérgicos à proteína do leite (APLV) devem restringir o consumo com o suporte de médico especializado.

    Alguns vídeos publicados em redes sociais afirmam que o leite longa vida tem adição de conservantes, formol e outras substâncias químicas nocivas à saúde humana. Isso não é verdade. O leite não tem formol, nem conservantes.

    “Não podemos deixar que leigos difundam inverdades sobre um dos alimentos mais importantes da nossa dieta. Há uma série de especialistas e cientistas envolvidos tanto na análise, fiscalização, produção e, finalmente, controle de qualidade do leite que consumimos diariamente”, diz Nilson Muniz, Diretor-Executivo da Associação brasileira da Indústria de Lácteos Longa Vida (ABLV. “Mitos e fakes news deixam as pessoas inseguras para consumir alimentos que são de grande importância para uma nutrição saudável e equilibrada. O leite, um alimento acessível e com tantos benefícios, só deveria ser restrito a quem tem alergia. Até intolerantes podem se beneficiar das suas propriedades, já que, de acordo com a literatura científica, a maioria dos intolerantes costuma tolerar até 12 g de lactose por dia”, pondera Sueli Longo, Presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).

    A literatura cientifica indica que os benefícios associados ao seu consumo em diferentes faixas etárias são relacionados à sua alta densidade nutricional, oferta de proteínas, cálcio e componentes com propriedades funcionais. Também auxilia no

    crescimento e formação da estrutura óssea na infância e adolescência, diminui o risco de osteopenia e osteoporose – condições caracterizadas pela diminuição da densidade óssea, com osteopenia sendo menos severa que osteoporose – reduz o risco de doenças crônicas (como diabetes e obesidade), cardiovasculares, hipertensão e ajuda na prevenção de quadros de sarcopenia, termo usado para a perda progressiva de massa e força muscular, comum em idosos.

    Conservantes

    Antes da abertura da embalagem, o leite de caixinha longa vida pode ser mantido em temperatura ambiente – fora da geladeira – durante o prazo de validade de 4 a 6 meses, dispensando o uso de conservantes. O leite UHT possui as mesmas propriedades nutricionais, cor e sabor do leite pasteurizado, que tem validade de até 7 dias antes de sua abertura, sendo mantido sempre sob refrigeração.

    “Muitos leigos acham isso impossível, mas a tecnologia é o que garante essas condições”, introduz Dra. Carolina Pimentel, nutricionista Phd e Diretora Científica. “A combinação do tratamento térmico aplicado ao leite UHT, somado ao envase asséptico (realizado sem contato com o ambiente externo ou manipulação) e as camadas de proteção da embalagem da Tetra Pak, permite que o leite dispense o uso de conservante e de refrigeração até o momento de abertura da embalagem”, explica.

    Além disso, a legislação brasileira proíbe a adição de qualquer tipo de conservante ao leite, e a ocorrência de tal prática é considerada fraude no produto. As únicas substâncias permitidas são os chamados estabilizantes. Eles, que são constituintes naturais do leite, têm o objetivo de prevenir a separação de fases, garantindo um produto homogêneo, e assegurar a estabilidade das proteínas durante o processamento. O uso de estabilizantes também é verificado em diversos produtos pasteurizados – os que são refrigerados – e é regulamentado pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária). Todos os estabilizantes permitidos por lei são seguros para o consumo.

    Processamento e propriedades nutricionais

    Conforme atesta relatório conjunto da FAO e a OMS, o processo de ultrapasteurização (UHT) preserva as qualidades nutritivas do leite. Comparado ao leite pasteurizado, o leite de caixinha iguala-se em valor nutritivo, cor e sabor.

    “Há boatos de que o leite UHT, por ser aquecido a altas temperaturas, se torna um produto sem valor nutricional. Isso é um grande mito. A literatura científica indica que qualquer alteração que possa ocorrer em função do tratamento térmico UHT ou pasteurização não tem impacto no valor nutricional”, reforça Sueli Longo, Presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).

    ­­­Qual a diferença entre leite pasteurizado refrigerado e leite UHT de caixinha?

    O leite pasteurizado passa por tratamento que utiliza o binômio 75°C por 15 segundos. Após esse tratamento térmico, o leite é refrigerado e envasado automaticamente em circuito fechado.

    O leite UHT (Ultra High Temperature) é submetido, durante 2 a 4 segundos, a uma temperatura entre 130°C e 150°C, mediante um processo térmico de fluxo contínuo, imediatamente resfriado a uma temperatura ambiente e envasado sob condições assépticas em embalagens estéreis e hermeticamente fechadas.

    “O tratamento térmico empregado no leite pasteurizado tem como objetivo eliminar os microrganismos patogênicos, ou seja, aqueles que fazem mal a saúde dos consumidores, enquanto o tratamento térmico empregado no UHT, a ultrapasteurizarão, elimina não apenas os microrganismos patogênicos como também os indesejáveis, ou seja, microrganismos que teriam condição de se desenvolver durante o período de validade do produto, o que somado à embalagem cartonada de seis camadas, confere a durabilidade de até 6 meses, dispensando o uso de conservantes ou qualquer outra substância usada para esse fim”, descreve Dra. Carolina Pimentel, nutricionista Phd e Diretora Científica.

    Ao contrário dos saquinhos e garrafas plásticas, as embalagens cartonadas, conhecidas como “longa vida”, são formadas por seis camadas. De dentro para fora, duas camadas de polietileno evitam qualquer contato do leite com as demais camadas protetoras da embalagem. Em seguida, há um revestimento de alumínio, cuja função é evitar a passagem de oxigênio e luz e micro-organismos, além de manter as caracteristicas sensoriais. A quarta camada de polietileno é uma camada de aderência entre o aluminio e o papel. A quinta camada, uma cobertura de papel, confere estabilidade e resistência à estrutura da embalagem. E, por fim, uma sexta camada de polietileno dá o acabamento final. A junção das 6 camadas da embalagem somadas ao envase asséptico promove a segurança do produto, impedindo a entrada de luz, oxigênio, umidade e microrganismos, mantendo suas características nutricionais e sensoriais.”, conta.

    “O método UHT é aprovado por órgãos de saúde internacionais e nacionais e regulamentado pela Portaria Nº 370 de 04 de setembro de 1997 do MAPA, por meio do RTIQ – Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do leite UHT. “Não há motivos para ter receio de consumir leite de caixinha. Ele é seguro, tem as mesmas propriedades nutricionais que outros tipos de leite e, graças à tecnologia empregada, sem necessidade de refrigeração antes do consumo, podendo durar até 6 meses”, finaliza Dra. Carolina Pimentel, nutricionista Phd e Diretora Científica.

    Anexo: Consenso

    Movimento “A Vida Pede Leite”

    A Vida Pede Leite é um movimento que tem o objetivo de empoderar os consumidores com informação sobre o leite de vaca, seus benefícios nutricionais, composição, funcionalidades, para que todos possam fazer suas escolhas. O leite longa vida está presente em 91,5% dos lares brasileiros, sendo fonte de importantes nutrientes como a proteína de alto valor biológico e o cálcio. Ele está presente em diversos momentos de consumo, seja para acompanhar o pão do café da manhã, seja como ingrediente de uma receita de bolo para a tarde.

    Porém, muitas informações que circulam sobre o leite, especialmente nas redes sociais, não são verdadeiras e deixam os consumidores confusos. Dessa forma, pensando na importância e relevância que o leite tem em nossas vidas, o movimento foi criado com o objetivo de empoderar os consumidores com informações sobre os benefícios do leite para uma alimentação balanceada, trazendo dados relevantes e confiáveis sobre esse alimento.

    Recentemente o movimento idealizou o minidocumentário “Dia Mundial do Leite” e uniu a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) e a Associação Médica Brasileira (AMB) para juntas esclarecerem mitos e verdades sobre o leite com informações validadas pelo que há de mais atual na ciência. Este curta está disponível gratuitamente no canal do YouTube do movimento e nos sites e redes sociais das três sociedades médicas: https://www.youtube.com/watch?v=PmtFRZsTaeY

  • 5 bairros multiculturais em Miami 

    Herança de imigrantes complementam leque de experiências no destino, que vão muito além de praias e compras 

    Por mais de 100 anos, a Grande Miami e Miami Beach têm atraído pessoas para viver, trabalhar, se divertir e criar. Atraídos pelo calor do sol e pela promessa de um futuro melhor, os primeiros colonos das comunidades de Miami-Dade chegaram de muitos lugares, estabeleceram um novo modo de vida e deixaram sua marca.

    Hoje, essa herança cultural fica evidente em seus bairros, moldados por comunidades afro-americanas e imigrantes de Cuba, Haiti, Bahamas e outras partes do Caribe e América Latina. 

    Conheça mais sobre esses bairros e como aproveitá-los:

    • Historic Overtown: Ao norte do centro, este bairro afro-americano histórico, que já foi considerado o “Harlem da Flórida”, está em plena revitalização. Locais como o Historic Lyric Theater e o Black Police Precinct Courthouse and Museum contam a rica história da comunidade.

     Historic Lyric Theater

    • Little Havana: Um tesouro nacional, este pedaço de Cuba em Miami pulsa com atividade, especialmente na Calle Ocho. Restaurantes, lojas de charutos artesanais, galerias de arte e o famoso Parque do Dominó oferecem uma imersão autêntica na cultura cubana. Embora predominantemente cubana, Little Havana também acolhe imigrantes de toda a América Latina.

     Calle Ocho

    • Little Haiti: Onde antes era Lemon City, hoje floresce Little Haiti, um centro cultural vibrante da comunidade haitiana. A Northeast 2nd Avenue, conhecida como “Avenue Felix Morisseau Leroy”, é o coração do bairro, com negócios haitianos, arte colorida e a culinária crioula. O Little Haiti Cultural Arts Center, com seu icônico Caribbean Marketplace, é um ponto de encontro essencial.

    Caribbean Marketplace

    • Coconut Grove: A comunidade mais antiga de Miami, Coconut Grove é um refúgio tropical com raízes artísticas e uma rica herança afro-bahamiana. Casas históricas, como as “shotgun houses” – casas estreitas e com cômodos alinhados de forma que seja possível ver da porta da frente até a porta dos fundos -, e locais como a Macedonia Missionary Baptist Church, contam a história dos primeiros colonos. O bairro celebra sua veia artística com o Coconut Grove Arts Festival e o divertido King Mango Strut.

    Coconut Grove

    • Miccosukee & Everglades: Para uma experiência única, explore a cultura indígena Miccosukee e a vida selvagem dos Everglades. Visite a Miccosukee Indian Village para aprender sobre suas tradições, assistir a shows de jacarés e fazer passeios de aerobarco. 

    Miccosukee Village

    Para mais informações sobre como montar um roteiro multicultural em Miami, visite www.miamiandbeaches.com

  • Vindimas em Portugal: tudo o que você precisa saber sobre a festa da colheita da uva

    A tradição das vindimas no The Wine Experience. Crédito: WOW
    Setembro chega e, junto com ele, um dos momentos mais esperados do calendário agrícola português: as vindimas. Muito além da simples colheita da uva, a vindima é um ritual que atravessa séculos, misturando trabalho duro, festa comunitária e um profundo respeito pela terra. 
    Em Portugal, país com uma das tradições vinícolas mais antigas do mundo, as vindimas marcam o fim do verão europeu e o início de uma nova etapa no ciclo do vinho. As datas variam de acordo com a região, o tipo de uva e até o clima de cada ano, mas normalmente acontecem entre o começo de setembro e final de outubro. 

    O que é e como funciona a vindima? É o período em que as uvas atingem o ponto ideal de maturação e precisam ser colhidas rapidamente para manter a qualidade. Famílias inteiras e trabalhadores rurais participam da colheita e em muitas quintas (vinícolas), ainda se preserva a tradição de pisar a uva, em grandes tanques, num processo coletivo que mistura música, comida e festa. 

    Para que serve? O objetivo é simples e vital: colher e preparar as uvas que darão origem ao vinho daquele ano. Mas, para além da parte prática, a vindima simboliza também fertilidade, abundância e renovação, sendo vista como um tempo de celebração. 

    Tradição que virou experiência turística Se antes as vindimas eram restritas às comunidades rurais, hoje muitas quintas abriram suas portas para visitantes que querem viver a experiência completa: colher uvas, pisar nos lagares (local onde as uvas são esmagadas para extrair o suco usado na produção de vinho), acompanhar o processo de fermentação e, claro, provar vinhos e comidas típicas do país. É o chamado enoturismo, que transformou a vindima num dos momentos mais atrativos para quem visita Portugal nessa época. 

    Não pode ir a Portugal na época das vindimas? Sem problema Em Vila Nova de Gaia, o WOW (World of Wine) recria a magia das vindimas o ano todo. O complexo cultural tem museus, experiências interativas e degustações que mostram como a uva vira vinho, perfeito para quem quer viver a tradição em qualquer mês do ano. 
  • Museu do Ipiranga completa 130 anos

    Museu do Ipiranga completa 130 anos em setembro dialogando com questões contemporâneas  

    Com lançamento de podcast e de minissérie, o primeiro museu público de São Paulo conta sua trajetória e as mudanças de uma instituição histórica que olha para o presente 
     

    O Museu do Ipiranga, o museu público mais antigo de São Paulo, completa 130 anos aberto ao público em 7 de setembro de 2025. A data não marca apenas a longevidade da instituição, mas também consolida um processo de transformações iniciado há cerca de três décadas, que redefiniu sua atuação e ampliou sua relevância como espaço de pesquisa, preservação e diálogo com o presente. 

    Como parte das comemorações, o Museu lança a minissérie “Museu do Ipiranga 130 anos: Histórias para pensar o presente”, dirigida por Marcelo Machado. Com quatro episódios, a produção reúne depoimentos de convidados como Preta Rara e Marcelo Tas, além de visitantes e integrantes da equipe do Museu. Entre os temas abordados estão acessibilidade, novas formas de narrar a história do Brasil e a relação do público com o edifício histórico. Um dos episódios parte de uma pergunta recorrente nas redes sociais da instituição — “Cadê aquela carruagem?” — para discutir as transformações no acervo e nas escolhas curatoriais. Os dois primeiros episódios serão exibidos gratuitamente como parte da programação cultural do Museu em Festa 2025, festival anual realizado desde 2017 pela instituição e que ocupa o Parque Independência todo dia 7 de setembro. 

    Em outubro, será lançado o podcast “Pensar o presente: histórias de um museu em transformação”, produzido pelo Estúdio Novelo. Com cinco episódios, o programa revisita debates já promovidos pelo Museu e aponta os que ainda precisam ser enfrentados, reforçando seu papel como espaço de produção de conhecimento e reflexão crítica sobre a história e o presente do Brasil. 

    Ao completar 130 anos, o Museu do Ipiranga reafirma sua vocação como instituição histórica em constante transformação, que analisa o passado sem deixar de dialogar com os desafios do presente. 
     

    Os marcos do Museu do Ipiranga 

    Aberto ao público em 1895, sob a direção do zoólogo Herman von Ihering, o Museu dedicava-se originalmente às ciências naturais. Foi no início do século 20, na ocasião das comemorações do centenário da Independência, sob a gestão do historiador Afonso Taunay, que a instituição alterou gradativamente sua organização de museu enciclopédico, para um museu histórico, dedicado a conservar e expor documentos e objetos que reconstituíam a história nacional do ponto de vista de São Paulo. O discurso conduzido pelo então diretor reforçava o protagonismo paulista nos processos de independência do País, e se concretiza principalmente na decoração dos espaços do Museu como o Saguão, a Escadaria e o Salão Nobre, com obras que destacam o passado paulista e criam uma narrativa que buscava glorificar a história nacional. 

    A transição no perfil do acervo avançou nas décadas seguintes e teve um marco fundamental com o Plano Diretor, publicado em 1990, sob a direção do historiador Ulpiano Toledo Bezerra de Meneses. O documento orientou a política de pesquisa e aquisição de acervo voltada para a história e a cultura material, oferecendo uma organização conceitual alinhada aos preceitos científicos, técnicos e sociais contemporâneos. Nesse contexto, o Museu passou a dedicar atenção especial à cultura material de pessoas comuns, sem sobrenomes ilustres, o que norteou a incorporação sistemática de objetos e documentos representativos da vida cotidiana — como filtros de barro, escorredores de prato, brinquedos de plástico, embalagens de papel, entre outros itens familiares à população brasileira. Nesse mesmo período, foram incorporadas mais de 12 mil fotografias de Militão Augusto de Azevedo, notável por registrar a cidade de São Paulo na segunda metade do século 19 e por sua marcante produção de retratos, que rompe com a visão subjugada ou estereotipada da população negra, retratando-as como cidadãos plenos. 

    Essa mudança foi decisiva para o trabalho desenvolvido nas décadas seguintes. A narrativa sobre o Brasil e sobre São Paulo deixou de se restringir à ótica das elites paulistas e passou a contemplar também imigrantes, populações de baixa renda, mulheres e crianças. As obras expostas passaram a ser interpretadas não como registros absolutos da história, mas como representações de seu tempo, evidenciando grupos sociais historicamente marginalizados e ressaltando sua contribuição para a construção da sociedade brasileira. 

    Em 2022, após nove anos fechado para visitação, o Edifício-Monumento foi reaberto ao público. A reforma, viabilizada por meio da maior captação já realizada pela iniciativa privada via Lei Federal de Incentivo à Cultura, dobrou a área construída e triplicou a área expositiva. Também foram implantados recursos de acessibilidade em todos os pavimentos, com rampas, elevadores, plataformas, piso podotátil e mapas visutáteis. O Jardim Francês e suas fontes foram restaurados, e a instituição passou a contar com novos espaços, como a livraria Edusp, com cerca de 1,8 mil títulos, e a cafeteria Dolcissimo. Atualmente, o Museu dispõe de 49 salas expositivas, que abrigam 11 mostras de longa duração e uma sala dedicada a exposições temporárias. 

    Com a ampliação do Museu Paulista e a complexidade de sua nova operação, a Fundação de Apoio ao Museu Paulista (FAAMP) foi criada para contribuir com a gestão e ampliar o impacto social da instituição. Sua atuação envolve viabilizar parcerias, captar recursos e promover projetos especiais que garantem inovação, acessibilidade e maior alcance junto à sociedade. Dessa forma, a Fundação fortalece o desenvolvimento institucional do Museu e potencializa sua relevância cultural e educativa, assegurando que ele siga crescendo como referência na preservação e difusão da história do Brasil. 

    Museu do Ipiranga 

    Endereço: Rua dos Patriotas, 100

    Funcionamento: Terça a domingo (incluindo feriados), das 10h às 17h (última entrada às 16h). A bilheteria abre às 9h nos dias pagos e 10h nos dias de gratuidade. 

    Ingressos para as exposições de longa-duração: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). 
    Entrada gratuita para exposição temporária. 

    Gratuidades: Quartas-feiras e primeiro domingo do mês. Confira mais informações: museudoipiranga.org.br/visite/

    Transporte público: De metrô, há três estações da linha 2 (verde) próximas ao Museu, Alto do Ipiranga (30 minutos de caminhada), Santos-Imigrantes (25 minutos a pé) e Sacomã (25 minutos a pé). A linha 710 da CPTM tem uma parada no Ipiranga (20 minutos de caminhada). 

    Principais linhas de ônibus: 4113-10 (Gentil de Moura – Pça da República), 4706-10 (Jd. Maria Estela – Metrô Vila Mariana), 478P-10 (Sacomã – Pompeia), 476G-10 (Ibirapuera – Jd.Elba), 5705-10 (Terminal Sacomã – metrô Vergueiro), 314J-10 (Pça Almeida Junior – Pq. Sta. Madalena), 218 (São Bernardo do Campo – São Paulo). 

    Pessoas com deficiência em transporte individual: na entrada da rua Xavier de Almeida, nº 1, há vagas rotativas (zona azul) em 90°. 

    Bicicletas: para quem usa bicicleta, há paraciclos disponíveis próximos aos portões da R. Xavier de Almeida e R. dos Patriotas. 

    Museu do Ipiranga – USP 

    O Museu do Ipiranga é uma das sedes do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, que também agrega o Museu Republicano de Itu. É um dos mais completos e modernos museus da América Latina, com 49 salas expositivas no edifício monumento, abrigando exposições de longa duração que apresentam um panorama da História e da cultura material brasileira. São elas: “Passados imaginados”, “Uma História do Brasil”, “Para entender o Museu”, “Casas e coisas”, “Mundos do trabalho”. O Museu também conta com uma sala expositiva no Piso Jardim, pronta para receber exposições temporárias que articulam os conteúdos presentes no edifício monumento a temas da atualidade. 

    A acessibilidade é tema estratégico do Museu, que busca ser inclusivo para todas as esferas da sociedade. Os recursos acessíveis figuram em todos os pavimentos do edifício, integrados às exposições. 
     

    A gestão do Museu do Ipiranga é feita pela direção do Museu Paulista, com suporte da Fundação de Apoio ao Museu Paulista (FAAMP). 

    O edifício, tombado pelos órgãos de patrimônio municipal, estadual e federal, foi construído entre 1885 e 1890 e está situado dentro do complexo do Parque Independência. Concebido originalmente como um monumento à Independência, tornou-se em 1895 a sede do Museu do Estado, criado dois anos antes, sendo o museu público mais antigo de São Paulo e um dos mais antigos do país. Está, desde 1963, sob a administração da USP, atendendo às funções de ensino, pesquisa e extensão, pilares de atuação da Universidade. 

    https://www.instagram.com/museudoipiranga/
    https://www.facebook.com/museudoipiranga/

    https://www.linkedin.com/company/museu-do-ipiranga/posts/?feedView=all

    Patrocinadores e parceiros: 

    Mantenedor: Shell, Vale 
    Patrocinador Master: Itaú, Santander 

    Patrocínio Ouro: B3, Comgas 

    Patrocínio Prata: Caterpillar, Goodyear, Rede Itaú, Zurich Santander Seguros e Previdência Brasil 

    Empresas parceiras: Atlas Schindler, Banco BV, Dimensional, Nortel, PWC, Sabesp, Singer e Smiles 
    Seguros Parceria de mídia: Estadão, Instituto Bandeirantes, JCDecaux, Revista Piauí e Uol

  • Menos correria, mais bem-estar: o novo jeito de viajar em 2025

    Relatório aponta alta na busca por experiências que unem relaxamento, autocuidado e conexão interior

    Com a crescente conscientização sobre o cuidado com corpo e mente, o turismo do bem-estar tem atraído cada vez mais viajantes em busca de destinos que ofereçam descanso físico e mental. Segundo levantamento do Global Wellness Institute (GWI), essa tendência deve movimentar US$1,3 trilhão até o final do ano. O reflexo já é perceptível em Curitiba: pela primeira vez, o turismo de lazer superou o de negócios. Pesquisa do Instituto Municipal de Turismo mostra que, ao longo do último ano, mais de 33% dos visitantes estiveram na cidade para passear e relaxar, enquanto menos de 25% vieram a trabalho. 

    Em um cenário global cada vez mais acelerado, cresce a procura por equilíbrio e descanso. O crescimento global por destinos voltados à saúde mental, relaxamento e autocuidado são umas das principais tendências de 2025 segundo a 6ª edição da Revista Tendências do Turismo do Ministério do Turismo e dados do Global Wellness Institute (GWI). Caminhadas, ioga, meditação, massagens e alimentação saudável estão entre as práticas mais buscadas. Essa tendência pode ser vivenciada de diferentes formas: em viagens regenerativas, no wellness urbano ou em hotéis especializados. Também pode se integrar ao slow travel, estilo que privilegia a tranquilidade, reduz obrigações, incentiva o afastamento da tecnologia e valoriza a vivência plena do momento presente. 

    A escolha da hospedagem tem papel central nesse movimento. Muitos viajantes optam por hotéis que oferecem diferenciais como SPAs, clínicas de repouso, academias e outras atividades voltadas à qualidade de vida. 

    Em 2023, a economia global voltada para o bem-estar movimentou US$ 6,3 trilhões, segundo estudo do Global Wellness Economy. Dentro desse valor, o segmento de turismo de bem-estar representa US$ 830 bilhões e deve crescer a uma taxa anual de 7,3% entre 2023 e 2028 — ritmo superior ao crescimento estimado do PIB mundial. Atentos a essa demanda, os empreendimentos vêm adaptando suas estruturas. Em Curitiba, o NH Curitiba The Five se consolidou como referência, oferecendo bem-estar e tranquilidade em pleno centro urbano. O hotel conta com SPA, centro de relaxamento, terraço no complexo The Five e academia. Para maior comodidade, disponibiliza ainda restaurante e bar. 

    Em 2025, o hotel curitibano registrou aumento de 12% no número de hóspedes em busca de lazer. O Naturo Spa também acompanhou essa tendência, com crescimento de 50%. O espaço é reconhecido pelo atendimento personalizado, que considera o biotipo e utiliza produtos adequados às necessidades de cada cliente. Entre os serviços oferecidos, destacam-se a drenagem linfática e as experiências imersivas, que conquistam pela excelência, sensorialidade e personalização como Thai Massage. O hotel ainda dispõe de facilidades que tornam a estadia mais completa, como salão de beleza e um pequeno mercado. 

  • Estresse Felino: Como proteger o bem-estar dos gatos

    Os gatos são animais extremamente sensíveis e territoriais, capazes de perceber até mesmo pequenas mudanças em seu ambiente. Alterações repentinas de comportamento, como se esconder, miar em excesso ou demonstrar agressividade, podem ser sinais de que o felino está passando por estresse – um problema que vai muito além de simples reações comportamentais.

    “O estresse prolongado pode comprometer a saúde física, enfraquecer o sistema imunológico e até desencadear doenças urinárias, problemas de pele e alterações no apetite”, alerta a médica-veterinária Marina Tiba, gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

    Causas do estresse em gatos

    Situações comuns do dia a dia podem ser suficientes para gerar tensão. Mudanças de casa, reformas, novos móveis ou mesmo a chegada de visitas ou novos moradores alteram o território que o gato reconhece como seguro, provocando desconforto.
    A convivência com múltiplos gatos também merece atenção: disputas por caixas de areia, brinquedos, água, comida ou locais de descanso são gatilhos frequentes para conflitos. “Nesses casos, oferecer múltiplos recursos para cada gato é fundamental para reduzir disputas e criar um ambiente mais harmonioso”, explica Marina.

    Além disso, fatores externos como barulhos intensos, fogos de artifício, visitas frequentes ou a ausência prolongada do tutor podem afetar diretamente o equilíbrio emocional dos felinos.

    Sinais de alerta

    Identificar os sinais de estresse é o primeiro passo para proteger a saúde emocional dos gatos. Entre os mais comuns estão agressividade, vocalização excessiva, perda de apetite, tendência a se esconder e lambedura compulsiva, que pode levar à queda de pelos. “Esses comportamentos indicam que o animal está tentando lidar com uma situação que não consegue controlar, reforçando a importância de ajustes no ambiente, no manejo diário e da busca por orientação de um médico-veterinário especializado”, destaca Marina.

    Estratégias para reduzir o estresse

    Existem diversas formas de promover o bem-estar felino em casa. O enriquecimento ambiental é uma das principais: arranhadores, brinquedos interativos, prateleiras e esconderijos ajudam o gato a explorar o espaço de forma segura e estimulante. Além disso, o tempo de brincadeira com o tutor fortalece o vínculo, proporciona diversão e segurança emocional, reduzindo consideravelmente o estresse.

    Outro recurso eficaz é o uso de feromônios sintéticos. “Os feromônios são sinais químicos naturalmente produzidos pelos felinos, que transmitem mensagens de segurança, bem-estar e território. As versões sintéticas, que imitam esses sinais, ajudam na adaptação a situações desafiadoras, trazendo mais serenidade e equilíbrio”, explica a veterinária.

    Mais confiança, menos estresse

    Ao reconhecer os sinais de estresse e adotar estratégias de prevenção, é possível transformar a rotina dos gatos, tornando-os mais confiantes, relaxados e felizes.

  • 10 curiosidades sobre a Milk & Mellow


    Um clássico de quase 50 anos: 10 curiosidades sobre uma das hamburguerias mais tradicionais de São Paulo

    Pioneira na cena de hamburguerias da cidade, a Milk & Mellow preserva receitas originais, arquitetura com memória afetiva e práticas sustentáveis que acompanham tendências gastronômicas

    Poucos lugares conseguem atravessar quase cinco décadas sem perder a essência e, ao mesmo tempo, se reinventar para dialogar com novas gerações. Desde 1976, a Milk & Mellow é mais que uma hamburgueria: é um ponto de encontro da cidade de São Paulo, onde tradição, sabor artesanal e práticas modernas de sustentabilidade se encontram. Pioneira ao trazer o conceito dos diners americanos para a capital, a marca se tornou parte da memória afetiva dos paulistanos e, ao longo do tempo, passou a acompanhar também seus diferentes estilos de vida, oferecendo opções que vão do clássico hambúrguer indulgente a pratos saudáveis e sobremesas artesanais.

    Confira 10 curiosidades que ajudam a explicar por que a Milk & Mellow é um verdadeiro patrimônio gastronômico da cidade:


    1. Receita que atravessa gerações

    O hambúrguer segue a mesma fórmula desde a inauguração, preparado com blends de carnes nobres e frescas, nunca congeladas. O sabor fiel à tradição é um dos motivos que fidelizam clientes há quase cinco décadas.
     

    2. Raízes familiares

    Nascida como negócio de família, a Milk & Mellow mantém até hoje uma gestão próxima e acolhedora. O atendimento personalizado e a hospitalidade são parte essencial da experiência, que valoriza tanto o cliente quanto a memória da marca.

    3. Pioneirismo cultural

    Foi uma das primeiras casas a trazer o clima dos diners americanos para São Paulo. Inspirada no estilo retrô, com balcão central e porções generosas, criou um ambiente de encontros e lembranças que se estende por gerações.

    4. Cardápio que acompanha tendências

    Do indulgente ao saudável, o menu abraça diferentes perfis de consumo. Além dos clássicos hambúrgueres e milkshakes, oferece opções vegetarianas, veganas, low carb e proteínas como filé mignon, frango, atum e cortes angus, tornando a experiência versátil e inclusiva.

    5. Gelato artesanal

    Produzido desde 2016 com receita própria inspirada na tradição italiana, o gelato da Milk & Mellow leva menos gordura, açúcar, corantes e ingredientes artificiais do que o sorvete comum. Hoje, é estrela de sobremesas criativas, milkshakes exclusivos e combinações que unem nostalgia e inovação.

    6. Sustentabilidade em prática

    A unidade conceito da Vila Nova Conceição adota soluções como energia solar, captação de água da chuva, reuso inteligente para limpeza e sanitários, coleta seletiva constante e reciclagem de 92% do lixo orgânico. Até os móveis são feitos de madeira de demolição, e a preservação das praças do entorno faz parte da rotina da marca.


    7. Lifestyle saudável

    Mais do que uma hamburgueria, a Milk & Mellow é também um espaço que conversa com quem busca equilíbrio entre prazer e bem-estar. Com saladas, pratos balanceados e opções leves, conecta-se ao estilo de vida de clientes que cultivam uma rotina ativa e consciente, mas não abrem mão de uma boa experiência gastronômica.

    8. Pet friendly

    Uma das pioneiras em São Paulo a receber clientes com seus animais de estimação, a marca ajudou a consolidar esse hábito na cidade, transformando refeições em momentos ainda mais afetivos.
     

    9. Kids friendly

    A unidade conceito da Vila Nova Conceição conta com espaço dedicado às crianças, tornando-se ponto de encontro para famílias que buscam lazer aliado à boa gastronomia em um ambiente seguro e acolhedor.

    10. Arquitetura com memória afetiva

    As unidades preservam o ar retrô dos anos 70, misturado a soluções modernas de iluminação natural e áreas abertas. O resultado é um ambiente atemporal, que conecta tradição e inovação sem perder o charme da origem.
     

    “Nossa missão sempre foi criar um espaço que unisse sabor, acolhimento e respeito à cidade. Por isso, cada detalhe – da receita original ao projeto sustentável – reflete nosso compromisso em oferecer mais do que uma refeição: queremos criar memórias”, afirma Paulo Bueno, sócio da Milk & Mellow.

    Serviço Milk & Mellow

    Unidade JK | Av. Pres Juscelino Kubitschek, 101
    Seg e Ter., das 12h à 0h | Qua. a Sáb., das 12h às 4h | Dom., das 12h às 2h
    Pedidos: (11) 4118-7878

    Unidade Cidade Jardim | Av. Cidade Jardim, 1085
    Seg. e Ter.: das 12h à 0h | Qua., Qui. e Dom.: das 12h às 02h | Sex. e Sáb.: das 12h às 04h
    Pedidos: (11) 3168 4516

    Delivery | (11) 4118-7878 & iFood | Segunda-feira: Fechado | Ter., das 12h à 0h | Qua. a Sáb., das 12h às 4h | Dom., das 12h às 2h

  • Como ajudar o pet a interagir com o mundo?

    Socialização é fundamental para o desenvolvimento e bem-estar do pet e snacks podem auxiliar no processo

    A socialização é um dos pilares para a formação do comportamento de cães e gatos. Nesse processo, o animal aprende a se relacionar com os seres humanos, passa a reconhecer diferentes pessoas, sons, cheiros, ambientes e outros animais de maneira positiva.

    Para os cães, esse período é essencial nos primeiros meses de vida, entre a terceira e a décima sexta semana, fase em que o cérebro está mais receptivo a experiências novas. Os Gatos também passam por uma fase semelhante, em que as vivências influenciam na forma como irão reagir ao longo da vida adulta. Animais que não são socializados adequadamente nessa etapa tendem a se tornar medrosos, ansiosos ou até agressivos diante de situações que fogem à rotina.

    No entanto, a socialização não é um processo restrito apenas a filhotes. “Animais , por exemplo, muitas vezes carregam marcas de experiências negativas e precisam reaprender a confiar em pessoas e em ambientes diferentes. Para esses pets, cada pequeno avanço pode representar uma conquista enorme, e o papel do tutor é justamente conduzir essa adaptação de forma gradual, respeitosa e positiva. O grande desafio está em transformar situações que poderiam gerar medo ou insegurança em experiências que transmitam calma, confiança e bem-estar”, elucida a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

    É nesse ponto que os petiscos ganham importância. Mais do que agrados, eles são ferramentas estratégicas no processo de socialização porque funcionam como reforço positivo. Sempre que o animal vivencia algo novo e recebe um petisco, seu cérebro associa aquela experiência a uma sensação prazerosa. “Essa associação é fundamental para que o pet desenvolva respostas equilibradas a estímulos variados. Um filhote de cão que recebe um snack ao encontrar outra pessoa, por exemplo, passa a entender que esse contato é algo bom. Um gato que é recompensado ao se aproximar calmamente de um visitante pode aprender que a presença de estranhos não representa ameaça”, detalha a profissional.

    O uso dos snacks no contexto da socialização tem aplicações práticas. Durante os primeiros passeios, por exemplo, o tutor pode oferecer petiscos quando o cão reage bem a barulhos da rua, ajudando-o a construir confiança diante de estímulos urbanos.

    Locais como parques, praças ou até mesmo pet shops também são opções que podem auxiliar a ensinar ao pet a convivência com outros animais. “Os encontros e a aproximação devem ser graduais e quando o cão de aproximar do outro pet sem sinais de tensão, o tutor pode oferecer snacks a ambos. Isso cria uma associação positiva”, explica Bruna.

    Em casa, quando chegam visitas, recompensar o pet por se manter calmo e receptivo também é uma forma de transforma esse momento em uma experiência agradável. As consultas veterinárias, que costumam ser fonte de estresses aos pets, também devem fazer parte desse processo. “Os petiscos neste contexto podem auxiliar o pet a identificar o ambiente clínico como algo positivo”, conta a médica-veterinária.

    No caso de animais resgatados, que muitas vezes apresentam resistência ao contato humano, os snacks podem ser o primeiro passo para quebrar a barreira do medo e estabelecer uma relação de confiança. “Pets que passaram por abandono ou maus-tratos podem ter medo de pessoas, por isso, é preciso ajudá-los a ressignificar essas experiencias. Pequenos gestões, como estender a mão com um snack, permitindo que o animal se aproxime por vontade própria, é uma atitude que transmite segurança e reforça a confiança do animal”, afirma Bruna.

    É importante ressaltar que existem cuidados a serem observados nesse período para auxiliar no desenvolvimento dos cães e gatos. A socialização não pode ser forçada: a paciência do tutor e o respeito ao tempo do animal são fundamentais para que o processo seja realmente eficaz, e os snacks funcionam como uma ponte de confiança. Quando usados corretamente, os petiscos transformam experiências desafiadoras em momentos prazerosos e ajudam cães e gatos a interagirem de forma mais segura e saudável com o mundo ao seu redor.

  • Vacina para pets: 8 ‘verdades’ que te contam, mas que são falsas 

    Médica-veterinária da UniFAJ destaca a importância de manter as vacinas em dia

    As fake news sobre vacinas não afetam apenas os seres humanos — elas também se espalham no universo dos pets, provocando desinformação e colocando em risco a saúde de cães e gatos. Um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base em uma pesquisa online, revelou, em 2023, que tutores que não se vacinam contra a Covid-19, por exemplo, têm sete vezes mais chances de também não vacinar seus animais de estimação.

    De acordo com a médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna(UniFAJ), Dra. Aline Ambrogi, manter a vacinação em dia é responsabilidadeexclusiva do tutor e revela a maior prova de amor que se possa ter com seu pet. 

    “Assim como ocorre com os humanos, a vacina é a forma mais eficaz de manter o seu bichinho protegido contra doenças sérias e que, em estágiosmais avançados, podem levar o pet ao óbito. É preciso que o tutor fique atento aos prazos e levar o seu cachorro ou gato para vacinar anualmente”, revela a especialista.  

    Segundo a Dra. Aline, as vacinas que devem ser aplicadas anualmente em cães são a raiva, gripe canina (tosse dos canis) e V8 ou V10, que protegemos animais 
    contra doenças como cinomose, 
    parvovirose, leptospirose etc. Já em gatos, os reforços anuais devem ser aplicados contra a raiva, além da V3, V4 ou V5, que oferecerem proteção contra a panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose e FeLV. 

    A médica ainda alerta: “Deixar de reforçar as vacinas anualmente aumenta o risco de o animal contrair doenças potencialmente graves e, em muitos casos, fatais.”

    Além da desinformação, a disseminação de fake news influencia diretamente a decisão dos tutores. Segundo o mesmo estudo, enquanto os que mantêm a vacinação em dia costumam buscar informações com médicos-veterinários, aqueles que não vacinam recorrem, em grande parte, a conteúdos da internet e grupos de WhatsApp, aumentando a exposição a informações incorretas.

    A médica-veterinária da UniFAJ enumera 8 fake news mais contadas sobre a vacinação de pets. Confira: 

    1 – A vacina contra a raiva não precisa mais ser aplicada anualmente

    Ao contrário do que muitos propagam, a raiva não foi erradicada no Brasil — apenas controlada em áreas urbanas. Ainda há casos em animais silvestres e em regiões rurais. A vacinação anual contra a raiva é obrigatória por lei, sendo uma medida de saúde pública, pois a doença é fatal e transmissível ao ser humano (zoonose).

    2 – Animal idoso não precisa tomar vacina

    Animais idosos têm o sistema imunológico mais enfraquecido, o que os torna mais vulneráveis a doenças. A vacinação deve ser mantida ao longo da vida, com avaliação do veterinário sobre o estado de saúde do animal.

    3 – Uma única dose já protege por toda a vida do animal

    A maioria das vacinas tem duração limitada e requer reforço anual para garantir imunidade. O protocolo pode variar conforme o fabricante e a região, mas o reforço anual é a regra geral no Brasil.

    4 – Gatos não precisam tomar vacina

    Gatos são altamente suscetíveis a doenças infecciosas, especialmente respiratórias e virais. Mesmo gatos indoor devem receber vacinas.

    5 – Meu animal não sai de casa, não precisa ser imunizado

    Animais indoor também estão expostos a vírus e bactérias trazidos por roupas, sapatos, visitas, objetos contaminados ou outros animais. Além disso, acidentes e fugas acontecem, por isso é melhor que o pet esteja protegido.

    6 – Meu animal é vira lata e não precisa de vacina

    Independente da raça ou da origem, todo cão e gato precisa estar com a vacinação em dia. As vacinas protegem contra doenças graves e os animais sem raça definida tem as mesma necessidades que os de raça.

    7 – Vacinas trazem mais malefícios do que benefícios

    As vacinas veterinárias são seguras, passam por testes rigorosos e são aprovadas por órgãos reguladores. Reações adversas são raras, geralmente leves (febre, dor local) e tratáveis. Os benefícios superam em muito os riscos.

    8 – Apenas filhotes devem ser vacinados 

    Filhotes precisam de uma série inicial, mas a imunização deve ser mantida durante toda a vida do animal com reforços anuais. Animais adultos não vacinados ou com histórico vacinal desconhecido devem receber vacinação o quanto antes, seguindo um protocolo específico.

  • Receita de Bolo de Abacaxi com Coco

    Opção de sobremesa deliciosa e diferenciada sugerida por Claybom para fugir do tradicional

    BOLO DE ABACAXI COM COCO

    CLAYBOM SABOR MANTEIGA

    Rendimento: 12 porções

    Tempo de preparo: 1h20min

    Nível de dificuldade:

    ( ) Fácil

    (x) Médio

    ( ) Difícil

    Tipo de receita:

    (X) Doce

    (  ) Salgada

    Ingredientes:

    Massa 20 cm:

    • 1 ¼ xícara (chá) de Claybom Sabor Manteiga(200g)
    • 2 xícaras (chá) de açúcar (380g)
    • 4 ovos (200g)
    • 2 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo (365g)
    • 1 colher (sopa) de fermento (20g)
    • 1 xícara (chá) de leite (240ml)

    Abacaxi em calda:

    • 1 abacaxi grande maduro, sem casca e picado em cubinhos (400g)
    • ½ xícara (chá) de açúcar (95g)
    • 1 xícara (chá) de água (240ml)

    Recheio de coco:

    • 2 latas de leite condensado (790g)
    • 1 vidro pequeno de leite de coco (200ml)
    • 1 caixinha de creme de leite (200ml)
    • 100g de coco ralado
    • 2 colheres (sopa) de Claybom Sabor Manteiga(20g)

    Cobertura e decoração:

    • 300g de creme tipo chantilly gelado
    • Chips de coco para decorar

    Modo de preparo:

    Massa:

    1. Na batedeira, bata a Claybom Sabor Manteiga e o açúcar até obter um creme claro e fofo. Adicione os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
    2. Adicione a farinha de trigo e o fermento em pó, alternando com o leite, e misture bem.
    3. Despeje a massa em uma assadeira redonda untada e enfarinhada de 20 cm de diâmetro e asse em forno médio por cerca de 40 minutos.
    4. Retire do forno e deixe que esfrie completamente antes de desenformar. Com uma faca de serra, fatie o bolo em 2 camadas e reserve.

    Abacaxi em calda:

    1. Coloque os cubos de abacaxi, o açúcar e a água em uma panela e leve ao fogo até que o açúcar esteja completamente derretido e o abacaxi cozido, mas sem desmanchar.
    2. Retire do fogo, passe o abacaxi em uma peneira para escorrer a calda, mas reserve a calda para umedecer o bolo. Reserve um pouco do abacaxi para decorar o bolo, o restante será usado no recheio do coco.

    Recheio de coco:

    1. Coloque o leite condensado, leite de coco, creme de leite, coco ralado e a Claybom Sabor Manteiga em uma panela e mexa bem.
    2. Leve ao fogo médio, mexendo sempre, até que fique em ponto de brigadeiro mole, desgrudando da panela. Deixe esfriar um pouco antes de utilizar.

    Cobertura e decoração:

    1. No prato de servir, posicione a primeira camada do bolo e regue com a calda de abacaxi. Espalhe o recheio de coco e os cubinhos de abacaxi por cima dele, lembrando de reservar alguns cubos de abacaxi para a decoração do bolo.
    2. Finalize a montagem com a outra camada da massa de bolo e regue com a calda de abacaxi. Leve o bolo para gelar por cerca de 2 a 3 horas antes de cobrir.
    3. Após o tempo de descanso na geladeira, bata o chantilly na batedeira até atingir picos firmes e espalhe por toda lateral e topo do bolo. Decore com os cubinhos de abacaxi reservados e com os chips de coco, e sirva a seguir.