Apenas 16% dos responsáveis associam vacinação à saúde dos gatos

Apenas 16% dos responsáveis associam vacinação à saúde dos gatos, aponta pesquisa global da MSD Saúde Animal
Estudo revela que, embora médicos-veterinários sejam os principais influenciadores da vacinação felina, divergências de percepção e lacunas de informação ainda barram a adesão aos protocolos preventivos
 

O crescimento da população de felinos nos lares brasileiros e globais trouxe consigo a necessidade de um olhar mais atento e especializado para o manejo e os cuidados preventivos específicos da espécie. Muitas vezes vistos erroneamente como animais de cuidados mais simples devido à sua independência, os gatos demandam uma rotina rigorosa de saúde que tem na vacinação um de seus pilares mais críticos. 
 

Para compreender a fundo essa dinâmica e identificar os principais gargalos na proteção desses animais, a MSD Saúde Animal realizou um amplo levantamento global com responsáveis por felinos e médicos-veterinários. Intitulada “Drivers, Barriers, and Unmet Needs affecting Feline Vaccination Compliance: Insights from a Global Survey of Cat Owners and Veterinarians”, a pesquisa foi apresentada no Congresso Mundial Felino de 2026 (World Feline Congress 2026) e publicada na revista científica Veterinary Sciences, revelando um distanciamento significativo entre o que as famílias e os profissionais pensam sobre a relevância de vacinar os pets.


Enquanto 69% dos médicos-veterinários consideram a vacinação um fator essencial para a saúde felina, apenas 16% dos responsáveis compartilham dessa mesma percepção. O estudo expôs que 58% das famílias dependem diretamente do médico-veterinário para obter informações sobre vacinas, mas somente 23% dos profissionais relatam compartilhar ativamente materiais educativos sobre o tema. Por outro lado, a recomendação do médico-veterinário (71%) foi identificada como o principal fator de estímulo para que o animal receba as doses, evidenciando que o público busca mais dados sobre os benefícios e enxerga o profissional como uma fonte de extrema confiança.


Diante desse cenário desafiador, que evidencia a urgência de uma comunicação mais próxima e consultiva nas clínicas para reverter a vulnerabilidade dos animais a enfermidades evitáveis, os especialistas apontam que o alinhamento de expectativas é o primeiro passo. Para Melissa Bourgeois, médica-veterinária, PhD e diretora técnica global de Biológicos para Animais de Companhia da MSD Saúde Animal, a descoberta desses gargalos serve como um mapa para o setor: 

“Nosso estudo mostra uma oportunidade clara para melhorar a adesão aos protocolos vacinais. Os responsáveis por gatos confiam nos médicos-veterinários para obter informações sobre vacinas, e os profissionais estão na posição ideal para remover barreiras, preencher lacunas de conhecimento e elevar as taxas de vacinação”, afirma a diretora.


Desinformação e divergência de prioridades no manejo diário


A análise aprofundada dos dados aponta que a falta de conhecimento técnico molda diretamente a rotina de cuidados dentro de casa. Ao serem estimulados a listar, de forma espontânea, três fatores cruciais para manter a saúde dos felinos, a esmagadora maioria dos responsáveis (94%) apontou uma alimentação de alta qualidade. Itens como consultas de rotina (39%), afeto (35%) e momentos de brincadeira (17%) também ganharam prioridade frente à vacinação, mencionada por apenas 16% do público. Em contrapartida, para os médicos-veterinários, a vacinação divide o topo do ranking de relevância com a nutrição de alta qualidade, acumulando 69% das citações em ambos os casos.


Essa disparidade de percepção também ajuda a explicar os motivos que levam à não vacinação. Entre os responsáveis que optam por deixar os gatos desprotegidos, as principais justificativas são a crença de que as vacinas seriam desnecessárias para animais saudáveis (27%) ou para aqueles que vivem exclusivamente em ambientes internos (27%). Esse comportamento reflete perfeitamente os maiores obstáculos identificados pelos médicos-veterinários no dia a dia dos consultórios, que listam a falta de entendimento do cliente (53%) e a disseminação de informações incorretas (51%) como as barreiras mais complexas a serem superadas.


Curiosamente, o motor para reverter esse quadro está na própria relação de confiança estabelecida na clínica. Entre os entrevistados que mantêm a carteira de vacinação dos felinos em dia, os fatores de maior influência foram o desejo intrínseco de manter o pet saudável (62%) e a indicação direta do médico-veterinário (57%). O dado se conecta à percepção dos próprios profissionais, dos quais 71% confirmam que a sua recomendação verbal é o principal fator de engajamento da família. O grande desafio, portanto, reside em transformar essa influência em uma prática constante de compartilhamento de dados, rompendo o silêncio atual onde a minoria dos médicos-veterinários (23%) fornece materiais educativos explicativos, a despeito de 58% dos clientes desejarem receber esse tipo de suporte.


Prevenção personalizada e o papel da inovação clínica


Diante desse cenário, a vacinação permanece como uma das principais estratégias para prevenir doenças infecciosas que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida dos felinos ao longo de toda a vida. As diretrizes internacionais recomendam que o protocolo vacinal seja definido de forma individualizada, considerando fatores como idade, histórico de saúde, ambiente em que o animal vive e seu risco de exposição a agentes infecciosos.


Para apoiar essa decisão clínica, a MSD Saúde Animal disponibiliza a linha Nobivac® Feline, composta por vacinas que protegem contra as principais doenças que acometem os gatos, permitindo ao médico-veterinário estabelecer o protocolo mais adequado para cada paciente. O portfólio contempla opções para proteção contra rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia, clamidiose e leucemia viral felina, uma das doenças infecciosas de maior impacto na saúde dos felinos. Entre elas, a Nobivac® Feline 1-HCPCh+FeLV é a única vacina do mercado que oferece proteção por dois anos contra a leucemia viral felina e por um ano contra outras quatro importantes enfermidades dos gatos.


Para José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal Brasil, os resultados do levantamento reforçam que ampliar o acesso à informação é tão importante quanto disponibilizar tecnologias de prevenção:


“Os dados globais mostram que ainda existe uma distância significativa entre a percepção dos responsáveis e a realidade dos riscos aos quais os gatos estão expostos. Muitos acreditam que um animal que vive exclusivamente dentro de casa não precisa ser vacinado, quando, na prática, a prevenção continua sendo fundamental para protegê-lo de doenças potencialmente graves. O médico-veterinário desempenha um papel decisivo nesse processo, e nosso compromisso é apoiá-lo com evidências científicas, ferramentas de educação e um portfólio completo de vacinas, como a linha Nobivac®, para que mais famílias compreendam a importância da vacinação e façam da prevenção um cuidado contínuo”, afirma o diretor.


Metodologia


Realizado entre maio de 2024 e agosto de 2024, o estudo capturou dados de uma amostra representativa de 1.330 médicos-veterinários de animais de companhia e 5.071 responsáveis por gatos em 14 países: Estados Unidos, Canadá, Japão, Brasil, México, Austrália, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia, Bélgica, Holanda e Dinamarca.

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