Nascimento de 86 filhotes de tartaruga-marinha mobiliza Instituto Argonauta na Praia do Paúba, em São Sebastião
Com acompanhamento da equipe do PMP-BS/Instituto Argonauta, orientação técnica da Fundação Projeto TAMAR e apoio da SEMAM/Prefeitura Municipal de São Sebastião, a ação garantiu que os filhotes chegassem ao mar de forma mais segura.
Na noite desta quarta-feira (19/02), um morador da Praia do Paúba, em São Sebastião, entrou em contato com o Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha informando que filhotes de tartaruga-marinha estavam emergindo do ninho. A equipe técnica do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP/BS) foi imediatamente acionada e se deslocou até o local para monitorar a eclosão e acompanhar o deslocamento dos animais até o mar.
Ao todo, foram registrados 86 filhotes, que iniciaram o trajeto em direção ao oceano.
Moradores colaboraram prontamente, apagando as luzes das residências próximas para reduzir a interferência luminosa. Ainda assim, a iluminação da praia acabou influenciando parcialmente o direcionamento dos filhotes, que utilizam a luminosidade natural do horizonte como referência para alcançar o mar.
Com acompanhamento da equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS)/Instituto Argonauta, orientação técnica da Fundação Projeto TAMAR e apoio da SEMAM/Prefeitura Municipal de São Sebastião, os filhotes foram conduzidos para um trecho mais escuro da praia, permitindo que seguissem de forma mais natural e segura até o oceano.
A médica-veterinária Mariana Zillio destaca que a iluminação artificial é um dos principais fatores de desorientação. “Os filhotes se orientam pela luz natural refletida no horizonte marinho. Qualquer fonte de luz artificial pode desviar esse trajeto, aumentando o risco de predação e exaustão”, explica.
A médica-veterinária Isabela Moreira ressalta a importância da atuação técnica adequada. “O acompanhamento em campo garante que a intervenção seja mínima e realizada apenas quando necessário, priorizando que os filhotes completem o percurso da forma mais natural possível”, afirma.
Para o presidente do Instituto Argonauta, o oceanógrafo Hugo Gallo, o episódio reforça a importância do monitoramento contínuo ao longo do litoral. “Mesmo não sendo uma área regular de desova, quando ocorre um evento como este precisamos de resposta rápida e integração entre instituições. A atuação conjunta com a Fundação Projeto TAMAR, com apoio da Prefeitura e colaboração da comunidade foi essencial para garantir a chegada segura dos filhotes ao mar”, destaca Gallo.
