– Em entrevista, brasileiro classifica nova geração como “muito divertida de guiar” e acredita que velocidade e tecnologia do carro elétrico mais avançado do mundo devem atrair novo público e até pilotos de outras categorias.
O brasileiro Felipe Drugovich, piloto que se prepara para a segunda temporada junto à equipe Andretti Formula E, agora correndo com motorização 100% elétrica da Nissan, falou sobre o desenvolvimento do carro GEN4 e sobre as expectativas para Temporada 2026/2027 do Campeonato Mundial de Fórmula E, que são bastante elevadas.
“[O GEN4] É um passo à frente gigantesco para a Fórmula E, algo que realmente a Fórmula precisava, então todo mundo está muito contente [com os testes de desenvolvimento], as equipes queriam algo que fosse mais legal de trabalhar, os pilotos nem se fala, então eu estou muito contente, todo mundo está super contente com isso”.
A declaração de Drugovich foi dada em entrevista aos jornalistas Sérgio Siverly e Lito Cavalcanti, do podcast Boteco F1 no YouTube, em episódio desta quarta-feira.
O novo carro GEN4 entrega potência máxima de 600 kW (cerca de 815 cv) nos Modos de Classificação e de Ataque, tem aceleração de 0 a 100 km/h em aproximadamente 1,8 segundo e de 0 a 200 km/h em 4,4 segundos, sendo capaz de ultrapassar os 335 km/h, além de ser o primeiro monoposto aprovado pela FIA a competir com tração integral permanente e ativa e construção com 100% de material reciclável ou reutilizável.
Com essa máquina na pista, Drugovich acredita que a pilotagem será mais natural para os pilotos, inclusive atraindo profissionais da Fórmula 2 e mesmo da Fórmula 1 de forma mais natural, além de gerar corridas mais animadas e atrativas para o público habitual do automobilismo, bem como para novas audiências, sobretudo com a estreia da Fórmula E em pistas tradicionais como Brands Hatch, Zandvoort e Circuito das Américas (COTA), além da transmissão global em streaming pelo Disney+.
“Acredito que o público vai gostar muito, estou confiante que a Fórmula E vai crescer demais, não só pela mudança do carro [para o GEN4], mas pelas novidades de transmissão, o modo como a categoria vai operar, a gente indo correr em circuitos maiores, vai ser também um tipo de corrida mais legal de assistir”, disse Drugovich.
O Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E retorna na Temporada 13 (2026/2027) com um calendário recorde de 21 corridas, além do carro GEN4 – o mais rápido na história da competição – com a categoria de volta ao Brasil, no E-Prix de São Paulo, em 13 de março.
