Comédia musical Eu Sou um Cabaré lança luz sobre o envelhecimento feminino, com estreia no dia 20 de novembro no Teatro West Plaza
Com humor ácido, irreverência e números musicais, Giovana Zotti transforma sua própria trajetória em uma celebração da maturidade, do desejo e da resistência feminina. Espetáculo ainda tem texto e direção de Rafael Primot e direção musical de Renato Bellini
O que acontece com uma atriz quando o telefone para de tocar, os convites diminuem e o mercado começa a tratá-la como se seu tempo tivesse passado? É a partir dessa pergunta que nasce o espetáculo musical Eu Sou um Cabaré, protagonizado por Giovana Zotti e com texto, idealização e direção de Rafael Primot. O trabalho tem sua temporada de estreia no Teatro West Plaza, de 20 de novembro a 13 de dezembro, com sessões aos sábados e domingos, às 20h.
O espetáculo ainda conta com direção musical de Renato Bellini, iluminação de Sarah Salgado e trilha sonora de Vini Bini.
Entre canções, confissões e histórias tão hilárias quanto comoventes, Giovana conduz o público por uma viagem pelos bastidores da vida de uma artista que se recusa a desaparecer. Com a língua afiada, uma boa dose de autoironia e nenhuma disposição para se comportar, ela fala sobre carreira, envelhecimento, sexo, rejeição, autoestima e a eterna necessidade de ser escolhida.
No palco, a atriz revisita episódios de sua trajetória, desde os primeiros testes e as promessas de uma carreira brilhante até as audições frustradas, os papéis que deixam de chegar e as oportunidades inesperadas. Entre essas lembranças está sua entrada no elenco do musical Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, dirigido por Miguel Falabella, depois de uma experiência profissional que parecia representar mais uma porta fechada.
Mas a história de Giovana não se limita aos palcos. Quando o trabalho escasseia, ela encontra uma forma inusitada de continuar criando: passa a fazer e vender pães. A experiência, transformada em uma das passagens mais divertidas do espetáculo, revela as contradições de uma profissão em que talento e reconhecimento nem sempre caminham juntos.
Com referências ao universo dos grandes musicais da Broadway e canções como Cabaret, Maybe This Time e Don’t Rain on My Parade, o espetáculo transita entre o humor e momentos de delicadeza, construindo um retrato de uma mulher que já viveu muitas vidas, mas ainda tem muito a dizer.
Uma mulher que se recusa a ficar invisível.
Mais do que uma peça sobre a vida de uma atriz, Eu Sou um Cabaré aborda uma questão que atravessa gerações: a maneira como a sociedade lida com o envelhecimento feminino.
Enquanto homens maduros frequentemente ganham prestígio e novos espaços, mulheres enfrentam a pressão para permanecer jovens, desejáveis e produtivas, como se a passagem do tempo representasse uma perda de valor. O espetáculo questiona esses padrões sem abrir mão da comédia. Ao contrário, faz do riso sua principal arma.
Em cena, Giovana expõe o absurdo da indústria do entretenimento que oferece a atrizes maduras papéis de mães de homens quase da mesma idade, que transforma a experiência em obstáculo e que insiste em associar juventude à relevância.
Mas há também espaço para falar de desejo, liberdade e das pequenas conquistas que acompanham a maturidade. Afinal, envelhecer pode significar perder algumas ilusões, mas também conquistar a liberdade de não precisar agradar a todos.
A dramaturgia de Rafael Primot mistura elementos autobiográficos da atriz, humor de observação e números musicais para construir um espetáculo que dialoga diretamente com a plateia. Ao longo da apresentação, a protagonista desmonta a imagem da diva impecável para revelar uma mulher contraditória, vulnerável, engraçada, por vezes inconveniente, mas profundamente apaixonada por seu ofício.
O espetáculo também presta uma homenagem aos artistas que vieram antes, aos encontros de bastidores e à memória afetiva do teatro. Uma reflexão sobre aquilo que permanece mesmo quando as luzes se apagam.
No fundo, o espetáculo fala sobre o direito de continuar trabalhando, amando, desejando, errando, recomeçando e ocupando espaços em qualquer idade. Porque, depois de uma vida tentando caber nos papéis que lhe ofereceram, Giovana chega a uma conclusão libertadora: ela não precisa mais esperar que alguém lhe dê permissão para subir ao palco e brilhar.
Sobre Giovana Zotti
Atriz, cantora e bailarina, Giovana Zotti tem uma trajetória marcada pelo teatro musical, com trabalhos em espetáculos como Hairspray, Hebe, Mães, Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos e Os Produtores. No audiovisual, participou das séries Chuva Negra e Eu, a Vó e a Boi. Protagoniza o espetáculo Eu Sou Um Cabaré, com texto e direção de Rafael Primot.
Sobre Rafael Primot
Ator, autor, diretor e produtor, Rafael Primot é vencedor do Prêmio Shell de Melhor Autor e criador, diretor e showrunner da série Chuva Negra (Canal Brasil/Globoplay). Foi indicado ao Prêmio APCA de Melhor Ator por Um Pequeno Incidente e de Melhor Autor por Habitat. No teatro, atua também em Prova de Vida, ao lado de Miriam Mehler, e assina o texto e a direção de Eu Sou Um Cabaré
Ficha Técnica
Com: Giovana Zotti
Texto, idealização e direção: Rafael Primot
Direção musical: Renato Bellini
Iluminação: Sarah Salgado
Trilha: Vini Bini
Cenário e figurino: Rafael Primot
Produtor geral: Fábio Câmara
Assessoria: Pombo Correio
Mídias Sociais:
Fotos: Junior Correa
Produção e realização: Enkapothado Produções Artísticas
Sinopse
Uma atriz transforma sua trajetória artística em um espetáculo musical irreverente, divertido e emocionante sobre envelhecer sem perder o desejo de viver. Entre clássicos dos musicais, histórias de bastidores, fracassos profissionais, amores e recomeços, Giovana Zotti desafia os padrões impostos às mulheres maduras e celebra a liberdade de continuar sendo protagonista da própria história.
Uma comédia musical sobre a passagem do tempo, a invisibilidade feminina e a coragem de permanecer em cena.
Serviço
Eu Sou um Cabaré, com Giovana Zotti
Estreia vip: 18 de novembro, às 20h
Temporada: 20 de novembro a 13 de dezembro de 2026
Aos sábados e domingos, às 20h
Teatro West Plaza – Av. Antártica, 408, Água Branca – São Paulo – dentro do Shopping West Plaza
Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$50 (meia-entrada)
Vendas online em https://www.ticketmaster.com.br/
Bilheteria: terça a domingo, das 14h às 20h, ou até o horário das sessões.
Classificação: 14 anos
Duração: 65 minutos
Capacidade: 140 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
