Casos de pedras nos rins aumentam em 30% no período do verão

Saúde

Cafés, chás, bebidas alcoólicas e refrigerantes à base de cola propiciam formação de cálculos, enquanto sucos cítricos protegem os rins. Para ajudar a população, existem gratuitamente aplicativos que lembram de tomar água, de acordo a temperatura, orientam sobre atividade física, idade e peso corporal

O verão é a estação favorita do brasileiro, mas também acende o alerta para a alta incidência de pedras nos rins, que chega a 30% a mais de casos quando comparado a outras estações do ano. Com o aumento da transpiração e sem a hidratação adequada pode favorecer esses episódios. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta para a importância de prevenir a formação de cálculos renais e reforça a necessidade de uma maior ingestão de água.

Estima-se que, 1 em cada 10 pessoas no Brasil sofra de pedras nos rins, nome popularmente conhecido para cálculo real sendo um problema mais comum entre adultos jovens, entre os 20 a 35 anos e mais frequente em homens. Segundo a SBU, cerca da metade destas pessoas terá um novo episódio de cálculo ao longo dos 10 anos seguintes e, por essa razão, a prevenção é muito importante e está associada à adoção de hábitos saudáveis, como por exemplo:

– Beber de dois a três litros de água por dia;

– Diminuir o consumo de sal;

– Fazer atividades físicas e perder peso;

– Diminuir o consumo de proteína animal, como carnes, especialmente as não brancas, miúdos e mariscos, especialmente para quem tem problemas com o ácido úrico;

– Aumentar a ingestão de sucos cítricos, que protegem o corpo da formação de cálculos renais.

“Estas medidas preventivas visam reduzir a recorrência dos quadros de litíase urinária, que pode causar episódios de dor intensa (conhecida como cólica renal), hematúria e infecções urinárias. Casos de litíase negligenciada, ou tratados de forma inadequada, pode evoluir para deterioração dos rins, redução em sua função e até casos de nefrectomias (retirada do rim) decorrentes de obstrução, devido à presença da pedra ou decorrente de infecções renais associadas aos cálculos”, explica o Dr. Antônio Lopes, urologista e chefe de departamento de litíase da Sociedade Brasileira de Urologia de SP.

Como saber se meu consumo de água está adequado?

Os médicos alertam que nem todo líquido é indicado para prevenir o cálculo. O ideal é consumir de 2 a 3 litros de água diariamente, porém alguns fatores devem ser levados em consideração para o ajuste à realidade do paciente, como: constituição física (peso, altura, percentual de gordura corporal) e outras perdas de líquido como respiração ou suor que podem ser decorrentes do clima ou atividades físicas. Outra dica importante é monitorar a cor da urina. A tonalidade ideal é transparente, incolor, como a água potável. Se a urina progride para uma tonalidade amarelada ou alaranjada, é um sinal de concentração e, geralmente, indica que o volume de líquido ingerido está baixo.

Alerta para vitaminas C e D

Com a pandemia, muito tem sido divulgado sobre os benefícios de ingerir vitaminas como a C e a D, como forma de aumentar a imunidade contra a Covid-19.  Porém, o uso dessas vitaminas de forma indiscriminada e sem orientação médica pode ser tóxico e levar a complicações, como altos níveis de cálcio no organismo, no caso da vitamina D, ou acidificar demais a urina, precipitando cristais, no caso da vitamina C, sendo fatores de risco para a formação de pedras nos rins.

Apps ajudam a evitar o problema

Ao sentar-se na mesa do escritório e com tantos afazeres muitas pessoas só se dão conta que não beberam água muitas horas depois, sendo este um fator de risco para o surgimento de pedras nos rins. Mas, ultimamente um aliado está se fortalecendo no combate a esse esquecimento: a tecnologia. Um estudo publicado no periódico AUA News, da Associação Americana de Urologia, relatou o desenvolvimento de um aplicativo feito por urologistas, que se conecta a uma garrafa de água e ajuda a controlar a hidratação adequada do paciente.

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