Câncer de rim é o segundo que mais acomete sistema urinário de adultos

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Saiba causas, prevenção e sintomas sobre a doença; cura pode chegar a 90% dos casos

Os tumores malignos do rim são conhecidos como câncer de rim ou câncer renal e correspondem a 2% das neoplasias humanas, sendo mais comum nos homens do que nas mulheres. É o segundo câncer que mais acomete o sistema urinário de adultos, pois a descoberta vem aumentando devido aos hábitos e a maior utilização dos métodos de imagem na rotina de check-ups.

Segundo o uro-oncologista, Dr. Marcos Tobias Machado, algumas características podem favorecer o aparecimento da doença. “Existem alguns fatores relacionados ao câncer renal como a hereditariedade, o tabagismo, a obesidade, uso de diuréticos e algumas doenças genéticas”, explica o especialista sobre as causas.

Com sintomas e sinais quase raros em seus estágios iniciais, a grande maioria dos tumores renais hoje são detectados em pacientes por métodos de imagem como, ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética indicada por outros motivos. “Quando existem sintomas os mais frequentes são o sangramento urinário, dor lombar e massa palpável no abdômen (quando o tumor é muito grande)”, explica o especialista.

O tipo histológico que corresponde a 90% dos casos de câncer renal é o carcinoma de células renais, que se origina no tecido epitelial. Para prevenir esse e os outros tipos, Dr. Marcos indica a redução dos fatores causais, mas a principal maneira é a realização dos exames preventivos. “A ultrassonografia, por exemplo, detecta pequenas lesões renais ainda curáveis”, sugere. 

Nesses casos, o tratamento principal é a extração cirúrgica total ou parcial do tumor, que promove a cura entre 80 e 90%, preservando o restante do rim. Essa intervenção cirúrgica pode ser obtida através de videolaparoscopia, cirurgia robótica ou ablação tumoral por fontes de energia, que são algumas das cirurgias minimamente invasivas disponíveis. 

Além da cirurgia, hoje há novos medicamentos que combatem a proliferação de vasos sanguíneos, das células tumorais ou agem na imunidade do paciente. “Essas medicações promovem melhor qualidade de vida e aumento da sobrevida, quando comparada há anos atrás quando esses medicamentos não existiam”, afirma Dr. Marcos.

Já quando a doença se estende além dos limites do órgão, as chances de cura são bem menores e no momento em que existe disseminação para outros órgãos como, pulmão, fígado, ossos e cérebro a cura é pouco frequente.

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