Autor: agitosp

  • Aproveite as férias no Alentejo e aprenda a surfar

    Entre praias preservadas, vinhedos e paisagens naturais, região portuguesa oferece oportunidade para quem quer incluir o esporte no roteiro

    Que tal aproveitar uma viagem de férias para experimentar algo novo? No Alentejo, além de conhecer vinícolas, cidades históricas e paisagens exuberantes, os visitantes podem aprender a surfar. Com uma extensa faixa litorânea banhada pelo Atlântico, a região reúne praias pouco movimentadas, boas ondas e empresas especializadas que oferecem aulas para diferentes idades e níveis de experiência.

    Com clima descontraído, colinas ondulantes, vinhedos e um horizonte marcado pelo oceano, o Alentejo proporciona um cenário especial para quem deseja combinar descanso, natureza e esporte durante a viagem. Não é preciso ser surfista experiente para aproveitar, há opções para iniciantes, além de atividades voltadas a quem já domina as primeiras manobras e quer aprimorar a técnica.

    Para quem nunca surfou, as aulas acompanhadas por instrutores são uma maneira segura e divertida de ter o primeiro contato com o esporte. As escolas e empresas que atuam no litoral alentejano oferecem orientação de profissionais preparados para atender diferentes níveis, desde quem vai subir em uma prancha pela primeira vez até surfistas mais experientes.

    A costa da região é conhecida pela variedade de picos e pela presença de praias com diferentes características, permitindo encontrar condições adequadas para cada perfil. Durante o verão, as ondas são menores e mais amigáveis para os iniciantes. Já na primavera e no outono, o mar costuma ganhar mais força, criando oportunidades para quem busca desafios maiores.

    O litoral alentejano também oferece outras atividades além do surfe. Em praias e enseadas de mar mais calmo, é possível praticar atividades como caiaque, stand-up paddle, canoagem e passeios de barco, aproveitando para curtir a paisagem costeira e o contato direto com a natureza.

    Onde pegar ondas no Alentejo

    Entre Sines e Vila Nova de Milfontes, a costa alentejana reúne alguns dos melhores pontos para a prática do surfe, com opções para diferentes níveis de experiência. A Praia do Malhão, próxima a Vila Nova de Milfontes, tem um extenso areal que concentra diferentes picos formados por bancos de areia, que podem proporcionar desde ondas mais suaves, ideais para iniciantes e praticantes de longboard, até formações mais rápidas e cavadas para surfistas experientes. 

    Já a Praia de São Torpes, em Sines, combina ondas acessíveis e um mar mais tranquilo. No verão, a praia fica mais movimentada, mas continua sendo uma opção para quem quer aprender ou praticar o esporte em um ambiente descontraído. 

    Mais ao sul e cercada por falésias, Zambujeira do Mar reúne diferentes tipos de picos e costuma apresentar ondas moderadas durante o verão, favorecendo iniciantes e surfistas intermediários. Depois de entrar no mar, vale aproveitar o clima da vila, conhecida pela gastronomia e pelo pôr do sol. 

    Ao longo da Costa Vicentina, também é possível encontrar outros pontos para a prática, como Almograve e Porto Covo, além de escolas que oferecem aulas e aluguel de pranchas e equipamentos na região. Vale reforçar que a água permanece fria durante boa parte do ano, por isso é recomendado o uso de roupas de neoprene para as atividades. 

    Já ao norte, a dica é Comporta que vem ganhando espaço entre os destinos de surfe do Alentejo. Na região, a Surf in Comporta oferece aulas para diferentes idades e níveis de preparação, além do aluguel de pranchas e equipamentos. Para quem prefere águas mais tranquilas, a região também permite experiências de stand up paddle na Lagoa de Melides, nos arrozais do Carvalhal e na Praia do Carvalhal.

  • Vacinação em dia ajuda a evitar o retorno de doenças já controladas

    Calendário Nacional de Vacinação prevê imunizantes para diferentes fases e reforça a importância da proteção individual e coletiva

    Muitas pessoas só se lembram de verificar a carteira de vacinaçãoquando precisam viajar, matricular os filhos na escola ou procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Porém, muitos adultos não sabem onde guardaram o documento e acabam deixando de tomar doses importantes para manter a sua proteção em dia.

    Ao contrário do que muitos imaginam, a vacinação não é um cuidado que termina na infância. Conforme a coordenadora da área de Saúde do Senac Novo Hamburgo, Carol Piumato, a imunização acompanha diferentes momentos da vida e pode fazer diferença tanto para a proteção individual quanto para a saúde de toda a comunidade.

    O Calendário Nacional de Vacinação, definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, prevê imunizantes desde os primeiros dias de vida até a terceira idade. Na infância, estão entre as vacinas previstas BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica, meningocócica, febre amarela, tríplice viral, varicela e hepatite A, além dos respectivos reforços.

    Na adolescência, a atenção deve continuar. É o momento de completar esquemas vacinais, como o HPV, além de manter atualizadas as doses iniciadas na infância. Já os adultos, gestantes e terceira idade também possuem doses específicas para cada fase da vida. “O calendário completo, com idades e intervalos exatos, está sempre disponível no site do Ministério da Saúde e pode ser consultado em qualquer UBS”, explica Carol.

    Segundo ela, algumas vacinas precisam de reforços porque a proteção diminui com o tempo, enquanto outras foram incorporadas ao calendário depois que parte da população adulta já havia passado da faixa etária inicialmente indicada. “A vacinação é um cuidado contínuo, não algo que se encerra na infância”, destaca.

    Entre as vacinas que mais costumam ser esquecidas pelos adultos, segundo Carol, estão o reforço contra difteria e tétano (dT), a tríplice viral, a hepatite B e a febre amarela. A influenza também exige atenção, especialmente entre os grupos prioritários. Para quem está com alguma dose atrasada, a orientação é procurar uma UBS para atualizar a vacinação. “Um esquema vacinal incompleto não precisa ser reiniciado do zero. A pessoa retoma de onde parou, completando apenas as doses que faltam, respeitando os intervalos mínimos entre elas”, orienta.

    Para quem perdeu a carteira de vacinação ou não sabe quais doses já recebeu, o primeiro passo é procurar a UBS mais próxima. De acordo com Carol, a unidade pode consultar o histórico vacinalregistrado no Sistema Único de Saúde (SUS) ou, quando não houver registros disponíveis, avaliar quais imunizantes são necessários de acordo com a idade e o histórico de cada pessoa.

    Além de proteger individualmente, manter a vacinação em dia também contribui para reduzir a circulação de vírus e bactérias na comunidade. Quando um número elevado de pessoas está protegido, a chamada imunidade coletiva ajuda a proteger também quem não pode ser vacinado ou quem pode não responder adequadamente à imunização, como pessoas imunossuprimidas ou com determinadas condições de saúde. “É por isso que a vacinação não é só uma decisão individual. Cada pessoa vacinada reduz a chance de o vírus ou a bactéria chegar até alguém que não tem como se proteger sozinho”, ressalta Carol.

    O sarampo é um exemplo atual de como a manutenção da cobertura vacinal continua sendo necessária mesmo quando uma doença parece estar controlada. O Brasil recebeu, em 2016, o certificado internacional de eliminação do sarampo. Isso significa que o vírus deixou de circular localmente, mas não que o risco acabou, já que o vírus continua circulando em outros países e pode ser reintroduzido por meio de viajantes.

    “Mesmo com coberturas vacinais próximas de 90%, a intensa mobilidade populacional e o fluxo internacional de viajantes na região do estado de São Paulo facilitaram a importação e a circulação do vírus em municípios como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Isso mostra bem por que baixar a guarda nunca é seguro. O sarampo é uma das doenças mais transmissíveis que existem, e uma pequena queda na cobertura vacinal já é suficiente para abrir espaço para um surto”, afirma a coordenadora.

    Por isso, Carol destaca que vacinas como a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, devem receber uma atenção especial. “Além do surto em andamento em São Paulo, a cobertura vacinal nacional para essa vacina segue abaixo da meta de 95% necessária para garantir a proteção coletiva. Em 2025, apenas a BCG e a vacina de hepatite B ao nascer atingiram essa meta no país, enquanto tríplice viral, pentavalente, pneumocócica e meningocócica C ficaram abaixo do recomendado”, conta.

    Ela finaliza com um alerta: “A história recente mostra o que a vacinação é capaz de fazer: erradicou a varíola no mundo, eliminou a poliomielite e o sarampo do Brasil por anos, e reduziu drasticamente mortes por doenças que já mataram milhões. Vacinar-se é também um gesto de cuidado com quem está ao seu redor, especialmente com quem não pode se proteger sozinho”.

  • Frio pede sopa: três receitas para o inverno

    Pratos são opções práticas e nutritivas para aquecer os dias de temperaturas mais baixas

    Com a chegada do inverno, as sopas voltam a ganhar destaque no cardápio. Além de aquecerem o corpo, elas podem reunir diversos nutrientes, desde que sejam preparadas com uma combinação equilibrada de ingredientes.

    Segundo Letícia Paolino, professora de Nutrição do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, as sopas são alternativas práticas e nutritivas para a rotina. “Ao combinar diferentes grupos de alimentos, elas podem oferecer uma refeição completa, além de contribuir para a saciedade e para uma alimentação mais variada”, explica.

    Confira três receitas para aquecer os dias frios:

    Sopa de Mandioquinha com Carne

    Rendimento: 4 porções

    Valor calórico: 320 kcal por porção

    Ingredientes

    • 500 g de carne bovina (acém ou músculo) em cubos
    • 600 g de mandioquinha (batata-baroa) descascada e cortada
    • 1 litro de água
    • 1 cebola média picada
    • 2 dentes de alho picados
    • 1 colher (sopa) de azeite
    • 1 cenoura média picada
    • 1 folha de louro
    • 1 colher (sopa) de sal
    • 1 colher (café) de pimenta-do-reino
    • 1 colher (sopa) de cheiro-verde picado

    Modo de preparo
    Refogue a cebola e o alho no azeite. Acrescente a carne em cubos, o sal, a pimenta e a folha de louro. Adicione a água e cozinhe por cerca de 20 a 30 minutos, até a carne ficar macia. Junte a mandioquinha e a cenoura e cozinhe até os legumes ficarem macios. Finalize com cheiro-verde e sirva.

    Sopa de Lentilha com Espinafre

    Rendimento: 4 porções
    Valor calórico: 220 kcal por porção

    Ingredientes

    • 1 xícara de lentilha
    • 1 maço de espinafre (folhas higienizadas e cortadas)
    • 1 litro de água
    • 1/2 cebola picada
    • 2 dentes de alho picados
    • 1 cenoura média em cubos
    • 2 colheres (sopa) de azeite
    • 1 folha de louro
    • 1 colher (sopa) de sal
    • 1 colher (café) de pimenta-do-reino
    • 1 colher (chá) de cominho

    Modo de preparo
    Refogue a cebola e o alho no azeite. Acrescente a cenoura e refogue por alguns minutos. Adicione a lentilha, o louro, o cominho e a água. Cozinhe por cerca de 20 minutos, até a lentilha ficar macia. Acrescente o espinafre e cozinhe até as folhas murcharem. Tempere com sal e pimenta antes de servir.

    Sopa de Abóbora com Cenoura

    Rendimento: 4 porções
    Valor calórico: 150 kcal por porção

    Ingredientes

    • 500 g de abóbora descascada e em cubos
    • 2 cenouras médias descascadas e em rodelas
    • 1/2 cebola picada
    • 2 dentes de alho picados
    • 1 colher (sopa) de azeite
    • 1 litro de água
    • 1 colher (sopa) de sal
    • 1 colher (café) de pimenta-do-reino
    • 1 colher (café) de noz-moscada
    • 1 colher (sopa) de cheiro-verde picado
    • 1 colher (sopa) de salsinha picada

    Modo de preparo

    Refogue a cebola e o alho no azeite. Acrescente a abóbora e a cenoura. Adicione a água e cozinhe por aproximadamente 20 minutos, até os legumes ficarem bem macios. Amasse parte dos legumes na própria panela para deixar a sopa mais cremosa. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada e finalize com cheiro-verde e salsinha.

  • Duas formas de viver o verão: experiências para adultos e famílias na Riviera Maya

    Enquanto alguns viajantes buscam experiências exclusivas para adultos, outros priorizam momentos para compartilhar em família. Neste verão, o Hard Rock Hotel Riviera Maya apresenta opções para ambos os estilos de viagem.

    Durante anos, as férias seguiram uma fórmula simples: escolher um destino, reservar um hotel e aproveitar alguns dias de descanso. Hoje, porém, a forma de viajar se tornou muito mais personalizada.

    Há quem procure uma escapada focada em bem-estar, gastronomia e experiências exclusivas. Outros valorizam o tempo em família e a oportunidade de criar memórias que vão além da viagem. Longe de serem tendências opostas, ambas fazem parte da mesma transformação: a busca por experiências que reflitam interesses, estilos de vida e maneiras particulares de aproveitar o tempo livre.

    O Hard Rock Hotel Riviera Maya desenvolveu uma proposta capaz de atender a esses dois perfis por meio de programas que transformam a hospedagem em algo muito além das férias tradicionais.

    Summer Like Heaven: dias no ritmo do Caribe

    Localizado na área Heaven do resort, exclusiva para adultos, o Summer Like Heaven oferece uma experiência onde gastronomia, bem-estar, música e entretenimento se combinam ao longo de várias semanas para criar uma atmosfera que se transforma a cada dia.

    As manhãs começam com atividades como Aqua Pilates, Aqua Spinning e Water Workout, pensadas para quem deseja manter uma rotina de movimento e bem-estar mesmo durante as férias. A programação segue com experiências gastronômicas e de mixologia, incluindo aulas de preparo de guacamole, oficinas de margaritas e mezcalitas, aproximando os hóspedes de alguns dos sabores mais representativos do México.

    A agenda também inclui atividades criativas, como aulas de pintura e oficinas de personalização de chapéus, além de apresentações de música ao vivo, aulas de dança e encontros à beira da piscina que transformam os espaços do resort em cenários de celebração.

    Entre os destaques está o Summer Like Heaven: The Fire, Music & Gastro Festival, uma experiência que reúne gastronomia, música e entretenimento em um único evento, além do Ascension, uma pool party inspirada nos tons dourados do pôr do sol caribenho.

    Quando a noite chega, a energia continua com atrações como o Creatures of the Night, uma festa neon que transforma o Club Heaven em um dos pontos de encontro mais vibrantes do resort.

    Mais do que uma programação de atividades, o Summer Like Heaven é um convite para descobrir novas formas de aproveitar o Caribe mexicano por meio de experiências que unem relaxamento, entretenimento e conexão social.

    Camp Rockaway: férias para compartilhar

    Enquanto isso, as famílias encontram seu próprio universo no Camp Rockaway, o programa de verão que, todos os anos, transforma o Hard Rock Hotel Riviera Maya em um espaço onde música, diversão e criatividade são protagonistas.

    Muito além do conceito tradicional de kids club, a proposta busca criar experiências que permitam a diferentes gerações compartilharem momentos de qualidade durante as férias.

    A programação inclui competições esportivas, atividades ao ar livre, desafios criativos e experiências inspiradas no DNA musical da marca. Entre elas, destacam-se atrações como Rock ‘n’ Roll Bowling, Glow & Groove, uma silent disco com luzes neon, torneios de videogame, festas temáticas, atividades aquáticas e experiências interativas desenvolvidas para estimular a criatividade e o trabalho em equipe.

    Também haverá fogueiras, piqueniques, desafios em grupo e celebrações especiais que transformam cada dia em uma oportunidade de descobrir algo novo.

    O verdadeiro luxo: escolher como viajar

    Em um cenário no qual os viajantes buscam cada vez mais experiências alinhadas aos seus interesses, o Hard Rock Hotel Riviera Maya demonstra que um mesmo destino pode oferecer diferentes maneiras de viver as férias.

    Seja por meio de uma escapada exclusiva para adultos, centrada em gastronomia, bem-estar e música, ou por experiências criadas para serem compartilhadas em família, a tendência é clara: o verdadeiro luxo já não está apenas no destino, mas em encontrar uma experiência capaz de se adaptar a cada forma de viajar.

  • Vai levar seu cachorro à Cachorrândia? Veja o que esperar 🐾

    Vai levar seu cachorro à Cachorrândia? Veja o que esperar 🐾

    Ontem fomos conhecer a Cachorrândia, que se apresenta como a “Disney dos cães”. 🐶🎡

    E, como sempre fazemos, vamos contar nossa experiência de forma transparente: o que gostamos, o que merece atenção e se, no final, achamos que o passeio vale a pena.

    📍 O parque fica próximo ao km 15 da Rodovia Raposo Tavares, a aproximadamente 50 minutos de São Paulo, e ocupa uma área de cerca de 10 mil m².

    Há estacionamento descoberto no local, ao custo de R$ 40. O espaço, porém, não nos pareceu muito grande considerando a capacidade do parque.

    Depois da bilheteria, a experiência começa por um túnel sensorial com música de boas-vindas — daqueles refrões que ficam na cabeça. 😅

    Na sequência ficam algumas das principais atrações para os dogs: três espaços temáticos, tanque de areia, piscina com diferentes profundidades e uma ampla área gramada, dividida entre cães pequenos e maiores. Os espaços são externos e contam com toldos em alguns pontos para amenizar a incidência do sol.

    Do outro lado está a chamada Vila dos Sonhos, onde ficam uma fonte, lanchonete — inclusive com opções para os cães —, lojinha e pet shop. Ao fundo, em um galpão, funciona também um hotel com capacidade para cerca de 100 cães.

    Até aqui, tudo parece realmente um pequeno parque temático pet.

    Mas há alguns pontos importantes que você precisa saber antes de ir.

    🐕 Os cães não podem circular livremente sem guia pelo parque, exceto nas áreas específicas destinadas às brincadeiras.

    E foi justamente aí que tivemos um dos principais problemas da visita: as regras não nos pareceram suficientemente claras.

    No tanque de areia e na piscina, por exemplo, os tutores não podem entrar com seus cães. Não encontramos sinalização evidente informando essa restrição e, quando chegamos à piscina, havia inclusive outros tutores dentro da área.

    Depois de alguns minutos, fomos orientados por um monitor a sair, sob a justificativa de que a presença dos tutores poderia estressar os demais cães.

    Outro funcionário explicou que tanto a piscina quanto o tanque de areia funcionariam de maneira semelhante a uma creche, com os animais permanecendo no espaço sem seus tutores. Já na área gramada, a entrada dos humanos é permitida.

    Independentemente da regra adotada pelo parque, acreditamos que esse tipo de informação deveria estar muito mais claro antes da entrada em cada ambiente. Isso evitaria situações desconfortáveis tanto para visitantes quanto para a própria equipe.

    ☔ Outro ponto de atenção é a estrutura para dias de chuva.

    Há poucas mesas próximas à lanchonete e, durante nossa visita, como estava chovendo, grande parte dos visitantes acabou concentrada na área coberta próxima à fonte.

    🛁 Se você pretende utilizar o pet shop, nossa recomendação é agendar com antecedência.

    Tentamos marcar um banho assim que chegamos ao parque, mas fomos informados de que só havia disponibilidade para o dia seguinte. Como estávamos longe de casa, acabamos procurando uma unidade da Petz próxima pelo aplicativo e conseguimos agendar o banho da turminha por lá.

    Então, afinal: vale a pena conhecer a Cachorrândia?

    Depende do perfil do seu cão — e também da expectativa do tutor.

    Se o seu dog é independente, gosta de interagir com outros cães e fica tranquilo brincando nos espaços sem você por perto, provavelmente vai aproveitar bastante a experiência.

    Para quem imagina um parque onde tutor e cachorro poderão participar juntos de todas as atrações, é importante saber que não funciona exatamente dessa forma.

    A Cachorrândia tem uma proposta interessante, uma estrutura diferente e bastante potencial. Ao mesmo tempo, na nossa experiência, alguns processos, sinalizações e principalmente a comunicação das regras ainda podem ser aprimorados.

    Talvez, com esses ajustes, nossa percepção em uma próxima visita seja diferente.

    Mas nosso compromisso é contar exatamente o que vivenciamos.

    E essa foi a nossa experiência na Cachorrândia: bem diferente daquela que muitas vezes aparece nos vídeos das redes sociais — inclusive em conteúdos nos quais vemos tutores dentro da areia ou da piscina, justamente em áreas onde fomos informados de que a entrada não é permitida.

    Porque review, para a gente, não é só mostrar o lugar bonito.

    É ajudar você a saber o que esperar antes de sair de casa. 🐾

  • Piolho não é falta de higiene: veja como identificar e tratar

    Infestação comum na infância acende alerta para mitos de transmissão e a importância do diagnóstico correto sem estigmas

    Quando o surgimento de piolhos vira pauta pública, é comum ver o tema ser associado à falta de cuidados, higiene ou vigilância. No entanto, especialistas alertam que a pediculose, nome médico para a infestação por piolhos, é um problema extremamente comum na infância e que não escolhe classe social, hábitos de limpeza ou tipo de cabelo.

    “O piolho é um parasita transmissível que não tem nenhuma relação com a falta de higiene pessoal ou com a limpeza do ambiente”, explica Hamilton Robledo, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. “É fundamental desmistificar essa ideia para evitar o constrangimento das crianças e das famílias, focando no que realmente importa, que é a prevenção e a identificação precoce.”

    Causas do piolho e modo de transmissão

    A pediculose é causada pelo Pediculus humanus capitis, um pequeno inseto que se alimenta do sangue do couro cabeludo. Ao contrário do que muitos pensam, o piolho não pula e não voa. A transmissão ocorre exclusivamente pelo contato direto de cabeça com cabeça , muito frequente em brincadeiras e atividades escolares. A transmissão também pode se dar, com menor frequência, pelo compartilhamento de objetos de uso pessoal.

    Uso compartilhado de bonés, escovas de cabelo, tiaras, travesseiros e presilhas pode facilitar a passagem do inseto de uma pessoa para outra, tornando o ambiente escolar e de convivência infantil os locais de maior propagação.

    Cuidados e tratamento

    O sinal mais clássico da infestação é a coceira intensa na região do couro cabeludo, principalmente na nuca e atrás das orelhas. O tratamento deve ser iniciado assim que as lêndeas (ovos) ou os piolhos vivos forem identificados.

    A abordagem principal envolve o uso diário de pente fino em cabelos úmidos e com condicionador, o que facilita a remoção dos insetos e ovos. Em alguns casos, é necessário o uso de medicamentos, loções e shampoos para a remoção completa dos piolhos. É importante ressaltar que o uso de medicamentos só deve ser prescrito por profissionais, respeitando a idade e as condições de cada criança. 

    “É crucial ressaltar que os pais jamais devem aplicar receitas caseiras, remédios sem prescrição ou produtos químicos não indicados por médicos, pois o couro cabeludo das crianças é sensível e suscetível a queimaduras e reações alérgicas graves. Além disso, todos os moradores da casa devem ser examinados e, se necessário, tratados ao mesmo tempo para evitar o ciclo de reinfestação”, alerta Robledo. 

    Modo de prevenção

    Prevenir a pediculose exige atenção contínua e conscientização no dia a dia. As principais recomendações incluem:

    • Vistoriar o couro cabeludo das crianças semanalmente, utilizando pente fino.
    • Orientar os pequenos a não compartilhar objetos de uso pessoal, como pentes, escovas, bonés e presilhas.
    • Manter cabelos compridos presos durante atividades de grupo ou no ambiente escolar.
    • Lavar roupas de cama e toalhas de pessoas infestadas com água quente ou passá-las a ferro.

    “A melhor forma de lidar com a pediculose é a naturalidade e a comunicação aberta. Avisar a escola ou os responsáveis por outras crianças do convívio imediato não é motivo de vergonha, mas sim uma atitude responsável que interrompe a cadeia de transmissão rapidamente”, conclui o pediatra.

  • Vale a pena ir à Festa de Flores e Morangos de Atibaia?

    Vale a pena ir à Festa de Flores e Morangos de Atibaia?

    Vale a pena ir à Festa de Flores e Morangos de Atibaia? Fomos conferir a edição 2026

    Flores, morangos, gastronomia, cultura japonesa e muitos cenários para conhecer. A tradicional Festa de Flores e Morangos de Atibaia chegou à sua 44ª edição e fomos conferir de perto se o passeio realmente vale a pena.

    E a primeira coisa que podemos dizer é: a experiência vai bem além do que o nome do evento sugere.

    Realizada no Parque Ecológico de Atibaia, a festa reúne exposição de flores, produtores locais, gastronomia, apresentações culturais, espaços temáticos e, claro, muitas opções preparadas com morango.

    Em 2026, o evento acontece de 4 a 27 de setembro, às sextas, sábados, domingos e também no feriado de 7 de setembro, sempre das 9h às 18h.

    A exposição de flores continua sendo uma das grandes atrações

    É praticamente impossível visitar a festa e não parar várias vezes para fotografar.

    A exposição floral é um dos principais destaques do evento, com grandes cenários, esculturas e composições montadas com diferentes espécies cultivadas na região.

    Neste ano, o tema escolhido é “Kibō – a esperança”, trazendo ainda mais elementos da cultura japonesa para a ambientação.

    Entre as novidades está um Jardim Japonês com um grande Torii, tradicional portal japonês, criando um dos cenários mais marcantes desta edição.

    Atibaia também é um importante polo de produção de flores, e essa relação com os produtores aparece em diversos espaços da festa. Além de observar as exposições, é possível comprar flores e plantas diretamente de quem produz.

    E os morangos?

    Eles não estão apenas no nome.

    Os visitantes encontram morangos frescos comercializados pelos próprios produtores, mas a parte mais tentadora provavelmente está nas diferentes sobremesas e preparações feitas com a fruta.

    Morangos com chocolate, bolos, tortas, doces e outras combinações transformam essa parte da visita em uma atração à parte.

    Para quem gosta da fruta, nossa recomendação é não deixar para procurar alguma sobremesa somente no final do passeio. Existem muitas opções e vale circular pela área gastronômica antes de escolher.

    Vá preparado para comer

    Um dos pontos que mais chama a atenção é justamente a variedade gastronômica.

    A Festa de Flores e Morangos não é um evento em que você necessariamente precisa comer antes de chegar.

    Muito pelo contrário.

    Há uma área gastronômica bastante ampla, com pratos brasileiros, culinária japonesa, lanches, doces e diferentes opções preparadas com morango.

    A influência da cultura nipo-brasileira também aparece fortemente nessa parte da festa e ajuda a tornar o passeio mais interessante do que simplesmente visitar uma exposição.

    Por isso, se você pretende conhecer o evento com calma, pode facilmente programar a visita incluindo o almoço.

    Cultura japonesa faz parte da identidade da festa

    Outro diferencial é que a presença japonesa não aparece apenas na decoração.

    A história da Festa de Flores e Morangos está diretamente relacionada aos produtores e à comunidade nipo-brasileira da região.

    Ao longo da programação acontecem apresentações de música, dança e manifestações culturais, complementando a experiência.

    É justamente essa combinação entre agricultura, gastronomia e cultura que ajuda a explicar por que o evento continua atraindo milhares de visitantes depois de mais de quatro décadas.

    Novidades da edição 2026

    Além do Jardim Japonês e do Torii, a edição deste ano trouxe um Jardim Sensorial e iniciativas voltadas à acessibilidade.

    O evento também conta com carrinho elétrico para auxiliar no deslocamento de pessoas que necessitem desse suporte.

    É um detalhe importante principalmente porque a festa acontece em um espaço grande e a visita pode envolver bastante caminhada.

    Quanto tempo reservar?

    Nossa recomendação é não transformar a visita em um passeio rápido.

    Se você quiser conhecer os cenários, visitar os produtores, acompanhar alguma apresentação, comprar flores e ainda aproveitar a gastronomia, reserve pelo menos algumas horas.

    Quem chega apenas para fotografar a exposição e ir embora acaba deixando de conhecer boa parte do que o evento oferece.

    Para nós, a graça está justamente em percorrer os diferentes espaços sem muita pressa.

    O ponto de atenção

    A Festa de Flores e Morangos é um evento bastante tradicional e recebe mais de 100 mil visitantes por edição.

    Isso significa que determinados horários, especialmente nos finais de semana, podem ter bastante movimento.

    Por isso, nossa principal dica é:

    chegue cedo.

    Além de encontrar os espaços mais tranquilos, você consegue fotografar os cenários com menos gente e aproveitar melhor a área gastronômica antes dos horários de pico.

    Outro ponto importante é considerar o custo completo do passeio.

    Em 2026, o ingresso inteiro custa R$ 70. Existe também o Ingresso Parceiro, de R$ 50 mais a doação de 1 kg de alimento não perecível, além da meia-entrada de R$ 35.

    Às sextas-feiras, todos os visitantes pagam R$ 35, e no dia 11 de setembro haverá entrada solidária gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.

    Crianças de até 10 anos têm entrada gratuita.

    O estacionamento oficial custa R$ 50 para automóveis.

    Afinal, vale a pena?

    Sim.

    A Festa de Flores e Morangos de Atibaia funciona muito bem como opção de bate-volta para quem está em São Paulo ou nas cidades da região.

    O principal acerto é justamente não depender de uma única atração.

    Você pode ir pelas flores e acabar gostando mais da gastronomia. Pode ir pelos morangos e se surpreender com a cultura japonesa. Ou simplesmente aproveitar como um passeio diferente para fazer em família ou em casal.

    Para quem gosta de gastronomia, fotografia, plantas ou experiências culturais, provavelmente haverá alguma parte da festa que vai justificar a visita.

    Veredito AgitoSP

    Vale a experiência: sim.

    Para quem vale mais: famílias, casais, apaixonados por flores, gastronomia e quem procura um bate-volta diferente perto de São Paulo.

    O melhor: a diversidade da experiência, combinando exposição floral, cultura japonesa, produtores locais e gastronomia.

    Ponto de atenção: finais de semana podem ficar movimentados. Chegar cedo faz diferença.

    Confira mais fotos em nossa fanpage

    Serviço

    44ª Festa de Flores e Morangos de Atibaia

    📅 De 4 a 27 de setembro de 2026
    Sextas, sábados, domingos e feriado de 7 de setembro

    ⏰ Das 9h às 18h

    📍 Parque Ecológico de Atibaia
    Av. Nobuyuki Hiranaka, 566 – Bairro dos Pires – Atibaia/SP

    🎟️ Ingressos:
    Inteira: R$ 70
    Ingresso Parceiro: R$ 50 + 1 kg de alimento não perecível
    Meia-entrada: R$ 35
    Sextas-feiras: R$ 35 para todos
    Crianças de até 10 anos: entrada gratuita

    🚗 Estacionamento para carros: R$ 50

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    Modificações veiculares: Até que ponto o tuning é possível e quais os riscos para a segurança veicular?

    PNEUS, FREIOS E SISTEMA DE SUSPENSÃO PODEM INTERFERIR NA SEGURANÇA VIÁRIA EM CASO DE MODIFICAÇÕES

    A personalização de veículos, o chamado tuning, faz parte da cultura automotiva e atrai entusiastas em todo o Brasil. Mas rebaixar a suspensão, trocar rodas e pneus ou modificar o sistema de freios exige muito mais que estilo: demanda segurança. A Pirelli alerta que alterações fora dos parâmetros técnicos do fabricante podem comprometer diretamente a capacidade de frenagem, a estabilidade e o controle do veículo.

    “A originalidade do conjunto rodas, pneus, suspensão e freios não é um detalhe técnico: é a base da segurança do veículo. Cada componente é desenvolvido e testado para funcionar de forma integrada aos demais, e qualquer alteração fora dessas especificações pode comprometer justamente o momento em que o motorista mais precisa de resposta segura do carro, como uma frenagem de emergência”, afirma Roberto Falkenstein, consultor de tecnologias inovativas da Pirelli para a América Latina.

    Pneus: preservar a originalidade do conjunto

    Como único ponto de contato do carro com o solo, o pneu é um elemento sensível a alterações, e a principal recomendação técnica é clara: preservar a originalidade é crucial.

    Alterar a medida original do pneu sem critério pode:

    • Distorcer a leitura de velocímetro, odômetro e sistemas como ABS e controle de estabilidade, que dependem do diâmetro externo original para calcular a velocidade do veículo;
    • Provocar desgaste irregular e perda de aderência, quando a largura do pneu não é compatível com a da roda. Pneus mais largos tem a tendência de aquaplanarem com mais facilidade, por exemplo;
    • Comprometer a capacidade de carga e a velocidade máxima segura, caso o índice de carga e o código de velocidade do pneu original não sejam respeitados;
    • Prejudicar o funcionamento de sistemas eletrônicos de segurança, como TPMS e ESP, calibrados especificamente para os pneus de origem do veículo.

    “E ainda temos o ponto de não ser permitido que o pneu fique posicionado fora do espaço do paralama. Ou seja: se o usuário colocar espaçadores de rodas ou trocar os pneus por modelos mais largos, ele pode estar descumprindo uma lei e estar sujeito a multas”, explica Roberto Falkenstein.

    Um conjunto, um só sistema de segurança

    Rodas, pneus, suspensão e freios não funcionam de forma isolada: são calibrados pelo fabricante como um conjunto único, testado para garantir estabilidade, frenagem eficiente e resposta segura em situações de emergência. Modificar qualquer um desses itens sem avaliar os demais rompe esse equilíbrio e pode gerar riscos que só aparecem em condições críticas, como frenagens bruscas, curvas em alta velocidade ou pista molhada.

    Quando falamos em suspensão, o rebaixamento da mesma altera a geometria de direção e o curso útil dos amortecedores, reduzindo a capacidade do veículo de absorver impactos e manter a aderência em manobras evasivas. Já a troca de discos e pinças de freio por peças de maior diâmetro só é segura quando compatível com o restante do conjunto — incluindo o tamanho da roda —, sob risco de gerar frenagem desigual entre os eixos e comprometer a estabilidade justamente no momento em que a segurança é mais exigida.

    Personalização, sim — mas sem abrir mão da segurança

    “A segurança é um princípio inegociável para a Pirelli. Por isso, antes de chegar às ruas, um pneu passa por uma extensa bateria de testes. O desenvolvimento de um novo produto começa ainda no ambiente virtual, com ferramentas de virtualização que permitem simular seu comportamento e antecipar etapas do projeto, tornando o processo mais ágil e eficiente. No Brasil, a fabricante também conta com laboratórios de P&D, situados em Campinas (SP), onde são realizados mais de 40 tipos diferentes de testes para avaliar o desempenho e a segurança dos produtos. Essa estrutura se completa com o Circuito Panamericano, em Elias Fausto (SP), o maior complexo de testes de pneus da Pirelli no mundo, onde os produtos são submetidos a diferentes condições de uso antes de serem liberados para a produção”, finaliza Falkenstein.

  • Saúde bucal de atletas. Como a periodontite pode afetar o rendimento esportivo

    Estudos comprovam que inflamações na gengiva estão associados a processos inflamatórios sistêmicos, potencialmente impactando a recuperação, o desempenho e a saúde geral do atleta

    Na busca por frações de segundos, ganho de força e recuperação muscular acelerada, atletas dedicam horas à nutrição e fisioterapia. No entanto, um componente frequentemente deixado em segundo plano também pode influenciar a preparação esportiva: a saúde bucal. A inflamação gengival, especialmente quando persistente, pode estar associada a processos inflamatórios sistêmicos e representar um fator adicional de atenção para a saúde e a recuperação do atleta. Por isso, o cuidado com a saúde bucal deve fazer parte da rotina de prevenção e acompanhamento, contribuindo para uma preparação esportiva mais completa.

    Por que atletas podem estar mais expostos a problemas bucais?

    O problema ganha proporções ainda maiores no ambiente esportivo. Durante treinos intensos, a respiração predominantemente bucal pode reduzir a umidade da boca e contribuir para a sensação de boca seca. A saliva exerce funções importantes na proteção dos dentes e da mucosa, incluindo a lubrificação, a neutralização de ácidos e a participação no controle do ambiente bucal. Além disso, o consumo frequente de géis de carboidrato, isotônicos e outros suplementos esportivos pode aumentar a exposição dos dentes a açúcares e ácidos. Sem cuidados adequados, esse hábito pode favorecer:

    Da gengiva para o organismo: as evidências científicas 

    Uma recente meta-análise publicada no Journal of Clinical Periodontology apontou que pacientes com inflamações gengivais crônicas apresentam um risco 20% maior de desenvolver doenças cardiovasculares. Para quem pratica esportes, o tema também merece atenção. Estudos observacionais sugerem uma associação entre doença periodontal e pior percepção de desempenho esportivo, e revisões sistemáticas mais recentes encontraram relações entre parâmetros periodontais desfavoráveis e alguns indicadores de aptidão física. A literatura médica recente de 2025 e 2026 reforça ainda a relação bidirecional entre a periodontite e o metabolismo da glicose: a inflamação gengival aumenta a resistência à insulina, comprometendo o aporte de energia para as células musculares durante o esforço.

    “A saúde bucal deve ser considerada parte do cuidado integral com o atleta. Em casos de sangramento gengival, mau hálito persistente, mobilidade dentária ou lesões recorrentes, é importante investigar também a condição da boca, sem atribuir automaticamente o problema a uma única causa”, explica a Dra. Brunna Bastos, mestre e cirurgiã-dentista pela USP e especialista da GUM.

    Criação Amanda Oliani (DeZoito)

    O controle bacteriano na rotina de treinos

    Um estudo realizado pela Universidade do Colorado Anschutz apontou que a escovação convencional limpa apenas 60% da superfície dos dentes, os 40% restantes o espaço entre os dentes tornam-se o principal foco de acúmulo bacteriano. Por isso, a higiene interdental realizada com fio dental, fita dental ou escovas interdentais, conforme a indicação profissional, deve complementar a escovação e ajudar no controle da placa bacteriana. 

    “As escovas interdentais desempenham papel crucial na remoção mecânica da placa onde a escova comum não alcança, promovendo uma redução da carga bacteriana que causa a bacteremia transitória. Complementando esse cuidado, os fios dentais tecnológicos, desenvolvidos com estruturas expansíveis ou múltiplos filamentos, garantem a limpeza profunda sem traumatizar a gengiva, o que previne microlesões que facilitam a entrada de bactérias no sangue. Por fim, o uso de limpadores de língua atua diretamente na eliminação da saburra lingual, um dos principais reservatórios de bactérias anaeróbicas, melhorando o fluxo salivar e reduzindo o estresse oxidativo na mucosa”, explica a especialista.

    Cuidados após o consumo de géis e isotônicos

    Após consumir bebidas esportivas ou géis de carboidrato, o atleta pode:

    • beber ou fazer um bochecho com água, quando possível;
    • evitar manter a bebida ou o gel em contato prolongado com os dentes;
    • seguir a orientação de um cirurgião-dentista sobre o uso de flúor;
    • evitar escovar os dentes imediatamente após uma exposição ácida intensa;
    • aguardar cerca de 30 minutos antes da escovação, quando houver recomendação profissional, para reduzir o risco de desgaste do esmalte.

    Esse cuidado deve ser individualizado, porque a rotina depende da modalidade, da duração do treino, da frequência de consumo e do estado de saúde bucal do atleta.

    Odontologia do esporte: uma aliada na preparação

    A odontologia do esporte avalia fatores que podem afetar a saúde, a segurança e o desempenho de pessoas fisicamente ativas. O acompanhamento pode incluir prevenção de cárie, controle de doenças gengivais, orientação sobre hidratação e suplementos, proteção contra traumas e avaliação de hábitos associados à modalidade esportiva.“O objetivo não é atribuir toda lesão ou queda de performance à saúde bucal. É incluir a boca no protocolo de avaliação do atleta e identificar problemas que podem ser prevenidos ou tratados”, conclui a Dra. Brunna Bastos.A mensagem central é simples: a preparação esportiva não termina no treino, na alimentação ou na fisioterapia. A saúde bucal também faz parte do cuidado integral com o corpo.

  • Dia do Sexo: 92% preferem aventuras sexuais com pessoas desconhecidas

    Levantamento do Second Love mostra que 7 em cada 10 usuários são mais ousados em seus affairs do que no casamento

    O Second Love, principal site de relacionamentos da América Latina, realizou uma pesquisa anônima com seus usuários para descobrir os segredos por trás do tabu das fantasias sexuais.

    A pesquisa analisou o comportamento de 2 milhões de usuários. Seus principais indicativos são:

    • 78% dos usuários garantem que tiveram coragem de realizar suas fantasias sexuais com o(a) amante.
    • 76% confessam que o(a) amante demonstrou ter mais ferramentas para seduzir e dar prazer do que o parceiro fixo.
    • 66% consideram que ter um relacionamento estável limita a possibilidade de realizar fantasias na cama.
    • 80% revelam que não se envolvem sentimentalmente com seus amantes.
    • 92% preferem ter uma aventura com uma pessoa desconhecida, que não pertença ao seu círculo íntimo de amizades.

    A monotonia como principal vilã
    Questionados sobre os motivos que os levam a realizar suas fantasias com os amantes e não em casa, as principais respostas foram:

    • 1º lugar: o excesso de monotonia na rotina diária;
    • 2º lugar: o fato de o parceiro oficial não topar determinadas práticas;
    • 3º lugar: a adrenalina gerada por aquilo que é proibido.

    A possibilidade de viver uma experiência fora da dinâmica diária do casamento aparece como um fator que favorece a exploração e a ousadia. Para os usuários consultados, o componente da novidade, do segredo e da adrenalina contribui para que se permitam experimentar o que talvez seja reprimido dentro da relação estável.

    Internet como principal canal de busca
    Na hora de procurar alguém para viver uma aventura, a internet foi a opção preferida, com 63% das respostas: a maioria confessou utilizar com frequência sites e aplicativos de relacionamento. Em seguida, aparecem bares e restaurantes (17%), academias (11%) e o ambiente de trabalho (9%).

    Os resultados reforçam uma tendência observada em toda a América Latina: as pessoas estão em busca de novas experiências, aventuras e desejam viver com maior liberdade para explorar seus desejos.

    “O Dia do Sexo é uma oportunidade para colocar na mesa um tema do qual ainda se fala pouco: como a nossa maneira de viver a sexualidade muda quando saímos da rotina e nos permitimos explorar novas experiências. Os resultados mostram que, para muitos usuários, o fator novidade e o componente do proibido têm um peso muito importante na hora de criar coragem para realizar determinadas fantasias”, destaca Anabella Santos, porta-voz do Second Love para a América Latina.