Autor: agitosp

  • Alterações no clima afetam cães e gatos exigem adaptação nos cuidados

    Alterações no clima afetam cães e gatos e exigem adaptação nos cuidados

    Animais idosos ou com comorbidades exigem cuidado redobrado em dias muito quentes. “Hidratação, proteção térmica e acompanhamento veterinário são imprescindíveis”, afirma especialista

    Calor excessivo, frio e mudanças bruscas na temperatura ou na umidade do ar podem afetar diretamente a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Além do desconforto, essas condições exigem mecanismos de adaptação do organismo e podem representar maior risco para animais mais vulneráveis, como braquicefálicos, idosos e pets com doenças crônicas. “Para os animais, o conceito de ‘estresse’ é levado de forma literal, causando alterações no conforto e bem-estar físico do indivíduo”, explica Bruno Pietroluongo, professor de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, que integra a Ânima Educação.

    Nos períodos de temperaturas elevadas, uma das preocupações é o chamado estresse térmico. Para manter a temperatura corporal e os sinais vitais, o organismo ativa mecanismos fisiológicos de compensação. Nos cães, a respiração tem papel importante nesse processo. Diferentemente dos humanos, eles praticamente não utilizam a transpiração para regular a temperatura corporal. “A famosa ‘língua para fora’, acompanhada de respiração ofegante, a taquipneia, é uma maneira que os cães encontram para dissipar calor, já que praticamente não apresentam sudorese”, afirma Pietroluongo.

    O risco é maior entre os cães braquicefálicos, de focinho curto, como pug, buldogue francês e buldogue inglês. “Nas raças braquicefálicas, o excesso de calor se torna um problema ainda maior. As alterações morfológicas no sistema respiratório dificultam a regulação da temperatura por taquipneia, o que aumenta o risco de hipertermia grave”, detalha. Quando o organismo não consegue controlar a temperatura, o quadro pode evoluir rapidamente. “Há risco de convulsão e até óbito por complicações metabólicas”, alerta.

    Segundo o professor, animais idosos ou com comorbidades, como bronquite, asma felina ou cardiopatias, exigem cuidado redobrado em dias muito quentes. “Hidratação, proteção térmica e acompanhamento veterinário são imprescindíveis”, afirma Pietroluongo.

    Para reduzir os riscos, ele recomenda evitar passeios nos horários de maior calor e, em dias de temperaturas muito elevadas, avaliar a necessidade de sair com o animal. A orientação é priorizar o início da manhã ou à noite, manter água fresca disponível nos ambientes em que o pet permanece e garantir hidratação adequada. Passeios e deslocamentos de carro também exigem atenção, principalmente no caso dos braquicefálicos. Se estiver muito quente, a recomendação é que os trajetos sejam feitos com ar-condicionado.

    Calor e chuva, insetos e parasitas

    As condições climáticas também podem interferir na presença de insetos e parasitas. Segundo Pietroluongo, períodos quentes e chuvosos favorecem a ocorrência de pulgas, carrapatos e outros vetores, o que pode causar alergias, crises de coceira e até doenças graves – como erliquiose, babesiose, leishmaniose e dirofilariose.

    Em áreas onde esses parasitas são frequentes, a orientação é manter o uso regular de produtos antiparasitários, sempre de acordo com a avaliação do médico-veterinário. Medidas de proteção no ambiente, como telas em portas e janelas, também podem contribuir para reduzir a exposição.

    E se ficar frio?

    Embora boa parte dos cuidados esteja relacionada ao calor, temperaturas muito baixas também exigem atenção. “No geral, cada época do ano impõe alguns desafios para os animais. Frio excessivo pode prejudicar, favorecendo doenças respiratórias e até hipotermia em animais muito jovens. Calor em excesso pode gerar muitos inconvenientes e, em ambas as situações, o animal pode evoluir de forma grave até o óbito”, afirma Pietroluongo.

    Para o professor, alguns cuidados básicos devem ser mantidos independentemente da época do ano. “Boa nutrição, hidratação, controle de parasitas associado à proteção contra o calor e o frio excessivos são deveres do responsável em relação ao seu animal”, conclui.

  • Ciência explica as mudanças na primavera

    Primavera 2026: ciência explica as mudanças na vegetação, nas temperaturas e nas chuvas

    Fenômenos astronômicos e meteorológicos ajudam a explicar as transformações observadas na estação que se inicia nesta terça-feira (22)
     Foto: Kiko Paz/Novacap


    A primavera, que se inicia nesta terça-feira (22), pode ser ainda mais bela quando percebida além do desabrochar das flores e das mudanças no comportamento dos animais. Observar os fenômenos científicos que tornam todas essas transformações possíveis também é encantador.
     

    A posição da Terra ao longo de sua órbita e a inclinação do seu eixo fazem com que diferentes regiões do planeta recebam quantidades diferentes de luz e calor ao longo do ano. Em outras palavras, isso é pura física. São essas mudanças que fazem com que muitas espécies floresçam, brotem ou se tornem mais ativas nesse período.
     

    Em 2026, a primavera começa oficialmente em 22 de setembro, às 21h05, no horário de Brasília, e segue até 21 de dezembro, quando chega o verão. O começo de uma estação não é definido pelo calendário, mas pela posição exata da Terra em sua órbita ao redor do Sol. E é justamente aí que a ciência volta a entrar em cena. Para encontrar esse instante, astrônomos calculam a relação entre o movimento de translação do planeta e a inclinação do seu eixo de rotação.
     

    Segundo a astrônoma do Observatório Nacional (ON), Josina Nascimento, as estações existem justamente porque o eixo da Terra é inclinado em relação ao plano de sua órbita e porque o planeta ocupa posições diferentes ao longo de sua trajetória em torno do Sol.
     

    “À medida que a Terra orbita o Sol, seu eixo inclinado sempre aponta na mesma direção e isso faz com que diferentes partes da Terra recebam os raios diretos do Sol em momentos distintos. O instante exato do início de uma estação do ano é determinado por uma posição específica da Terra em sua órbita”, explica. O momento marca o início da primavera no Hemisfério Sul e do outono no Hemisfério Norte. 

     Infográfico: ASCOM/MCTI


    Mudança no regime de chuvas
     

    Além das transformações observadas na paisagem, a chegada da primavera traz mudanças nas condições meteorológicas de grande parte do Brasil. Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Fábio Rocha, a estação será marcada por uma transição gradual do período seco para meses com maior ocorrência de chuva em algumas regiões.
     

    “Do ponto de vista meteorológico, o tempo seco que é característica comum do outono e inverno no Sudeste, Centro-Oeste e Centro-Norte do País será aos poucos substituído por períodos com maiores volumes de chuva, sobretudo a partir de outubro”, explica.
     

    Segundo o meteorologista, essas chuvas tendem a ocorrer principalmente na forma de pancadas localizadas, que podem vir acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e, eventualmente, granizo. Por isso, a orientação é acompanhar as previsões do tempo, os avisos meteorológicos e os avisos da Defesa Civil.
     

    A primavera também não significa o fim imediato dos dias quentes e secos. Ao longo da estação, podem ocorrer sequências de dias ensolarados, com temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar durante a tarde.
     

    Nessas situações, recomenda-se atenção especial com pessoas idosas, crianças e animais de estimação, além de hidratação adequada, uso de protetor solar e redução da exposição direta ao sol.
     

    Entre flores, dias mais longos e a presença gradual de chuvas, a primavera marca uma nova etapa do ciclo anual. As mudanças que aparecem na paisagem são a parte mais visível de movimentos que acontecem em escala planetária e começam, com precisão, em um instante calculado pela astronomia.
     Infográfico: ASCOM/MCTI

  • Frutas da estação ajudam a deixar a alimentação mais variada e refrescante

    Primavera no prato: frutas da estação ajudam a deixar a alimentação mais variada e refrescante
     

    A chegada da primavera marca também o início de dias mais quentes e pode ser um convite para aumentar a presença das frutas na alimentação. Refrescantes, versáteis e naturalmente coloridas, elas ajudam a variar o cardápio e oferecem vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos importantes para o organismo.
     

    Segundo Lívia Nogueira, nutricionista do Oba Hortifruti, o aumento das temperaturas costuma favorecer a procura por alimentos mais frescos. “As frutas são uma ótima opção para deixar a alimentação mais leve, variada e refrescante. Elas apresentam alto teor de água, além de vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos importantes para o organismo”, explica.


    Entre as opções que podem ganhar espaço no cardápio estão morango, kiwi e abacaxi. Além de combinarem com os dias mais quentes, as três frutas oferecem diferentes possibilidades de consumo e perfis nutricionais.


    O morango se destaca pela presença de vitamina C, importante para o funcionamento do sistema imunológico e para a formação de colágeno, além de fornecer fibras e compostos antioxidantes. Por ser uma fruta leve e com bastante água, pode ser consumido in natura ou fazer parte de iogurtes, bowls, vitaminas e outras preparações.


    O kiwi também é fonte de vitamina C e fibras e contém potássio, mineral que participa do funcionamento dos músculos e do equilíbrio de líquidos do organismo. A fruta ainda fornece antioxidantes e outros compostos bioativos e pode ser facilmente incorporada a lanches, saladas e preparações com iogurte.


    Já o abacaxi tem alto teor de água, contribuindo para a hidratação, e fornece vitamina C e manganês. Outro destaque é a bromelina, conjunto de enzimas naturalmente presente na fruta que participa da digestão de proteínas. Por isso, além de opções doces, o abacaxi pode acompanhar saladas e preparações com carnes e outras fontes de proteína.


    Para Lívia, mais importante do que concentrar o consumo em uma única fruta é buscar variedade ao longo da semana. As diferentes cores estão relacionadas à presença de pigmentos naturais e compostos bioativos distintos. “Não precisamos pensar em consumir todas as cores em uma única refeição, mas podemos observar a variedade ao longo da semana. 

    Quanto maior a diversidade de frutas, verduras e legumes, maior a possibilidade de oferecermos ao organismo diferentes vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos”, afirma.


    Do lanche à refeição


    As frutas podem ir muito além do consumo in natura. Morango e kiwi, por exemplo, combinam com iogurte natural, aveia e chia. O abacaxi pode aparecer em saladas, ser grelhado ou acompanhar uma fonte de proteína. Saladas de frutas, vitaminas, overnight oats e bowls também são alternativas para variar o consumo no dia a dia.
     

    Para tornar um lanche mais completo e favorecer a saciedade, a nutricionista explica que, dependendo da necessidade individual, a fruta pode ser associada a outros grupos alimentares. Iogurte natural e queijo são exemplos de fontes de proteína, enquanto castanhas podem fornecer gorduras boas e aveia e chia ajudam a acrescentar fibras.
     

    “A ideia não é complicar o consumo da fruta, mas entender que uma combinação adequada pode tornar o lanche mais completo, especialmente para quem ficará várias horas sem realizar outra refeição”, orienta Lívia.
     

    Escolha e conservação fazem diferença


    Alguns cuidados na compra ajudam a aproveitar melhor as frutas. Os morangos devem estar firmes, com coloração característica e sem sinais de mofo, vazamentos ou partes muito amassadas. No caso do kiwi, a casca deve estar íntegra e, quando maduro, o fruto costuma ceder levemente à pressão, sem estar excessivamente mole. Para o abacaxi, a recomendação é observar a integridade da casca, evitar partes muito amolecidas ou com sinais de deterioração e considerar também o aroma para identificar o ponto de maturação.
     

    Na conservação, Lívia recomenda evitar a compra de frutas já muito maduras quando a intenção for mantê-las por vários dias. Morangos e frutas maduras geralmente devem ser refrigerados. Outro cuidado é não lavar todas as frutas imediatamente após a compra quando não houver intenção de consumi-las naquele momento, já que a umidade excessiva pode acelerar a deterioração, principalmente das mais delicadas.
     

    “A principal mensagem para a primavera é aproveitar a variedade de frutas disponíveis, explorar diferentes cores e formas de consumo e tornar a alimentação mais fresca e prazerosa”, finaliza.
     

    Ideias para variar o consumo

    Bowl refrescante

    Iogurte natural + morango + kiwi + aveia ou chia.

     

    Iogurte natural + morango + kiwi + aveia ou chia.

    Salada de frutas

    Morango + kiwi + abacaxi, acompanhados, se desejar, de iogurte natural e algumas castanhas.

    Salada agridoce

    Folhas verdes + abacaxi em cubos + frango grelhado + castanhas.

     

    Folhas verdes + abacaxi em cubos + frango grelhado + castanhas.
     

    Abacaxi grelhado com canela

    Fatias de abacaxi levemente grelhadas e finalizadas com canela, sem necessidade de acrescentar açúcar.

     

    Abacaxi grelhado com canela

    Iogurte com abacaxi e coco

    Iogurte natural + abacaxi em cubos + coco sem açúcar + chia.

  • Bumbum: Desejo à flor da pele

    De todas as partes do corpo feminino, existe uma que parece feita sob medida para despertar desejo e inspiração: sim, ela mesma, a bunda. Pode admitir, ninguém é de ferro, e vira e mexe surge aquele momento em que a visão de um bumbum perfeito faz o mundo desacelerar. 

    A bunda, ah, a bunda! Ela tem um poder de fascínio que mistura pecado e convite. É portal do mistério, promessa de prazer, ponto de partida para tantas histórias que, só de lembrar, já faz subir um calor pelo corpo inteiro. Uma curva no caminho, um movimento sutil, e pronto: olhares se voltam, respirações aceleram, imaginações são postas para trabalhar horas extras. Tem bunda que embriaga só de passar; outras, então, deixam rastro de saudade.

    O mais impressionante? Não existe um padrão. Tem bumbum redondinho, avantajado, discreto, macio, firme; tem aquele que te chama pra uma pegada marcante e o que se encaixa como travesseiro naquelas noites preguiçosas pós-amor. Na passarela da Bella da Semana, toda bunda é protagonista — seja ela feita de malhação, genética ou pura arte da vida. O segredo é que o erotismo mora menos no volume e mais na atitude: bunda de respeito é aquela que se exibe sem pudor, porque sabe do próprio poder, e aquela que, discreta, esconde promessas entre lençóis.

    Falo mesmo: existe algo mais tentador do que a dança de um bumbum bem seguro ao caminhar? O jeito como ele balança, desafiando as leis da física e do bom senso, hipnotiza. Arranca suspiros, morde lábios, inspira poesia, música, fantasia. E é ali — entre jeans apertado e a lingerie quase invisível — que mora a fronteira entre o sagrado e o profano. 

    Tem o toque, o aperto, o olhar de canto, o convite silencioso para sentir, morder, explorar.

    A verdade é que a bunda é terreno fértil para desejo, mas é território sagrado também. É orgulho e é liberdade, é poder e é prazer. Está na essência do erotismo justamente porque é real, sensorial, sem maquiagem, sem filtro. Uma obra de arte viva, pronta para ser contemplada, desejada, celebrada.

    E sabe por quê? Porque o erotismo da bunda feminina não é só visual, é experiência. É aquele impulso que faz as mãos desobedecerem e as regras ficarem para amanhã. É o cheiro de pele, o calor, o tremor na base da coluna, o arrepio daquele toque inesperado que faz o mundo girar mais lento.

    Celebrar a bunda é, acima de tudo, aceitar esse poder irresistível de acender paixões e virar fantasia. No fim das contas, entre quatro paredes, ela é rainha.

    Fonte: Bella da Semana

  • Primavera em Joinville reúne flores, natureza e programação cultural

    Primavera em Joinville reúne flores, natureza e programação cultural diversificada

    Com jardins floridos, áreas verdes, trilhas, cultura e uma agenda intensa de festivais, Joinville ganha ainda mais motivos para ser descoberta e vivenciada a partir de 22 de setembro

    No início da primavera, que começa dia 22 de setembro, Joinville ganha ainda mais cores e possibilidades para quem prefere estar ao ar livre e admirar as floradas da estação. Entre jardins, parques, áreas verdes e espaços culturais, a maior cidade de Santa Catarina convida a uma visita sem pressa — seja para caminhar, observar a natureza, conhecer a história local ou simplesmente encontrar um lugar tranquilo para aproveitar os dias de temperaturas mais amenas.

    A relação de Joinville com as flores vai muito além da estação. A cidade abriga a Agremiação Joinvilense de Amadores de Orquídeas (AJAO), uma das mais antigas e tradicionais associações orquidófilas do Brasil. A entidade reúne produtores e colecionadores de Joinville e região e mantém, durante todo o ano, atividades voltadas ao cultivo e à preservação das orquídeas, além de participar de exposições em diferentes partes do país.

    Aberta à comunidade, a AJAO é um ponto de encontro para quem deseja conhecer mais sobre essas flores e as técnicas de cultivo. A associação também está à frente da tradicional Festa das Flores de Joinville, realizada desde 1936 e considerada a mais antiga festa do gênero no Brasil, que volta a movimentar a cidade em novembro.

    Um jardim para visitar em qualquer época do ano

    Para quem quer sentir de perto a atmosfera da primavera, um dos endereços que merecem entrar no roteiro é o Hemero – Jardins como Arte. O espaço reúne jardins e paisagismo em uma experiência que aproxima arte e natureza, sendo um dos lugares mais floridos de Joinville.

    É também no parque que acontece, a partir de 26 de setembro, o Festival de Primavera Hemero, que segue até 20 de dezembro. A programação transforma o espaço em um convite para caminhar entre as floradas. Dentre as espécies, será possível apreciar diversos tipos diferentes, dentre eles: Hemerocallis (lírios-de-um-dia), Sapatinho-de-judia, Dálias, Zínias, Agapantos, Sunpatiens (beijinhos) e Plantas Tropicais.

    A primavera também é uma boa oportunidade para conhecer o lado verde de Joinville. Um dos passeios interessantes é subir até o Mirante de Joinville caminhando e apreciar, de cima, a Baía Babitonga e a Serra Dona Francisca. Na descida, é possível visitar o Zoobotânico de Joinville e parar para ouvir a riqueza dos sons dos diversos pássaros da região. 

    Outra possibilidade é visitar o Parque Caieira, às margens da Baía Babitonga. O espaço permite conhecer mais sobre os sambaquis – grandes montes formados pelo acúmulo de conchas, ossos, restos de fogueiras e sedimentos ao longo de milhares de anos, construídos por povos sambaquianos – e a relação histórica entre as comunidades e o território, além de oferecer paisagens que ajudam a entender a presença da natureza na identidade de Joinville.

    O fim da tarde também reserva opções interessantes como o Parque da Expoville, onde é possível sentar-se nos gramados, aproveitar a área aberta e tomar um chope artesanal. Já no Museu Casa Fritz Alt, a própria mata ao redor do espaço cria uma oportunidade para observar pássaros e perceber a biodiversidade presente dentro da área urbana.

    Além disso, a Praça Cidade das Águas, a praça do Museu de Arte de Joinville e a tradicional Rua das Palmeiras, em frente ao Museu Nacional de Imigração e Colonização, são opções para caminhar, fazer um piquenique ou sentar em um banco e ver o dia a dia de Joinville acontecer. 

    “Joinville tem uma relação histórica com as flores e com as manifestações culturais, que se expressa em diferentes momentos do calendário da cidade. A primavera reúne parte importante dessa identidade, desde a presença das orquídeas até os festivais e atividades que ocupam espaços públicos e culturais. É também um período em que a cidade amplia as oportunidades de contato com a natureza e de participação na vida cultural local”, afirma Guilherme Gassenferth, secretário de Cultura e Turismo de Joinville. 

    Estação do ano para aproveitar também a programação cultural

     Joinville é conhecida como a Cidade dos Festivais Culturais e, durante a Primavera, amplia a  agenda com uma programação que reúne diferentes manifestações artísticas e culturais. 

    Entre os dias 24 e 27 de setembro e 1º e 4 de outubro, a cidade entra no clima da Fenachopp de Joinville. O evento abre o calendário das festas de outubro de Santa Catarina e celebra a cultura e os costumes da colonização germânica, que moldaram a identidade da colonização de Joinville. A programação reúne mais de 40 bandas em três palcos, mais de 30 opções de gastronomia típica, 20 variedades de chope e apresentações de grupos folclóricos da região. Realizada pelo Instituto Fenachopp Joinville (IFJ), a festa é um dos maiores símbolos da tradição germânica catarinense.

    No mesmo período, entre 22 e 27 de setembro, diferentes espaços da cidade recebem o Festival Pianístico Joinville, levando música para além das tradicionais salas de concerto. O Pianístico reúne 14 músicos brasileiros e estrangeiros em uma programação de concertos que transita entre a música erudita e popular. O festival também promove workshops, masterclasses e ações que levam apresentações de piano a diferentes espaços de Joinville e às escolas municipais.

    No fim de outubro, é a vez do Animaneco – Festival Internacional de Teatro de Bonecos, realizado de 29 de outubro a 8 de novembro em espaços públicos e culturais de Joinville, além de São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul e região. Com entrada gratuita, o Animaneco reúne mais de 30 companhias de teatro de seis países em uma programação com cerca de 100 apresentações em Joinville e cidades da região. Considerado o maior festival de teatro de animação do Brasil, o evento reúne espetáculos, performances, apresentações lambe-lambe, palestras e atividades como abertura de malas, com atrações gratuitas em diferentes espaços culturais.

    E, entre 17 e 22 de novembro, as flores voltam ao centro da agenda com a Festa das Flores de Joinville. Tradicional, é realizada há mais de oito décadas e celebra a floração da orquídea Laelia purpurata, flor-símbolo do município e de Santa Catarina. A programação reúne exposição de milhares de orquídeas, flores e plantas ornamentais, além de mercado de plantas, feira multissetorial, concurso de jardins e apresentações culturais. Realizada pela AJAO, a festa é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Joinville e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Santa Catarina.

    “Joinville tem uma característica muito interessante: cada estação oferece diferentes formas de vivenciar a cidade. Na primavera, essa diversidade fica ainda mais evidente, com os jardins e áreas verdes ganhando mais vida e uma agenda cultural que reúne música, teatro, flores e muito mais. É um período que convida o visitante a explorar a cidade com mais calma e aproveitar uma programação que se mantém ativa ao longo de todo o ano, com festivais, eventos e diferentes atividades acontecendo pela cidade”, afirma Giorgio Augusto Souza, diretor-executivo do Joinville e Região Convention & Visitors Bureau.

    Entre flores, jardins, música, natureza e manifestações culturais, a primavera é um bom momento para conhecer Joinville por diferentes perspectivas. Para quem procura um destino que une natureza, cultura e tranquilidade, Joinville oferece diferentes caminhos para aproveitar a primavera — seja em um passeio pelos jardins, em uma tarde ao ar livre ou em meio aos festivais que movimentam a cidade ao longo da estação.

    Confira mais fotos aqui

    SERVIÇO

    Festival de Primavera Hemero

    Data: de 26 de setembro a 20 de dezembro de 2026

    Local: Parque Hemero – Jardins como Arte, Joinville (SC)

    Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h. O acesso ao parque e o fechamento da bilheteria ocorrem até às 17h.

    Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)

    Ingressos: https://visitehemero.com.br/produto/ingresso-aos-jardins/

    Fenachopp 2026

    Data: 24 a 27 de setembro e 1º a 4 de outubro de 2026

    Local: Expoville – Joinville (SC)

    Ingressos: à venda antecipadamente em fenachoppoficial.com.br

    Estacionamento: R$ 30,00 por veículo (operado pela Expoville)

    Realização: Instituto Fenachopp Joinville (IFJ)

    Festival Pianístico Joinville

    Data: de 22 a 27 de setembro de 2026

    Local: diferentes espaços de Joinville (SC), incluindo o Giuseppe Restaurante, que recebe a ação “Pianos Pela Cidade”, além de apresentações didáticas em escolas municipais.

    Ingressos: gratuitos, com reserva pelo site Enjoyticket

    Reservas: https://enjoyticket.com.br/

    Animaneco – Festival Internacional de Teatro de Bonecos

    Data: de 29 de outubro a 8 de novembro de 2026

    Local: diferentes espaços culturais, praças e teatros de Joinville (SC), incluindo o Teatro Juarez Machado, um dos principais da cidade.

    Endereço: Rua Orestes Guimarães, 666 – América, Joinville (SC)

    Ingressos: gratuitos, com reserva pelo site Enjoyticket

    Reservas: https://enjoyticket.com.br/

  • Novelinhas verticais estão atraindo criadores de conteúdo

    Novelinhas verticais estão atraindo atores pornôs, influenciadores e criadores de conteúdo

    Produções unem histórias envolventes com fantasias e fetiches populares entre os brasileiros

    O mercado adulto está descobrindo que desejo sozinho já não basta para prender a atenção do público. Inspirada no sucesso global dos dramas verticais, surgiu o Hotshort, uma plataforma 100% brasileira que investe em novelas curtas para celular que combinam histórias de amor, traição e vingança, unindo erotismo e fantasias. O resultado tem atraído atores pornôs, criadores de conteúdo e influenciadores que enxergam no formato uma oportunidade de mostrar habilidades que vão além das cenas tradicionais.

    No HotShort, o público encontra histórias sensuais inspiradas em fantasias, desejos e situações comuns do universo liberal. O diferencial é que, além das cenas eróticas, as produções contam com personagens, conflitos e narrativas que se desenvolvem ao longo dos episódios, criando uma experiência mais próxima das séries que fazem sucesso nos aplicativos de streaming.

    Outro destaque está no elenco. As produções reúnem atores e atrizes que já atuam no mercado adulto, mas que agora encaram desafios mais complexos de interpretação, além de criadores de conteúdo, casais e pessoas que vivem esse estilo de vida e encontram nas novelas uma forma de retratar experiências que fazem parte de sua realidade.

    Entre as histórias apresentadas estão fantasias bastante conhecidas por quem frequenta o meio liberal. Um exemplo é a trama inspirada na fantasia do motorista de aplicativo, uma dinâmica recorrente entre muitos praticantes e que agora ganha versão dramatizada para quem deseja acompanhar a experiência pela perspectiva dos personagens. A proposta é transformar situações que normalmente são vividas na intimidade em histórias capazes de entreter, gerar identificação e despertar a curiosidade do público.

    Dos filmes às novelas verticais

    Com uma carreira consolidada no nicho pornô, o ator Catrinha não precisaria provar mais nada para ninguém. Ainda assim, quando recebeu o convite para conhecer o formato dos dramas verticais produzidos pelo Hotshort, decidiu embarcar na novidade. Para ele, a principal diferença está justamente na valorização da atuação. “A galera faz aquela distinção: ‘ah, mas não é ator, é pornografia’. Não. É ator. Ele está interpretando, tem fala, tem roteiro”, afirma. “Se você parar para analisar, hoje tem uma série de novelas por aí que é bem explícita. A única diferença é que o nosso conteúdo deixa isso claro desde o início”, reflete.

    Segundo ele, o formato também permite explorar histórias mais próximas da realidade do público. “Eu sempre gostei de trazer histórias reais para os filmes adultos. E achei isso no Hotshort: essas histórias, esses formatos. Me enquadrei bastante”, conta.

    Na visão dele, a aposta em narrativas cria novas possibilidades de identificação para quem assiste. “Isso traz uma perspectiva maior de interesse em casais e mulheres, porque sai daquele mesmo formato repetitivo e entra num roteiro, num dia a dia que a gente reconhece nas ruas”, afirma.

    O entusiasmo é tamanho que ele já pensa nos próximos projetos. “Não vejo esse formato como uma tendência passageira. Vamos fazer mais.”

    Quando a criação de conteúdo encontra a atuação

    A criadora de conteúdo Espuleta chegou ao HotShort por um caminho diferente. Acostumada à rotina de produção independente para plataformas de monetização de conteúdo, como o Hotvips, ela encontrou nas séries verticais uma oportunidade de explorar uma nova faceta profissional. “Amei de paixão, achei o meu lugar no mundo. Despertou desejos e ambições que eu não sabia que tinha”, afirma.

    Segundo ela, a principal mudança está na construção da narrativa. “Em uma novela, existe uma história para construir. Você tem personagem, roteiro, cenas, continuidade, intenção e uma narrativa que precisa prender a atenção do público. No conteúdo tradicional, o foco está mais diretamente na experiência e na interação”, diz.

    Ela conta que a experiência exigiu uma preparação diferente da que estava acostumada. “Passei a prestar muito mais atenção em detalhes de atuação, expressão corporal, timing e construção de personagem. Também comecei a enxergar cada gravação de uma maneira mais cinematográfica. A preparação antes da câmera ligar ganhou muito mais importância”.

    Espuleta conta que a  mudança também foi percebida pelos seguidores e que muitos querem entender como funciona esse novo formato e acompanhar seu trabalho de uma maneira diferente. “Acho que foi interessante para eles perceberem um lado meu que talvez não conhecessem tanto: o lado profissional de atriz e de alguém que gosta de desafios”, afirma.

    A aposta em histórias que continuam depois do primeiro episódio

    A principal diferença entre os dramas verticais e o conteúdo adulto tradicional está na experiência oferecida ao público. Enquanto vídeos convencionais costumam ser consumidos de forma isolada, as novelas trabalham com personagens recorrentes, conflitos que evoluem ao longo dos capítulos e situações que criam expectativa. Os episódios têm duração máxima de dois minutos e muitos estão liberados para assistir gratuitamente.

    “Uma história cria curiosidade. O público não quer necessariamente apenas saber o que vai acontecer naquela cena, mas também o que vai acontecer com aqueles personagens. Existe expectativa, identificação, suspense e vontade de descobrir o próximo episódio”, explica Espuleta.

    Para Catrinha, essa mudança também contribui para ampliar o alcance do entretenimento adulto. “Essas histórias introduzem novos olhares para casais, para quem está entrando nesse universo e para fetichistas. Traz mais mulheres para assistir conteúdo adulto, porque sai daquilo que sempre afastou boa parte delas”, complementa.

  • Maragogi além das piscinas naturais

    Maragogi além das piscinas naturais revela uma face de luxo, natureza e bem-estar

    Destino conhecido pelas águas cristalinas também reúne experiências de turismo slow e hotelaria boutique para quem busca exclusividade no litoral de Alagoas.

    Quando se fala em Maragogi, as imagens das piscinas naturais de águas cristalinas costumam ocupar o primeiro plano. As famosas galés ajudaram a projetar o município alagoano entre os principais destinos de sol e praia do Nordeste. Mas, para além dos passeios que se tornaram cartões-postais, existe outra forma de conhecer a região: com menos pressa, mais privacidade e experiências ligadas à natureza, à gastronomia e ao bem-estar.

    É nesse cenário que está a Pousada Camurim Grande. Instalada em uma península entre o Rio Maragogi e o mar, no coração da Costa dos Corais, a propriedade ocupa 6,5 hectares de área preservada e possui mais de 800 metros de orla. Manguezais, coqueirais, rio e mar cercam um empreendimento com apenas 20 acomodações, criando uma experiência bastante diferente daquela encontrada nas áreas de maior circulação turística do destino.

    A proposta acompanha um movimento que tem ganhado espaço entre viajantes de alto padrão: trocar roteiros preenchidos por atividades por estadias nas quais o próprio hotel e seu entorno fazem parte da viagem. Na Camurim Grande, isso se traduz em dias que podem começar sem horário definido para o café da manhã e seguir entre praia, spa, gastronomia e momentos de contemplação.

    Privacidade em meio à natureza

    A exclusividade começa pelo tamanho da operação. Distribuídas pela propriedade, as 20 acomodações incluem chalés, bangalôs, casas e a Cabana, com áreas que variam de 70 m² a 242 m². Dependendo da categoria, há banheiras de imersão, mini spas com cromoterapia, piscinas privativas e amplas varandas com espaços de descanso.

    A baixa densidade permite que a vegetação continue sendo protagonista. Além disso, a preservação do território acompanha a história da pousada desde antes de sua abertura, em 2011. Ao longo dos anos, mais de 800 árvores foram plantadas, enquanto manguezais, coqueirais e parte significativa da vegetação original foram mantidos.

    A operação também incorporou energia solar, compostagem, reciclagem e horta orgânica. A relação com o território se estende à valorização de pequenos produtores e a iniciativas voltadas à comunidade local. Entre elas está uma creche construída para o município e que hoje atende centenas de crianças por meio de projetos de educação, alimentação, acolhimento e bem-estar social.

    Bem-estar como parte da viagem

    Outro caminho para descobrir essa Maragogi menos apressada passa pelo wellness. No Spa Verde Camurim, criado por Cristiana Freire, massagens terapêuticas, banhos de ervas, sauna a vapor e rituais sensoriais são oferecidos de acordo com o ritmo de cada hóspede.

    Um dos destaques é a piscina sensorial terapêutica aquecida, equipada com mais de 50 duchas direcionadas e envolta por sais terapêuticos. A experiência de hidroterapia foi desenvolvida após pesquisas realizadas em spas internacionais.

    O cuidado também deu origem à Verde Camurim, saboaria própria da pousada. Sabonetes, óleos essenciais e outros preparos utilizados nas experiências são produzidos artesanalmente com ingredientes naturais e orgânicos do Brasil e da região.

    A ideia é não só acrescentar um spa à estrutura de hospedagem, mas incorporar o bem-estar à experiência do destino. A praia, o contato com a vegetação, os momentos de silêncio e a possibilidade de não seguir uma programação rígida passam a fazer parte da própria viagem.

    Gastronomia sem hora marcada

    A mesma lógica aparece à mesa na Camurim Grande, com um café da manhã que pode ser servido no horário e no local escolhidos pelo hóspede e opções de jantar, já incluso na hospedagem, que acontece acompanhado por música ao vivo.

    A gastronomia privilegia ingredientes frescos e uma relação com produtores e sabores da região. Entre as experiências mais características está o chá servido na ponte ao pôr do sol, diante do manguezal, um momento que sintetiza a proposta de desacelerar e observar a paisagem em vez de apenas passar por ela.

    A cerca de 90 minutos tanto de Recife quanto de Maceió, a pousada representa uma possibilidade diferente de experimentar um dos destinos mais conhecidos do litoral nordestino. Uma Maragogi em que as piscinas naturais continuam sendo parte da viagem, mas não necessariamente precisam ser suas protagonistas.

    Entre manguezais, praia, gastronomia e bem-estar, o destino também pode ser um lugar para simplesmente ficar.

  • O que as patinhas revelam sobre a saúde dos pets

    O que as patinhas revelam sobre a saúde dos pets


    As almofadinhas das patas ajudam cães e gatos a absorverem impactos, proteger articulações, manter o equilíbrio e isolar parte do contato com o chão. Como ficam expostas a pisos quentes, superfícies ásperas, produtos químicos e objetos cortantes, também podem apresentar alterações que ajudam o tutor a perceber problemas de saúde.

    Uma crença comum é que almofadinhas rosadas e macias seriam necessariamente saudáveis, enquanto áreas escuras ou ásperas indicariam alguma doença. A avaliação não é tão simples. A pigmentação pode variar entre rosa, preto, marrom ou uma combinação dessas cores, conforme as características de cada animal. Uma superfície um pouco mais espessa também pode ser normal, principalmente em cães que caminham com frequência.

    Segundo Gustavo Jorge Gonçalves (CRMV-SP 46417), o principal parâmetro é observar mudanças em relação ao aspecto habitual das patas.

    “Não existe uma única cor ou textura que represente uma pata saudável. O tutor deve conhecer o padrão do próprio animal e ficar atento a alterações recentes, principalmente quando aparecem dor, inchaço, feridas, secreção ou dificuldade para caminhar”, explica.

    O que cada alteração pode indicar
    Rachaduras e ressecamento

    Pequenas áreas ásperas podem surgir pelo contato frequente com o chão, mas fissuras profundas, sangramento ou sensibilidade exigem atenção. Entre as possíveis causas estão atrito, exposição a temperaturas extremas, queimaduras, irritações e alterações na produção de queratina.

    O espessamento excessivo das almofadinhas pode estar relacionado à hiperqueratose, condição caracterizada pelo acúmulo de queratina. Em quadros mais intensos, podem surgir fissuras, dor, infecções secundárias e dificuldade para caminhar.

    Vermelhidão e inchaço

    Patas avermelhadas ou inchadas podem indicar inflamação causada por alergias, contato com substâncias irritantes, queimaduras, infecções ou corpos estranhos, como espinhos, fragmentos de vidro e pequenas pedras. A inflamação também pode aparecer entre os dedos e provocar coceira, dor e queda de pelos.

    Crostas e descamação

    Crostas não devem ser arrancadas. Elas podem surgir após traumas, queimaduras, processos inflamatórios ou doenças dermatológicas. Quando o problema persiste, aumenta ou atinge várias patas, a avaliação veterinária ajuda a identificar a causa e definir o tratamento.

    “Aplicar cremes por conta própria pode piorar a irritação ou oferecer risco caso o animal lamba o produto. Até hidratantes aparentemente inofensivos precisam ser indicados por um médico-veterinário”, orienta.

    Feridas, bolhas e sangramento

    Cortes, perfurações, queimaduras e desprendimento de parte da almofadinha provocam dor e podem dificultar o apoio da pata. Se houver sangramento, o tutor pode fazer uma compressão cuidadosa com gaze ou pano limpo durante o deslocamento até o atendimento. Objetos profundamente presos não devem ser retirados em casa, pois a tentativa pode ampliar a lesão e o sangramento.

    Mudança repentina de cor

    Alterações recentes de pigmentação, sobretudo quando acompanhadas por feridas, crostas, inchaço ou dor, precisam ser investigadas. A coloração natural varia entre os animais, mas uma mudança repentina não deve ser interpretada isoladamente nem usada para fechar um diagnóstico.

    O comportamento também dá pistas

    Nem todas as alterações ficam visíveis logo no início. Lamber ou morder as patas repetidamente, mancar, evitar apoiar uma das pernas, demonstrar incômodo ao toque ou reduzir os passeios pode indicar dor, coceira ou presença de algum corpo estranho.

    Odor forte, secreção, sangramento, perda de pelos entre os dedos e aumento de volume também justificam uma consulta. A lambedura excessiva não deve ser tratada apenas como hábito, pois pode estar ligada a alergias, ferimentos e outros problemas dermatológicos.

    Calçadas quentes podem causar queimaduras

    Embora sejam mais resistentes que a pele humana, as almofadinhas podem sofrer queimaduras durante passeios em asfalto ou concreto aquecido. Nos dias quentes, a recomendação é priorizar o começo da manhã e o fim da tarde, procurar áreas sombreadas e verificar a temperatura do piso antes de sair.

    Relutância em caminhar, lambedura logo após o passeio, vermelhidão, bolhas e desprendimento da camada superficial podem indicar queimadura. A Universidade Cornell alerta que as almofadinhas, apesar de resistentes, também podem ser lesionadas pelo pavimento quente.

    Como examinar as patas em casa

    A inspeção pode ser feita depois dos passeios ou durante os momentos de higiene. O tutor deve observar:

    1. O estado de todas as almofadinhas
    2. Os espaços entre os dedos
    3. A presença de cortes, espinhos ou resíduos
    4. Vermelhidão, inchaço, secreção ou odor
    5. Unhas quebradas ou excessivamente compridas
    6. Dor ou resistência ao toque
    7. Lambedura persistente
    8. Mudanças recentes de cor, espessura ou textura

    Após o passeio, as patas podem ser limpas com água e secadas cuidadosamente, inclusive entre os dedos. Produtos hidratantes, pomadas, antissépticos e medicamentos devem ser usados somente com orientação profissional.

    “Observar as patas leva poucos minutos e pode revelar uma lesão antes que ela se agrave. Quando o animal manca, sente dor, apresenta sangramento, secreção ou não consegue apoiar a pata, o atendimento não deve ser adiado”, conclui o médico veterinário.

  • Suplementos para o coração: o que a ciência diz

    Ômega-3, fibras, magnésio: o que vale a pena saber sobre suplementos e saúde do coração

    Conheça quais realmente contam com respaldo científico para auxiliar no controle do colesterol, dos triglicerídeos e de outros fatores de risco cardiovasculares

    A melhor estratégia para proteger a saúde cardiovascular é a combinação entre acompanhamento médico, hábitos saudáveis, como a prática de exercícios, uma alimentação equilibrada e nutritiva (rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, oleaginosas e peixes), sono de qualidade e controle de fatores de risco como colesterol elevado, hipertensão, diabetes e excesso de peso.

    Quando indicado pelo profissional de saúde, o uso de alguns suplementos nutricionais também pode contribuir com benefícios extras. “Eles atuam como estratégia complementar para atenuar fatores de risco, como colesterol ou triglicerídeos”, afirma o médico nutrólogo Dr. Nataniel Viuniski, mestre em nutrição e alimentos, membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife.

    Conheça os suplementos que apresentam as evidências científicas mais consistentes.

    Ômega-3

    Os ácidos graxos ômega-3, especialmente EPA e DHA, são os suplementos mais estudados quando o assunto é saúde cardiovascular. Eles ajudam a regular o metabolismo das gorduras, exercem ação anti-inflamatória e contribuem para o bom funcionamento dos vasos sanguíneos.

    Mas o benefício mais bem estabelecido é a redução dos níveis de triglicerídeos, um tipo de gordura no sangue que pode aumentar devido ao consumo excessivo de açúcares, álcool e calorias, além do excesso de peso e do diabetes mal controlado. Segundo a American Heart Association, doses terapêuticas de ômega-3 podem reduzir esses níveis em cerca de 20% a 30% em pessoas com hipertrigliceridemia.

    Beta-glucanos

    Presentes principalmente na aveia e na cevada, os beta-glucanos são fibras solúveis que ajudam a reduzir o colesterol LDL (“colesterol ruim”) por conta de um simples mecanismo: em contato com a água, formam um gel viscoso no intestino que diminui a absorção de colesterol e favorece sua eliminação pelo organismo.

    Uma meta-análise publicada no American Journal of Clinical Nutrition, que reuniu 28 ensaios clínicos, mostrou que o consumo diário de pelo menos 3 g de beta-glucanos de aveia reduz de forma consistente o colesterol LDL. Com base nesse conjunto de evidências, a FDA e a EFSA reconhecem o papel dos beta-glucanos na manutenção de níveis saudáveis de colesterol.

    Psyllium

    Assim como os beta-glucanos, o psyllium também é uma fibra solúvel que forma um gel no intestino, reduzindo a absorção de colesterol, melhorando o controle da glicemia e aumentando a saciedade. Isso é o que mostra outra revisão do mesmo periódico, que demonstra redução consistente do colesterol LDL (colesterol “ruim”) em pessoas com hipercolesterolemia ou risco cardiovascular aumentado.

    “Como diabetes, colesterol elevado e obesidade são importantes fatores de risco cardiovasculares, esses benefícios acabam contribuindo para proteger o coração”, reforça o nutrólogo.

    Fitoesteróis

    Os fitoesteróis e fitoestanóis possuem estrutura semelhante à do colesterol presente nos alimentos. Quando consumidos, competem com ele pela absorção no intestino, fazendo com que uma quantidade menor de colesterol chegue à corrente sanguínea.

    Uma meta-análise que reuniu 124 ensaios clínicos randomizados mostrou que o consumo diário de cerca de 2 g de fitoesteróis pode reduzir o colesterol LDL entre 8% e 10%. Por isso, eles são recomendados por diretrizes internacionais como estratégia complementar para pessoas com colesterol elevado.

    Coenzima Q10

    A coenzima Q10 é uma substância naturalmente produzida pelo organismo que participa da geração de energia nas células, especialmente em órgãos com alta demanda energética, como o coração. Por isso, pesquisadores investigam há anos os benefícios da suplementação para pessoas com doenças cardiovasculares.

    Até o momento, as evidências mais consistentes aparecem em pacientes com insuficiência cardíaca. O estudo publicado no JACC: Heart Failure, mostrou que, quando utilizada como complemento ao tratamento convencional, a coenzima Q10 foi capaz de melhorar sintomas, capacidade funcional e qualidade de vida, além de reduzir eventos cardiovasculares ao longo de dois anos de acompanhamento.

    Magnésio

    Trata-se de um mineral que participa da contração muscular, da condução elétrica do coração e da regulação da pressão arterial.

    “Quando existe deficiência do mineral, a suplementação pode contribuir para melhorar a pressão arterial, favorecer o controle glicêmico e reduzir o risco de arritmias em situações específicas”, explica o nutrólogo.

    Já em pessoas com níveis adequados de magnésio, os benefícios cardiovasculares são menos consistentes, não havendo recomendação para suplementação indiscriminada.

    “É importante diferenciar suplementos que melhoram fatores de risco daqueles que realmente demonstraram reduzir infarto, AVC ou mortalidade cardiovascular. Essa distinção evita expectativas irreais e ajuda profissionais e pacientes a fazer escolhas baseadas em evidências”, destaca Viuniski.

  • Centros de Informação à Pessoa com Deficiência passam a realizar emissão da carteirinha CIPTEA

    Centros de Informação à Pessoa com Deficiência passam a realizar emissão da carteirinha CIPTEA

    A partir desta segunda-feira, 21 de setembro, os Centros de Informação à Pessoa com Deficiência (CIPCD) localizados nas estações de Metrô do Tatuapé, Barra Funda e Santa Cruz passam a realizar o atendimento para emissão da CIPTEA – Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

    A iniciativa amplia os serviços oferecidos pelos Centros e facilita o acesso das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) à documentação e aos direitos assegurados por meio da CIPTEA. O atendimento realizado pelas equipes contempla a análise e validação dos documentos apresentados, o preenchimento e encaminhamento das informações necessárias e o processo de emissão da carteira.

    A CIPTEA é um documento oficial criado para identificar pessoas com autismo e garantir seus direitos de forma rápida e desburocratizada. 

    Para solicitar a emissão, é necessário apresentar documento de identificação com foto da pessoa com TEA e do responsável legal, quando for o caso; CPF; foto digital com fundo branco; laudo médico com CID, assinatura e CRM; comprovante de residência; e tipagem sanguínea. Para menores de 18 anos, a solicitação deve ser realizada pelo responsável legal.

    Além da emissão da CIPTEA, as equipes dos Centros estarão preparadas para esclarecer dúvidas e orientar as pessoas atendidas sobre o processo e a documentação necessária.

    A oferta do serviço nos três Centros representa mais uma ação voltada à ampliação do acesso à documentação, à informação, à acessibilidade e à garantia de direitos das pessoas com deficiência. Os Centros também oferecem serviços de conserto de cadeiras de rodas e bengalas, Sala de Acomodação Sensorial (SAS), voltada a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições neurodivergentes, com isolamento acústico, iluminação controlada e poltronas individuais, garantindo conforto e segurança.

    Unidade Barra Funda

    Estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô de SP e CPTM

    Endereço: Rua Bento Teobaldo Ferraz, 119 – Barra Funda/SP.

    Contato: CIPCD Barra Funda: (11) 94216-9616

    E-mail: cipcd@itsbrasil.org.br

    Unidade Tatuapé

    Estação Tatuapé do Metrô de SP

    Endereço: R. Melo Freire – Tatuapé, São Paulo – SP

    Contato: CIPCD Tatuapé: (11) 91775-3152

    E-mail: cipcd@itsbrasil.org.br

    Unidade Santa Cruz

    Estação Santa Cruz da ViaMobilidade

    Endereço: Rua Domingos de Morais, 2494 – Santa Cruz/SP.

    Contato: CIPCD Santa Cruz: (11) 91126-2881

    E-mail: cipcd@itsbrasil.org.br