Autor: agitosp

  • Além da mamografia, saiba os exames preventivos que toda mulher deve fazer

    Mesmo que toda mulher saiba que deve fazer consultas ginecológicas no mínimo uma vez ao ano, vale sempre lembrá-las. O outubro Rosa é exemplo de mais um alerta. Apesar de a campanha ter como objetivo conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, Dr. Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra da capital paulista relembra outros exames que não podem faltar no check-up das mulheres. 

    Exames Laboratoriais: é importante fazer anualmente exames de sangue como hemograma, dosagem de glicemia sanguínea, colesterol, triglicérides, avaliação da função da tireoide, além de um exame urinário básico. Deve ser realizado, no mínimo, uma vez ao ano. 

    Sorologia: ajuda a detectar doenças provocadas por microrganismos, como hepatite, sífilis, HIV. Pode ser realizado uma vez ao ano.

    Teste de Papanicolau: é um exame que verifica infecções e alterações nas células do colo do útero, infecções por fungos, herpes e verrugas no órgão genital feminino. Seu objetivo principal é prevenir o aparecimento do câncer no colo do útero. Deve ser realizado uma vez ao ano.

    Ultrassom Pélvico: visualiza a morfologia das estruturas genitais internas, como útero e ovários. É indicado na suspeita de doenças nestas estruturas ou preventivo para câncer ovariano ou endometrial. Normalmente, é feito pelo abdômen. Deve ser realizado uma vez ao ano.

    Densitometria Óssea: verifica a densidade dos ossos, determinando a presença de osteoporose ou de sua precursora, a osteopenia. Indicado para mulheres na menopausa ou com fortes riscos para a doença. Deve ser realizado uma vez ao ano.

    Ultrassom transvaginal: realizado pela introdução de um pequeno bastão na vagina e com ele, é possível detectar doenças como cistos no ovário, endometriose, miomas e até tumores. O exame se torna obrigatório após a menopausa, mas pode ser solicitado antes, dependendo de fatores de risco como infecções ou vida sexual promíscua. Deve ser realizado uma vez ao ano.

    Colposcopia: detecta ferimentos que possam estar na vagina, na vulva ou no colo do útero. O ideal é realizar esse exame quando iniciar a vida sexual, porém muitas vezes só é indicado quando houver alterações no Papanicolau.

    Urocultura: seis em cada dez mulheres, sofrem de infecção urinária. É indicado para aquelas que têm dificuldades para urinar ou sentem ardência e incômodos.

  • Cinco sinais que podem detectar o câncer de mama masculino

    Dr. Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, traz cinco orientações para alertar os homens sobre um possível caso de câncer de mama

    Neste início de outubro, o empresário Mathew Knowles, pai da cantora Beyoncé, revelou em entrevista ao programa de TV Good Morning America que foi diagnosticado com câncer de mama no meio deste ano. Apesar de raro, estimativas indicam que 1% dos casos da doença afetam homens.

    De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil somará cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019, número que corresponde a 28% de todos os diagnósticos da condição registrada no país. E apesar do Outubro Rosa ser o mês de conscientização sobre a questão voltada principalmente para mulheres, é preciso lembrar que um dos grandes mitos da saúde é que o câncer de mama não afeta homens. Das 16.254 pessoas que morreram em decorrência de câncer de mama no país no ano passado, 185 eram homens.

    O oncologista Daniel Gimenes, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Oncoclínicas, explica que um dos grandes mitos relacionados ao câncer de mama é justamente que ele só afeta mulheres. Homens também apresentam glândulas mamárias. Apesar da baixa incidência, o câncer de mama masculino pode se manifestar e existe um alto percentual de mortalidade. Em cerca de 100 casos da doença, apenas um ocorre no sexo masculino. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram registrados 1910 casos e, na maioria das vezes, o diagnóstico é tardio, já que homens não costumam realizar a mamografia anualmente.

    “Existe um problema muito comum que faz com que os homens não procurem um médico por questões de machismo, pois não passa pela cabeça de ninguém que o homem pode desenvolver um câncer de mama. Por isso, qualquer mudança suspeita na região mamária, é preciso procurar um especialista para que o câncer não seja descoberto tarde demais”, explica Gimenes.

    O tratamento e os sintomas são os mesmos. Nos homens, o diagnóstico costuma ser mais rápido pelo fato de que eles têm menor tecido mamário, facilitando a visualização de um nódulo. Mas a identificação também é feita através de mamografia. “Há, é claro, além de uma desinformação, um preconceito em relação à este tipo de incidência. Apesar de não encararmos dados alarmantes no quesito, é fundamental que a população em geral, independente do gênero, esteja alerta. O diagnóstico precoce é fundamental para as chances de recuperação dos pacientes”, ressalta o médico.

    O oncologista frisa adicionalmente que em muitos casos, o câncer de mama em um homem é um indício sugestivo de que o paciente seja portador de uma mutação genética hereditária no gene BRCA, sendo recomendada em todos os casos a realização do teste molecular mesmo que não haja histórico de câncer na família.

    Abaixo, o Dr. Daniel Gimenes destaca os cinco principais fatores que podem ser importantes na hora de detectar um câncer de mama no homem:

    1- Genética: Se existir um caso alguma mulher (tia, mãe, avó) com câncer de mama na família, as chances do homem desenvolver aumenta discretamente, mas se for relacionado à mutação do BRCA, os riscos são significantemente maiores. Para isso, é recomendável que o homem faça uma pesquisa de mutação para saber se terá chances de desenvolver a doença. Além disso, existe uma síndrome genética, associada ao alto nível de estrogênio, uma condição que aumenta o índice câncer de mama em homem, principalmente quando tem a mutação do gene BRCA. Se, por exemplo, um homem no qual a irmã/mãe teve câncer de mama, as chances são maiores, por isso, é preciso ser feito um acompanhamento mais de perto.

    2- Hormônios: O principal motivo pelo qual as mulheres apresentam câncer de mama com mais frequência do que os homens são os hormônios. A mulher produz muito mais estrógeno do que o homem. A maioria dos cânceres de mama femininos se desenvolve por conta de hormônios sensíveis. O homem apresenta uma baixa taxa se estrógeno no corpo, contendo mais testosterona, que não leva a este tipo de câncer.

    3- Caroço na área do tórax: Como os homens não tem o costume de realizar exames mamários frequentemente é preciso que se atentem a alguns sintomas suspeitos. Caroço na área do tórax é dos principais sintomas do câncer de mama masculino que pode ser acompanhado de inchaço nos linfonodos axilares.

    4- Retração na pele: Em situações mais avançados da doença, também pode ocorrer uma retração do mamilo, ou seja, um inchaço significativo ou distorção da pele, em alguns casos acompanhados de sangue na região. Quando estes sinais são detectados, é imprescindível que se procure um médico para saber o diagnostico correto.

    5- Cirrose/alcoolismo/obesidade: Pacientes com distúrbios do fígado (cirrose, alcoolismo e obesidade) correm mais risco de desenvolver câncer de mama e, quanto mais velho o homem for, maior a possibilidade de a doença aparecer. Na maioria das vezes o homem com câncer de mama procura uma orientação quando a neoplasia ainda está no começo, dificultando o tratamento. Quando mais cedo o câncer é diagnosticado, maiores são as chances de cura. Por isso, já que a mamografia masculina não é recomendada como um exame de rotina, homens que estão na área de risco de desenvolver um câncer de mama, precisam realizar o autoexame.

    Oncoclínicas e SBM unidos no combate ao câncer de mama

    O Instituto Oncoclínicas – iniciativa do corpo clínico do Grupo Oncoclínicas para promoção à saúde, educação médica continuada e pesquisa -, em parceria com a SBM, lança no mês de Outubro uma campanha de conscientização protagonizada pela modelo, empresária e ativista pelos direitos da mulher Luiza Brunet. Com o mote “Seja a melhor pessoa para você”, a ação tem por objetivo transmitir uma mensagem de alerta sobre os cuidados com a saúde, em especial para que as mulheres não deixem de realizar a mamografia todos os anos a partir da idade recomendada.

  • Neste Dia das Crianças, relembre 5 produtos que marcaram sua infância

    Itens são carinhosamente lembrados por consumidores 

    A infância tem um gosto difícil de ser explicado ou compreendido, mas há quem afirme que existem produtos que representam fielmente essa saudosa fase da vida e que causam grande nostalgia a quem as consumiu nesse período.

    Para comemorar o Dia da Crianças, celebrado no dia 12 de outubro, confira a lista abaixo e relembre alguns dos principais produtos com gostinho de infância:

    #1 Mini Trakinas 

    Quem nunca levou as miniaturas de carinhas mais fofas do Brasil na lancheira da escola? As Mini Trakinas foram uma verdadeira febre entre as crianças e marcou o período com o gostinho inconfundível de chocolate e morango, os sabores disponíveis nessa versão.

    #2 Bis Morango

    Sim, é clichê, mas é impossível não repetir a dose quando o assunto é Bis. Presente em vários lares brasileiros até hoje, o wafer crocante coberto por chocolate e recheado com creme de morango foi um sucesso entre os jovens anos atrás.

    #3 Trakinas Limão

    Sucesso de vendas, Trakinas Limão é um dos produtos mais lembrados quando o assunto é infância. Os biscoitos recheados na cor verde foram responsáveis por deixar várias crianças com a língua pintada e com saudades de seu sabor marcante.

    #4 Bubbaloo Melancia

    Quem lembra do Bubbaloo Melancia? O sabor delicioso agradou em cheio o paladar infantil e até hoje é lembrado por isso. O Bubbaloo, por si só, já uma volta ao passado. O sabor Melancia então…

    #5 Confeti

    Redondas, pequenas e coloridas, as pastilhas confeitadas de chocolate da Lacta tinham tudo a ver com as crianças, por essa razão, são constantemente lembradas por terem feito parte da infância de muitos, hoje, adultos.

    Mantendo a relação com o consumidor cada vez mais próxima e firmando sempre o compromisso com qualidade e sabor, a Mondelez International segue com seus sabores inconfundíveis em marcas tão tradicionais e icônicas como em Bubbaloo, nos sabores Tutti-Frutti, Morango, Uva, Hortelã e o inesquecível Banana. Assim como em Trakinas, marca de biscoito recheado que continua fazendo parte da vida de tantas crianças, hoje em dia disponível nos sabores Morango e Chocolate, na versão regular, além dos sabores meio a meio: chocolate com morango e chocolate branco e preto.

  • Como manter sua orquídea bonita, saudável e com vida longa?

    Confira as dicas de Leili Izumida, presidente da Sociedade Bandeirante de Orquídeas, cuja Exposição anual acontece de 18 a 20 de outubro, no Clube Banespa.

    Que as orquídeas são muito apreciadas pelos brasileiros e uma das principais opções quando o assunto é decorar ou presentear, todos já sabem. Mas você sabia que existem diversas espécies que variam em cores, tamanhos e formatos, com opções que agradam aos mais variados gostos e bolsos? E que essa planta de vida longa – algumas são até centenárias – precisa de alguns cuidados específicos para viver linda e saudável por mais tempo?

    Confira as dicas da Leili Izumida, presidente da Sociedade Bandeirante de Orquídeas, que está às vésperas do seu mais esperado evento do ano: Exposição Anual da Sociedade Bandeirante de Orquídeas, que acontece nos dias 18, 19 e 20 de outubro, no Clube Banespa, em São Paulo.

    Com entrada gratuita, o evento, além de uma grande variedade de orquídeas, das mais raras às populares como vanda e phalaenopsis – em mudas ou floridas em estágio adulto – traz lindos arranjos, verdadeiras obras de arte preparadas pelos expositores, que são colecionadores e amantes do cultivo destas plantas há mais de 70 anos, vindos de diversas partes do Brasil. Os preços também são bastante atrativos e democráticos, com opções a partir de R$ 20.

    As 5 mil pessoas esperadas nos corredores do Clube Banespa também poderão comprar e levar para casa árvores frutíferas de pequeno porte, especialmente selecionadas para estarem no auge da sua produção durante a exposição, uma grande novidade desta edição. Além disso, estarão disponíveis insumos e materiais agrícolas para cultivo.

    Cuidados básicos para uma orquídea linda, saudável e com vida longa, por Leili Izumida.

    • Irrigação

    A maneira correta de regar uma orquídea é por gotejamento, deixando sempre a água escorrer totalmente. Para descobrir se a flor precisa ser regada, é preciso verificar como se encontra o substrato. Se estiver seco, é hora de regar. O ideal é que ele sempre esteja levemente úmido.

    • Luminosidade

    Alguns tipos de orquídeas gostam de bastante luz, como as que possuem folhagens mais claras e amareladas. Neste caso, quanto mais contato com a luz, mais ela irá florir. Já outros, preferem que a luminosidade seja mais baixa, como é o caso das orquídeas com folhas mais escuras.

    • Circulação de ar

    É necessário que o local onde as orquídeas ficarão seja bem arejado. Orquídeas gostam de lugares com alta umidade. Mas, elas não apreciam encharcamento, é muito mais fácil uma orquídea morrer por excesso de água do que pela falta dela.

    • Espaçamento

    As orquídeas precisam de um espaçamento entre elas, para que ocorra ventilação. Do contrário, há uma grande chance de proliferação de doenças.

    • Adubação

    É preciso equilibrar a quantidade de adubo oferecida já que a orquídea, como qualquer outra planta, precisa de nutrientes para crescer. Assim, como o excesso de água, o exagero de adubo é pior do que a falta dele e pode prejudicar a planta.

    Gostou das dicas? Você pode conferir tudo pessoalmente na Exposição Anual da Sociedade Bandeirante de Orquídeas, além de ter acesso a livros, insumos para cultivo e muitas espécies dessa planta tão apreciada.

    “Preparamos mais do que uma exposição, mas um local perfeito para um passeio em família, para que se possa visitar, apreciar belezas, sentir aromas e observar tudo que está ao redor. Teremos plantas de excelente qualidade, expostas pela SOB, e dezenas de outras associações orquidófilas convidadas, além da área de vendas de orquídeas, insumos para cultivo, livros e revistas especializadas. Ótima programação para o fim de semana”, disse Leili Izumida, presidente da Sociedade Bandeirante de Orquídeas.

    O evento ainda terá um espaço kids, com pinturas faciais e origamis, para a alegria das crianças. Além disso, uma orquídea será rifada gratuitamente entre os presentes.

    Serviço: Exposição Anual da Sociedade Bandeirante de Orquídeas
    Data: dias 18, 19 e 20 de outubro de 2019 (sexta-feira, sábado e domingo)
    Horário: das 9h às 18h nos dias 18 e 19; das 9h às 17h no dia 20
    Local: Clube Banespa (Av. Santo Amaro, 5355)

    Entrada gratuita

  • Como os pets podem contribuir no tratamento de doenças?

    Pesquisas apontam que 88% dos brasileiros consideram cães e gatos como membros da família. A relação de afeto entre pets e humanos pode apresentar uma série de benefícios. Além de fiéis companheiros, os bichinhos auxiliam no tratamento de pacientes hospitalizados, crise de ansiedade, depressão, autismo, transtornos sociais, deficiências de aprendizagem, esquizofrenia, locomoção, câncer, entre outros.

    O tratamento é realizado no Brasil desde 1960, quando a psiquiatra Nise de Silveira começou a usar cachorros e felinos em suas sessões e, a partir da experiência, percebeu que a companhia dos animais causava um efeito calmante e antidepressivo em seus pacientes. Este tipo de acompanhamento é chamado de Zooterapia ou Pet Terapia e tem por objetivo tratar problemas físicos, emocionais e psicológicos. 

    Segundo Thays Correia, psicóloga e psicopedagoga do grupo Vet Popular, a Zooterapia não tem contra indicações e pode ser realizada em ambulatórios, hospitais, casas de repouso, escolas e clínicas de reabilitação. “A inserção de um pet no tratamento de doenças é de extrema relevância e contribuição. O amor incondicional e puro que os animais expressam pelos donos é único, e por isso, tornam-se excelentes parceiros. O ideal é desfrutar deste companheirismo com o intuito de ocupar o vazio que o paciente tem vivenciado”, conclui.

    Para cada doença é indicado um tipo de pet. Por exemplo, para ajudar combater a depressão, os mais apropriados são cães mais calmos e familiares, que gostem de contato físico. Podemos destacar as raças Golden Retrivier e Labrador, que têm personalidade amorosa. Já de porte pequeno, os Pugs também são ideais, pois são carinhosos e inteligentes. 

    É importante lembrar que de acordo com a necessidade de cada paciente, o profissional indicará a terapia e o animal que seja mais conveniente para o tratamento.

  • Alergias na Infância

    Os especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) estão à disposição para esclarecer dúvidas sobre as principais alergias na infância.

    Asma – Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a asma atinge cerca de 235 milhões de pessoas em todo o planeta. Só no Brasil, a doença afeta aproximadamente 20% das crianças e adolescentes. Estudos apontam que a asma é responsável pela morte de dois milhões de pessoas no mundo.

    Responsável pela quarta causa de internação e pela morte de duas mil pessoas por ano no Brasil, a asma é definida como uma obstrução brônquica, geralmente ocasionada por um processo inflamatório. A asma pode ser alérgica e não alérgica. A mais comum e que atinge principalmente as crianças é a asma alérgica, desencadeada pelos alérgenos inalantes como poeira, ácaros, fungos e pólen.

    Rinite Alérgica – Não é contagiosa e os sintomas são crises de espirros, coriza clarinha, coceira no nariz (podendo atingir também os olhos, ouvidos e a garganta) e entupimento nasal.

    Uma criança com pais alérgicos terá aumentada de 50% a 70% a chance de desenvolver uma doença respiratória, inclusive rinite alérgica. No Brasil, um estudo do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) mostrou frequência média de 12,5% de rinite entre crianças de 6 e 7 anos e de cerca de 20% em adolescentes com idades de 13 a 14 anos. A incidência progride até a adolescência, fase da vida em que pode afetar até 25% da população.

    Dermatite Atópica – É mais comum na infância e cerca de 60% dos casos ocorrem no primeiro ano de vida, com melhora gradual até o final da infância. Caracteriza-se por um processo inflamatório da pele com períodos alternados de melhora e piora. Não é contagiosa, tem carácter genético, e, é comum preceder a asma e a rinite. Outros fatores podem desencadear a dermatite atópica, entre eles estão os alimentos, aeroalérgenos (ácaros, fungos, epitélio de animais), perfumes e suor.

    Alergia Alimentar – No Brasil, não há estatísticas oficiais, porém, a prevalência parece se assemelhar à literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade sofrendo algum tipo de alergia alimentar.

    Mais de 170 alimentos são considerados potencialmente alergênicos, apesar de uma pequena parcela deles ser responsável por um maior número de reações: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.

    Alergia alimentar é uma resposta exagerada do organismo a determinadas proteínas presentes nos alimentos. Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, sistema gastrointestinal, respiratório e/ou cardiovascular. As reações podem ser leves, com simples coceira nos lábios, até mais graves, incluindo comprometimento de vários órgãos e potencial risco de óbito.

    Slimes- Aparentemente inofensivo, pode ser desencadeador de reações irritativas e até alérgicas. Considerada uma reação química, a geleca leva ingredientes como bicarbonato de sódio, ácido bórico, cola branca ou de isopor e ainda pode ter a adição de espuma de barbear, xampu, sabão em pó e corantes.

    O alergista e imunologista do Departamento Científico de Dermatite Atópica e de Contato da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Nelson Guilherme Bastos Cordeiro, alerta para o perigo, especialmente em crianças, já que a fabricação do slime caseiro não tem concentrações padronizadas. Os resultados podem ser queimaduras químicas, irritação nos olhos e dermatites de contato por irritantes. “A queimadura, especialmente nas mãos, pode ser a reação mais grave por ação abrasiva causada pelo borato de sódio (bórax), explica Dr. Cordeiro.

    “Existe ainda risco de reações alérgicas devido ao contato prolongado da criança ao brincar com o slime, expondo a pele mais sensível, nessa faixa etária, às substâncias com ph mais elevado (básico), com comprometimento de sua integridade. Dentre essas substâncias, destaca-se a metilisotiazolinona ou kathon CG encontrada em cosméticos, xampus, gel de barba, espuma de banho e amaciante de roupa, ingredientes muitas vezes utilizados na confecção do slime. Entretanto, não há relato de anafilaxia ou choque anafilático” explica o especialista em Alergia e Imunologia”.

  • Conheça os benefícios dos ovos para uma alimentação saudável

    O ovo, alimento altamente nutritivo, versátil (adequado para todas as refeições, do café da manhã ao jantar) e acessível do ponto de vista financeiro tem um dia especial e de abrangência global. Comemorado anualmente na segunda sexta-feira de outubro (que, nesse ano, cai no dia 11/10), o Dia Mundial do Ovo chama a atenção para os benefícios dessa proteína animal para a saúde humana, especialmente quando pessoas de todo o mundo buscam alternativas saudáveis de alimentação em todas as fases da vida.

    Reconhecido como o segundo alimento mais completo para os seres humanos (o primeiro é o leite materno), os ovos são ricos em aminoácidos, cálcio, sódio, iodo, selênio, colina e vitaminas (A, B, D e E). A DSM, empresa líder no segmento de aves poedeiras atuando fortemente para a nutrição destes animais, ressalta que a ingestão desse alimento traz benefícios às pessoas de todas as idades ao reduzir o risco de doenças cardíacas, câncer de mama e de enfermidades oculares comuns ao avanço da idade, além de ajudar a promover o crescimento saudável das crianças.

    Nesse contexto, trata-se de um alimento que tem qualidades nutricionais para assumir posição de protagonismo no combate à fome e à desnutrição. Dados do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo em 2019”, da Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, apontam que a fome na América Latina e Caribe aumentou em 2018, atingindo 42,5 milhões de pessoas. Para enfrentar o desafio da subnutrição, os ovos são uma excelente opção por ser um alimento acessível, nutritivo e sustentável do ponto de vista produtivo (baixa emissão). E, levando em consideração que a população mundial deverá aumentar em mais 3 bilhões de pessoas nos próximos 40 anos, a produção de alimentos para todos será um dos grandes desafios globais. “Os ovos são sustentáveis, acessíveis e são um alimento completo, cuja produção tem baixos níveis de emissões e potencial de alimentar o mundo”, ressalta José Francisco Miranda Júnior, gerente de marketing da área de nutrição animal da DSM para a América Latina.

    Alimento de alta qualidade nutricional

    A DSM ressalta as qualidades nutricionais, na tabela abaixo, com todos os benefícios de cada nutriente dos ovos para a saúde das pessoas.

    FerroNecessário ao transporte de oxigênio no organismo, contribui para a produção de energia e ajuda a evitar a anemia.   
    Vitamina ANecessária para o desenvolvimento saudável das células, ajuda a manter pele e olhos saudáveis, na visão noturna e estimula o sistema imunológico.
    Vitamina B2 (Riboflavina)Ajuda a manter a saúde da pele e dos olhos.
    Vitamina B5
    (Ácido Pantotênico)
    Importante para o metabolismo, para a liberação de energia dos alimentos e para o desempenho mental.
    Vitamina B12Necessária à formação de hemácias, mantém função adequada do sistema imunológico e ajuda a evitar doenças cardíacas.
    Vitamina DNecessária para a saúde de dentes e ossos, é essencial para a absorção de cálcio pelo organismo e confere proteção contra alguns tipos de câncer e doenças autoimunes.
    Vitamina EAjuda a manter o sistema reprodutivo, nervos, músculos e a saúde e prevenção de doenças.
    FolatoNecessário para o desenvolvimento e manutenção de novas células, ajuda a proteger contra defeitos congênitos e é especialmente importante para mulheres grávidas.
    ProteínaEssencial para a formação e reparação de músculos, órgãos, pele, cabelos e outros tecidos do organismo e é necessária para a produção de hormônios, enzimas e anticorpos.
    SelênioRetarda a degradação de tecidos corporais, protege o DNA, as proteínas e gorduras nas células contra danos oxidativos. É importante para a saúde do sistema imunológico e funcionamento da glândula tireoide.
    Luteína & ZeaxantinaContribui para manter boa visão, ajuda a reduzir o risco de doenças oculares relacionadas à idade.
    ColinaÉ vital para a função de nervos e músculos e promove o desenvolvimento cerebral e função adequada da memória.
    IodoÉ necessário para a produção de hormônios da tireoide e é vital para a função normal da glândula tireoide.

    Ovos: como consumir de forma segura?

    Miranda, da DSM, lembra que, como qualquer alimento, é importante consumir ovos de origem confiável. “Alguns cuidados necessários com o armazenamento e escolha do produto, como garantir que o alimento esteja fresco e que tenha sido produzido com todos os cuidados necessários”, explica.

    Sobre a realidade brasileira, o especialista ressalta que a produção nacional de ovos é altamente qualificada e capacitada. As granjas seguem rigorosos padrões de nutrição, sanidade e manejo para garantir um alimento seguro, livre de bactérias ou resíduos indesejáveis, como medicamentos. A compra e o consumo de qualquer alimento sem procedência confiável e sem fiscalização representam risco à saúde.

    Sustentabilidade na produção brasileira de ovos

    Outro cuidado muito importante da criação moderna é o investimento em soluções que colaborem para a sustentabilidade da atividade. Entre as prioridades estão a saúde e o bem-estar das aves, de modo que há controle contínuo de temperatura, umidade e qualidade da água e da ração. O uso responsável de aditivos e o controle de resíduos também são altamente regulamentados. Para a população, o impacto positivo da avicultura de postura é grande, gerando milhares de empregos e sustentando diversas famílias em toda a cadeia, desde a produção, transporte até a venda do produto.

    A DSM possui um time de especialistas em nutrição e produção de ovos, atuando de forma ativa e próxima dos granjeiros. Com isso, além dos produtos em si, a empresa fornece conhecimento e desenvolvimento de competências, contribuindo com o desenvolvimento da cadeia como um todo. Durante a semana de 7 a 11 de outubro, com o Dia Mundial do Ovo, a empresa promove diversas atividades internas e com os seus parceiros para estimular a reflexão sobre a importância da produção desse alimento tão importante para a população mundial.

  • Estresse atinge 90% da população mundial

    Diariamente escutamos as pessoas falarem em estresse e demonstrarem sintomas desse mal que, de acordo com pesquisa da Associação Internacional do Controle ao Estresse, coloca o brasileiro como o segundo mais estressado do mundo, perdendo apenas para o japonês.

    Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% da população mundial sofre dessa enfermidade.O estresse é um problema sério e requer cuidados. A psicóloga do Hapvida, Danielle Azevedo, explica que ele é uma resposta a algo que desestabiliza o indivíduo e destaca que adotar hábitos simples pode reverter esse quadro.

    “Uma rotina que conte com uma boa noite de sono, atividade física e alimentação adequada é primordial para combater o estresse em todas as idades. No caso dos adultos, é possível incluir a questão da sexualidade, o que gera a liberação de hormônios que auxiliam na melhora do humor”, orienta.A Sociedade Brasileira de Cardiologia revela que quase 200 mil pessoas já morreram esse ano no Brasil decorrentes de doenças cardiovasculares e o estresse é apontado como uma das principais causas. Entre os gatilhos que geram estresse estão excesso de trabalho, de estímulos, fechamento de ciclos e perdas.

    Ansiedade

    Danielle ressalta ainda que o estresse pode ser momentâneo ou contínuo, evoluindo até mesmo para um quadro de ansiedade. “Todo indivíduo passa por momentos que geramuma reação de estresse. Geralmente, isso pode desencadear crises de ansiedade ou estresse em sua forma crônica “, afirma a especialista.A psicóloga alerta que é possível estar estressado e não apresentar sintomas. “A ansiedade é um dos sinais, mas o estresse em si muitas vezes passa despercebido porque ele não ocorre necessariamente apenas quando a pessoa fica instável emocionalmente às circunstâncias do dia a dia. É possível estar estressado em silêncio. Porém, a repressão pode evoluir para um problema crônico”, alerta a psicóloga.

  • Hipertensão arterial em crianças: um mal silencioso

    Relacionada à má alimentação, a pressão alta pode desenvolver consequências graves, como lesões nos rins, coração, cérebro, entre outros, tanto em adultos quanto em crianças e adolescentes

    A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, é uma das doenças mais comuns nos dias de hoje. E não é só no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esta é a causa de 51% das mortes por Acidente Vascular Cerebral e por 45% das mortes por problemas cardíacos em todo o mundo. A hipertensão arterial também é responsável pelo desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares, como diabetes, obesidade, colesterol elevado e também doenças renais.

    Mas você sabia que crianças e adolescentes também podem ser afetados por este mal? Dados divulgados em 2013 pela Sociedade Brasileira de Cardiologia mostravam que a pressão alta atingia 6% da população infanto-juvenil, ou seja, cerca de 5 milhões de crianças e adolescentes. A maioria dos casos está relacionada à má alimentação, ao consumo de alimentos industrializados e fast foods.

    Segundo a nutricionista Mayara Olikszechen, da Fundação Pró Renal, para que as crianças tenham uma alimentação saudável, regrada e balanceada e evitem o consumo de alimentos prejudiciais à saúde é necessário o incentivo dos pais. “Sempre procurar oferecer alimentos in natura, evitando hambúrgueres, batatas fritas, nuggets e sanduíches em geral que, além de conterem sódio em excesso, possuem glutamato monossódico, substância que confere maior sabor, mas que é excitatória do sistema nervoso central, podendo causar enxaquecas, câncer, hipertensão arterial sistêmica e outras doenças crônicas”, aconselha.

    A ingestão de açúcares não é recomendada, principalmente até os dois anos de idade. “Depois disso, é importante evitar ter alimentos açucarados em casa e evitar oferecê-los a todo tempo quando estiver fora também. Inevitavelmente a criança irá consumir na escola ou em festas de aniversário, por exemplo”, explica a nutricionista. O consumo eventual e moderado não é o problema, e sim o consumo diário e em grandes quantidades. Os carboidratos simples, como doces e guloseimas em geral, também devem ser evitados. “O indicado é optar por carboidratos integrais, como arroz e pão, e incluir batata doce, inhame e outros carboidratos cheios de fibras na alimentação também é interessante”, indica Mayara.

    O consumo de água e a prática de exercícios físicos também devem ser incentivados pelos pais ou responsáveis, pois são atitudes que ajudam a prevenir o desenvolvimento desta doença, considerada pela OMS como um mal silencioso por não apresentar nenhum sinal até que as consequências sejam graves, como lesões no coração, cérebro, rins, entre outras. Se não tratada, a hipertensão arterial pode causar problemas sérios à saúde das crianças e adolescentes, como o aparecimento de doenças renais. A nutricionista da Fundação Pró Renal aconselha os pais a observarem se a criança apresenta inchaço nas pernas e pés, se tem mais sede e se a coloração da urina está mais escura. “São sinais de que algo não está indo bem com os rins. Nem todo indivíduo hipertenso terá a doença renal crônica. A hipertensão arterial sistêmica é fator de risco, por isso, mudanças na alimentação e estilo de vida podem prevenir a doença renal”, afirma.

    Proteínas em excesso também são fatores de risco para o desenvolvimento de uma doença renal, mas em medidas certas não há problema, explica Mayara. “Não se restringe proteínas na infância e adolescência para não afetar o crescimento e o desenvolvimento, a não ser que a criança ou o adolescente apresente a doença renal crônica, sendo avaliado individualmente”, explica. Crianças a adolescentes que tenham insuficiência renal/doença renal crônica devem ser acompanhadas por um nefrologista que indicará o melhor tratamento.

    OBESIDADE — A obesidade é o principal fator relacionado ao desenvolvimento de hipertensão arterial. Dados da Federação Mundial da Obesidade, publicados em 2017 pela BBC, indicam que em 2025 o Brasil terá 150 mil crianças e jovens com diabetes tipo 2. Os dados são ainda mais alarmantes quando se trata da pressão arterial alta: 1 milhão é estipulado pela Federação.

    Alimentos industrializados e fast foods são os responsáveis por tais números. Em relação aos dados apresentados, Mayara Olikszechen, nutricionista da Fundação Pró Renal, acredita ser possível desacelerar esse cenário. “Porém, o que se percebe como pontos negativos é a influência da mídia sobre a alimentação, além do acesso mais barato a produtos industrializados. Hoje em dia é mais barato comer um sanduíche no shopping do que um prato de comida de verdade”. Crianças e adolescentes são mais vulneráveis à influência midiática, que utiliza, por exemplo, personagens, super-heróis e cultura pop para chamar a atenção sobre determinado produto.

    A nutricionista explica que os pais devem ser exemplo para seus filhos quando se fala em alimentação saudável. “A criança começa a formar personalidade e hábitos alimentares desde a primeira infância, com auge entre os cinco e sete anos. Neste período, é necessário ter todo o cuidado com a alimentação”, garante. A criança come o que lhe é oferecido, explica a nutricionista, por isso “oferecer alimentos muito doces ou muito salgados vai fazer com que a criança sempre procure consumir produtos muito doces e muito salgados”.

    Mayara também fala sobre outro ponto interessante. “Para evitar sobrepeso, obesidade e doenças crônicas na fase adulta, a mãe deve ter uma programação da gestação saudável e sempre que possível manter aleitamento materno exclusivo até o sexto mês”.

    SINTOMAS — Sinais clínicos e físicos como aparecimento de inchaço, urina de coloração escura e/ou cheiro mais forte e febre podem ser sintomas de doença renal crônica ou de outras doenças. “Por isso, exames de sangue e de imagem são devem ser realizados para confirmar diagnóstico após os sinais físicos”, aconselha a nutricionista.

  • Dia das Crianças: adotar um animal é coisa séria e exige planejamento

    O abandono de animais no Brasil tem números alarmantes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, há mais de 20 milhões de cães e mais de 10 milhões de gatos abandonados no País. E a falta de conscientização quanto à guarda responsável está no cerne dessa questão.

    Em algumas datas comemorativas, como o Dia das Crianças, é comum famílias presentearem os pequenos com pets. O problema é que, na maioria dos casos, é um ato impulsivo, que resulta em abandono nas ruas ou devolução ao abrigo ou canil de origem. “A adoção de um animal é um ato admirável de amor. O único problema é a falta de planejamento familiar antes de adotar ou até mesmo comprar um animalzinho, que é um ser vivo e depende das pessoas para sobreviver”, afirma o médico-veterinário Thomas Faria Marzano, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP.

    Marzano destaca que devem ser levados em conta, entre outras coisas, a rotina e o estilo de vida da família, quem cuidará da limpeza e da alimentação dele e até mesmo a quantidade de pets que já existem na casa.

    De acordo com a médica-veterinária Cristiane Schilbach Pizzutto, presidente da Comissão Técnica de Bem-estar Animal do CRMV-SP, existem diversos aspectos a serem considerados antes da introdução de um pet na família, entretanto o mais importante é serem atendidas as necessidades do animal. “A pessoa tem um espaço adequado para o animal fazer exercícios, conhece as necessidades de alimentação e de passeios diários, no caso de cachorro? A família deve estar ciente também com relação à boa prática de manejo e de higiene. É preciso lembrar de que os cuidados continuam depois que passa o momento de euforia da chegada do animal na casa”, enfatiza.

    A médica-veterinária alerta para o fato de que a guarda responsável e o bem-estar dos animais são fundamentais, portanto é preciso que as campanhas de conscientização sejam intensificadas. “Animais não são objetos e não podem ser tratados como tal. Por isso, não se deve presentear alguém com um animal como se isso não fosse trazer consequências, como despesas e a necessidade de se dispor de tempo. Se a família não estiver preparada, certamente, terá problemas.”

    Seres sencientes

    Um projeto de lei, recentemente aprovado no Senado, reconheceu os animais como seres sencientes, ou seja, capazes de sentir e vivenciar sentimentos como alegria, dor, angústia, raiva e solidão. Diante desse fato, a conscientização sobre guarda responsável é ainda mais relevante. “A devolução ou simplesmente o abandono causam um desequilíbrio no animal. Ele sente a perda da família e, em alguns casos, acaba ficando sem vontade de se alimentar ou brincar, podendo até ficar doente”, ressalta Marzano.

    Para Cristiane, é preciso entender que a senciência é a capacidade que o animal tem de sentir todos os estímulos que estão à sua volta e desencadeiam respostas determinadas. “A influência da devolução é muito ruim. Um animal adotado que depois é devolvido pode desenvolver agressividade e, futuramente, pode se tornar amedrontado, envolvendo até um quadro depressivo.”

    Por isso, o ambiente deve ser muito bem preparado para cada espécie. A casa de quem tem um gato é totalmente diferente daquela de quem tem um cachorro. É muito importante que essa família consulte um profissional e se informe das necessidades desses animais antes de adquiri-los.

    Cães e gatos exigem cuidados completamente diferentes e que vão exigir níveis diferentes de atenção. “É possível ter uma família multiespécie, desde que haja manejo específico para o gato e o cachorro, porque vai encadear respostas comportamentais”, afirma Cristiane, destacando que, hoje, existem muitos animais com problemas de comportamento em decorrência da postura da família.

    Nada de humanizar seu pet

    A convivência entre crianças e animais é muito positiva, mas são comuns casos em que há a humanização do pet. Segundo a médica-veterinária Cristiane Pizzutto, não há problema em considerar o animal membro da família, o vínculo entre tutor e pet é muito importante, mas o que não podemos fazer é descaracterizá-los como espécie.

    “Sou absolutamente contra o antropomorfismo, que é a pessoa transferir para o animal a figura humana, colocar sapato, levar para passear em carrinho de bebê. O vínculo que considero essencial é a convivência e a interação do tutor com o animal: levar para passear, colocar a comida, cuidar, preparar o ambiente para ele ficar, e educar. Cuidar bem é respeitar a espécie, suas necessidades e características”, enfatiza, lembrando que se o tutor tiver um jardim, por exemplo, deve deixar seu cachorro cavar e enterrar comida, pois isso é parte de seu comportamento natural.

    Thomas Marzano também concorda que o carinho gerado entre crianças e animais é comprovadamente favorável. “O animal é um ser dependente que necessita de carinho e atenção, mas, muitas vezes, observo que esse amor passa dos limites, tornando-se deletério ao animal. Um exemplo disso é transformar cães e gatos em vegetarianos, o que foge da natureza deles e pode causar inúmeras doenças nutricionais. Nunca esqueça que o animal adotado deve ter acompanhamento veterinário, desde o momento da adoção e, pelo menos, uma vez por ano”.

    Perguntas que você deve responder antes de, efetivamente, adotar um pet:

    O que espera de um animal?

    Dispõe de espaço e ambiente adequados para o animal em sua casa?

    Quem cuidará da rotina do pet?

    Cabem em seu orçamento os cuidados com alimentação, higiene, visitas ao médico-veterinário, vacinações e medicamentos?

    Sabe qual espécie melhor se encaixa em sua rotina?

    Tem condições de despender de tempo para interagir, passear e levar ao médico-veterinário?

    Caso tenha outro pet em casa, conseguirá manter mais um?