Autor: agitosp

  • Como garantir uma vida sexual segura?

    Especialistas e sociedades médicas esclarecem que informar, alertar e conscientizar sobre saúde sexual, principalmente, adolescentes e jovens, pode ajudar na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, como o HIV/Aids. (1-5)

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde sexual é definida como um estado físico, emocional, mental e social de bem-estar em relação à sexualidade. E, para alcançar esse bem-estar, é preciso ter informações de boa qualidade; conhecer os riscos do sexo desprotegido; ter acesso a cuidados; e viver em um ambiente que promove a saúde sexual. (1,2)

    E, no mês em que se celebra o Dia Mundial da Saúde Sexual e do Dia do Sexo, é importante falar sobre as diversas questões relacionadas à saúde sexual, promovendo alerta e conscientização para prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo o HIV/Aids. (2)

    “Em geral, os aspectos relacionados à saúde sexual levantam polêmicas e podem ser marcados por preconceitos e tabus. A adolescência, por exemplo, é um momento da vida que muitas dúvidas aparecem e também, geralmente, surgem as primeiras experiências sexuais. Por isso, é essencial que os adolescentes e jovens possam ter acesso às informações sobre sexualidade, sobre sexo seguro e conheçam o seu corpo. Sem informação e orientação, essas ações podem resultar, entre outras, em gestações não planejadas ou até em infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como o HIV”, alerta o Dr. Marcelo Lima, infectologista e Gerente Médico da GSK/ViiV Healthcare.

    E os dados mostram isso. De acordo com a UNAIDS, cerca da metade de todas as novas infecções pelo HIV no mundo inteiro ocorre entre jovens de 15 a 24 anos. Mundialmente, as doenças relacionadas à Aids são a segunda principal causa de morte entre jovens, de 10 a 24 anos de idade. (5) No Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico de 2022, entre 2007 e 2022 foi observado que 23,7% dos casos de infecções por HIV são de jovens entre 15 e 24 anos. (8)

    Para ajudar a reverter isso, é importante que, já no início da puberdade, antes mesmo do início da vida sexual, adolescentes possam ter acesso aos serviços de saúde. Temas relativos a educação sexual, como, por exemplo, autonomia, direito de escolha, planejamento do futuro e métodos contraceptivos propriamente ditos são importantes de serem trabalhados. (4)

    “A ocorrência de novas infecções pelo HIV em mulheres jovens, por exemplo, também tem crescido, e as mulheres nessa faixa etária encontram-se em idade reprodutiva, sendo importante um planejamento reprodutivo, a oferta de teste anti-HIV para a detecção precoce da infecção e o início de tratamento com antirretroviral, a fim de evitar a transmissão vertical do vírus para o bebê. Ou seja, é muito importante que políticas públicas sejam direcionadas a essa população jovem de forma contínua”, afirma o Dr. Marcelo, que complementa:

    “É importante dizer que a educação sexual não incentiva a sexualidade precoce. Pelo contrário, informar o assunto de forma efetiva e qualificada tende a fazer com que os adolescentes e os jovens façam escolhas mais conscientes do que os que não tiveram informações.”

    Mas, é importante destacar também que a Aids não atinge apenas os jovens. Nos últimos anos, a epidemia de HIV e Aids em pessoas idosas no Brasil tem emergido como problema de saúde pública e um dos principais pressupostos para esse crescimento é a relação sexual desprotegida, o que torna as pessoas vulneráveis às ISTs e ao HIV/Aids. (3) Por isso, é essencial falar sobre prevenção.

    Principais formas de prevenção e tratamento para uma saúde sexual segura

    O preservativo é o método mais conhecido, acessível e eficaz para prevenir a infecção pelo HIV e outras ISTs e doenças graves, como as hepatites virais. Segundo a OMS, a hepatite viral pode matar mais pessoas do que malária, tuberculose e HIV juntos até 2040, se as tendências atuais de infecção continuarem. (9) No SUS são distribuídos preservativos interno e externo gratuitamente para a população. (6)

    Em relação ao HIV, uma das principais maneiras de se evitar a transmissão é com a Prevenção Combinada, que consiste no uso simultâneo de diferentes métodos de prevenção. Essas ações podem estar combinadas de acordo com as características individuais e o momento de vida de cada pessoa. (6) É importante frisar que os métodos de prevenção só têm sua eficácia garantida se forem usados corretamente.

    O Dr. Marcelo explica um pouco mais sobre a Prevenção Combinada: “Cada pessoa ou grupo de pessoas vai ser orientado com relação ao conjunto de métodos preventivos para o HIV e para outras infecções sexualmente transmissíveis que sejam mais adequados pro seu estilo de vida. Além disso, a prevenção combinada também identifica comportamentos e situações de maior vulnerabilidade que possam ser modificáveis para aquela pessoa ou grupo de pessoas.”

    Entre os métodos que podem ser combinados, estão, por exemplo, a testagem regular para o HIV, que pode ser realizada gratuitamente no SUS; a prevenção da transmissão vertical (quando a gestante vive com HIV e pode haver a transmissão do vírus para o bebê); a profilaxia pré-exposição (PrEP), que consiste no uso de antirretrovirais que são utilizados antes da exposição para reduzir o risco de infecção pelo HIV; o tratamento para todas as pessoas que já vivem com HIV; a profilaxia pós-exposição (PEP), que é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras ISTs, que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções, e ela deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio; entre outros. (6,10)

    O infectologista alerta ainda que, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido, é importante que faça o teste de HIV e outras ISTs. “O SUS oferece gratuitamente testes para diagnóstico do HIV e para diagnóstico da sífilis e das hepatites B e C. Existem, no Brasil, dois tipos de testes: os exames laboratoriais e os testes rápidos. Os testes rápidos são práticos e de fácil execução; podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral e fornecem o resultado em 30 minutos”, esclarece.

    Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente pelo SUS os medicamentos antirretrovirais para todas as pessoas vivendo com HIV que necessitam de tratamento. (7)

    “O programa brasileiro de controle ao HIV é reconhecido mundialmente, e oferece gratuitamente para a população os medicamentos modernos para prevenção e tratamento ao HIV. É muito importante que você se previna e, caso tenha tido alguma situação de risco, faça o teste de HIV para dar início imediato ao tratamento. Uma pessoa com acompanhamento médico regular, boa adesão ao tratamento é capaz de atingir níveis de carga viral tão baixos a ponto de ser considerado não haver transmissão do HIV por via sexual, este é o conceito chamado i=i, ou indetectável=intransmissível. Além disso, quem toma o medicamento corretamente evita o adoecimento em decorrência do HIV e garante boa qualidade de vida”, finaliza o Dr. Marcelo.

  • Sexo do primeiro ao último trimestre de gestação

    Especialistas desmistificam o tabu de evitar relações no período gestacional, salvo se houver restrição médica

    A gravidez, além de ser um período de grandes mudanças, é uma fase muito especial e marcante na vida de quem espera um bebê. Ela requer cuidados e atenção especial, especialmente para quem está gerando um recém nascido pela primeira vez.

    Com isso, as dúvidas que surgem têm a ver com vários aspectos da vida, incluindo um que pode ser um tabu enorme para as pessoas – sexo na gravidez.

    Para os especialistas da equipe Parto com Amor, clínica especializada em obstetrícia, o avanço da ciência permite sobretudo, cuidar da saúde das futuras mamães de forma preditiva e personalizada e, se houver restrições, essas serão percebidas de início e assim repassadas à gestante.

    Caso contrário, não há contraindicações e é inclusive saudável, tendo em vista que a gravidez facilita o orgasmo da mulher, já que a lubrificação da vagina aumenta, assim como o volume de sangue irrigado para a região, fazendo com que o corpo fique mais sensível à excitação sexual.

    Segundo o ginecologista Leonardo Valladão, a relação sexual e o orgasmo jamais terão relação com abortos ou partos prematuros em caso de grávidas saudáveis e não há riscos para o feto. 

    “A gestante só deve evitar o sexo na gravidez quando houver sangramentos no primeiro trimestre, placenta prévia ou trabalho de parto prematuro, porque, nesse caso, o sexo pode estimular contrações e precipitar sangramentos”, afirma o médico.

    Outro medo muito comum entre os casais é o pênis causar algum ferimento ao bebê. No entanto, não existe esse perigo: “o colo do útero (estrutura uterina localizada na extremidade superior da vagina) é composto por um tecido bastante rígido e tem comprimento de até 5 centímetros, o que impossibilita o contato do pênis com o bebê. Além disso, o feto está envolvido também pelo líquido amniótico, que o protege de choques mecânicos”, afirma a enfermeira Priscila Salvador.

    Apenas um ponto de atenção é destacado pela ginecologista Mariana Levy:

    Após ter o bebê não é recomendado ter relação sexual com penetração. “Isso porque, após 9 meses de intensas modificações, o útero e todo o trato reprodutor feminino levam um tempo para voltar ao seu estado inicial. O recomendado é que a mulher fique de 30 a 40 dias sem praticar ato sexual com penetração, pois, além de dolorosa, essa prática aumenta o risco de infecção uterina. Outras práticas que não envolvam penetração vaginal, porém, não causam riscos adicionais”, finaliza Marina.

  • Ingressos para o Howl-O-Scream

    Ingressos para o Howl-O-Scream estão disponíveis para venda no Brasil

    Evento de halloween noturno do SeaWorld Orlando e Busch Gardens Tampa Bay já pode ser comercializado pelas operadoras brasileiras

    A celebração de Halloween, ou dia das bruxas, tem ganhado cada vez mais popularidade entre os brasileiros. Por isso, pelo segundo ano consecutivo, os ingressos para o Howl-O-Scream do SeaWorld Orlando e Busch Gardens Tampa Bay serão vendidos no Brasil. Esse é o único evento dos parques que requer um ingresso separado e os agentes de viagens já podem consultar as operadoras para valores e condições. Esse ano, Howl-O-Scream acontecerá em noites selecionadas de 8 de setembro a 31 de outubro em ambos os parques.

    Depois que o sol se põe, o SeaWorld Orlando e o Busch Gardens são tomados for forças das trevas e os corajosos podem curtir casas mal-assombradas, zonas de medo por todo os parques, shows especiais e montas-russas funcionando no escuro.

    No SeaWorld Orlando, os visitantes poderão entrar em novas casas mal-assombradas, incluindo uma aventura sob a superfície do mar na “D3LER1UM666 Laboratories”, cercada pela profundeza infinita dos oceanos, além de um pântano tenebroso com túmulos macabros na “Dead Vines: Nawlin’s Nightmare”. Ou ainda, enfrentar perigos congelados na nova “Beneath The Ice – The Meltdown”, onde o fogo, gelo e fumaça se confundem. Além das novidades, casas da temporada passada estão de volta, como a “Captain’s Revenge in Darkness” e a “Blood Beckoning” ainda mais terríveis. 

    No Busch Gardens Tampa Bay, novos temores chegam com figuras icônicas que farão até os mais corajosos chorarem de medo. As já tradicionais casas mal-assombradas de temporadas passadas retornam com novos elementos assustadores como a “The Forgotten: Uprising”, “Stranglewood Estate”, “Witch of the Woods” e “The Residence: Home for the Holidays” retornam, além da nova “D.H. Baggum’s Circus of Fear”.

  • Dermatite Atópica: Causas, Sintomas e Tratamentos

    • Crianças são as mais afetas pela doença, cerca de 20%
    • Sintomas impactam a qualidade de vida, podendo levar à ansiedade e depressão
    • 23/09 – Dia de Conscientização da Dermatite Atópica

    A dermatite atópica é uma condição crônica da pele, não contagiosa, que afeta pessoas de todas as idades, principalmente crianças, cerca de 20% delas sendo que 5% apresentam a forma mais grave da doença. Aproximadamente 60% dos casos se iniciam no primeiro ano de vida. Estima-se que 3% dos adultos tenham dermatite atópica. 

    “Ela se caracteriza por uma inflamação da pele que causa coceira intensa (quase insuportável), pele muito ressecada, placas vermelhas e infecções de pele. Em bebês, as lesões predominam no rosto, pescoço e couro cabeludo. Em crianças maiores, adolescentes e adultos, a dermatite atópica atinge as dobras dos braços e pernas, rosto e pescoço”, explica o Dr. Evandro Prado, Coordenador do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

    O especialista conta que a dermatite atópica é considerada uma doença de base genética, onde indivíduos com histórico familiar de alergias, como asma e rinite alérgica têm maior probabilidade de desenvolvê-la. Além disso, fatores ambientais como exposição a alérgenos, poluentes e mudanças climáticas também podem contribuir para um papel desencadeante. Defeitos na barreira e disfunções no sistema imunológico também estão associados à dermatite atópica.

    Embora a dermatite atópica seja uma condição crônica, existem várias abordagens de tratamento disponíveis para aliviar os sintomas e controlar as crises. Dr. Evandro Pradodetalha abaixo cada uma delas:

    Cuidados com a Pele: Manter a pele bem hidratada é fundamental. Use produtos suaves e livres de fragrâncias receitados pelo médico. Banhos mornos e curtos são recomendados, não use bucha e evite água quente para não ressecar ainda mais a pele e use sabonetes líquidos e neutros.

    Medicamentos Tópicos: Cremes ou pomadas à base de corticosteroides podem ser prescritos para reduzir a inflamação e a irritação durante as crises. Também existem cremes não esteroides, como os inibidores de calcineurina, que podem ser eficazes.

    Antialérgicos: Os anti-histamínicos orais podem ajudar a aliviar a excitação e melhorar o sono, principalmente à noite.

    Tratamentos Imunossupressores: Em casos mais graves, quando outros tratamentos não são eficazes, podem ser prescritos medicamentos imunossupressores para controlar a resposta imunológica exacerbada.

    Imunobiológicos: Também chamados de anticorpos monoclonais e os inibidores de pequenas moléculas têm sido indicados para os casos de dermatite atópica moderada a grave, que não tenham apresentado resposta aos tratamentos habitualmente recomendados.

    Tratamento Psicológico: As alterações na aparência da pele e a coceira persistente comprometem a qualidade de vida e provocam mudanças do comportamento, alterações do humor e do sono, isolamento, que impactam o bem-estar emocional, podendo levar à ansiedade e depressão. 

    “É muito importante ter a certeza do diagnóstico correto feito pelo especialista, levando em consideração a gravidade dos sintomas, a idade do paciente e seu histórico clínico”, finaliza o Coordenador do Departamento Científico de Dermatite Atópica da ASBAI.

  • Mundo a Vapor inicia obras para instalação de roda-gigante

    Da direita para a esquerda, Rafael Kaestner – Engenheiro Civil responsável da obra, José Augusto Pimenta – Diretor Pianura Aldair Machado – Diretor Executivo Pianura, Lenise Urbani – CEO do Mundo a Vapor, Caren Urbani – Diretora de Marketing do Mundo a Vapor, e Cicero Fiedler – diretor da Interparques

    O Parque Mundo a Vapor, de Canela (RS), iniciou neste mês de agosto obras para instalação da Roda Gigante da Serra Gaúcha, primeira roda-gigante temática do mundo, em parceria com a Interparques Holding S.A. A nova atração, totalmente customizada, terá 52 metros de altura, 32 cabines e vista de 360 graus. A previsão de inauguração é para o final do primeiro semestre de 2024. “No momento o projeto se encontra em fase de construção das fundações, com o término desta etapa previsto para o final de novembro”, explica Lenise Urbani, CEO do Mundo a Vapor.

     

    “A Roda Gigante da Serra Gaúcha apresentará uma vista inédita e exclusiva da natureza de Canela, oferecendo aos passageiros uma experiência multissensorial inesquecível. Mais do que um equipamento inovador e moderno, a atração vai agregar para todo o destino Serra Gaúcha”, projeta Caren Urbani, diretora de marketing do Mundo a Vapor. Paralelamente a construção deste novo atrativo, também será feita uma revitalização do parque, que será ampliado e contará com uma nova fachada. “A ideia é que a experiência inicie já na entrada, com um pré-show de forma imersiva, em que será contada a história dos irmãos Urbani, que criaram o Mundo a Vapor”, comenta Caren Urbani.

     

    Novo atrativo do Mundo a Vapor, a Roda Gigante da Serra Gaúcha será o primeiro do gênero no Estado e uma das poucos existentes no Brasil, elevando ainda mais a atratividade turística e desenvolvimento da região. A Interparques Holding, que desenvolve o projeto junto com o parque, é uma empresa pioneira na implantação e operação de rodas gigantes no Brasil, com operações em Balneário Camboriú/SC e São Paulo/SP. “A Interparques preza por equipamentos customizados, com projetos de design únicos, exclusivos e elegantes. Este equipamento terá um design exclusivo, único no mundo, e contará com tecnologia de ponta, focada na segurança e conforto do visitante. Além disso, será a primeira roda-gigante temática que temos conhecimento. Todos os componentes importados já estão no Brasil, e serão movidos para o canteiro de obras a medida que a construção avança “, destaca o diretor da Interparques, Cícero Fiedler.

     

    Mundo a Vapor

     

    Inaugurado em 1991, o Mundo a Vapor proporciona aos visitantes uma verdadeira viagem no tempo. O parque foi fundado pelos Irmãos Urbani, que herdaram do pai a paixão por máquinas a vapor. No local é feito uma volta ao mundo, contada através das invenções dos fundadores, que são únicas. Além disso, há cenários instagramáveis, diversão garantida com o passeio de trem, photo antiga, espaço kids, café e outras atrações. A famosa fachada do parque, que será reformulada, representa um acidente real que ocorreu no dia 22 de outubro de 1895, em Paris, quando uma locomotiva atravessou o saguão da estação ferroviária de Montparnasse, transpôs a sacada e despencou de uma altura de dez metros. A réplica do trem pendurado, uma das imagens mais conhecidas pelos turistas na Serra Gaúcha, será mantida nesta revitalização.

  • Como integrar os Azeites de Oliva da Espanha ao dia a dia

    Especialistas ensinam como integrar os Azeites de Oliva da Espanha ao dia a dia da gastronomia brasileira

    O chef Guga Rocha e a nutricionista Fernanda Scheer compartilham maneiras de usar os azeites espanhóis em receitas que fazem parte da culinária do Brasil e comentam os benefícios de incorporar o alimento aos hábitos diários

    Que o azeite de oliva é um alimento presente em grande parte das cozinhas brasileiras, todos já sabem. Mas de que formas o azeite pode ser incorporado à nossa gastronomia para estar cada vez mais integrado aos hábitos culinários e de consumo dos brasileiros? Consultamos o chef Guga Rocha e a nutricionista Fernanda Scheer, embaixadores no Brasil da campanha dos Azeites de Oliva da Espanha, dois experts em gastronomia, saúde e hábitos alimentares mais marcantes do nosso país. Os dois profissionais são profundos admiradores e estudiosos dos diferenciais dos azeites espanhóis – que, segundo eles, vêm do fato de que a Espanha reúne clima e terroir propícios, aliados à sua tradição histórica que lhe dá o verdadeiro “saber fazer” o azeite 

    Verdadeiro fã dos azeites e da cultura gastronômica da Espanha, o top chef Guga Rocha comenta as inúmeras vantagens de se utilizar azeite de oliva na cozinha. “A primeira vantagem vem da qualidade sensorial – o que para mim, como chef, é fundamental. Ao cozinhar, é muito importante sempre pensarmos em sabor, perfume, aroma, e o azeite traz isso”, diz Rocha. “O azeite espanhol traz um aroma e um sabor diferenciados, e também outras características que são muito importantes. Numa fritura, ele traz uma crocância muito especial. Quando você o utiliza na finalização de um prato, ele traz uma untuosidade. Em relação aos outros óleos, ele tem uma grande vantagem por ser mais saudável. Ele é versátil, ele é leve”, afirma.

    A nutricionista Fernanda Scheer vem se aprofundando no estudo da parte nutritiva do azeite e seus benefícios antioxidantes para o organismo, para a saúde intestinal e cardiovascular, e ressalta a leveza que os azeites conferem. “O azeite pode ser uma opção para deixar pratos mais pesados um pouco mais leves e mais fáceis de digerir. Para pratos tradicionais brasileiros como moqueca, dá para fazer um meio a meio com dendê, até para não perder a característica original da receita”, recorda.

    Ela destaca que o azeite pode ser uma ótima opção na cocção dos alimentos para deixar a preparação mais nutritiva, já que cozinhar com azeite extravirgem ajuda a preservar os nutrientes dos alimentos. “Há um estudo que aponta que usar o azeite de oliva na cocção dos alimentos deixa os ingredientes mais biodisponíveis”, menciona, se referindo a uma pesquisa do Centro de Pesquisas em Alimentos (Food Research Center – FoRC) da Universidade de São Paulo (USP), feita em parceria com a Universidade de Barcelona, na Espanha.

    Da frigideira à finalização dos pratos

    Guga Rocha enfatiza que, aproveitando a qualidade superior do azeite produzido na Espanha, é possível explorar novos usos do alimento ao cozinhar. “Primeiro tem que ‘cair’ essa mentira que se criou de que o azeite de oliva não serve para fritura, porque o brasileiro adora uma friturinha. Fritura com azeite de oliva, além de ficar muito mais saudável, fica muito mais saborosa!” Ele começa ensinando com um exemplo pessoal: “Na minha casa, nós só fazemos ovo frito no azeite, que eu aprendi na Espanha e virou parte da nossa vida. Outra forma que é muito prática, em que o azeite ajuda nessa substituição, pois é saboroso, perfumado e saudável, é o tradicional pão na chapa. Com manteiga é bom? Claro que é bom. Mas com azeite de oliva ele fica muito mais crocante, e ainda tem um perfuminho do azeite, já que você está dando a esse pão características organolépticas que são deliciosas e saudáveis.”

    O chef cita maneiras de usar o azeite em substituição a outros ingredientes do dia a dia, como finalizador de pratos ou agregador de brilho. “Quando vou fazer uma ganache de chocolate, coloco no final um pouquinho de azeite de oliva, pois ele dá brilho para a sobremesa. Você também pode fazer uma moqueca que leva azeite de oliva e dá aquela gordura gostosa que a gente quer, aquele sabor, aquela untuosidade que o azeite traz.” Para marinadas, Rocha conta que gosta de usar uma base de azeite de oliva, alho, sal, pimenta do reino e limão para marinar carnes e frangos.

    “Outra coisa que o brasileiro adora e que virou febre na minha casa já há muitos anos é uma pimentinha com azeite de oliva, que nada mais é do que 100g de pimenta dedo de moça, 100g de azeite de oliva da Espanha, um dente de alho, um pouquinho de sal e pimenta do reino. Bate tudo isso no liquidificador ou no mixer, e está pronto um molho de pimenta sensacional, ultracremoso e fácil de fazer”, revela.

    Para Fernanda Scheer, uma receita predileta com azeite é a nossa brasileiríssima farofa. “Fica ótima! Não precisa usar manteiga nem gorduras hidrogenadas – margarina, óleo vegetal –, que são ricas em ômega 6 e que, por isso, têm um perfil inflamatório. Você pode acrescentar vegetais à farofa, usar couve refogada com azeite, cenoura, temperada com cúrcuma em pó, fica rica em fibras e antioxidantes. Aí você tem uma receita que é super anti-inflamatória”, indica. “Dá ainda para usar em receitas de bolos ou brigadeiro, substituindo a gordura, ou na tapioca, que o brasileiro adora comer de manhã, com ovo e finalizando com azeite. Eu sou suspeita para falar, porque para mim o azeite vai com tudo, eu coloco em tudo!”, revela a nutricionista.

    Como também enfatiza Guga Rocha, o azeite de oliva é um alimento que agrega mais sabor aos pratos, da panela à mesa. “O azeite faz esse amálgama, a conexão entre os sabores, e no Brasil temos que cada vez mais aprender que ele é um grande aliado na cozinha. Um exemplo que aprendi com meu pai é finalizar o feijão com azeite de oliva. Então não é uma coisa distante, é algo próximo e que está cada vez mais presente na vida do brasileiro. Nós temos que abrasileirar o azeite de oliva espanhol, tão mediterrâneo, tão saboroso”, profetiza.

    Receita do chef Guga Rocha

    Gaspacho à Brasileira

    (sopa fria clássica)

    Ingredientes:

    – 500g de tomates bem maduros

    – 300ml de água gelada

    – 200ml de tucupi

    – 5 dentes de alho

    – 4 colheres (sopa) de azeite de oliva da Espanha

    – 3 unidades de pepino japonês

    – 2 unidades de pimentão vermelho

    – 8 fatias de pão de forma sem casca

    – 1 caixinha de brotos de beterraba

    – Sal a gosto

    – 1 balde de gelo

    Modo de preparo:

    Asse os pimentões e os tomates no forno até que fiquem dourados. Retire as cascas e sementes dos pepinos. Corte os pães e faça torradas. Num liquidificador ou mixer, bata todos os ingredientes juntos. Em uma jarra, coloque pedras de gelo e passe na peneira a mistura batida no liquidificador. Sirva gelada com a tuille e os brotos.

    Tuille

    Ingredientes:

    – ¼ xícara de farinha de trigo

    – 2 colheres de açúcar

    – 1½ colher de chá de sal

    – 4 colheres de sopa de azeite de oliva da Espanha

    – 1 clara de ovo grande

    – 1 desmoldante para bolos

    Instruções:

    Misture todos os ingredientes. Pré-aqueça o forno a 160º. Coloque um Silpat no balcão, spray desmoldante. Ponha a massa leve ao forno por 8 min.

    Rendimento: 10 porções

    Receita da nutricionista Fernanda Scheer

    Limonada com Azeite

    – 1 limão siciliano lavado, cortado em 4 pedaços e sem a semente

    – ½ copo de água

    – 2 pedras de gelo

    – 1 col. de sobremesa de mel

    – 1 col. de chá de azeite extravirgem

    Bata tudo no liquidificador por 1 minuto, coe em uma peneira e sirva.

    “Fica delicioso. O azeite dá um toque de sabor e ajuda a emulsificar a receita”, diz a nutricionista.

    Mais informações:

    Azeites de Oliva e bem-estar

    O que é a dieta mediterrânea e por que ela é boa para sua saúde?

    O azeite para reduzir as doenças cardiovasculares

    Onde comprar:

    Agora ficou muito mais fácil encontrar os Azeites de Oliva da Espanha.

    A partir de agosto, todas as marcas de origem espanhola disponíveis no mercado brasileiro estarão identificadas com a bandeira espanhola nos principais supermercados de São Paulo e Rio de Janeiro.

  • Pilates e musculação: a combinação perfeita

    Pilates e musculação: a combinação perfeita para ter um corpo forte e equilibrado

    Em busca de um corpo forte e equilibrado, cada vez mais pessoas têm optado pela prática do Pilates atrelada à musculação. Ao unir a concentração e a flexibilidade obtida no Pilates com a força e hipertrofia da musculação, pode-se obter diversos benefícios, já que as duas modalidades são distintas e complementam uma à outra.

    “O Pilates trabalha o corpo de forma global, garantindo a tonificação da musculatura e melhorando a flexibilidade, evitando lesões, auxiliando na coordenação motora, consciência corporal e eliminando toxinas corporais. Alguns dos princípios da musculação são hipertrofia e aumento no volume das células musculares. Além de colaborar no gasto calórico, estimulando o metabolismo, resultando no emagrecimento”, relata Josi Araújo, fisioterapeuta e professora da Pure Pilates. 

    De acordo com a especialista, as vantagens dessa união são evidentes: aumento da capacidade cardiovascular, prevenção de doenças como osteoporose e diabetes, tônus muscular, melhora do condicionamento físico e da oxigenação sanguínea, e redução de problemas relacionados à ansiedade e depressão, contribuindo para uma maior autoestima.

    A flexibilidade adquirida por meio do Pilates também desempenha um papel crucial no aprimoramento dos treinos de musculação. “Ela não apenas otimiza os movimentos, mas também diminui o risco de lesões musculoesqueléticas. A melhora na mobilidade articular permite execuções mais eficientes e evita assimetrias que poderiam comprometer os resultados”, declara a fisioterapeuta.

    É importante destacar que o Pilates não apresenta riscos de lesões e auxilia na prevenção de possíveis desconfortos provenientes da musculação. Josi ressalta que ao integrar ambas as modalidades, é essencial planejar a estrutura do treino com cuidado, a fim de evitar sobrecarga nos grupos musculares.

    Para potencializar o desempenho na musculação, a fisioterapeuta sugere alguns exercícios de Pilates. Confira:

    Dentro das aulas de pilates podemos trabalhar de forma global mobilidade, flexibilidade e ativação da musculatura mais profunda, as quais são importantes para uma boa performance na musculação.

    1º Exercício: THE SIDE BENDObjetivo: Trabalhar o fortalecimento e a flexibilidade dos flexores laterais da coluna e abdutores dos quadris, assim como dos rotadores externos de quadris e joelhos. Nos membros superiores, os abdutores dos ombros e das escápulas devem estar ativos juntamente com os extensores dos cotovelos. 

    2º Exercício: KNEELING SIDE KICKObjetivo: Promover o desenvolvimento dos estabilizadores lombopélvicos, controle e flexibilidade dos flexores e extensores de quadril, além de fortalecer os abdutores de quadril e flexores laterais da coluna pela manutenção da coluna e pelve neutras.

    3º Exercicio: THE CONTROL BALANCEObjetivo: Fortalecer os flexores da coluna e extensores do quadril, estimular a flexibilidade dos extensores da coluna, do quadril e dos flexores do joelho e desenvolver um trabalho de equilíbrio dinâmico em posição quase invertida.

    4º Exercicio: THE PUSH UPObjetivo: Fortalecer os extensores de cotovelos e flexores dos ombros, a musculatura flexora da coluna e dos quadris e o transverso abdominal e desenvolver a estabilidade do tronco e da cintura escapular.

    5º Exercício – AGACHAMENTO AFUNDOObjetivo: Alongamento de quadríceps e fortalecimento de glúteo no cadillac

    6º Exercício – Agachamento Sumô no ReformerObjetivo: Fortalecimento de membros inferiores e mobilidade articular de quadril no Reformer.

    7º Exercício – Single Straight StretchObjetivo: Alongamento de cadeia posterior e fortalecimento de abdômen no barrel

  • Diabetes em crianças e adolescentes

    O diabetes é uma das doenças crônicas mais importantes e se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue. Estimam-se 1,2 milhão de crianças e adolescentes com diabetes no mundo. Os diagnósticos de diabetes tipo 2 (DM2) entre os adolescentes vêm aumentando, mas o diabetes tipo 1 (DM1) ainda é o mais comum na infância.

    Mas qual a diferença entre eles? “O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o corpo produz anticorpos que atacam as células do pâncreas que produzem insulina. Quando restam poucas células produtoras de insulina, o açúcar começa a se acumular no sangue”, explica a endocrinologista pediátrica Laura de Freitas Pires, membro do Departamento de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP),ressaltando que a maioria dos casos ocorre na infância e adolescência em famílias que não têm nenhum caso de diabetes conhecido. “Ainda não há cura para interromper ou reverter esse processo”, acrescenta.

    Já o diabetes tipo 2 é causado por resistência à ação da insulina, quando a insulina tem dificuldade de agir, resultando no acúmulo de açúcar no sangue. “Existe uma propensão genética, mas hábitos de vida sedentários e o excesso de peso aumentam muito o risco de se desenvolver o DM2 em adolescentes e adultos jovens”, aponta a médica. Ela diz que manter o peso adequado, uma alimentação saudável e praticar atividades físicas regulares reduz significativamente o risco de desenvolver esse tipo de diabetes.

     Quais são os sintomas de diabetes?

    • Muita sede
    • Aumento da diurese
    • Muita fome
    • Perda de peso
    • Hálito cetônico (cheiro de maçã podre ou vinagre)

    Segundo a especialista, se essas alterações persistirem por um tempo prolongado, outros sintomas podem aparecer, como dor na barriga, vômitos, muito cansaço, respiração muito rápida. “Nesses casos, é importante buscar avaliação médica com urgência”, alerta.

    Qual o tratamento?

    Nos casos de DM1, Laura explica que o tratamento é a aplicação de insulina, desde o momento do diagnóstico. A insulina pode ser aplicada com seringas, canetas de insulina ou sistemas de infusão contínua (“bombas” de insulina). “São utilizados dois tipos de insulina, uma lenta e outra insulina de ação rápida. Para manter os níveis de glicose dentro do alvo recomendado é necessário monitoramento dos valores de açúcar no sangue, que pode ser feito com medidas do açúcar no sangue ou com sensores do líquido intersticial”, esclarece a endocrinologista.

    Para o DM2, de acordo com a médica, são fundamentais mudanças no estilo de vida (com uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares). “O uso de medicamentos via oral ou injetáveis também é indicado, sendo que a insulina também pode ser necessária, dependendo dos valores de glicemia e da capacidade de produção de insulina que cada pessoa tem no momento do diagnóstico”, completa.

    Para ela, é importante ter atenção para a ocorrência de hipoglicemias – açúcar baixo no sangue. “Os sintomas podem variar muito e conforme a glicemia vai ficando mais baixa, sintomas mais importantes podem aparecer. É importante agir rapidamente para que esse quadro não piore”, orienta. 

    Os sintomas mais comuns de hipoglicemia nas crianças:

    • Tremores
    • Suor frio
    • Sonolência
    • Irritabilidade
    • Muita fome
    • Alterações na visão
    • Dor de cabeça
    • Desmaio
    • Convulsão

    Em casos de sintomas, a especialista afirma que é preciso medir a glicose e oferecer açúcar de rápida absorção – água com açúcar, refrigerante ou suco não diet, mel, ou glicose em sachês. “É importante ter fácil acesso a esses alimentos, pois a hipoglicemia pode evoluir rapidamente se não reconhecida e tratada adequadamente”, conclui Laura.

  • 3 destinos de sustentabilidade na Noruega

    Noruega: encante-se com 3 destinos no país que priorizam a sustentabilidade

    Para além da promoção do turismo, os destino também buscam práticas mais sustentáveis em relação ao meio ambiente, às comunidades locais, ao patrimônio cultural e à economia

    Os locais que recebem este selo comprometem-se a trabalhar consistentemente em prol de um desenvolvimento turístico mais sustentável. – Foto por: Torild Moland – TravelStock

    Com práticas que envolvem a preservação do ambiente, a comunidade local e indústria do turismo, algumas cidades norueguesas destacam-se no país. A fim de exaltar e reconhecer tais destinos foi criado o selo de “Destino Sustentável“, trata-se do único sistema de rotulagem nacional da região nórdica para destinos de viagem com foco na sustentabilidade. Dessa forma, os locais recebem este selo por terem se comprometido a trabalhar consistentemente em prol de um desenvolvimento turístico mais sustentável, sem deixar de preservar as comunidades locais e o patrimônio cultural, e também com o objetivo de reduzir a pegada ambiental causada pelo turismo.

    Deve-se observar que esses destinos ainda não são totalmente sustentáveis, mas, apesar disso, assumiram o compromisso de embarcar em um processo de aprimoramento contínuo. Conheça alguns deles:

    Røros

    Røros é uma singela cidadezinha em Trøndelag, onde se pode, com uma pitada de imaginação, “viajar ao passado”. Foto por: Sven-Erik Knoff – Visit Norway

    Trata-se de uma singela cidadezinha em Trøndelag, onde é possível, com uma pitada de imaginação, “viajar ao passado”. Aliás, esse tradicional vilarejo montanhoso é um dos mais antigos dos que abrigam construções de madeira na Europa e foi até mesmo reconhecido como um Patrimônio Mundial da UNESCO. 

    É conhecida por ser um museu vivo com séculos de história, sobretudo entre suas ruas repletas de charme. Røros foi fundada em 1644, depois da primeira descoberta de cobre na região. No decorrer dos anos, tornou-se uma das cidades mineradoras mais proeminentes da Noruega.

    Røros foi uma das cidades mineradoras mais proeminentes da Noruega. Foto por: CH – Visit Norway

    Atualmente, apesar de ter uma história relacionada à exploração de cobre nas minas que abriga, Røros obteve a certificação de Destino Sustentável. Embora isso não signifique que o destino seja sustentável, representa um compromisso de combater os efeitos negativos do turismo e, ao mesmo tempo, potencializar seus efeitos positivos. 

    Dessa forma, os habitantes de Røros têm preservado os encantos originais da cidade, com construções que datam dos anos 1700 e 1800, bem como a paisagem cultural do entorno.

    Em Røros, é possível visitar os parques nacionais de Femundsmarka e Forollhogna, fazer caminhadas, praticar ciclismo de montanha e pescar, ou até mesmo ir ao maior cânion do norte da Europa, o Jutulhogget.

    Homem pescando em Femundsmarka. – Foto por: Thomas Rasmus Skaug – Visit Norway

    Lillehammer

    Em Lillehammer é possível voltar no tempo com uma visita à igreja de madeira de (na imagem), do século XIII, que fica no museu ao ar livre Maihaugen. – Foto por: Sven-Erik Knoff – Visit Norway

    Lillehammer é outra cidade norueguesa que obteve a certificação de Destino Sustentável. Localizada no exuberante vale de Gudbrandsdalen, ela possui muitos aspectos especiais. Primeiramente, destaca-se como uma importante Cidade da Literatura pela Unesco, oferecendo uma combinação de uma vida cultural rica com uma atmosfera urbana, além de estar situada a apenas 200 quilômetros ao norte de Oslo, capital do país.

    Por lá, também é possível voltar no tempo com uma visita à igreja de madeira de Garmo, do século XIII, que fica no museu ao ar livre Maihaugen. O museu também abriga cerca de 200 edifícios que foram restaurados.

    Museu ao ar livre Maihaugen. – Foto por: Sven-Erik Knoff – Visit Norway

    Outra atração imperdível da região é o Hunderfossen Adventure Park – onde é possível se sentir parte de um conto de fadas na neve e no gelo. O parque, que permanece aberto mesmo em pleno verão, é um dos maiores e mais populares da Noruega. Conta com muitos passeios e atrações cheias de emoção.

    Outra atração imperdível da região é o Hunderfossen Adventure Park, um dos mais populares da Noruega. – Foto por: Joakim Mangen – Visit Norway

    Como em muitas cidades norueguesas, em Lillehammer também é possível aventurar-se na natureza, seja com a prática de ciclismo de montanha em Hafjell, pesca no lago Mjøsa ou rafting no rio Sjoa.

    Lysefjord

    A beleza de Lysefjord se destaca pelas fantásticas paisagens naturais que sustenta. – Foto por: Carl Cerstrand Nygh _ Unspash- Visit Norway

    O Lysefjord, um fiorde cujo nome significa “fiorde de luz”, destaca-se por seu panorama de tirar o fôlego, não sendo muito distante de Stavanger, a quarta maior cidade da Noruega. A região possui o selo de Destino Sustentável, assim como as outras duas. Sua beleza, porém, destaca-se pelas fantásticas paisagens naturais que sustenta.  

    O Preikestolen (A Rocha do Púlpito), em Ryfylke, é uma delas. É de fato a maior atração da Noruega e um dos mirantes mais famosos do mundo. Não é de se admirar que seja famoso muito além das fronteiras norueguesas, e apareceu inclusive nas telas hollywoodianas!

    O Preikestolen (A Rocha do Púlpito), em Ryfylke, é a maior atração da Noruega e um dos mirantes mais famosos do mundo. – Foto por: Carl Cerstrand Nygh _ Unspash- Visit Norway

    Além de propiciar a experiência de estar em meio a uma natureza estonteante, o local oferece cruzeiros pelos fiordes e trilhas inesquecíveis. Uma caminhada de quatro quilômetros é considerada moderadamente exigente e o leva à famosa formação rochosa de Preikestolen, a incríveis 604 metros acima do nível do mar.

    Outra possibilidade é enfrentar os mais de 4 mil degraus da maior escadaria de madeira do mundo, a Flørlitrappene (Escada Flørli), que leva o viajante a 740 metros acima do fiorde em menos de duas horas.

    Maior escadaria de madeira do mundo, Flørlitrappene (Escada Flørli). – Foto por: Thomas Rasmus Skaug – Visit Norway

    Destino Sustentável – envolvimento local em uma perspectiva de longo prazo (tradução própria) –Imagem: Innovation Norway / Brand Norway

  • Chá de boldo: Por que tomar e modo de preparo

    Muito utilizado para dores reumáticas e em casos de luxações pelas populações indígenas dos Andes chilenos, e identificado nessas comunidades como “peumo”, o boldo foi descoberto pelo botânico espanhol D. Boldo, daí a origem do nome científico, Peumus boldus. Em 1869, o boldo era empregado na Europa como estomáquico, hepatoprotetor, antissifilítico, antiedematoso e nos casos de otites. A seguir, conheça a vasta riqueza química da planta, com ampla aplicação terapêutica, e entenda os benefícios de implementar seu consumo como hábito.

    Variedade

    Existem cinco tipos de boldo. Os mais comuns e utilizados no Brasil são o Boldo-do-Chile (Peumus boldus Molina), o mais consumido, também chamado de boldo verdadeiro; e o o Boldo-da-terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus), ou falso boldo, muito comum no país, com boldina, ácido rosmarínico e forscolina entre suas substâncias ativas. O plantio dessas espécies deve ser realizado preferencialmente em regiões de clima tropical, apesar de também se desenvolver em regiões mais frias. Porém, o boldo não tolera solos encharcados. 

    Benefícios e preparo

    De acordo com a nutricionista Ana Paula Gonçalves, supervisora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, o consumo do chá de boldo traz as seguintes vantagens:

    • No fígado: A planta possui uma substância chamada boldina, que é um antioxidante presente especialmente no boldo do Chile, e a forscolina e a barbatusina, presentes no boldo brasileiro. Elas estimulam a produção de bile pelo fígado (ação colerética) e a sua excreção para o duodeno (ação colagoga). A bile é composta por várias substâncias e é essencial para a digestão de gorduras e absorção de determinadas vitaminas;
    • Ação diurética: A presença de flavonoides glicosilados, responsáveis pela ação diurética desta planta, ajuda a diminuir o excesso de líquido corporal e, consequentemente, na perda de peso. “Mas lembre-se, um único alimento, isoladamente, não é capaz de promover emagrecimento”, destaca a nutricionista;
    • Ajuda na digestão: Por conter compostos bioativos como a boldina, que melhora a ação da bile liberada pela vesícula no intestino, o boldo auxilia na digestão de gorduras e no alívio da má digestão. “A sua ação é otimizada se o chá for tomado antes ou logo após as refeições. Além disso, atua como relaxante, regulando o funcionamento do intestino e pode ser útil para tratar a prisão de ventre”, pontua Ana Paula Gonçalves. Outro benefício do boldo é ajudar na redução da produção de gases intestinais, além de auxiliar no tratamento em casos de vermes e infecções;
    • Retarda envelhecimento precoce: Ocorre em razão dos compostos fenólicos presentes no chá;
    • Ajuda na ressaca: O boldo ajuda a limpar uma substância produzida pelo fígado após a ingestão de álcool, chamada acetaldeído, principal responsável pelos sintomas de ressaca, como boca seca, dor de cabeça e mal-estar. “Além disso, a boldina age como protetor do fígado, ajudando a restabelecer esse órgão.”;
    • Gordura no fígado: Os antioxidantes da planta atuam como protetores do fígado em casos de esteatose hepática, que é o excesso de gordura no fígado, prevenindo sintomas como dor de cabeça, náuseas e mal-estar;

    Ingredientes:

    – 200ml de água;

    – 1 colher de chá de folhas secas do boldo.

    Modo de preparo: Misturar 1 colher de chá de folhas secas de bolso, secas e bem picadas (ou um sachê) em uma xícara de 150 ml a 200 ml de água fervente. Desligar o fogo e deixar descansar por 10 minutos. Após a espera, coar e beber morno ou gelado até duas vezes ao dia, especialmente antes e depois das principais refeições.

    Variação sugerida – Chá de boldo com limão: Apesar do gosto não ser dos melhores, o chá de boldo possui inúmeros benefícios e está presente na cultura brasileira por ser uma erva medicinal que pode ser usada em várias situações. “A junção do boldo com o limão traz, por parte do boldo, o estímulo ao funcionamento do fígado, tratando problemas na vesícula e melhorando outros tantos do próprio órgão; por parte do limão, a ação antioxidante da fruta e o ácido cítrico em sua composição podem melhorar a digestão e ajudar a combater o estresse oxidativo, ou seja, envelhecimento precoce”, sugere a nutricionista. 

    Consumo e restrições

    De acordo com a especialista em Nutrição e Dietética, o ideal é não consumir mais de 2 xícaras de chá por dia (1 a 2 cápsulas de boldo seco por dia). Além disso, o consumo por mais de 30 dias consecutivos pode causar intoxicação no fígado, náuseas, vômitos e diarreia. Alguns estudos indicam que, em excesso, ele pode causar irritação gástrica. 

    “O boldo também é contraindicado para grávidas e lactantes, ou crianças abaixo de 6 anos, pessoas que sofrem com doença do fígado diagnosticada ou com problemas nos rins, além de indivíduos que fazem o uso constante de alguns medicamentos, como anticoagulantes”, finaliza a especialista.