Autor: agitosp

  • Musical infantojuvenil A Menina Que Inundou o Mundo no Teatro Sérgio Cardoso

    Musical infantojuvenil A Menina Que Inundou o Mundo, com direção de Kiko Marques, estreia no Teatro Sérgio Cardoso no dia 10 de outubro

    Com dramaturgia de Andressa Secchin e Laura Sciulli, a montagem trata de temas como compreensão emocional, luto e relações familiares.

    “Há quem diga que choro é tudo igual. Ou ainda que só se chora de tristeza ou de alegria e que se for de tristeza: é uma pena, mas se for de alegria: é uma dádiva” – trecho da peça

    Uma pequena menina descobre as suas diferentes emoções e tenta aprender como lidar com elas no musical para família toda, A Menina Que Inundou o Mundo, com direção de Kiko Marques e dramaturgia de Andressa Secchin e Laura Sciulli, que ainda assinam as letras originais ao lado do compositor e diretor musical Guilherme Gila. O espetáculo, encabeçado por Baldaquim Produções, Culturalia e Livre Entretenimento, tem sua temporada de estreia no Teatro Sérgio Cardoso, de 10 de outubro a 1 de novembro, aos sábados e domingos, às 15h, com algumas sessões às segundas-feiras. O elenco conta com Ananza Macedo, Andressa Secchin, Laura Sciulli, Mau Alves e Yuri Izar. A direção coreográfica é de Pablo Petronilho.

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    Na trama, a pequena Biê descobre que beleza, raiva, medo, solidão, gratidão e muitos outros sentimentos, que, às vezes, nem tinham nomes, também fazem chorar. Ela tem 9 anos, mora com a mãe e o irmão, frequenta a escola e ama seus amigos e seu avô. Sua manifestação nas descobertas da vida é expressa através do choro, mas as pessoas ao redor a inibem dizendo que ela chora por tudo.

    Após uma briga com o irmão, ela faz um pedido aos céus para que sua “bolsinha de choro” se esvazie. Nesse momento, Biê encontra uma gatinha perdida, o que a faz chorar novamente e ela acredita que, se chorar muito, suas lágrimas secarão logo. Então, mergulha em uma jornada emocional repleta de intensas experiências e cada uma delas gera emoções diversas, desde amor e raiva a dor e euforia.

    A ideia da peça é tratar de temas como educação emocional, autocontrole e autorregulação emocional, ajudando o mini público a reconhecer, compreender e nomear diferentes emoções, entendendo que cada pessoa as vivencia e expressa de maneira única e que o corpo também fala através das emoções e das sensações. Afinal, aprender a acolher e respeitar os próprios sentimentos e os dos outros, permitindo que sejam vividos e expressos de forma saudável, fortalece a consciência emocional, o bem-estar e a capacidade de cuidar de si mesmo e dos outros.

    Outras questões fundamentais trazidas pelo trabalho são o luto e a saudade, em uma tentativa de ajudar os pequenos a lidar com essas perdas que fazem parte da vida, além das relações sociais, a convivência com pessoas diferentes de nós e o amadurecimento.

    O musical original e inédito reforça a importância de investir e valorizar a dramaturgia brasileira e a criação de novas histórias, contribuindo para o fortalecimento da produção cultural nacional e para a ampliação do repertório artístico disponível ao público. Esse espetáculo estimula a diversidade criativa e promove experiências que unem entretenimento, reflexão, aprendizado e sensibilidade.

    Em cena, músicos executam a trilha sonora ao vivo, tecendo paisagens sonoras que acompanham e atravessam a dramaturgia. A música amplia emoções, colore as transições entre sentimentos e convida o público a mergulhar, junto aos personagens, em cada descoberta e transformação da jornada.

    Ao incentivar a identificação e a expressão dos sentimentos, a peça contribui para a alfabetização emocional. Seus temas dialogam diretamente com propostas pedagógicas voltadas à convivência, ao desenvolvimento sócio emocional, ao mesmo tempo em que ajudam a desconstruir ideias e crenças culturais que associam a expressão das emoções à fragilidade.

    Ficha Técnica

    Dramaturgia: Andressa Secchin e Laura Sciulli

    Letra Original: Andressa Secchin, Guilherme Gila e Laura Sciulli

    Composição e Direção Musical: Guilherme Gila

    Direção Geral: Kiko Marques

    Direção Coreográfica: Pablo Petronilho

    Produção: Hilary Marcomino, Lucianno Andrey, Rafael Ramirez, Thiago Dombidau

    Figurino: Ùga Agú
    Assistente de Figurino: Fê Faria

    Visagismo de maquiagem: Louise Heléne
    Visagismo de cabelo e peruca: João Eller

    Desenho de Luz: Tulio Pezzoni

    Desenho de Som: Anna Vis

    Cenografia: Marisa Bentivegna

    Elenco: Laura Sciulli – Biê; Andressa Secchin – Sinal; Ananza Macedo – Mãe; Mau Alves – Avô; e Yuri Izar – Irmão

    Idealização: Planeta Biê

    Produção: Baldaquim Produções, Culturalia e Livre Entretenimento

    Sinopse

    Biê tem 9 anos e sente tudo de um jeito enorme e muitas vezes isso aparece em forma de lágrimas. Mas será que existe só choro de tristeza ou de alegria? Entre descobertas, aventuras e encontros inesperados, ela embarca em uma jornada pelo universo dos sentimentos, aprendendo que cada emoção tem seu lugar e sua importância. Com humor, delicadeza e imaginação, a peça convida crianças e adultos a refletirem sobre empatia, acolhimento e a beleza de expressar o que sentimos.

    Lei Rouanet. Apresentado por Ministério da Cultura e BTG Pactual. Realização Baldaquim Produções, Livre Entretenimento e Ministério da Cultura.

    Serviço

    A Menina Que Inundou o Mundo

    Temporada: 10 de outubro a 1º de novembro de 2026

    Aos sábados e domingos, às 15h

    Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno – Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo

    Ingressos: R$25 à R$120 

    Vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/125973

    Bilheteria: Aberta nos dias de espetáculo, das 14h até o início da atração.

    Contato bilheteria: (11) 3288-0136

    Classificação: Livre

    Duração: 60 minutos

    Capacidade: 143 lugares + 6 espaços de cadeirantes

    Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Todas as sessões têm acessibilidade em Libras e Audiodescrição.

  • Escape Hotel apresenta experiência exclusiva sobre o universo vampírico em SP

    Evento com participação e discotecagem de Lord A acontece em 24 de outubro, das 17h às 20 horas, na unidade Moema do Escape Hotel

    O Escape Hotel, primeiro e único empreendimento de jogos de fuga do Brasil totalmente ambientado como um hotel de verdade e reconhecido como a casa das melhores escape rooms de São Paulo, realizará uma experiência imersiva inédita em parceria com a Rede Vampyrica, comunidade que há mais de duas décadas difunde e celebra a cultura, a estética e a filosofia dos vampiros contemporâneos. 

    Em 24 de outubro, das 17h às 20 horas, a unidade Moema do Escape Hotel será palco de um encontro temático sobre o universo dos vampiros. A programação inclui entrevista e bate-papo com Lord A e uma super discotecagem gótica conduzida pelo anfitrião, que é um dos nomes mais respeitados dentro e fora do Brasil no cenário vampyrico internacional. 

    Com ambientação personalizada e uma narrativa envolvente, o encontro promete unir entretenimento, mistério, conhecimenro e sofisticação em uma noite perfeita para quem deseja viver o lado mais majestoso e elegante da escuridão. 

    O evento é gratuito e a unidade Moema do Escape Hotel fica na Avenida Miruna, 770, próximo ao Shopping Ibirapuera, na zona sul da capital paulista. 

    Mais informações estão disponíveis em www.escapehotel.com.br. 

    Nas mídias sociais, a casa dos melhores e mais imersivos jogos de escape de terror, aventura e investigação de São Paulo (SP) está em www.instagram.com/escapehotelbr e www.facebook.com/escapehotelbrasil.

  • Tem banana em casa? Nada de deixar estragar

    Tem banana em casa? Nada de deixar estragar: aprenda três receitas

    Cookie com pasta de amendoim, bolo com aveia e panqueca com calda de whey são sugestões para o café da manhã, a lancheira da criançada ou um lanchinho à tarde

    Banana madura na fruteira pode virar muito mais do que vitamina. Versátil e fácil de combinar com outros ingredientes, a fruta é a base de três receitas sugeridas pela nutricionista Driele Cavalcanti, professora da Universidade Anhembi Morumbi, que integra a Ânima Educação: cookie com chocolate e pasta de amendoim, bolo de banana com aveia e uva-passa e panqueca acompanhada de calda de whey protein.

    As opções têm preparos simples e podem entrar em diferentes momentos do dia. O cookie leva apenas quatro ingredientes e vai ao forno por alguns minutos; o bolo é uma alternativa para compartilhar e tem preparo feito no liquidificador; já a panqueca combina banana, ovo e farinha de aveia e é preparada diretamente na frigideira. A seguir, confira o passo a passo das três receitas.

    Cookie de banana

    Com chocolate e pasta de amendoim

    Ingredientes:

    1 banana amassada

    1 xícara de aveia flocos grossos

    1 colher (sopa) de pasta de amendoim

    Gotas de chocolate 70%.

    Modo de preparo:

    Misture os ingredientes e asse por alguns minutinhos.

    Bolo de banana

    Ingredientes:

    3 bananas

    3 ovos inteiros

    2 xícaras de farinha de aveia

    1/2 xícara de uva passa

    1/2 xícara de óleo de girassol ou outro óleo de sua preferência

    1 colher (sopa) de fermento em pó

    Modo de preparo:

    Misture todos os ingredientes no liquidificador. Leve ao forno pré-aquecido à 180°C por 20 a 40 minutos.

    Panqueca de banana

    Com whey protein

    Ingredientes:

    1 banana

    1 ovo

    2 colheres (sopa) de farinha de aveia

    1 colher (sobremesa) de cacau em pó (opcional)

    1 pitada de fermento em pó

    Modo de preparo:

    Amasse a banana e misture aos demais ingredientes. Cozinhe em fogo baixo em uma frigideira antiaderente tampada. Faça uma calda de whey protein (1/2 scoop + água) para acompanhar.

  • Como identificar e tratar a dor em cães idosos para garantir qualidade de vida

    Sinais silenciosos: como identificar e tratar a dor em cães idosos para garantir qualidade de vida
    Especialista alerta para as mudanças de comportamento que indicam desconforto articular e destaca a importância do tratamento adequado para o bem-estar dos pets seniores
     


    Com os avanços da medicina veterinária e os cuidados cada vez mais dedicados dos responsáveis, a expectativa de vida dos cães aumentou significativamente. No entanto, assim como acontece com os humanos, o envelhecimento traz consigo o desgaste natural do organismo e condições articulares, como a osteoartrite, tornam-se bastante comuns. O grande desafio, porém, é que os cães costumam esconder a dor por puro instinto, tornando essencial que os responsáveis saibam identificar os sinais sutis de que o pet sênior precisa de ajuda.

    De acordo com Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim, a dor crônica em cães idosos muitas vezes passa despercebida e pode ser confundida com “preguiça” ou apenas com “idade chegando”. 

    “Diferentemente do que muitos pensam, o cão com dor crônica articular raramente chora. Ele manifesta o desconforto por meio de mudanças na sua rotina. Aquele pet que antes recebia o responsável na porta e adorava passear, mas que, de repente, passa a maior parte do tempo deitado, pode estar sofrendo silenciosamente. É papel do responsável ter um olhar atento para garantir que essa fase da vida seja vivida com conforto. Por isso, a ida constante ao médico-veterinário é ainda mais prioritária”, explica a especialista.
     

    Para ajudar os responsáveis a reconhecerem quando o cão idoso está sentindo dor, Mariana Silva destaca os principais sinais de alerta no dia a dia:
     

    • Dificuldade de Locomoção: O cão hesita ou se recusa a subir escadas, pular no sofá ou entrar no carro. Durante os passeios, ele pode mancar, andar mais devagar, cansar rápido ou pedir para voltar para casa mais cedo.
    • Mudanças de Comportamento: Um pet que sempre foi sociável e dócil pode se tornar irritadiço, intolerante ou se isolar em cantos da casa. A apatia e a falta de interesse em brincar também são fortes indicativos.
    • Reação ao Toque: O animal pode se encolher, rosnar ou tentar morder quando o dono faz carinho ou pega no colo, especialmente se o toque for perto das articulações (quadril, joelhos, ombros ou cotovelos).
    • Alterações no Sono e no Apetite: A dor pode causar dificuldade para encontrar uma posição confortável para dormir, resultando em noites agitadas, em que o cão muda de lugar o tempo todo. A perda de apetite também pode ser uma consequência do desconforto constante.
    • Lambedura Excessiva: É comum que o cão lamba repetidamente uma pata ou articulação específica na tentativa instintiva de aliviar a dor no local.

      Diagnóstico e Tratamento

    Ao notar qualquer um desses comportamentos, a avaliação de um médico-veterinário é indispensável. O manejo da dor em cães seniores geralmente envolve uma abordagem multimodal, que pode incluir controle de peso para não sobrecarregar os membros, fisioterapia, adaptações no ambiente da casa (como o uso de rampas e tapetes antiderrapantes) e, fundamentalmente, o uso de medicações apropriadas para frear o processo inflamatório.


    Para auxiliar nesse cuidado e devolver a qualidade de vida aos pets, a Boehringer Ingelheim confia em seu portfólio com a solução Previcox®, um medicamento anti-inflamatório não esteroidal (AINE) indicado para o controle da dor e da inflamação causadas pela osteoartrite em cães. “O nosso objetivo é proporcionar um alívio eficaz, permitindo que os cães idosos voltem a desfrutar de seus momentos com a família, movimentando-se com muito mais facilidade. O envelhecimento faz parte da vida, mas ele definitivamente não precisa ser sinônimo de dor”, finaliza Mariana Silva.

  • Check-up da própria pele: 7 sinais que merecem atenção

    Antes do verão, faça um check-up da própria pele: 7 sinais que merecem atenção

    Pintas que mudam, manchas diferentes e feridas que não cicatrizam podem passar despercebidas no dia a dia; dermatologista explica o que observar antes da temporada de maior exposição solar

    A preparação para o verão geralmente começa com protetor solar reforçado, novos produtos de skincare e uma preocupação maior com manchas, hidratação e aparência da pele. Mas existe um cuidado que não depende de nenhum cosmético: parar diante do espelho e observar se alguma coisa mudou nos últimos meses.

    Segundo a dermatologista Dra. Bianca Almeida, conhecer o padrão da própria pele ajuda a perceber alterações que merecem avaliação. Isso não significa transformar toda pinta em motivo de preocupação, mas reconhecer sinais que cresceram, mudaram ou simplesmente passaram a se comportar de maneira diferente.

    1. Uma pinta antiga começou a mudar

    Ter pintas há muitos anos é comum. O ponto de atenção aparece quando uma delas deixa de ter o aspecto habitual. Mudanças de tamanho, formato ou aparência ao longo de semanas ou meses são motivos para olhar aquela lesão com mais cuidado, principalmente quando ela começa a se destacar das demais.

    “Não precisamos olhar para cada pinta com medo. Uma pessoa pode ter dezenas delas e conviver com todas durante anos. O que chama atenção é quando uma lesão passa a se comportar de maneira diferente das demais, seja porque cresceu, mudou de formato ou cor, começou a sangrar ou simplesmente parece diferente do padrão daquela pele”, explica a dermatologista.

    2. Observe a assimetria e as bordas

    A regra do ABCDE continua sendo uma ferramenta simples para ajudar na auto-observação. Assimetria e bordas irregulares estão entre os pontos que podem chamar atenção. Ao olhar uma pinta, vale perceber se as duas metades são muito diferentes ou se o contorno deixou de ser regular.

    “O ABCDE ajuda a população a entender algumas características que merecem ser observadas, mas não deve ser utilizado para fazer um diagnóstico em casa. Se existe uma pinta diferente ou que mudou de aspecto, o ideal é que ela seja examinada adequadamente”, orienta Bianca.

    3. Mudanças de cor também entram no radar

    Uma pinta não precisa necessariamente ser muito escura para merecer atenção. O surgimento de diferentes tonalidades dentro da mesma lesão ou uma mudança perceptível de cor em relação ao aspecto anterior são características que devem ser observadas, especialmente quando aparecem junto a outras transformações.

    “Mais importante do que tentar decidir sozinho se determinada cor é normal ou não é perceber se houve uma transformação. Conhecer como aquela pinta costumava ser ajuda muito. Quando existe uma mudança de cor ou ela começa a destoar das demais, vale procurar avaliação”, explica a médica.

    4. Preste atenção na evolução, não apenas no tamanho

    O “E” do ABCDE significa evolução e merece destaque. Uma lesão não precisa atingir determinado tamanho para justificar uma consulta. Crescimento, mudança de relevo, alteração de textura ou qualquer transformação progressiva pode ser relevante, mesmo quando a pinta continua pequena.

    “O ABCDE funciona como um alerta, não como um diagnóstico feito em casa. Às vezes, o mais importante é justamente a evolução. Se aquela pinta mudou em relação ao que era antes, vale mostrar ao dermatologista”, afirma a especialista.

    5. Feridas que não cicatrizam não devem ser ignoradas

    Nem toda alteração que merece investigação tem aparência de pinta. Aquela pequena ferida que cria uma casquinha, melhora por alguns dias e depois retorna também precisa ser observada. Isso vale especialmente para áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto e colo.

    “Se a pessoa passa meses retirando uma casquinha do mesmo lugar, percebe sangramentos recorrentes ou vê uma lesão desaparecer e voltar, não deveria simplesmente continuar tratando como um machucado. A persistência é justamente uma característica que merece avaliação”, alerta a dermatologista.

    6. Sangramento recorrente merece atenção

    Uma lesão pode sangrar depois de ser machucada, coçada ou traumatizada. O que merece atenção é quando o sangramento começa a acontecer repetidamente ou sem uma explicação evidente. O mesmo cuidado vale para lesões que apresentam mudanças associadas, como crescimento ou alteração do aspecto.

    “Não é necessário esperar uma lesão doer para procurar um dermatologista. Algumas alterações importantes podem ser completamente assintomáticas no início. Se existe sangramento recorrente ou uma mudança que não estava presente anteriormente, é melhor investigar”, orienta Bianca.

    7. Não use o bronzeado para “preparar” a pele para o verão

    Com a chegada dos primeiros dias quentes, algumas pessoas começam a aumentar a exposição solar acreditando que um bronzeado gradual poderá proteger a pele durante as férias. Essa estratégia, porém, não funciona como uma preparação contra os efeitos da radiação ultravioleta. A exposição produz danos que se acumulam ao longo do tempo.

    “O bronzeado não é uma proteção para exposições futuras. A radiação ultravioleta produz um dano cumulativo, por isso a fotoproteção precisa fazer parte da rotina antes, durante e depois do verão. Conhecer a própria pele também faz diferença: se alguma coisa mudou, parece diferente ou não cicatriza, esse já é um motivo para procurar avaliação”, finaliza a Dra. Bianca Almeida, dermatologista.

  • Outubro Rosa ganha ação de doação de sangue no Shopping Penha

    Campanha acontece em 12 de outubro e reforça a importância das doações para transfusões destinadas a pacientes em tratamento, incluindo pessoas com câncer de mama

    O Shopping Penha, na Zona Leste de São Paulo, recebe no dia 12 de outubro uma nova ação de doação de sangue em parceria com o projeto Amor Se Doa. A iniciativa ganha destaque importante durante o Outubro Rosa, período dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, ao lembrar que o cuidado com a saúde também passa pela manutenção dos estoques de sangue utilizados em tratamentos e procedimentos médicos.

    Segundo o Ministério da Saúde, o sangue é indispensável em transfusões, cirurgias e procedimentos oncológicos, inclusive na assistência a pacientes que enfrentam o câncer de mama. Durante o tratamento oncológico, por conta da quimioterapia, alguns pacientes podem apresentar redução de células sanguíneas e necessitar de transfusões. Assim, as doações de sangue contribuem para uma rede de atendimento que beneficia pessoas em diferentes condições de saúde.

    Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, estar alimentado e descansado, pesar acima de 53 kg e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização do responsável. Homens podem doar sangue a cada dois meses, com limite de quatro doações por ano, enquanto mulheres podem doar a cada três meses, com limite de três doações anuais. Pessoas que fizeram tatuagem devem observar o período de espera indicado pela equipe responsável. 

    A coleta é realizada das 12h30 às 17h, com agendamento prévio para organizar o atendimento e evitar aglomerações. As inscrições devem ser feitas pelo link no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/doacao-de-sangue-no-shopping-penha-dia-12-10/3582827. 

    ServiçoCampanha de Doação de Sangue – Amor Se Doa no Shopping Penha
    Data: 12 de outubro de 2026 – segunda-feira
    Horário: das 12h30 às 17h
    Agendamento necessário, com escolha prévia do horário
    A realização pede para não levar crianças menores de 13 anos. O não cumprimento dessa orientação poderá impedir a realização da doação.
  • Chupeta contra o estresse? alerta para riscos à saúde bucal

    Hábito adotado por adultos não tem benefício comprovado e pode provocar alterações dentárias, musculares e funcionais

    Influenciadores digitais ganharam repercussão recentemente ao aparecerem usando chupeta na vida adulta, sob a justificativa de que o hábito ajudaria a aliviar o estresse, a ansiedade e a proporcionar conforto emocional. Apesar da popularização nas redes sociais, a prática não possui indicação clínica para adultos e pode trazer consequências para a saúde bucal.

    A presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dra. Vanda Domingos, explica que a chupeta não é formalmente contraindicada em todas as situações. Durante a infância, ela pode ser utilizada temporariamente, principalmente no primeiro ano de vida, desde que de forma orientada e por tempo limitado.

    “Do ponto de vista odontológico, o problema não está apenas no uso da chupeta, mas na duração, na frequência e na intensidade do hábito. O uso prolongado, especialmente após os 2 ou 3 anos de idade, aumenta significativamente o risco de alterações no desenvolvimento craniofacial e na oclusão”, afirma.

    Segundo a especialista, não existe indicação clínica para o uso de chupeta na vida adulta. Quando o acessório é utilizado como forma de controlar a ansiedade ou o estresse, é importante buscar alternativas mais adequadas, pois o hábito pode causar alterações funcionais no conjunto de estruturas responsáveis pela mastigação, deglutição, fala e respiração.

    Efeitos do uso prolongado

    Nas crianças, o uso prolongado da chupeta está associado a alterações como mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior, projeção dos dentes incisivos superiores, inclinação dos incisivos inferiores para trás, estreitamento do arco dentário superior e mudanças no padrão de crescimento facial, explica a cirurgiã-dentista.

    Nos adultos, como o crescimento ósseo já foi concluído, o hábito tende a provocar principalmente alterações dentárias e funcionais. Entre elas estão pequenas movimentações dos dentes quando o uso é frequente e prolongado, mudanças na posição da língua, desequilíbrio da musculatura orofacial, agravamento de problemas de mordida já existentes, desconforto muscular e sobrecarga funcional.

    Também existe a possibilidade de desencadear ou intensificar sintomas relacionados às articulações temporomandibulares, conhecidas como ATMs.

    A Dra. Vanda ressalta, porém, que não há evidências científicas robustas de que a chupeta seja uma causa direta da disfunção temporomandibular (DTM). Entretanto, dependendo da duração e da intensidade do hábito, alterações na mordida e comportamentos orais persistentes podem modificar a função mastigatória e contribuir para a sobrecarga muscular em pessoas predispostas.

    Impactos bucais e emocionais

    O uso frequente da chupeta por adultos pode causar sobrecarga da musculatura mastigatória, desconforto ou fadiga muscular, agravamento de alterações oclusais preexistentes e pequenas movimentações dentárias. Também pode intensificar sintomas em pacientes que já apresentam predisposição à DTM.

    Além dos possíveis impactos bucais, a chupeta não trata a origem da ansiedade ou do estresse. De acordo com a especialista, o hábito pode reforçar um comportamento de dependência emocional e atrasar a procura por estratégias terapêuticas mais eficazes.

    “Quando a pessoa sente necessidade frequente de usar a chupeta para lidar com algum desconforto emocional, é importante investigar o que está por trás desse comportamento e buscar o acompanhamento de profissionais capacitados”, orienta.

    Recomendações para crianças

    As orientações atuais indicam que o uso eventual da chupeta até os 12 meses tende a apresentar baixo impacto sobre a oclusão. Entre 12 e 24 meses, os pais devem iniciar a redução gradual do hábito, com interrupção preferencialmente até os 2 anos de idade. Após os 3 anos, o risco de alterações oclusais aumenta significativamente.

    “A intensidade do hábito é determinante. Crianças que utilizam a chupeta apenas para adormecer apresentam menor risco do que aquelas que permanecem várias horas por dia com o acessório. Orientamos os pais a não levarem a chupeta em passeios ou para a escola, limitando o uso ao momento de dormir ou a situações pontuais de estresse e desconforto”, destaca a Dra. Vanda.

    A cirurgiã-dentista reforça que, mesmo na infância, a chupeta deve ser usada com orientação e por tempo limitado. Já na vida adulta, ela não deve ser considerada uma forma de tratamento para problemas emocionais.

    Embora alguns adultos relatem alívio momentâneo da tensão ao utilizar o acessório, não existem pesquisas científicas suficientes que comprovem benefícios para o controle da ansiedade ou do estresse.

    “Do ponto de vista da saúde geral, é aconselhável substituir gradualmente esse hábito por estratégias com maior respaldo científico para a regulação emocional, como técnicas de relaxamento, atividade física, higiene do sono, exercícios respiratórios e, quando necessário, acompanhamento psicológico ou psiquiátrico”, conclui a especialista.

  • Ovos: guia prático para escolher, armazenar e consumir

    Ao longo dos anos, os ovos passaram de vilões a protagonistas de uma alimentação saudável. O avanço das pesquisas ampliou o conhecimento sobre sua composição e seus efeitos na saúde.

    Versáteis, acessíveis e fáceis de preparar, eles oferecem nutrientes importantes e podem fazer parte da alimentação em diferentes fases da vida. Neste guia, você vai conhecer seus benefícios e aprender a escolhê-los, armazená-los e prepará-los com segurança.

    Valor nutricional

    Um ovo fornece, em média, cerca de 70 calorias, 6 a 7 g de proteína de alto valor biológico e aproximadamente 4,5 a 5 g de gorduras, concentradas principalmente na gema. Essas gorduras incluem ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, além de uma parcela de gorduras saturadas. 

    Benefícios 

    O ovo contém proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Suas proteínas contribuem para a manutenção da massa muscular e, junto com as gorduras, ajudam a promover saciedade. A gema concentra nutrientes como a colina, importante para o funcionamento do sistema nervoso, e a luteína e a zeaxantina, relacionadas à saúde ocular.

    Embora contenha colesterol, o consumo moderado pode fazer parte de uma alimentação equilibrada para a maioria das pessoas. 

    Como escolher

    Verifique se a embalagem está íntegra, confira a data de validade e evite ovos com cascas rachadas, trincadas, sujas ou quebradas, pois essas condições podem aumentar o risco de contaminação.

    Há diferentes sistemas de produção, como o convencional, o caipira, o orgânico e o de galinhas criadas livres. Eles se diferenciam principalmente pelas condições de criação e pelo manejo das aves. A produção orgânica segue regras específicas para o uso de insumos e busca preservar o meio ambiente e o bem-estar animal.

    Cor da casca

    Muitas pessoas associam a cor da casca à qualidade do ovo. No entanto, ela não indica seu valor nutricional nem seu frescor. A cor, branca ou marrom, é determinada principalmente pela genética da galinha. Por isso, ovos brancos e marrons apresentam, de modo geral, valor nutricional semelhante.

    Como avaliar o frescor dos ovos

    Embora a data de validade seja uma referência importante, um teste caseiro pode ajudar a avaliar o frescor de um ovo armazenado há algum tempo. Coloque-o em uma tigela com água e observe sua posição:

    • Afunda e permanece deitado: está mais fresco.
    • Afunda, mas fica inclinado: está menos fresco.
    • Flutua: está mais antigo, pois sua câmara de ar aumentou.

    O teste indica a idade aproximada do ovo, mas não garante que ele esteja seguro para consumo. Por isso, também é importante verificar a procedência e a integridade da casca.

    Armazenamento

    Após a compra, mantenha os ovos refrigerados, preferencialmente na embalagem original, que os protege contra impactos e ajuda a evitar a absorção de odores de outros alimentos.

    Guarde-os nas prateleiras internas da geladeira, onde a temperatura é mais estável. Evite a porta do refrigerador, pois as variações frequentes de temperatura podem prejudicar sua conservação.

    Formas de preparo

    CozidoPreparado sem adição de gordura.
    MexidoPode ficar mais cremoso quando preparado em fogo baixo.
    OmeletePermite adicionar vegetais e ervas.
    PochêCozido em água, sem adição de gordura.
    FritoMelhor evitar, a quantidade de gordura usada no preparo faz diferença.
    AssadoPrático e adequado para preparações com legumes e temperos frescos.

    Dicas práticas  

    • Combine com vegetais: legumes e verduras acrescentam fibras, vitaminas e minerais à refeição.
    • Use pouca gordura no preparo: frigideiras antiaderentes podem ajudar a reduzir a quantidade de óleo ou azeite necessária.
    • Evite cozinhar por tempo excessivo: isso pode deixar a gema esverdeada e alterar o sabor e a textura do ovo.
    • Cozinhe bem os ovos: gestantes, crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas devem ter atenção especial a essa recomendação.
  • Pirelli opta pelos compostos mais macios da gama para Estori

    Pirelli leva o SCQ extramacio para a classificação e a Superpole Race, e o SCX supermacio e o SC0 macio para as corridas mais longas em uma pista caracterizada pela aderência limitada

    · Asfalto antigo e baixa aderência. Depois de coroar Nicolò Bulega como Campeão Mundial na etapa italiana de Cremona, o Campeonato Mundial de Superbike FIM 2026 entra na reta final da temporada, com as duas últimas etapas do calendário. A etapa de Estoril é a próxima, onde a Pirelli fornecerá aos pilotos do WorldSBK as soluções mais macias de sua gama para a traseira. Em uma pista caracterizada por um asfalto relativamente antigo, que historicamente tende a oferecer níveis limitados de aderência à medida que as temperaturas aumentam, e onde a proximidade do Oceano Atlântico pode provocar mudanças repentinas nas condições climáticas, os pilotos poderão escolher entre os compostos da linha SCX (supermacio) e SC0 (macio) tanto para os treinos quanto para as corridas. Este último pode ser uma alternativa interessante em caso de temperaturas mais baixas. No ano passado, quando foi incluído na alocação portuguesa como a solução de desenvolvimento E0126, o SCX provou ser o composto vencedor nas três corridas.

    · SCQ para a classificação e a Superpole Race. Para a classificação e, eventualmente, para a corrida curta da manhã de domingo, os pilotos do WorldSBK também terão à disposição o extramacio SCQ, a solução mais macia da gama Pirelli. Na dianteira, os pilotos contarão com as soluções da linha SC1 (macio) e SC2 (médio). Em caso de pista molhada — uma possibilidade considerável devido à proximidade do Circuito de Estoril com o mar —, a alocação será completada pelos pneus DIABLO™ Wet (intermediário) e DIABLO™ Rain (chuva) para ambos os eixos.

    · Match point para Arenas no Supersport. Com o campeonato WorldSSP chegando à sua penúltima etapa, o espanhol Albert Arenas (Yamaha) terá seu primeiro match point pelo título, com uma vantagem de 86 pontos sobre o francês Valentin Debise (ZXMOTO). Para esta etapa, os pilotos poderão escolher entre os compostos da linha SCX (supermacio) e SC0 (macio) na traseira, enquanto os pneus SC1 (macio) e SC2 (médio) estarão disponíveis na dianteira. O fim de semana português também receberá a última etapa da Yamaha R3 World Cup, campeonato que utiliza pneus Pirelli DIABLO™ Superbike no composto SC1 tanto na dianteira quanto na traseira. Com duas corridas ainda a serem disputadas e 50 pontos em jogo, o japonês Riichi Takahira e o dominicano Xarli Mendez estão separados por apenas um ponto no topo da classificação.

    Estoril, um circuito técnico e imprevisível

    “Estoril é um circuito que conhecemos muito bem, pois recebe o Campeonato Mundial de Superbike da FIM, ainda que com algumas interrupções, desde o final dos anos 1980. Em termos de seu traçado e das características do asfalto, com o último recapeamento completo datando de 2006, é uma pista que historicamente não oferece níveis particularmente altos de aderência, ao mesmo tempo em que impõe diferentes tipos de exigências aos pneus. A localização geográfica do circuito, não muito distante da costa, é outro fator que precisa ser levado em consideração, com a possibilidade de chuva e mudanças repentinas de temperatura potencialmente exigindo que equipes e pilotos reajam rapidamente com o acerto de suas motos”.

    “No ano passado, justamente por causa dessas características, fornecemos aos pilotos duas soluções de desenvolvimento para a traseira: a E0479 extramacia e a E0126 supermacia. Ambas foram imediatamente bem avaliadas, proporcionando melhorias significativas tanto em uma única volta quanto ao longo da distância de corrida. Essas duas especificações foram posteriormente promovidas a pneus de gama, tornando-as disponíveis para todos os motociclistas, e estão sendo oferecidas novamente para esta etapa. Será interessante ver se o crescimento de desempenho registrado ao longo desta temporada também será confirmado neste fim de semana.”

  • Quando a mente pede ajuda antes de chegar ao limite

    Dia Mundial da Saúde Mental: quando a mente pede ajuda antes de chegar ao limite

    Burnout que repercute no corpo, mulheres que seguem funcionando mesmo exaustas e crianças que expressam sofrimento pelo comportamento mostram que saúde mental nem sempre dá sinais óbvios; especialistas explicam quando é hora de procurar ajuda

    Nem sempre o sofrimento emocional chega na forma de uma crise. Às vezes, ele aparece no corpo que adoece com frequência, na mulher que continua cumprindo todas as tarefas enquanto se sente emocionalmente esgotada ou na criança que, sem conseguir explicar o que sente, começa a dormir mal, se isolar ou apresentar dificuldades na escola.

    No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, o convite é ampliar o olhar sobre esses sinais. Em diferentes fases da vida, ansiedade, estresse prolongado e outros sofrimentos psíquicos podem se manifestar de maneiras distintas. O ponto em comum é que não é necessário esperar a vida parar para reconhecer que algo não vai bem.

    1. Quando o estresse deixa de ser apenas emocional e começa a aparecer no corpo

    Uma rotina de pressão constante não afeta apenas o humor. Quando o organismo permanece durante períodos prolongados em estado de alerta, diferentes respostas fisiológicas entram em ação. É por isso que uma pessoa submetida ao estresse crônico pode começar a perceber alterações que vão muito além da sensação de cansaço.

    “O cérebro e o restante do organismo não funcionam como estruturas separadas. Diante de um estresse persistente, há ativação contínua de mecanismos relacionados à resposta ao estresse, com participação de hormônios como cortisol e adrenalina. Quando essa condição se prolonga, pode haver repercussões sobre sono, sistema gastrointestinal, dores musculares e também sobre a regulação do sistema imunológico. O burnout não deve ser entendido simplesmente como estar muito cansado depois de uma semana difícil. Estamos falando de um esgotamento relacionado ao trabalho que pode comprometer de forma importante a saúde e o funcionamento do indivíduo”, explica Dr. Ciro Jorge, médico com especialização em Psiquiatria.

    Infecções recorrentes, problemas gastrointestinais, dores de cabeça e musculares e manifestações dermatológicas podem coexistir com períodos de estresse intenso. Esses sintomas, porém, também podem ter inúmeras outras causas e precisam de avaliação adequada, sem que sejam automaticamente atribuídos ao emocional.

    2. Continuar dando conta de tudo não significa necessariamente estar bem

    Entre as mulheres, existe outro comportamento que pode dificultar a identificação do sofrimento: continuar funcionando. Trabalho, filhos, relacionamentos, responsabilidades domésticas e cuidados com familiares podem ser mantidos mesmo quando há um esforço emocional enorme por trás dessa aparente normalidade.

    Para a psiquiatra Dra. Camilla Nicolucci, produtividade não deve ser usada como único termômetro para decidir se alguém precisa ou não de ajuda.

    “Uma mulher pode continuar trabalhando, cuidando dos filhos, administrando a casa e cumprindo compromissos enquanto faz um esforço enorme para sustentar essa rotina. Não precisamos esperar que ela pare completamente para reconhecer que existe sofrimento. Mudanças persistentes no sono, apetite, concentração e interesse pelas atividades, crises de ansiedade, irritabilidade, isolamento e sensação constante de esgotamento merecem atenção quando começam a interferir na qualidade de vida. Saúde mental não é apenas conseguir cumprir obrigações, mas também conseguir viver sem permanecer o tempo inteiro em estado de exaustão”, afirma Dra. Camilla Nicolucci, psiquiatra.

    A especialista também chama atenção para momentos específicos da vida feminina, como gestação, puerpério, perimenopausa e menopausa. Alterações biológicas podem fazer parte desse contexto, mas não devem ser usadas como explicação automática para todo sofrimento emocional.

    3. Procurar um psiquiatra não significa necessariamente tomar medicamento

    O estigma ainda é uma das barreiras para buscar atendimento. Para algumas pessoas, a consulta psiquiátrica continua associada apenas a quadros considerados graves ou ao uso obrigatório de medicamentos.

    A avaliação, no entanto, pode acontecer antes que os sintomas se tornem incapacitantes e deve considerar não apenas o que a pessoa sente, mas seu histórico, contexto de vida e o impacto das mudanças sobre a rotina.

    “Existe ainda a ideia de que só se procura um psiquiatra quando a pessoa já não consegue mais trabalhar, dormir ou realizar suas atividades. Não precisa ser assim. Também não significa que toda pessoa que chegar ao consultório receberá uma prescrição. Medicação não deve ser vista nem como vilã nem como solução automática. Existem situações em que ela é importante e outras em que diferentes estratégias podem ser consideradas. O tratamento precisa ser individualizado e construído a partir das necessidades de cada paciente”, orienta Dra. Camilla Nicolucci.

    4. Na infância, sofrimento emocional pode aparecer como mudança de comportamento

    Se adultos nem sempre conseguem reconhecer e verbalizar o próprio sofrimento, isso pode ser ainda mais difícil para crianças e adolescentes. Nessa fase, alterações emocionais podem surgir primeiro por meio do comportamento.

    Irritabilidade persistente, isolamento, mudanças importantes no sono, perda de interesse pelas brincadeiras, queda no rendimento escolar ou alterações na convivência podem servir como sinais de que alguma coisa mudou.

    “Uma criança pode não chegar aos pais dizendo que está ansiosa ou triste. Muitas vezes, é o comportamento que comunica aquilo que ela ainda não consegue colocar em palavras. Isso não significa que toda irritação, nota baixa ou vontade de ficar sozinho represente um transtorno. Precisamos observar duração, intensidade e impacto. Quando existe uma mudança persistente em relação à maneira como aquela criança ou adolescente costumava funcionar, afetando escola, relações, sono ou atividades que antes davam prazer, vale compreender o que está acontecendo”, explica Dr. Tales Vilela, psiquiatra especialista em psiquiatria infantil.

    5. Nem toda mudança precisa virar diagnóstico

    O aumento da discussão sobre saúde mental trouxe mais informação, mas também exige cuidado para que experiências normais da vida não sejam automaticamente transformadas em doença.

    Tristeza, preocupação, frustração, irritação e períodos de maior cansaço fazem parte da experiência humana. O que diferencia uma situação passageira de algo que merece investigação costuma envolver persistência, intensidade e prejuízo no funcionamento cotidiano.

    “Precisamos tomar cuidado para não patologizar a infância e a adolescência. Crianças e jovens passam por conflitos, frustrações e mudanças próprias do desenvolvimento. O objetivo de uma avaliação não é procurar um diagnóstico a qualquer custo, mas entender o contexto. Família e escola enxergam aspectos diferentes daquela criança e essa troca pode ser muito importante para perceber se estamos diante de uma dificuldade pontual ou de um sofrimento que precisa de acompanhamento”, ressalta Dr. Tales Vilela.

    6. O celular pode ser parte do problema, mas nem sempre é a causa

    Quando o assunto é saúde mental de crianças e adolescentes, as telas frequentemente aparecem como primeiras suspeitas. O uso excessivo merece atenção, principalmente quando começa a ocupar o espaço do sono, da atividade física, dos estudos e da convivência presencial.

    Ainda assim, o celular não deve virar uma explicação simplista para toda mudança emocional.

    “O ponto não é demonizar a tecnologia. Precisamos observar o lugar que ela ocupa na vida daquela criança ou adolescente. Se está prejudicando o sono, afastando do convívio, interferindo nos estudos ou se tornando praticamente a única fonte de prazer, existe um sinal para reorganizar essa relação. Mas também precisamos considerar que, em alguns casos, o uso excessivo pode ser uma consequência de um sofrimento que já estava presente. Apenas retirar o celular sem entender o que existe por trás daquele comportamento pode não resolver o problema”, afirma Dr. Tales Vilela.

    7. Pedir ajuda antes do limite também é prevenção

    A mensagem que atravessa diferentes idades é que não existe necessidade de esperar uma crise para começar a cuidar da saúde mental. Alterações persistentes no sono, humor, comportamento, relações e capacidade de realizar atividades cotidianas merecem atenção.

    No caso de crianças e adolescentes, há sinais que exigem cuidado ainda maior. Falas sobre morte, desejo de desaparecer, automutilação ou desesperança intensa nunca devem ser banalizadas.

    “Quando uma criança ou adolescente demonstra um sofrimento dessa dimensão, precisamos levar a sério. Acolher significa mostrar que aquela fala foi ouvida e buscar ajuda. Saúde mental na infância também passa pela construção de um ambiente em que a criança perceba que pode dizer que não está bem sem ser julgada ou tratada como se estivesse apenas querendo chamar atenção”, alerta Dr. Tales Vilela.

    Para Dr. Ciro Jorge, a prevenção também passa por rever uma cultura que transforma exaustão em sinônimo de produtividade. “Sono adequado, pausas reais, atividade física, limites entre trabalho e vida pessoal e acompanhamento profissional quando necessário não deveriam ser vistos como luxo. Se o corpo e a mente estão dando sinais repetidos de esgotamento, insistir no mesmo ritmo não é demonstração de força. Reconhecer limites também é uma forma de preservar a saúde”, conclui o médico.

    Neste 10 de outubro, talvez uma das principais mensagens do Dia Mundial da Saúde Mental seja justamente essa: não é preciso chegar ao colapso para justificar cuidado. Saúde mental também se faz quando os primeiros sinais são reconhecidos, quando o sofrimento encontra espaço para ser dito e quando pedir ajuda deixa de ser entendido como último recurso.