Coceira frequente não é normal

Coceira frequente não é normal: médica-veterinária alerta para as principais causas e como cuidar da saúde da pele dos cães

Com o avanço das doenças alérgicas dermatológicas nos cães, especialista da MSD Saúde Animal destaca o papel da prevenção contra ectoparasitas, a importância da barreira cutânea e os avanços em inovação terapêutica
 


Lamber as patas compulsivamente, esfregar o corpo nos móveis ou se coçar de maneira contínua são comportamentos que, embora muitas vezes naturalizados pelos responsáveis, merecem atenção. A coceira frequente, também chamada de prurido, é um dos principais sinais de dermatite, um processo inflamatório que acomete a pele. A investigação da causa pelo médico-veterinário é fundamental para definir o tratamento mais adequado.


As dermatites de origem alérgica estão entre as doenças de pele mais comuns em cães. Um dos principais exemplos é a dermatite atópica canina (DAC), uma condição crônica associada a fatores genéticos e ambientais. Os cães afetados apresentam alterações na barreira cutânea e no sistema imunológico, tornando-se mais suscetíveis a desenvolver reações a substâncias presentes no ambiente, como ácaros, pólen e poeira.


Outra condição bastante comum é a dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP). Nesse caso, os animais são sensíveis a proteínas presentes na saliva da pulga, o que desencadeia um processo inflamatório capaz de provocar coceira intensa e lesões na pele. Por isso, a prevenção contínua contra ectoparasitas é uma medida fundamental para esses pacientes.


A hipersensibilidade alimentar também pode estar envolvida nos quadros de dermatite alérgica. Nesses pacientes, determinados componentes da dieta desencadeiam reações adversas que se manifestam por meio de coceira e inflamação da pele, exigindo investigação veterinária para identificação e manejo adequados.


A médica-veterinária Kathia Soares, coordenadora técnica da MSD Saúde Animal, explica que identificar a origem do desconforto é fundamental para interromper o ciclo de coceira e inflamação. “A coceira contínua faz com que o cão se lamba ou se arranhe repetidamente, provocando feridas e lesões que rompem ainda mais a barreira da pele. Isso pode favorecer infecções secundárias por bactérias e fungos, agravando o quadro e trazendo muito sofrimento ao pet”, explica.


Mitos e verdades: o que você precisa saber sobre a coceira nos pets

Para orientar as famílias sobre os cuidados com a saúde da pele, a especialista esclarece algumas das principais dúvidas dos responsáveis de pets:


1. Banho em excesso resolve a coceira?
MITO. O banho pode ajudar a remover alérgenos da pelagem, mas, sem orientação profissional ou com produtos inadequados, pode retirar a oleosidade natural da pele e aumentar o ressecamento e a irritação. Cães com tendência a problemas dermatológicos podem precisar de produtos específicos, conforme orientação veterinária.


2. Pulgas e carrapatos podem desencadear crises alérgicas mesmo em cães que não saem de casa?
VERDADE. Mesmo cães que não saem de casa podem ser expostos a pulgas e carrapatos. Parasitas, ovos e larvas podem ser transportados para dentro do ambiente por pessoas, objetos ou por outros animais que tenham acesso à rua. Dessa forma, o pet continua sob risco de infestação e, em animais predispostos, essa exposição pode desencadear ou agravar crises alérgicas. Por isso, a prevenção contra ectoparasitas deve ser mantida durante todo o ano, independentemente do estilo de vida do animal.


3. A coceira só acontece quando o cão está com pulgas?
MITO. As pulgas podem causar coceira, mas não são as únicas responsáveis por esse sinal clínico. A coceira também pode estar relacionada a fatores ambientais (atopia), a hipersensibilidade alimentar, a infecções de pele. Como diferentes causas podem apresentar manifestações semelhantes, a avaliação do médico-veterinário é essencial para identificar a origem do problema e definir a melhor abordagem para cada paciente.


4. Medidas no ambiente ajudam a controlar a coceira?
VERDADE. Em cães com dermatite alérgica, especialmente nos casos de dermatite atópica, reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam ou agravam as crises pode fazer parte do manejo da doença. Medidas como manter os ambientes limpos e ventilados, higienizar regularmente caminhas, mantas e brinquedos podem contribuir para reduzir a exposição a possíveis gatilhos.

5. Cães novos ou filhotes que já apresentam coceira frequente podem ter uma condição crônica? 

VERDADE. Cães jovens também podem apresentar condições crônicas, como a dermatite atópica canina (DAC). Em alguns casos, os primeiros sinais podem surgir ainda nos primeiros meses de vida. Por isso, é importante investigar a causa da coceira desde o início, permitindo um diagnóstico mais rápido e a adoção do tratamento e manejo mais adequados para cada paciente.


Inovação e ciência para o controle do prurido e da inflamação

Como as causas da coceira podem ser diferentes, o tratamento deve ser individualizado e definido pelo médico-veterinário. Além de identificar e controlar possíveis gatilhos, o manejo pode incluir medicamentos específicos para reduzir o prurido e a inflamação.


“Quando o cão está em crise ou apresenta uma pele reativa, é importante agir rapidamente para identificar o que está desencadeando o problema e controlar a coceira, evitando que o animal provoque novas lesões. Hoje, contamos com opções terapêuticas que permitem um manejo mais direcionado e adequado às necessidades de cada paciente”, pontua Kathia.


Nesse contexto, a MSD Saúde Animal oferece soluções que atuam em diferentes frentes do cuidado dermatológico. Para a prevenção contra ectoparasitas, a companhia conta com o portfólio Bravecto®, referência mundial com mais de 450 milhões de doses distribuídas em 110 países. A linha inclui diferentes apresentações, como comprimido mastigável, solução transdermal e BRAVECTO® 365, solução injetável administrada pelo médico-veterinário que oferece proteção por um ano contra pulgas e carrapatos com uma única aplicação.


Já para o controle do prurido e da inflamação associados à dermatite alérgica em cães, a companhia disponibiliza o Numelvi®. O medicamento é um inibidor de JAK de 2ª geração, altamente seletivo para JAK1, principal enzima relacionada a essas manifestações. Com ação direcionada, proporciona alívio rápido do prurido, a partir de 2 horas após a primeira dose, contribuindo para o controle dos sinais clínicos com precisão e segurança.


Com diferentes opções de prevenção e tratamento, a abordagem permite atuar sobre os fatores que contribuem para o desconforto e apoiar o controle dos sinais dermatológicos, sempre de acordo com a avaliação e orientação do médico-veterinário.