Da adolescência à menopausa, 4 cuidados com a alimentação

No mês dedicado à conscientização sobre a saúde feminina, a especialista Sueli Longo explica[LS1.1] como necessidades nutricionais mudam ao longo da vida e o papel de nutrientes presentes no leite, como proteínas e cálcio

O Outubro Rosa é conhecido por colocar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama no centro das atenções. Mas o período também pode ser um convite para ampliar o olhar sobre a saúde feminina e lembrar que o cuidado com o corpo é construído ao longo de toda a vida.

Da adolescência à menopausa, o organismo feminino passa por diferentes transformações, que também impactam suas necessidades nutricionais. Formação e preservação da massa óssea, manutenção da massa muscular e aumento das demandas nutricionais em certas fases da vida são alguns dos pontos que merecem atenção.

Nesse contexto, a alimentação tem papel importante. O leite, por exemplo, é fonte de proteínas de alto valor biológico, cálcio, fósforo e vitaminas, e pode contribuir para a ingestão desses nutrientes ao longo da vida.

“Quando falamos em saúde da mulher, é importante pensar em uma construção de longo prazo. As necessidades mudam conforme a fase da vida, mas uma alimentação equilibrada desde cedo contribui para que o organismo chegue melhor preparado aos momentos em que determinadas demandas se tornam maiores”, explica a nutricionista Sueli Longo.

  1. Na adolescência, olhar para os ossos antes que eles virem uma preocupação

Saúde óssea pode parecer um assunto distante para quem ainda é jovem, mas é justamente nas primeiras décadas da vida que acontece uma etapa importante da construção da massa óssea. Na infância e adolescência, o cálcio participa da mineralização dos ossos e contribui para o atingimento do pico de massa óssea de acordo com o potencial genético de cada mulher.

Por isso, garantir fontes desses nutrientes desde cedo é parte do cuidado com o futuro. Nesse contexto, leite e derivados podem fazer parte da alimentação por reunirem nutrientes importantes para essa etapa de crescimento e desenvolvimento.

“Muitas mulheres começam a pensar em cálcio e saúde óssea apenas quando chegam à menopausa, mas esse cuidado começa muito antes. A adolescência é uma fase importante para a construção da massa óssea, então alimentação adequada e atividade física nessa etapa são investimentos para a saúde futura”, afirma a Drª Sueli.

  1. Na vida adulta, não esquecer da massa muscular

Com o passar dos anos, o foco não deve estar apenas nos ossos. A manutenção da massa muscular também faz parte de uma rotina saudável, e a ingestão adequada de proteínas ganha importância nesse contexto.

Fonte de proteínas de alta qualidade, como a caseína e as proteínas do soro do leite, o leite pode integrar uma alimentação voltada à manutenção da massa muscular, especialmente quando associado à prática de atividade física.

“O leite é muito lembrado pelo cálcio, mas não podemos esquecer das proteínas. Manter a massa muscular também é parte importante da saúde da mulher e esse cuidado envolve tanto uma alimentação que forneça proteínas adequadamente quanto a prática regular de atividade física”, explica a especialista.

  1. Na gestação, as necessidades mudam

A gestação é outro momento em que as necessidades nutricionais femininas passam por mudanças. A recomendação de proteínas aumenta nessa fase para atender ao crescimento e desenvolvimento dos tecidos maternos e do bebê. Já o cálcio participa da formação e mineralização do esqueleto fetal, além de continuar importante para a saúde óssea da mãe.

Por isso, a alimentação durante a gestação merece acompanhamento individualizado, considerando as necessidades da mulher e do bebê e eventuais restrições ou adaptações necessárias.

“Na gestação, o consumo de leite também deve ser incentivado dentro de uma alimentação equilibrada e de acordo com as necessidades individuais. Além de contribuir com nutrientes importantes para essa fase, é um alimento prático para o dia a dia. O leite longa vida ainda tem a vantagem de passar pelo tratamento térmico UHT, que consiste no aquecimento do leite a temperaturas muito elevadas por poucos segundos, seguido de um rápido resfriamento, eliminando microrganismos que poderiam fazer mal à saúde e/ou estragar o leite, e pelo envase asséptico em embalagens cartonadas, processos que garantem sua segurança microbiológica, além de permitir o armazenamento sem refrigeração antes da abertura”, explica a Dra. Sueli.

  1. Na menopausa, redobrar a atenção aos ossos e músculos

Com a transição para a menopausa, a redução dos níveis de estrogênio está associada a mudanças no metabolismo que podem afetar a composição corporal e acelerar a perda de massa óssea. Ao mesmo tempo, preservar a massa muscular também ganha relevância para um envelhecimento com qualidade de vida.

Nesse período, alimentação adequada, prática de atividade física e acompanhamento profissional ganham ainda mais importância para a preservação da saúde osteomuscular.

“A menopausa é uma fase da vida da mulher onde o cuidado com os ossos merece atenção especial. Cálcio, proteínas, atividade física e acompanhamento profissional fazem parte dessa estratégia, principalmente porque precisamos pensar na preservação tanto da massa óssea quanto da muscular”, reforça a nutricionista.

Atualmente, diferentes versões de leite, como integral, semidesnatado, desnatado, zero lactose, A2, com maior teor de proteínas ou fortificado, também permitem adaptar o consumo às necessidades e possíveis restrições individuais ou sensibilidade.

“Cada fase traz necessidades diferentes, mas existe uma mensagem que atravessa todas elas: prevenção também está nos hábitos cotidianos. Alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento de saúde são cuidados que começam cedo e acompanham a mulher durante toda a vida”, finaliza a Drª Sueli Longo.